sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

CICLOS DA VIDA

Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus: tempo para nascer, e tempo para morrer; tempo para plantar, e tempo para arrancar o que foi plantado;... tempo para demolir, e tempo para construir; tempo para chorar, e tempo para rir;... tempo para dar abraços, e tempo para apartar-se... tempo para calar, e tempo para falar; tempo para amar, e tempo para odiar; tempo para a guerra, e tempo para a paz.           Eclesiastes capítulo 3 versículos 1 a 8

O que descrevo a seguir aconteceu dois anos antes da morte do meu pai. Peguei-o lendo um livro chamado "Como morremos". O tema pareceu-me pessimista e falei isso para ele. E ele me deu uma resposta inesquecível: "se eu não pensar nisso agora, com 82 anos, quando será a hora de fazer isso?" 

Meu pai tinha razão: há um tempo certo para tudo, até para pensar na morte. A Bíblia ensina a mesma coisa no livro do Eclesiastes: há tempo para trabalhar e para descansar, para plantar e para colher os frutos, para ficar alegre e para se entristecer, para amar e odiar e para diversas outras coisas.

Na verdade, a vida das pessoas é composta por uma sucessão de ciclos, sendo que cada um deles envolve coisas boas e ruins, coisas que trazem alegria e tristeza.   

Por exemplo, é fácil perceber o ciclo da vida econômica das pessoas. Quando crianças e adolescentes, elas são sustentadas e assim podem ter tempo para se desenvolver fisicamente e para obter os conhecimentos que serão necessários para desenvolver sua futura vida profissional. 

Mais adiante, começam a trabalhar e passam a se sustentar. Um pouco mais adiante passam a sustentar outras pessoas, como pais (já velhos) ou filhos. Quando chegam na fase final do seu ciclo econômico, as pessoas se aposentam e a sociedade passa a lhes devolver um pouco do que fizeram ao longo das suas vidas. E pode ser que precisem de ajuda econômica de outras pessoas (como seus filhos). 

Agora, há pessoas que têm dificuldade para aceitar esses ciclos naturais. Lembro que certa vez uma boa amiga me disse: "minha vida está tão boa, que fico com medo de que as coisas mudem para pior." Ela sabia que os ciclos se sucedem, mas não imaginava que não poderia ficar melhor do que estava, logo o ideal seria "congelar" o tempo. Mas isso não é possível.

Os ciclos da vida vão se suceder e não há nada que possa ser feito para pará-los. Há um ditado famoso que sempre se aplica: "não há bem que sempre dure e mal que não se acabe". 

E quando as pessoas se recusam a aceitar as mudanças inevitáveis da vida, acabam por gerar problemas para si mesmas. Entram em "guerras" que não podem vencer. Isso é muito evidente, por exemplo, na questão do envelhecimento. 

Não estou dizendo que as pessoas não devam ter vaidade, nem procurar se manter saudáveis e jovens pelo tempo que for possível. Mas os efeitos da idade vão se fazer sentir, cedo ou tarde e é preciso aceitar isso. Aprender a conviver com as perdas que a vida traz: perda da beleza, do vigor físico, etc. Revoltar-se não vai adiantar nada, somente trazer sofrimento. Lembro aqui das mulheres deformadas por plásticas excessivas ou homens já idosos se vestindo e comportando como garotões, atraindo ridículo para si mesmos. 

O que a Bíblia ensina
Há três ensinamentos que a Bíblia traz sobre os ciclos da vida. O primeiro, conforme já comentei acima, é que eles são inevitáveis e é preciso aceitá-los, aprender a conviver com eles. Pessoas nascem, crescem, amadurecem, envelhecem e morrem. Assim acontece com todo mundo e é preciso aceitar essa realidade. Simples assim. 

O segundo ensinamento é a necessidade de valorizar os momentos bons e as realizações obtidas Eclesiastes capítulo 3, versículos 12 e 13. Por exemplo, uma viagem de férias com toda a família, uma festa de casamento ou uma vitória profissional. Podem até ser coisas mais simples, como ler um bom livro numa tarde de chuva ou apreciar um lindo por do sol com alguém que se ama. 

E essa valorização das coisas boas precisa incluir a gratidão a Deus. O reconhecimento que tudo vem d´Ele. É claro que é preciso também reconhecer o esforço pessoal que levou a pessoa a conseguir aquela coisa boa, mas é preciso ter consciência que sem Deus nada teria sido possível.

O último ensinamento lembra ser preciso preparar-se para as mudanças que irão acontecer mais cedo ou mais tarde. Em algumas áreas da vida isso está bem claro na mente das pessoas - por exemplo, a necessidade de poupar na juventude para ter uma velhice melhor. Mas em outras áreas da vida essa necessidade não é percebida e as pessoas não se preparam adequadamente. Por exemplo, poucas pessoas constroem atividades paralelas para se manter ativas depois de se aposentar, fazendo algo de útil - e muitas acabam por aí, meio "mortas-vivas", sem saber como preencher seu tempo. 

Mas como as pessoas podem se preparar de fato para as mudanças futuras? A única forma é aproximar-se e manter-se junto a Deus (Eclesiastes capítulo 12 , versículo 1 e Tiago capítulo 4, versículo 8). 

Com carinho

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