domingo, 13 de agosto de 2017

A VIAGEM MAIS IMPORTANTE DA SUA VIDA

Imagine que você vai fazer a viagem mais importante da sua vida, mas não conhece bem o caminho para onde pretende ir. A viagem vai acontecer com certeza, mas a data da partida ainda não está escolhida. E você sabe para onde precisa ir, mas conhece muito pouco esse lugar. 

Esse lugar para onde você vai é muito bom, mas se você tomar o caminho errado, pode acabar em outro lugar muito, mas muito, ruim - como acontece com o GPS, quando joga a pessoa num lugar perigoso, onde ela não deveria passar.

O que você faria, enquanto aguarda chegar a data dessa viagem? Procuraria fontes de informação para saber mais sobre o tal lugar e como chegar até lá? 

Acredito que a maioria das pessoas responderia que sim. Gostariam de se preparar melhor para essa viagem fundamental. Afinal, é da natureza humana planejar as coisas com antecedência e se preparar para as eventualidades. 

Agora, e se eu disser que talvez você não venha fazendo isso? Que não está se preparando adequadamente para essa viagem e inclusive vem deixando para a última hora providências importantes? Parece preocupante...

A morte é uma coisa certa e a Bíblia conta que você pode ir para dois lugares diferentes, depois que morrer: Céu ou Inferno. Acredito que você quer ir para o Céu, mas será que você sabe suficientemente sobre esse lugar? Sabe como chegar até lá. Será que está se preparando para a viagem? 

Ou como a maioria das pessoas, não está se preocupando muito com isso, imaginando que quando chegar a hora as coisas se resolverão de alguma forma? Que no final vai dar tudo certo?

Há várias razões para as pessoas se preocuparem tão pouco com essa viagem. E a primeira dentre elas é que vivemos, na prática, como se a morte não existisse. Como disse um conhecido autor, olhar para a morte é como mirar diretamente o sol – somente conseguimos fazer isso por tempo curto. Mas, não deveria ser assim. 

As pessoas que alcançam um desenvolvimento espiritual maior deixam - vemos isso com clareza no texto de 2 Coríntios capítulo 12, versículos 1 a 6, onde o apóstolo Paulo diz que somente estava ainda neste mundo porque tinha uma missão a cumprir, mas preferia estar com Jesus. 

Essas pessoas como que arrumam "lentes escuras" para proteger seus olhos e poder encarar sol quanto tempo for necessário. Tempos atrás, numa aula de Escola Dominical, uma senhora, que hoje anda por volta dos cem anos, perguntou sobre o Paraíso. Expliquei o melhor que pude e e ela me disse: “Vejo uma campina verdejante e cheia de flores e minhas filhas [que já morreram], muito alegres, correndo para me abraçar - é isso que me dá forças para prosseguir vivendo.”

A segunda razão pela qual há pouco interesse nessa viagem é que, no fundo, muitas pessoas não estão tão convencidas assim que há tanta diferença entre Céu e Inferno. Basta ver como muitas piadas mostram o Céu como um lugar aborrecido, onde as pessoas nada mais vão fazer do que ficar louvando, junto com os anjos. E todas as coisas divertidas vão estar no Inferno. 

E essa é uma percepção errada e muito perigosa: o Inferno será um lugar de choro e ranger de dentes e nada de bom haverá lá, especialmente porque Deus não estará presente ali (Lucas capítulo 13, versículos 27 e 28). Ninguém deveria ter dúvidas quanto a isso.

Deus nos criou e nos entende como ninguém. Sabe do que gostamos e o que nos motiva. Logo, seria absurdo imaginar que Ele iria nos preparar um lugar que somente geraria tédio. Não faz qualquer sentido pensar assim. O Paraíso será um
lugar maravilhoso, superior a qualquer coisa que possamos imaginar. Lá haverá festa eterna, não existirão preocupações e nem dores, pois habitaremos junto com Deus. E deveríamos ter muita motivação para estar lá.

