sábado, 23 de agosto de 2014

AUTO-AJUDA OU AJUDA DO ALTO

Livros e palestras de auto-ajuda são extremamente populares hoje em dia. Os autores mais conhecidos acabam ricos e famosos tal o interesse do público por esse tipo de trabalho. Mas o que a Bíblia tem a ensinar a respeito da auto-ajuda? Ela deve ser considerada certa ou errada? É o que vamos discutir a seguir.

Na verdade, há aspectos positivos e negativos na auto-ajuda. O aspecto positivo tem a ver com o incentivo ao auto-conhecimento. E isso faz sentido pois o primeiro passo para qualquer mudança positiva é o entendimento de quais são os problemas a serem enfrentados. Portanto, o incentivo para a pessoa examinar-se a si mesma, entender onde estão suas dificuldades e se preparar para mudar é positivo e essa prática é apoiada pela Bíblia. Mas, a partir daí, os caminhos seguidos pelos textos de auto-ajuda e a Bíblia são bem diferentes. 

A auto-ajuda procura encontrar e liberar o potencial que as pessoas têm e que não usam de forma adequada. Essa é a abordagem seguida pelos maiores mestres dessa linha de pensamento. E isso explica a popularidade da auto-ajuda. Afinal, as pessoas gostam da ideia que podem fazer mais, muito mais, e voar mais alto. Que são mais poderosas do que conseguem imaginar. Que podem se tornar auto-suficientes.

A Bíblia discorda. Ela ensina que a natureza humana é voltada para o pecado e que somente a Graça de Deus pode colocar e manter a pessoa no caminho certo e dar-lhe condições para conseguir bons resultados. 

Assim, a pessoa precisa reconhecer as próprias fraquezas, arrepender-se delas e entregar seus caminhos a Deus. A partir daí, será transformada para melhor e ajudada por Ele na superação das suas dificuldades.

Nesse sentido, a Bíblia ensina que a pessoa não pode realmente se auto-ajudar. Pode apenas escolher aceitar Jesus como seu Senhor e Salvador e perseverar nesse caminho. O resto cabe a Deus fazer. 

Um bom exemplo do que acabei de falar é a situação que Moisés viveu. A Bíblia conta que ele foi escolhido por Deus para liderar o povo de Israel na libertação da escravidão que vivia no Egito. Essa missão foi revelada a Moisés numa visão que lhe foi dada no Monte Sinai. Naquela oportunidade, Moisés respondeu que não poderia fazer o que Deus estava pedindo pois tinha dificuldade para falar em público (era gago). 

Ora, num modelo de auto-ajuda, Deus teria incentivado Moisés a liberar seu potencial interior, superando sua limitação. Mas não foi isso que Deus fez: Ele escalou Aarão, irmão de Moisés, para servir de porta-voz. Aarão falava bem e ajudou Moisés a convencer o povo de Israel.

As duas abordagens buscam um objetivo comum: ajudar a pessoa a superar seus problemas. Uma delas, a auto-ajuda, procura fazer isso dando auto-confiança às pessoas para superarem suas limitações e tornando-as auto-suficientes. 

Já a outra abordagem, a bíblica, coloca a pessoa nas mãos de Deus, dando a Ele a primazia na solução dos problemas. É claro que a pessoa sempre será chamada a fazer sua parte, mas a resposta final virá mesmo de Deus.

A consequência dessas duas abordagens é bem diferente. Se é a pessoa que resolve seus próprios problemas, contando apenas com as próprias forças, ela deve se sentir feliz e orgulhosa pelo sucesso alcançado. Não precisará agradecer a ninguém, além dela mesma. 

Agora, se cabe a Deus a orientação e a criação de condições para solução dos problemas, a pessoa deverá ser grata a Ele. Precisará reconhecer que depende sempre da Graça de Deus. 

A auto-ajuda, de certa forma, acaba por levar a pessoa para longe de Deus, ao tentar torná-la auto-suficiente. E aí reside o enorme perigo dessa abordagem. Afinal, nenhum caminho que torna a pessoa independente de Deus é aconselhável e bom. 

PS Agradeço à Mariana a dica para este post.

Com carinho   

2 comentários:

  1. Palavra edificante!!!nos últimos tempos, tão difíceis, os homens seriam tão amantes de si mesmos que até a iniqüidade se alastraria para barrar o amor, inclusive ao próprio Deus!!!
    Tenho um blog que se chama ALTO AJUDA, exatamente neste contraste!!! A paz.

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  2. Palavra edificante!!!nos últimos tempos, tão difíceis, os homens seriam tão amantes de si mesmos que até a iniqüidade se alastraria para barrar o amor, inclusive ao próprio Deus!!!
    Tenho um blog que se chama ALTO AJUDA, exatamente neste contraste!!! A paz.

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