sexta-feira, 19 de outubro de 2018

O HOMEM QUE DEIXOU DE SER RACISTA

O racismo é um problema ainda bem presente em nosso país, embora muita gente não queira reconhecer ou entender isso. Até dentro das igrejas cristãs ele ainda se faz presente. Por isso é um tema que volta e meia precisa ser relembrado. 

O pastor John Piper, hoje aposentado, dirigiu por algumas décadas uma das maiores igrejas evangélicas dos Estados Unidos (Bethlehem Baptist Church). Tem muitos livros publicados, vários deles extremamente populares. E é uma das vozes mais respeitadas no mundo evangélico atual. 

Anos atrás, ele publicou um novo livro, ainda não traduzido para o português, chamado “Bloodlines” (“Fronteiras pelo sangue”). Descreveu ali , de forma franca e até comovente, sua trajetória, de racista assumido a pai adotivo de uma criança negra. É um depoimento que vale a pena acompanhar.

O período de formação
John Piper conta que foi criado, entre o final da década de 40 e o início da de 50, na cidade de Greenville, Estado de Carolina do Sul, um estado norte-americano bem racista, naquele época. Depois, mudou-se para outras cidades e até morou no exterior, mas reconhece que aqueles anos, na Carolina do Sul, sempre estiveram na raiz do seu problema de racismo.

Naquela época, a Carolina do Norte adotava a política de segregação, que separava lugares e recursos públicos, como bebedouros, banheiros públicos, escolas públicas, lugares nos ônibus, restaurantes, salas de espera de hospitais e até igrejas (incluindo a que Piper frequentava) para uso de brancos e negros. 

Piper hoje reconhece que essa política não era justa e nem era amorosa e, portanto, não era cristã. Era pecado puro e simples. E até hoje lamenta sua cumplicidade com ela. Veja nas palavras dele:
Era assim a cidade onde eu cresci. Eu era um racista. Como criança e adolescente, minhas atitudes e ações levavam em conta a superioridade da minha raça, sem conhecer ou querer conhecer qualquer pessoa negra, exceto a Lucy.
Lucy vinha à nossa casa aos sábados para ajudar minha mãe na limpeza. Eu gostava da Lucy mas toda a estrUtura do nosso relacionamento era iníqua. Aqueles que se defendem dizendo-se bons e caridosos e que os empregados negros até frequentam suas festividades familiares, são ingênuos no que tange ao que torna um relacionamento degradante. 
É claro que éramos agradáveis com ela. Nos amávamos a Lucy... Mas isso desde que ela e sua família soubessem onde era o seu lugar. Sermos agradáveis, termos afeição e permitirmos participação em nossas vidas, é o que fazemos também com nossos animais de estimação. E isto não tem nada a ver com honrar, respeitar e ser igual aos olhos de Deus. E minha amizade por Lucy não restringia em nada minhas atitudes racistas, quando eu estava com meus amigos.
Despertando para o problema
Em dezembro de 1962, a irmã de John se casou e a família da Lucy foi convidada. E eles foram à cerimônia, gerando um momento muito tenso e estranho. Os introdutores na entrada da igreja não sabiam bem o que fazer. Um deles até tentou levar a família de Lucy para o balcão da igreja, que raramente era usado. 

Mas a mãe de John, do alto dos seus 1,55m de altura, interveio e tomou as pessoas pelo braço e as levou para sentar no meio da congregação. Veja o que Piper disse:
Minha mãe, depois de Deus, foi a semente da minha salvação. Enquanto eu via o drama se desenrolar, eu sabia bem dentro de mim que as minhas atitudes eram uma ofensa à minha mãe e a Deus. Sou muito grato pela convicção e coragem da minha mãe.
Mais adiante, já na faculdade, Piper conheceu Noël, com quem acabaria se casando, e ela foi fundamental em ajudá-lo a despertar para o problema. Em 1969, quando começou seus estudos no Seminário e já estava casado, aconteceu o assassinato do pastor Martin Luther King Jr., que liderou o movimento pela busca de igualdade de direitos nos Estaos Unidos. 

