domingo, 25 de março de 2012

UMA AJUDA PARA OS INICIANTES EM EVANGELIZAR

Recebo muitas perguntas de como fazer para começar a evangelizar, especialmente quando a pessoa resiste à mensagem do Evangelho. É claro que há pessoas que se respondem à primeira abordagem, de tão sedentas que estão de uma renovação espiritual, talvez até porque estejam passando por sofrimento grande. Mas há algumas que resistem, ou porque estão num momento de vida melhor e talvez pensem que Deus não é tão necessário assim, ou mesmo por que têm dúvidas racionais quanto ao conteúdo e significado do cristianismo.

Outro dia estava assistindo a palestra de um evangelista e fui surpreendido com uma declaração que ele fez. Quando lhe perguntaram o que costuma fazer quando alguém resiste ao Evangeljo, respondeu: “ordeno ao espírito da incredulidade que saia da pessoa.” Ou seja, para ele qualquer resistência à mensagem é uma obra de espíritos malignos.

Ora, não é isso que a Bíblia nos diz. Quando o apóstolo Paulo visitou a cidade de Atenas, berço da filosofia, ele pregou para pessoas altamente sofisticadas e conseguiu converter poucos dentre os seus interlocutores. O relato bíblico não nos conta que Paulo saiu exorcizando os incrédulo - ele se afastou e deixou-os exercer seu livre arbítrio de não aceitar a mensagem (ver Atos dos Apóstolos capítulo 17, versículos 16 a 34).

Penso que quando encontramos uma situação como essa, é preciso saber como proceder. O início do caminho, já que nesses casos não cabe apelar para as emoções, será contar com argumentos sólidos para mostrar à pessoa que há sentido na sua conversão a Cristo. Afinal, como disse Martinho Lutero (ver post do dia 23/03/12), a fé começa pelo entendimento.

Vamos então imaginar que você esteja conversando com uma pessoa e ela lhe pergunte por que precisa aceitar Jesus já que vive uma vida correta, até pelos padrões cristãos. Uma possível resposta seria: "se você não acreditar em Jesus irá para o inferno!" O problema é que essa declaração por si só não esclarece por que Jesus é necessário. É necessário então construir uma abordagem mais didática.

Para tanto, exemplifico aqui como seria esse tipo de abordagem e no meu exemplo recorri a quatro perguntas consecutivas e interligadas que devem ser feitas a quem se pretende alcançar com o Evangelho:

Pergunta 1: Você acredita que quem comete erros morais sérios deve ser punidas?
Se a pessoa com quem você estiver falando for sincera, é claro que vai responder que sim – ninguém em sã consciência diria algo diferente.

Pergunta 2: Você já cometeu erros morais sérios?
Se a pessoa disser que não, você terá algum trabalho adicional para explicar para ela que todos cometem erros, com base na raiva, mentira, inveja, ódio, orgulho, ciúme, etc. Se a pessoa reconhecer que sim, comente que você também faz os mesmos tipos de erros. Isso fará com que seu interlocutor se sinta mais confortável.

Pergunta 3: O que você e eu precisamos fazer para escapar de uma punição merecida?
Quando a pessoa disser que não sabe, você fala de Jesus: Ele é justamente a solução que Deus nos deu para esse problema.  Deus nos oferece o perdão gratuitamente, mas apenas nos termos Dele - o que é justo, pois é Ele que está liberando o perdão. E esses termos incluem a aceitação incondicional de que Jesus veio ao mundo para morrer por nós e nos reconciliar com Deus.
 

Pergunta 4: O que você vai escolher – aceitar o perdão que lhe é oferecido ou vai enfrentar a punição?” 
Se os passos anteriores forem bem conduzidos, é difícil que a pessoa não se interesse. Cuidado para não perder o foco, pois a pessoa pode perguntar o que acontece com aqueles que nunca ouviram sobre Jesus. Responda que tudo isso está devidamente explicado (Deus não leva em conta a ignorância), mas que naquele momento o qie importa é o caso específico da pessoa que está conversando com você.

É claro que o argumento pode não funcionar numa primeira vez - às vezes é necessário insistir, para que a pessoa vá aos poucos entendendo aquilo que você está lhe dizendo.

Vale a pena tentar. Temos um compromisso com Deus de pregar o Evangelho (ver post do dia 13/03/12). Dê o primeiro passo. Não há alegria que se compare àquela que se tem ao levar alguém para Jesus.

Com carinho
Vinicius

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