Antes de ler o texto, veja este vídeo.
Frequentemente o marketing é usado de forma negativa, para gerar falsas necessidades e levar as pessoas a consumir aquilo de que não precisam - esse é um fenômeno muito conhecido na chamada sociedade consumo.
Mas o exemplo acima é exatamente o oposto: o uso do marketing em uma iniciativa altamente positiva - incentivar a doação de orgãos para transplantes. A experiência mostrada foi feita numa das melhores padarias de São Paulo. O local é muito frequentado e sempre é preciso pegar senha para ser atendido. E quem bolou a campanha ligou esse fato à questão da fila de pessoas para conseguir doações de orgão - uma ideia tanto simples como comovente. Portanto, se você ainda não é doador, e é jovem, se inscreva.
Mas, esse vídeo também me fez refletir também sobre como as prioridades da nossa sociedade estão erradas, já que as vidas humanas não têm o valor que deveriam ter. E é sobre esse
ponto de vista que eu vejo a iniciativa desse vídeo - um esforço para ensinar
as pessoas a adquirir novas prioridades -, o que é extremamente importante.
E é aí que nós, cristãos, precisamos ter um papel relevante, tanto para apoiar propostas boas, como essa, quanto para denunciar medidas ruins, venham de onde vierem. Não podemos nos omitir, pois nossa missão é ser "luz para o mundo", conforme Jesus nos ensinou.
Com carinho
"De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Romanos 10:17)
domingo, 23 de setembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
O QUE ACONTECEU COM A MULHER DO KAKÁ?
Caroline Celico é esposa do famoso jogador Kaká. Ficou conhecida, depois do casamento com ele, pela fidelidade à Igreja Renascer em Cristo e pela imagem de certinha. Hoje, ela quer mudar essa imagem: fez um ensaio fotográfico “ousado” para a revista RG e disse que não frequenta mais qualquer igreja, faz suas orações em casa e lê a Bíblia sozinha:
O casal era um dos seguidores mais famosos da Igreja Renascer e fazia aparições em apoio à denominação. Carolina até se disse interessada em ser pastora. O afastamento da Igreja Renascer veio depois dos episódios da prisão dos fundadores daquela denominação nos Estados Unidos e da queda do telhado da sede da Igreja em São Paulo, que causou a morte vários fiéis.
Temos aqui o caso clássico de decepção de fiéis com a denominação cristã a qual seguem fervorosamente, fenômeno muito comum entre os evangélicos. E a decepção é proporcional ao comprometimento - quanto maior o comprometimento maior a decepção -, podendo até levar ao abandono do cristianismo. Veja, por exemplo, a continuação da declaração de Carolina:
Há várias causas para esse tipo de decepção. E é fácil identificar duas delas nesse caso:
Problema 1: Confiança no lugar errado
Algumas denominações crsitãs atribuem excessiva importância às suas lideranças - normalmente seus fundadores. Quando a denominação fica importante no cenário religioso brasileiro, essas pessoas alcançam um status especial e algumas viram quase semi-deuses - ficam acima do bem e do mal - e demonstram isso atribuindo a si mesmos títulos pomposos: "apóstolo", "bispo primaz", "patriarca", etc.
O problema é que todos pecam, inclusive "apóstolos", "bispos primazes" e "patriarcas". Não há com escapar disso. E aí quando o pecado transparece, a reação normal é o líder não reconhecer que pecou - atribue o que ocorreu à perseguição da imprensa e/ou a ações demoníacas, para acabar com seu ministério. E, ao não reconhecer seu erro, esse líder não se purifica do seu pecado e seu ministério fica comprometido. Vimos isso acontecer recentemente no caso da igreja Renascer.
Quando o líder pego em falta, corajosamente faz um ato de contrição pública, reconhecendo seu erro e pedindo perdão, ele tende a ver sua obra destruída. Isso porque quanto maior for a devoção que ele desperta nos fiéis, maior será a revolta contra ele - na verdade, a mesma mão que aplaude é aquela que apedreja. Aqui no Brasil, tivemos o exemplo do pastor Caio Fábio em relação à Fábrica da Esperança e à VInde, por ele fundadas e dirigidas. Por isso, muito poucos escolhem esse caminho, que é o certo.
