sexta-feira, 14 de junho de 2019

APRENDENDO A AMAR A DEUS

Amar a Deus de todo coração e entendimento, como a Bíblia ensina, não é tarefa simples. Afinal, trata-se de construir um relacionamento com um Ser especial: é um espírito e possui características muito diferentes das nossas. 

Então, como fazer para aprender a amar a Deus? Vou começar a resposta recorrendo a uma metáfora. Imagine que dois jovens (João e Maria) se conhecem e demonstram interesse um pelo outro. Como é normal, começam seu relacionamento de forma exploratória. Encontram-se algumas vezes para conversarem e se conhecerem melhor, fazem alguns programas juntos e assim por diante. E vão construindo seus laços afetivos aos poucos.

Nesse processo vão juntando informações sobre as duas famílias, sobre o passado amoroso de cada um, os gostos individuais (comida, música, lazer, etc), os sonhos, as convicções religiosas e até o time de futebol preferido dos dois. Tudo isso vai ajudar a cada um dos dois a compor um quadro mental sobre quem é a outra pessoa, com quem está tentando se relacionar.

Agora, imagine que João, embora tenhas boas intenções, diga para Maria: "Não vamos perder tempo com toda essa conversa para tentar nos conhecer. Vamos aproveitar nosso tempo de outra forma, mais produtiva". Como você acha Maria iria reagir? Tempos atrás fiz uma pesquisa com várias moças que conheço fazendo para elas essa mesma pergunta. Todas, sem exceção, disseram que não concordariam com tal tipo de proposta. E a razão é simples: o conhecimento sobre a outra pessoa é imprescindível para construir um bom relacionamento. Em outras palavras, amor e conhecimento andam juntos. É preciso conhecer a outra pessoa para que o amor por ela possa crescer e se solidificar. 

Agora, como você pode imaginar que vai conseguir amar a Deus se não o conhece de fato? Vamos supor que você somente saiba sobre Ele aquelas coisas bem básicas: Deus é um Ser eterno, onipotente, onisciente, etc. Ora, isso é pouco. Muito pouco. Saber somente isso sobre Deus seria igual a Maria, a moça do meu exemplo, conhecer apenas a idade, o estado civil e onde João mora. Ela precisa saber muito mais para conhecer João de verdade.

E assim também deve ser com Deus. O conhecimento real sobre Ele precisa incluir, por exemplo, a noção sobre o que Ele gosta, ou não gosta, em você, o que o alegra e assim por diante. 

Mas, como juntar esse conhecimento? Há duas fontes para obter as informações necessárias, que se complementam entre si. A primeira delas é a Bíblia. Existe nesse livro um tesouro de informações sobre Deus, que foram contadas (reveladas) por Ele mesmo para diferentes pessoas.

É claro que a Bíblia não contém tudo que se pode saber sobre Deus e nem poderia, pois Ele é um Ser infinito. Até porque há coisas que Deus não nos revelou, o que chamamos de mistérios. Mas, a Bíblia guarda informações suficientes para você poder construir um relacionamento sólido com Deus.

Porém, não se esqueça que você só vai conseguir essas informações se estudar o texto da Bíblia e ouvir pregações e palavras com base nela. 

A segunda fonte de informação sobre Deus é o Espírito Santo, que fala diretamente com você. Trata-se daquela "pequena voz" que fala à sua consciência, advertindo, incomodando e cobrando. É o Espírito Santo que lhe diz se você está caminhando na direção certa, se está agradando a Deus. 

Mas, uma conexão forte com o Espírito Santo somente pode ser estabelecida com quem pediu para que Ele estivesse presente na própria vida. Esse é o pré-requisito básico. Isso é conseguido quando uma pessoa se converte e decide seguir nos caminhos de Deus.

Concluindo, se você quer aprender a amar a Deus, trate primeiro de conhecê-lo. Não perca nenhuma oportunidade de estudar a Bíblia e refletir sobre ela. E peça a presença do Espírito Santo na sua vida. E sempre se mantenha aberto(a) e receptivo à sua voz.

