segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O ADULTÉRIO ONTEM E HOJE: O SÉTIMO MANDAMENTO

Parte de uma série sobre os Dez Mandamentos

O sétimo mandamento diz simplesmente: “não adulterarás” (Êxodo capítulo 20, versículo 14). E a definição de adultério é manter relações sexuais ilícitas, que violem as regras estabelecidas pela sociedade. 

Isso parece ser relativamente simples de entender e aplicar. Mas na prática não é bem assim. Afinal, há grandes diferenças de entendimento quanto ao significado do casamento e de outros tipos de relações estáveis entre homens e mulheres desde o tempo bíblico até os dias de hoje.

O adultério na época da Bíblia
Israel era uma sociedade patriarcal, dominada pelos homens, onde a poligamia era admitida. E havia uma razão prática para isso, além do machismo: os homens morriam cedo por causa das doenças e das guerras e era necessário garantir a continuidade das linhagens. E isso era mais fácil de fazer se um homem tivesse várias mulheres - a única condição estabelecida era que o homem pudesse sustentar adequadamente suas mulheres e todos os filhos que gerasse com elas. 

Num ambiente assim, o que era considerado adultério? Tratava-se do sexo que um homem israelita fazia com a mulher (esposa ou concubina) de outro homem israelita. Portanto, um homem israelita casado poderia ter sexo com todas as mulheres que desejasse, e pudesse, inclusive aquelas pertencentes a outros homens, desde que não-israelitas. 

A razão para essa proibição era clara: garantir a pureza da descendência era muito importante, afinal o filho de um israelita tornava-se automaticamente herdeiro da Promessa de Deus. Era exatamente por causa disso que a virgindade da mulher era importante - garantia que a mulher não trazia filho de outro homem.

O adultério não era um crime apenas contra o homem a quem pertencia a mulher adúltera, mas um crime contra todo o povo israelita. Até porque os casamentos,  naquela época, eram um assunto público, resolvido através de negociações entre os pais dos noivos e com a participação da comunidade. 

O adultério hoje em dia
Temos hoje uma sociedade organizada de forma diferente. Os núcleos familiares são monogâmicos embora uma mesma pessoa possa participar de diferentes núcleos ao longo do tempo, em épocas sucessivas. Ou seja, um homem deve se relacionar sempre com uma única mulher, embora possa ter mais de uma relação monogâmica (casamento) ao longo do tempo. E vice versa.

E o casamento costuma ser resolvido mais com base em sentimentos do que em aspectos práticos, o que coloca a relação sobre bases totalmente diferentes daquela existente nos tempos bíblicos. 

Finalmente, não há uma preocupação tão grande de garantir a pureza da linhagem, não havendo mais necessidade de manter um estrito controle sobre o comportamento das mulheres.

Ora, num ambiente como esse, como fica o adultério? Para responder à pergunta, é preciso voltar ao significado do mandamento no tempo bíblico: ele foi estabelecido para garantir a estabilidade da sociedade israelita.

Mas no que se baseia a sociedade atual? Na família, estabelecida a partir de uma relação monogâmica. Portanto, isso precisa ser preservado.

Outro princípio seguido hoje é o da igualdade de direitos entre homens e mulheres. Aliás essa igualdade é um conceito bíblico pois, aos olhos de Deus, homens e mulheres têm o mesmo valor. E foi o cristianismo que levou a bandeira dessa igualdade adiante, tanto é assim que ela se faz presente nos países ocidentais, tradicionalmente cristãos, e não nos países muçulmanos ou budistas.

Sendo assim, aquilo que se aplica aos homens - direitos e deveres - também se aplica às mulheres. Não pode haver diferença.

Deve ser considerado adultério, portanto, todo sexo realizado, por homem ou por mulher, fora de uma relação monogâmica estabelecida consensualmente pelas partes, como é o caso do casamento.

E essa definição já responde imediatamente a outra questão: como ficam as relações estáveis mas não oficializadas por casamento? Para mim, quando um homem e uma mulher estabelecem um núcleo familiar desse tipo, o mandamento que veda o adultério também passa automaticamente a se aplicar a eles.