Poucas denominaçãoes sabem lidar bem com a presença de líderes fortes e carismáticos. A maioria acaba permitindo devoção excessiva a ele, muitas vezes instigada pelo próprio líder. Mas algumas denominações conseguem fazer isso, ao despersonalizar a liderança - por exemplo, no metodismo, que eu sigo, os bispos são eleitos a cada 5 anos e não têm garantia de reeleição. Assim, um líder problemático será naturalmente substituído por outro, sem gerar grandes problemas
Problema 2: teologia tóxica
Carolina também sofreu o efeito de uma teologia tóxica (já falei outras vezes sobre isto, por exemplo).
A Renascer, assim como diversas outras denominações evangélicas, defende a teologia da prosperidade: se as pessoas tiverem fé suficiente poderão se apropriar de inúmeras promessas de prosperidade que Deus fez para seus filhos. Vemos isso com clareza numa declaração anterior de Carolina, onde ela afirmou convicta que Deus tinha dado dinheiro para que o Real Madrid contratasse o Kaká (seu salário atual, por contrato, é de cerca de R$ 4 milhões).
É claro que ela não pensou nos inúmeros outros jogadores de futebol que também são cristãos fervorosos, mas que nunca tiveram acesso a contratos iguais aos do Kaká. Será que falta fé a essas pessoas, enquanto essa fé sobra para o Kaká? Dificilmente. Ou o que falta a esses outros jogadores é a qualidade do futebol que Kaká sempre demonstrou? Acho que a resposta é óbvia.
Teologias como essa causam grande estrago, pois fazem promessas que não podem ser cumpridas, por não serem sancionadas por Deus, causam grande estrago. E o não cumprimento da falsa promessa pode nem ocorrer com a própria pessoa, pois basta que ela olhe em torno e veja o que acontece com os outros, como parece ter sido o caso de Carolina.
Palavras finais
Há muitas outras causas para decepção que não se fizeram presentes no caso em análise, mas impactam muitos outros cristão sinceros. Por exemplo, a promiscuidade de igrejas cristãs com políticos; a ganância de líderes religiosos que procuram extrair dinheiro das pessoas a qualquer custo; ou ou mesmo tentativa de obter controle da vida das pessoas através da imposição de códigos de comportamente sem sentido. Mas não tenho espaço para discutir todos esses casos aqui.
A reflexão que quero deixar é que os cristãos precisam se defender dos "lobos em pele de cordeiro", para não acabar decepcionados. E, se mesmo assim a decepção ocorrer, é preciso lembrar que nem todos os líderes religiosos são iguais. Sempre há cristãos sérios e dedicados em fazer a obra de Deus.
Com carinho
“Não me considero evangélica porque eu acredito que a única coisa que me liga a Deus é Jesus. Acabei me envolvendo numa doutrina religiosa e quando vi estava amando mais o local físico da igreja do que Deus realmente. Fazia as coisas para agradar aos outros, achando que assim estaria agradando a Deus. Eu não comungo mais dessas ideias”.O que aconteceu?
O casal era um dos seguidores mais famosos da Igreja Renascer e fazia aparições em apoio à denominação. Carolina até se disse interessada em ser pastora. O afastamento da Igreja Renascer veio depois dos episódios da prisão dos fundadores daquela denominação nos Estados Unidos e da queda do telhado da sede da Igreja em São Paulo, que causou a morte vários fiéis.
Temos aqui o caso clássico de decepção de fiéis com a denominação cristã a qual seguem fervorosamente, fenômeno muito comum entre os evangélicos. E a decepção é proporcional ao comprometimento - quanto maior o comprometimento maior a decepção -, podendo até levar ao abandono do cristianismo. Veja, por exemplo, a continuação da declaração de Carolina:
“Hoje eu faria de outra maneira, mas acredito que todas as coisas acontecem para nos levar para algum lugar melhor. Sou como sou porque passei por alguns episódios traumáticos e outros muito bons. Mas sou curiosa e continuo superaberta a novas ideias”.O quadro relatado não parece promissor: ela vai tentar levar a própria fé para diante, sozinha, decepcionada, e aberta a “novas ideias”. Só futuro dirá o resultado disso.
Há várias causas para esse tipo de decepção. E é fácil identificar duas delas nesse caso:
Problema 1: Confiança no lugar errado
Algumas denominações crsitãs atribuem excessiva importância às suas lideranças - normalmente seus fundadores. Quando a denominação fica importante no cenário religioso brasileiro, essas pessoas alcançam um status especial e algumas viram quase semi-deuses - ficam acima do bem e do mal - e demonstram isso atribuindo a si mesmos títulos pomposos: "apóstolo", "bispo primaz", "patriarca", etc.
