sábado, 14 de setembro de 2019

FACE A FACE

Moisés era um homem muito especial, pois ele falava com Deus face a face, conforme o relato do Êxodo. Ele entrava numa tenda afastada do acampamento e uma nuvem baixava sobre aquele lugar. E o profeta recebia de Deus as mensagens que deveria transmitir para Israel. Moisés era um verdadeiro intermediário entre Deus e o povo. Deus falava através dele e Israel ouvia e obedecia.

Isso aconteceu na Velha Aliança entre Deus e os seres humanos. Já na Nova Aliança, baseada no sacrifício de Jesus, que deu origem ao cristianismo, a necessidade de intermediários desapareceu. O crente pode e deve falar diretamente com Deus. Não precisa de ninguém intermediando, nem mesmo o pastor da igreja que frequenta.
E há vários meios de fazer contatar Deus diretamente, sendo a oração o principal deles. Através da oração, você pode acessar Deus a qualquer dia e hora, de qualquer lugar e nem precisa usar celular ou aplicativo de mensagens. 

É uma coisa maravilhosa. O crente tem um recurso muito poderoso à sua disposição. Ele fala e Deus, o criador de tudo, ouve. Mas, infelizmente se trata de um recurso que poucas pessoas usam como deveriam. E é sobre isso que eu falo no meu mais novo vídeo - veja aqui.

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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

É BOM SEGUIR A DEUS?

Se é tão bom seguir a Deus, por que tanta gente hesita em fazer isso? A resposta para essa pergunta é simples: muita gente não quer fazer isso porque dá trabalho seguir a Jesus. É um desafio a caminhada do cristianismo.

Na verdade, quando se pergunta se é bom seguir a Deus, o conceito de "bom" para algumas pessoas é bem diferente daquele descrito na Bíblia. "Bom", numa visão secular, é ter sucesso, angariar status, amealhar riquezas e poder realizar todos os desejos da própria cabeça. Já a Bíblia entende que "bom" é construir uma relação próxima com Deus. E vir a viver a vida eterna junto dele.

São coisas bem diferentes entre si. Resultados distintos. Portanto, cabe aí uma escolha: o que você quer para sua vida? É claro que, escolher o cristianismo, não significa abrir mão de conseguir obter coisas materiais e realizar desejos. Quer dizer apenas que essas coisas não se tornam a razão de viver da pessoa e se qualquer uma delas entrar em conflito com aquilo que a doutrina cristã estabelece, essa última tem prioridade.

É sobre isso que a pastora Carol e a Alícia falam em seu mais novo vídeo - veja aqui.

Veja outros vídeos recentes das duas aqui e aqui.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

O MEDO DE PERDER O CONTROLE

O medo de perder o controle sobre a própria vida é muito comum. E existe um lado saudável no esforço de manter as coisas sob controle, pois isso as pessoas a anteciparem problemas, planejarem o que vão fazer, cuidarem dos detalhes da execução e assim por diante. Ou seja, esse esforço leva à minimização de problemas e à maximização de resultados obtidos.
Mas, com muita frequência, o medo de perder o controle se torna prejudicial e gera consequências nocivas, como a mania de perfeição e o desconforto com mudanças não previstas. E, como as circunstâncias da vida nunca se submetem ao tipo de controle que as pessoas gostariam de ter, os problemas acabam por aparecer e isso gera medo e sofrimento.
Com efeito, as pessoas fazem planos de vida e veem esses planos frustrados inesperadamente e e por razões totalmente fora do seu controle. Outro dia eu li a história de um americano aposentado e com boa situação financeira na vida. Ele deu um depoimento para um canal de televisão dizendo que sua vida estava boa e que se sentia recompensado pelos esforços feitos para atingir aquela situação. E pretendia aproveitar longos anos de aposentadoria, curtindo sua família e o tipo de lazer que gostava. Uma semana depois desse depoimento, um furacão matou toda a família do seu filho e a vida desse homem mudou radicalmente. O seu planejamento se frustrou apesar de todo o seu esforço.