É importante perceber que não estou defendendo as relações monogâmicas informais e deixando de dar importância ao casamento, mas apenas analisando uma situação de fato, muito comum hoje em dia, para a qual não posso fechar os olhos.

Agora Jesus colocou uma "pimenta" na questão do adultério: Ele ensinou que a fidelidade apenas física não é suficiente. Assim, segundo seu ensinamento, também é violação do mandamento o adultério por pensamento e palavras, mesmo que não tenha sido consumado fisicamente (Mateus capítulo 5, versículos 27 e 28). Trata-se, portanto, de exigência muito mais abrangente.

Conclusão
A questão do adultério é extremamente séria pelos danos que pode causar ao tecido social. O adultério precisa ser entendido e tratado como a Bíblia o faz: como um erro grave e um pecado aos olhos de Deus. E é essa a razão para a existência do sétimo mandamento.

Com carinho

28 comentários:

  1. "Outro princípio seguido hoje é o da igualdade de direitos entre homens e mulheres. Aliás essa igualdade é um conceito bíblico pois, aos olhos de Deus, homens e mulheres têm o mesmo valor."
    "Sendo assim, aquilo que se aplica aos homens - direitos e deveres - também se aplica às mulheres. Não pode haver diferença."

    Muito estranha esta asserção acima...
    Nem é necessário ir ao velho testamento, o novo testamento é perentório nos seus preceitos:

    "As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei."

    1 Coríntios 14:34

    "E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja."

    1 Coríntios 14:35

    "Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio.
    Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva.
    E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão."

    1 Timóteo 2:12-14

    "Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo.
    Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça.
    Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada.
    Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu.
    O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem.
    Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem.
    Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem."

    1 Coríntios 11:3-9

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    1. Gálatas 3, 28 diz: "Não há judeu nem grego, escravo ou livre, homem ou mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus". Esse é o ensinamento cristão básico. Todos são iguais, com direitos e responsabilidades iguais.

      Os demais textos aos quais você se refere acima, são ensinamentos de Paulo que se aplicaram a determinadas situações que as igrejas que ele pastoreava viviam. É parecido com a situação das guerras movidas pelo povo de Israel na conquista da Palestina. Não são termos normativos nesse sentido mais amplo. Não tenho espaço para discutir todos os aspectos dessa questão aqui, mas tenho um post onde discuto se a Bíblia é um texto machista onde aprofundo essas reflexões.

      Agora, reconheço plenamente que há muitos cristãos machistas se aproveitam de tais textos para gerar interpretações que deixam a mulher em segundo plano. Esse é um fato que não há como deixar de reconhecer e tenho vários textos aqui onde discuto isso, inclusive relacionados com a violência contra a mulher, que é um subproduto disso tudo.

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  2. Em Gálatas, o capítulo 3, mostra a indignação de S.Paulo perante aqueles que se regulam pela lei do Homem e não pela lei da fé.

    A sua transcrição é um corolário do que referi acima, não da igualdade entre homem e mulher. A sua interpretação é completamente errada. A palavra "NISTO" com que começa a sua transcrição, é uma referência a todo o contexto que refiro acima com que começa o capítulo 3.

    Não provou qualquer igualdade existente no conceito bíblico entre homem e a mulher.

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    1. Os maiores teólogos cristãos interpretam Gálatas exatamente como eu fiz, como um declaração da igualdade entre homem e mulher, entre diferentes etnias, entre diferentes crenças. Se erro, estou bem acompanhado.

      Mas independentemente disso, não concordo com sua interpretação. Vejo o texto exatamente como o apresentei. Parece que, neste caso, somente nos resta "concordar em discordar".

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  3. "Se erro, estou bem acompanhado." TREMENDO!!!

    Desculpe, mas o seu primeiro parágrafo, como fácilmente deve perceber, é completamente falacioso. Falácia típica do argumentum ad numerum.
    O mesmo que dizer, por exemplo, eu sou criminoso e muitos pensam e agem como eu. Estou bem acompanhado...

