Era uma vez uma família que morava numa pequena cidade - cerca de 2.000 habitantes - no interior dos Estados Unidos. A família teve dois filhos - um menino (Rod) e uma menina (Ruth) - e levou uma vida bastante normal, como tantas outras. Era uma família religiosa que frequentava uma pequena igreja Metodista, como é muito comum no interior dos Estados Unidos.
Mas a família tinha um problema incomum que causou muito sofrimento. Rod era um intelectual e não uma pessoa voltada para atividades físicas. Ora, no tipo de ambiente em que moravam, a prova de masculinidade era gostar de atividades ao ar livre - caçar, pescar e acampar. Mas o prazer de Rod era frequentar bibliotecas e frequentar encontros políticos.
Por conta disso, ele sofreu bullying na escola e nunca se sentiu adaptado àquela pequena cidade. E assim que pode foi para a cidade grande. Formou-se em jornalismo e passou a ter uma vida intelectual muito ativa, escrevendo para vários jornais, escrevendo livros e mantendo diversos blogs.
A irmã, Ruth, era diferente: sempre se adaptou perfeitamente à vida no interior, pois achava que ali estava tudo o que queria e precisava. Formou-se professora, casou-se com seu primeiro namorado, teve três filhas e ficou morando na mesma cidade onde nasceu.
E Ruth era uma pessoa especial, extremamente bondosa e gentil, querida pela cidade toda. E, de certa forma, era o filho que o pai deles queria ter tido, pois gostava da vida ao ar livre. É claro que Ruth não era perfeita, pois rejeitou seu irmão, já que não podia entender sua forma diferente de ser.
Rod, sentindo-se rejeitado pela própria família, reagiu de forma agressiva e a família acabou meio rachada, embora ele nunca tenha deixado totalmente de frequentar a casa dos pais. E esse processo negativo acabou por levar Rod a uma vida espiritual confusa, conforme ele mesmo reconhece, durante a qual ele passou por diversas religiões, sem se sentir "em casa" em qualquer delas. E isso gerou outra fonte de crítica a ele, pois Ruth nunca entendeu a inquietude do irmão: "Será que meu irmão pensa que os metodistas não são suficientemente bons para ele?"
Anos depois, Ruth foi diagnosticada com um câncer intratável no pulmão e não durou muito (menos de dois anos). Sua doença teve um impacto enorme na cidade - uma coisa muito boa nas cidades do interior é a solidariedade que elas conservam, coisa que ficou meio perdida nas cidades grandes.
Os vizinhos fizeram uma coleta para levantar fundos para o tratamento dela e entradas para o evento foram vendidas a R$ 20 por pessoa. E veio gente durante toda a noite e muitos pagavam com notas de cem e deixavam o troco.
Certo homem voltou a orar, depois de muitos anos, pois queria fazer algo por Ruth e isso era o que estava ao seu alcance. Pessoas separadas
por questões políticas - algo muito sério em cidades pequenas - se
reconciliaram, porque participaram de reuniões onde todos oravam por
ela. O homem que foi o principal responsável pelo
bullying que Rod sofreu, quando jovem, telefonou-lhe para fazer as pazes. Exemplos como esses se multiplicaram.
E, ao longo desse processo todo, Rod acabou fazendo as pazes com sua cidade, com suas origens. Mas somente teve consciência plena disso depois do enterro da irmã, quando finalmente percebeu que toda a mágoa tinha acabado - ela acabou por voltar a morar na sua cidade para ficar perto da sua família.
Naturalmente, durante a doença de Ruth, as pessoas da cidade se perguntavam porque uma pessoa tão boa tinha que passar por aquele sofrimento. Qual seria o objetivo de Deus ao permitir esse tipo de coisa?
Ruth sempre disse para todos não ficarem zangados com Deus, para verem o lado positivo das coisas e que sabia que Deus estava com ela. E sua fé tornou-se um exemplo para todos.
O fato é que naquela cidade Deus usou o sofrimento de uma mulher para mudar a vida espiritual de toda uma comunidade. Injusto com a mulher, poderia pensar alguém, pois, de certa forma pagou, foi ela que pagou o preço pelo BEM que aconteceu.
Há sentido nesse argumento, mas não podemos esquecer que o sacrifício de Jesus foi exatamente isso, mas em escala muito maior: Ele carregou sobre si nossos pecados até a cruz. E se Deus não hesitou em usar seu próprio Filho dessa forma, não há porque estranhar o que aconteceu com Ruth.
Rod escreveu um livro maravilhoso para relatar toda essa experiência, mas que ainda não foi traduzido para o Português ("The little way of Ruthie Leming", cuja tradução deveria ser "O pequeno caminho de Ruthie Leming").