Jesus também falou sobre falta de controle sobre a vida (Lucas 12:16-20):
Então lhes contou esta parábola: "A terra de certo homem rico produziu muito bem. Ele pensou consigo mesmo: ‘O que vou fazer? Não tenho onde armazenar minha colheita’. "Então disse: ‘Já sei o que vou fazer. Vou derrubar os meus celeiros e construir outros maiores, e ali guardarei toda a minha safra e todos os meus bens. E direi a mim mesmo: Você tem grande quantidade de bens, armazenados para muitos anos. Descanse, coma, beba e alegre-se’. "Contudo, Deus lhe disse: ‘Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou?
As mudanças inesperadas geram medo de perder o controle e sofrimento. É interessante observar que o problema não são as mudanças em si e sim o fato delas serem inesperadas. Afinal, as pessoas não costumam ter problema com mudanças que já esperam. Um bom exemplo é a mudança de estações. Sabemos que vamos sentir frio numa época e calor em outra. Numa época vai chover e na outra haverá seca. E ninguém se sente ameaçado por isso. O problema são as mudanças imprevisíveis, que pegam as pessoas totalmente de surpresa.
Existe um excelente exemplo desse tipo de situação na vida dos apóstolos de Jesus.  Seu mestre, nos últimos dias da sua, vida terrena, estava no auge da popularidade. Tanto era assim que, no domingo que abriu a última semana de vida de Jesus, apelidado de Domingo de Ramos, Ele entrou em Jerusalém e foi saudado por uma multidão como o libertador de Israel. O povo via Jesus como o Messias tão esperado, aquele que viria libertá-los do jugo Romano. E os apóstolos estavam tão convencidos disso que já disputavam entre si qual viria a ser o mais importante e iria ocupar o lugar de honra junto a Jesus no novo reino. Vejam o relato bíblico em Marcos 10:35-38:
Nisso Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se dele e disseram: "Mestre, queremos que nos faças o que vamos te pedir". "O que vocês querem que eu lhes faça? ", perguntou ele. Eles responderam: "Permite que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda". Disse-lhes Jesus: "Vocês não sabem o que estão pedindo…
Poucos dias depois, na quinta-feira, Jesus participou da ceia da Páscoa com seus discípulos. E naquela oportunidade Ele instituiu a santa ceia. Depois, Ele surpreendeu seus discípulos com uma declaração totalmente inesperada (João 14:1-4):
"Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim. Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar-lhes lugar. E se eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver. Vocês conhecem o caminho para onde vou".
Jesus declarou que iria partir para o Pai e todos os planos dos discípulos desmoronaram. E eles perceberam que não tinham qualquer controle sobre os acontecimentos. A maior prova do incômodo dos discípulos foi a resposta exasperada que Tomé deu a Jesus (João 14:5):
"Senhor, não sabemos para onde vais; como então podemos saber o caminho? "
Jesus contou aos discípulos que iria embora e a vida deles entraria num novo capítulo. Muita coisa iria mudar para eles e isso assustou e trouxe medo para os discípulos. E não foi por acaso, portanto, que quase todos eles abandonaram Jesus depois da sua prisão.
Os discípulos não prestaram atenção numa outra coisa que Jesus lhes contou, tão importante quanto o anúncio da sua partida iminente. Ele disse também que a presença de Deus na vida deles continuaria uma constante. Até ali, coubera ao próprio Jesus cumprir esse papel. E depois da sua partida, o Espírito Santo iria assumir esse papel (João 14:16-18):
E eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade. O mundo não pode recebê-lo, porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês. Não os deixarei órfãos; voltarei para vocês.
E há aí um grande ensinamento. Não há razão para ter medo de perder o controle, pois uma coisa nunca muda: a presença de Deus. Portanto, a perda do controle é bem menos importante do que parece. Temos uma outra garantia que é absolutamente segura: a presença de Deus nas nossas vidas vai se manter.
E digo mais, o inesperado muitas vezes é parte da estratégia de Deus na vida das pessoas. Basta ver os relatos da Bíblia, onde são constantes as mudanças nas vidas das pessoas. Por exemplo, Gideão passou de agricultor a general dos judeus; Maria foi de adolescente comum, morando numa vila esquecida da Galileia, a mãe de Jesus; Davi passou de pastor de ovelhas a rei de Israel; José mudou de adolescente mimado para escravo e depois para primeiro ministro do Egito; Paulo passou de fabricante de tendas a apóstolo encarregado de levar o Evangelho aos gentios; e Pedro, mudou de simples pescador para líder da igreja cristã.
Você poderia argumentar que mudanças como a que aconteceu com o americano aposentado citado acima não parecem fazer qualquer sentido. Como também seria o caso de uma doença grave inesperada ou a perda de um bom emprego. Situações como essa geram medo e sofrimento sem parecer haver sentido maior nelas.

