segunda-feira, 13 de maio de 2019

ORIENTE E OCIDENTE

Hoje vamos falar sobre tolerância. Vamos falar sobre a capacidade de conviver bem com as diferenças existentes entre as pessoas. E o que é ainda mais importante, sobre a capacidade de aceitar essas diferenças. De não usar essas diferenças para passar julgamento nos outros e muito menos ainda discriminar quem é diferente.

E para poder abordar essa questão, eu procurei lembrar das diferenças que existem entre as várias culturas existentes no mundo. E um bom exemplo é a comparação entre as culturas do oriente e do ocidente. As pessoas educadas nesses dois polos culturais pensam e agem de forma muito diferente. E em alguns casos, as diferenças chegam a causar espanto.

Quando nos deparamos com diferenças tão grandes, que se deixam mostrar nas mais diferentes áreas do comportamento humano, aparecem dúvidas. Quem está certo nesse ou naquele caso? Quem está errado ao fazer isso ou aquilo? Qual é forma correta de fazer uma coisa ou outra?

A Bíblia nos ensina que precisamos aprender a viver com a diferenças. Precisamos exercitar a nossa tolerância. E foi isso que o apóstolo Paulo ensinou num texto famoso de Romanos, no capítulo 14. O texto ensina uma coisa fundamental. Na verdade, não nos cabe julgar como as outras pessoas pensam e agem. E somente Deus pode fazer isso porque Ele vê o íntimo de cada pessoa. Mas, nós somos muito influenciados pelas aparências, pelo que parece ser a realidade. E, quando julgamos, acabamos por cometer injustiças.
E é sobre o tema tolerância, usando como base esse ensinamento de Paulo, que o Rogers fala no seu mais novo vídeo - veja aqui.
Veja outros vídeos recentes dele aqui e aqui.

sábado, 11 de maio de 2019

MODERNIZAR SEM PERDER A ESSÊNCIA

Frequento classes de escola dominical há mais de 50 anos e as aulas hoje em dia continuam a ser conduzidas exatamente como era feito a meio século atrás. Parece que as igrejas recusam a modernização. Não sabem que vídeo-games, tablets, celulares inteligentes e outras maravilhas da tecnologia moderna existem e podem ser muito úteis no ensino da Bíblia, o que é uma pena. Aliás, esse é um problema comum na vida das igrejas cristãs: a dificuldade em acompanhar a modernização das sociedades onde estão inseridas.

É claro que dá para continuar a ensinar o evangelho de Jesus Cristo da forma tradicional, mas, sem dúvida, fica muito mais difícil atrair a atenção de uma geração que cresceu acostumada à mídia áudio visual. 

E há um outro campo de ação onde a resistência à modernização é ainda mais grave: refiro-me ao campo das ideias. Basta lembrar, por exemplo, o que vem acontecendo com a igreja Católica, que perde membros na maior parte dos países por conta de sua ideologia antiquada, problema que foi recentemente reconhecido pelo próprio Papa Francisco. Vejamos alguns exemplos disso: excessiva centralização do poder, levando quase à paralisia da organização; tratamento dado ao líder máximo equivalente quase ao de um semideus, impedindo que os erros papais sejam apontados e questionados; e alienação das mulheres das posições de liderança, desperdiçando uma enorme quantidade de talento.

A falta de modernidade não é privilégio dos católicos, podendo ser encontrada também na maioria das denominações evangélicas. Um bom exemplo está relacionado com os ensinamentos sobre a família. Na esmagadora maioria das igrejas cristãs, quase todas as atividades e ensino são voltados essencialmente para o modelo familiar normal: um núcleo formado pelo pai (provedor), pela mãe (cuidadora) e pelos filhos e filhas do casal. 
E não há nada de errado com esse modelo familiar, mas ele representa apenas uma parte da sociedade brasileira, que se tornou bem mais complexa. Segundo os últimos dados estatísticos de que disponho, apenas 51% das famílias se enquadram no padrão tradicional. O restante conta com um único cabeça (pai ou mãe ou avó) e/ou mantém filhos oriundos de diferentes casamentos convivendo sob o mesmo teto. 