E será a partir desse conhecimento de Deus, que você poderá então ir construindo, passo a passo, uma relação real e forte com Ele. E isso irá transformar sua vida. Pode ter certeza.

Com carinho

quarta-feira, 12 de junho de 2019

FLERTANDO COM O OCULTISMO

Ninguém sabe com certeza como será seu futuro, dentro da ordem natural das coisas, exceto se receber uma revelação sobrenatural, como uma profecia. O futuro está oculto para nós.

E isso causa ansiedade às pessoas, pois elas querem ter certezas e controlar seu futuro. Elas queremos evitam, ou pelo menos limitar, as coisas ruins e garantir que coisas boas aconteçam mesmo.

Deus fala sobre o futuro de duas formas. A primeira delas é através de revelações feitas na Bíblia. O texto bíblico está cheio de revelações sobre o futuro - por exemplo, o livro do Apocalipse trata quase exclusivamente de como será o final dos tempos. Mas, as pessoas não dão muito valor para essas informações pois os fatos ali tratados parecem muito distantes. As revelações do Apocalipse são genéricas, valendo para a humanidade como um todo. As pessoas anseiam mesmo é por saber sobre o que vai acontecer individualmente com elas.

A outra forma de saber sobre o futuro é através de profecias individuais. São revelações de Deus relacionadas com o futuro específico de uma ou mais pessoas. E Deus usa profetas - pessoas que têm certo dom espiritual - para mandar essas mensagens. Eu mesmo já recebi diversas profecias e todas se cumpriram fielmente.

Agora, as profecias aparecem apenas quando Deus quer. Elas vem no tempo e de acordo com a vontade d´Ele. E isso não satisfaz muita gente. Essas pessoas querem saber sobre seu futuro no seu próprio tempo e de acordo com sua vontade. 

Por isso, a ansiedade sobre o futuro permanece para muita gente. E esse vazio existencial acaba sendo preenchido por práticas como carta de tarô, jogo de búzios, consulta a horóscopo, conversas com espíritos de mortos, etc. Esses práticas têm por objetivo dar às pessoas acesso às informações que desejam, relacionadas com seu futuro. E como o futuro está oculto, essas práticas são conhecidas como ocultismo. E participar desse tipo de prática é o que chamei de flertar com o ocultismo. 

É surpreendente perceber quantas pessoas que se dizem cristãs frequentem cartomantes, adivinhos/as ou ou consultam espíritos de pessoas mortas. É comum também a prática de "simpatias" as mais diversas para afastar mau olhado e trazer sorte. Tem gente que acredita no poder dos cristais ou seguem fielmente os horóscopos.

E acham que não há qualquer mal em fazer isso, pois elas não fazem isso com má intenção. Não querem prejudicar ninguém ou mesmo buscar obter vantagens indevidas. O problema é que há sim perigo em flertar com o oculto.

A razão para o perigo
O ocultismo não é um caminho sancionado por Deus. E a Bíblia é clara quanto à proibição das práticas ocultas (ver Deuteronômio capítulo 18, versículos 10 a 12).

Raciocine comigo: se essas práticas não são sancionadas por Deus, quando alguém recebe uma revelação sobre o futuro por meio do ocultismo, de onde essa informação veio? Não pode ter vindo do próprio Deus. 

Por mais que a gente relute em aceitar isso, se a informação não veio de Deus, isso não pode ser uma coisa boa. E é aí que mora o perigo. É expor-se a grande risco. 

Muita gente boa pratica o ocultismo por ignorância ou mesmo por estar iludida. Muitas pensam até estar praticando o bem. E precisamos ter amor por essas pessoas, respeitando-as e tratando-as com dignidade. 

Bíblia é bem clara ao ensinar que a "luta" dos/as cristãos/ãs não é contra "carne e sangue", as pessoas que seguem caminhos errados. Nossa luta é contra as "divindades e potestades", as forças más que estão por trás dessas práticas (Efésios capítulo 6, versículo 12). Nunca devemos nos voltar contra as pessoas e sim contra as práticas do ocultismo. São elas que precisamos combater e evitar.