A terceira razão para a pouca preocupação com a viagem final é que a maioria das pessoas, bem lá no fundo, acha que Deus haverá de salvar todo mundo. Essa posição teológica é conhecida como universalismo – a salvação será universal. 

A lógica por trás desse pensamento é que um Deus bom não puniria ninguém eternamente, ao lançar essa pessoa no Inferno. Mas essa não é a descrição que Bíblia faz dos fatos. 

Você pode até não gostar dessa doutrina, achar que ela não deveria existir e deveria ser jogada fora. Mas, foi isso que o próprio Jesus ensinou, como no texto de Lucas que citei acima. Logo, não há como fugir dessa realidade, goste você ou não.

Portanto, o mais prudente é começar a se preparar desde já para essa viagem. Aprender o mais que você puder sobre o Céu e o caminho para chegar até lá. 

C. S. Lewis, talvez o maior escritor cristão da segunda metade do século passado, disse uma coisa muito importante: Quem volta sua mente para o Céu e se preocupa de fato em como chegar lá, é também quem acaba fazendo diferença aqui na terra. Sábias e santas palavras.

Com carinho

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

OS MENSAGEIROS DO EVANGELHO

Anunciar o Evangelho de Jesus Cristo é uma das coisas mais importantes que qualquer pessoa pode fazer - a Bíblia diz que quem faz isso tem "pés formosos". 

Neste seu novo vídeo, o Rogers recorda do pastor que teve esse papel na sua vida - falou da Evangelho para ele. 

Veja o vídeo aqui .

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

E QUANDO ACUSAM OS CRISTÃOS DE INTOLERANTES?


Com frequência vejo ou leio na mídia, ou mesmo escuto em conversas com pessoas não cristãs, que o cristianismo é intolerante. Essa é uma ideia muito difundida na nossa sociedade. 

O cristianismo é acusado desse erro por duas razões. Primeiro, por causa das atitudes absurdas de algumas pessoas, que agridem outras por meio de palavras ou até fisicamente, com a desculpa de estarem "defendendo" a fé cristã ou "enfrentando" Satanás. 

Há sim, sem dúvida, pessoas intolerantes no meio cristão,como o pastor que chutou a imagem da santa católica num programa de televisão ou os grupos de fanáticos que invadem e destroem terreiros de candomblé ou umbanda. São pessoas mal discipuladas e que não seguem a fé que dizem defender, pois a doutrina cristã não manda ninguém fazer isso (Jesus mandou que amassemos até os inimigos).

Quem faz isso é a exceção, e não a regra, dentro do cristianismo. A esmagadora maioria dos(as) cristãos(ãs) não se comporta assim. A acusação de intolerância é válida sim quando dirigida apenas a uma minoria e não quando rotula o cristianismo como um todo.

A segunda justificativa apontada para acusar o cristianismo de intolerância é a doutrina cristã, especialmente porque ela estabelece ser Jesus Cristo o único caminho para se chegar até Deus. Essa alegação de exclusividade para Jesus incomoda e é considerada por muita gente, intolerante.

Mas, antes de responder a essa segunda linha de crítica, vamos lembrar a definição de “tolerância”. Segundo o dicionário, trata-se da “atitude de quem reconhece aos outros o direito de manifestar opiniões ou ter condutas diferentes das suas”.

Repare que essa definição pressupõe a existência de opiniões e comportamentos divergentes. Caso todo mundo pensasse ou agisse igual, não seria necessário exercer tolerância. Simples assim.

Portanto, não é intolerante o cristianismo defender uma determinada doutrina, mesmo quando outras pessoas discordam dela. A tolerância é justamente a capacidade de conviver respeitosamente com as diferenças doutrinárias. 

Há quem alegue que a intolerância está na afirmação absoluta de ser Jesus Cristo o único caminho até Deus. Vale lembrar que uma verdade absoluta vale para todas as pessoas, em qualquer lugar e época. 

Ora, muita gente não gosta desse tipo de afirmação porque defende a tese que cada pessoa tem sua verdade, ou seja, não há verdades absolutas. Assim, tudo é relativo e defender uma verdade absoluta seria intolerante. 