O problema é que todos pecam, inclusive "apóstolos", "bispos primazes" e "patriarcas". Não há com escapar disso. E aí quando o pecado transparece, a reação normal é o líder não reconhecer que pecou - atribue o que ocorreu à perseguição da imprensa e/ou a ações demoníacas, para acabar com seu ministério. E, ao não reconhecer seu erro, esse líder não se purifica do seu pecado e seu ministério fica comprometido. Vimos isso acontecer recentemente no caso da igreja Renascer.
Quando o líder pego em falta, corajosamente faz um ato de contrição pública, reconhecendo seu erro e pedindo perdão, ele tende a ver sua obra destruída. Isso porque quanto maior for a devoção que ele desperta nos fiéis, maior será a revolta contra ele - na verdade, a mesma mão que aplaude é aquela que apedreja. Aqui no Brasil, tivemos o exemplo do pastor Caio Fábio em relação à Fábrica da Esperança e à VInde, por ele fundadas e dirigidas. Por isso, muito poucos escolhem esse caminho, que é o certo.
Poucas denominaçãoes sabem lidar bem com a presença de líderes fortes e carismáticos. A maioria acaba permitindo devoção excessiva a ele, muitas vezes instigada pelo próprio líder. Mas algumas denominações conseguem fazer isso, ao despersonalizar a liderança - por exemplo, no metodismo, que eu sigo, os bispos são eleitos a cada 5 anos e não têm garantia de reeleição. Assim, um líder problemático será naturalmente substituído por outro, sem gerar grandes problemas
Problema 2: teologia tóxica
Carolina também sofreu o efeito de uma teologia tóxica (já falei outras vezes sobre isto, por exemplo).
A Renascer, assim como diversas outras denominações evangélicas, defende a teologia da prosperidade: se as pessoas tiverem fé suficiente poderão se apropriar de inúmeras promessas de prosperidade que Deus fez para seus filhos. Vemos isso com clareza numa declaração anterior de Carolina, onde ela afirmou convicta que Deus tinha dado dinheiro para que o Real Madrid contratasse o Kaká (seu salário atual, por contrato, é de cerca de R$ 4 milhões).
É claro que ela não pensou nos inúmeros outros jogadores de futebol que também são cristãos fervorosos, mas que nunca tiveram acesso a contratos iguais aos do Kaká. Será que falta fé a essas pessoas, enquanto essa fé sobra para o Kaká? Dificilmente. Ou o que falta a esses outros jogadores é a qualidade do futebol que Kaká sempre demonstrou? Acho que a resposta é óbvia.
Teologias como essa causam grande estrago, pois fazem promessas que não podem ser cumpridas, por não serem sancionadas por Deus, causam grande estrago. E o não cumprimento da falsa promessa pode nem ocorrer com a própria pessoa, pois basta que ela olhe em torno e veja o que acontece com os outros, como parece ter sido o caso de Carolina.
Palavras finais
Há muitas outras causas para decepção que não se fizeram presentes no caso em análise, mas impactam muitos outros cristão sinceros. Por exemplo, a promiscuidade de igrejas cristãs com políticos; a ganância de líderes religiosos que procuram extrair dinheiro das pessoas a qualquer custo; ou ou mesmo tentativa de obter controle da vida das pessoas através da imposição de códigos de comportamente sem sentido. Mas não tenho espaço para discutir todos esses casos aqui.
A reflexão que quero deixar é que os cristãos precisam se defender dos "lobos em pele de cordeiro", para não acabar decepcionados. E, se mesmo assim a decepção ocorrer, é preciso lembrar que nem todos os líderes religiosos são iguais. Sempre há cristãos sérios e dedicados em fazer a obra de Deus.
Com carinho
domingo, 29 de julho de 2012
POBRE MENINA RICA: QUEM PODERÁ SALVÁ-LA?
A atriz Kristen Stewart ficou famosa como a heroína da série Crepúsculo. Galgou rapidamente o estrelato e, com apenas 22 anos já é rica e famosa. Em junho passado, ela deu uma entrevista para a revista Elle, onde disse literalmente o seguinte: "Você aprende muito com as coisas ruins. Estou cansada. Sinto algo, como, 'por que as coisas são tão fáceis para mim? Mal posso esperar para que algo louco aconteça comigo. É a vida. Quero que alguém me ferre!"