Concluindo, nunca flerte com o oculto, nem mesmo através de coisas que pareçam ser bobas e inofensivas. Mantenha sua mente e prática de vida distantes desse tipo de coisa. Será muito melhor para você.

Com carinho

segunda-feira, 10 de junho de 2019

DEUS ESCREVE CERTO POR LINHAS TORTAS?


Será que Deus escreve certo por linhas tortas? Muita gente pensa assim e vamos discutir o que há de verdade nesse ditado popular.

Cerca de 40 anos após a morte e a ressurreição de Cristo, um médico convertido ao cristianismo, chamado Lucas, resolveu fazer um relato sobre os aspectos mais importantes da vida terrena de Jesus. Essa ideia não era uma ideia nova, pois outras pessoas, como João Marcos e Mateus, já tinham produzido relatos similares. 

Lucas foi o único autor não judeu (gentio) da Bíblia e ele introduziu uma novidade importante no relato que fez: dividiu seu texto em duas partes, sendo a primeira delas voltada a contar a vida de Jesus (o Evangelho de Lucas), enquanto a segunda parte fala do início da história cristã (Atos dos Apóstolos). Veja como ele começou os seus dois livros:

“...a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem, para que tenhas plena certeza das verdades em que fostes instruído.” Lucas, capítulo 1, versículos 1 a 4
"Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e ensinar até o dia em que, depois de haver dado mandamentos por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera, foi elevado às alturas..." Atos dos Apóstolos, capítulo 1, versículos 1 e 2
A contribuição magistral de Lucas foi entender que uma percepção mais ampla dos ensinamentos básicos do cristianismo somente seria obtida ao olhar não somente para aquilo que Jesus viveu e ensinou, mas também para os frutos do seu ministério, ou seja, a igreja cristã.

Lucas dedicou os dois volumes da sua obra a um homem chamado Teófilo, conforme comprovam as citações acima. Teófilo devia ser homem importante - vem daí o tratamento de “excelentíssimo” dado por Lucas.

Lucas tinha uma mente organizada, fruto da sua formação como médico, e quis fazer “uma exposição em ordem" dos fatos para dar a Teófilo entendimento pleno sobre o que tinha acontecido. E também para que esse homem tivesse "plena certeza das verdades em que fora instruído”. Esta declaração nos permite concluir que Teófilo já tinha sido discipulado na doutrina cristã, mas ainda guardava dúvidas, coisa normal.

Teófilo é um nome grego e quer dizer "amigo de Deus". Provavelmente, ele também não era judeu, mas sim um dos muitos gentios que se aproximaram do judaísmo e aceitaram Jesus, como Salvador.

Teófilo devia conhecer bem os ensinamentos da filosofia grega. Ora, na visão filosófica grega não havia espaço para o conceito de ressurreição, conforme pregava o cristianismo. O apóstolo Paulo esbarrou exatamente nessa dificuldade quando pregou em Atenas (Atos dos Apóstolos capítulo 17, versículos 32 a 34).

O texto de Lucas não explicita isso, mas provavelmente era essa a raiz das dúvidas de Teófilo. Curiosamente, a Bíblia não conta se Teófilo superou suas dúvidas e tornou-se um cristão convicto. Mas se levarmos em conta a qualidade dos textos que Lucas produziu, as chances dessa conversão ter ocorrido são muito boas.

Essa história nos permite refletir sobre os planos de Deus: eles vão muito além da nossa percepção e imaginação. O verdadeiro legado de Lucas não foi tirar as dúvidas de Teófilo e ajudar a convertê-lo. O fruto verdadeiro da sua obra foi muito além disso. O conjunto de livros que ele escreveu tem servido de fonte de ensinamentos inesgotáveis para bilhões de cristãos, ao longo da história.

Lucas foi inspirado por Deus para escrever um texto cujo objetivo parecia ser ajudar um homem com dúvidas e a obra que ele escreveu alcançou uma importância poderia ter imaginado. Os planos de Deus nunca podem ser inteiramente alcançados pelas mentes humanas.