Ora, se quase todos os esforços das igrejas são dirigidos para um tipo de família que representa apenas metade do espectro social, isso quer dizer que a outra metade fica desatendida. Quase nada é feito para atender as suas questões específicas - por exemplo, como é para filhos de pais diferentes conviverem entre si?

Outros exemplos de idéias antiquadas são a proibição do uso de métodos anticoncepcionais, a teimosa defesa da tese que a mulher deve ser submissa ao marido (fruto de uma leitura distorcida dos ensinamentos de Paulo), ou ainda a demonização do divórcio, com frequência tornado equivalente ao adultério.

Ideias antiquadas causam o afastamento das pessoas das pessoas das igrejas, especialmente daquelas com maior capacidade de pensamento crítico E aí as igrejas vão aos poucos se tornando irrelevantes, deixando de impactar a sociedade onde estão inseridas.

A dificuldade para a modernização nasce no medo que muitas pessoas têm de mudar. E de serem rejeitadas por Deus por conta disso. Aí preferem se manter onde estão, seguindo as mesmas idéias e práticas por medida de segurança.

Não tenha medo de aceitar idéias que lhe pareçam novas, de sair da sua zona de conforto. Essa é uma necessidade real da vida. Afinal, aquilo que não muda, acaba por perder a vitalidade.

O outro lado da mesma moeda: não perder a essência
Agora, a modernização de idéias não pode ser feita às custas do abandono dos princípios fundamentais do cristianismo. Um bom exemplo desse tipo de erro é aceitar a tese que "todos os caminhos levam a Deus", para evitar parecer intolerante para a sociedade. Ora, a doutrina cristã estabelece com clareza que Jesus Cristo é o único caminho para a salvação do ser humano - e Ele mesmo nos ensinou isso. Deixar esse ensinamento de lado, para parecer "moderno", é comprometer a essência do cristianismo.

Outros exemplos importantes de compromissos que não deveriam ser feitos são a plena aceitação de práticas sexuais promíscuas, do aborto e do tratamento das igrejas como negócios.

Ao deixarem de lado as verdades básicas do cristianismo que parecem incômodas, as igrejas cristãs correm sério risco de ficarem parecidas demais com o mundo que as cerca. E aí elas perdem sua razão de ser, pois não mais conseguem servir de contraponto para o mundo, apontando suas falhas e lutando para corrigi-las.

Ficar parecido demais com o mundo significa, para o cristianismo, perder a "guerra" pelo coração e mente das pessoas. Afinal, em igualdade de condições, as pessoas quase sempre vão preferir o mundo às igrejas, pois o primeiro parece ser bem mais interessante.

Concluindo, não tenha medo de defender as idéias centrais do cristianismo. De parecer intolerante ou atrasado. De ser diferente do mundo que o cerca. Muitos cristãos passaram por esse mesmo desafio e conseguiram vencer. Mas, também não se deixe transformar num dinossauro, velho e ultrapassado. É preciso equilibrar as duas coisas.

Com carinho

quinta-feira, 9 de maio de 2019

O TEMPLO DE JERUSALÉM

O templo de Jerusalém era o local mais sagrado para o povo de Israel. O centro da religião judaica. E somente nesse Templo podiam ser feitos sacrifícios e outras cerimônias demandadas pela Lei Mosaica (a Torah). 

Por causa disso, Jerusalém era o local de grandes romarias durante as festas religiosas, como a Páscoa e o dia do Perdão - vinham judeus de toda parte do mundo para congregar ali. 

Muitas passagens do ministério de Jesus se deram nesse Templo - milagres, pregações, discussões teológicas com sacerdotes e doutores da lei e a expulsão dos vendedores que faziam seu comércio do Templo de Jerusalém e exploravam a fé do povo. 

Não é possível entender bem os textos do Novo Testamento sem ter noção clara do papel fundamental que o Templo de Jerusalém tinha naquela época.

A origem do Templo
Quando o povo de Israel saiu do Egito, liderado por Moisés, Deus ordenou ao povo que fabricasse uma tenda, que passou a ser usada como um templo portátil (Êxodo capítulo 36). 

Essa tenda, também chamada de Tabernáculo, foi montada em cada lugar onde Israel acampou durante suas andanças pelo deserto do Sinai. O Tabernáculo foi a primeira construção humana onde a glória do SENHOR se fez presente (Êxodo capítulo 40).