E ele conta que, quando estava orando por Ruth, em dado momento sentiu uma presença maravilhosa que lhe revelou que ela não iria sobreviver, mas que haveria muito BEM vindo de tudo aquilo. Em paralelo, Ruth também teve uma experiência espiritual que lhe tirou todo o medo, comprovando o cuidado que Deus teve com ela.
E quero terminar com um ensinamento que está no livro: "a vida não é um mistério a ser decifrado, mas uma experiência a ser vivida com fé e em comunidade".
Com carinho
"De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Romanos 10:17)
sábado, 25 de maio de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
O DEPOIMENTO DE UMA MULHER CORAJOSA
"...Eu tenho um gene defeituoso, BRCA1, que aumenta radicalmente minha chance de desenvolver cancer de mama e dos ovários. Meus médicos estimaram que tinha 87% de chance de desenvolver câncer de mama e 50% de ovário, embora esse risco varie para cada mulher.
Assim que fiquei sabendo dessa realidade, decidi ser pró-ativa e minimizar o risco o quanto pudesse. Tomei a decisão de fazer uma mastectomia dupla preventiva. Comecei com os meus seios, porque o risco de cêncer ovariano é menor e a cirurgia dos seios é muito mais complicada.
... Estou divulgando essa informação porque espero que outras mulheres possam se beneficiar da minha experiência. O câncer ainda é uma palavra que causa medo no coração das pesoas, produzindo um profundo sentimento de impotência. Mas hoje é possível saber através de um simples exame de sangue se você é altamente suscetível de de desenvolver esses tipos de câncer e fazer algo a respeito.
... A decisão de fazer uma mastectomia não foi simples. Mas eu me alegro de tê-la tomado. Minhas chances de desenvolver câncer de mama cairam de 87% para apenas 5%. Posso dizer para meus filhos que não precisam mais ter medo de me perder para o câncer de mama.
... Em termos pessoais, eu não me sinto menos mulher. Sinto-me fortalecida por ter feito uma escolha importante que de nenhuma maneira diminuiu minha feminilidade... Angelina Jolie, artista, 37 anos
Achei esse depoimento tão importante que quis dividi-lo com vocês. Embora Angelina não seja cristã, o que ela disse e fez está em total acordo com o que a Bíblia ensina.
Primeiro, ela não teve medo de dar seu testemunho - falar sobre o que viveu e os resultados que obteve. Testemunho é uma palavra bonita para propaganda boca-a-boca, coisa que fazemos normalmente, recomendando lojas, restaurantes, etc. Mas muitas vezes não dividimos dificuldades por vergonha ou para manter a imagem que temos. Testemunho é sobretudo um ato de amor ao próximo, uma forma de ajudar os outros a não cometerem os mesmos erros.
Em segundo lugar, Angelina foi pró-ativa - conheceu seu problema e foi atrás da melhor solução ao seu alcance. Não ficou sentada, adiando a decisão.
Depois, ela teve responsabilidade com seu corpo, coisa que poucas pessoas fazem de forma efetiva. As pessoas sabem que não podem fazer certas coisas (como comer determinados alimentos) ou que precisam fazer outras (como exercícios) e não fazem o que precisam - ficam adiando (eu mesmo nunca faço os exercícios físicos que preciso). Nosso corpo, ensina a Bíblia, é uma dádiva de Deus e o templo do Espírito Santo e é nossa obrigação cuidar bem dele.
Em quarto lugar, ela passou uma mensagem de esperança - de que é possível olhar os problemas da vida de frente, ao invés de ficar se lamentando e culpando Deus e/ou os outros.
Finalmente, ela provou que ser mulher é muito mais do que simplesmente manter um corpo perfeito - e precisamos lembrar que ela é uma artista, para quem a imagem física é muito importante.
Bravo, Angelina. Belo exemplo.
sábado, 11 de maio de 2013
PECADO POR OMISSÃO
A foto acima causou-me uma enorme impressão - trata-se de um casal abraçado na morte, que chegou para eles pelo desmoronamento de um prédio em Bangladesh.
Trabalhavam naquele prédio milhares de pessoas em condições de semi-escravidão - mais de mil dentre elas morreram no desastre -, fabricando roupas baratas, que eram exportadas para os mercados internacionais.
Fquei pesnando sobre como ouço falar com frequencia sobre como as roupas são baratas em locais como Miami e Nova Iorque - as pessoas chegam a viajar sem levar qualquer nada para comprarem um enxoval completo lá a preços inacreditáveis.
E é evidente que algo não pode estar certo para que esses artigos custem tão barato. No caso, o que está envolvido é o trabalho escravo de milhares de infelizes. Mas isso só acontece porque há quem tira proveito disso tudo.
As empresas ganham ao vender mais por terem preços menores e os consumidores também ganham porque conseguem artigos aos quais nunca poderiam ter tido acesso se eles fossem vendidos a preços normais. Assim, todos ficam felizes e o mal se perpetua.