A afirmação "tudo é relativo" pode ser muito simpática e politicamente correta, mas ela é falsa. E é fácil explicar a razão. 

Pense na declaração “tudo é relativo”. Seria essa declaração uma verdade absoluta, isto é, valeria ela para todo mundo? Repare que há uma armadilha lógica nessa declaração, pois para defender que não há verdade absoluta é preciso postular uma verdade absoluta. Coisa absurda.

Há sim verdades absolutas - bons exemplos conhecidos, são a lei da gravitação universal ou as leis da matemática. Mas isso também ocorre no campo espiritual. E não ha intolerância no fato de se acreditar e defender uma verdade absoluta.

Quem não é cristão(ã) pode até achar que a afirmação "Jesus é o único caminho" não é verdadeira - essa é uma discussão na qual não vou entrar nessa postagem -, mas não há intolerância, por parte do cristianismo, em declarar que há verdades que se aplicam a todo mundo. 

Há ainda quem justifique a acusação de intolerância ao cristianismo, ao atribuir um papel exclusivo a Jesus, porque "muitos caminhos podem levar a Deus". Essa é outra declaração simpática e politicamente correta, mas também falsa. 

Não é possível que muitos caminhos levem a Deus, simplesmente porque eles se contradizem uns aos outros. Por exemplo, Deus não pode, ao mesmo tempo, ser único, como defende o cristianismo, e vários, como ensina o hinduísmo; ou a reencarnação existe, como ensina o espiritismo, ou não existe, como defende o cristianismo, mas os dois não podem estar certos; Jesus não pode ser ao mesmo tempo o Filho de Deus, como defendem os cristãos, e um simples profeta, como afirmam os muçulmanos. 

Esses caminhos não são compatíveis entre si e assim não há como fugir da conclusão que há gente certa e gente errada naquilo que acredita. Não adianta tentar "tapar o sol com a peneira" e tentar ser politicamente correto - essa é uma realidade da qual não se pode fugir

Portanto, há sim um único caminho e os(as) cristãos(as) não são intolerantes em afirmar que Jesus é esse caminho. Repare que eu não provei serem as ideias cristãs as certas – embora acredite nessa realidade. Mostrei apenas que o pluralismo religioso é uma noção errada e perigosa. Só isso.

Há ainda uma última coisa a ser dita: Se você acredita que alguma coisa é a verdade absoluta tem obrigação moral de defender essa ideia publicamente, mesmo que pague um preço por isso.

Cerca de 100 anos atrás, o médico Oswaldo Cruz enfrentou uma guerra porque propôs vacinar a população contra a febre amarela. Ele foi ridicularizado e sofreu toda sorte de pressões, mas sabia estar do lado da verdade. Ficou firme e a vacinação salvou a vida de milhares de pessoas. Imagine se Oswaldo Cruz tivesse decidido ficar calado, com medo das consequências?

Se você acredita que Jesus é o único caminho para Deus, não se cale e nem se preocupe se for acusado(a), injustamente, de intolerância. Lembre-se que seu silêncio pode custar a salvação de alguém. E é exatamente por isso que a Bíblia tem um mandamento claro falando da sua, e da minha, obrigação de falar sobre o Evangelho de Jesus. 

Com carinho

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

QUAL É O VALOR DAS BOAS AÇÕES?


Certa vez fizeram uma pergunta interessante para mim: Por que as más ações (pecados) levam a pessoa para o inferno e as boas ações não a levam para o céu? Essa pergunta faz sentido, porque a Bíblia estabelece com clareza que a pessoa é salva (vai para o céu) por sua fé em Jesus Cristo e não por suas boas ações. 

Ora, como Deus não é incoerente, deve haver uma explicação para essa aparente contradição. E há mesmo. Na verdade, quando alguém afirma que a salvação se dá apenas pela fé da pessoa em Jesus Cristo, está simplificando um pouco o que acontece. Há muito mais coisa acontecendo nos "bastidores", como vou mostrar a seguir. 

