domingo, 13 de janeiro de 2019

COMO ESCULPIR UM PATO

Certa vez perguntaram a um famoso escultor de patos de madeira como ele fazia para produzir obras tão bonitas. Ele respondeu que era simples: bastava olhar para o toco de madeira, matéria prima da escultura, e imaginar o pato pronto. Aí era só ir tirando a madeira que sobrava até chegar na figura final.

Essa ideia pode ser usada como uma metáfora para nos fazer enter como Deus age nas nossas vidas. Começa com muito pouco e vai nos moldando, esculpindo nosso caráter, até que venhamos a ter a imagem desejada, que é ficar parecido com Cristo.

É sobre isso que o Rogers fala no seu mais novo vídeo. Veja aqui.

Veja outros vídeos recentes dele aqui e aqui.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

O CRISTIANISMO TAMBÉM É BOM PARA A ECONOMIA

O cristianismo ajuda a melhorar muitas coisas numa sociedade. E talvez seja uma surpresa para você saber que, dentre essas coisas está a economia. 

Em outras palavras, onde o cristianismo se estabeleceu de forma verdadeira, ou seja dentro daquilo mesmo que a Bíblia orienta a fazer, não somente os pobres melhoraram de vida, como também a economia como um todo melhorou. Em outras palavras, o cristianismo também é bom para a economia.

Um exemplo histórico disto é o movimento liderado por John Wesley, o fundador do metodismo. Quando o movimento de renovação liderado por ele começou, em meados do século XVIII, 80% dos habitantes do Reino Unido (Inglaterra, Escócia, etc), mais ou menos 4 milhões de pessoa, viviam em pobreza absoluto. Nem sabiam se iam ter alimento para comer todos os dias. Inúmeros problemas sociais, como alcoolismo, promiscuidade total, crianças abandonadas, analfabetismo, tornavam a qualidade de vida da sociedade muito ruim. 

Wesley lançou uma campanha para abertura de novas igrejas e para realizar mudanças na vida das pessoas. E foi tão bem sucedido que cerca de 1 milhão de pessoas tiveram suas vidas alteradas. O historiador Élie Halévy comentou que o impacto do reavivamento promovido por Wesley ajudou a criar uma classe media no Reino Unido e salvou o país de uma revolução sangrenta, como aconteceu, por exemplo, na França, onde o rei Luis XVI acabou morto. 

Os resultados práticos da campanha de Wesley foram: 
As pessoas abandonaram hábitos pecaminosos – como o vício da bebida ou o abandono das crianças não desejadas. 
Esses hábitos ruins foram substituídos por outros muito mais saudáveis, que tornaram as pessoas produtivas e mais sábias no uso do dinheiro que ganhavam, inclusive aprendendo a poupar. 
O esquema de escolas dominicais implantadas pelos seguidores de Wesley (os metodistas) alfabetizou centenas de milhares de pessoas, tornando-as mais produtivas e participantes da sociedade.

Em consequência, as pessoas prosperaram financeiramente. E essa prosperidade movimentou o mercado de consumo, o que gerou novos investimentos e novas possibilidades de trabalho. E a prosperidade se espalhou pela sociedade como um todo.

Não estou afirmando que o objetivo do cristianismo é melhorar a economia. Estou sim dizendo que quando uma sociedade se converte de fato, ela acaba prosperando. E essa prosperidade é, portanto, um subproduto do cristianismo, como aconteceu com o Reino Unido nos tempos de Wesley. Outros bons exemplos desse mesmo tipo de fenômeno vem dos Estados Unidos (nos séculos XVIII e XIX) e da Coréia do Sul (na segunda metade do século XX). 

A pergunta que cabe fazer nessa altura é a seguinte: se o Brasil é um país que se diz cristão, por que esse efeito positivo ainda não se faz notar aqui? A resposta é simples: o Brasil é um país nominalmente cristão, mas não é cristão de fato. 

Em outras palavras, a maioria das pessoas é cristã "não praticante", o que significa que raramente elas vão à igreja e nunca se preocupam em viver uma vida de acordo com os ensinamentos do Evangelho. E sendo assim, os efeitos positivos do cristianismo se fazem sentir apenas de forma parcial. Daí termos tanta injustiça social, tanta corrupção, tanto desperdício de recursos públicos e outros pecados graves.

Se o Brasil se converter de fato e a população passar a viver plenamente o Evangelho de Cristo, sentiremos aqui o mesmo efeito positivo que outros países já sentiram ao longo das suas histórias. Não tenho qualquer dúvida disso.

Com carinho

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

UMA BOA CAUSA JUSTIFICA QUALQUER COISA?

