terça-feira, 13 de março de 2018

OS DEZ MANDAMENTOS

Os dez mandamentos são regras de vida extremamente importantes. Deus estabeleceu esses princípios logo no início da história do povo de Israel, visando dar ordem, disciplina e previsibilidade à vida em sociedade.

Por isso eles contém regras que regulam temas como a propriedade privada, a segurança da vida humana, o respeito ao casamento, a necessidade de honrar os próprios pais e assim por diante. 

Eles permanecem válidos até os dias de hoje, mesmo tendo sido estabelecidos há mais de 3 mil anos atrás. Continuam a balizar e orientar as nossas vidas hoje, assim como foi tantos anos atrás. E é sobre isso que falo no meu mais novo vídeo - veja aqui .

Veja outros vídeos meus recentes aqui e aqui.

domingo, 11 de março de 2018

O "AJUSTE FINO" DO UNIVERSO PARA PERMITIR A VIDA

A existência de Deus pode ser comprovada através do acúmulo de evidências da sua ação no nosso universo. Essa é a metodologia usada pela polícia e a justiça para encontrar o culpado de um crime para o qual não houve testemunhas - investigadores/as e promotores/as juntam um conjunto de evidências (amostras de DNA, impressões digitais, álibis, etc) que, no seu todo, acabam por incriminar determinada pessoa.

Já apresentei neste site outras duas evidências para a existência de Deus (veja aqui e aqui) e hoje vou apresentar um terceira, também muito importante: a existência de um "ajuste fino" do universo para permitir a existência de vida na terra.

O "ajuste fino" do universo
A vida na terra - vegetal e animal (incluindo os seres humanos) - somente se tornou possível pela existência de determinadas condições bem especiais. 

Por exemplo, na superfície do planeta Mercúrio não há vida possível, pois se trata de local muito quente. De igual forma, em Plutão também não pode haver vida, pois esse "planeta" é frio demais. Já a temperatura na superfície da terra varia numa faixa aceitável para a vida e isso acontece porque a terra está posicionada no local exato - nem muito perto e nem muito longe do sol.

Esse é um exemplo simples de circunstância favorável que permite a existência da vida. Mas há centenas de outras circunstâncias, semelhantes ao nível da temperatura da superfície da terra, que também precisaram existir para que a vida aqui fosse possível. 

Para você entender melhor o que estou dizendo, imagine que exista um enorme painel com centenas de "controles" do universo, sendo que cada "controle" permite ajustar o valor de um único parâmetro relacionado com a vida na terra (um deles seria a temperatura na superfície de nosso planeta). O "ajuste fino" obtido pela manipulação incontáveis "controles" é que garante a viabilidade da vida aqui. 

Vejamos dois outros exemplos de "controles" que precisam ser ajustados para permitir a vida na terra. O primeiro deles é a chamada "força nuclear fraca", uma das quatro forças fundamentais da natureza. Essa é a força que mantém os elétrons de cada átomo girando em torno do respectivo núcleo (formado por prótons e nêutrons). Sem a força nuclear fraca, os átomos não teriam estabilidade e a matéria não teria sido formada e, portanto, a vida não poderia existir.

Agora, se a magnitude dessa força variasse muito pouco - apenas o equivalente uma unidade em relação a um número gigantesco (o algarismo 1 seguido de 100 zeros) -, os átomos não conseguiriam existir. Incrível!

O segundo exemplo tem a ver com o ritmo da expansão do universo que teve início com o chamado "Big Bang" (a tal explosão de um "ovo cósmico" de matéria que deu origem a tudo que existe). Se tivesse havido uma variação muito pequeno nesse ritmo de expansão - equivalente a uma unidade em relação a um número mais gigantesco ainda (o algarismo 1 seguido de 120 zeros) -, as estrelas e os planetas não teriam conseguido se formar.