É parecido ao que acontece quando alguém oferece um celular que custa cerca de 2 mil reais por 10% desse valor - é claro que se trata ou de uma falsificação ou de mercadoria roubada. Mas há pessoas que, por ignorancia ou não se importarem, acabam comprando.
Depois desse desastre ganhar as manchetes internacionais, lojas americanas importantes se dissseram "horrorizadas" e asseguraram que vão cancelar seus contratos com os fornecedores que operavam no prédio que desmoronou. O que não conatarm é que vão assinar contratos com fornecedores semelhantes, de outros lugares. E vai tudo continuar no mesmo.
Temos aqui o caso clássico do que a Bíblia chama de "pecado por omissão" - as pessoas se omitem porque não querem saber e permitem a perpetuação do mal. Elas olham para o lado e seguem com suas vidas, sem perceber que seu estilo de vida contribui para manter a perversidade da sociedade moderna. Pense nisto.
A MORTE DE UM HOMEM ESPECIAL
Morreu nesta semana, aos 77 anos, depois de longa batalha contra o cancer, o filósofo cristão Dallas Willard. Ele é o autor de vários livros muito importantes, dentre os quais recomendo dois: "A Conspiração Divina" e "O Espírito das Disciplinas".
Transcrevo abaixo parte do depoimento dado por outro filósofo vcristão à revista Christianity Today a respeito dos ensinamentos deixados por Dallas, que têm tido grande influência no meio cristão:
" Muitos de nós na igreja cristã fomos influenciados pelos ensinamentos de Dallas, normalmente caracterizados como voltados para 'formação espiritual', embora a preocupação real dele sempre tenha sido o 'Reino de Deus' ou, como ele sempre disse 'a vida com Deus'.
Dallas nos ensinou que há quatro grandes questões que os seres humanos precisam responder: O que é a realidade? O que é uma vida boa? Quem é uma boa pessoa? E como eu posso me tornar uma boa pessoa?
Sua meta sempre foi responder essas perguntas, e viver plenamente as respostas. E ele tinha a certeza que ninguém fez isso melhor do que Jesus Cristo".
Eu devo muito aos ensinamentos dele, presentes em vários posts deste blog. Dallas, que Deus o recompense por tudo que fez. Descanse em paz na glória do Senhor.
Com carinho
domingo, 28 de abril de 2013
O PODER DA MíDIA
Alguns anos atrás, duas noticias chamaram minha atenção, por provarem mais uma vez o poder da mídia. Além disso, demonstram como esse poder pode estar a serviço não de informar o público, mas sim de outros interesses.
A piada de mau gosto
Uma simples piada de mau gosto custou alguns bilhões de dólares para alguns investidores. Alguém invadiu a conta de Twitter da Associated Press e soltou uma mensagem dizendo que tinha havido um atentado terrorista e o então Presidente Obama tinha sido ferido.
Essa mensagem provocou a queda da Bolsa de Valores de Nova Iorque durante quase meia hora. Bilhões de dólares foram perdidos por alguns investidores que venderam suas ações na pressa. Enquanto isso, outros lucraram exatamente aquilo que foi perdido. E assim que a notícia foi desmentida, a Bolsa de Valores voltou a subir.
Eu fico chocado com o poder que um único órgão de mídia tem de mudar o humor da Bolsa de Valores. Basta escrever e publicar algumas poucas palavras.
O carniceiro
Você já ouviu falar de Kermit Gosnell? Acredito que não. Poucas pessoas sabem quem ele é e o que fez. E isso porque a grande mídia construiu uma barreira de silêncio sobre o caso dele, que começou nos Estados Unidos, onde mora, e se espalhou por outros países, inclusive o Brasil.
Não sei se você sabe que o aborto é permitido nos Estados Unidos, desde que a gestação ainda não tenha passado de determinado prazo (normalmente, 20 semanas). Basta a gestante ir até uma clínica especializada nesse tipo de atendimento, assinar um papel e o procedimento de aborto é feito de forma legal. Nenhuma pergunta é feita.
Gosnell é um médico que tocava uma dessas clínicas de aborto. Mas, com detalhe diferente: ele fazia abortos em fetos com muito mais tempo de gestação. Acabou preso e seu julgamento virou um show de horrores.
Não vou entrar aqui nos detalhes, mas basta saber que ele abortava crianças que já tinham condições de sobreviver sozinhas, fora do útero materno, e as matava cortando sua coluna cervical com uma tesoura.
É claro que as alegações de sempre foram feitas: as mães que procuravam esse tipo de ajuda eram pobres, sem condições de cuidar dos filhos e assim por diante. Mas, a grande mídia americana (assim com a brasileira) nunca reconheceu que naquela clínica foram cometidos assassinatos em série. Gosnell é um dos maiores assassinos da história, pelo número de bebês que matou, embora somente cinco deles foram amplamente provados e usados na sua condenação.