E começo lembrando que Deus não tolera o pecado. De nenhum tipo. Mas o que é pecado? Trata-se de qualquer coisa que contraria a vontade de Deus, viola os mandamentos que Ele nos deu (conforme apresentados na Bíblia). 

Uma forma interessante de entender esses mandamentos é pensar neles como os requisitos que Deus estabeleceu para que os seres humanos possam manter uma relação saudável com Ele. 

Agora, talvez você não tenha se dado conta de como esses "requisitos" são exigentes. Basta lembrar que é preciso amar Deus acima de qualquer coisa - incluindo família, emprego, dinheiro, lazer, etc - e tratar o próximo da mesma forma como gostaríamos de ser tratados. 

São exigências pesadas. Tão abrangentes, que nenhum ser humano consegue cumpri-las integralmente. É por causa disso que a Bíblia ensina que todo mundo peca. Todo mundo, sem exceção. 

Afinal, todos mentem (ou já mentiram), sentem (ou já sentiram) inveja, ódio, raiva, ciúme e outras coisas ruins. São (ou já foram), de alguma forma, indiferentes ao sofrimento dos seus semelhantes. Colocam (ou já colocaram) outras coisas, como a família ou o emprego, na frente de Deus. E assim por diante.

É claro que se alguém conseguisse cumprir todos os mandamentos de Deus, juntaria mérito suficiente para ser salvo(a). Mas, como todos pecam, ninguém consegue fazer isso. Em outras palavras, ninguém consegue se salvar a partir dos seus próprios esforços, com base nas boas obras que faz. Simples assim.

Se é assim, como alguém pode ser salvo? A resposta é: Sem merecimento, através da Graça de Deus. Deus, na sua misericórdia e infinito amor, encontrou uma saída alternativa para os seres humanos que não envolve juntar mérito suficiente: Trata-se do sacrifício de Jesus na cruz, feito para pagar pelos pecados dos seres humanos.

E, embora esse sacrifício esteja disponível para todo mundo, somente é eficaz para quem verdadeiramente aceita (tem fé em) Jesus como seu salvador. Para quem aceita a Graça de Deus. Aí o resultado - a salvação - acontece.

Esse é o plano de salvação que Deus estabeleceu para todos os seres humanos. Portanto, a salvação não é o reconhecimento do mérito das pessoas - como quando uma professora dá boa nota para o aluno que acertou a maior parte das questões da prova. A salvação vem somente por conta da Graça, quando a pessoas reconhece que precisa dela e a aceita.

Portanto, não há nenhuma incoerência na Bíblia. O ser humano poderia ser salvo pelos próprios méritos, mas essa é apenas uma possibilidade teórica, pois nunca vai se materializar. Somente a alternativa da Graça pode livrar o ser humano.

Agora, há ainda uma questão a ser respondida. Se as boas ações não pesam na salvação, isso significa que elas não têm valor aos olhos de Deus? É claro que não. As boas obras têm enorme valor e por diversas razões. 

Primeiro porque espalham o bem e isso sempre gera frutos positivos. Se todos perseguissem o bem, o mundo seria um lugar muito melhor para se viver - a qualidade de vida de todos aumentaria muito.

Depois, porque as boas ações servem de "termômetro" para a fé da pessoa. A fé verdadeira - aquela que abre as portas para a salvação - precisa gerar mudanças no interior da pessoa e as boas obras são a consequência prática dessa mudança. A Bíblia ensina que a pessoa pode até saber quem Jesus é, mas se sua fé não gerar mudanças interiores, de nada adianta (Tiago capítulo 2, versículo 17).

Assim, se você quiser saber como está sua fé, olhe para as obras geradas pela sua vida. Uma fé saudável gera boas obras, uma fé morta não gera nada ou quase nada. 