Quando Israel passou a habitar na Terra Prometida, o Tabernáculo foi instalada de forma permanente na cidade de Shiló e continuou a ser o centro da religião israelita. Mas, alguns séculos depois, quando Davi já tinha se tornado rei de Israel, a cidade de Jerusalém foi conquistada e elevada à condição de capital do reino. Aí Davi decidiu levar o Tabernáculo para Jerusalém, para marcar o status daquela cidade. 

O Templo de Salomão
Anos depois, Davi teve a ideia de construir um Templo para substituir o Tabernáculo, entendendo que Deus merecia uma “moradia” mais digna do que uma simples tenda. Essa tarefa, entretanto, somente foi levada adiante cerca de 30 anos depois, pelo filho de Davi, Salomão. O fruto desse esforço é chamado de "Primeiro Templo" ou "Templo de Salomão". 

Ele foi construído num monte que ficava no centro de Jerusalém - a tradição diz ter sido esse o mesmo local onde Abraão foi sacrificar seu filho, Isaque, por ordem de Deus. Próximo ao Templo, Salomão construiu também um palácio para si e outro para sua principal esposa, filha do faraó do Egito.

O Templo de Salomão, seguindo a orientação de Deus, era formado por 5 partes: 
  • O pátio externo onde eram conduzidos sacrifícios de animais e a liderança religiosa se dirigia ao povo.
  • O átrio (hall de entrada), ainda externo à construção principal, demarcado por duas enorme colunas de sustentação.
  • O Santo Lugar, um primeiro cômodo, já dentro do edifício principal, onde ficavam o incensório (local para queimar incenso), uma mesa com doze pães (representando as doze tribos de Israel) e o famoso candelabro de sete braços.
  • O Santo dos Santos, que era um segundo cômodo, separado do primeiro por uma cortina decorada, onde ficava apenas a arca da Aliança.
  • Construções auxiliares para guardar alimentos, instrumentos de culto, riquezas, etc.

O povo podia acessar apenas o pátio externo do Templo, sendo que os homens ficavam na frente e as mulheres atrás. 

No Santo Lugar só entravam os sacerdotes, que se revezavam 24 horas por dia na queima de incenso e nos louvores. Somente o sumo-sacerdote podia entrar no Santo dos Santos e uma única vez por ano, no dia do perdão (Yom Kippur). Essa determinação era tão séria que o sumo sacerdote era amarrado por uma corda, para ser puxado caso não conseguisse sair sozinho. A razão para tal restrição era simples: o Santo dos Santos estava cheio da glória de Deus.

A estrutura do Templo era de pedra e madeira, mas a face interna do edifício principal era forrada com placas de ouro. Também eram desse mesmo metal todos os utensílios usados no Santo Lugar e no Santo dos Santos. 

A restauração do Templo
Cerca de 400 anos depois da construção do Templo, a cidade de Jerusalém foi invadida e saqueada pelos babilônios e toda a liderança judaica foi levada para o exílio. 
Cerca de 50 anos depois, após a Babilônia ter sido conquistada pelos persas, um grupo de judeus foi autorizado a voltar para Jerusalém, sob a liderança de Neemias. Esse grupo reparou as muralhas da cidade e restaurou, da melhor forma que pode, o Templo original, para permitir que a vida religiosa do povo fosse normalizada.

O Segundo Templo 
Cerca de 500 anos depois dessa restauração, já nos tempos do rei Herodes - o mesmo que tentou matar Jesus quando bebê -, esse rei resolveu construir um Templo maior e mais luxuoso. 

Herodes não tinha 100% de sangue judeu e era muito rejeitado pela população e imaginou que a construção do novo Templo lhe traria legitimidade junto ao povo. O resultado dos seus esforços é chamado de "Segundo Templo" ou "Templo de Herodes". Foi essa versão do Templo que Jesus conheceu.

O rei começou o projeto alargando a esplanada onde o Templo de Salomão tinha sido construído. Para isso foi preciso construir muros muito altos e fazer um enorme aterro - são essas as muralhas que podem ser vistas hoje. A muralha que fica no lado ocidental é o local hoje conhecido como "Muro das Lamentações", onde os judeus vão orar.