Hoje ela está nas manchetes por ter tido um caso com o diretor do seu último filme (casado e com dois filhos), revelado publicamente através de fotos comprometedoras. Pelo menos ela teve a decência de reconhecer seu erro e pedir desculpas àqueles a quem feriu.
Olhando de fora, tudo parece uma loucura. Uma pessoa ainda jovem recebe tudo num bandeja - fama, riqueza, talento e beleza. E, como não é totalmente alienada, é capaz de perceber o tamanho desse privilégio, que ela mesma reconhece não ter feito por merecer. Sentindo-se cuulpada, pasasa desejar que algo de ruim lhe aconteça, para se sentir mais normal. Assume então um comportamento autodestrutivo – tem um caso com um homem casado, à vista de todo mundo – para que sua “profecia” venha a se cumprir. E acaba ferrada aos olhos de todos.
Essa história surpreendente, que ainda está longe de acabar, demonstra bem dois tipos de problemas que são terríveis na vida de qualquer ser humano e que são muito mais frequentes entre as pessoas privilegiadas (ricas, bonitas, poderosas, famosas, etc):
“Ter” não é melhor do que “ser”
Eu já comentei várias vezes neste blog (XXX) que vivemos numa sociedade onde o sucesso é medido pelo que as pessoas têm: dinheiro, fama, poder, beleza, etc. E não importa como isso foi conseguido.
Quem tem é um sucesso, mas quem não tem é um fracasso. Nesse tipo de sociedade, Kristen Stewart é um sucesso, enquanto Jesus foi um fracasso. Afinal, Ele não teve dinheiro, poder, beleza e sua fama só lhe trouxe problemas.
No entanto, apenas com o poder da sua palavra e do seu exemplo de vida, Ele mudou a história da humanidade. É que na verdade Jesus foi um sucesso quando as coisas são medidas pelo que se é e não pelo que se tem. Era sábio, bom, paciente com as falhas do ser humano e amoroso, de uma forma além da nossa compreensão (morreu por nós).
E é interessante perceber que Kristen tem noção de não ser o sucesso que todos querem ver nela. Percebe que tudo lhe veio muito fácil e que há algo de distorcido no “conto de fadas” que vive. Isso até é um avanço porque outras pessoas na mesma condição tornam-se arrogantes e acabam concluindo que são mesmo especiais.
A primazia do "ter" sobre o "ser" é péssima, pois torna a sociedade materialista e tira importância das questões espirituais. Kristen talvez não consiga ver as coisas dessa forma clara, mas percebe que há algo de errado, de muito errado.
Não é possível ser feliz sem Deus
O segundo problema que transparece no depoimente de Kristen é o vazio que fica no interior do ser humano que não se relaciona intimamente com Deus. Ela sabe não ter merecido aquilo que tem, mas em momento nenhum procura entender de onde lhe veio as bençãos recebidas. E se tivesse essa preocupação, poderia demonstrar gratidão a Deus, colocando seus recursos e talento em prol de causas nobres. Mas ela vai por um caminho diferente e muito estranho: passa a desejar uma vida menos privilegiada, para não se sentir tão culpada.
O fato é que fomos criados para viver em comunhão e harmonia com nosso Criador. O ser humano nunca atinge a felicidade plena sem estar junto a Deus. Um exemplo ajuda a explicar bem isso: também fomos feitos para conviver com outras pessoas e, por causa disso, a solidão é das piores coisas, pois deixa um enorme vazio na vida do solitário.
O vazio causado pela necessidade de Deus não pode ser preenchido por nada material, assim como acontece com a solidão. Somente a presença de Deus em nossa vida elimina esse vazio. E é por isso que vemos tantos artistas, políticos, esportistas e socialites, pessoas altamente privilegiadas, profundamente infelizes. Muitas chegam a se autodestruir por conta das drogas e bebida.
Palavras finais
Eu não sei o que vai acontecer na vida de Kristen Stewart, mas somente desejo o bem para ela. E ela até demonstra uma percepção e humildade acima daquilo que vemos em outras pessoas privilegiadas.
Mas sem resolver essas duas questões importantes – passar a privilegiar o “ser” sobre o “ter” e se aproximar realmente de Deus – ela não vai resolver suas questões existenciais. Nem ela, nem nenhum de nós, pois estamos todos no mesmo barco.