Será que uma boa causa justifica fazer qualquer coisa para conseguir torná-la realidade? Acredito que não. Mas, infelizmente há muita gente que pensa assim.

Cerca de 69 anos atrás, os Estados Unidos jogaram a primeira bomba atômica na cidade de Hiroshima (Japão). O mundo da época assistiu, em estado de choque, à morte quase instantânea de dezenas de milhares de pessoas. E os efeitos posteriores da radiação ainda estão presentes até hoje. Dias depois, foi lançada uma segunda bomba atômica, na cidade de Nagasaki, com resultados semelhantes.

A lógica usada pelo governo norte-americano, para justificar o uso das duas bombas, foi forçar a rendição do Japão, acabando de vez com a guerra e poupando milhares de vidas. Essa ainda é a posição oficial dos Estados Unidos hoje em dia. Portanto, uma boa causa (acabar com a guerra, poupando milhares de vidas) justificou o uso de duas bombas atômicas (sacrificando também milhares de vidas). É claro que essa conta só faz sentido porque que as vidas sacrificadas eram japonesas e as vidas poupadas, em boa parte, eram de soldados americanos. 

Outro exemplo histórico é a conversão forçada dos judeus e árabes ao cristianismo, na Europa, durante a Idade Média. Acreditando estar fazendo o bem - dando acesso a essas pessoas á salvação - os governos e os líderes religiosos cristãos cometeram muitas atrocidades. Uma boa causa justificou atitudes terríveis, que mancharam a memória do cristianismo para sempre.

Outro exemplo interessante é a implantação a ferro e fogo das ideias de justiça social defendidas pelo comunismo. Isso levou a enormes abusos dos direitos humanos na União Soviética, na China e em Cuba, dentre outros países. Para forçar a igualdade social, propriedades foram confiscadas, pessoas presas e muito sofrimento foi gerado. 

O Brasil passou pela experiência de implantar uma boa causa a qualquer custo. Não importa o preço. Essas ideias ficaram evidentes durante as últimas eleições presidenciais. Sem dúvida essas eleições foram as mais polarizadas da história e assumiram dimensão de "guerra santa". Para cada um dos lados, os adversários eram os inimigos a ser esmagado. Muitas vezes os adversários eram comparados a Satanás e sua legião de demônios.

A boa causa (eleger o candidato preferido, aquele que iria "salvar" o Brasil) justificou qualquer coisa. Valeu divulgar fake news e calúnias, fazer agressões verbais e até físicas. Por causa disso amizades foram perdidas, famílias ficaram fraturadas, houve brigas dentre de igrejas e teve gente que até perdeu o emprego. Uma tristeza. 

A tolerância - a capacidade de aceitar e conviver com as diferenças de opinião - e o respeito ao próximo foram pelo ralo. Tudo em nome de conseguir uma vitória redentora.

Ora, o ensinamento da Bíblia é o amor ao próximo. Isso significa que você deve fazer com as outras pessoas aquilo que gostaria fosse feito com você mesmo/a. E ninguém quer passar por violência ou constrangimento de qualquer natureza, seja físico ou moral. Portanto, fazer isso com outra pessoa, qualquer seja a justificativa - mesmo uma boa causa - é um grande erro. Um verdadeiro pecado. 

Portanto, tenha em mente que nenhuma causa, mesmo aquela que pareça ser a melhor, justifica o uso de meios errados para conseguir sucesso. E isso vale até para a conversão de pessoas ou para tirá-las do mau caminho. 

Os fins que estão sendo buscados são importantes. Mas são igualmente importantes os meios usados para chegar até eles. 

Com carinho

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

O PROBLEMA DA CORRUPÇÃO NA VIDA DO CRENTE

Os últimos eleições colocarem em foco o problema da corrupção. Mas precisamos entender que a corrupção não é só aquela praticada pelos políticos em Brasília. Ela nasce e se enraíza a partir de pequenos atos do dia a dia, como dar dinheiro para evitar uma multa, comprar produtos falsificados, furar filas e por aí vai.

O povo cristão precisa estar atento a essa questão e entender que Deus espera de nós uma vida de santidade. Pequenas espertezas e desvios não são tolerados por Deus. A Bíblia ensina que "não devemos viver como os gentios", isto é não devemos viver como vivem aquelas pessoas que não têm Deus. A fé cristã precisa fazer diferença.

É sobre isto que a pastora Carol e a Alícia falam no seu mais novo vídeo - veja aqui.

Vejam outros vídeos recentes dessa dupla aqui e aqui.

