quinta-feira, 17 de março de 2016

TENTAÇÃO, ONTEM E HOJE

O relato da queda de Adão e Eva (Gênesis capítulo 3) diz que os primeiros seres humanos pecaram ao comer o fruto proibido de uma árvore situada no meio do Jardim do Éden, onde viviam. Eles desobedeceram a Deus depois de serem tentados pela serpente (Satanás) e, por causa do que fizeram, acabaram expulsos do Jardim do Éden e foram forçados a viver uma vida de dificuldade.

O desejo de Adão e Eva de desobedecer veio por conta de três coisas. Em primeiro lugar, o fruto da tal árvore era bonito, atraente e parecia gostoso (versículo 6). 

E é exatamente assim que o pecado costuma se apresentar - cara bonita, desejável, até mais do que isso, algo que a pessoa merece ter. Se o pecado tivesse cara feia ou fosse ruim, ninguém pecaria. Pecamos, dentre outras coisas, porque o pecado é agradável e gera prazer. Simples assim.

Por isso o pecado se torna extremamente perigoso: é muito difícil ficar livre de maus hábitos depois deles se instalarem.

Adão e Eva pecaram também por não acreditar que Deus cumpriria sua palavra e iria castigá-los por desobedecer (versículos 3 e 4). A realidade é que muita gente simplesmente não tem temor (respeito) a Deus. Pensam que têm direito de fazer as coisas que desejarem e se não cometerem crimes graves - não matar, não roubar, etc - estão no bom caminho e vai dar tudo certo. 

Essas pessoas pensam que Deus é misericordioso e certamente não vai condenar pessoas a sofrer castigo permanente (o inferno). Assim, cedo ou tarde, todo mundo será perdoado de uma forma ou de outra. 

Mas não é isso que a Bíblia diz - nela está dito que muitas pessoas serão salvas e outras tantas condenadas. Isto é, o pecado tem sim consequências sérias. E é preciso ter temor a Deus.

A terceira é última razão para o pecado de Adão e Eva foi a vontade deles de serem parecidos com Deus (versículo 5). A serpente usou isso para levá-los a pecar, argumentando que Deus não queria que eles tivessem mais conhecimento porque temia que ficassem como Ele mesmo, ou seja Deus tinha ciúme do crescimento intelectual dos seres humanos.

Ora, isso é um absurdo pois os seres humanos foram criados por Deus e nunca poderão ser como Ele - não há comparação possível com um Ser que sabe tudo, pode fazer tudo, está fora do tempo e do espaço, etc.

É interessante perceber que essa percepção - podemos "competir" com Deus -, que chamo de arrogância intelectual, continua presente hoje em dia. Boa parte dos cientistas não acredita em Deus e pensam ocupar seu lugar quando desvendam e manipulam os segredos do universo e da natureza. 

O fato é que os seres humanos têm conhecimento entendimento moral e, portanto, noção do que está certo ou errado. Mas aquilo que sabem é limitado e sempre será assim. Só Deus tem conhecimento absoluto e sabe tudo aquilo que há para saber. 

Tendo conhecimento limitado, os seres humanos podem tirar conclusões erradas e, assim, tanto acertar nos seus julgamentos como cometer injustiças, quando avaliam as intenções e propósitos de outras pessoas. 

E essa é a razão pela qual Deus nos proibiu de julgar o próximo (Mateus capítulo 7, versículos 1 a 5) - simplesmente nos falta competência para tanto. Mas, infelizmente, julgar o próximo é um dos pecados mais comuns - continuamos iludidos pela ideia que podemos saber tudo aquilo que precisamos. 

As causas do pecado de Adão e Eva - a atração do mal, a falta de temor a Deus e a arrogância intelectual - continuam presente hoje tanto quanto estavam presentes no passado. Continuam levando as pessoas a pecar e a escolher caminhos que as afastam de Deus. 

A tentação que destruiu a vida espiritual de Adão e Eva continua a se fazer presente hoje, tão forte como antes. E é preciso muito cuidado para também não cairmos nela.

Com carinho  

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