Imagine a precisão que foi necessária para "ajustar" ao mesmo tempo o valor da força nuclear fraca e o ritmo da expansão do universo. E não se esqueça que foram necessários centenas de outros "ajustes" tão sensíveis quanto esses dois para que a vida se tornasse possível. 

Não há discussão entre os/as cientistas sobre a existência desse "ajuste fino" - ele é chamado (em linguagem científica) de "princípio antrópico". A discussão que existe é quanto ao que permitiu esse "ajuste" ocorrer. E há duas explicações principais que costumam ser usadas: a primeira delas é o acaso e a segunda é o planejamento de uma mente superior (Deus). Vamos ver isso mais de perto.

O "ajuste" pode ter ocorrido por acaso?
Muitos cientistas ateus alegam que o acaso responde pela existência do "ajuste fino". E, para justificar essa posição, argumentam que uma loteria (como a Mega Sena) também é difícil de ser ganha, mas alguém sempre acaba ganhando.

Ora, esse argumento não leva em conta a magnitude dos números envolvidos no "ajuste" do universo - essa outra "loteria" seria impossível de ganhar por acaso. 

A chance de ganhar na Mega Sena é igual a uma possibilidade dentro de um conjunto de possibilidades caracterizado pelo número formado pelo algarismo 1 seguido de 11 zeros (1 contra 100 bilhões). 

Mas as chances relacionadas com o "ajuste" fino do universo são muito, mas muito maiores. Portanto, a Mega Sena é infinitamente mais fácil de ganhar do que a "loteria do ajuste fino" - e mesmo assim, com frequência, ninguém é contemplado nos sorteios da Mega Sena e o prêmio acumula.

Para você ter uma ideia melhor do que estou falando, ganhar uma "loteria" com uma única chance em relação a um número formado pelo algarismo 1 seguido de 60 zeros equivale à possibilidade de dar um tiro numa extremidade do universo e acertar por acaso um alvo de 5 centímetros localizado no outro extremo. Isso é incrivelmente mais difícil de acontecer do que ser sorteado na Mega Sena. Não dá nem para comparar uma coisa com a outra.

E a "loteria" do "ajuste fino" do universo seria muito, mas muito mais difícil do que obter esse tiro certeiro. E ela precisaria ser ganha centenas de vezes (uma para cada tipo de ajuste necessário). 

Concluindo, é impossível um ajuste desse grau de precisão ter acontecido por mero acaso. Tal possibilidade não é real. É fantasia atribuir ao acaso a criação das circunstâncias que propiciaram a existência da vida na terra.

O "ajuste fino" foi feito por uma mente?
Ora, se o "ajuste fino" do universo não pode ter acontecido por acaso, então ele foi feito de forma proposital. E um feito dessa magnitude só pode ter sido conseguido por uma mente com uma inteligência e poder extraordinários. Não há outra possibilidade a considerar.

É a essa mente criadora que chamamos de "Deus". É d´Ele que a Bíblia fala, em Gênesis capítulos 1 e 2, onde está dito que o universo foi criado a partir do nada, simplesmente pelo poder da sua Palavra. E essa é mais uma evidência importante da existência de Deus.

Nota: Para quem estiver interessado/a em se aprofundar nessa questão, recomendo o livro "Em Guarda", de William Lane Craig.

Com carinho

sexta-feira, 9 de março de 2018

ENFRENTANDO A GUERRA CULTURAL CONTRA O CRISTIANISMO

Eu não tenho dúvida que vivemos numa sociedade pouco amigável para as ideias cristãs. Há liberdade religiosa no Brasil, sem dúvida, mas também há uma evidente guerra cultural contra o cristianismo, movida pela grande mídia, os/as intelectuais e a classe artística, de forma geral. 

Programas de televisão, filmes, livros e outros produtos culturais frequentemente apresentam os/as cristãos/ãs como pessoas fanatizadas, intolerantes, hipócritas, etc. Dificilmente pessoas religiosas são mostradas como tendo compaixão, desejo desinteressado de servir ao próximo e tolerância.