Com carinho
Hoje ela está nas manchetes por ter tido um caso com o diretor do seu último filme (casado e com dois filhos), revelado publicamente através de fotos comprometedoras. Pelo menos ela teve a decência de reconhecer seu erro e pedir desculpas àqueles a quem feriu.
Olhando de fora, tudo parece uma loucura. Uma pessoa ainda jovem recebe tudo num bandeja - fama, riqueza, talento e beleza. E, como não é totalmente alienada, é capaz de perceber o tamanho desse privilégio, que ela mesma reconhece não ter feito por merecer. Sentindo-se cuulpada, pasasa desejar que algo de ruim lhe aconteça, para se sentir mais normal. Assume então um comportamento autodestrutivo – tem um caso com um homem casado, à vista de todo mundo – para que sua “profecia” venha a se cumprir. E acaba ferrada aos olhos de todos.
Essa história surpreendente, que ainda está longe de acabar, demonstra bem dois tipos de problemas que são terríveis na vida de qualquer ser humano e que são muito mais frequentes entre as pessoas privilegiadas (ricas, bonitas, poderosas, famosas, etc):
“Ter” não é melhor do que “ser”
Eu já comentei várias vezes neste blog (XXX) que vivemos numa sociedade onde o sucesso é medido pelo que as pessoas têm: dinheiro, fama, poder, beleza, etc. E não importa como isso foi conseguido.
Quem tem é um sucesso, mas quem não tem é um fracasso. Nesse tipo de sociedade, Kristen Stewart é um sucesso, enquanto Jesus foi um fracasso. Afinal, Ele não teve dinheiro, poder, beleza e sua fama só lhe trouxe problemas.
No entanto, apenas com o poder da sua palavra e do seu exemplo de vida, Ele mudou a história da humanidade. É que na verdade Jesus foi um sucesso quando as coisas são medidas pelo que se é e não pelo que se tem. Era sábio, bom, paciente com as falhas do ser humano e amoroso, de uma forma além da nossa compreensão (morreu por nós).
E é interessante perceber que Kristen tem noção de não ser o sucesso que todos querem ver nela. Percebe que tudo lhe veio muito fácil e que há algo de distorcido no “conto de fadas” que vive. Isso até é um avanço porque outras pessoas na mesma condição tornam-se arrogantes e acabam concluindo que são mesmo especiais.
A primazia do "ter" sobre o "ser" é péssima, pois torna a sociedade materialista e tira importância das questões espirituais. Kristen talvez não consiga ver as coisas dessa forma clara, mas percebe que há algo de errado, de muito errado.
Não é possível ser feliz sem Deus
O segundo problema que transparece no depoimente de Kristen é o vazio que fica no interior do ser humano que não se relaciona intimamente com Deus. Ela sabe não ter merecido aquilo que tem, mas em momento nenhum procura entender de onde lhe veio as bençãos recebidas. E se tivesse essa preocupação, poderia demonstrar gratidão a Deus, colocando seus recursos e talento em prol de causas nobres. Mas ela vai por um caminho diferente e muito estranho: passa a desejar uma vida menos privilegiada, para não se sentir tão culpada.
O fato é que fomos criados para viver em comunhão e harmonia com nosso Criador. O ser humano nunca atinge a felicidade plena sem estar junto a Deus. Um exemplo ajuda a explicar bem isso: também fomos feitos para conviver com outras pessoas e, por causa disso, a solidão é das piores coisas, pois deixa um enorme vazio na vida do solitário.
O vazio causado pela necessidade de Deus não pode ser preenchido por nada material, assim como acontece com a solidão. Somente a presença de Deus em nossa vida elimina esse vazio. E é por isso que vemos tantos artistas, políticos, esportistas e socialites, pessoas altamente privilegiadas, profundamente infelizes. Muitas chegam a se autodestruir por conta das drogas e bebida.
Palavras finais
Eu não sei o que vai acontecer na vida de Kristen Stewart, mas somente desejo o bem para ela. E ela até demonstra uma percepção e humildade acima daquilo que vemos em outras pessoas privilegiadas.
Mas sem resolver essas duas questões importantes – passar a privilegiar o “ser” sobre o “ter” e se aproximar realmente de Deus – ela não vai resolver suas questões existenciais. Nem ela, nem nenhum de nós, pois estamos todos no mesmo barco.