Porque a mídia, que adora relatar assassinatos e outras violências, praticamente nada falou sobre esse caso? Foi a mídia especializada cristã quem pegou o assunto e não deixou a notícia morrer.
A razão para esse silêncio absurdo é clara: não havia interesse em falar disso. Isso porque a grande mídia, de forma geral, é a favor do aborto sem grandes restrições, considerando isso como uma conquista da mulher. E um caso como esse é muito negativo para quem defende essa causa. Mais um exemplo de uso do poder sem limites que a grande mídia tem.
Não se esqueça, portanto, que as notícias que chegam até você são somente aquelas que a grande mídia deseja divulgar. Essa é uma realidade triste que não pode ser nunca esquecida. Portanto, procure outros meios de informação - como sites independentes, blogs de autores confiáveis e assim por diante. Lá você vai encontrar as informações que lhe são muitas vezes negadas.
Com carinho
segunda-feira, 22 de abril de 2013
PESSOAS DIFERENTES, VALORES DESIGUAIS
Acho que todos acompanharam as notícias sobre o atentado ocorrido dias atrás durante a Maratona de Boston, que matou 3 pessoas e feriu dezenas de outras de forma grave - várias pessoas tiveram membros amputados.
O que será que passa pela cabeça das pessoas que planejaram e cometeram um ato tão horrível? Fica até difícil encontrar uma explicação convincente, a não ser a prática do mal, puro e simples.
E o que os orgãos de segurança dos vários países podem fazer para evitar esse tipo de ameaça? Muito pouco. Infelizmente aconteceu mais uma vez e voltará a acontecer novamente.
Nessas horas só nos resta pedir a Deus que tenha misericórdia de nossa sociedade, tão fraturada, incapaz de fazer as pessoas felizes e torná-las equilibradas, apesar de toda a riqueza acumulada.
Agora, no meio disso tudo, eu vislumbro outro mal, disfarçado, mas tão grande quanto o primeiro: a diferença que existe no valor dado às vidas das pessoas.
Eu li uma estatística sobre o número de baixas causadas nos últimos meses por atentados a bombas no Iraque - foram muitas centenas de mortes e milhares de feridos. Mas esse ataque em Boston, sozinho, ocupou muito mais atenção da mídia internacional do que a soma de todos essas desgraças no Iraque. Por que será que isso ocorre?
Creio que há duas razões. A primeira é que as pessoas se acostumam até com o mal. Atentados no Iraque, Paquistão, Afganistão e alguns outros países pobres são tão frequentes, que acabaram caindo na rotina. E as pessoas tendem a se acostumar com as coisas que estão sempre presentes, mesmo aquelas que são ruins. Basta lembrar o sofrimento mudo de milhões de brasileiros/as, todos os dias, durante horas no trânsito ou nas filas do SUS.
A mídia se interessa apenas pelo novo e um atentado em Boston é algo que nunca aconteceu. Já no Iraque, acontece todo dia.
A segunda razão é ainda pior: por mais que se tente dizer o contrário, na prática, as vidas das pessoas têm valores diferentes. Um cidadão dos Estados Unidos vale muito mais do que um do Iraque. Ricos valem mais do que pobres. E, em muitos países, brancos valem mais do que negros. Não deveria ser assim, mas se ilude quem acha que é diferente.
Essa diferença vai contra os ensinamentos da Bíblia - Deus ama todas as suas criaturas de forma igual, sem levar em conta sexo, etnia ou origem cultural e cultural.
Mas, na sociedade moderna, a realidade com a qual temos que conviver diariamente é bem diferente e muito triste. Portanto, também não é por acaso, que a Bíblia nos diz que o mundo (a sociedade moderna) jaz no Maligno.
E essa é a realidade com a qual temos que aprender a viver. E felizmente contamos com a presença do Espírito Santo para nos ajudar nessa caminhada.
Com carinho
O que será que passa pela cabeça das pessoas que planejaram e cometeram um ato tão horrível? Fica até difícil encontrar uma explicação convincente, a não ser a prática do mal, puro e simples.
E o que os orgãos de segurança dos vários países podem fazer para evitar esse tipo de ameaça? Muito pouco. Infelizmente aconteceu mais uma vez e voltará a acontecer novamente.
Nessas horas só nos resta pedir a Deus que tenha misericórdia de nossa sociedade, tão fraturada, incapaz de fazer as pessoas felizes e torná-las equilibradas, apesar de toda a riqueza acumulada.
Agora, no meio disso tudo, eu vislumbro outro mal, disfarçado, mas tão grande quanto o primeiro: a diferença que existe no valor dado às vidas das pessoas.