Ideias que parecem mais inclusivas - tipo "todos os caminhos levam a Deus" - encontram enorme aceitação nos meios mais intelectualizados, mesmo sem qualquer maior reflexão quanto a serem ou não verdadeiras. Já muitas ideias cristãs - por exemplo, "Jesus é o único caminho para se chegar a Deus" -, são violentamente criticadas e tornam-se objeto de escárnio.

Não é fácil viver de forma plena as ideias cristãs no Brasil de hoje. E falo isso também por experiência própria pois já sofri críticas por me colocar claramente contra algumas ideias populares e também pelo trabalho que desenvolvo neste site.

Felizmente, a Bíblia traz ensinamentos preciosos para nos ajudar a enfrentar e vencer essa guerra cultural. E, talvez, o melhor ensinamento seja a história do profeta Daniel, personagem principal do livro bíblico de mesmo nome. 

A história de Daniel 
O profeta era um jovem judeu, de boa família, criado de acordo com os preceitos da sua fé. Viveu uma vida era sem grandes preocupações, até que a desgraça se abateu sobre seu povo.

Nabucodonosor, rei da Babilônia, subjugou o reino de Judá e levou diversos jovens para seu país, como reféns, dentre eles Daniel e três amigos. Já na Babilônia, esses jovens tiveram seus nomes trocados e foram instruídos durante três anos na cultura local. O objetivo de Nabucodonosor, com essa medida, era aculturar o reino de Judá com as ideias da sociedade babilônica, usando esses jovens como uma ponte entre seu povo e a Babilônia.

O choque cultural foi muito grande. Por exemplo, os jovens foram pressionados a comer alimentos que lhes eram proibidos, de acordo com as regras do Velho Testamento, como carne de porco e frutos do mar. Foram pressionados também a aceitar a divindade do rei Nabucodonosor, coisa que não poderiam fazer, pois a Bíblia ensina que só se pode prestar culto a Deus. 

Daniel e seus amigos precisaram vencer um enorme desafio: encontrar meios e modos para continuar a exercer sua fé plenamente, mesmo vivendo num ambiente totalmente hostil. E eles foram enormemente pressionados - os amigos de Daniel chegaram a ser atirados numa fornalha, para serem queimados vivos, e Daniel foi jogado numa cova cheia de leões, para ser despedaçado e devorado. 

Mas, os rapazes não cederam e não comeram alimentos proibidos, limitando-se a seguir uma dieta difícil, baseada apenas em frutas e legumes, e nunca adoraram ídolos pagãos. 

E Deus interveio a favor de Daniel e seus amigos, recompensando sua coragem e fidelidade. As vidas deles foram poupadas e eles puderam continuar a exercer sua fé, e ainda assim prosperaram (Daniel se tornou um alto funcionário do reino).

O ensinamento de Daniel
O livro de Daniel ensina como viver em meio a uma sociedade hostil à fé cristã. Naturalmente, não tenho espaço aqui para estudar todos os ensinamentos registrados nesse livro e vou me limitar aqui a falar de um ponto muito importante: a necessidade de construir uma identidade religiosa forte.

Daniel e seus amigos somente conseguiram resistir porque tinham esse tipo identidade. Conheciam bem as ideias nas quais acreditavam e tinham convicção forte delas, o que gerou neles compromisso real com sua crença. E foi essa base que lhes deu coragem e forças para resistir e fazer a coisa certa. 

Detalhando melhor o que acabei de comentar, tudo começa quando o ser humano estabelece uma relação forte e estreita com Deus. Para isso, é preciso que a pessoa conheça como Ele é e o que espera dela. E precisa conhecer ainda a si mesma (seus desejos, motivações, fraquezas, dúvidas, etc). A maior parte das postagens existentes aqui neste site trata justamente da relação entre Deus e o ser humano.