O Templo de Herodes era magnífico, revestido de mármore branco por fora e de ouro nas paredes internas. A construção brilhava à luz do sol. 

A nova versão do Templo conservou a mesma organização básica da construção original (pátio, átrio, Santo Lugar, Santo dos Santos) e os edifícios auxiliares foram muito ampliados.

Herodes levou algumas décadas para concluir o novo Templo e morreu sem ver a obra pronta. Ainda havia trabalhos ocorrendo ali no tempo de Jesus (Marcos capítulo 13, versículos 1 e 2)

A situação hoje 
Cerca de 40 anos depois da morte e ressurreição de Jesus, o povo judeu se revoltou contra os romanos e foi reprimido - a revolta durou 4 anos. No ano 70 da nossa era, o Templo foi destruído pelas tropas do general Tito, que saquearam todas as riquezas ali acumuladas. O saque foi tão rico que custeou a construção do Coliseu em Roma.

O chamado Monte do Templo - a tal esplanada onde o Templo ficava - ficou longo tempo abandonado e muito material foi retirado dali para ser usado em outras construções. Somente quando os muçulmanos, chefiados por Saladino, conquistaram Jerusalém, já na Idade Média, é que o lugar voltou a ter status especial, pois a tradição islâmica estabelece que Maomé subiu aos céus a partir da rocha que estava na base do Templo. 

Por causa disso, nessa mesma esplanada foram construídas duas mesquitas muito importantes - "Aksa" e "Domo da Rocha", sendo que essa última está situada exatamente onde o Templo ficava.

O Monte do Templo (ou Esplanada das Mesquitas, como os muçulmanos preferem chamar) está hoje sob controle de Israel, mas a administração do local é muçulmana. E não podem ser feitas escavações arqueológicas ali, pois elas iriam danificar as mesquitas. Certamente tais pesquisas iriam encontrar coisas extraordinárias, mas a situação política impede tal tipo de trabalho. Os estudos arqueológicas atuais, portanto, se concentram na região externa, fora dos muros que demarcam a esplanada. 

Os judeus e certos cristãos mais radicais desejam construir o Terceiro Templo, mas os muçulmanos se opõem, porque isso significaria a destruição das suas mesquitas sagradas. E o impasse permanece até hoje, sendo uma fonte de tensão constante. Alguns chegam a afirmar que por causa disso irá acontecer a terceira guerra mundial. Esperemos que não.

Com carinho

terça-feira, 7 de maio de 2019

VAMOS FALAR SOBRE ESPERANÇA?

Vamos falar hoje sobre esperança. O que ela é? Como trabalhar para mantê-la acesa? O que a Bíblia nos ensina a esse respeito? 

Esperança é fundamental porque ela é que nos dá condições para levantar da cama a cada manhã e enfrentar todas as batalhas que a vida coloca na nossa frente. É ela que nos dá motivação para seguir em frente. 

Mas onde deve estar nossa esperança? No nosso trabalho? Nas pessoas que amamos? Nas nossas realizações? A Bíblia nos ensina que ela não deve estar em nenhuma dessas coisas, pois todas são finitas - têm começo, meio e fim. E nenhuma delas é segura.

Nossa esperança deve estar em Deus, pois Ele é fiel, nos ama, não passa, enfim, estará sempre lá, disponível para nós.

É sobre isso que a pastora Carol e a Alicia falam no seu mais novo vídeo - veja aqui

Veja outros vídeos recentes da pastora Carol e a Alícia aqui e aqui.

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domingo, 5 de maio de 2019

CADEADOS DO AMOR

Em Paris há uma ponte que carrega os cadeados do amor. São centenas e centenas de correntes fechadas com cadeados que os enamorados amarram na estrutura da ponte, trancam e jogam a chave fora. São tantos os cadeados, que a Prefeitura de Paris teve que removê-los por causa do risco de gerar peso em excesso e derrubar a estrutura da ponte.

Os cadeados do amor humanos não garantem a permanência dos sentimentos e das relações. Frequentemente, os amores professados como sendo para sempre, acabam de forma melancólica, em meio a mágoas e recriminações. 