Mas, muitos dos personagens bíblicos que citei também não entenderam aquilo que estavam passando. Imagine a situação de José, arrancado da casa do pai e vendido como escravo, quando menos esperava. Ou Maria, que se viu grávida de forma totalmente inusitada, atraindo comentários e fofocas na vila onde morava.

Posso garantir que existe sim sentido nessas coisas. Afinal, Deus nunca é surpreendido pelo acaso. O problema é que fica difícil entender todos os desdobramentos das mudanças que aparecem de repente. Elas parecem desnecessárias e injustas, simplesmente porque não temos perspectivas para entender os acontecimentos.
Um exemplo ajuda a explicar bem isso. O feto vive no útero da mãe e dela depende para viver. Ele não precisa de mais nada além da sua mãe, durante seu período de gestação. Mas, seu corpo passa por constantes mudanças – nariz e boca são formados, braços e pernas aparecem e assim por diante. E essas mudanças são totalmente desnecessárias para a vida do feto no útero materno. E, se o feto pudesse refletir sobre sua situação, ele talvez questionasse o propósito dessas mudanças. E todos sabemos como essas mudanças serão fundamentais para sua vida futura.
Alguns capítulos na vida da pessoa parecem tão inúteis como a boca é para um feto e sua importância somente será percebida mais adiante. Veja o que Paulo ensinou em 2 Coríntios 4:17:
…pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno.
Essa declaração precisa ser entendida dentro do contexto das enormes dificuldades que Paulo enfrentou ao longo do seu ministério: foi preso, torturado, passou por naufrágio e passou fome, e assim por diante. Mas, ele aprendeu a considerar tudo isso como “sofrimentos leves e momentâneos”. E isso foi possível porque Paulo aprendeu a focar naquilo que estava por vir: a vida eterna. Seu sofrimento nesta terra foi transitório, mas o bem-estar que o espera no final dos tempos irá durar para sempre.
Pensar como Paulo não é fácil – poucas pessoas chegam a esse grau de desenvolvimento espiritual. Mas, seu exemplo prova que é possível sim progredir espiritualmente.  E você sempre terá Deus presente na sua vida, tanto nos momentos bons, como nos ruins, se decidir caminhar nessa direção. E a Bíblia ensina que o Espírito Santo vai ajudar você em todas as instâncias (Salmo 32:8):
Eu o instruirei e o ensinarei no caminho que você deve seguir; eu o aconselharei e cuidarei de você.
Lembre-se sempre disso quando o medo de perder o controle bater às portas.

Com carinho

domingo, 8 de setembro de 2019

ENFRENTANDO O MEDO DE SOFRER

Acredito que quase todo mundo tenha medo de sofrer. Esse é um sentimento praticamente universal. E o medo de sofrer marca a vida das pessoas e interfere muito no seu comportamento.
Agora, o que fazer quando o medo de sofrer bate às portas? O que fazer quando aparece uma ameaça importante na sua frente e você vier a sentir medo? A primeira coisa a fazer é qualificar esse medo. Todos os estudos apontam que menos de 1% dos nossos medos se transforam de fato em coisas negativas. Ou seja, sofremos por antecipação com problemas que nunca se tornam realidade. E a própria ciência explica a razão para isso.
Por exemplo, o Centro de Saúde Mental da Universidade do Texas, em Dallas, fez um estudo que contou com a participação de 26 adultos (19 mulheres e 7 homens) jovens (idades entre 19 e 30 anos). As pessoas precisavam reagir a informações que lhes eram passadas. Os resultados mostraram que o cérebro prioriza a informação ameaçadora em relação a qualquer outra. Trata-se de uma defesa natural do organismo.
Portanto, uma análise racional do seu medo de sofrer pode afastar muitos temores que não têm de fato apoio na realidade. E se você não conseguir fazer isso sozinho/a, peça ajuda a alguém que tenha cabeça boa e em quem você confie. Só essa providência simples já vai reduzir muito o seu sofrimento com esse tipo de situação. Provavelmente vai fazer com que você perceba que o perigo do qual você foge não é o perigo real à sua frente.
Não estou dizendo que o mesmo medo não vai aparecer de novo, mas você o verá de outro ponto de vista. Em lugar dele parecer um gigante, ele se tornará mais manuseável.