Depois, é preciso que a pessoa mantenha acesa a capacidade de não se conformar com a sociedade onde vive. Isso porque as sociedades humanas - não importa o quão rica e desenvolvidas sejam - são falhas, injustas e cheias de problema e sempre é possível torná-las melhor. 

Na década de 60 do século passado, uma mulher negra norte-americana, chamada Rosa Parks, não se conformou com o fato que os negros tinham que viajar nos piores lugares dos ônibus. E começou um boicote contra o transporte público que acabou gerando um grande movimento de protesto em prol da igualdade de direitos civis, mais tarde liderado pelo conhecido pastor Martin Luther King Jr. E esse movimento mudou a história dos Estados Unidos.

É mais fácil e cômodo achar que a forma como as coisas sempre foram feitas é a única maneira possível de seguir em frente. Mas, isso quase nunca é verdade. E foi isso que Jesus ensinou, quando não hesitou em violar os padrões de comportamento considerados adequados - interagiu com pecadores/as, pregou o perdão, defendeu os mais fracos, criticou os poderosos e assim por diante.

É o passo seguinte é construir e manter uma visão de mundo verdadeiramente cristã. Uma visão de mundo pautada nos princípios do amor a Deus e ao próximo. Cada ato de nossa vida precisa passar a ser avaliado segundo esses critérios. Os valores cristãos precisam tornar-se os "óculos" através dos quais interagimos com o mundo que nos cerca.

Agora, nada disso tem valor se não gerar compromisso no coração da pessoa. É isso que vai lhe dar coragem para fazer aquilo que é certo, mesmo sob circunstâncias desfavoráveis.

Havendo coragem e determinação, é possível agir. Começando por estabelecer fronteiras entre o que é aceitável e o que não é, deixando claro para quem está em volta onde esses limites estão - por exemplo, Daniel e seus amigos deixaram claro que não comeriam comida proibida e nem adorariam outros deuses.

Há muitos limites que qualquer cristão/ã vivendo no Brasil atual precisa estabelecer, como não participar de qualquer forma de corrupção, não se deixar controlar pelo apelo de consumir a qualquer custo, não apoiar medidas que prejudiquem as pessoas mais fracas e assim por diante. 

E, finalmente, é preciso se manter firme no caminho escolhido, apesar de pressões e até ameaças, confiando que Deus haverá de dar apoio e proteção, nas horas necessárias. Exatamente como Ele fez com Daniel e seus amigos.

Com carinho

quarta-feira, 7 de março de 2018

SABER RECEBER É TÃO IMPORTANTE QUANTO SABER DAR

Na noite em que comeu a última ceia com seus discípulos, logo antes de ser preso, Jesus lavou das pessoas que estavam com Ele (João capítulo 13, versículos 1 a 16). 

Naquela época, lavar os pés empoeirados de uma pessoa, era tarefa muito humilde, normalmente reservada apenas a servos/as (escravos/as). Portanto, ao realizar essa tarefa, que para muita gente seria considerada humilhante, Jesus quis ensinar humildade e desejo de servir ao próximo. 

Agora, o que me chama atenção nessa passagem é que Pedro se recusou a participar da cerimônia do "lava pés", pois julgou que Jesus estava se colocando em posição indigna e isso diminuía seu ministério aos olhos da sociedade. E o mais inesperado foi a reação de Jesus - Ele disse que, se Pedro não participasse do "lava pés", deixaria de ser seu discípulo. Diante de tal ameaça, Pedro concordou e deixou que Jesus lavasse sues pés. 

Por que Jesus reagiu de forma tão dura à hesitação de Pedro em participar do "lava pés"? À primeira vista, parece ter sido uma reação até meio desproporcional. Como explicar essa atitude de Jesus?

