quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O SEU RETRATO

Há um belíssimo vídeo contendo uma propaganda de sabonete que é uma aula de vida, coisa que é rara no mundo da propaganda -  veja o vídeo .

O vídeo mostra a experiência comportamental feita com um grupo de mulheres contrastando a imagem que elas tinham de si mesmas com a imagem que elas passam para as outras pessoas. As auto imagens foram construídas a partir de retratos feitos por artistas a partir de descrições feitas por elas sobre si mesmas. As imagens externas  também foram feitas por artistas com base nas descrições fornecidas por outras pessoas.  

A propaganda procurou explorar o problema de auto-estima que as mulheres têm, já muito conhecido - elas sempre atribuem a si mesmas defeitos físicos que somente elas mesmas vêem. E sofrem com os defeitos que acreditam ter. 

Nas cenas mostradas, os retratos baseados na auto percepção sempre eram muito mais feios do que aqueles fruto da visão das outras pessoas.

Esse vídeo me faz lembrar de duas questões importantes que gostaria de compartilhar com vocês. A primeira é o perigo de deixamos de reconhecer as bençãos que recebemos de Deus por querermos mais, algo que ainda não temos. Por exemplo, uma mulher sempre pode ser mais bonita do que é, mas isso não quer dizer que ela não tenha atrativos físicos - vale aqui o conhecido ditado: "o inimigo do bom é o ótimo".

Às vezes, a pessoa tem um belo emprego mas não reconhece as vantagens de que tem até que o perde. O mesmo pode se dizer da família - um bando de filhos dá um trabalho danado, mas uma casa vazia é muito pior. E assim por diante.

Há outro ditado que também se aplica a essa situação: "eu era feliz e nem sabia". Às vezes, vivemos fases gloriosas das nossas vidas e não usufruímos delas como deveríamos e nem somos gratos a Deus como seria nossa obrigação. Eu, quando olho para minha vida entre os 18 e 35 anos, percebo claramente que cometi esse enorme erro. 

Você pode almejar coisas melhores mas não deixe de reconhecer e ser grato a Deus pelo que Ele já lhe deu.

A segunda questão que me chamou a atenção ao ver a tal propagando está relacionada com uma parábola que Jesus contou: o fariseu e o publicano (Lucas capítulo 18, versículos 9 a 14). O publicano era um coletor de impostos, tido por todos como pecador - o equivalente hoje em dia a um político corrupto. O publicano vai até o Templo de Jerusalém e estando consciente dos seus pecados, pediu perdão a Deus e nem teve coragem de elevar os olhos até o altar. 

Já o fariseu era um homem considerado "bom", obediente aos mandamentos dados por Deus. Ele orou a Deus, agradecendo por não ser como as outras pessoas, pecadoras, especialmente o publicano que estava a seu lado. 

Jesus ensinou que o pecador foi para casa perdoado, enquanto o fariseu não. O segundo tinha uma imagem de si mesmo muito melhor do que a realidade, aos olhos de Deus. Com o publicano acontecia o contrário - ele se via como um pecador sem possibilidade de perdão e Deus olhou para ele com olhos misericordiosos.

É aí que cabe uma importante pergunta: se você fosse convocado(a) para descrever como Deus lhe vê e seu "retrato" fosse comparado com aquilo que Ele de fato pensa, qual seria a diferença? Seu "retrato" feito por Deus, seria mais feio, ou mais bonito, do que a impressão que você tem de si mesmo(a)? 

Pense nisso.

Com carinho

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