    Se você chama esses teólogos de "maiores" eu os chamarei de iludidos.

    A cada resposta dá sempre a entender que você procura algo ou alguém, fora de si, que vá de encontro ao que emocionalmente conforta a sua perceção do que deveria ser o mundo. E neste caso você é simplesmente um apologista de algo que lhe conforta e lhe dá um senso de estrutura moral face à agressividade da realidade.

    Eu tenho os meus próprios ideias para o Mundo mas não os distorço com confortáveis falácias para tornar um livro preceituoso mais coerente com realidade incoerente aos olhos de céticos e estranhos.

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    1. É interessante como você julga tão pesadamente o outro e pensa tão bem a seu próprio respeito. Nunca imagina que pode estar errado. Tem tantas certezas e faz tão pouco daquilo que os outros pensam.

      Se você se sente bem e feliz assim, faça bom proveito.

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    2. Repare, não sou eu que tenho verdades absolutas para o Mundo e o Universo. Você sim é que tem um livro com todas as respostas, absolutas - preceitos.

      Eu tenho a humildade de dizer que não sei sobre algo que desconheço as razões, não torno a realidade sintonizada comigo próprio ou com um livro superticioso.

      Não queira formar rebanhos e dizer que tudo o resto são lobos porque pôem em causa as suas apologias, cristãs.

      Eu sou feliz em pôr em causa tudo que influência a agenda pública e mundial. Esta é a minha felicidade e agrada-me que todos tenham espírito crítico e bom senso. Se sente desconfortável ao debater os seus preceitos bíblicos não dê permissão para comentar.

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    3. Uma pequena correção. O tal livro, a Bíblia, não é meu. Existe há 2.000 anos é seguido por mais de 2 bilhões de pessoas. Para os cristãos, é a Palavra De Deus. Simples assim.

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  4. Argumentum Ad Populum.
    Não faz dele verdadeiro. Simples assim.

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    1. Não quis provar que a popularidade torna o argumento verdadeiro. É impressionante como você se recusa a entender o que escrevo.

      Eu apenas corrigi sua frase que disse que eu "tinha um livro" (a Bíblia). O livro não é meu. Foi só isso que quis dizer.

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    2. Eu recuso-me a enternder?!...
      Eu bem sei que o livro não é seu! O livro é do autor absolutamente divino e inquestionável - DEUS. Você "faz posse" do livro ao defendê-lo; e com uma lógica falaciosa como lhe mostrei em pelo menos duas vezes. Eu percebo que os meus contra-argumentos sejam desconfortáveis para alguém que retira conforto emocional numa estrutura moral em preceitos judaico-cristãos de um livro claramente contraditório com o contingente.


      Temos que nos responsabilizar por aquilo que defendemos e suas repercussões.

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    3. Nao tenho qualquer desconforto com argumentos contrários. Tanto assim que respondo normalmente os seus. Minha impaciência aparece quando há distorção daquilo que digo. Só isso.

      Você me acusa de ser falacioso, ter argumentos absolutos, etc. Mas não percebe que é exatamente assim que você se comporta. Veja, por exemplo, sua última frase acima: "... de um livro claramente contraditório com o contingente".

      Onde você provou qualquer coisa com clareza nesse sentido? Onde você ofereceu ideias alternativas que expliquem melhor aquilo que é alegado pelo cristianismo?

      Afinal, não basta dizer o que está errado nos outros - essa é uma posição de muito conforto. É preciso ter coragem para dizer aquilo que se acha ser o certo e arcar com as críticas decorrentes.

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  5. Coragem para dizer aquilo que acho certo?!
    Sou um completo apoiante dos valores humanistas, ainda que reconheça não possa viver à altura de todos esses valores.
    Não acredito em moralidade absolutas sustentadas em livros escritos por pessoas na Idade do Bronze várias décadas depois dos supostos acontecimentos.