Há duas razões para isso. A primeira delas é evidente: ao se recusar a participar de um ato que Jesus considerou importante, Pedro, mesmo que sem querer, questionou a liderança espiritual do seu mestre. Pedro imaginou saber melhor do que o próprio Jesus, o que era ou não adequado fazer naquela circunstância. E esse foi um erro muito sério cometido por Pedro.

A segunda razão para a reação forte de Jesus foi ensinar Pedro a receber. A sabedoria popular afirma que é mais difícil dar do que receber, mas isso nem sempre é verdade. Muitas vezes é difícil receber. 

Por exemplo, é muito mais fácil dar conselhos do que recebê-los. Damos conselhos para as outras pessoas mesmo quando elas não nos pedem. Mas, frequentemente, quando tentam nos dar conselhos, nos recusamos a ouvir. Achamos que isso é uma intromissão indevida na nossa vida.

O ato de saber receber não é fácil porque requer humildade. Para conseguir receber com alegria, é preciso ter consciência de haver algo necessário para a própria vidas que não vai ser possível conseguir por conta própria. É preciso saber aceitar algum tipo de ajuda. 

No ato de receber, está implícito o reconhecimento da nossa própria fragilidade, a realização de que somos incompletos, limitados e imperfeitos. O conhecido teólogo Henri Nouwen ensinou que receber é uma arte, pois significa permitir que outras pessoas passem a fazer parte das nossas vidas. 

Dar é muito importante, fundamental mesmo. Mas também é preciso haver um aprendizado para receber. Quem se preocupa apenas em dar, pode acabar se sentindo independente e auto-suficiente demais e deixar o orgulho entrar no seu coração. 

O apóstolo Paulo deu um excelente depoimento a esse respeito em 2 Coríntios capítulo 12, versículo 10:
Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.
Essa última frase resume tudo: pois quando sou fraco (e portanto, passo a depender totalmente daquilo que d´Ele recebo), aí é que me torno forte. 

Jesus reagiu à atitude de Pedro porque percebeu no apóstolo um orgulho disfarçado e cortou o mal pela raiz.

O maior exemplo de não saber receber está relacionado com a Graça de Deus, despertada pelo sacrifício de Jesus na cruz, para termos acesso à salvação. Muitas pessoas não aceitam Jesus como Salvador pois acham que não precisam receber nada d´Ele - já são suficientemente boas e não precisam dessa ajuda. Pensam que podem chegar lá através dos próprios esforços. E isso é um grande erro.

Ter a humildade para aceitar as próprias limitações e necessidades, está na origem da aceitação de Jesus como salvador. Por isso aprender a receber é tão importante.

Com carinho

segunda-feira, 5 de março de 2018

NÃO TENTE SER AUTO-SUFICIENTE

Não devemos tentar ser auto-suficientes. Nunca podemos pensar que bastamos para nós mesmos, que sozinhos/as temos força suficiente para enfrentar e superar as dificuldades e os problemas que a vida sempre acaba por colocar no nosso caminho. Quem pensa que pode dar conta sozinho/a acaba quebrando a cara.

A Bíblia ensina que precisamos tanto das outras pessoas como, especialmente, de Deus para tocar bem a vida. Sem esse tipo de apoio, corremos o risco de acabar vencidos/as. E é preciso tomar consciência disso - é sobre isso que falo no meu mais novo vídeo (veja aqui). 

Veja outros vídeos meus recentes aqui e aqui.

sábado, 3 de março de 2018

O MAIOR LÍDER CRISTÃO DA HISTÓRIA

Acredito que a figura mais importante dos 2.000 anos de história do cristianismo, depois do próprio Jesus, é o apóstolo Paulo. Suas realizações foram impressionantes - basta lembrar que ele escreveu quase metade do Novo Testamento e foi quem liderou o processo de levar a mensagem do Evangelho até os gentios (os não judeus).

