quarta-feira, 22 de abril de 2015

COMO FICAR LIVRE DE UM PÉSSIMO CONSELHEIRO

A reação das pessoas às ameaças, especialmente as relacionadas com sua integridade física, é quase sempre de pânico. E embora seja uma reação natural, o pânico nunca foi bom conselheiro.  

O fato é que o pânico parece meio inevitável. Por exemplo, sempre que ocorre um daqueles frequentes e horrorosos massacres em cidades norte-americanas, as pessoas correm para comprar armas. Entram em pânico e imaginam que com armas estarão mais seguras. Mas os especialistas em segurança pública sempre alertam que o acesso fácil a armas é justamente um das causas da violência urbana. Em outras palavras, o pânico alimenta uma reação que acaba por alimentar o problema original. 

Situações onde as pessoas estão num ambiente público fechado e, por exemplo, ocorre um incêndio, também costumam gerar muito pânico. Ao ser dado o alarme, todo mundo tenta sair ao mesmo tempo. Aí as pessoas se atropelam e as mais fracas acabam pisoteadas. Ora, se as pessoas agissem com calma e de forma disciplinada, correriam risco muito menor. 

O mesmo tipo de efeito - chamado "manada" - pode ser visto quando há ameaça de baixa no valor de ações cotadas em Bolsa de Valores - todo mundo tenta vender suas ações ao mesmo tempo, o que derruba ainda mais as cotações. 

O pânico é péssimo conselheiro, conforme já disse e precisa ser combatido. E Jesus apresentou o remédio: confiança (fé) em Deus. 

Certa vez, Ele estava com seus apóstolos num barco no lago da Galileia. E armou-se grande tempestade, ameaçando afundar o barco. Os companheiros de Jesus entraram em pânico e não sabiam mais o que fazer. Como recurso final, pediram ajuda a Ele. E encontraram-no, adivinhem, dormindo (Marcos capítulo 4, versículos 35 a 41). 

A confiança de Jesus em Deus era tão grande, que nada o abalava. É claro que poucas pessoas - poderia citar o apóstolo Paulo, Francisco de Assis, John Wesley e uma dezena de outras - atingem tal grau de confiança em Deus. Mas qualquer um(a) de nós pode aprender a ter mais fé n´Ele e evitar o pânico. 

Mas como fazer isso na prática? Há duas coisas que precisam ser feitas. A primeira coisa é entender como Deus age. Por exemplo, se eu pular de uma janela pensando que Deus vai mandar um anjo me segurar provavelmente ficarei decepcionado (se viver para contar a história). 

Estudar as experiências de intervenção divina relatadas na Bíblia, bem como refletir sobre aquelas que você já viveu, direta ou indiretamente, é muito importante. 

Entender como Deus age vai evitar que você venha a esperar coisas que Ele não irá mesmo fazer, ou seja impedir que você venha a ter fé nas coisas erradas. E acabar decepcionado com Deus por pura falta de conhecimento. 

A segunda coisa importante é exercitar a fé. É igual a como acontece com os músculos do corpo - todo dia eles precisam ser um pouco exercitados para que a pessoa se mantenha em boa forma. E ninguém vai começar seus exercícios correndo uma maratona. 

Se você nunca exercitar sua fé, quando a crise chegar, não terá como evitar o pânico. Por exemplo, imagine que você precisa levar seu filho pequeno para uma cirurgia. Antes você procura escolher o(a) médico(a), conversa com ele(a), entende os riscos, em resumo faz tudo para adquirir confiança de que seu filho receberá o melhor tratamento possível. E se não tiver adquirido essa confiança no(a) médico(a), você não vai conseguir suportar aquela situação. 

A melhor forma para exercitar a fé é testá-la em situações mais simples do dia-a-dia. Por exemplo, conseguir mudar seus hábitos alimentares, para não comer o que faz mal, ou não se deixar escravizar pela televisão, ou ainda passar a ter disciplina para ir à igreja com frequência. 

Trata-se de aprender a pedir a ajuda de Deus e confiar que ela virá da melhor forma e na hora certa (Salmo 28, versículos 13 e 14). 

Com carinho

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