sexta-feira, 28 de junho de 2019

QUANDO UM LÍDER CRISTÃO MUDA DE POSIÇÃO

O que acontece quando um líder cristão, bastante respeitado, muda de posição a respeito das suas convicções teológicas? Qual é o impacto sobre a comunidade que lidera?

A revista Christianity Today noticiou, em 2013, que o Pastor Ulf Ekman, fundador de uma grande igreja evangélica na Suécia, com mais de 3.000 membros, deixou sua denominação. Ele se juntou à igreja Católica. E, junto com ele, foi a sua esposa. Veja o depoimento que ele deu naquela época:
"Cheguei à conclusão que a igreja que representei nos últimos 30 anos, apesar do sucesso e das muitas coisas boas que ocorreram nos seus vários campos missionários, é parte da crescente fragmentação do cristianismo".
O pastor Ekman testemunhou ter passado por lenta transformação durante toda uma década. E isso ocorreu à medida em que foi conhecendo mais profundamente alguns católicos do movimento Renovação da Carismática. Assim, acabou por mudar seu entendimento. Concluiu não haver razão para a maioria das críticas que os evangélicos costumam fazer à Igreja Católica. Segundo ele, os protestantes precisariam conhecer melhor a fé católica.

Outro caso aconteceu cerca de 15 anos atrás. O líder maior de uma denominação evangélica, depois de fazer curso de mestrado no exterior, mudou de pensamento. Passou a aceitar a doutrina de predestinação para a salvação, que sua denominação não adotava. E mais ainda, deixou de aceitar mulheres pastoras, sendo que sua denominação tinha várias ministras ordenadas. E teve força politica para impor suas novas ideias à denominação que dirigia. 

E há muitos outros casos, como o líder religiosos evangélico que deixou de acreditar na onipotência de Deus. Ou outro que passou a adotar costumes e práticas de vida judaicas. 

A repercussão
Existe um enorme perigo quando a denominação evangélica é muito dependente da figura de um único líder. Uma liderança desse tipo certamente traz grandes vantagens. O crescimento da igreja fica facilitado e a liderança forte dá à comunidade um senso de direção. Sem contar que a tomada de decisões é mais rápida e eficiente, pois quase não há contestação.

O problema com esse modelo de liderança é que quando algo de ruim acontece com o líder, a vida espiritual da comunidade toda sofre muito. Vimos isso acontecer aqui no Brasil, em várias igrejas importantes. Também há vários exemplos nos Estados Unidos e em outros países. Um bom exemplo é o caso do pastor Sho, sul coreano, líder de uma das maiores igrejas do mundo, preso por sonegação de impostos.

Uma liderança muito forte acaba, de certa forma, atrelando o destino da denominação à sorte do seu líder. E como todos os seres humanos se enganam ou pecam, esse é um caminho extremamente arriscado. Isso acaba por gerar muito sofrimento para a comunidade.

Pense no caso que citei acima do líder da denominação evangélica que deixou de aceitar a ordenação de mulheres. E sua igreja já contava com várias pastoras ordenadas. Imagine a situação dessas pastoras que viram de repente seu ministério contestado. Passaram por sofrimento horrível e não posso crer que Deus apoie isso.

A mudança de convicção do líder coloca dúvidas na mente dos membros da sua comunidade. Alguns deles, por conta da sua confiança irrestrita no líder, vão aceitar as novas idéias, sem questionar muito. Mas, outros não vão querer mudar suas convicções, por não terem sido convencidos. 

Essa é uma situação em que só há perdedores - nada de bom é gerado por tudo isso. No caso do pastor Ekman, que relatei acima, ele teve que abandonar a igreja que tinha fundado, pois a maioria dos membros não aceitou suas novas posições. Mas, outros aceitaram. E a comunidade rachou. Acusações foram trocadas de parte a parte, amizades foram desfeitas, enfim, um desastre.

