sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

DANDO NOME A DEUS

O nome de Deus sempre foi uma coisa muito importante para o povo de Israel. Por isso a Bíblia traz tantos nomes diferentes, aplicados a cada tipo de sentimento que as pessoas estavam sentindo em diferentes momentos das suas vidas. 

E foi assim com Agar, a escrava egípcia que concebeu o primeiro filho de Abraão - Ismael -, mas sofreu inúmeras desentendimentos com Sara, a esposa oficial. Agar acabou exilada, mas sobreviveu e seu filho deu origem aos ismaelitas, origem dos povos árabes. 

Agar teve experiência em falar com um anjo, quando fugiu de Sara, inconformada com os maus tratos que sofria. E aí teve uma experiência espiritual muito importante, que culminou quando ela deu um nome a Deus - Aquele que ouve -, honra reservada a poucas pessoas na Bíblia. Logo, ela que nem convertida era. 

Isso prova que Deus age através das pessoas mais inesperadas para cumprir seus propósitos. Veja mais no mais novo vídeo aqui.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

E QUANDO 100 PESSOAS VALEM O MESMO QUE 4 BILHÕES

Estamos vivendo uma situação de desequilíbrio no mundo. E os sintomas desse desequilíbrio vem gerando insatisfação visível entre as populações de vários países do mundo. 

Por exemplo, vimos assistindo nas últimas semanas cenas de violência na França em protesto a aumentos nos combustíveis e a outras decisões do governo francês. Em maio deste ano, tivemos no Brasil uma greve de caminhoneiros, que paralisou o país e trouxe graves consequências econômicas. E essa greve contou com muito apoio da população. No Reino Unido (Inglaterra, Escócia, Gales, etc), ocorreu no ano passado um plebiscito que levou o país a decidir sair da União Europeia. A razão para isso foi a insatisfação das pessoas com a imigração vinda de países do terceiro mundo. E a saída da União Europeia vai gerar grandes custos para o país. E há vários outros exemplos a citar.

Há várias explicações apresentadas pelos analistas para esse "mal estar" das populações dos mais diferentes países. Violência, urbana, desemprego, queda do poder aquisitivo das pessoas e por aí vai. Em outras palavras, há muita coisa errada com o mundo atual. 

Eu gostaria de me concentrar num problema específico, dentre todos esses que foram citados, que me parece vem se agravando nas últimas décadas. Acredito que ele vá gerar mais e mais instabilidade social e política no mundo, se não for resolvido. Refiro-me à distribuição da riqueza em quase todos os países do mundo que vem ficando cada vez pior. 

Cada vez menos pessoas concentram um volume cada vez maior da riqueza do mundo. Um punhado de bilionários/as pode se dar ao luxo de levar uma vida de sonho, enquanto milhões e milhões mal tem o que comer. 

Quando muito poucos valem tanto quanto muitos
Relatórios recentes preparados pela Organização Internacional do Trabalho indicam que apenas 100 bilionários/as têm patrimônio igual a cerca de 4 bilhões de pessoas no mundo. Isso é equivalente a dizer que cada uma dessas pessoas riquíssimas acumulou a mesma riqueza que cerca de 40 milhões de pessoas (o equivalente à população da Argentina ou do Canadá).

Não estou afirmando que esses/as bilionários/as sejam más pessoas e/ou tenham feito suas fortunas explorando os outros. Vários deles, como Bill Gates, fundador da Microsoft, ou Jeffrey Bezos, fundador da Amazon, são pessoas decentes. E até se mostram muito preocupados com os mais pobres. E demonstram isso doando centenas de milhões de dólares para a caridade. 

Essas pessoas fizeram seus bilhões de maneira honesta, sendo criativas, competitivas e sabendo aproveitar as oportunidades. Ganharam dinheiro como fruto do seu trabalho e capacidade. Mas é claro que essas pessoas super bem sucedidas tiveram oportunidades na vida que a esmagadora maioria dos quase 8 bilhões de habitantes do mundo nunca sonharam ter. 

