terça-feira, 9 de agosto de 2011

NÂO TROQUE DEUS POR ÍDOLOS HUMANOS

Por que o ser humano tem atração tão grande por celebridades (políticos, artistas, esportistas, etc)? Por que as celebridades tornam-se modelos de vida e as pessoas passam a imitar a forma como elas se vestem, falam e o que fazem? 

Essa atração muitas vezes chega a virar uma forma de religião. E na raiz desse "culto" está o fato de que a celebridade parece ser tudo aquilo que seus fans gostariam de ser e não conseguem. A celebridade parece ser quase perfeita naquilo que é ou faz: no esporte que pratica, na sua forma de cantar ou de representar, na sua beleza física ou na inteligência. E o ser humano anseia por alcançar a perfeição.

Outro aspecto que atrai as pessoas é que as celebridades parecem ter controle pleno sobre suas próprias vidas. Afinal têm tudo aquilo que desejam em termos materiais, gozam da admiração das pessoas em geral, etc. Para os fans, que muitas vezes mal conseguem pagar as contas no final do mês e vivem uma vida sem muitos atrativos, essa liberdade de poder ter o que quiser, ir onde desejar e ser recebido por outras celebridades, é algo irresistível. 

É interessante perceber que as celebridades  incentivam essa percepção de que são pessoas muito especiais, quase "deuses". Por exemplo, Pelé se disse um predestinado por Deus; John Lennon declarou que os Beatles eram mais conhecidos do que Jesus Cristo; e a cantora Madonna procurou se comparar à Virgem Maria (veja a música "Like a Virgin"). 

Os próprios fã-clubes das celebridades se parecem muito com igrejas - tocar num ídolo leva as pessoas ao êxtase. Há poucos meses uma fã extremada de Paul McCartney, no Brasil, tatuou no corpo a assinatura dele, exatamente no local onde o artista tinha assinado de verdade à caneta.

O que as pessoas não percebem é que aquilo que as atrai nas celebridades - a quase perfeição em alguma coisa e a liberdade ampla de escolha - são anseios que o próprio Deus colocou em nós, quando nos criou. Mas, encontramos unicamente Nele a perfeição que tanto queremos e Dele vem toda e qualquer liberdade que podemos ter na vida.
 
E é por isto que não podemos ser completamente felizes, não importa o que sejamos ou tenhamos na vida, se não estamos em comunhão com Deus. E muitas celebridades têm aprendido isto da forma mais dura, ao buscarem sentido para uma vida vazia nas drogas, no sexo desenfreado ou no consumismo exagerado. A morte recente da cantora inglesa Amy Withehouse, aos 27 anos apenas, é mais um exemplo trágico dessa verdade, dentre tantos outros.

Gostar de um artista ou de um esportista é natural. Eu me emocionei quando vi Pelé fazer o milésimo gol. Senti a morte de Tancredo Neves como se fosse de alguém da família e tenho toda uma série de memórias importantes, que ajudam a explicar quem eu sou: Ellis Regina cantando “Falso Brilhante”, os Beatles cantando meus amores de adolescência, a letra de Chico Buarque para a música "Construção" e Tom Jobim falando das "águas de março fechando o verão”. Ou seja, essas celebridades podem fazer parte de nossas vidas, mas assim como amigos queridos, cuja memória sempre nos acompanha. Mas idolatrar seres humanos é outra coisa bem diferente.

Quando pessoas idolatram seres humanos, duas coisas acontecem. Em primeiro lugar, violam o mandamento que Deus nos deu para não termos outros deuses na frente Dele (ver post do dia 04/01/2011). 

Depois, é certo que elas vão se decepcionar, por que "deuses" humanos envelhecem e perdem a beleza ou deixam de praticar o esporte pelo qual eram conhecidos ou mesmo costumam se comportar mal - por exemplo, um jogador famoso rejeitou a própria filha (reconhecida em exame de paternidade); um cantor maravilhoso bebeu todas e bateu com o carro, matando alguém; ou ainda um político muito admirado foi pego em pleno ato de corrupção.  

E quando a decepção chega, frequentemente as pessoas se voltam contra o próprio ídolo e o destroem, sem dó nem piedade. Outro dia vi na tv a cabo um documentário sobre a ascensão e queda do cantor Wilson Simonal, que passou por esse processo e morreu cedo, de cirrose, sem nunca entender por que tinha sido destruído. Mas também é verdade que esses mesmos fans, logo depois de destruir o ídolo, vão atrás de outro – afinal seu “altar” não pode ficar vazio.
Deus não pode nunca ser trocado por ídolos humanos. Quem faz isto, certamente vai se arrepender muito.
Com carinho

Vinicius

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