O líder pode mudar?
Isso tudo quer dizer que um líder religioso não pode mudar suas convicções? Não pode estudar um tema teológico em maior profundidade e chegar a conclusões diferentes? Ele não pode evoluir? É claro que sim. Eu mesmo já mudei algumas de minhas idéias teológicas. Mas, o grau de mudança tem limites. Não parece razoável que o líder mude radicalmente em questões absolutamente fundamentais.

Eu desconfio de mudanças muito grandes, como a do pastor Ekman e outras que citei acima. Elas não parecem razoáveis de acontecer na vida de pessoas espiritualmente amadurecidas. 

Mudar a interpretação de uma passagem bíblica, pela evolução do próprio pensamento, é uma coisa, deixar toda a obra de uma vida para trás, dizendo que ela concorre para a fragmentação do cristianismo, é outra bem diferente. Ou passar a ver o processo de salvação de maneira totalmente distinta do que fazia antes, passando a aceitar a predestinação, por exemplo, também não parece razoável. 

Mudanças tão grandes são, a meu ver, indicações de questões mais profundas na vida do líder religioso que vão muito além do aspecto teológico. Elas apontam para crises pessoais - de idade, de casamento, fruto de doença, etc. E questões desse tipo acabam por transbordar para o campo espiritual.

Agora, quando o líder muda de pensamento, ele precisa atentar bem para as consequências de suas atitudes sobre as pessoas que confiaram e acreditaram naquilo que ele ensinou antes. Não me parece, por exemplo, que o pastor Ekman tomou esse cuidado. Ele simplesmente saiu da sua denominação e seguiu outro caminho, sem se explicar muito ou perder tempo olhando para trás. O líder religiosos que passou a proibir a ordenação feminina não levou em conta o impacto dessa decisão sobre inúmeras mulheres já ordenadas.

Quem se dispõe a assumir um papel de liderança no meio cristão, seja ele qual for, assume responsabilidades com as pessoas que atinge com seu ministério. Eu tenho isso muito claro na minha mente, no que tange ao papel que exerço neste site. Preciso ter cuidado com aquilo que publico e com os conselhos que dou. 

Os líderes religiosos precisam estar bem conscientes dessa responsabilidade. E ter em mente que Jesus advertiu seriamente aqueles que não entram no céu e concorrem, com suas atitudes, para que outras pessoas não venham a entrar também (ver Mateus capítulo 23, versículo 13). Há punição para pessoas que agem assim. 

Com carinho

quarta-feira, 26 de junho de 2019

VIDA E MORTE

Vida e morte. Essas são as duas faces de uma mesma moeda. Afinal, todo ser que respira, cedo ou tarde haverá de passar pela morte. Essa é uma realidade da qual não podemos fugir.

Mas, não gostamos de pensar nisso. De certa forma, fugimos dessa realidade última. E é sobre isso que falo neste vídeo. E uso como referência a morte de José, relatada no final do livro do Gênesis. 

José, grande herói da fé, morreu próspero, coberto de honras e cercado pelos seus entes queridos. Isso depois de ter salvo toda a sua família da morte por fome em Canaã e de ter perdoado os irmãos que o venderam como escravo por puro ciúme. José teve uma vida admirável sob qualquer aspecto que se olhe.

A morte de José, suas últimas palavras, nos ensinam como passar por esse último momento. Ele nos ensinou que devemos chamar Deus para estar ao nosso lado nesse momento de transição. Que é muito melhor passar por isso nos braços dele. Portanto, pode ter certeza que, se esse for o seu desejo, é isso que vai acontecer, pois Deus é fiel. Ele nunca falha.

Veja o novo vídeo sobre vida e morte aqui

Veja outros vídeos recentes meus aqui e aqui.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

UM SINAL DA PRESENÇA DE DEUS


Há um sinal claro da presença de Deus. Quando sua presença se faz notar num determinado lugar e as pessoas estão em conexão íntima com Ele, sempre acontece uma coisa: há reverencia. As pessoas se comportam de forma diferente, pois percebem a presença de Deus.