A segunda coisa é ajustar suas expectativas na vida. E isso passa por entender que somos seres mortais e vivemos num mundo onde o pecado se faz presente. E, portanto, o sofrimento é parte da vida. Ele é esperado e não há como fugir dessa condição. Jesus mesmo nos alertou sobre isso em João 16:33:

"Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo".
Essa redução de expetativas também vai ajudar muito, pois impedirá que você ache não estar recebendo de Deus um tratamento com a consideração que merece e por isso acabe por rejeitá-lo. A rejeição a Deus, fruto do sofrimento, é uma das maiores causas para as pessoas perderem sua fé. 
As primeiras duas providencias são de cunho mais prático, mas o passo seguinte já requer fé. A terceira coisa é trabalhar a certeza que Deus sempre se faz presente no sofrimento dos seus filhos/as. Isso porque Ele nos ama e também sabe o que é sofrer. Você nunca pode se esquecer que Jesus viveu entre nós e passou por coisas terríveis: traição, tortura, privações e assim por diante. Portanto, Deus sabe o que é viver todas essas dificuldades e isso o torna ainda mais solidário com o sofrimento humano. E como consequência, Ele manda ajuda: consolo através da ação do Espírito Santo.
E não é por acaso que muitas pessoas se aproximam de Deus e crescem espiritualmente justamente no período de sofrimento, pois aí sentem mais a presença de Deus nas suas vidas. O famoso escritor cristão C. S. Lewis, autor do conhecido livro “As crônicas de Narnia”, ensinou que a voz de Deus soa muito mais alta nos momentos de sofrimento. É aí que ela se sobrepõe a todas as distrações que o mundo gera.   

A quarta coisa é usar sua fé para ter confiança que Deus vai usar seu eventual sofrimento para gerar frutos bons. Em outras palavras, Deus faz do “limão” uma “limonada”.  Não estou afirmando que Deus cause o sofrimento das pessoas para fazer seus objetivos na terra avançarem (infelizmente, há quem pense dessa forma). Não é isso. Deus simplesmente usa o inevitável sofrimento humano para dele gerar bons frutos.


Um excelente exemplo disso é José, filho de Jacó, que foi vendido como escravo por seus enciumados irmãos. José sofreu muito no Egito, mas acabou se tornando o braço direito do faraó. E, nessa condição, conseguiu ajudar sua família a sobreviver um grande período de fome em Canaã, onde moravam. O mal que os irmãos de José lhe desejaram, acabou se tornando um bem para a família de Jacó, através da ação de Deus (Gênesis 50:20).

Outro exemplo, ainda melhor, é o próprio Jesus. Sua morte na cruz foi um ato injusto e terrível. Mas, é dela que vem uma enorme benção: a salvação humana. Foi o sacrifício de Jesus na cruz que abriu as portas da salvação para todos os seres humanos.  
Resumindo, você precisa entender essas coisas importantes que a Bíblia nos ensina:
  • Muito sofrimento que você teme nunca vai lhe acontecer – a maior parte do seu medo de sofrer é uma armadilha da sua mente
  • O sofrimento é coisa natural nesta vida.
  • Deus não vai abandonar você durante os momentos de dificuldade - o Espírito Santo sempre estará ao seu lado.
  • Ele, de alguma forma, vai usar o eventual sofrimento para gerar frutos bons, fazendo do “limão” uma “limonada”.
O entendimento disso tudo gera uma consequência muito importante: você tira o foco da ameaça que o assombra e o coloca em Deus, naquilo que Ele irá fazer na sua vida. E se você conseguir dar esse importante passo, vai conseguir fazer uma outra coisa, ainda mais importante. Vai conseguir reinterpretar a ameaça à sua frente e mesmo o seu eventual sofrimento. Em outras palavras, vai conseguir dar outro significado a tudo isso.
Jesus passou sua última noite de liberdade participando de uma ceia com seus discípulos. Foi como uma despedida da sua vida terrena, antes do início das dores. Um último momento de paz antes da tempestade que se aproximava.
Durante essa ceia, Jesus tomou o pão e o partiu, e disse que aquilo era seu corpo, entregue ao martírio para salvação dos seres humanos. Depois tomou o vinho, e disse que aquilo era seu sangue, derramado por todos nós. E mandou que os discípulos continuassem a se lembrar do seu sacrifício, comendo juntos o pão e bebendo o vinho (Marcos capítulo 14, versículos 22 a 26). E mediante esse simples ato, Jesus instituiu o sacramento da santa ceia, praticado até hoje pelos cristãos.