Foram dias explosivos na política americana e os professores do seminário deram o empurrão que faltava, fazendo os alunos refletirem sobre a iniquidade da política de segregação racial. Um deles, Paul Jewett, compilou uma apostila de 208 páginas intitulada "Leituras sobre o preconceito racial” , que até hoje, cerca de 50 anos depois, John ainda guarda no seu escritório, em frente à sua mesa. A introdução do professor Jewett, na apostila, termina assim: 
Precisamos lembrar que se Deus nos deu uma revelação sobre a verdadeira natureza do ser humano, nós seremos cobrados por não viver de acordo com a luz dessa revelação...
Ao terminar o Seminário, John Piper foi fazer doutorado na Alemanha e teve oportunidade de visitar o campo de concentração de Dachau. Ali John tomou consciência do enorme aparato de horror – câmaras de gás, fornos crematórios, campo de concentração, etc – montado em nome da crença da superioridade da raça ariana. E ali ele completou seu aprendizado.

Um homem renovado
Quando John já era pastor titular da igreja que dirigiu por muito tempo e tinha 50 anos de idade, Noël recebeu um telefonema de uma amiga, assistente social, que lhe disse: "Eu encontrei uma garotinha que precisa de uma família. E eu penso que ela é para você”. Veja o depoimento de John:
Será que essa era resposta das muitas orações da minha mulher por uma filha, depois de ter tido 4 filhos? Não foi uma decisão fácil, pois a criança era negra. E recomeçar na função de pais, com idade de 50 anos, não era o nosso plano. Muitos pensaram que eu estava louco.
Noël e eu oramos muito. Finalmente eu soube a resposta: ame sua mulher, ame sua nova filha como se fosse do seu sangue e assuma o compromisso, até o final dos seus dias, com a questão da harmonia racial...
Comentário final 
O depoimento de John Piper serve de alerta para a realidade que, muitas vezes, o pecado se faz presente dentro das comunidades cristãs - lembre-se, que a igreja de origem de John Piper proibia a presença de negros. Era defensora do racismo. 

As comunidades cristãs precisam sempre olhar para seus hábitos e comportamento, com humildade, para ver se o mal não criou morada dentro dela mesma.

Serve também de alerta para o fato da banalidade do mal. Em outras palavras, pessoas comuns e até bem intencionadas, como você ou eu, podem praticar o mal, até mesmo pensando estar praticando o bem. 

Finalmente, esse depoimento comprova uma das coisas mais belas do cristianismo: a capacidade de mudar as pessoas, de tirá-las de seu caminho de pecado e trazê-las para a luz. 

Com carinho

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

PRECISAMOS DOS NOSSOS AMIGOS

Em diversas de suas cartas, o apóstolo Paulo escreve longas listas de agradecimentos. São referências carinhosas aos seus amigos. Pessoas de todos os sexos, idade e condição social, que o ajudaram muito no seu ministério. E fizeram isso de diversas formas: com apoio financeiro, com suporte emocional, fazendo trabalhos diversos, dando carinho, visitando, etc.

No seu mais novo vídeo, falo exatamente sobre isso: a necessidade do apoio de outras pessoas. Da importância de sermos ajudados por quem nos ama, nos aceita como somos e está disposto a sair da sua zona de conforto para fazer algo por nós. Veja este vídeo aqui.

Se você quiser ver outros vídeos recentes meus, veja aqui e aqui.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

SERÁ QUE QUANDO ALGUMA COISA RUIM ACONTECE, HAVIA UMA RAIZ DE PECADO?

As pessoas nas igrejas costumam pensar que, quando a desgraça ou problemas sérios batem na porta de alguém, a razão desse sofrimento é a existência de alguma raiz de pecado na vida de quem sofre. Às vezes, essa acusação é até feita diretamente, mas, em outros casos, esse julgamento cruel fica sendo sussurrado pelos cantos. E essa situação aumenta ainda mais o sofrimento de quem passa um momento difícil na sua vida – não basta enfrentar o problema e/ou a tragédia em si, é preciso ainda lidar com essa situação absurda.