Finalmente, e como era mesmo de se esperar, as boas obras são reconhecidas por Deus, gerando prêmios (chamados na Bíblia de galardões), que serão desfrutados quando a pessoa chegar na vida eterna. São como "tesouros guardados no céu" (Mateus capítulo 6, versículo 20). Não sabemos bem como isso vai acontecer, mas temos certeza será realidade. 

Com carinho

sábado, 5 de agosto de 2017

NÃO PERCA TEMPO CORRENDO ATRÁS DO VENTO

As pessoas costumam buscar constantemente as coisas materiais - riquezas, poder, reconhecimento, etc - pelos benefícios que elas parecem gerar. 

Por um exemplo, uma das coisas que as pessoas mais buscam é o reconhecimento. Se possível, elas gostariam de "imortalizar" seu próprio nome, deixando bem estabelecida a sua contribuição para a história. Em outras palavras, querem deixar atrás de si uma obra pela qual sejam lembradas. 

Por causa disso, os faraós fizeram grandes pirâmides mortuárias; Nabucodonosor construiu uma cidade (Babilônia), contendo jardins suspensos que foram considerados uma das maravilhas do mundo da sua época; o rei Luis XIV, da França, construiu o palácio mais suntuoso já construído (Versailles); e assim por diante.

Nos dias de hoje, as pessoas não constroem mais obras desse tipo, mas procuram imortalizar seus nomes de outras formas. Por exemplo, grandes empresários, como Bill Gates, criam fundações sociais que levam seus nomes, para as quais fazem grandes doações (na verdade, aquilo que lhes sobra), através das quais buscam ser reconhecidos como grandes benfeitores da humanidade.

Mas, nada disso resiste ao tempo. Riqueza, beleza, fama e poder passam. Tudo passa – tanto as coisas boas como as ruins – pois tudo neste mundo tem começo e fim. Simples assim.

O livro de Eclesiastes, escrito pelo rei Salomão cerca de 3 mil anos atrás, ensinou que essa busca pelas coisas materiais é como correr atrás do vento... E a maior prova do seu acerto em dizer isso é que Salomão continua sendo lembrado hoje pelos seus escritos na Bíblia – como Eclesiastes, Provérbios, etc – e não pela inigualável riqueza e glória das quais desfrutou.

Tentar correr atrás do vento, em termos práticos, é uma coisa ridícula. É pura perda de tempo. Coisa que ninguém com uma mente normal pensaria em fazer. Exatamente por isso Salomão usou essa imagem para falar da inutilidade da corrida pelas coisas materiais. 

A alternativa que a Bíblia apresenta a perder tempo com as coisas materiais é guardar tesouros no céu, onde eles não são corroídos pela traça e a ferrugem, isto é, não são destruídos pela passagem do tempo (Mateus capítulo 6, versículos 19 a 21). O que verdadeiramente importa, portanto, é juntar "tesouros" que fiquem sob a "guarda" de Deus. 

Como fazer isso? Você precisa fazer duas coisas que são simples de definir: praticar o bem para o próximo e colocar Deus em primeiro lugar na sua vida. Essas coisas são relativamente fáceis de definir mas não são necessariamente fáceis de fazer. 

Tratar sempre o próximo como você gostaria de ser tratado(a) é algo desafiador. Significa deixar de lado o egoísmo, a hipocrisia, a ganância e assim por diante. Trata-se de mudança radical na forma como as pessoas costumam se comportar na sociedade.

De forma semelhante, colocar Deus em primeiro lugar não é simples. Afinal, o mundo atrai as pessoas com todo tipo de promessa de prazeres, as pessoas precisam batalhar diariamente pelo próprio sustento e manter relacionamentos também exige esforço constante. Não é por acaso que Deus fica com o tempo e energia que sobram. Ele quase nunca é a primeira prioridade.

Algumas pessoas conseguiram juntar "tesouros no céu" ao longo das suas vidas. Vejamos alguns exemplos: O apóstolo Paulo dedicou sua vida a divulgar o Evangelho, foi perseguido e passou por grandes dificuldades por causa disso; Francisco de Assis, homem rico e poderoso, deixou tudo para trás e foi cuidar dos pobres; John Wesley dedicou sua vida à pregação da Palavra de Deus e conseguiu mudar uma sociedade injusta (a Inglaterra do século XVIII); e Martin Luther King deu sua vida para combater a discriminação social e racial existente nos Estados Unidos até a década de 60 do século passado. 