Sua vida
Saul (Paulo era um apelido que quer dizer "pequeno") nasceu, de pais judeus, em Tarso, na Ásia Menor (atual Turquia). Passou o final da sua adolescência em Jerusalém, onde foi aluno do famoso rabino Gamaliel. Por conta disso, até se converter ao cristianismo, foi um fariseu, rigoroso seguidor da lei Mosaica.

Paulo era cidadão romano, direito herdado de seu pai, coisa rara entre os judeus - essa regalia costumava ser comprada por boa quantia, indicando que o pai de Paulo era homem de posses. 

Por conta disso, Paulo tornou-se protegido pelas leis romanos, somente podendo ser julgado e condenado pelo próprio imperador, em Roma (diferentemente, por exemplo, de Jesus, que foi condenado pelo governador da Judeia, Pôncio Pilatos). E o apóstolo usou dessa regalia diversas vezes para se proteger das perseguições que sofreu ao longo do seu ministério.

Paulo ganhou a vida como fabricante de tendas, profissão essa que garantia nível de sustento razoável. Esse ofício tinha a vantagem de poder ser desenvolvido em qualquer lugar, sendo muito adequado para pessoas, como Paulo, que viajavam muito - as ferramentas necessárias para fabricar tendas eram leves e fáceis de carregar e as tendas eram usadas em todos os lugares.

O apóstolo não conheceu Jesus pessoalmente, embora tivesse sido seu contemporâneo. Quando os seguidores de Jesus começaram a pregar que Ele era o Messias, ressuscitado dentre os mortos, Paulo, assim como muitos outros judeus daquela época, enfureceu-se, considerando tal crença uma heresia. Por isso Paulo perseguiu os cristãos, cometendo muitas ações violentas contra eles, algumas das quais terminaram em morte, como no caso do diácono Estevão. 

Em dado momento, o apóstolo foi enviado pelos principais sacerdotes judeus até Damasco, na Síria, para liderar a perseguição aos cristãos naquela cidade. No caminho de Jerusalém para Damasco, Paulo teve uma visão de Jesus e se converteu ao cristianismo. A partir daí, passou a ser outra pessoa.

Paulo fez três grandes viagens missionárias, cada uma delas com duração de alguns anos, cobrindo durante seu ministério toda a Ásia Menor e a Grécia. Durante essas missões, ele fundou igrejas, dentre outros locais, em Corinto, Éfeso, Filipos, Colossos e Tessalônica. E depois pastoreou essas comunidades, ajudando as pessoas a se manterem no caminho certo da fé cristã, mesmo em meio a perseguições e conflitos doutrinários.

Já no final da sua vida, Paulo foi preso em Jerusalém, a pedido dos líderes religiosos judeus, sob acusação de heresia. Como era cidadão romano, foi enviado para Roma, para ser julgado pelo imperador. Ficou lá, sob prisão domiciliar, por dois anos, sempre pregando o Evangelho. Acabou solto e tentou ir até a Espanha, mas não temos certeza se conseguiu realizar esse intento. 

Foi preso novamente, durante uma onda de perseguição aos cristãos, promovida pelo imperador romano Nero. Foi decapitado, provavelmente no ano 66 da nossa era.

Seu legado
A contribuição teológica de Paulo foi imensa. Devemos a ele a explicação de conceitos como a salvação pela Graça, mediante a fé em Jesus Cristo. Não há como entender realmente o cristianismo sem passar pelas suas cartas aos Romanos, aos Coríntios (duas), aos Efésios e aos Gálatas. É razoável dizer que foi Paulo quem organizou e codificou a doutrina cristã.

Agora, seus textos não são de fácil entendimento. Isto tanto se deve aos conceitos complexos com os quais lidou, como, principalmente, pelo seu próprio estilo de escrita, que é meio tortuoso, cheio de frases longas e expressões sofisticadas. É preciso paciência e dedicação para entender o que Paulo ensinou, mas esse esforço é plenamente recompensado, pois suas cartas contêm verdadeiros tesouros de sabedoria.

