quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

FARINHA POUCA, MEU PIRÃO PRIMEIRO

O egoísmo é um sentimento básico - todo ser humano tem. Basta observar uma criança pequena: a dificuldade que ela em dificuldade de dividir um brinquedo do qual goste muito com qualquer outra criança. O que mais se houve nas crianças pequenas é a frase: isto é meu!

Quando as pessoas crescem, a sociedade vai lhes ensinando que é feio demonstrar egoísmo. E esse sentimento básico vai sendo escondido ou mascarado, tornando mais difícil identificá-lo. Mas com certeza está sempre presente, em maior ou menor grau. 

O egoísmo pode assumir quatro diferentes manifestações: 

  • Primeiro eu”: os argumentos típicos usados, para conseguir vantagens em relação às outras pessoas, são os diversos. Por exemplo, "eu mereço mais", "minhas necessidades são maiores", "esperei mais tempo", etc. É exatamente a isso que se refere o ditado popular citado no título deste post - quando os recursos são escassos, eu preciso vir na frente. É claro que muitas vezes esses argumentos até são justos e sinceros, mas na maioria das situações apenas mascaram a presença do egoísmo. 
  • O que é meu, não dou, nem empresto: é muito comum as pessoas não conseguirem abrir mão daquilo que tem para beneficiar quem precisa mais. E isso se manifesta de várias formas: deixar de doar dinheiro para quem precisa (isso nada tem a ver com o dízimo) ou de emprestar algo que pode ser útil para os outros. Esse é o tipo de pecado que se comete por omissão – deixar de fazer o bem quando isso está ao alcance. 
  • Não tenho tempo: cada vez mais o tempo é o bem mais precioso das pessoas. Elas preferem doar dinheiro a dar do seu tempo. Vemos isso com frequência, por exemplo, nos pais demasiadamente ocupados para educar os filhos - acabam por dar para eles todos os bens materiais, mas quem fica com eles, no dia-a-dia, são as babás. Esses pais dão tudo, exceto de si mesmos.
  • Vão ter que me aguentar”: conheço uma moça, bem nascida e educada, que certa vez declarou o seguinte: “alguém tem que dizer a verdade para essas pessoas”, referindo-se a quem julgava ter problemas de comportamento. Ao ouvir isso, fiquei pensando: mas quem vai dizer para ela mesma as verdades que precisa ouvir? Frequentemente as pessoas se acham no direito de tomar atitudes ou dizer coisas sem pensar no impacto das suas atitudes sobre as outras pessoas. Essa é uma forma muito comum de egoísmo. 

Como lutar contra o egoísmo
A primeira coisa é reconhecer que o problema existe. Não há como melhorar sem dar esse passo. Ore, abra seu coração para Deus, e peça para Ele lhe mostrar onde você está falhando e nem consegue perceber.

Depois, é preciso lembrar sempre que Jesus ensinou o cristão a amar o próximo como a si mesmo - uma outra forma de dizer esse mesmo mandamento é "faça pelos outros aquilo que gostaria que fizessem por você". 

E aí está a chave do mecanismo para enfrentar o egoísmo: procure sempre olhar para as situações pela perspectiva dos outros e não somente pela sua. Dessa forma você será muito mais sensível ao que ocorre com quem está no seu entorno.

Finalmente, é preciso perseverar. O avanço é lento, passo a passo. Hábitos e atitudes não são mudados de uma única vez e sim aos poucos. 

Concluindo, você pode e deve combater o egoísmo, mas saiba que essa vai ser uma luta diária. 

Com carinho

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