Ele reinterpretou seu sofrimento, mostrando para os discípulos o que viria de bom como fruto das suas dores. E, ao fazer isso, deu para os discípulos um motivo para ter esperança. Toda vez que eles participaram da santa ceia, ao longo das suas vidas, eles relembraram do sacrifício de Jesus e das promessas de Deus relacionadas com a salvação. Assim, os discípulos passaram a se sentir herdeiros do grande plano de Deus para salvação do ser humano.

A reinterpretação dos fatos mudou o significado do sofrimento de Jesus. Ele olhou além do mundo material, além da ameaça à sua sempre, e do seu sofrimento físico, e focou em Deus. E ao conseguir fazer isso, tudo mudou.
Manter seu foco em Deus, não importa a ameaça à sua frente ou o medo que vier bater à sua porta, vai permitir que você reinterprete sua situação. Você vai conseguir dar um outro sentido aos problemas e circunstâncias da sua vida.  Sei que isso é difícil de fazer, especialmente quando a ameaça é grande e o medo muito forte. Mas, se você aprender a fazer isso, sua vida será transformada. E você conseguirá perceber muito melhor a presença de Deus na sua vida. Portanto, quando o medo do sofrimento bater à sua porta, lembre-se que a resposta é focar em Deus.

Com carinho

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

O QUE VOCÊ QUER?

O que você quer? Essa é uma pergunta fundamental na vida de qualquer pessoa. E uma das coisas que todo mundo quer é viver para sempre. Mas, isso não parece ser possível, pois o corpo envelhece e se deteriora, e a morte acaba sendo inevitável.

Portanto, não é possível viver para sempre nesse corpo que temos. Mas, é possível viver sim para sempre se você aceitar Jesus. Pois aí você terá acesso à vida eterna. Irá ressuscitar, ganhará novo corpo e viverá para sempre junto a Deus. Essa é a promessa que Ele deu para nós. E você pode ter certeza e se apossar dela.

Então, como tornar isso realidade? Simples, basta aceitar Jesus como seu salvador pessoal. Crer que Ele veio ao mundo para tirar seus pecados e pagou o preço disso com seu sacrifício numa cruz. Portanto, se você acreditar de todo coração em Jesus, essas promessas de Deus irão se realizar na sua vida. Você terá acesso à vida eterna.

O que você quer? Essa é uma reposta que você precisa ter na sua vida. E é sobre isso que eu falo no meu mais novo vídeo - veja o vídeo aqui

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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

O JOGO DO EMPURRA

Você já ouviu falar do jogo do empurra? Ele é muito comum. Trata-se de empurrar a própria culpa para outra pessoa, para evitar enfrentar as consequências do que se fez. Vejamos um exemplo na Bíblia:
"... [Deus perguntou ao homem]: Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? Então disse o homem: A mulher que me destes por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. ... Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi." Gênesis capítulo 3, versículos 11 a 13 
Esse é um diálogo que está logo no começo do livro do Gênesis. Deus tinha dito para Adão e a Eva que poderiam fazer qualquer coisa, menos comer o fruto da "árvore do bem e do mal". Aí veio a serpente (Satanás) e tentou a mulher. Ela comeu e deu para Adão também comer. E aí começou a queda do ser humano.

É interessante perceber que quando Deus questionou Adão sobre sua culpa, o homem não assumiu o que tinha feito e lançou a responsabilidade sobre a mulher. Essa, ao ser questionada por Deus, por sua vez, culpou a serpente. A serpente não foi questionada, mas se tivesse sido, talvez tivesse culpado o homem ou devolvesse a bola para a mulher. Nasceu aí o jogo do empurra.