As cartas de Paulo começaram a ser escritas por volta do final da década de 40 da era cristã e são os textos mais antigos do Novo Testamento - em comparação, o primeiro dos evangelhos (Marcos) foi tornado concluído cerca de 15 anos depois das primeiras cartas de Paulo.

Ele foi muito criticado por ter assumido o título de apóstolo, porque tal título estava reservado para homens que tivessem sido discípulos diretos de Jesus, coisa que Paulo não foi. Mas, ele se justificou, dizendo que recebeu ensinamentos diretos de Jesus, nas visões que teve. Portanto, entendia ter a mesma autoridade espiritual que os demais apóstolos. 

A esmagadora maioria do povo cristão aceitou essa alegação, tendo em vista as credenciais de um ministério tão abençoado por Deus, como o de Paulo, ao longo de cerca de 30 anos de atuação. Ainda assim, algumas pessoas insistiram em questioná-lo, o que magoou muito o apóstolo - podemos perceber isso claramente nas suas cartas. 

Os textos de Paulo foram quase que imediatamente reconhecidas como inspirados por Deus, ou seja parte das Escrituras. Outros apóstolos, como Pedro, deram deram de imediato esse "selo de qualidade" para o que Paulo escreveu, falando que as cartas dele deviam ser tomadas como inspiradas por Deus.

Paulo foi chamado de "apóstolo para os gentios", pois levou o Evangelho para os não judeus da Ásia Menor, da Grécia e de Roma. Esse título também faz justiça ao fato que Paulo foi grande defensor da tese que as pessoas podiam se tornar cristãs sem precisar seguir as exigências da lei Mosaica (como a circuncisão, a abstinência de certos alimentos ou a observância estrita do sábado). 

Essa tese mais liberal de Paulo acabou sendo aceita pela liderança cristã, no Primeiro Concílio da Igreja, em Jerusalém, liderado por ele mesmo, Pedro e Tiago, irmão de Jesus. E isso foi fundamental para que o cristianismo se espalhasse rapidamente - afinal, algumas exigências abandonadas, como a circuncisão, não eram nada populares.

Paulo foi homem de enorme espiritualidade e sua dedicação à causa cristã somente encontra paralelo em poucas pessoas na história. E sofreu muito por causa disso, tendo passado por prisão, açoites, fome, naufrágios e outros perigos. Mas ele nunca desanimou. 

Portanto, Paulo não só desenvolveu a teologia cristã, como viveu verdadeiramente aquilo que pregou. Um gigante da fé, sem dúvida. Nós, povo cristão, devemos muito a ele.

Com carinho

quinta-feira, 1 de março de 2018

VOCÊ ESTÁ FAZENDO A DIFERENÇA?

Jesus nos pediu para fazer diferença no mundo. Nos orientou a sermos como o "sal da terra" e a "luz do mundo" (Mateus capítulo 5, versículos 13 e 14). 

Agora, como nós, cristãos/ãs, podemos fazer isso, se só frequentarmos o meio evangélico e só nos tornarmos amigos/as de pessoas que sejam parecidas com a gente? E se até nas redes sociais, só nos relacionamos com pessoas que compartilham de nossas ideias?

Precisamos aprender a conviver com quem é diferente, com quem pensa diferente de nós. E esse foi o exemplo de Jesus, que lidou com todo mundo, até com com grandes pecadores/as, sem discriminar ninguém. 

Precisamos enfrentar o desafio de nos inserir mais no mundo onde queremos fazer diferença. Não podemos viver isolados, tornando as coisas difíceis para quem quiser se aproximar de nós. 

E é sobre isso que a pastora Carol e a Alícia falam no seu mais novo vídeo - veja aqui

Vejam outros vídeos da pastora Carol e da Alícia aqui e aqui. Se você quiser conhecer o canal exclusivo da pastora Carol, veja aqui.