Com carinho
quarta-feira, 11 de julho de 2012
O SIGNIFICADO DA "PARTÍCULA DE DEUS" PARA OS CRISTÃOS
O nome técnico da chamada “partícula de Deus”, tão comentada na mídia nesses últimos dias, é bóson de Higgs. A
existência dessa partícula foi postulada por um físico britânico chamado Peter Higgs,
mas até agora não tinha sido provada sua existência, pois trata-se de algo
extremamente difícil de encontrar. Foi preciso um projeto (chamado CERN) que juntou vários
países e custou cerca de 10 bilhões de dólares, para
conseguir essa prova. Tanto é assim que o próprio Higgs sempre achou que não veria em vida sua
teoria comprovad - agora ele certamente vai ganhar o prêmio Nobel.
Com carinho
Higgs pode fazer essa previsão porque existe um modelo padrão para o
átomo. Esse modelo começou a ser construído no início do século passado por cientistas
como Niels Bohr. Aos poucos, outros cientistas foram completando o modelo, que
foi se tornando mais complexo: é esse modelo que fala da existência e do papel
do neutron, do elétron, do próton, dos quarks, etc.
Usando esse modelo, Higgs percebeu que faltava uma partícula, ou seja
havia algo ainda não descoberto que era necessário existir para que as contas
fechassem. Tal partícula era do tipo bóson – não vou nem tentar explicar o que
é isso aqui, para não complicar as coisas. E deram o nome do descobridor para o
tal bóson, como é comum na ciência.
Segundo a
física, o universo começou com uma explosão de um “ovo” de energia, o Big Bang,
cerca de 13,7 bilhões de anos atrás, explosão essa que permitiu a formação de
toda a estrutura de galáxias, estrelas e planetas que existe hoje. E o bóson de Higgs foi o fósforo que acendeu
o pavio dessa explosão.
Na verdade essa partícula explica porque as coisas têm massa. E a existência
de massa é muito importante, pois além de explicar o Big Bang, esclarece a
força da gravidade que mantém os corpos celestes nas suas órbitas e, portanto, a
organização do cosmos.
O apelido “partícula
de Deus” foi proposto por outro cientista, ganhador do prêmio Nobel, Leon Lederman, no
seu livro de mesmo nome. Veja o que ele disse:
“Esse bóson é tão central para o estado da física de hoje, tão crucial para nosso entendimento final da estrutura da matéria, entretanto tão difícil de detectar, que eu dei-lhe um apelido: a partícula de Deus. Por que? ... por que existe uma conexão, de certa maneira, com outro livro, esse muito mais antigo [se referindo ao Gênesis].”
Ora, por causa do apelido,
muitas pessoas pensam que há conexão entre essa descoberta e os ensinamentos da
Bíblia – o bóson de Higgs iria provar ou não a existência de Deus ou o relato
da criação do mundo contido no Gênesis. Nada disso: a confirmação da existência
dessa partícula pode iluminar a teoria adotada pela física para o Big Bang e a
gravidade, mas nada fala de Deus.
Para nós cristãos,
portanto, essa descoberta é muito interessante no sentido que ela reforça a
teoria do Big Bang e essa teoria comprova que o universo teve início e isso
aponta diretamente para Deus, conforme já comentei em outro texto aqui no blog. Somente isso. O que passar daí é pura fofoca.Com carinho
quarta-feira, 27 de junho de 2012
"SOLITÁRIO GEORGE": UM GRITO DE SOCORRO
No fim de semana passado, morreu “Solitário George”, a última tartaruga gigante da sua subespécie que vivia nas ilhas Galápagos. Sua geração se acabou porque o ser humano introduziu cabras nas ilhas, que comeram toda a vegetação da qual viviam as pobres e indefesas tartarugas. Capturado, George foi levado a um centro animal e tentaram fazê-lo cruzar com tartarugas aparentadas, mas sem sucesso. E ali ele viveu solitário, o último da sua linhagem, por mais de 40 anos.
De uma forma geral, os seres vivos, pelo menos aqueles gerados por reprodução entre dois sexos diferentes, não foram criados para viverem inteiramente solitários. Por exemplo, no relato da criação no Gênesis, Deus disse: não é bom que o homem esteja só (capítulo 2, versículo 18). E aí estava a mulher para encantar a vida do homem - menos nos dias de TPM, mas aí já é outra história. E com os animais não é diferente.