Essa é uma situação clássica que acontece toda hora no âmbito da família, da empresa e até da igreja. Ninguém quer ficar com a culpa por algo que saiu errado. E os esforços se concentram em jogar a responsabilidade para cima de outra pessoa ou mesmo atribuir o problema a uma circunstância fora do controle de todos.

E assim as pessoas vão encontrando formas de viver com seus erros e acalmando suas próprias consciências. Chegam atrasadas não porque saíram depois do horário devido, mas porque o trânsito estava ruim. Deixam de cumprir suas tarefas na igreja não porque lhes falte compromisso com o Reino de Deus, mas porque acham não ter tempo. Falam mal do próximo não porque são maledicentes, mas porque precisavam falar a verdade. E assim por diante.

Agora, o pior mesmo acontece quando as pessoas culpam Satanás pelo seu próprio pecado, como Eva fez. Eu costumo dizer que Satanás tem "ombros largos" e é culpado até pelo que não faz, embora certamente faça muita coisa ruim.

É claro que Satanás usa as fraquezas das pessoas para fazê-las cair em pecado - isso é da sua natureza. Mas são as pessoas que escolhem pecar, pois elas não são forçadas a fazer nada. Por isso a responsabilidade é sempre delas, aos olhos de Deus.

Todos nós erramos e fazemos escolhas ruins. Agora, se ao pecarmos, não formos capazes de reconhecer nossos próprios erros, se jogarmos a culpa do que fizermos nas outras pessoas, nas circunstâncias ou em Satanás, as coisas só vão piorar. E digo isso por três razões.

Primeiro, porque a atitude de negar o erro e de se esconder do malfeito, é prova de arrogância, o que desagrada a Deus. Ter humildade para reconhecer o próprio erro e pedir perdão a Deus são os primeiros passos para a redenção, pois, sem isso, não haverá perdão de Deus.

Depois, culpar outras pessoas ou circunstâncias pelos próprios erros é nocivo porque quem faz isso certamente vai repetir o erro. É simples assim. Tomar consciência do erro cometido é um poderoso antídoto para não repeti-lo.

E, finalmente, a tentativa de esconder o pecado pode nos levar a cometer outros pecados, como mentir ou lançar falso testemunho contra o próximo. Ou seja, o pecado inicial vira uma bola de neve, que vai rolando ladeira abaixo e crescendo sempre. 

O jogo do empurra é uma coisa muito perigosa para a vida espiritual de qualquer pessoa. Portanto, fuja disso. Reconheça o que você vier a fazer de errado, o quanto antes, peça perdão e lute para melhorar. É isso que agrada a Deus.

Com carinho

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

AS RAZÕES DE DEUS

As pessoas frequentemente querem saber as razões de Deus para agir de determinada forma. Fazem perguntas do tipo: Por que Deus agiu dessa forma e deixou de fazer determinada coisa? Por que isso aconteceu comigo (ou com quem eu amo)?

E penso que há duas razões para as pessoas insistirem em conhecer as razões de Deus, em saberem como Deus pensa. Uma delas é legítima e positiva, já a outra, nem tanto:

Melhorar o relacionamento com Deus
A primeira razão para se tentar enter as razões de Deus é procurar melhorar o relacionamento com Ele. Afinal, como em qualquer tipo de relacionamento, quanto mais uma parte conhece a outra, melhor fica. Deus já sabe tudo sobre as pessoas, mas a recíproca não é verdadeira. Assim, é legítimo que elas desejem saber mais sobre o pensamento de Deus e conhecer suas razões.

O problema é que o ser humano tem limitações inerentes à sua própria natureza e nunca poderá entender Deus em toda sua grandeza. Isso simplesmente está fora do nosso alcance. Nunca vamos conseguiríamos entender o pensamento integral de Deus, mesmo que Ele revelasse tudo o que pensa. Seria como imaginar que uma criança de 3 anos de idade possa entender a Teoria da Relatividade formulada por Einstein. Simplesmente não é possível.

Manipular o Sagrado
A outra razão para querer conhecer como Deus pensa e age é menos nobre. E seu ponto de partida é muito parecido com a motivação que leva os cientistas a buscarem entender o funcionamento da natureza.

A sede dos cientistas por saber a razão para o funcionamento de tudo que existe não se deve apenas a uma curiosidade natural. Em outras palavras, não se trata da busca do conhecimento apenas pelo conhecimento em si. Eles também buscam o conhecimento para desenvolver tecnologias, isto é, para encontrar formas para manipular o mundo físico a favor de determinados objetivos, como melhorar as condições da vida das pessoas e/ou obter lucro.