Mas, há um amor que é para sempre. Que não é afetado por mágoas e erros. É um amor que permanece para sempre. Refiro-me ao amor de Deus, conforme é ensinado pelo apóstolo Paulo na carta aos Romanos. 

E é sobre isso que falo no meu mais novo vídeo - veja aqui.

Veja outros vídeos recentes meus aqui e aqui.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

DOMINGO: DIA DO SENHOR OU DO LAZER?

Tempos atrás, um amigo fez uma pergunta interessante: será que o domingo é o dia da semana que gera mais acessos no site? Fiz uma pesquisa, usando as diversas ferramentas de medição de tráfego, que o próprio site proporciona e tive uma surpresa: o site é mais acessado nas quartas ou quintas feiras, à noite, e menos acessado aos domingos. E há uma variação de 15 a 20% entre os dias mais e os menos acessados. 

Reflita sobre o que acabei de falar: o domingo, o ”dia do Senhor”, o dia da semana que devia ser separado para Ele, é justamente o dia em que parece haver menos interesse em discutir as coisas relacionadas com a fé cristã. Como explicar esse paradoxo? 

A primeira resposta que me ocorreu, foi que as pessoas costumam ficar ocupadas com muitos compromissos pessoais – compras, lazer, festas, etc – durante o fim de semana, sobrando menos tempo para dedicar a questões religiosas. Por outro lado, é durante os dias úteis que as pessoas estudam, trabalham, gastam muito tempo no trânsito e, certamente, ficam mais cansadas. Portanto, a resposta relacionada com a falta de tempo não me satisfez muito. 

Aí lembrei-me de um artigo que saiu no jornal New York Times, em 29/09/11, onde foi discutido o estado de espírito das pessoas ao longo da semana. A Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, fez um longo estudo para determinar como esse estado de espírito variava e usou como matéria prima os conteúdos das mensagens que as pessoas enviaram usando a ferramenta Twitter. 

Os técnicos analisaram cerca de 2 milhões de mensagens, enviadas por pessoas de 84 países, incluindo o Brasil. Mensagens com palavras positivas foram tratadas como indicadores de estado de espírito mais positivo – o que estou denominando de "bom humor". O inverso vale para as mensagens fazendo uso de palavras negativas. Os resultados obtidos foram muito interessantes e bastante lógicos: 
  • O estado de espírito das pessoas vai piorando ao longo da semana e chega ao ponto mais baixo por volta de quinta feira à tarde (naqueles países onde a sexta-feira é o último dia útil da semana). 
  • Os momentos de maior "bom humor" são a sexta à noite, o sábado à noite e o domingo durante o dia. 
  • No domingão, o astral começa alto e continua assim durante o dia. Depois cai lentamente até o fim da noite. Mas esse é o dia de humor mais alto. 
  • Nos dias úteis, o "bom humor" atinge seu ponto mais baixo à tarde, melhorando um pouco à noite.
Comparando o acesso ao site com o resultado desse estudo, encontrei uma correlação interessante: quanto maior o "bom humor", menor o acesso ao site. E quando o "bom humor" cai, o acesso ao site sobe. Em outras palavras, as pessoas ficam mais predispostas a refletir sobre as coisas relacionadas com Deus quando estão por baixo. Quando estão se sentindo bem, isso importa menos. Simples assim.

E essa é a percepção da Bíblia quanto ao comportamento humano. O texto bíblico ensina que as pessoas tendem a se aproximar de Deus quando estão em sofrimento e se afastam d´Ele quando estão bem. Nas crises, as pessoas vão para junto de Deus e querem sua presença a cada momento do seu dia, pois se sentem perdidas e vulneráveis. Nos momentos bons, preferem curtir sua vida e agem como se não precisassem muito de Deus.

É exatamente por isso que ter o domingo como o dia dedicado a Deus vem perdendo apoio entre os cristãos. E as igrejas não vem conseguindo mudar esse estado de coisas.

Mas, se Deus reservou um dia para que os seres humanos dedicassem a Ele, alguma razão importante havia por trás dessa decisão. E a explicação é relativamente simples: não é possível construir uma boa relação com alguém sem dedicar "tempo de qualidade" para essa pessoa. E, por "tempo de qualidade", refiro-me aos momentos em que estamos bem, descansados, sem pressa e em condições de curtir bem o relacionamento - exatamente como a maioria das pessoas parece estar no domingo. 

