domingo, 10 de junho de 2012

A BíBLIA SEMPRE DEFENDEU OS DIREITOS HUMANOS

Revelação é aquilo que Deus nos conta sobre Ele mesmo e seus planos para a humanidade. Sem ela, há uma série de coisas que nunca saberíamos, como por exemplo que Jesus é o nosso Salvador (ver mais). 

E Deus nos revelou as coisas de maneira progressiva, para levar em conta a capacidade do ser humano de abosrver o que estava sendo trnasmitido. É como fazemos hoje com as crianças, que vão estudando as diversas disciplinas - como Matemática ou Português - passo a passo, de forma que o que foi aprendido antes serve de base para o que se vai aprender depois. E isso fica aboslutamente claro na questão do tratamento que devemos dar ao próximo.  

O início do relato bíblico – sobre Abraão e seus descendentes - trata de um povo que nômade, pastores de cabras e ovelhas. A sociedade era organizada em tribos baseadas em laços de sangue. E era preciso que cada tribo conquistasse o respeito das demais, pois era essa reputação que protegia seus membros quando estavam numa condição vulnerável, como numa viagem. Afinal, ninguém queria provocar a ira de uma tribo poderosa, com medo da retaliação que certamente viria. Assim, retaliar qualquer ofensa de forma feroz era uma questão de sobrevivência e as tribos fracas acabavam destruídas. 

Num ambiente desses, a regra seguida era vingar qualquer ofensa, se possível em grau muito maior do que o prejuízo causado, para infundir respeito. Foi o que Simeão e Levi, filhos de Jacó, fizeram, quando um rapaz foi acusado de violentar sua irmã, Diná. Em represália, e usando de um artifício, os irmãos mataram todos os homens da cidade natal daquele rapaz (Gênesis, capítulo 34).

Um pouco mais de quatrocentos anos depois, Moisés apresentou a lei de Deus para o povo de Israel. Nela estava incluída a orientação para que a vingança fosse proporcional à ofensa cometida – daí vem o dito “olho por olho e dente por dente”.  Ora, isso já era um grande avanço, pois a retribuição passou a ser limitada, proporcional à ofensa cometida, o que era muito mais justo.

Jesus viveu cerca de 1.300 anos depois de Moisés, numa época em que o mundo era muito mais urbano e civilizado e estava dominado pelo Império Romano. Nesse ambiente, Jesus introduziu novas regras: amar ao próximo e retribuir o mal com o bem. 


Tratava-se de um novo passo revolucionário, pois com esse ensinamento Jesus ensinou algumas coisas importantes. Primeiro que somente o amor constrói de forma permanente – tanto é assim que o Império Romano foi 1.500 anos atrás e o cristianismo está aí até hoje.

Depois, que o perdão é necessário para se viver em sociedade. Afinal, a longo prazo, se levarmos a ferro e fogo a ideia de “olho por olho, dente por dente”, todos acabarão cegos e/ou banguelas. O perdão é uma necessidade premente, sem o qual a vida seria uma sucessão de vinganças, cada vez maiores.

Foi com base nesses ensinamentos que as sociedades onde o cristianismo se firmou como a religião mais importante, desenvolveu a prática dos direitos humanos e aprendeu a ajudar os necessitados. Antes desses conceitos prosperarem, as pessoas mais fracas – crianças indesejadas, velhos, doentes e viúvas - eram deixadas à própria sorte.

Agora, é evidente que esse processo de crescimento contínuo na forma de olhar e tratar o próximo dependeu do desenvolvimento das sociedades onde os seguidores dos ensinamentos da Bíblia viviam. Por exemplo, Deus jamais poderia ter ordenado o amor ao próximo na época de Abraão, maracda pela luta sem tréguas entre tribos, pois a tribo que adotasse esse ensinamento teria sido dizimada.


Foi preciso fazer isso em dois passos. primeiro, a partir da época de Moisés, tornando a retribuição justa, proporcional à ofensa cometida. A sociedade já não era nômade e a organização em cidades já se fazia bem presente. Num segundo momento, veio o passo final, ordenado por Jesus, quando a sociedade estava sob a lei do Império Romano.
 

Portanto, é injusta a crítica de alguns pensadores que tentam analisar os ensinamentos de Deus à luz dos costumes atuais e aí falam que Deus é violento e bárbaro, por exemplo ao ter orientado o povo de Israel a conduzir guerras de extermínio, num mundo onde a prática vigente era “matar ou ser morto”

Analisar fatos de uma época muito anterior com base nas práticas atuais é um erro chamado anacronismo, coisa muito frequente, infelizmente, entre os historiadores. Outro exemplo de anacronismo é taxar Deus de perverso porque a Bíblia não abriu guerra contra a escravidão, prática absolutamente comum na antiguidade - o caminho adotado foi cobrar dos donos de escravos que tratassem seus servos com humanidade.

Na verdade, os ensinamentos bíblicos sempre estiveram na vanguarda dos direitos humanos, coibindo os excessos no processo de retaliação, na exigência de tratar bem os esvravos, nas leis para cuidar dos mais fracos, no cuidado com as mulheres (numa sociedade machista), etc. E tanto é assim que os primeiros cristãos foram justamente os masi desfavorecidos na sociedade, pois eles sentiam na pele como a doutrina encaminhada por Jesus era boa para eles. Escravos, mulheres, pobres e primidos acorreram em massa ao chamado da Evangelho, o que é a melhor prova possível para tudo o que acabei de falar.

Com carinho
Vinicius 

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