    Não sou ingénuo ao ponto de negar que históricamente as religiões, não apenas a cristã, como estrutura moral influenciaram a moral e costumes das civilizações,
    mas como mostra a história soubemos-nos retir de grande parte dos costumes e mentalidades pouco razoáveis para a condição da espécie humana.

    A moralidade é um processo progressivo em que pessoas com mentalidade de propósito razoável e bom senso se sentam na mesma mesa e debatem a condição geral do Homem e
    tentam melhorar na medida do possível e da melhor maneira essa condição.
    Trazer a um debate deste tipo, como as pessoas religiosas fazem, por exemplo, justificações do tipo casamento é homossexual é pecado porque nós conhecemos
    um livro divinamente absoluto que o assim diz, ou que a sida é muito algo muito mas os preservativos são muito mais diabólico, faz parte do não razoável da falta de
    bom senso. Estes exemplos de moralidade absoluta não interferem em nada na sua vida, e libertam as pessoas para que o querem fazer mais felizes sem prejudicar ninguém.

    E sendo que a moralidade é progressiva, esta não é absoluta. Pode ter aparência de absoluta quando esta objetivada por leis e normas; ela é contestada e revista
    sempre que alguma das leis ou normas não serve o bem-estar geral da condição Humana. A civilização sempre evoluiu desta forma para o bem ou para o mal.

    Eu se quisesse seguir o seu discurso falacioso acerca dos 2 biliões de apoiantes da religião cristã, pediria-lhe para fazer uma simples subtração e repare em quantos
    não apoiam a sua religião específica. E de forma falaciosa concluiria que a sua religião não é de todo verdadeira.

    A minha abordagem humanista presume o bem estar geral da humanidade no razoável, na experiência humana, no bom senso, na evidência, na redução do sofrimento, no
    aumento da felicidade, seja lá o que isso fôr para cada um. Não presume a regulação da humanidade num livro com preceitos divinos da Idade do Bronze...

    A abordagem Humanista é perfeita? Não tenho essa presunção de a pôr nesse trono. É refletida, é contestada, é reavaliada, é progressiva.
    Mas como todas as utopias, a caminhar é que nos afastamos do que fomos na presunção do sentido da perfeição.


    Esta a minha coragem, e nela ninguém vai para o inferno se não a abraçar completamente, nem tem as portas do paraíso abertas se a abraçar completamente.



    "O inferno são os outros".

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    1. Sua longa resposta nada provou a respeito da Bíblia, que "claramente" está errada, segundo você. Apenas apresenta suas opiniões.

      Depois, a coragem a que me referi não é aquela de apresentar generalidades, como você fez na sua resposta. Isso é muito fácil de fazer. Referi-me à coragem de apresentar suas respostas para os dilemas diários da vida humana, como faço aqui neste blog. Para tentar explicar o sofrimento para quem está em desespero. Para consolar quem perdeu tudo. E assim por diante.

      Até agora nada vi nos seus textos nessa direção. Apenas generalidades e mais generalidades. Apenas críticas e mais críticas.

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  6. Acho que você entrou numa espécie de negação...

    Qual foi a parte do apoiante dos valores Humanistas - Declaração Universal dos Direitos Humanos - que você entende como generalista?


    Qual é a parte do você acreditar num Deus que você sabe tanto quanto eu, nada, que lhe inspira generalidade nos meus argumentos.
    Qual é a parte que você, no momento em que atribuir qualidades ao seu Deus cristão específico, não percebe que é refutável pelo contingente.


    O peso da prova está do seu lado e de outros que apoiam a sua "verdade". A falta de evidência não é prova da ausência é um bom argumento, mas não é um excelente argumento. Se seguir esse raciocínio vai ter que provar porque é que Brahma, Vishnu e Shiva não existem.
    Já sei, diz na bíblia!!!

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    1. O ônus da prova está nos dois lados. É absurda essa sua posição de que está apenas no meu. Mesmo que eu não consiga provar que minhas ideias são verdadeiras isso não prova que aquilo que você diz é verdade.

