segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O RESULTADO DAS BOAS INTENÇÕES

Acabei de ler uma entrevista do Guga, o maior tenista da nossa história, onde ele falou sobre sua vida depois de abandonar as quadras. Ele comentou, em especial, sobre as sequelas que o esporte de alto rendimento deixou no seu corpo.

As atividades de alto rendimento normalmente acabam por ser prejudiciais. Vários ex-atletas famosos são testemunhas disso. Por exemplo, o ex-tenista André Agassi declarou que sofre dores tão fortes a ponto de não conseguir pegar direito os filhos no colo.

Acho que há dois pontos importantes sobre os quais vale a pena refletir aqui. O primeiro é: uma coisa boa pode se tornar prejudicial dependendo de como ela é feita. No exemplo do esporte, a fronteira entre o bem e o mal é a intensidade - atividades físicas em excesso, praticadas por muito tempo, acabam por destruir partes do corpo humano, como as articulações.

E assim também ocorre com a religião. Frequentar uma igreja e trabalhar na obra de Deus é uma coisa excelente. Mas fanatismo religioso é ruim e causa prejuízo. É o fanatismo que leva às perseguições, à intolerância, à violência e outras coisas ruins. 

A questão, portanto, é saber onde está a fronteira entre o bem e o mal. Esse é um tema que já tratei em outros posts e não tenho espaço para desenvolvê-lo aqui, mas não deixe de tentar refletir sobre ele.

O segundo ponto que merece ser lembrado é: boas intenções apenas não garantem bons resultados. Um atleta busca ganhar dinheiro para si e sua família e trazer alegria para milhões de torcedores. Nada disso pode ser considerado ruim - são intenções perfeitamente justificáveis. Mas na busca desses objetivos a pessoa pode acabar destruindo seu corpo. 

É por isso que o ditado "a estrada para o inferno está pavimentada de boas intenções" é uma verdade. Boas intenções somente garantem resultados adequados se estiverem alinhadas com a vontade de Deus. Simples assim. 

Com carinho   

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