Lembro-me bem do dia em que entrei na catedral anglicana em Londres, dedicada ao apóstolo Paulo. Os vitrais filtravam a luz de forma especial, dando ao ambiente um ar misterioso e solene. E havia uma música suave ao fundo que tornava essa sensação ainda maior. 

Imediatamente minha atitude mudou. Eu estava descontraído, fazendo brincadeiras e falando meio alto, como todo bom brasileiro. Imediatamente meu estado de espírito mudou. Passei da descontração à reverência. Sentei-me num banco, passei a falar em voz baixa e meu pensamento automaticamente se voltou para Deus. 

E também sempre me senti assim ao entrar na igreja metodista do Catete, no Rio de Janeiro, onde passei minha infância. Para mim, talvez por conta das minhas memórias de criança, há algo de especial naquele lugar.

O filósofo Paul Woodruff disse que reverencia é a atitude própria de quem se coloca de forma humilde diante algo muito maior. Trata-se de ficar maravilhado diante de algo muito maior, que faz a pessoa perceber suas próprias limitações e pequenez. 

O profeta Isaías passou por isso, quando teve uma visão de Deus. Ficou aterrorizado e disse (Isaías capítulo 6, versículo 5): 
...Aí de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei... 
Atualmente são poucas as coisas que geram reverencia nas pessoas. Por exemplo, a chegada de um filho ao mundo pode causar reverencia diante do que parece ser um milagre criador. A morte de alguém também gera reverencia porque nos coloca frente a frente com nossa própria limitação. Finalmente, a contemplação da natureza também costuma gerar reverencia porque nela vemos a grandiosidade do Criador.

Todas essas situações - nascimento, morte e contemplação da natureza - apontam para Deus. E isso faz todo sentido porque nada deve causar mais reverencia do que a presença dele. Foi exatamente isso que o profeta Isaías expressou ao dizer: Aí de mim, porque vi a Deus!

Vivemos atualmente numa cultura onde são reverenciadas coisas como fama, dinheiro e poder, que nada têm a ver com Deus. São essas as coisas que realmente importam para as pessoas hoje em dia.

Além disso, as pessoas passaram a ter comportamento informal demais. Deixaram de se preocupar com a presença do Sagrado - entram e saem das igrejas como se estivessem em qualquer outro lugar. Conversam, contam piadas, ficam distraídas, etc. E um sinal claro disso é o fato que as maravilhosas catedrais centenárias da Europa viraram centros de turismo, com hordas de pessoas andando para cá e para lá, tirando fotos, brincando, etc. O que menos preocupa as pessoas é a presença de Deus.

Reverencia verdadeira requer atenção aos detalhes e para isso é preciso ter tranquilidade. Ter tempo. E as pessoas parecem não conseguir fazer isso. Vivem com tanta pressa que nem prestam atenção no que está no seu entorno, exceto talvez no seu celular.

A liturgia dos serviços religiosos, como os cultos, procura justamente quebrar o ritmo normal de vida e obrigar as pessoas a se comportarem de modo diferente. Por isso a liturgia costuma ter um ritmo próprio, mais lento, e dá importância a detalhes - como a decoração, a ordem na qual as coisas são ditas, etc. Os detalhes se tornam importantes. 

Infelizmente, sob a desculpa de tornar a liturgia mais "moderna", a prática vem mudando para se adaptar à "falta de tempo" das pessoas, á sua impaciência. Assim, as cerimônias tornaram-se mais curtas, mais despojadas, mais diretas e mais informais. Mas, também ficaram menos reverentes e provavelmente menos relevantes.

A capacidade de sentir e reverenciar a presença de Deus é mais um sinal importante da sua saúde espiritual. Se você não consegue se sentir extasiado diante de algo infinitamente maior e mais importante do que você, se sua atitude não muda quando ora, louva ou jejua, algo está faltando na sua vida espiritual. Algo não está indo bem. 