O problema com o mundo
A verdade é que a realidade deste mundo é profundamente injusta. O sistema (a forma como a sociedade moderna funciona) está errado, muito errado. Tal tipo de concentração de riqueza está errada, qualquer que seja o padrão de análise usada. Não pode uma única pessoa ter tanta riqueza quanto 40 milhões de outras. 

A Bíblia já reconheceu isso quase dois mil anos atrás, tanto é assim que o João declarou: "o mundo jaz no Maligno" (1 João capítulo 5, versículo 19). Em outras palavras, o sistema deste mundo é controlado por uma lógica satânica, doentia e malvada, que perpetua as diferenças. 

É escandaloso que num mundo com a riqueza e o avanço tecnológico que já foi alcançado, ainda existam pessoas morrendo de fome ou vivendo sem um mínimo de dignidade. E o pior é constatar que temos esses problemas aqui no Brasil - debaixo dos nossos narizes.

Ainda pior, é ver que os governos se desculpam, afirmando não ter recursos para acabar com a pobreza, quando gastam bilhões de dólares com sistemas de armas sofisticadas, com obras inúteis e ainda permitem haver largo desperdício com burocracia e corrupção. 

Para você ter uma ideia, se o mundo todo gastasse a metade do que gasta atualmente em armamentos e usasse o dinheiro economizado para fazer justiça social, a pobreza absoluta no mundo acabaria em apenas cerca de 5 anos. Não existiriam mais gente vivendo sem dignidade.

O que dizer de tudo isso?
Para mim, esse desequilíbrio no mundo comprova que a humanidade dá cada vez menos importância ao que deveria ser fundamental. Deus deixou de ser uma referência e passou a ser uma coisa sem qualquer sentido para muita gente. 

As pessoas infelizmente guardam cada vez menos espaço para Deus nos seus corações. Abrem cada vez menos lugar para a ação do Espírito Santo nas suas vidas. E o resultado é exatamente esse que eu descrevi.

Enquanto a humanidade não se der conta dos seus erros, não se arrepender e mudar seu rumos, os problemas vão crescer, mesmo havendo cada vez mais progresso material no mundo. É triste, mas essa é a realidade que vivemos.

Com carinho

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

APRENDENDO A AGRADECER NO NATAL

Natal é um momento na vida que deveria ser usado para agradecer a Deus e a outras pessoas. É claro que não é assim que acontece, pois Natal costuma ser momento de comemoração, de troca de presentes. 

Mas Natal é motivo de gratidão a Deus por ter enviado seu Filho ao mundo. E também para gratidão a muitas pessoas que ajudam a tornar nosso dia-a-dia mais fácil. Desde aquelas mais simples, como o porteiro do prédio ou a pessoa que cozinha nossas refeições, até quem nos fez um grande favor, daqueles que muda o curso das nossas vidas.

É sobre gratidão no Natal que a pastora Carol e a Alícia falam no seu mais novo vídeo - veja aqui.

Veja outros vídeos recentes da pastora Carol e da Alícia aqui e aqui.

Veja o canal da pastora no Instagram aqui.

sábado, 22 de dezembro de 2018

COMO SE SENTIR FELIZ NO NATAL APESAR DOS PROBLEMAS

Tem muita gente que não consegue se sentir feliz no Natal. E é para essas pessoas que quero escrever hoje. Quero ver se se consigo ajudá-las num momento difícil.

Para a maioria das pessoas, um Natal feliz é aquele passado em família, estando todos com saúde, em paz e sem problemas maiores. Não podem faltar também uma mesa farta e muitos presentes.

Mas, quando as circunstâncias não são essas - por exemplo, quando a pessoa está passando o Natal sozinha -, essa comemoração pode se tornar penosa. Por isso há quem fique muito deprimido/a nessa época do ano, se sentindo como um peixe fora da água, ao perceber que todo mundo parece feliz, mas ele/a não se sente assim. 