Tudo isso aponta para um grande erro da sociedade moderna. As pessoas vêm cada vez mais preferindo seu lazer ao relacionamento com Deus. E dedicam a Ele o tempo que lhes sobra, nunca os melhores momentos. E depois não sabem porque seu relacionamento com Deus não progride.

Nunca deixe de separar "tempo de qualidade" para estar com Deus, orando, louvando, estudando sua Palavra, etc. E os dados indicam que o domingo parece ser o melhor dia para isso. E pode ter certeza que dedicar a Deus seu domingo será o melhor uso possível desse dia. 

Com carinho

quarta-feira, 1 de maio de 2019

A IMPORTÂNCIA DA BÍBLIA

Você precisa aprender a dar mais valor à Bíblia. Hoje é fácil e barato ter acesso ao texto bíblico, que pode ser baixado de graça, em diferentes traduções, através de vários aplicativos para celular. Ficou tão fácil que há uma tendência de deixar de reconhecer seu valor e perdemos a noção de como somos afortunados por ter acesso tão fácil a um texto que é simplesmente a Palavra de Deus. 

Apresento abaixo uma série de citações de pensadores cristãos refletindo justamente sobre a importância da Bíblia para todos nós. Leia com atenção e procure refletir sobre o depoimento dessas pessoas:
O livro que deve ser lido não é aquele que pensa por você, mas aquele que faz você pensar. Nenhum livro iguala a Bíblia nesse aspectoJames McCosh (escritor)
Um homem honesto consigo mesmo, que abrir a Bíblia, certamente vai descobrir muito rapidamente o que está errado com ele mesmo. A. W. Tozer (teólogo) 
A inspiração por Deus e a autoridade da Bíblia constituem a rocha sobre a qual nossa fé está apoiada. Sem isso, seríamos condenados à incerteza, à dúvida e à busca sem esperança, na escuridão da especulação humana. Sam Storms (teólogo)
Não acreditar em Deus porque você acha o conteúdo da Bíblia desagradável, seria como não acreditar que George Lucas existe porque você não gosta do filme “Guerra nas Estrelas. G. S. West (escritor)
Não conheço nenhum achado arqueológico, que tenha sido cientificamente confirmado, contradizendo a Bíblia. Ela é o livro histórico mais correto que o mundo já viu. Dr. Clifford Wilson (arqueólogo)
Algumas pessoas ficam aborrecidas por causa das passagens da Bíblia que não entendem, mas as passagens que me aborrecem são justamente aquelas que entendo. Mark Twain (escritor) 
A Bíblia, de forma maravilhosa – sem dúvida, por conta da graça sobrenatural –, sobreviveu a todos os seus críticos. Quanto mais eles tentam eliminá-la ou desconsiderá-la, melhor leitura ela se torna. Charles Colson (escritor) 
Nós falhamos em nosso dever de estudar a Palavra de Deus não porque ela é difícil de entender, nem porque seja cansativa ou aborrecida, mas porque é nossa obrigação. Nosso problema não é falta de inteligência ou paixão e sim sermos preguiçosos. R C Sproul (teólogo) 
A evidência para os escritos do Novo Testamento é muito maior do que a evidência para os escritos clássicos de diversos autores importantes, que ninguém ousa questionar. Se o Novo Testamento fosse uma coleção de escritos seculares, sua autenticidade seria considerada além de qualquer dúvida. É curioso que os historiadores estejam muito mais seguros em confiar no Novo Testamento que muitos teólogos. F. F. Bruce (especialista em Novo Testamento) 
A Bíblia foi escrita ao longo de quase 2.000 anos, tanto em épocas de guerra como de paz; por reis, médicos, coletores de impostos, fazendeiros, pescadores, cantores e pastores de ovelhas. É maravilhoso que uma coleção de textos como essa possa possa ser tão coerente, tendo sido produzida por um grupo tão diverso de pessoas, ao longo de um período de tempo que desafia a imaginação. Casting Crowns (escritor)
Você precisa aprender a dar mais valor à Bíblia. Dedique tempo para lê-la e estudá-la com atenção. Você só terá a ganhar com isso.

Com carinho