Afinal, a presença de Deus e a reverencia sempre andam sempre juntas. Uma nunca aparece sem a outra. A reverencia é um sinal importante. E se a reverência não se faz notar, é porque não há conexão com Deus.

Com carinho

sábado, 22 de junho de 2019

A LUTA CONTRA O AUTO-ENGANO


Auto-engano é o processo pelo qual as pessoas se iludem quanto a quem são de fato. Todo mundo se auto-engana, portanto, fazer isso, em alguma medida, é da ordem natural das coisas. 

O processo mental que leva ao auto-engano tem dois lados: um bom (imprescindível até para a saúde mental das pessoas) e outro ruim. Quando o lado ruim cresce muito e predomina, como acontece na vida de muita gente, os problemas se multiplicam. É o que vou discutir a seguir:

O lado bom do auto-engano
O auto-engano funciona como uma forma de auto-proteção. As pessoas usam esse "mecanismo" para fugir das coisas difíceis, aquelas que não conseguem enfrentar. E um excelente exemplo é a morte. As pessoas não conseguem pensar nessa realidade inevitável. E se fizessem isso, provavelmente ficariam muito deprimidas. Assim, elas se auto-enganam e vivem como se a morte não fosse acontecer e até fazem piada sobre ela. 

O auto-engano também faz com que as pessoas acreditem ser capazes de fazer coisas que normalmente não estariam ao seu alcance. E isso leva as pessoas algumas vezes a praticar verdadeiras proezas. Por exemplo, em novembro de 2007, no município de Palmeiras (SC), o menino Riquelme dos Santos, de cinco anos, vestindo uma fantasia do Homem Aranha e se sentindo um super-herói por causa disso, resgatou um bebê de dez meses de dentro de uma casa em chamas.

Mas, infelizmente, o auto-engano costuma ter um lado muito negativo, que pode gerar consequências muito ruins. Vejamos alguns exemplos disso:

Um lado ruim do auto-engano: avaliar-se de forma irreal
O primeiro tipo tipo de situação ruim relacionada com o auto-engano ocorre quando as pessoas pensam ser melhores do que são de fato. Isto é, quando a avaliação que fazem de si mesmas está muito longe da verdade.

Na prática, todo mundo tem uma avaliação de si mesmo/a melhor do que a realidade. Por exemplo, uma pesquisa do jornal "O Globo", de março de 2008, pediu aos entrevistados que dessem uma nota para si mesmos no quesito “respeito aos direitos humanos”. Em seguida, foi pedido que as pessoas dessem uma nota para o “brasileiro médio”. 

Do ponto de vista científico, o resultado esperado era que a média dos dois conjuntos de notas (dadas pelas pessoas para si mesmas e para o “brasileiro médio”) deveria se aproximar muito. Mas, como as pessoas pensam ser melhores do que verdadeiramente são, 60% dos entrevistados deram para si mesmos notas entre 9 e 10, enquanto apenas 17% atribuíram essas notas para o “brasileiro médio”.

Agora, quando a diferença entre o mérito que a pessoa acha ter e a realidade se torna significativa, o problema pode se tornar sério. Por exemplo, é comum as pessoas se auto-enganarem ao acharem não ter muitos pecados ou, no máximo, cometer pecados leves. Bem lá no fundo, pensam não precisar se arrepender muito e/ou ter mérito acumulado junto a Deus. Pensam que está tudo certo, quando não está. 

E para reforçar esse sentimento frequentemente criam desculpas para acalmar suas próprias consciências e/ou manter uma boa imagem no meio social em que vivem. Por exemplo, elas se convencem que, ao cair em certa tentação, não causaram tanto mal assim. Cometeram um erro bem intencionado ou um pecadilho. 