      Mas você também não mostrou a coragem necessária para ajudar as pessoas que precisam nos seus problemas reais. Você se limita a algumas teses teóricas que não resolvem o problema de ninguém. Ficam bonitas no papel. Só isso.

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  7. Então você asserta um Deus,que é o seu, que é omnisciente, omnipotente, omnipresente, benevolente, justo, só amor pela sua criação e eu tenho que provar que o que digo é verdade?

    Eu não tenho nenhuma ligação telefónica com o seu Deus para saber sobre a mente dele. Você presumidamente deve-se coresponder com ele, ou tem uma bíblia....

    Se o seu Deus tem todas estas qualidades porque é que ele não intervém quando um tsunami está prestes a matar os seus amados semelhantes?!
    Não brinquemos ao "Deus escreve certo por linhas tortas" que eu automáticamente o ponho no lugar de incompetente, sádico e indiferente com a sua criação tendo em conta tantas qualidades que possui.


    Não entendo a parte da coragem para ajudar as pessoas que precisam ajuda nos seus problemas reais???
    Você presume-se corajoso ao prestar um serviço em tom pastoral inspirado num livro supersticioso escrito, reescrito, copiado e recopiado na Idade do Bronze por pessoas mais ignorantes que nós.
    Não brinquemos aos psicólogos de Deus...

    Sabe que a Declaração Universal tem o triplo de artigos relativamente ao número de mandamentos da bíblia, sem contar os diferentes pontos em cada artigo. Qualquer sociedade secular possui melhor estrutura moral que a presente na bíblia.
    Sabe que esta declaração não assenta os seus pressupostos em superstição? Assenta em todos atributos das minhas "teses teóricas" que já referi: Condição Humana, experiência Humana, evidência, reflexão, igualdade, razão, bom senso, etc.
    Teses teóricas???!!! Por favor...

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    1. Você tem que provar sim que suas teses são verdadeiras sim. Que não existe um lado sobrenatural da existência, que tudo é explicado pelas leis físicas, que o ser humano tem capacidade de estabelecer regras morais absolutas para o comportamento e assim por diante.

      Os humanistas não são melhores do que os outros. Se exigem provas daqueles que pensam diferentes, são obrigados a fazer o mesmo para defender seus pensamentos. Mas a realidade é que não fazem isso. São bons para criticar, mas rins para se explicar.

      Você mesmo só repete seus conceitos, vez após vez. nas várias intervenções neste blog nunca apresentou uma prova de que suas ideias são verdadeiras. Se limita a dizer que as minhas são erradas mas nunca mostra que as suas são verdadeiras. Simples assim.

      Quanto à coragem para lidar com os problemas humanos de fato, não somente suas manifestações filosóficas, você nada respondeu de novo. Se limitou a repetir o que já tinha dito.

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  8. Muito bem...Prove-me que Brahma, Vishnu e Shiva não existem.

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    1. Posso fazer isso, depois que você provar primeiro que suas ideias são verdadeiras. Não basta só criticar.

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    2. Das duas uma; ou não percebeu o meu ponto ou continua em negação através de malabarismos lógicos.

      Eu não consigo provar que o seu Deus não existe tanto como você, ou eu, não conseguimos provar que os Deuses hindus ou gregos não existem.

      A diferença entre nós, é que eu não presumo regular a moralidade e condição humana através de superstições sem evidência.

      Mas se acha que pode provar que os Deses hindus não existem, "sou todo ouvidos"! Faça-me esse favor, vai ser interessante.

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    3. Percebo sim o ponto. O que acontece é que você não consegue provar que o ser humano consegue estabelecer princípios morais absolutos que devam ser seguidos por todos, a base do humanismo. Não consegue por que ninguém nunca provou isso. Portanto, você critica os outros mas também defende uma tese que não pode ser provada. nesse sentido não é melhor que ninguém

      E você sim defende que essa tese é melhor e chega ao ponto de ridicularizar a fé dos outros.

