sábado, 15 de novembro de 2014

MELHORANDO O RELACIONAMENTO COM DEUS

O relacionamento das pessoas com Deus varia muito. Umas conseguem se aproximar muito d´Ele, enquanto outras permanecem numa relação morna. Mas o que torna a relação do ser humano com Deus melhor

Para poder responder essa pergunta, primeiro é preciso entender as motivações que cada parte - Deus e o ser humano - tem para manter essa relação. 

A grande motivação de Deus é seu amor por cada um(a) de nós. É claro que agrada a Deus que venhamos a amá-lo de volta, mas Ele não coloca essa reciprocidade como condição para nos amar. Portanto, a explicação para o amor de Deus só pode ser encontrada n´Ele mesmo, na sua forma de ser. É por isso que a Bíblia afirma: "Deus é amor" (1 João capítulo 4 versículo 8). 

O ser humano tende a se relacionar com Deus por motivo bem diferente. Quase sempre a pessoa é motivada a entrar nessa relação para receber de Deus coisas que entende importantes - salvação, proteção ou bençãos. Não deveria ser assim - os nossos motivos deveriam ser mais nobres - mas essa é a pura verdade. 

Ora, quando as partes têm suas motivações preenchidas, a relação entre elas tende a se fortalecer e aprofundar. E isso é fácil de entender sob o ponto de vista do ser humano: quando os pedidos feitos a Deus são atendidos, a pessoa tende a se aproximar d´Ele. Em contra partida, quando a pessoa entende que Deus não fez por ela o que imaginava merecer, é muito comum afastar-se d´Ele. 

Mas, sob o ponto de vista de Deus, a coisa fica um pouco mais difícil de entender. Como o amor de Deus por nós só depende d´Ele mesmo e não podemos fazer com que Ele nos ame mais (ou menos), o que nos cabe fazer?

A resposta para essa questão está em Hebreus capítulo 11, versículo 6: "sem fé é impossível agradar a Deus". Sim, podemos agradar a Deus quando mostramos confiança n´Ele. E quanto maior essa confiança, melhor. 

Mas ainda fica uma dúvida: o que a confiança (fé) tem a ver com o amor a Deus? Qual é a conexão entre as duas coisas? A resposta a essa questão fica evidente quando se entende o significado da expressão "amor a Deus". 

Não se trata - e nem Deus espera isso de nós - de um sentimento como aquele que mantemos por quem é próximo de nós - marido/mulher, filhos(as), parentes ou amigos(as). Deus é um ser incorpóreo e que vive em outra dimensão, logo dificilmente vamos sentir um amor por Ele desse tipo. 

O amor a Deus, na verdade, não é um sentimento e sim uma atitude. Uma escolha. Trata-se de decidir agir como se Ele fosse importante. E, agindo assim, tudo se passa, na prática, como se o amor a Deus fosse um sentimento concreto. 

E a decisão de colocar Deus em primeiro lugar somente será tomada quando a pessoa se convence que de fato Deus é importante para sua vida, isto é quando confia que Ele é a razão para tudo que existe. E aí entramos no território da fé.

Resumindo, somente podemos amar a Deus, no sentido bíblico do termo, quando temos confiança (fé) n´Ele. E é por isso que não podemos agradar a Deus sem demonstrar fé.  

Portanto, a diferença no relacionamento das pessoas com Deus tem como ponto de partida a confiança que elas têm n´Ele. As que têm mais fé se tornam íntimas d´Ele. As demais ficam num relacionamento morno. As primeiras agradam mais a Deus e Ele responde mais a elas. Simples assim.

Assim, há uma escolha diante de cada um de nós. E os rumos do relacionamento de cada um de nós com Deus depende de qual caminho escolhermos. 

Qual é a sua escolha?

Com carinho   

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