quinta-feira, 19 de julho de 2012

HÁ PROVAS DE QUE JESUS RESSUSCITOU DOS MORTOS?


Ser ancorado em fatos históricos dá ao cristianismo uma grande vantagem: a credibilidade de ter como origem pessoas e fatos reais. Mas, por outro lado, esse também é um possível ponto de fraqueza. Se estudos históricos comprovassem que Jesus não existiu de fato ou que Ele não ressuscitou dentre os mortos, o cristianismo seria destruído. Veja o que falou o apóstolo Paulo a esse respeito (1 Coríntios capítulo 15, versículo 14): "E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e vã a vossa fé."

É exatamente por isso que historiadores ateus tentam de todas as formas encontrar falhas na origem do cristianismo. E publicam todo tipo d estudo tentando demonstrar isso o que acaba gerando a seguinte dúvida no coração de muitos cristãos: será que sua fé está mesmo embasada em fatos reais? 

A prova da existência de Jesus

A esmagadora maioria dos historiadores aceita que existiu um homem chamado Jesus, o qual ensinou, realizou curas e acabou crucificado pelos romanos. E isso ocorre porque as provas desses fatos são muito convincentes. 

Elas começam nos escritos da Bíblia que, mesmo para aqueles que não a aceitam como a Palavra de Deus, ainda assim tem peso histórico. Para muitos a Bíblila é equivalente a outros documentos escritos na mesma época. 

E os estudidosos identificaram três tradições diferentes por trás dos escritos bíblicos que falam da história de Jesus: 1) a que deu origem ao Evangelho de Marcos (e, depois dele, aos de Mateus e Lucas); 2) a que está por trás do Evangelho de João; e 3) as cartas de Paulo. E todas confirmam a mesma coisa.


Mas há também diversas tradições fora da Bíblia, como por exemplo os escritos de Flávio Josefo, um judeu que publicou diversos livros sobre a história do seu povo, cerca de 40 anos depois da morte de Jesus. Ele não era cristão, mas citou Jesus e também a Tiago, seu irmão, que foi figura importante em Jerusalém. 

Outra tradição vem do Talmude, coleção de escritos rabínicos, onde Jesus é citado, sendo atribuida uma origem espúria para Ele – seria fruto de um estupro que sua mãe teria sofrido de um romano. Mas esse relato comprova que os próprios adversários de Jesus reconheciam que Ele viveu entre nós e foi crucificado. 

Finalmente, há ainda o ossuário de Tiago, irmão de Jesus, que foi encontrado recentemente – eu já escrevi em detalhes sobre esse achado em postagem anterior 


Resumindo, não há qualquer dúvida que Jesus existiu, viveu neste mundo por cerca de trinta e poucos anos e morreu crucificado. Também há certeza que Ele foi considerado como mestre e profeta pelos judeus, ensinou e curou pessoas.


A prova da ressurreição de Jesus

Aqui o quadro é mais complexo, mas muita coisa pode ser comprovada. Vou começar listando os fatos que a esmagadora maioria dos estudos históricos aceita como verdadeiros: 
  • Jesus foi enterrado logo após sua crucificação. 
  • No domingo de manhã, a sepultura apareceu vazia. 
  • Os discípulos de Jesus relataram inúmeras experiências de encontro com o Jesus ressuscitado. 
  • Essas experiências mudaram suas vidas, a ponto de passaram a morrer pela fé em Jesus como o Cristo.
Vou adotar aqui a mesma metodologia que os policiais usam para esclarecer crimes: partir dos fatos comprovados (lista acima) e construir uma teoria do que aconteceu que se encaixe nesses fatos. Vão existir teorias alternativas e a escolhida será aquela que melhor explicar os fatos conhecidos - essa será adotada como verdadeira.  

Além de postular que Jesus ressuscitou dentre os mortos, que outras teorias alternativas poderiam explicar os fatos conhecidos? Exsitem várias teorias, mais ou menos populares - vou me concentrar aqui nas duas mais conhecidas.  