Eu li uma estatística sobre o número de baixas causadas nos últimos meses por atentados a bombas no Iraque - foram muitas centenas de mortes e milhares de feridos. Mas esse ataque em Boston, sozinho, ocupou muito mais atenção da mídia internacional do que a soma de todos essas desgraças no Iraque. Por que será que isso ocorre?
Creio que há duas razões. A primeira é que as pessoas se acostumam até com o mal. Atentados no Iraque, Paquistão, Afganistão e alguns outros países pobres são tão frequentes, que acabaram caindo na rotina. E as pessoas tendem a se acostumar com as coisas que estão sempre presentes, mesmo aquelas que são ruins. Basta lembrar o sofrimento mudo de milhões de brasileiros/as, todos os dias, durante horas no trânsito ou nas filas do SUS.
A mídia se interessa apenas pelo novo e um atentado em Boston é algo que nunca aconteceu. Já no Iraque, acontece todo dia.
A segunda razão é ainda pior: por mais que se tente dizer o contrário, na prática, as vidas das pessoas têm valores diferentes. Um cidadão dos Estados Unidos vale muito mais do que um do Iraque. Ricos valem mais do que pobres. E, em muitos países, brancos valem mais do que negros. Não deveria ser assim, mas se ilude quem acha que é diferente.
E não é por acaso que as pessoas tentam emigrar dos países mais pobres para os mais ricos, para passarem a ter mais valor como seres humanos.
Essa diferença vai contra os ensinamentos da Bíblia - Deus ama todas as suas criaturas de forma igual, sem levar em conta sexo, etnia ou origem cultural e cultural.
Mas, na sociedade moderna, a realidade com a qual temos que conviver diariamente é bem diferente e muito triste. Portanto, também não é por acaso, que a Bíblia nos diz que o mundo (a sociedade moderna) jaz no Maligno.
E essa é a realidade com a qual temos que aprender a viver. E felizmente contamos com a presença do Espírito Santo para nos ajudar nessa caminhada.
Com carinho
sábado, 6 de abril de 2013
O QUE PENSAR DO DEPUTADO MARCO FELICIANO?
Acredito que seja do conhecimento de todos o caso do Deputado e Pastor Marco Feliciano, eleito Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, que foi rejeitado por larga fatia da opinião pública, que não vê nele condições mínimas para a função.
O debate "sai Feliciano" tem ocupado páginas e páginas dos jornais e vários programas de televisão. Mas acho que tem faltado nesse debate um esclarecimento real das questões em jogo. E é isso que vou tentar fazer aqui.
Aos fatos, começando pela figura do Deputado Feliciano. Trata-se de um Pastor de igreja evangélica neo-pentecostal, que foi eleito com cerca de 200.000 votos, pelo Estado de São Paulo. Feliciano prega uma teologia, a meu ver, completamente distorcida, a tal Teologia da Prosperidade - quanto mais se dá a Deus, mais se recebe d´Ele.
Eu já me manifestei neste blog por diversas vezes contra essa Teologia, por ser biblicamente errada e levar a abusos na forma como os pastores lidam com as contribuições dos fiéis. E Feliciano, segundo as evidências, lamentavelmente se enquadra nesse tipo de perfil - o video em que ele aparece pedindo a senha do cartão de saque de um frequentador da sua igreja é chocante.
Mas os problemas teológicos não param por aí. Ele se opõe às politicas de defesa dos direitos da mulher, porque entende, de forma totalmente distorcida, que elas promovem o homosexualismo. Segue também a doutrina que os países da África carregam sobre si uma maldição, fruto do pecado de um dos ancestrais da sua população, linha de pensamento sem qualquer apoio bíblico. Essa doutrina é tão absurda, que nem deveria merecer comentários, não fosse pelo enorme mal que já causou á sociedade, na época da escravidão, ao dar "suporte" bíblico para os escravocratas.
Em resumo, trata-se de um pastor cuja igreja eu não quero frequentar e não recomendo que ninguém o faça.Suas práticas não merecem de mim nenhum apoio e consideração. E acredito que ele não seja adequado para o cargo que ocupa.
Agora vamos ao outro lado da questão, a reação ao Pastor, especialmente por parte da mídia e da intelectualidade.
Depois, é preciso reconhecer que há muitas outras pessoas no Congresso que não têm perfil para os cargos que ocupam. Na Câmara Federal, um Deputado que está sendo processado por fraude financeira ocupa cargo na importante Comissão de Economia e Finanças. E, na Comissão de Justiça, há dois Deputados já condenados pelo STF por crimes diversos no processo do "mensalão". E no Senado não é diferente.