      Na verdade, o humanismo é uma "religião" tanto quanto as demais, o pior é que não assume isso. Esconde-se atrás de uma postura hipócrita e se defende tentado criticar as teses alheias. Aliás, vários filósofos, inclusive ateus, já reconheceram isso. São mais coerentes.

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    4. O humanismo não é uma "religião" como a sua religião Cristã. Ninguém vai para o inferno por não a seguir completamente, nem vai para o paraíso por não a seguir completamente, ou por ter fé num "ser" que não sabemos nada.
      O humanismo não lei divina absoluta. Não se rege por princípios absolutos de verdade vinda de um Deus. Os Deus do humanismo é o Homem. É uma filosofia moral progressista.
      O que foi dito à 2000, 3000, 4000 anos é revista. A verdade que quer eu proclame acerca do humanismo, é que é simplesmente reavaliada, refletida, tem a sua fonte na observação da condição humana, na evidência. E nessa observação da evidência da condição humana sofre as "mutações" necessárias.
      "Religião"?! Não foi entregue em mão por nenhum Deus ao Homem. É uma filosofia do Homem para Homem. Não tem verdades absolutas, progride na consciência do bem-estar geral da humanidade.

      Nunca disse o que o humanismo é a verdade absoluta. Já o tinha dito em comentários anteriores. É o refinar da condição do Homem observando o Homem, não observando um Deus que nem você tem evidência que existe. O seu livro sim, é a pretensão da verdade absoluta. E como mostra a mundividência não abona em nada a condição humana.
      Repetindo-me, é a igreja cristã que diz "a sida é uma doença muito grave, um flagelo. Mas os preservativos são muito mais diabólicos". E assim vivemos nos países africanos...miséria em nome da superstição.
      Quando comparar a sua religião com a "religião" humanista pegue na balança e faça esse exercício.

      A minha postura não é hipócrita. Simplesmente aponta as falhas e incoerências numa verdade que se presume absoluta.

      Não ver a diferença é, simplesmente não ver a diferença.

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    5. Se os princípios morais defendidos pelo humanismo são relativos, por que alguém deve ser obrigado a segui-los? Por que foram "refinados" pelas práticas e costumes, conforme você disse? Quem garante que foram mesmo? As próprias pessoas que "refinaram" esses princípios? O humanismo não tem resposta a essas perguntas.

      E se não há princípios morais obrigatórios, não se pode estabelecer de fato o que é certo ou errado. Fica tudo ao sabor dos costumes da época e das pessoas que detém o poder.

      É nesse sentido que digo e reafirmo que o humanismo é uma religião como qualquer outra. Pode não ter céu ou inferno, mas requer que as pessoas acreditem e sigam ideias que não podem ser provadas. Simples assim.

      E vem daí a hipocrisia: criticam nos outros aquilo que também fazem. Pelo menos o cristianismo, diz a que veio. Não se esconde.

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    6. O humanismo não é uma "religião" como a sua religião Cristã. Ninguém vai para o inferno por não a seguir completamente, nem vai para o paraíso por não a seguir completamente, ou por ter fé num "ser" que não sabemos nada.
      O humanismo não lei divina absoluta. Não se rege por princípios absolutos de verdade vinda de um Deus. Os Deus do humanismo é o Homem. É uma filosofia moral progressista.
      O que foi dito à 2000, 3000, 4000 anos é revista. A verdade que quer eu proclame acerca do humanismo, é que é simplesmente reavaliada, refletida, tem a sua fonte na observação da condição humana, na evidência. E nessa observação da evidência da condição humana sofre as "mutações" necessárias.
      "Religião"?! Não foi entregue em mão por nenhum Deus ao Homem. É uma filosofia do Homem para Homem. Não tem verdades absolutas, progride na consciência do bem-estar geral da humanidade.