Eu sei como é se sentir assim. Em 2002, minha mãe teve que ser operada durante a noite de Natal - ela sofreu muito e acabou morrendo em meados de 2003. Por causa disso, durante alguns Natais, eu não conseguia me sentir alegre. A lembrança de visitar minha mãe na UTI, na manhã do dia 25, assombrou minhas memórias durante bom tempo.

Mas aprendi, à medida em que amadureci espiritualmente, que a verdadeira felicidade do Natal não está nas coisas tradicionais - comemoração alegre, sem problemas, com mesa farta, presentes, etc -, embora reconheça que tudo isso ajuda muito.

Os motivos para estar feliz no Natal devem ser encontrados em outro lugar e eles não dependem das circunstâncias da vida humana. O primeiro motivo para se sentir feliz no Natal decorre da percepção que Deus nos ama de tal maneira que mandou seu Filho ao mundo para morrer por nós (João capítulo 3, versículo 16). E no Natal comemoramos exatamente a chegada de Jesus no mundo.

O segundo motivo para se ter alegria no Natal vem da certeza que Jesus nos compreende, incluindo nossas fraquezas e sofrimentos. Afinal, Ele viveu entre nós e também passou por grandes dificuldades. Teve fome e frio, foi discriminado, torturado, escarnecido e, no final, abandonado por quase todos os seus discípulos. Portanto, Jesus sabe bem o que é sofrer. O que é se sentir só e triste. 

E é exatamente por conhecer nossas dificuldades que Jesus sabe como nos consolar. E temos n´Ele o melhor dos advogados para interceder por nós junto a Deus Pai. E isso deve ser motivo de grande alegria.

Concluindo, não importam as circunstâncias da sua vida, sempre há motivos para você se sentir feliz nesse e em todos os futuros Natais. Portanto, comemore cada um deles, sozinho ou em grupo, com comida ou sem ela, com muitos ou poucos presentes, não importa. Comemore porque a razão para se alegrar na época do Natal está em Jesus Cristo e isso nunca muda.

Feliz Natal, são os meus votos carinhosos.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

VIDA HONROSA

Somos chamados por Deus a viver uma vida honrosa. Uma vida que o honre por estar de acordo com seus mandamentos e sua vontade. 

Isso parece cada vez mais difícil no mundo de hoje, caracterizado por corrupção, promiscuidade, cobiça desenfreada e outros tantos males espalhados por todo o mundo.

Viver uma vida honrosa, portanto, é um grande desafio. Mas nenhum cristão que se preze pode desconhecer esse chamado. Pode deixar de ouvir a voz de Deus nos dizendo para viver corretamente. E, não há dúvida, se todos os cristãos conseguirem fazer isso, certamente o mundo vai mudar muito e para melhor. Esse é o tema do mais novo vídeo do Rogers - veja aqui.
Veja outros vídeos dele recentes aqui e aqui.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

FARINHA POUCA, MEU PIRÃO PRIMEIRO?

O egoísmo é um sentimento básico - todo ser humano tem. Basta observar a dificuldade que uma criança pequena tem para dividir um brinquedo com qualquer outra criança. O que mais se ouve as crianças pequenas falarem é a frase: isto é meu!

À medida que as pessoas crescem, a sociedade vai lhes ensinando que é feio demonstrar egoísmo. E esse sentimento básico vai sendo mascarado e controlado, tornando mais difícil identificá-lo. Mas com certeza continua presente em maior ou menor grau. 