Isto quer dizer que a forma como os parlamentares são escolhidos para ocupar as tais Comissões não leva em conta a biografia dos indicados e sim outros interesses, muitos deles menores. Há um erro de origem terrível nisso tudo, que vai muito além da questão "sai Feliciano". Ou seja, se quisermos evitar que apareçam outros "felicianos" nas Comissões, será preciso mudar os Regimentos da Câmara e do Senado, bem como que os partidos passem a ter mais responsabilidade nas indicações que fazem para o preenchimento desses cargos.
O terceiro aspecto importante é perceber que estão sendo usadas formas de ataque indevidas contra o Deputado. Isto é, vale tudo para tirá-lo de lá.
Vou dar um pequeno exemplo: dias atrás, li no Estado de São Paulo uma análise sobre a afirmação que o Pastor fez, na qual usou a palavra Satanás, que quer dizer Inimigo, para se referir aos demais membros da Comissão que preside. É claro que o uso de tal palavra na situação atual é absurdo e reprovável, pois um cristão não deve se comportar dessa maneira.
Mas tal artigo do Estadão, que cita uma especialista em lingua hebraica moderna, comete um absurdo de volta. A tal especialista nega que a palavra Satanás signifique Inimigo, o que é um erro, pelo menos no que tange ao que interessa, que é o hebraico dos tempos bíblicos. Se o jornal tivesse tido o cuidado de consultar uma fonte que conhecesse mesmo essas questão, poderia ter tido a confirmação desse siginificado. E não teria insinuado, como fez, que o Pastor faltou com a verdade. A verdade é que muitas declarações do Feliciano são distorcidas e tiradas do contexto - aliás não deve ser surpresa para ninguém perceber que a mídia faz isso.
Finalmente, existe ainda a questão que boa parte da população evangélica se sente perseguida pela mídia e a intelectualidade. E isso se aplica ainda com mais força aos pentecostais e aos fundamentalistas, segmento do cristianismo ao qual Feliciano pertence.
E tal sentimento tem algum fundo de realidade: basta ver como a TV Globo historicamente retrata os evangélicos - ou são corruptos, ou fanáticos ou figuras de caricatura. Nunca exixitiram evangélicos "normais" na teledramaturgia global. Eles só existem, felizmente, na vida real e conheço muitos deles.
E, por conta desse sentimento de injustiça, muitos evangélicos cerraram fileiras ao lado do tal Pastor, vendo na questão mais um episódio da "guerra" travada contra todos eles - aliás, Feliciano se esforçou para passar essa imagem de mártir da fé.
Ao ficar ao lado dele, pensando defender sua fé, pessoas corretas acabaram por parecer endossar as ideias descabeladas e o comportamento absurdo dele. E aí, contribuiram, sem perceber, para reforçar a imagem estereotipada que os evangélicos já têm.
Resumindo, uma grande confusão se instalou e nada de bom saiu, ou vai sair, dessa discussão toda. É uma pena.
Na verdade, penso que o único ganhador nessa situação é o próprio Feliciano, que virou figura nacional, o que vai lhe garantir uma releição tranquila, com muito mais votos - quem viver verá.
Com carinho
O debate "sai Feliciano" tem ocupado páginas e páginas dos jornais e vários programas de televisão. Mas acho que tem faltado nesse debate um esclarecimento real das questões em jogo. E é isso que vou tentar fazer aqui.
Aos fatos, começando pela figura do Deputado Feliciano. Trata-se de um Pastor de igreja evangélica neo-pentecostal, que foi eleito com cerca de 200.000 votos, pelo Estado de São Paulo. Feliciano prega uma teologia, a meu ver, completamente distorcida, a tal Teologia da Prosperidade - quanto mais se dá a Deus, mais se recebe d´Ele.
Eu já me manifestei neste blog por diversas vezes contra essa Teologia, por ser biblicamente errada e levar a abusos na forma como os pastores lidam com as contribuições dos fiéis. E Feliciano, segundo as evidências, lamentavelmente se enquadra nesse tipo de perfil - o video em que ele aparece pedindo a senha do cartão de saque de um frequentador da sua igreja é chocante.
Mas os problemas teológicos não param por aí. Ele se opõe às politicas de defesa dos direitos da mulher, porque entende, de forma totalmente distorcida, que elas promovem o homosexualismo. Segue também a doutrina que os países da África carregam sobre si uma maldição, fruto do pecado de um dos ancestrais da sua população, linha de pensamento sem qualquer apoio bíblico. Essa doutrina é tão absurda, que nem deveria merecer comentários, não fosse pelo enorme mal que já causou á sociedade, na época da escravidão, ao dar "suporte" bíblico para os escravocratas.
Em resumo, trata-se de um pastor cuja igreja eu não quero frequentar e não recomendo que ninguém o faça.Suas práticas não merecem de mim nenhum apoio e consideração. E acredito que ele não seja adequado para o cargo que ocupa.
Agora vamos ao outro lado da questão, a reação ao Pastor, especialmente por parte da mídia e da intelectualidade.
