quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A PALESTINA DENTRO E FORA DA BÍBLIA - PARTE 2

O domínio romano
Esse período nos interessa de perto pois nele que Jesus viveu. Os romanos procuraram nomear reis locais, que tinham autoridade limitada, mas os ajudavam a controlar a situação. Um desse reis foi Herodes o Grande, que estabeleceu uma dinastia que durou muitos anos - é essa família que aparece em vários episódios da vida de Jesus e dos Apóstolos. 

Herodes reconstruiu o Templo de Jerusalém, o que foi feito em escala gigantesca para a época. É esse o Templo que Jesus conheceu, chamado de Segundo Templo (ver Mateus capítulo 13, versículos 1 e 2).

Os judeus se revoltaram duas vezes contra os romanos e acabaram, ao final, perdendo sua terra: o nome da região passou a ser Síria Palestina e o da cidade de Jerusalém, Aelia Capitolina. No lugar do Templo de Herodes foi construído um templo a um deus romano, sendo que os judeus foram impedidos de morar na cidade. 

No final do domínio romano (início dos século IV), a religião oficial passou a ser o cristianismo e data dessa época a re-descoberta dos chamados lugares santos, onde foram construídas igrejas cristãs (Natividade, Santo Sepulcro, etc), que existem até hoje.
Sem pátria
Assim, durante séculos, os judeus ficaram sem pátria. Depois de expulsos pelos romanos, eles foram voltando aos poucos, mas sempre sobre domínio de outro povo. A Palestina passou sucessivamente para as mãos dos gregos, árbes, dos cristãos (na época das cruzadas), dos turcos, até chegar á mão dos ingleses. O interessante é que, durante o período árabe, muçulmanos e judeus viviam lado a lado, em regime de tolerância mútua. Já os cruzados foram absolutamente intolerantes e massacraram indistintamente muçulmanos e judeus.

A fundação do Estado de Israel
Ao final da Primeira Guerra Mundial, a Palestina virou um Protetorado Britânico – nessa época existiam cerca de 500.000 muçulmanos e 50.000 judeus morando na região. Os judeus inicialmente tiveram apoio dos ingleses para se estabelecer na região e aumentaram em muito a sua presença. Entretanto, com as crescentes tensões na disputa pelas terras, os ingleses começaram a impor limites e dificuldades para novas migrações judaícas.

Após o Holocausto – quando cerca de seis milhões de judeus foram mortos pelos nazistas - passou a haver na comunidade internacional o sentimento de que os judeus deveriam ter um lar seu. Com isso, em 1947, a ONU declarou a Partilha da Palestina entre árabes e judeus.

Naquele momento, a Palestina tinha cerca dois milhões de habitantes, sendo 600.000 judeus e 1.400.000 árabes. Os judeus foram favorecidos, pois ficaram com cerca de 55% do território. Em maio de 1948, Israel proclamou sua independência. 

O conflito árabe-israelense
Imediatamente, os países árabes (Egito, Jordânia, Líbano, Síria e Iraque) declararam guerra ao recém criado estado, que esteve no limiar de ser destruído por seus adversários. Ao final da guerra, Israel prevaleceu, por sua melhor organização e conquistou mais terra, acabando com cerca de 68% do território.  600.000 árabes fugiram da Palestina, tornando-se eles e seus descendentes refugiados, problema não resolvido até hoje.

Diversos conflitos se sucederam, sendo o mais importante deles ocorreu em 1967. Em seis dias, Israel obteve grande vitória, tomando diversas regiões chave como as colinas de Golan (da Síria), a península do Sinai e a faixa de Gaza (do Egito) e Cisjordânia e a cidade de Jerusalém (da Jordânia) - a conquista de Jerusalém é, sem dúvida, um sinal do cumprimento das profecias bíblicas.

Hoje há cerca de seis milhões de judeus e seis milhões de árabes palestinos convivendo diariamente em um ambiente de constante tensão. Um verdadeiro abismo separa as duas populações, em termos culturais, sócio-econômicos, políticos e religiosos.

O ponto de vista espiritual e as promessas bíblicas
Se Deus fez promessas a Abraão e seus descendentes de que a terra da Palestina seria deles, porque permitiu que os judeus fossem expulsos de lá e ficassem dispersos por 1.800 anos?

A Bíblia nos explica isso em várias passagens: por exemplo, ver Jeremias capítulo 25, versículos 2 a 11. A causa está clara: a infidelidade. As promessas dadas ao povo estavam ligadas diretamente ao seu relacionamento íntimo e fiel com Deus. Longe Dele, Israel era somente um pequeno reino entre impérios mais poderosos. Quando Deus retirou o seu apoio, eles rapidamente sucumbiram.

Mas não acaba aí. Deus também revelou (ver Jeremias capítulo 30) que o povo de Israel será restaurado. Na verdade, estamos vivendo no período histórico em que essa promessa está sendo cumprida, aos poucos - o renascimento da nação de Israel é um prova disto. Porém ainda falta muito para esse processo chegar ao final.

É certo que somente haverá paz na Palestina caso se chegue a algum tipo de acordo com os árabes palestinos. Entretanto, até nossos dias nenhum acordo pôde ser alcançado. Os dilemas são inúmeros pois os radicais de ambos os lados anseiam pela destruição do inimigo, achando que possuem mandato de Deus para isto. Enquanto isso, ambos os povos sofrem de forma constante com a violência e o potencial destrutivo desse conflito é capaz de desencadear uma guerra mundial.

Somente em Deus reside a solução para tão difícil questão. Quando todos os povos ali envolvidos entenderem isto, é que uma solução duradoura será alcançada.


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