Um bom exemplo disso aconteceu na ocasião do atentado às Torres Gêmeas em Nova Iorque. Alguns evangelistas americanos falaram que Deus estava passando julgamento nos Estados Unidos porque o país tinha se desviado nos seus caminhos e muita gente aqui no Brasil concordou. Esse sofrimento todo teria sido causado pelo pecado e, portanto, uma justa punição de Deus. O que esses novos fariseus não explicaram é porque exatamente aquelas pessoas precisaram pagar pelo pecado de tantas outras – afinal, em meio aos mortos havia cristãos/ãs sinceros/as. Nunca vi uma resposta para esse tipo de questionamento.

É interessante perceber que também era assim que muitos judeus pensavam na época de Jesus. Para essas pessoas, o sofrimento sempre tinha origem nas ações pecaminosas da própria pessoa ou até mesmo de seus pais. Veja o que os discípulos de Jesus perguntaram e a resposta que receberam a respeito dessa questão (João 9:1-3):
Ao passar, Jesus viu um cego de nascença. Seus discípulos lhe perguntaram: "Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego?" Disse Jesus: "Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele”.

As causas para esse tipo de julgamento absurdo
Quando coisas ruins acontecem, as pessoas querem entender e encontrar razões para o sofrimento que estão vendo. E costumam perguntar: Por que comigo? Por que agora? Por que está acontecendo dessa forma?

E atribuir tudo ao pecado é uma explicação simples, que parece lógica, mas ela não está certa. E basta ver o que Jesus disse nos versículos acima para comprovar isso. Há sim sofrimento fruto do pecado sim – por exemplo, os vícios causam problemas sérios. O adultério destrói famílias. E assim por diante. Mas nem todo sofrimento é fruto dos erros das pessoas e muitos outros fatores intervêm nesse processo. E foi isso que Jesus testemunhou para os discípulos.

Um bom exemplo de sofrimento não causado pelo pecado é Jó. O livro da Bíblia que conta a história desse homem relata como seu sofrimento se deveu à ação de Satanás. E os amigos de Jó tinham certeza que ele estava escondendo algum pecado, pois essa obrigatoriamente tinha que ser a explicação para seu sofrimento.

Mas o texto bíblico deixa claro que Jó não tinha pecado e ele se recusou a aceitar tal tipo de acusação. No final, as coisas se esclareceram, mas o sofrimento de Jó aumentou mais ainda com as acusações que enfrentou.

Portanto, quando você olhar para o sofrimento humano – seja seu, ou de outras pessoas – cuidado com o que faz. Resista à tentação de atribuir tudo ao pecado, pois isso pode ser uma grande injustiça. E procure se lembrar de 3 coisas:
Deus não responderá todas as perguntas dos seres humanos
Naquela ocasião, alguns dos que estavam presentes contaram a Jesus que Pilatos misturara o sangue de alguns galileus com os sacrifícios deles. Jesus respondeu: "Vocês pensam que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros, por terem sofrido dessa maneira? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão. Ou vocês pensam que aqueles dezoito que morreram, quando caiu sobre eles a torre de Siloé, eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão". Lucas 13:1-5
Nessa passagem, os discípulos procuraram Jesus para encontrar uma explicação para o sofrimento de algumas pessoas. Eles se referiam a alguns homens da Galileia que se revoltaram contra o domínio romano e foram trucidados por Pôncio Pilatos. Por que isso aconteceu? Será que se tratava de pecadores?