Sendo assim, o ditado popular que citei no começo deste texto deveria ser reescrito. "Deus escreve certo por linhas aparentemente tortas". As linhas traçadas por Deus só parecem tortas porque não conseguimos entender aquilo que Ele quer fazer. Onde quer chegar. E como vai fazer para atingir seus objetivos. 

Assim, foi com Lucas e assim acontece com você ou comigo. Deus pode usar cada pessoa de maneira absolutamente inesperada.

Com carinho

sábado, 8 de junho de 2019

NÂO É PARA VOCÊ


Não é para você. Este é o tema do mais novo vídeo do Rogers. Nele, o Rogers fala sobre uma grande verdade: a obra de Deus é feita como uma cadeia de atividades. cada atividade é um elo da cadeia. Eu faço determinada coisa, mas os frutos da minha ação somente vão ser colhidos e ampliados mais adiante, normalmente por outras pessoas.

E foi assim que aconteceu com Davi. Foi esse rei que teve a ideia de fazer um Templo para colocar a arca da aliança. Mas, não foi ele quem pode desenvolver essa construção. Davi fez todo o trabalho preparatório - tomou a decisão, arrumou o local, juntou recursos e assim por diante. Mas, a iniciativa somente veio a frutificar, com a efetiva construção do Templo, nas mãos de seu filho, Salomão. E foi Salomão que acabou passando para a história como o construtor do Templo em Jerusalém.

Mas, isso não importa na obra de Deus. O importante é cada um/a de nós fazer sua parte. Não é importa se o resultado não for para você. Dê sua contribuição, com toda a dedicação e sinceridade. E, lá na frente, os frutos da obra feita vão realmente ficar visíveis.
É sobre isso que falo no meu mais novo vídeo - veja aqui.
Veja outros vídeos recentes meus aqui e aqui.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

O QUE EU FAÇO COM AQUILO QUE NÃO QUERO DE FAZER?

Ser cristão envolve fazer uma série de coisas que passam a ser obrigatórias, de acordo com a doutrina cristã estabelecida. Por exemplo, ler a Bíblia, ir à igreja, orar, perdoar, dar o dízimo e assim por diante. Mas, como eu faço para aprender a gostar de fazer coisas que não quero fazer? E essa dúvida vale para todos nós, tanto para mim, como também para você.

Então, como aprender a gostar de fazer coisas com as quais não se está acostumado/a e, portanto, ainda não são hábitos de vida? Em outras palavras, como promover uma mudança de hábitos na própria vida? Esse é um enorme desafio.

Mas, vencer esse desafio é uma coisa que todo cristão precisa conseguir fazer. É preciso incorporar à vida novos hábitos, estabelecidos pela doutrina, bem como, eliminar completamente hábitos já estabelecidos, mas que não são compatíveis com uma vida cristã verdadeira. 

E é sobre isso que a pastora Carol e a Alícia falam no seu mais novo vídeo: como aprender a gostar de coisas que, a princípio, eu não quero fazer? Veja aqui.
Veja outros vídeos recentes da pastora Carol e da Alícia aqui e aqui.
Veja a página da pastora Carol no Instagram aqui.

terça-feira, 4 de junho de 2019

LIDANDO COM O ESGOTAMENTO ESPIRITUAL

Hoje vou falar sobre uma coisa muito importante, que pode acontecer na vida de qualquer cristão: esgotamento espiritual.

Certa vez, conversei com uma senhora que residia numa favela próxima à igreja que eu frequentava. Ela tinha acabado de perder tudo que tinha num incêndio criminoso. E estava passando por esse infortúnio pela segunda vez na sua vida. 

Durante nossa conversa, sentados numa sala vazia da igreja, aquela mulher confessou estar cansada de lutar. Sua família tinha levado muito tempo para conseguir se recuperar do primeiro incêndio e agora perdia tudo de novo. Ela me contou ter a sensação de haver escalado uma montanha alta, com grande dificuldade. E quando chegou no topo e pensou ser hora de descansar, percebeu haver à sua frente outra montanha, ainda maior, a ser conquistada. E, como seria natural, perdeu o rumo. Sentiu um enorme cansaço. E sua fé em Deus ficou abalada, pois lhe pareceu ter sido esquecida por Ele.