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sábado, 5 de janeiro de 2019

TIRE O CAIM QUE HÁ EM VOCÊ

A história de Caim e Abel é bem conhecida. Caim, deixou que o ódio e a inveja entrassem no seu coração, apesar dos alertas de Deus, e isso levou-o a assassinar seu irmão, Abel. E as consequências para o assassino foram terríveis.

Essa história fala essencialmente do perigo que existe em se deixar dominar pelo pecado e agir com base em sentimentos errados. As consequências são sempre as piores possíveis. É preciso lutar para que a transformação aconteça na vida, colocando no lugar do ódio, inveja e outros sentimentos venenosos, o amor e a paz que o Espírito Santo traz.

É sobre isso que o Rogers fala no seu mais novo vídeo - veja aqui.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

PAI OU JUIZ: QUAL A MELHOR FORMA DE ENTENDER DEUS?

É mais correto entendermos Deus como um Pai ou um Juiz? Qual será a visão mais correta? Vamos analisar essa questão mais de perto.

O Deus que me ensinaram a conhecer na infância era muito diferente da da forma como Ele é normalmente visto nos dias de hoje. 60 anos atrás, Deus era tido uma figura severa, que tudo via e julgava. Era como se as pessoas vivessem na casa do "Big Brother", ou seja vigiadas o tempo todo. Deus era visto primordialmente como um Juiz e o medo do Juízo Final - a condenação ao inferno - era uma realidade bem presente. E não era por acaso que os sermões dominicais dos pastores falavam muito sobre isso. 

Mas houve uma grande mudança na forma de ver Deus e acredito para melhor, desde que deixemos alguns exageros de lado. O que prevalece hoje em dia é a figura de Deus como Pai. E os ensinamentos teológicos procuram aproximar as pessoas desse Pai e incentivar um relacionamento amoroso e agradável das pessoas com Ele. 

Basta ver os hinos que cantamos hoje em comparação com aqueles que cantávamos muito tempo atrás. Antigamente sempre apontavam para a distância que há entre Deus e os homens. Um hino famoso da época diz assim: "Santo, Santo, Santo, Deus onipotente ... Deus soberano, Excelso Criador". 

Onipotência, santidade absoluta, excelência e outros atributos ressaltados nesse hino não estão ao alcance dos seres humanos. Somos muito limitados em relação a esses padrões. A distância entre Deus e nós é gigantesca.

Já a maioria dos hinos atuais falam da relação das pessoas com Deus e da necessidade que elas têm da presença d´Ele. Em outras palavras, esses hinos procuram ressaltar aquilo que nos aproxima de Deus: seu amor, sua graça, etc. Um exemplo típico é o conhecido hino: "Se as águas do mar da vida quiserem te afogar, segura na mão de Deus e vai..." Repare como o tom é bem diferente.

Acho que isso é um avanço e por duas razões. Primeiro porque é muito mais fácil se aproximar e amar um Deus que é Pai. Ou seja, o cristianismo hoje chega de forma positiva aos corações e mentes das pessoas. Não age em cima do medo da condenação divina, mas apela para a alegria e a realização de ter a vida preenchida pela relação estreita com um Ser magnífico. 

Não há dúvida que as pessoas hoje se comportam de forma bem mais relaxada nas igrejas. E eu gosto de ver isso. Gosto de ver as pessoas rindo e brincando e se comportando como se estivessem na sua própria casa. Afinal, é isso mesmo que a igreja deve ser: o lar da família que está em Cristo. 

A segunda razão que me faz gostar dessa mudança é a percepção que existe um Pai a quem posso recorrer. Saber que existe um "colo" onde posso me recolher quando inseguro. E ter certeza que há alguém que se alegra com as minhas alegrias e se entristece com minhas derrotas.

Mas existe um problema com essa abordagem mais "light" de Deus: a falta de percepção da sua Majestade e Glória. Embora seja um Pai especial, Deus também é o criador de tudo que existe. E é um Ser sagrado e puro, que não suporta o pecado.

E a perda da percepção da nossa pequenez diante de um Ser tão fabuloso gera excessiva informalidade no trato com Ele. E também a percepção errada que Deus vai atender tudo que pedimos, como se fosse nosso auxiliar de luxo. Também perdoar sempre qualquer erro nosso, não importa o que viermos a fazer. 

E Deus definitivamente não funciona assim. Portanto, olhar para Deus dessa forma gera um relacionamento desequilibrado. Deus é Pai sim, mas um ser sagrado, puro e que não tolera o pecado. E pune o pecador que se recusa a mudar seu comportamento. Essa é uma visão mais equilibrada de Deus.