      Nunca disse o que o humanismo é a verdade absoluta. Já o tinha dito em comentários anteriores. É o refinar da condição do Homem observando o Homem, não observando um Deus que nem você tem evidência que existe. O seu livro sim, é a pretensão da verdade absoluta. E como mostra a mundividência não abona em nada a condição humana.
      Repetindo-me, é a igreja cristã que diz "a sida é uma doença muito grave, um flagelo. Mas os preservativos são muito mais diabólicos". E assim vivemos nos países africanos...miséria em nome da superstição.
      Quando comparar a sua religião com a "religião" humanista pegue na balança e faça esse exercício.

      A minha postura não é hipócrita. Simplesmente aponta as falhas e incoerências numa verdade que se presume absoluta.

      Não ver a diferença é, simplesmente não ver a diferença.

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    7. PS: O comentário anterior é para ignorar naturalmente.

      Percebe o que é uma constituição onde existe separação entre religião e estado? Consegue perceber porque é que uma constituição deste tipo faz a separação?
      Os valores são relativos mas são objetivados em sociedade por leis. Qual é parte que você não percebe?
      Mas as leis não são, ou pelo menos há esforço para que não sejam, arbitráriamente definidas. Neste conceito de evitar a arbitrariedade, surge a iluminação de separar o que é supertiscioso do razoável.
      Ora bem, no fundo este esforço, na sua opinião deve ser profundamente hipócrita. Ainda assim é uma constituição que não se apoia em religião para legislar mas defende o seu direito e de outros de cultivar a sua específica religião sem que seja descriminado em qualquer domínio da vida.
      Não se esconde, bem visível!

      Quando diz que ao menos o cristianismo sabe ao que veio...Está a falar de quê?
      Veio ao mundo dizer que pela fé em Deus e na relação que temos com ele seremos salvo? E que a palavra absoluta de Deus a respeitar está bem representada na Bíblia?
      É isso?!

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    8. Olha o que você disse sobre as leis: "Mas as leis não são, ou pelo menos há esforço para que não sejam, arbitrariamente definidas". Trata-se de uma afirmação que não pode ser provada. É uma crença que você e os humanistas têm, que as coisas funcionam assim.

      Existem muitos e muitos exemplos de leis feitas de forma espúria e que não são justas. Todos os países tem exemplo desse tipo. Basta ler os livros de história.

      Agora, você e os demais humanistas acreditam nesse fato que não podem provar. É exatamente isso que é uma religião. Não é a defesa da existência de céu e inferno - isso são apenas dogmas que uma das religiões apresenta.

      Você segue uma religião sim, o humanismo, que defende e acredita em coisas que não consegue provar. Lutar contra essa verdade é tentar esconder o óbvio. Aliás há vários filósofos humanistas que aceitam isso tranquilamente.

      O reconhecimento desse fato é o início de um diálogo sincero. Simples assim.

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    9. Se quiser chamar ao humanismo uma religião na medida que tem consciência e nutre respeito por algo visível e provado que é o Homem. E que dele tira as suas regulações para o Homem e não da superstição sem evidência. Dou-lhe todo o meu reconhecimento.
      Claro que existem muitas leis feitas de forma espúria. Como lhe disse os valores são relativos(eu sei que lhe faz muita confusão emocional) e como não somos seres perfeitos no esforço de evitar a arbitrariedade, acontece a imperfeição.
      Na minha presumida humilde opinião, toda a lei é perfeita num dos pontos ao separar a religião, o supersticioso, o dogma infundado, etc. As leis são perfeitas em tudo o que legisla? Também sou da opinião que não. Mas isso mesmo, não temos um livro absoluta divino, temos um "Livro" de leis que pode ser modificado na consciência do bem-estar geral do Homem.

      Diga-mos que esta religião a que chama de humanismo olha para algo evidente como objeto, o Homem. Não para o Deus vaidoso e com fome de reverência não evidente...E isto separa-nos em tons coloridos do razoável.

      A probabilidade de Pascal de eu não aceitar a verdade da sua religião cristã, e ter muito a perder, é a mesma para todas as religões existentes no Mundo. Você está condenado apenas em uma diferença de uma religião comparativamente comigo.
      Eu aguento...

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