Esse tipo de situação é muito comum. Muito mais do que você possa imaginar. Eu mesmo já passei por isso. Por isso acho que vale a pena discutir o que fazer quando esse tipo de cansaço bate às nossas portas.

Esgotamento espiritual
Esgotamento espiritual é exatamente esse sentimento de cansaço e a percepção que a própria fé está sendo testada além dos limites do razoável. É ainda o sentimento que a própria fé não será suficiente para escalar a próxima "montanha", vencer o próximo desafio.

Eu me senti assim cerca de 20 anos atrás. Lembro-me de ter dito para meu pai, numa tarde em que ficamos conversando no escritório dele: "pai, tem problema demais e Vinicius de menos".

Algumas coisas me ajudaram a sair daquela situação, como os conselhos do meu pai. E também estudar o caso do profeta Elias, que passou exatamente pelo mesmo tipo de problema. 

Na época de Elias, Israel era governado por um rei infiel a Deus, que permitiu a proliferação do culto pagão a Baal, professado pela sua esposa, Jezebel. Esse profeta precisou enfrentar sozinho cerca de 400 sacerdotes de Baal, num evento público, ocorrido no monte Carmelo. Foi uma batalha espiritual de grandes proporções e Elias venceu (1 Reis capítulo 18, versículos 20 a 43).

Assim que acabou aquela batalha, Elias foi informado que a rainha Jezebel tinha jurado matá-lo. E percebeu que seus problemas não tinham acabado. Tornarem-se maior ainda. E o esgotamento espiritual chegou na sua vida.

Elias fugiu para a região do monte Sinai. E estava tão exausto que nem queria comer. Foi preciso que Deus mandasse anjos trazer-lhe comida. Aí Deus falou com Elias, de forma amorosa, consolou-o e mandou-lhe ajuda, na pessoa do profeta Eliseu (1 Reis capítulo 19).

Ensinamento para nossas vidas
Jesus falou sobre esse tema e seu ensinamento vale para todos nós:
Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Mateus capítulo 11, versículo 28
Jesus ensinou que somente conseguimos encontrar descanso e paz verdadeiros em Deus. Davi chegou à mesma conclusão muitos anos antes, e registrou isso no famoso Salmo 23, no versículo 4:
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo... 
Só é possível superar o esgotamento espiritual com presença de Deus. E, para que isso aconteça, é preciso ter fé, ter confiança n´Ele. Confiança que Ele não vai nos deixar falando sozinhos. Pelo contrário, vai caminhar junto conosco ao longo de todo o nossos percurso. E já está preparando a solução para nossas dificuldades, mesmo quando ainda não percebemos isso acontecer.

É mão d´Ele que se faz presente, quando recebemos uma ajuda inesperada. Quando alguma coisa acontece para facilitar nosso caminho, para minimizar as dificuldades que experimentamos. 

E, assim como aconteceu, pouco a pouco, os problemas vão sendo resolvidos. Vão diminuindo de tamanho e ficando para trás. Essa foi a experiência de Elias. Foi a minha também, anos atrás. E certamente será a sua, caso você escolha depositar sua confiança em Deus.

Com carinho

domingo, 2 de junho de 2019

TESTANDO SUA FILOSOFIA DE VIDA

Filosofia de vida é o conjunto de ideias e valores que orientam a vida de uma pessoa. Todo mundo segue uma determinada filosofia de vida pessoal, mesmo que não se dê conta disso.

Por exemplo, umas pessoas levam a vida buscando se divertir, entendendo que devem aproveitar cada minuto da sua vida, pois ela é curta. Outras perseguem os bens materiais e/ou o poder sem descanso, encontrando neles sua razão para viver. Há ainda quem se dedique a cuidar dos pobres, vendo no amor ao próximo sua razão para viver. E há também aquelas que somente se importam com questões intelectuais (como alguns filósofos e acadêmicos). 