Outro tipo de desculpa comum é afirmar não ter tempo para se dedicar às coisas de Deus como gostariam. Essas pessoas se imaginam muito ocupadas com coisas que são muito mais importantes. Em outras palavras, elas dão a Deus prioridade baixa nas suas vidas e nem se dão conta disso. 

Outro lado ruim do auto-engano: dar-se importância demasiada
Muitas pessoas se acham mais importantes do que são. Imaginam ser imprescindíveis para a obra de Deus e/ou deter o verdadeiro conhecimento sobre Ele. Um bom exemplos é o fanático religioso que pensa conhecer melhor do todos a verdadeira “vontade” de Deus. E como a vontade de Deus deve prevalecer, essa tipo de pessoa pensa estar justificada em assumir qualquer atitude para garantir que essa vontade prevaleça. Vale crítica, ameaças e até cometer violência. 

Foi exatamente assim que o apóstolo Paulo agiu, antes de se converter ao cristianismo. Ele foi um dos líderes de uma terrível perseguição movida aos cristãos, que resultou na morte de diversas pessoas, dentre as quais o diácono Estevão. Paulo agiu dessa forma por entender que os cristãos eram hereges. Pensava que era preciso proteger a "fé verdadeira" e aí se sentiu à vontade para cometer barbaridades.

Outro lado ruim do auto-engano: colocar a esperança em coisas erradas 
Há dois tipos de engano que se somam. Um deles é que determinada coisas têm poder emanado de Deus. E o outro é ser possível manipular as bênçãos e o favor de Deus.

Há quem acredite em simpatias para trazer boa sorte ou siga rigorosamente o que diz seu horóscopo. Conheço um homem que, para trazer sorte, sempre passa seu aniversário no local estabelecido pelo seu astrólogo. Assim, a cada ano, viaja para um país diferente. Essa pessoa dá poder a algo que não tem qualquer influência real na sua vida, mas ela se auto-engana pensando estar protegida.

No meio cristão, é muito frequente o recurso a relíquias de pessoas consideradas santas, a água do rio Jordão, o solo da Terra Santa e assim por diante. As pessoas pensam que esse tipo de coisa de alguma forma canaliza o poder de Deus. Mas, Deus não atribui seu poder a coisas terrenas. 

O que vemos na Bíblia é a contínua manifestação dos profetas contra o uso religioso de ídolos e artefatos construídos pelas mãos humanas. Alguém poderia perguntar: mas, não havia poder na arca da Aliança? Sim, havia poder aí, mas o poder não era da arca e sim do fato que Deus se fazia presente nela. Sem esse presença, a arca seria um objeto como outro qualquer.

E, ainda que algum objeto tivesse poder, nunca se poderia imaginar que seu uso poderia concorrer para manipular Deus, atraindo seu favorecimento e/ou suas bênçãos. Deus não é uma pessoa que pode ser enganada ou influenciada. As pessoas nunca deveriam esquecer com quem estão lidando: um ser de poder e majestade inacreditáveis.

A luta contra o auto-engano
Acho que esses exemplos são suficientes para demonstrar como o auto-engano é perigoso na vida das pessoas e que é importante lutar contra ele. Agora, não se iluda: essa é uma luta difícil. Trata-se de uma batalha diária. 

A primeira coisa a fazer é tomar consciência do problema, coisa que procurei ajudar a fazer com este texto. E a segunda é convocar a ajuda do Espírito Santo. Sem Ele, não é possível vencer essa luta e a derrota será certa. 

O Espírito Santo é quem acompanha você diariamente e fala à sua mente toda vez que você se desvia do caminho certo. Ele é como uma pequena "voz" que fica incomodando. 

No famoso desenho animado "Pinocchio", essa voz incômoda é representada por um grilo falante que incomoda o boneco quando ele vai fazer algo errado. No filme, muitas vezes Pinocchio deixa de ouvir os conselhos do grilo falante e quebra a cara. Só quando ele aprende a seguir os conselhos certos é que sua vida muda para melhor.

