quarta-feira, 12 de março de 2014

O SIGNIFICADO BÍBLICO DO CASAMENTO

Todos aqueles que têm experiência de uma relação estável, um casamento, sabem bem as dificuldades para mantê-la de forma que ambos os parceiros vivam bem dentro dela, felizes e realizados.

Não é fácil entrar numa relação estável e nela ficar. E penso que o fracasso, na maioria dos casos, nasce da falta de entendimento de um princípio bíblico que parece simples. Para a Bíblia, o relacionamento conjugal ideal é aquele onde duas pessoas se tornam uma só carne (Marcos capítulo 10, versículos 7 e 8). As duas pessoas se unem de forma tão completa, que se tornam uma coisa só.

Agora, será que duas pessoas se tornaram uma coisa só quando no seu dia-a-dia referem-se ao "meu dinheiro" e ao "seu dinheiro"? Será que um relacionamento, onde as partes ficam analisando se os "benefícios" gerados pela relação superam seus "custos", demonstra tal tipo de união plena? Dificilmente. E exemplos como esse, da falta de união do casal, são muito comuns. Não admira que as pessoas se separem tanto. 

Quando é que dois se fazem uma só carne?
Há diversos sinais que caracterizam a presença de uma união que esteja de acordo com os princípios bíblicos. Vou me concentrar em três deles, que, acredito, descrevam bem a perspectiva que precisa existir. Primeiro, dever haver um projeto de vida comum para o casal. E esse projeto é equilibrado, atendendo necessidades e vontades das duas partes. 

Por exemplo, imagine que o marido ecomiza para comprar o carro dos seus sonhos, enquanto a mulher se sente triste por não ter condições financeiras para dar melhores condições de vida para seus pais, já velhos. Ou uma parte quer economizar para poder fazer um curso de pós-graduação, imaginando melhorar suas oportunidades profissionais, enquanto a outra proriza o consumo - viagens, decoração do apartamento, etc. Ou ainda que um dos dois quer filhos de imediato, enquanto o outro quer adiar esse projeto, sem prazo para dar esse passo. Esses são exemplos de projetos desequilibrados, sem harmonia. E tal tipo de situação não leva o casal a lugar nenhum.

Depois, é preciso haver confiança das partes que ambas contribuem com o melhor que têm para o projeto de vida comum. Não estou dizendo que os dois precisam contribuir de forma igual, pois as capacidades deles nunca serão exatamente as mesmas em todas áreas da vida em comum - por exemplo, um deles pode ter mais facilidade para ganhar dinheiro. A própria biologia do ser humano indica que as mulheres tem contribuição a dar - a gestação de filhos - que os homens nunca poderão igualar. 

Assim, cada parte deve contribuir com aquilo que tiver de melhor para a união. E o ponto importante é que todos confiem que cada um está sempre fazendo seu melhor, mesmo quando houver desequilíbrio nas contribuições efetivamente dadas

Manter uma "contabilidade" do que cada um faz, comparando as contribuições individuais, para conhecer quem é digno de crédito maior, por ter feito mais pelo casal, é um erro sério, mas muito comum. Até porque há contribuições - como um gesto de carinho - que não podem ser quantificadas e comparadas com outras. 

Ainda mais, é preciso haver disposição de ambos para fazer concessões em prol do bem comum, sem esperar qualquer tipo de recompensa individual

Concluindo, um relacionamento somente conseguirá trazer felicidade para o casal, alcançando a estabilidade necessária para enfrentar os problemas gerados pela vida em comum, caso se transforme numa união real, onde "dois se transformam numa só carne". Esse é ensinamento da Bíblia.

 Com carinho 

Nenhum comentário:

Postar um comentário