Frases como “não levo desaforo para casa”, “o importante é ser feliz” ou “o que mais quero é ter paz de espírito” são todas representativas de determinadas filosofias de vida. E se você está lendo esta postagem é porque provavelmente já aceitou, ou está tentando aceitar, a filosofia de vida cristã. 
Agora, nem todas as filosofias de vida são igualmente boas. Por exemplo, a ideia de viver para consumir não é tão boa quanto a ideia de viver para ajudar o próximo. Viver para consumir torna o mundo mais egoísta e, portanto, pior, enquanto viver para ajudar o próximo tem o efeito exatamente oposto. 

Se há filosofias de vida melhores e piores, como saber qual é a melhor delas? Como escolher o melhor caminho a seguir? Para responder essas perguntas, é preciso testar três aspectos importantes de cada filosofia de vida: a coerência, a viabilidade e a origem. A melhor filosofia de vida precisa ser coerente naquilo que propõe, possível (viável) de ser vivida na prática e ainda ter uma origem que não cause vergonha. Vejamos isso mais de perto:

Teste 1: Coerência
A filosofia de vida precisa ser coerente para se sustentar em pé. Afinal, quando um determinado conjunto de ideias não se mostra coerente, ele acaba desabando debaixo do peso das sua próprias contradições.
Por exemplo, o comunismo foi muito popular na segunda metade do século XX, mas vem desaparecendo aos poucos, principalmente por conta das suas próprias incoerências. A proposta básica do comunismo é libertar as classes sociais mais sofridas das garras da opressão das elites econômicas. 

Para fazer isso, o comunismo propõe estatizar todos os bens e deixar que o Governo passe a controlar tudo. E é o poder público que deve se encarregar de preencher as necessidades das pessoas, garantindo que todos tenham o mínimo de que precisam. E assim, por um passe de mágica, não haveria mais pobreza e injustiça social. Isso parece ótimo e muita gente bem intencionada embarcou nessa fantasia.

Mas, as coisas não funcionaram dessa forma na prática. O problema é que um Governo com todo esse poder se torna dominador e acaba se tornando uma ditadura. Foi isso que aconteceu, por exemplo, na antiga União Soviética e ainda acontece hoje em Cuba.

A incoerência do comunismo está no fato que a garantia dos direitos iguais para todas as pessoas é obtida tirando delas o principal direito: sua liberdade. Para acabar com a injustiça social, é preciso cometer a injustiça da opressão. 

O famoso "pós-modernismo" é outra filosofia incoerente. Os seguidores dessa linha de pensamento acreditam que não existem verdades absolutas. Cada pessoa tem sua "verdade", que depende da forma como olha para as coisas. E a verdade individual depende da cultura onde a pessoa foi criada, das suas necessidades, da idade que tem e assim por diante. Assim, o que é verdade para mim, talvez não seja para você.

Se essa filosofia fosse verdadeira, o cristianismo sofreria um golpe mortal, pois defendemos um Deus criador, que estabeleceu para princípios de vida (mandamentos) absolutamente verdadeiros para todas as pessoas.
Mas, não é difícil de mostrar a incoerência do pós-modernismo. E ela está no próprio ponto de partida dessa filosofia. A afirmação “não há verdade absoluta” é tratada pelos pós-modernistas como uma verdade absoluta, pois ela se aplica sempre. Existe aí uma contradição que não pode ser eliminada. E, portanto, o pós-modernismo é condenada a falhar.

Teste 2: Viabilidade
Uma filosofia precisa ser viável para se sustentar. Por exemplo, o antigo regime político da África do Sul - o "apartheid" - discriminava os negros, que são a esmagadora maioria da população daquele país. Ora, um regime desse tipo só pode ser mantido na base da repressão. E isso não é viável a longo prazo. Cedo ou tarde as pessoas se revoltam e foi isso que aconteceu. O comunismo passa pelo mesmo tipo de problema. Basta ver destruição da União Soviética na década de 90 do século passado.