Você precisa aprender a ouvir o Espírito Santo quando Ele alertar que você está caindo em auto-engano. Quando Ele alertar que você está pondo sua esperança na coisa errada, quando está adquirindo certezas que não deveria ter ou mesmo criando desculpas esfarrapadas para seus erros.

Mas, isso só vai acontecer quando você adquirir intimidade com Deus, quando construir uma relação sincera e profunda com Ele. Há uma outra postagem aqui no site onde explico como fazer isso em detalhe (veja mais).

Com carinho

quinta-feira, 20 de junho de 2019

FALE DA SUA DOR

Todo mundo tem dor. Seja cristão, ou não cristão, a situação é sempre a mesma. Certa hora a dor chega e será preciso lidar com ela. Mas, a diferença está na forma como se lida com esse tipo de situação. Aí o cristianismo pode fazer toda a diferença.

Esse é o tema do mais novo vídeo da pastora Carol e a Alícia. Elas discutem diversas formas de reagir ao sofrimento, de lidar com a dor. Desde os adolescentes que se auto mutilam, até os adultos que usam drogas ou bebida.

Mas, é importante entender que crentes têm dor sim. Eles sofrem e isso nada tem a ver com falta de fé. Afinal, Jesus também sofreu e demonstrou seu sofrimento - por exemplo, Ele chorou. Jesus demonstrou uma enorme angústia nas horas que antecederam sua prisão e chegou a suar sangue. Portanto, não há dúvida que Ele sentou o peso do sofrimento. 

E o mesmo acontece com cada cristão. Mas, a Bíblia tem resposta para o problema de como lidar com o sofrimento. Ela dá dicas sobre como enfrentar a dor. E é sobre isso que este vídeo fala - veja aqui

Veja outros vídeos recentes da pastora Carol e da Alícia aqui e aqui.

Veja o canal da pastora Carol no Instagram aqui.

terça-feira, 18 de junho de 2019

O VENENO ESCONDIDO

Eu fico muito desapontado de perceber como muitos cristãos seguem uma teologia confusa e errada. Acreditam em coisas sem qualquer respaldo bíblico e se sentem muito confortáveis com isso. E essas crenças são um verdadeiro veneno para a fé cristã.

E o pior é que essas passam tal veneno adiante, sem nem perceber o mal que podem estar causando. Vejamos um exemplos. Tempos atrás, um importante artista televisivo dos Estados Unidos, que se diz cristão, declarou o seguinte absurdo:
"Você é um filho de Deus - seja lá como isso seja definido - e fazer coisas pequenas não ajuda o mundo. Não há nada de iluminado em encolher para que as pessoas à volta não se sintam inseguras perto de você. Nascemos para manifestar a Glória de Deus dentro de nós."
Vários outros artistas consideraram essa declaração "inspirada" e a retransmitiram, usando Facebook e Twitter, ampliando o estrago. Agora, leia com cuidado o que foi dito por aquele artista, que até acredito seja uma pessoa bem intencionada. Será que você consegue perceber os erros no que foi afirmado? 

Há nessa declaração uma grande confusão de conceitos. Ela é um verdadeiro veneno espiritual. O artista começou declarando que todos somos filhos de Deus, o que não é verdade. A Bíblia diz que somos todos criaturas de Deus. Filhos e filhas dele são somente as pessoas que aceitaram Jesus como seu Salvador. Gostemos ou não, é isso que está escrito na Bíblia.

Se aceitamos a ideia que todos são filhos de Deus, o papel de Jesus fica diminuído e isso é um grande perigo. Afinal, se todos já somos filhos de Deus, para que seria preciso um salvador? 

Para parecer simpático, o tal artista deixou por conta de cada pessoa definir o que entende por "filho" de Deus. Ou seja, cabe tudo nessa salada teológica.