As diferentes manifestações do egoísmo
O egoísmo costuma ser demonstrado por quatro tipos de manifestações: 
  • Primeiro eu”. Por exemplo, "eu mereço mais", "minhas necessidades são maiores", "esperei mais tempo", etc. É exatamente a esse tipo de postura que o ditado popular citado no título desta postagem se refere. Quando os recursos a distribuir são escassos, a pessoa sempre acha que seus interesses devem prevalecer. Isso é muito presente no corporativismo que marca a sociedade brasileira. Os grupos de interesse - funcionalismo público, empresários, sindicatos, ruralistas, etc - costumam pensar primeiro nas suas necessidades, sem levar em conta o impacto na sociedade como um todo. Daí os aumentos de salário, as desonerações fiscais ou os subsídios de preço que aumentam o deficit e a dívida pública prejudicando toda a coletividade. 
  • O que é meu, não dou, nem empresto”. É muito comum as pessoas não conseguirem abrir mão daquilo que tem para beneficiar quem precisa mais. E isso se manifesta de várias formas: deixar de doar dinheiro para quem precisa ou emprestar algo que pode ser útil para os outros. O pecado cometido aqui é por omissão – deixar de fazer o bem. 
  • Não tenho tempo”. Cada vez mais o tempo é o bem mais precioso das pessoas. Elas preferem doar dinheiro a dar do seu tempo. Vemos isso, por exemplo, nos pais demasiadamente ocupados para educar os filhos. Acabam por dar para eles todos os bens materiais, mas quem educa de fato são as babás ou até o colégio. Esses pais dão tudo, exceto de si mesmos.
  • Vão ter que me aguentar”. Conheço uma senhora, bem nascida e educada, que costuma declarar: “alguém tem que dizer a verdade para as pessoas”. Naturalmente, ela está sempre se colocando na posição de arauto da verdade. Alguém sabe melhor do que ninguém o que é certo ou errado. Quando ouço essa senhora falar assim, fico pensando: mas quem vai dizer para ela as verdades que precisa ouvir? Tomar atitudes sem avaliar o impacto dela sobre as outras pessoas - do tipo "vão ter que me engolir" - é uma forma muito comum de egoismo. 
Lutando contra o egoísmo
A primeira coisa a fazer nessa luta é reconhecer que o problema existe. Não há como melhorar sem dar esse passo antes de tudo. Ore, abra seu coração para Deus, e peça para Ele lhe mostrar onde você está falhando e muitas vezes nem consegue perceber.

Depois, lembre-se do ensinamento de Jesus: ame seu próximo como a si mesmo/a. Uma outra forma de apresentar esse mesmo mandamento é: faça pelos outros aquilo que gostaria que fizessem por você. 

Essa é a chave do mecanismo para enfrentar o egoísmo. Procure sempre olhar para as situações pela perspectiva das outras e não somente pela sua. Dessa forma você será muito mais sensível ao que ocorre com quem está ao seu lado. Será mais fácil avaliar o impacto das suas atitudes.

Assim, se você quer ser ajudado quando estiver em dificuldades, ajude quem precisar. Se não gosta de ser atropelado nos seus direitos, nunca atropele os direitos dos outros. Se quer que tenham tempo para você, tenha também tempo para as outras pessoas. E assim por diante.

Finalmente, tome consciência que a luta contra o egoísmo é diária.. O avanço é lento, passo a passo. Hábitos e atitudes não são mudados de uma única vez e sim aos poucos. E seu parceiro nessa caminhada é o Espírito Santo. É com Ele que você conta.

Com carinho

domingo, 16 de dezembro de 2018

E QUANDO DECEPCIONAMOS OS OUTROS...

Ninguém gosta de decepcionar as outras pessoas. E quando percebemos ter causado algum tipo de decepção e pensamos não termos feito nada de errado, ficamos tristes, nos sentimos injustiçados e assim por diante.

Jesus passou por duas grandes crises pessoais ao longo dos trinta e poucos anos de sua vida. Uma delas teve a ver com sua família e a outra com seus seguidores. Ambas causaram ferimentos emocionais em Jesus, conforme podemos depreender da leitura da Bíblia. E nas duas vezes Jesus decepcionou pessoas que eram importantes para Ele, embora nada tivesse feito de errado.

O que aconteceu com Jesus não é muito diferente do que pode vir a acontecer (ou está acontecendo) comigo ou com você. Daí a importância de estudar o que aconteceu com Jesus, para podermos tirar ensinamentos valiosos para nossas vidas.