A religião hindu defende que as pessoas nascem em castas, fruto do "karma" (necessidade de pagar pelos pecados cometidos em vidas anteriores). E nada deve ser feito para minorar o sofrimento das pessoas pertencentes às castas mais baixas, pois elas estão sendo punidas pelo que fizeram em outras vidas. A Índia viveu milênios assim e acabou criando uma das sociedades mais pobres e desiguais de que se tem notícia.

E não foi por acaso que, para mudar esse estado de coisas e viabilizar uma democracia no país, o Governo hindu precisou abolir por lei o conceito de castas. E até hoje há uma luta na Índia entre a lei civil e a tradição religiosa e os progressos têm sido tortuosos.

Teste 3: Origem
Os pensadores geram ideias e as pessoas passam a viver de acordo com elas. Os conceitos relacionados com o cristianismo foram estabelecidos por Jesus e desenvolvidos, na sua maior parte, pelo apóstolo Paulo. E ocorre o mesmo no comunismo, desenvolvido por Marx, com a ajuda de Engels, Lenine e outras pessoas. E também no budismo, desenvolvido por um homem chamado Sidarta, o Buda.

Ora, uma árvore deve ser conhecida pelos seus frutos. Uma árvore boa dá frutos bons e uma ruim, frutos venenosos. Logo, é importante olhar quem está por trás da filosofia que se busca seguir. Por exemplo, Marx teve uma vida deplorável - não deu bola para a família, teve amantes, etc. Lenine foi um ditador cruel. Como imaginar que uma doutrina desenvolvida por esses homens possa ser boa para a humanidade. O mesmo pode ser dito de outros filósofos e líderes religiosos. 

O teste do cristianismo
Nenhuma filosofia de vida se sai melhor nesses testes do que o cristianismo. Em primeiro lugar, ela totalmente coerente. Os textos do Velho e do Novo Testamento, mesmo escritos ao longo de mais de mil anos, apontam todos na mesma direção - muitas postagens deste site foram produzidas para comprovar exatamente isso.

A Bíblia, no seu conjunto, aponta para um Deus amoroso que procura lidar com os pecados humanos e construir uma relação de amor com as pessoas. É claro que, ao longo da história, Deus vem fazendo isso de diferentes formas, levando em conta a evolução dos usos e costumes, bem como a acumulação de experiência e conhecimento. 

É isso que explica, por exemplo, que no início da Bíblia haja um mandamento defendendo "olho por olho" e no seu final outro que mande "amar o próximo". O mandamento inicial já foi um grande avanço sobre a prática da época em que foi lançado, pois era hábito retribuir o mal recebido com o máximo de mal possível (algo como "cem dentes por um dente"). Mais de mil anos depois, esse mandamento evolui para o pedido de Jesus de amar o próximo. Isso novamente revolucionou as práticas da época e essa mudança só foi possível porque a humanidade já tinha condições de entender esse avanço.

Em segundo lugar, a filosofia cristã é viável pois está lastreada no amor, na Graça de Deus e no perdão. Não creio que nenhuma outra filosofia esteja apoiada em princípios tão nobres quanto esses. E não é por acaso que o conceito moderno de direitos humanos está calcado em cima da filosofia cristã.

Finalmente, o cristão pode se sentir orgulhoso por seguir uma filosofia ensinada por Jesus. Afinal, ele é reconhecido até por quem não gosta do cristianismo como um homem sem igual, cuja reputação não tem qualquer mancha. 

Compare Jesus com os criadores das filosofias que disputam espaço com o cristianismo. Por exemplo, com Maomé (islamismo), que liderou guerras de conquista. Ou Marx (comunismo), cuja vida particular foi horrível. É fácil de ver que, também nesse aspecto, a superioridade do cristianismo é evidente. 

Concluindo, a filosofia de vida cristã passa com louvor nesses três testes. E isso dá a você e a mim a tranquilidade de estarmos seguindo aquilo que há de melhor.

Com carinho