domingo, 2 de agosto de 2015

JESUS PODE TER VIRADO O MESSIAS POR MERO ACASO?

Será possível que um mero acaso tenha feito com que Jesus tivesse sido confundido com o verdadeiro Messias? Será que a mera sorte pode explicar aquilo que os cristãos(ãs) hoje acreditam?

A resposta para essas perguntas precisa levar em conta qual é a probabilidade de Jesus ter sido tomado por acaso (confundido) com o Messias. Se essa chance for alta, a dúvida certamente é válida (o acaso poderia ter contribuído para Jesus ser tomado como o Messias). Se for igual a zero, essa dúvida precisa ser descartada. 

A forma de avaliar o que acabei de falar é levando em conta as profecias sobre o Messias contidas no Velho Testamento (isto é, antes do nascimento de Jesus). E elas foram estabelecidas por Deus e registradas na Bíblia exatamente para permitir que as pessoas pudessem reconhecer o Messias verdadeiro, quando Ele chegasse. 

Mas antes de falar sobre o caso particular de Jesus, é preciso esclarecer como a questão do cumprimento de uma profecia impacta a probabilidade de determinada coisa acontecer com base no acaso.

Imagine qual é a chance de acertar, por acaso, o Município brasileiro onde nasceu a pessoa que tomará posse como Presidente daqui há 50 anos. Digamos que, na pura sorte, eu tenha escolhido o Município de São Paulo, que tem cerca de 12 milhões de pessoas (numa população de 200 milhões de brasileiros). Logo, minha chance de ter acertado na pura sorte é igual a 12 dividido por 200, uma em oito, ou 12,5%. 

Agora, imagine que eu queira prever ainda qual será o sexo do futuro Presidente e tenha afirmado, também na sorte, que será feminino. A chance de acertar o sexo de alguém, por acaso, é de uma em duas (homem ou mulher). 

Se eu juntar as duas profecias - município de origem e sexo - minha chance de acertar as duas profecias ao mesmo tempo seria de uma em dezesseis (8 x 2), ou 6,3%. 

E assim, a cada nova previsão que eu fizer, minha chance de acertar na pura sorte irá caindo. Imagine que eu faça agora a previsão que o futuro Presidente será torcedor do Palmeiras e que um em cada oito moradores do  Município de São Paulo torça por esse time.

Sendo assim, a minha chance de acertar o novo conjunto de previsões - nascido em São Paulo, sexo feminino e torcedora do Palmeiras - seria de uma em cento e vinte e oito (8 x 2 x 8), ou seja apenas 0,8%. Quando eu tinha apenas uma previsão a considerar, minha chance de acertar na pura sorte era de 12,5%, mas quando o número cresceu para 3, minha probabilidade de acertar na sorte caiu para apenas 0,8%!

Voltando ao caso de Jesus, há pouco mais do que 450 profecias sobre o Messias no Velho Testamento! Qual seria a chance de alguém preencher todas essas profecias por pura sorte? O Professor Peter Stoner, do Westmond College, fez um estudo para tentar descobrir isso.

Dividiu cerca de 600 alunos seus em grupos e pediu que cada grupo estudasse uma dentre 8 profecias apenas. Cada grupo avaliou a chance dessa profecia ser preenchida por acaso, avaliando todos os fatores envolvidos. Por exemplo, para calcular a probabilidade de alguém cumprir por acaso a profecia que estabeleceu Belém Efrata como o local do nascimento do Messias (Miqueias capítulo 5, versículo 2), os estudantes estimaram a população daquela cidade em relação à população mundial cerca de 2.000 anos atrás e encontraram uma chance em trezentos mil - em outras palavras, de cada 300.000 crianças que vieram ao mundo no ano em que Jesus nasceu, apenas uma delas nasceu em Belém.

O Professor Stone entregou seus resultados para um comitê da American Scientific Affiliation, que refez os cálculos dos seus alunos e os achou corretos. E depois escreveu um livro relatando os resultados encontrados ("Science Speaks"). 

Considerando apenas as 8 profecias estudadas, a chance de um homem qualquer cumpri-las todas por acaso teria sido de apenas uma em 100.000.000.000.000.000 (numeral formado pelo dígito 1 seguido por dezessete zeros). Para você ter uma ideia do que isso significa, imagine que todo o território do Estado de São Paulo seja coberto com uma camada de 50 centímetros de moedas de R$ 1. Imagine ainda que apenas uma dentre todas essas moedas seja marcada com um pequeno ponto de tinta. E seja então pedido a uma criança, com os olhos vendados, que escolhesse uma dentre essas moedas por acaso. A chance dela escolher a moeda com o pingo de tinta é a mesma que alguém cumprir por acaso as 8 profecias estudadas pelo Professor Stoner.

O mesmo professor estendeu depois seu estudo para 48 profecias e achou que a chance delas serem todas cumpridas por acaso seria uma em relação ao numeral formado pelo dígito 1 seguido por 147 zeros! 

Essa é uma probabilidade, para todos os efeitos práticos, igual a ZERO. Ou seja, considerando apenas 48 profecias sobre o Messias, não há possibilidade delas serem todas cumpridas por acaso! E nunca se esqueça que Jesus cumpriu mais de 450 profecias.

Logo, não pode ter havido acaso, isso seria impossível. O cumprimento por Jesus de todas as centenas de profecias incluídas no Velho Testamento somente pode ter acontecido porque houve um plano previamente estabelecido por Deus.

Por causa disso, o Professor Stoner concluiu o seguinte: "Quem rejeitar Jesus como o Messias, está rejeitando um fato histórico mais provado do que qualquer outro". 

PS Não discuti aqui, por falta de espaço, a segunda parte desse argumento, que seria mostrar como Jesus de fato cumpriu todas essas centenas de profecias. Mas há outros posts aqui no blog onde falo sobre isso. Voltarei a esse assunto mais adiante.

Com carinho

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