Você (assim como eu) precisa aprender a pensar menos em si mesmo(a) e passar a olhar mais para quem está ao seu lado, estendo sua mão para essas pessoas. Precisa ainda falar mais sobre Jesus Cristo, tanto com palavras, como com seu próprio testemunho de vida. E, finalmente, precisa ter mais tempo para estar com Deus, em oração, louvor e estudo da Bíblia.

Somente assim você (como eu também) vai deixar de perder tempo "correndo atrás do vento"...

Com carinho

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

A DANÇA DAS ABELHAS

As abelhas usam um tipo de dança - a "sacudida" - para anunciar informações importantes umas para as outras. 

No meu mais novo vídeo, eu usei esse exemplo, tirado da natureza, para falar sobre uma coisa fundamental: A necessidade de anunciarmos para o mundo quem Jesus é. Veja o vídeo aqui.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

COMO MENTIR COM ESTATÍSTICAS

Cerca de três anos atrás, a mídia brasileira noticiou com grande destaque o erro cometido pelo IPEA numa pesquisa sobre a condição da mulher brasileira. O texto original da pesquisa indicou que cerca de 65% da população acreditaria que o estupro pode ser justificado quando a mulher se veste de forma provocante. Depois veio a correção: a percentagem de pessoas que acredita isso é alta - cerca de 25% - embora muito menor do que inicialmente afirmado. O IPEA se desculpou, dizendo que cometeu um erro honesto.

Nesse caso parece que foi realmente um erro honesto, embora, naturalmente, a credibilidade da pesquisa ficou prejudicada. Agora, boa parte das estatísticas publicadas pela mídia cometem erros que não são tão inocentes assim - seu objetivo é influenciar a opinião pública num sentido ou no outro. São manipulações pura e simples.

E esse tipo de manipulação contra o cristianismo é mais comum do que você talvez imagine - são comuns as pesquisas que procuram apresentar cristãos(ãs) como pessoas retrógradas, intolerantes, hipócritas, etc. 

Vou dar um exemplo que demonstra bem como isso funciona. São comuns pesquisas comparando o comportamento dos(as) cristãos(ãs) com não cristãos(ãs) para estabelecer qual o peso verdadeiro da crença cristã no comportamento das pessoas. 

O problema é que a maioria dessas pesquisas é feita de forma errada, algumas propositadamente outras não. Normalmente, os(as) pesquisadores(as) identificam quem é ou não cristão(ã) simplesmente perguntando sobre isso às pessoas entrevistadas. 

Ora, sabemos que muitas pessoas se dizem cristãs mas não o são de fato, pois não vivem de acordo com os ensinamentos do cristianismo - são crentes puramente nominais, ou "não praticantes". Essas pessoas quase nunca têm contato com alguma igreja exceto em batizados, casamentos, enterros e outras ocasiões especiais.

E quando o(a) pesquisador(a) considera ao comportamento desse tipo de pessoa como representativo do mundo cristão, comete um erro metodológico sério. Se alguém quer saber mesmo como os(as) cristãos pensam precisaria conversar com quem vive de fato essa fé. 

Esse costuma ser o caso, por exemplo, das pesquisas que comparam a taxa de divórcios entre casais "cristãos" e "não cristãos" - e não por acaso esse tipo de pesquisa costuma apontar que a situação não é muito diferente entre os dois grupos de pessoas, parecendo indicar que a fé cristã não faz muita diferença no que tange à estabilidade dos casamentos, o que acredito não ser verdade.

Outro tipo de erro frequente, que também pode ser casual ou ter uma motivação mais profunda, aparece na escolha da amostra usada na pesquisa. Quando o(a) pesquisador faz isso, ele(a) parte da ideia que essa amostra, contendo um número de pessoas que consegue entrevistar, é representativa da população com um todo - é exatamente isso que as pesquisas eleitorais fazem com algum sucesso. 