E é preciso olhar a questão além do "sai Feliciano". Primeiro, ele não se auto-elegeu - foi votado para o cargo por diversos outros Deputados, dentro de um grande acordo político, envolvendo inclusive partidos que agora se acham no direito de pedir que ele saia. Hipocrisia total.
Depois, é preciso reconhecer que há muitas outras pessoas no Congresso que não têm perfil para os cargos que ocupam. Na Câmara Federal, um Deputado que está sendo processado por fraude financeira ocupa cargo na importante Comissão de Economia e Finanças. E, na Comissão de Justiça, há dois Deputados já condenados pelo STF por crimes diversos no processo do "mensalão". E no Senado não é diferente.
Isto quer dizer que a forma como os parlamentares são escolhidos para ocupar as tais Comissões não leva em conta a biografia dos indicados e sim outros interesses, muitos deles menores. Há um erro de origem terrível nisso tudo, que vai muito além da questão "sai Feliciano". Ou seja, se quisermos evitar que apareçam outros "felicianos" nas Comissões, será preciso mudar os Regimentos da Câmara e do Senado, bem como que os partidos passem a ter mais responsabilidade nas indicações que fazem para o preenchimento desses cargos.
O terceiro aspecto importante é perceber que estão sendo usadas formas de ataque indevidas contra o Deputado. Isto é, vale tudo para tirá-lo de lá.
Vou dar um pequeno exemplo: dias atrás, li no Estado de São Paulo uma análise sobre a afirmação que o Pastor fez, na qual usou a palavra Satanás, que quer dizer Inimigo, para se referir aos demais membros da Comissão que preside. É claro que o uso de tal palavra na situação atual é absurdo e reprovável, pois um cristão não deve se comportar dessa maneira.
Mas tal artigo do Estadão, que cita uma especialista em lingua hebraica moderna, comete um absurdo de volta. A tal especialista nega que a palavra Satanás signifique Inimigo, o que é um erro, pelo menos no que tange ao que interessa, que é o hebraico dos tempos bíblicos. Se o jornal tivesse tido o cuidado de consultar uma fonte que conhecesse mesmo essas questão, poderia ter tido a confirmação desse siginificado. E não teria insinuado, como fez, que o Pastor faltou com a verdade. A verdade é que muitas declarações do Feliciano são distorcidas e tiradas do contexto - aliás não deve ser surpresa para ninguém perceber que a mídia faz isso.
Finalmente, existe ainda a questão que boa parte da população evangélica se sente perseguida pela mídia e a intelectualidade. E isso se aplica ainda com mais força aos pentecostais e aos fundamentalistas, segmento do cristianismo ao qual Feliciano pertence.
E tal sentimento tem algum fundo de realidade: basta ver como a TV Globo historicamente retrata os evangélicos - ou são corruptos, ou fanáticos ou figuras de caricatura. Nunca exixitiram evangélicos "normais" na teledramaturgia global. Eles só existem, felizmente, na vida real e conheço muitos deles.
E, por conta desse sentimento de injustiça, muitos evangélicos cerraram fileiras ao lado do tal Pastor, vendo na questão mais um episódio da "guerra" travada contra todos eles - aliás, Feliciano se esforçou para passar essa imagem de mártir da fé.
Ao ficar ao lado dele, pensando defender sua fé, pessoas corretas acabaram por parecer endossar as ideias descabeladas e o comportamento absurdo dele. E aí, contribuiram, sem perceber, para reforçar a imagem estereotipada que os evangélicos já têm.
Resumindo, uma grande confusão se instalou e nada de bom saiu, ou vai sair, dessa discussão toda. É uma pena.
Na verdade, penso que o único ganhador nessa situação é o próprio Feliciano, que virou figura nacional, o que vai lhe garantir uma releição tranquila, com muito mais votos - quem viver verá.
Com carinho
terça-feira, 2 de abril de 2013
A CRISE EM CHIPRE E A SEGURANÇA HUMANA
A crise econômica na ilha de Chipre, no Mediterrâneo, não tem chamado muita atenção da opinião pública brasileira, embora tenha sido fartamente noticiada na imprensa internacional.
A economia de Chipre literalmente quebrou, por conta de um sistema financeiro artificialmente inchado e especulação desenfreada, inclusive com lavagem de dinheiro de origem escusa, vindo da Rússia. O buraco nos bancos tornou-se tão grande que eles não mais podem ser resgatados - um deles simpeslemente desapareceu e outro está limitando o saque de dinheiro.
De todas as poupanças que as pessoas tinham depositadas nos bancos locais, somente poderão ser sacadas aquelas garantidas (até R$ 250.000). Acima desse valor, vai ser perdido quase tudo. Os ricos especularam e, mais uma vez, é o povo quem vai pagar a conta. Já vimos esse mesmo filme no Brasil em 1990, com o Plano Collor, e na Argentina, em 2001, com o tal "corralito".