Não satisfeito, o artista foi em frente e declarou que o importante para os cristãos é fazer coisas relevantes, isto é coisas grandes e importantes. Disse também que os cristãos não podem se encolher com medo que as outras pessoas se sintam incomodadas com aquilo que vierem a fazer.

E aí há outro erro sério, talvez fruto de um ego inchado, como é comum entre artistas. Jesus ensinou que quem quiser ser grande aos olhos de Deus precisa se fazer pequeno. Servir, ao invés de ser servido. Ensinou também que as pequenas coisas têm grande importância, tanto assim, que nem um copo d´água, dado com amor, ficará sem a devida recompensa.

Uma mãe acalentando o filho, um pai fazendo o dever de casa com a filha, uma pessoa levando cestas básicas para gente carente ou mesmo um pastor visitando uma mulher no seu leito de morte, para levar-lhe consolo, são pequenos gestos, mas tudo isso têm enorme valor aos olhos de Deus. E é através de atos desse tipo que as pessoas são convertidas, discipuladas no caminho certo, atendidas e consoladas.

Grandes realizações são importantes, mas elas normalmente só acontecem em ocasiões muito especiais. Não fazem parte do dia-a-dia do cristão. O próprio Jesus passou a maior parte do seu ministério nas estradas, ensinando moradores de vilarejos minúsculos. Ele não realizou grandes milagres, daqueles que emocionaram multidões, todos os dias. O grosso do seu trabalho foi miúdo, cansativo e não teve qualquer charme. Exatamente como deve ser o trabalho diário das pessoas dentro das igrejas cristãs.

No final da sua declaração, o tal artista afirmou que nascemos para demonstrar a glória de Deus, outra enorme confusão teológica. A glória de Deus pode sim ser manifestada através de nós, através daquilo que fazemos. Mas, ela fica realmente aparente na natureza, que é sua criação. A beleza e a complexidade da natureza falam de forma eloquente sobre a glória de Deus. 

Nós não fomos criados com o objetivo de manifestar a glória de Deus. Nossa razão para existir é ser objeto do amor d´Ele e retribuir isso, especialmente através do nosso louvor.

Concluindo, declarações que parecem bonitas e inspiradoras podem ser muito perigosas. Podem ter veneno fica escondido em meio a ideias que parecem simpáticas e verdadeiras. E elas são perigosas porque levam a ações erradas. Geram um relacionamento distorcido com Deus e o próximo.

Então, tenha cuidado quando encontrar esse tipo de coisa por aí.

Com carinho

domingo, 16 de junho de 2019

ESQUECIDO POR NOSSA CAUSA

Ser esquecido pelos amigos é uma coisa muito dura, especialmente quando isso acontece nos momentos difíceis da vida. Mas, até Jesus passou por isso. 

Pouco antes de ser preso, e levado para a casa do sumo sacerdote Caifás, Jesus foi orar no jardim do Getsêmani, que fica no pé do monte das Oliveiras. Ali Jesus orou muito, pedindo ajuda a Deus, pois estava em grande sofrimento. Afinal, Ele sabia a enormidade do sofrimento que iria enfrentar pouco mais adiante.

E Jesus levou para lhe fazer companhia, nesse momento de extrema dor, os três discípulos mais próximos dele: Pedro, João e Tiago. E pediu aos discípulos que se juntassem a Ele em oração. Que vigiassem com Ele, naquele momento de extrema angústia. Mas, não adiantou nada, pois os discípulos dormiram. Jesus foi esquecido por eles, essa é a grande verdade.

Os estudos científicos mostram que a presença dos amigos e familiares, nos momentos de maior dor, ajuda a pessoa a enfrentar o sofrimento. Essa presença torna as coisas menos difíceis. E isso explica porque Jesus levou seus maiores amigos com Ele para o Jardim do Getsêmani. 

Mas, não adiantou nada, pois Jesus foi esquecido. É sobre isso que falo no meu mais novo vídeo - veja aqui.

Veja outros vídeos recentes meus aqui e aqui.