É claro que, ao modelar uma população de 200 milhões de pessoas numa amostra de, digamos, dois mil entrevistados(as), a pesquisa introduz uma margem de erro, que costuma ser divulgada junto com a pesquisa. Até aí tudo bem.

Mas, se a amostra não for bem escolhida, isto é, se ela não for representativa do todo, a pesquisa não vai servir para nada. Seu resultado será errado.

No Brasil, os(as) pesquisadores lutam com muita dificuldade para conseguir montar suas amostras de pesquisas. Normalmente, é preciso que as pessoas preencham questionários grandes e os(as) brasileiros(as) não costumam ter paciência para fazer isso, especialmente quando não ganham nada por fazer isso (pagar os(as) entrevistados(as) tornaria a pesquisa muito cara). 

Na prática, os(as) pesquisadores(as) brasileiros(as) se viram como podem - entrevistam amigos(as), familiares e colegas de trabalho, enfim pessoas que aceitam ter o trabalho de serem entrevistadas. E mesmo fazendo isso, costumam conseguir entrevistar menos pessoas do que precisariam. Como as amostras são construídas com que se dispõe a participar (e não com que deveria participar) e seu tamanho muitas vezes não é adequado, o erro dessas pesquisas é muito grande. Na prática, elas não provam muita coisa. Mas ainda assim são usadas...

Recentemente, foi publicada uma pesquisa na revista "Isto É" com o título "O novo retrato da fé no Brasil". Lá pelo meio do artigo, uma pesquisadora apresentou a conclusão que 16,5% dos protestantes históricos vieram de igrejas pentecostais - seriam pessoas que mudaram de linha teológica no meio da sua vida religiosa. 

A mesma reportagem ainda informou que essa conclusão foi tirada entrevistando apenas 193 pessoas, amostra que dificilmente é representativa da população brasileira de protestantes históricos. Em outras palavras, essa estatística não tem muita validade e as conclusões tiradas dela - como fez o texto da tal reportagem - não esclarecem muito.

Quando você ler uma pesquisa sobre o cristianismo, tenha cuidado com as conclusões nela apresentadas. Tente entender como a pesquisa foi feita e se há base para as afirmações que são feitas nela. 

A seguir algumas dicas que podem ajudar você a separar o "joio" do "trigo":
  • Nunca aceite resultados de pesquisas que não possam ser verificados. Certa vez li uma pesquisa que analisava pessoas evangélicas que abandonaram sua fé na juventude. Era indicada a percentagem dessas pessoas que voltaram à fé inicial antes do fim da vida. Mas de onde veio esse dado saiu? Afinal, naturalmente as pessoas ainda estavam vivas quando foram entrevistadas (no máximo, a pesquisa poderia indicar a proporção dessas pessoas que pretendia voltar ao Evangelho).
  • Analise sempre se as amostras pesquisadas são representativas do universo estudado. Além dos casos que já citei, aí vai um outro exemplo interessante: Se o estudo falar da população brasileira como um todo, a percentagem de homens e mulheres deve ser mais ou menos a mesma na amostra, pois essa é a realidade da nossa população. Mas, se o estudo falar dos(as) cristãos(ãs), a percentagem de mulheres deve ser muito mais alta (cerca de dois terços), pois essa é a realidade nas nossas igrejas cristãs.
  • Analise se as perguntas feitas às pessoas entrevistadas não geram confusão - no caso da pesquisa do IPEA, que citei no início desta postagem, aí nasceu o erro do estudoNão acredite muito em pesquisas que têm interesses comerciais por trás - a distorção nesses casos costuma ser ainda maior.

Concluindo, não acredite em tudo que você lê por aí, mesmo quando a pesquisa tiver sido publicada em veículos da mídia que tenham prestígio. Infelizmente, essa é a realidade que vivemos.

Com carinho