Por exemplo, o conhecimento de biologia serve para desenvolver remédios, fertilizantes, sementes mais produtivas, etc. Já o estudo da eletricidade e do magnetismo serve para o desenvolvimento de geradores e motores elétricos, a transmissão de energia a longa distância, etc.

Esse mesmo tipo de comportamento pode ser visto com clareza nas religiões mais primitivas - as pessoas tentam entender como seus deuses pensam e agem para obter seu favor através de oferendas, amuletos e encantamentos. Em outras palavras, tentam manipular o sagrado. Aliás, não foi por acaso que o começo da ciência moderna guarda estreita relação com o cristianismo.

Mesmo no meio cristão, as pessoas querem entender como Deus pensa para poder extrair bençãos dele. Conseguir que Deus as favoreça. Só que a doutrina cristã ensina com clareza que o favor de Deus é obtido através do exercício da fé, da oração, da obediência aos seus mandamentos, das obras de caridade, etc. 

Deus não se deixa manipular. Simples assim. Ele não muda de humor ou altera sua decisão porque alguém pratica um ritual específico ou dá mais dinheiro na igreja. Afinal, se fosse possível manipular Deus de alguma forma, Ele não seria digno do respeito e da adoração que lhe devemos. Ele não seria o Ser fantástico que sabemos que é.

O conhecimento sobre Deus é limitado mas suficiente
Conhecemos sobre Deus aquilo que Ele escolheu contar (revelar). A natureza, por exemplo, revela seu espírito criador e o brilhantismo da sua mente.

Sabemos mais detalhes sobre quem Ele é - por exemplo, sobre a Trindade formada por Pai, Filho e Espírito Santo - e sobre o plano da salvação - caracterizado pela vinda de Jesus ao mundo para nos salvar - através da revelação contida na Bíblia.

Deus ainda revela coisas específicas para as pessoas. Conta para elas coisas sobre seu futuro e também as adverte sobre possíveis desvios na sua conduta. Ele faz isso diretamente para a pessoa - através de sonhos e visões - ou indiretamente, através de profecias.

Apesar de todo esse conjunto de revelações, somente é possível entender Deus até certo ponto. É preciso aceitar que Deus guarda vários mistérios para si mesmo, ou seja, coisas que Ele não revelou e nunca vai contar

E precisamos aprender a nos contentar com essas limitações. As informações que temos são suficientes para podermos nos relacionar adequadamente com Ele. Para conseguirmos amá-lo, respeitá-lo, fortalecer nossa confiança nele e obedecer seus mandamentos. Em resumo, sabemos o suficiente para poder exercer adequadamente nossa fé.

Portanto, não perca seu tempo tentando obter respostas que vão além daquilo que Deus decidiu lhe revelar. Você pode e deve investir tempo e esforço para entender melhor aquilo que a Bíblia conta - e esse é um dos objetivos deste site. Mas você nunca vai conseguir saber tudo que gostaria. Há coisas que ficarão ocultas para você e todos os demais seres humanos. Isso é inevitável.

Portanto, o que lhe cabe fazer quando não entender algo, quando não souber porque Deus fez isso ou deixou de fazer aquilo, é exercer sua fé. Isto é, continuar a confiar nele, mesmo sem entender seus objetivos e razões.

Não se conformar com esse estado de coisas e tentar penetrar nos mistérios de Deus poderá trazer dois tipos de consequências ruins para você. A primeira delas é chegar respostas erradas, fruto da construção de interpretações fantasiosas da Bíblia. E é isso que muitos líderes religiosos inescrupulosos têm feito ao longo da história. Por exemplo, foi isso que os seguidores do pastor Jim Jones a participarem de um suicídio coletivo.

A segunda possível consequência ruim dessa busca é a frustração, por não conseguir encontrar as respostas desejadas. E essa frustração pode se transformar em revolta e levar você a se afastar de Deus. Já vi isso acontecer inúmeras vezes.

Concluindo, aprenda a aceitar as coisas como Deus as estabeleceu. E confie nele: no seu amor e na sua decisão inabalável de fazer o melhor por você. Amém.

Com carinho