A primeira explicação alternativa seria que tudo não passou de uma fraude: Jesus não morreu mesmo na cruz ou os discípulos roubaram seu corpo, depois de morto, como os próprios judeus acusaram (Mateus capítulo 28, versiculos 11 a 15). Se tudo não passou de uma fraude e Jesus não ressuscitou, por que esses mesmos discípulos adquiriram uma tal fé a ponto de se deixar martirizar? Só um louco se deixaria martirizar por uma fé apoiada numa fraude e os discípulos eram pessoas bem normais e pragmáticas. Portanto, uma fraude não conseguiria explicar a fé que surgiu no meio dos discípulos, após os fatos ocorridos.


Outra possibilidade é que os discípulos tiveram alucinações coletivas e viram Jesus ressuscitado, quando Ele não tinha de fato se levantado dentre os mortos. Mas, se foi isso que aconteceu, onde foi parar o corpo? Além disso, como foram aparições múltiplas aparições, em diferentes locais, circunstâncias e dias, a tese da alucinação coletiva não fica em pé – não há qualquer registro na história de alucinação coletiva com essas características. Portanto, nem as aparições de Jesus e nem o túmulo vazio podem ser explicados por meio de alucinações dos discípulos.   


Se repetirmos esse procedimento com todas as alternativas já levantadas para explicar os fatos conhecidos, nenhuma delas fica de pé, exceto a ressurreição. Sendo assim, mesmo quem não acredita que Jesus é o filho de Deus, se vê na contingência de reconhecer que algo extraordinário aconteceu naquele domingo, em que o túmulo apareceu vazio. Não como evitar a conclusão de que Ele ressuscitou. E aí, nós, cristãos, damos Glórias a Deus.


Palavras finais

A existência de Jesus, seu ministério neste mundo, sua morte na cruz e sua ressurreição são fatos que gozam de uma grande solidez do ponto de vista histórico. Essa solidez é maior, muito maior, do que tudo aquilo que está comprovado a respeito de outros personagens históricos que viveram na mesma época e sobre os quais ninguém coloca dúvidas, como o rei Herodes ou a rainha Cleópatra. 


Portanto, fique tranquilo e seguro que sua fé está embasada em fatos comprovados. Agora quem não quiser acreditar, faz isso sob sua conta e risco.

Com carinho

5 comentários:

  1. As fontes bíblicas como elemento histórico sobre Jesus, nascimento, vida, morte e ressurreição são gravemente questionáveis pelo fato de seus autores serem suspeitos (membros de comunidades cristãs), com o agravante de terem sido escritos 35 a 40 anos depois dos supostos eventos. Por outro lado, as fontes extra-bíblicas são praticamente inexistentes, o que torna ainda mais difícil o conhecimento do fato histórico em si.

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    1. O que você afirmou não é verdade. E vou mostrar por quê.
      Primeiro, há muitas fontes extra-bíblicas que relatam a existência e o suplício de Jesus na cruz. Veja, por exemplo, os escritos do historiador judeu Flavius Josephus, altamente respeitado – a ele se deve quase tudo que sabemos sobre a revolta judaica ocorrida entre os anos 66 e 70 da nossa era. Se quiser conhecer em detalhe todas essas fontes, leia o primeiro volume do livro “Um judeu marginal” de Paul Meier.
      Depois, porque estudos feitos com centenas de historiadores especializados naquela época indicam que são aceitos pela esmagadora maioria deles os seguintes fatos como históricos (veja o livro “The case for resurrection odf Jesus” de Gary Habermas e Michael Licona):
      - Jjesus foi supliciado na cruz pelos romanos
      - O seu túmulo apareceu vazio
      - Seus seguidores relataram ter vivido experiências místicas com Ele, após sua morte
      É claro que interpretação que o segundo e terceiro pontos têm entre esses historiadores varia bastante, mas não há questionamento sobre os fatos históricos em si. E nada do que acabei de falar usa os Evangelhos como referência, embora eles sejam muito confiáveis historicamente, embora essa seja uma discussão que não estou fazendo aqui.

      É a partir desses fatos bem estabelecidos que a discussão é feita.

      Vinicius

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  2. Parabéns pelo blog. Que continuemos fazendo a obra. Deus abençoe.

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    1. Obrigado pelas suas palavras. Estou mudando para um novo site, com muito mais recursos. Se puder, me visite lá www.sercristao.org

      Abs

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  3. Parabéns pelo blog e por suas explicações que foram uteis para o meu livro " Sim. Ele vive." são documentos e fontes amplamente seguras e portanto muito confiáveis.

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