E a resposta de Jesus surpreendeu por aquilo que Jesus não incluiu na sua fala. Ele inclusive tornou a resposta mais difícil falando também do caso de dezoito pessoas inocentes que morreram no desmoronamento de uma torre em Jerusalém
  • Não citou qualquer pecado como causa dessas tragédias.
  • Também não disse que foi a vontade de Deus (outra resposta muito comum nessas horas).
  • E não culpou Satanás, que também costuma levar a culpa nesse tipo de situação.
  • Finalmente, não propôs nenhuma resposta teológica rebuscada, mostrando, de forma indireta, que certas coisas estão fora do nosso alcance.
E se Jesus não foi por nenhum desses caminhos, porque deveríamos tentar andar por eles? O que Jesus disse mesmo foi que problemas e tragédias nos fazem perceber a fragilidade da vida humana e ressaltam a necessidade de mantermos uma relação próxima com Deus. Nesse sentido, eles servem como sinais de alerta para todos/as.

Sinceramente, não acredito que os interlocutores de Jesus tenham ficado satisfeitos com essa resposta, embora o texto não aprofunde essa questão. Assim como acredito que a maioria das pessoas que hoje em dia querem conhecer as razões para o sofrimento humano, também não ficaria satisfeita com essa resposta. Mas essa é uma realidade que precisamos aprender a aceitar com humildade e fé.

O mundo jaz no Maligno
A segunda coisa que precisamos ter em mente ao lidar com o sofrimento humano é que o mundo jaz no Maligno (1 João 5:9). Isso significa que os seres humanos cometem erros e fazem coisas erradas todo o tempo. São capazes de atos lindos e também de atitudes horríveis. Alguns desses pecados não geram muitas consequências, mas muitas vezes o impacto deles é terrível. E também não podemos esquecer o sofrimento gerado por coisas sobre as quais não temos controle, como terremotos, furacões ou até mesmo doenças inesperadas.

E a única forma de explicar tudo isso é usando o ensinamento da Bíblia: esse mundo está debaixo do domínio do mal e isso ocorre desde que o pecado entrou na vida dos seres humanos. Veja o que Paulo diz sobre isso (Romanos 8:22-23):
Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto. E não só isso, mas nós mesmos, que temos os primeiros frutos do Espírito, gememos interiormente, esperando ansiosamente nossa adoção como filhos, a redenção do nosso corpo.
Nosso mundo não é como deveria ser - o pecado o distorceu de tal forma que muitas vezes fica difícil ver nele a beleza da criação de Deus. E nosso mundo não é o paraíso que nos foi prometido. A Bíblia fala de uma restauração - um novo céu e uma nova terra (Apocalipse 21:1-4):
Então vi um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado; e o mar já não existia. Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu marido. Ouvi uma forte voz que vinha do trono e dizia: "Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou". 
Portanto, o sofrimento é parte da vida neste mundo. E somente no final dos tempos, depois da volta de Jesus, tudo será restaurado e não haverá mais sofrimento. Até lá essa é a realidade que precisamos aceitar.
Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus

E sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Romanos 8:28

Esse texto traz uma promessa que nos deve trazer grande consolo no meio ao sofrimento. Deus afirmou que tudo – aí incluído até o sofrimento – colabora para o bem do/a cristão/ã verdadeiro/a. Mas cuidado: o bem, nessa promessa, não se refere ao conforto material, ao sucesso, à segurança, etc. Deus pode até nos dar tudo isso e, muitas vezes, é exatamente isso que Ele faz. E não porque tenha prometido agir sempre assim e sim por causa da sua Graça maravilhosa.

A promessa embutida nessa passagem, o “bem” do qual Paulo está falando, é o próprio Deus. Afinal, Ele é a fonte de tudo que é bom. Portanto, Deus prometeu que tudo vai colaborar para aproximar o/a crente verdadeiro/a d´Ele. Não importa quais sejam as dificuldades, tudo acabará cooperando para esse fim maravilhoso.

Isso nos permite olhar para o sofrimento com outros olhos- embora, sei bem disso, que não atenue a dor. Mas fica a esperança que o sofrimento não cria uma barreira entre nós e Deus, como os fariseus pensavam ocorrer, no tempo de Jesus. Pelo contrário, Deus usa essas dificuldades para se aproximar, para aprofundar o relacionamento com seus filhos/as.

