sábado, 29 de outubro de 2016

O DESPERDÍCIO DOS TALENTOS DADOS POR DEUS

Um homem, partindo para fora da terra, chamou seus servos e entregou-lhes seus bens. E a um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade e ausentou-se logo para longe. E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles e ganhou outros cinco talentos. Da mesma sorte, o que recebera dois, ganhou também outros dois. Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. E muito tempo depois veio o senhor e fez contas com eles. Então aproximou-se o que recebera cinco talentos, trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: "Senhor, entregaste-me cinco talentos. Eis aqui outros cinco talentos que ganhei com eles". E o seu senhor lhe disse: "Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor"... E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse-lhe o seu senhor: "Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor". Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: "Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro... E, atemorizado, escondi na terra o teu talento. Aqui tens o que é teu". Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: "Mau e negligente servo,. Sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros. Tirai-lhe pois o talento e dai-o ao que tem os dez talentos"... Mateus capítulo 25, versículos 14 a 30

Um talento era uma grande quantidade de dinheiro. Correspondia a seis mil denários, o salário de um trabalhador por vinte anos. Portanto, o servo que recebeu 5 talentos do seu senhor, teve uma grande quantia para administrar, algo como R$ 1 milhão. O segundo servo recebeu cerca de R$ 400 mil e o último R$ 200 mil. 

O servo que recebeu mais era ousado e aplicou todo o dinheiro e conseguiu dobrar o capital sob sua administração. O segundo servo fez o mesmo. Mas o servo que recebeu menos ficou com medo e resolveu enterrar o dinheiro recebido - na cultura daquela época, ao fazer isso ele deixava de ter responsabilidade pelo destino do dinheiro sob sua guarda.

O senhor gostou da atitude dos servos que arriscaram e conseguiram multiplicar o dinheiro. E se aborreceu com o servo que nada fez - mandou tirar o dinheiro sob sua guarda e dar para aquele que administrava a maior quantia.

O significado dessa parábola é simples: Deus é o senhor e os talentos são os dons que Ele dá a cada um(a) de nós (os servos) para usar na sua obra. E o lucro representa os frutos que colhemos na obra de Deus, ao usarmos nossos talentos. 

O servo que enterrou sua quantia, com medo de perder tudo, é aquela pessoa que recebe um dom de Deus para usar na obra e nada faz, com medo de se comprometer, ou por ter vergonha, ou por achar que não vai dar conta, enfim por qualquer uma dessas desculpas que criamos para nós justificar por não fazer a obra de Deus.

Ele nada fez com o dom recebido e nenhum resultado tinha para mostrar para Deus quando foi cobrado. E por causa disso, perdeu o dom (o talento) que tinha e esse mesmo dom foi agregado ao conjunto de dons que outra pessoa já vinha colocando em bom uso na obra de Deus (na parábola, o servo que dobrou os cinco talentos recebidos).

O servo que "enterrou" seu talento não tinha confiança em si mesmo e nas suas capacidades. Faltou-lhe fé. E conforme Tiago ensinou (capítulo 2, versículo 17), a fé sem obras é morta. Não serve para nada. Só serve para a pessoa se iludir achando que vai indo pelo bom caminho.

Todos(as) nós temos algo do servo inútil, pois todos(as) vez por outra desperdiçamos os dons recebidos. E é fácil de perceber isso. Por exemplo, você já esteve envolvido numa situação em que podia ter falado de Jesus e ficou calado? Podia ter defendido a fé cristã de um ataque injusto e ficou quieto(a)? Eu já fiz isso e acredito que você também. A gente fica calado nessas situações porque tem receio de se comprometer e passar uma imagem ruim. Ficamos incomodados(as), mas ficamos quietos, meio paralisados(as).

Você já passou por alguém que precisava da sua ajuda, fez que não era com você e seguiu em frente? Acredito que sim. Eu também já fiz isso, para minha vergonha. A gente acha que está muito ocupado(a) e/ou não quer ter o trabalho e incômodo associados à tarefa de ajudar os outros.

Você já deixou de estudar a Palavra de Deus, tendo preferido ver televisão ou participar de outro tipo de entretenimento qualquer? Acredito que sim. E eu também já fiz isso. E depois a gente ainda alega que não tem tempo para estudar a Bíblia porque somos muito ocupados(as)...

Aí estão alguns exemplos simples de situações onde a gente "enterra" os talentos recebidos. Felizmente, Deus é muito paciente e aguarda muito tempo até que a gente acorde e mude, passando a usar os dons recebidos na obra d´Ele - eu mesmo, levei mais de quarenta anos para fazer isso. 

Concluindo, essa parábola é um alerta para nos chamar à ação. Trata-se de um alerta para colocarmos em uso os talentos que Deus nos deu. Para darmos frutos na sua obra. Simples assim.

Com carinho

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