Com carinho

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

DECISÕES PARA O ANO NOVO

A passagem de ano costuma gerar a vontade de fazer um balanço da própria vida. Avaliar o que foi feito de certo, ou de errado, e decidir o que será preciso mudar. Aí é comum fazer uma lista de decisões para o ano novo. Coisas que a pessoa promete a si mesma fazer no ano que está para começar.

Por exemplo, começar a fazer aquela dieta para perder peso que já foi tantas vezes adiada. Ou ter disciplina para fazer exercícios físicos com regularidade. Ou ainda deixar de se acomodar e procurar um emprego melhor e mais desafiador. Pode ser também investir mais tempo na própria família. Ou mesmo fazer aquela viagem tão sonhada.

O mesmo ocorre na vida espiritual. Por exemplo, dedicar mais tempo para adquirir intimidade com Deus, através da oração e do estudo da Bíblia. Ou envolver-se mais nas obras de assistência social da igreja. Ou ainda abandonar algum "pecado de estimação". Ou mesmo conseguir perdoar determinada pessoa. 

As dificuldades
Decisões de ano novo carregam consigo uma série de dificuldades. Primeiro, elas são muito mais fáceis de tomar do que de concretizar. Afinal, há uma razão para que coisas de tanta importância ainda não terem sido feitas. Será preciso enfrentar o próprio comodismo, mudar as prioridades da vida, deixar de lado hábitos que trazem prazer (embora não seja saudáveis) e assim por diante. 

E essas mudanças podem até gerar incompreensão e insatisfação de quem está próximo (mas não compartilha do mesmo desejo de mudar). Por exemplo, estudar a Bíblia com seriedade toma tempo, que vai ser tirado de alguma outra atividade (provavelmente do lazer). O mesmo vai acontecer com a decisão se dedicar mais a obras de assistência social. E aí família, se não pensa da mesma forma e não participou da decisão, pode se sentir deixada de lado. E isso vai gerar problemas.

Outra dificuldade muito comum nas decisões de ano novo é traçar metas muito ambiciosas. Por exemplo, a pessoa decide perder logo 20 kg em apenas 2 meses. Se decidiu se envolver mais na obra de Deus, assume logo um monte de compromissos que vão ocupar quase todos os seus sábados e domingos futuros. Dá passos maiores do que as próprias pernas e depois se frustra por não conseguir os resultados que desejava.

Outra dificuldade habitual é assumir muitos compromissos de uma vez só. Querer mudar tudo de uma vez só. Fazer uma lista de dez ou mais coisas para mudar num único ano.
E depois fica muito complicado dar conta de tanta coisa ao mesmo tempo. E a pessoa vai deixando seus projetos pelo meio do caminho. 

Minha sugestão
É bom lutar para melhorar. E não há dúvida que usar o ano novo como forma de incentivo para mudar é uma coisa positiva. Mas é preciso fazer as coisas com sabedoria, para evitar os problemas que acabei de apontar.

Minha sugestão é que você escolha poucas metas e nenhuma delas muito ambiciosas. Não tente fazer muitas mudanças ao mesmo tempo, pois as chances de sucesso serão muito baixas. Tentar fazer tudo ao mesmo tempo pode levar você a não conseguir fazer nada.

As coisas importantes na vida são alcançadas passo a passo. Você aprende matemática ou uma nova língua ao longo de vários meses ou mesmo anos, um pouco a cada dia. E também é assim que você entra em forma física ou muda seus hábitos de alimentação. 

E o mesmo acontece na vida espiritual. Amar o próximo não se aprende de um dia para o outro. Ninguém passa a conhecer a Bíblia em profundidade da noite para o dia. E abandonar um "vício de estimação" requer muito esforço e luta. 

Portanto, escolha duas ou no máximo três coisas que você precisa melhorar. Algo coisa que afeta sua saúde ou atrapalha seus relacionamentos e alguma coisa que vai melhorar sua vida espiritual (como estudar a Bíblia). E concentre-se em realizar essas metas. 

E lembre-se de não tentar dar passos muito grandes. Por exemplo, não procure emagrecer tudo que precisa em apenas 2 meses. Como também não tente passar de nenhum tempo efetivamente dedicado ao estudo da Bíblia para uma hora diária de estudo. Você não vai conseguir. Comece com passos menores, como estudar a Bíblia duas vezes por semana ou emagrecer um kg por semana.

Atingido os objetivos traçados, aí sim você pode estabelecer objetivos novos. E o progresso que você tiver feito até ali certamente vai motivar e dar forças a você para dar outros passos. 

Com carinho