Tudo isso me fez refletir sobre a ação predatória dos próprios seres humanos, que já dizimou milhares de espécies e acabará por dizimar outras tantas. E o desequilíbrio do nosso ecossistema poderá causar, além de todo tipo de catástrofe natural, o próprio fim da humanidade.
E nem percebemos que estamos destruindo aquilo que Deus fez com tanta sabedoria e desejando o melhor para nós. É interessante observar que, depois de cada ato de criação relatado no Gênesis, o texto diz que Deus olhou para o que tinha sido feito e viu que tudo tinha excelência (capítulo 1, versículos 1 a 25).
Mas a sociedade humana nem parece se importar muito com isso, pois lá no fundo deve achar que sempre teve e sempre terá a natureza para ser explorada, o que não é verdade.
É exatamente por isso que os avanços das políticas e práticas que preservam o meio ambiente é tão lento – basta ver os resultados limitadíssimos da Rio + 20, que se encerrou nos últimos dias. Mais uma vez tudo foi empurrado com a barriga para o futuro. A maior parte do esforço das autoridades presentes foi usado em parecer que estavam interessadas no assunto, para passar uma boa imagem para a opinião pública, sem se comprometer com algo de muito concreto, que viesse a dificultar o ato de governar.
Agora preocupo-me mais ainda quando o povo cristão também não dá muita importância para o assunto. E é fácil perceber isso: basta você se perguntar quantas pregações já ouviu sobre temas ecológicos ou qual foi o interesse que sua igreja demonstrou sobre a Rio+20. Provavelmente a resposta será decepcionante, com raras e honrosas exceções. Esse tema ainda não entrou no radar das igrejas cristãs para valer.
Nós, cristãos, precisamos assumir mais responsabilidades e interesse na preservação do nosso planeta. Afinal é nosso dever cuidar daquilo que Deus criou para nós. Se não fizermos isso, assistiremos de camarote a contínua deterioração da "casa" que foi feita especialmente para nós.
E caso isso venha a ocorrer, daqui há algum tempo, pode aparecer outro “Solitário George”, dessa vez um homem alquebrado, vivendo sozinho num mundo desolado e que nem terá o consolo de contar sua história, pois não haverá ninguém para ler o que ele escreva...
Com carinho
De uma forma geral, os seres vivos, pelo menos aqueles gerados por reprodução entre dois sexos diferentes, não foram criados para viverem inteiramente solitários. Por exemplo, no relato da criação no Gênesis, Deus disse: não é bom que o homem esteja só (capítulo 2, versículo 18). E aí estava a mulher para encantar a vida do homem - menos nos dias de TPM, mas aí já é outra história. E com os animais não é diferente.
Tudo isso me fez refletir sobre a ação predatória dos próprios seres humanos, que já dizimou milhares de espécies e acabará por dizimar outras tantas. E o desequilíbrio do nosso ecossistema poderá causar, além de todo tipo de catástrofe natural, o próprio fim da humanidade.
E nem percebemos que estamos destruindo aquilo que Deus fez com tanta sabedoria e desejando o melhor para nós. É interessante observar que, depois de cada ato de criação relatado no Gênesis, o texto diz que Deus olhou para o que tinha sido feito e viu que tudo tinha excelência (capítulo 1, versículos 1 a 25).
Mas a sociedade humana nem parece se importar muito com isso, pois lá no fundo deve achar que sempre teve e sempre terá a natureza para ser explorada, o que não é verdade.
É exatamente por isso que os avanços das políticas e práticas que preservam o meio ambiente é tão lento – basta ver os resultados limitadíssimos da Rio + 20, que se encerrou nos últimos dias. Mais uma vez tudo foi empurrado com a barriga para o futuro. A maior parte do esforço das autoridades presentes foi usado em parecer que estavam interessadas no assunto, para passar uma boa imagem para a opinião pública, sem se comprometer com algo de muito concreto, que viesse a dificultar o ato de governar.
Agora preocupo-me mais ainda quando o povo cristão também não dá muita importância para o assunto. E é fácil perceber isso: basta você se perguntar quantas pregações já ouviu sobre temas ecológicos ou qual foi o interesse que sua igreja demonstrou sobre a Rio+20. Provavelmente a resposta será decepcionante, com raras e honrosas exceções. Esse tema ainda não entrou no radar das igrejas cristãs para valer.