Mas o que quero discutir aqui não é essa injustiça flagrante, que vem causando terrível dor na população de Chipre. Eu quero discutir a questão da segurança humana.
Temos a tendência de achar que estamos seguros quando juntamos uma boa poupança, que fica guardada em banco e/ou quando adquirimos alguma spropriedades, que parecem ter valor certo no mercado.
Mas a situação de Chipre mostra que não há segurança nas coisas materiais - simplesmente não é possível garantir nada a partir delas. Durante a Segunda Guerra Mundial, milhões de pessoas perderam tudo e passaram de uma vida confortável para a miséria, tendo inclusive que emigrar para outros países.
Na chamada Grande Depressão Americana, no final da décado de 30 do século passado, diversos financistas se jogaram pelas janelas dos seus escritórios, depois de perder tudo, na quebra da Bolsa de Valores. Mais recentemente, no final de 2008, houve outra grande crise no mercado financeiro americano, com repercussões em todo o mundo, inclusive no Brasil.
Então, como nos proteger dessas coisas? Em primeiro lugar, e o mais importante de tudo, invista no seu relacionamento com Deus - Jesus nos ensinou a juntar "tesouros" no céu, onde o tempo não destroi as coisas.
Afinal, não há ninguém em quem você possa confiar mais, pois Ele é fiel e as crises humanas não o afetam. Ele, e somente Ele, pode ser sua rocha de fundação, sobre a qual será possível construir algo sólido, que não seja destruído quando as tempestades da vida chegarem. Nunca se esqueça disso.
Do ponto de vista material, você pode fazer duas coisas. A primeira é investir naquilo que não poderá ser tirado de você, nunca: seus conhecimentos técnicos, sua cultura, etc.
Depois, invista nas relações humanas - sua família e amigos - pois pessoas formam uma rede de proteção que pode ser muito importante nos momentos de dificuldade.
Fazendo tudo isso, aí sim você poderá dormir tranquilo/a.
Com carinho
A economia de Chipre literalmente quebrou, por conta de um sistema financeiro artificialmente inchado e especulação desenfreada, inclusive com lavagem de dinheiro de origem escusa, vindo da Rússia. O buraco nos bancos tornou-se tão grande que eles não mais podem ser resgatados - um deles simpeslemente desapareceu e outro está limitando o saque de dinheiro.
De todas as poupanças que as pessoas tinham depositadas nos bancos locais, somente poderão ser sacadas aquelas garantidas (até R$ 250.000). Acima desse valor, vai ser perdido quase tudo. Os ricos especularam e, mais uma vez, é o povo quem vai pagar a conta. Já vimos esse mesmo filme no Brasil em 1990, com o Plano Collor, e na Argentina, em 2001, com o tal "corralito".
Mas o que quero discutir aqui não é essa injustiça flagrante, que vem causando terrível dor na população de Chipre. Eu quero discutir a questão da segurança humana.
Temos a tendência de achar que estamos seguros quando juntamos uma boa poupança, que fica guardada em banco e/ou quando adquirimos alguma spropriedades, que parecem ter valor certo no mercado.
Mas a situação de Chipre mostra que não há segurança nas coisas materiais - simplesmente não é possível garantir nada a partir delas. Durante a Segunda Guerra Mundial, milhões de pessoas perderam tudo e passaram de uma vida confortável para a miséria, tendo inclusive que emigrar para outros países.
Na chamada Grande Depressão Americana, no final da décado de 30 do século passado, diversos financistas se jogaram pelas janelas dos seus escritórios, depois de perder tudo, na quebra da Bolsa de Valores. Mais recentemente, no final de 2008, houve outra grande crise no mercado financeiro americano, com repercussões em todo o mundo, inclusive no Brasil.
Então, como nos proteger dessas coisas? Em primeiro lugar, e o mais importante de tudo, invista no seu relacionamento com Deus - Jesus nos ensinou a juntar "tesouros" no céu, onde o tempo não destroi as coisas.
Afinal, não há ninguém em quem você possa confiar mais, pois Ele é fiel e as crises humanas não o afetam. Ele, e somente Ele, pode ser sua rocha de fundação, sobre a qual será possível construir algo sólido, que não seja destruído quando as tempestades da vida chegarem. Nunca se esqueça disso.
Do ponto de vista material, você pode fazer duas coisas. A primeira é investir naquilo que não poderá ser tirado de você, nunca: seus conhecimentos técnicos, sua cultura, etc.
Depois, invista nas relações humanas - sua família e amigos - pois pessoas formam uma rede de proteção que pode ser muito importante nos momentos de dificuldade.
Fazendo tudo isso, aí sim você poderá dormir tranquilo/a.
Com carinho
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