Os papéis que desempenhamos na sociedade
Mas antes de tudo, preciso falar sobre o conceito de "papéis" desempenhados por determinada pessoa dentro da sociedade onde vive. 

Todos desempenhamos vários papéis: pai ou mãe, filho ou filha, funcionário ou funcionária, amigo ou amiga, chefe, etc. E passamos a vida tentando conciliar os compromissos que esses papéis geram, ora dando mais atenção a um papel ora a outro. Por exemplo, tem horas que as exigências do papel de "funcionário" pesam mais do que o de "pai" e aí a pessoa deixa de estar com seus filhos para atender as demandas do seu emprego. E isso é absolutamente natural, acontece com todo mundo. 

Crises relacionadas com um ou mais dos papéis desempenhados podem gerar problemas sérios, impactando toda a vida da pessoa. Por exemplo, se as demandas do emprego sempre estão na frente dos filhos, há algo de errado com essa pessoa e a família dela vai sofrer. Outro exemplo: uma mãe em crise com sua filha adolescente (que acha já ser adulta e quer tomar suas decisões sozinha) pode gerar enorme problemas. Outro exemplo ainda: uma funcionária que falta a todo momento para atender as necessidades dos filhos vai acabar ficando desempregada.

Os papéis vividos por qualquer pessoa estão sempre mudando ao longo da sua vida. Por exemplo, eu não posso ser hoje o mesmo pai que já fui, pois meus filhos ficaram adultos. Precisei mudar a minha forma de me relacionar com eles. 

E comum também que novos papéis vão sendo acrescentados. Por exemplo, quando um homem se casa, ele agrega o papel de "esposo" à sua vida. O mesmo vai acontecer quando tiver filhos, pois vai agregar o papel de "pai". Mas há também papéis que desaparecem - por exemplo, meus pai morreram e eu deixei de ser "filho". 

As crises relacionadas com expectativas erradas
Esse tipo de crise aparece quando as pessoas, por algum motivo, criam expectativas muito diferentes da sua em relação a um papel que você desempenha. E cria-se um abismo entre essa expectativa e o seu pensamento quanto à melhor forma de desempenhar esse papel. 

Por exemplo, imagine que seus pais tenham expectativas sobre qual deveria ser seu marido (ou esposa). E aí você apresenta para eles uma pessoa com perfil completamente diferente daquele que eles esperavam. provavelmente haverá uma crise (pois seus pais não vão aprovar a relação) e você causará decepção neles. Isso é muito comum.

De igual forma, se os frequentadores de uma igreja tiverem uma percepção muito diferente do seu pastor quanto à forma correta de tocar a comunidade, pode acabar havendo uma ruptura no relacionamento. E as pessoas acabarão profundamente decepcionadas com seu pastor. Eu já vi isso acontecer várias vezes.

As crises pelas quais Jesus passou
Jesus passou por duas crises geradas pelas diferenças de expectativas entre o que as pessoas pensavam e o que Ele entendia ser o certo a fazer. Isso aconteceu em relação a dois papéis cruciais na sua vida, um deles relacionado com sua família e outro com seu ministério. Vamos começar discutindo a crise familiar.

Jesus era o filho mais velho e, assim, todos os seus familiares e amigos próximos entendiam caber a Ele cuidar da sua família depois da morte do pai (José). E Jesus fez isso por bom tempo - segundo a Bíblia, até mais ou menos os 30 anos. 

Mas a partir daí, seu ministério na obra de Deus passou a ter prioridade e Ele deixou tudo para trás. É óbvio que sua família não se conformou e tentou trazê-lo de volta de todas as formas. Chegaram até a alegar que Jesus estava meio louco e por isso tinha deixado a família para trás. Isso gerou uma grande tensão familiar. Tanto assim que, quando sua família chegava num lugar onde Jesus estava e Ele ficava sabendo disso, Jesus afirmava que sua família verdadeira era composta por aqueles que o seguiam (Mateus capítulo 12, versículos 46 a 50). 