Conclusão
Nunca passe julgamento sobre as pessoas que você vir passando dificuldades e/ou enfrentando tragédias. Não estabeleça jamais a correlação: “problemas aparecem sempre onde o pecado se faz presente”. Esse não é um ensinamento bíblico.

E, além de não ter suporte bíblico, é um julgamento injusto. E Jesus nos alertou fortemente contra o erro de julgar as outras pessoas dessa forma (Mateus 7:1-3):
Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. "Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?
Com carinho

terça-feira, 9 de outubro de 2018

AQUILO QUE VOCÊ FAZ

Quando aparece uma crise na sua vida, é muito importante aquilo que você faz nesse momento. E importa especialmente como você se apresenta diante de Deus.

É fundamental que você ore e fale com Ele aquilo que sente e apresente sua necessidade e suas angústias. Não há dúvida que Deus já sabe o que você precisa e sente, pois nada lhe passa desapercebido. Mas, ao trazer seus pedidos para Ele, você demonstra sua confiança (fé), coisa extremamente importante.

A Bíblia tem inúmeros exemplos de pessoas que procederam assim nos momentos de angústia e desespero. E mostra também como Deus respondeu a cada pedido, bem como o problema foi resolvido em cada caso.

No meu mais novo vídeo, onde discuto essa questão, eu uso o exemplo de um rei de Judá que apelou para Deus quando seu reino precisou enfrentar um inimigo poderoso, ao qual, em condições normais, não teria conseguido resistir. Veja o novo vídeo aqui.

Veja outros vídeos meus recentes aqui e aqui.

domingo, 7 de outubro de 2018

FUJA DA IMPIEDADE PARA SER FELIZ

No seu mais novo vídeo, a pastora Carol e a Alícia falam de um tema muito interessante e importante. Elas alertam que fugir da impiedade pode ajudar você a ser feliz.

E fugir da impiedade significa, em primeiro lugar, deixar de andar com pessoas ímpias. Isto porque essas pessoas podem influenciar e levar você para caminhos que não são adequados aos olhos de Deus. Significa também você mesmo/a tomar cuidado para não se tornar um/a ímpio/a e virar pedra de tropeço na vida das outras pessoas.

Conheça mais sobre esse tema vendo o vídeo aqui.

Veja também outros vídeos recentes da pastora Carol e da Alícia aqui e aqui.

Veja o canal da pastora Carol no Youtube aqui.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

JESUS NASCEU "ANTES DE CRISTO"

O nascimento de Jesus é um evento tão importante para a história, que contamos o tempo "antes do nascimento d´Ele" (AC) e "depois" (DC), usando o ano em que Ele veio ao mundo como o divisor de águas. 

Saber o ano exato em que Jesus nasceu é muito importante porque permite colocar a vida d´Ele contra o pano de fundo da história. Torna-se possível estabelecer o ambiente cultural, econômico e político em que Ele viveu. E tirar muitas conclusões a partir daí. E é possível também procurar registros arqueológicos que confirmem o relato bíblico. Aliás, boa parte da arqueologia é feita exatamente com esse objetivo. 

Mas a Bíblia não nos informa exatamente nem quando Ele nasceu e muito menos quando morreu. Só nos dá pistas, por exemplo fazendo referência ao imperador romano que governava na época. Ou citando eventos que ocorreram em paralelo à sua vida. Assim, estabelecer a cronologia absoluta (os anos exatos de nascimento e morte) tornou-se um ponto muito pesquisado. 

O problema com a cronologia
É preciso analisar com cautela as dicas dadas no texto bíblico, para evitar erros. Por exemplo, sabemos que Jesus foi morto quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia. Procurando nos registros históricos do Império romano, é fácil estabelecer os anos em que ele governou aquela região. Isso não nos dá o ano exato da morte de Jesus, mas permite restringir a busca ao período de governo de Pilatos. Outro dica interessante é o dia da semana em que a festa da Páscoa caiu quando Jesus morreu. Uma consulta ao calendário rabínico dos judeus, fornece informações preciosas sobre isso. 