Nós, cristãos, precisamos assumir mais responsabilidades e interesse na preservação do nosso planeta. Afinal é nosso dever cuidar daquilo que Deus criou para nós. Se não fizermos isso, assistiremos de camarote a contínua deterioração da "casa" que foi feita especialmente para nós.
E caso isso venha a ocorrer, daqui há algum tempo, pode aparecer outro “Solitário George”, dessa vez um homem alquebrado, vivendo sozinho num mundo desolado e que nem terá o consolo de contar sua história, pois não haverá ninguém para ler o que ele escreva...
Com carinho
quinta-feira, 14 de junho de 2012
O DIVÓRCIO DEPOIS DE 115 ANOS
A mídia divulgou amplamente a notícia que o casal de tartarugas acima “resolveu” se separar, depois de 115 anos de união. Para quem não sabe, a “iniciativa” foi dela, ao expulsar o macho - parece que ela considerou não haver mais diálogo e quer sua liberdade de volta...
Brincadeiras à parte, essa notícia me fez refletir sobre a transitoriedade da vida. O ditado popular “não há bem que sempre dure nem mal que não se acabe” fala exatamente sobre essa questão.
Todos gostam da segunda parte do ditado e porisso ele é muito usado nos momentos ruins da vida. Afinal saber que nenhum mal vai durar para sempre é um grande consolo e um incentivo para perseverar ante as dificuldades.
Mas, meu tema hoje é a primeira parte do ditado: “não há bem que sempre dure”. E não gostamos nada de saber disso - eu pelo menos nunca ouvi esse ditado ser usado, por exemplo, num casamento ou num batizado.
Mas, gostemos ou não, viramos páginas boas das nossas vidas todos os dias: o último Natal na casa dos avós; o último dia daquelas férias de verão fantásticas; o último dia de aula no colégio onde tínhamos tantos amigos; o último dia da faculdade, quando a responsabilidade da vida começou a pesar; o último dia de vida de uma pessoa querida; e assim por diante.
Nada material fica para sempre. Impérios foram construídos e caíram, reduzidos a algumas ruínas sem qualquer sinal de vida humana. Fortunas foram ganhas e perdidas ao longo de gerações. Empresas se tornaram poderosas, para depois acabarem aos pedaços.
Olhando o sol...
Não gostamos de pensar muito no fim das coisas boas, pois isso nos faz mal. Como disse um escritor famoso: "pensar no fim é como olhar diretamente para o sol - não dá para fazer isso por muito tempo."
De fato, poucos conseguem fazer isso de fato e meu pai foi uma dessas pessoas. Lembro-me que, cerca de dez anos atrás, encontrei-o lendo um livro intitulado “Como morremos”. Reagi de imediato, dizendo que ler aquilo era absurdo. E ele, sempre muito sábio, respondeu: “meu filho, se eu não ler isso agora, quando vou ler?”. E ele morreu dois anos depois. Não sei se o livro (que hoje está comigo) ajudou, mas certamente ele escolheu a hora certa para lê-lo.
Como não conseguimos encarar vamos sempre nos auto enganando e ai prosperam as juras de amor eterno, as promessas de estar sempre presente na vida ds pessoas amadas, os planos de vida de longo prazo, etc. E temperamos um pouco esse otimismo excessivo, fazendo seguro de vida.
Jesus nos advertiu várias vezes para não esquecermos que as coisas boas também têm fim. Numa delas, contou uma parábola onde um senhor de terras construiu novos celeiros pois sua produção de grãos tinha aumentado muito. Ele imaginou que passaria a ter uma vida tranquila e farta, mas mal sabia que naquela mesma noite sua alma seria chamada por Deus (Lucas capítulo 12, versículos 16 a 20).
Há razão para esperança?
Mas há sim razão para ter esperança no futuro. Afinal, Deus nos prometeu uma segunda vida maravilhosa, depois da presente existência (Apocalipse capítulo 22, versículos 3 a 5):
Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro [Jesus]. Os seus servos [nós] o servirão, contemplarão sua face... Então já não haverá noite, nem precisarão eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos.Essa segunda vida não vai se acabar - terá começo, mas não terá fim. Nela não haverá choro e nem sofrimento. E é para lá que vamos. Glórias a Deus poristo!
Assim, quando chegar minha vez de ler aquele livro que meu pai já leu, espero ter sempre presente essa esperança. E com base nela poder, com serenidade, finalmente "encarar o sol". Foi isso que eu vi meu pai fazer.
Com carinho
Vinicius
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