Não há dúvida que os familiares de Jesus ficaram muito decepcionados com Ele e devem ter se sentido abandonados e deixados para trás. É claro que Jesus não poderia ter agido de outra forma, pois tinha uma importante missão a cumprir na obra de Deus, mas seus familiares ficaram decepcionados mesmo assim.

A outra crise que Jesus enfrentou teve a ver com seu ministério. A sociedade judaica esperava havia séculos a chegada do Messias, um líder militar que viria libertá-la do jugo dos dominadores que, sucessivamente, iam se revezando na tarefa de oprimi-la. No tempo de Jesus, os Romanos eram os opressores dos judeus. 

Jesus começou a ser reconhecido por alguns judeus como o Messias tão esperado - por exemplo, no Domingo de Ramos, quando Ele entrou em Jerusalém saudado por todos. Aí as pessoas passaram a esperar que Ele se comportasse segundo suas expectativas. Mas, Jesus preencheu o papel de Messias de forma totalmente diferente. 

Ele veio para libertar o povo do pecado, dar às pessoas acesso à salvação e inaugurar a chegada do Reino de Deus na terra. Por causa disso, muitos dos seus seguidores se decepcionaram com Ele e o abandonaram (João capítulo 6, versículos 60 a 66). E alguns, como Judas Iscariotes, até se voltaram contra Ele. 

Jesus não poderia ter agido de forma de diferente. Logo, o erro não estava nele mesmo e sim nas expectativas que as pessoas tinham do seu papel como Messias. E a decepção das pessoas foi inevitável.

O ensinamento que deve ser tirado
Todo mundo vive crises de papéis geradas pelas expectativas das pessoas. Mas ainda assim essas crises são dolorosas - Jesus sofreu muito com os dois casos que citei, embora sem ter tido qualquer culpa. 

O que então você deve fazer quando passar por esse tipo de problema? Comece por identificar a origem da diferença de expectativas. Em outras palavras, entenda por que as pessoas esperam de você algo diferente do que você entende ser o certo a fazer. 

Se a diferença de ponto de vista for fruto de um erro de posicionamento seu, a Bíblia ensina que você deve ter humildade, reconhecer seu erro e mudar. Passar a atuar de outra forma.

Mas há outra possibilidade: a diferença de expectativas pode dever-se a percepções erradas de quem está à sua volta, como aconteceu com Jesus. Lembro-me do caso de uma mulher que se converteu a Jesus e o marido não. Aquele homem era machista e esperava que a mulher estivesse sempre à sua disposição. 

E como a esposa passou a ir à igreja aos domingos pela manhã, o marido ficou ressentido e começou a reclamar e fazer ameças. Suas reclamações encontraram apoio junto ao seu sogro e sua sogra, preocupados que a filha viesse a perder um bom marido. E a pobre mulher acabou pressionada de todos os lados, o que gerou muito sofrimento para ela.

Em segundo lugar, quando você enfrentar uma situação em que as pessoas esperem de você aquilo que não for justo, é preciso seguir o exemplo de Jesus. Fazer o que é certo e confiar que Deus haverá de mudar as circunstâncias que atrapalham sua vida - é claro que você vai precisar orar muito a esse respeito.

Por isso Jesus não mudou seu ministério para torná-lo mais adequado ao gosto dos judeus daquela época. Da mesma forma, não mudou por conta das pressões da sua família. Persistiu no seu caminho. E o mesmo fez a esposa do exemplo que dei acima - ela resistiu a todas as pressões, até que o marido também se converteu e mudou.

Portanto, não mude sua vida apenas para satisfazer as opiniões e as pressões de quem estiver à sua volta. É claro que isso tem um preço, pois, como comentei acima, decepcionar as pessoas gera desconforto. E isso é especialmente difícil de enfrentar quando decepcionamos pessoas de quem gostamos. Mas mudar apenas para ficar bem com os outros é ainda pior. 

Fique firme e peça ajuda a Deus para suportar as pressões. Resista e pode ter certeza que a vontade de Deus na sua vida vai prevalecer, sempre.

Com carinho