quinta-feira, 30 de outubro de 2014

LÍNGUA, UMA ARMA MORTAL

Cena 1: O marido chega em casa estressado: a situação anda difícil no trabalho e ele está cansado, muito cansado. Pouco depois, por um motivo menor, ele explode com alguém da sua família e joga para fora todo fel que tinha acumulado dentro de si. Diz poucas e boas, descontando no familiar (filho(a) ou esposa) sua frustração. Mais tarde, cai em si e pensa: “eles vão entender que estou passando por um momento difícil”.

Cena 2: Aquela mulher conhece detalhes da vida de muitas pessoas da igreja que frequenta – seus problemas, desencontros familiares, etc. Todo domingo, ao final do culto matutino, ela vai passando de grupo em grupo, como se fosse um passarinho pousando aqui e ali, para trocar informações com as pessoas. E o início de cada conversa é sempre o mesmo: "vocês sabem da última?” E aí a mulher conta para seus ouvintes algo “suculento” sobre outra pessoa que todos conhecem. Ela não vê mal no que faz pois acha que é seu "dever" todos(as) bem informados(as).

Cena 3: Ele é um político jovem, bonito e bem falante. Traz um monte de ideias novas e motiva as pessoas a segui-lo. Mas, lá no fundo, sua agenda verdadeira é obter vantagens pessoais, garantindo sua independência financeira. Ele acalma a própria consciência pensando que, embora tire vantagens do seu cargo, faz coisas boas para um monte de gente. E pensa ser melhor do que a maioria dos seus colegas políticos.

Cena 4: Ela é insegura e o que mais preza é ficar bem com todos. E para ficar bem com todo mundo, vai contando umas mentirinhas “brancas” aqui e ali. Por exemplo, chega para Joana e diz que a apoia naquilo que falou, mas depois procura as pessoas eventualmente magoadas por Joana e diz que está solidária com elas. Mas, pensa ela, não é por mal. Só não quer brigar com ninguém.

Palavras iradas (cena 1), fofoca (cena 2), hipocrisia (cena 3) e mentiras (cena 4) são exemplos de pecados da língua. Esse tipo de pecado é muito comum – todos nós os praticamos vez por outra. 

Os pecados da língua causam muito mal. Veja o que Tiago diz (capítulo 3, versículos 6 a 9):
Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade... contamina o corpo inteiro e não só põe em chamas toda carreira da existência humana, como é posta ela mesma em chamas pelo Inferno... a língua, porém, nenhum homem consegue domar; é mal incontido carregado de veneno mortífero. Com ela bendizemos ao Senhor e Pai; também com ela amaldiçoamos os homens...

A língua é um instrumento tão poderoso que permitiu a Adolf Hitler dominar a Alemanha e gerar um horror gigantesco, ao pastor Jim Jones levar seus seguidores ao suicídio coletivo, aos acusadores dos donos da Escola de Base, em São Paulo, destruírem o negócio de pessoas honestas e dedicadas. 

É uma arma mortal pois faz pior do que matar o corpo: destruir a alma das pessoas, rouba-lhes a paz de espírito e pode até afastá-las de Jesus Cristo. 

Mas quem comete os pecados da língua também é prejudicado: os mentirosos se enrolam nas próprias mentiras e perdem sua credibilidade, os fofoqueiros perdem o respeito dos outros, os hipócritas cedo ou tarde são expostos e os irados acabam rejeitados pelas pessoas no seu entorno. 

O passo mais importante na luta contra os pecados da língua é a pessoa reconhecer sua existência. Perceber quando pratica tal tipo de coisa. 

Se você não fizer isso, nunca vai ficar livre desse tipo de problema, pois sempre vai encontrar desculpas para sua própria forma de agir. Simples assim. 

Com carinho

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