Mas a verdade é que faltam informações suficientes para definir com absoluta segurança essa cronologia. Temos uma boa aproximação - por exemplo, sabemos que Jesus morreu no ano 30 ou ano 33. Mas não temos certeza absoluta.

E assim também é com a maioria dos fatos relatados na Bíblia. Em muitos desses casos a variação existente é de poucos anos, para lá ou para cá. Já em outros, como o ano da saída de Israel da escravidão no Egito, a variação é grande (cerca de 200 anos).

Antes e Depois de Cristo
Na Idade Média, um monge (Dionísio) teve uma ideia brilhante. Propôs que a história fosse dividida em duas fases: Antes do nascimento de Jesus (Antes de Cristo ou AC) e depois (Depois de Cristo ou DC). Convencionou-se, então, que ano 1 DC começaria em janeiro do ano imediatamente seguinte ao nascimento de Cristo.

Essa proposta foi aceita e os estudos de história passaram a ser feitos com base nesse critério. A contagem de tempo é crescente para o período Depois de Cristo e decrescente para o período Antes de Cristo. Ou seja a contagem sempre caminha na direção do nascimento de Jesus. 

Agora, o tal monge tinha um problema: precisava estabelecer a cronologia absoluta dos anos de nascimento e morte de Jesus. Isso seria necessário para amarrar esses eventos aos demais fatos da história conhecidos. Ele fez uma série de estudos e chegou à conclusão que o nascimento ocorreu em determinado ano. E montou sua cronologia a partir dessa conclusão. 

Seu resultado aponta que Jesus teria nascido na madrugada do dia 25 de dezembro do ano imediatamente anterior ao ano 1. E esse ano 1 aconteceu 2018 anos atrás. 

O erro de Dionísio
Dionísio até que fez um bom trabalho, considerando as informações que dispunha. Mas, como era de se esperar, cometeu um erro pequeno (uns poucos anos). Um erro que tem significado e é fácil comprovar.

A Bíblia conta que, quando Jesus nasceu, o rei Herodes estava vivo. Afinal, foi esse rei quem mandou matar os recém-nascidos judeus para eliminar Jesus junto com eles. E Herodes morreu no ano 4 AC (Antes de Cristo). Portanto, Jesus necessariamente nasceu antes desse ano!

Outra passagem da Bíblia dá uma dica adicional importante. Em Mateus capítulo 2, versículos 19 a 23, é dito que a família de Jesus voltou para a Palestina, depois da morte de Herodes, porque o perigo já tinha passado. Vale lembrar que a fuga deles para o Egito foi justamente para fugir da ameaça de Herodes. 

Essa dica aponta para o fato que Jesus nasceu algum tempo antes do ano da morte de Herodes (4 AC). Pelo menos 1 ano antes e não mais que 3 anos. Ou seja, Jesus nasceu entre os anos 5 e 7 AC

É até engraçado dizer isso, mas Jesus nasceu "Antes de Cristo".

Com carinho

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

O MELHOR AINDA ESTÁ POR VIR

Tem uma frase que caracteriza minha vida desde minha conversão: o melhor ainda está por vir. Essa frase fala da minha confiança em Deus e também do meu entendimento que Ele zela por nós. Deus quer sempre o melhor para seus filhos/as.

Há muitas passagens da Bíblia que dão suporte ao ensinamento que o melhor ainda está por vir. E uma delas fala é aquela que relata a despedida de Moisés da liderança de Israel. Isso aconteceu pouco antes da sua morte, conforme o relato do Deuteronômio. Moisés subiu ao monte Nebo e dali viu a Terra Prometida, onde não pode entrar, mas sabia que seu povo (Israel) iria  habitar aquela terra, conforme promessa de Deus. Veja este vídeo aqui.
Você pode ver outros vídeos recentes meus aqui e aqui.