terça-feira, 25 de setembro de 2018

EM BRIGA DE MARIDO E MULHER NINGUÉM DEVE METER A COLHER?

O ditado que recomenda ninguém se meter em briga de marido e mulher é bem conhecido. Mas isso nem sempre se aplica, pois há situações, sim, em que torna-se necessário intervir nessas brigas.

Mas quando é preciso intervir em briga de marido e mulher? Simples, em situações de violência e abuso. É uma intervenção que se faz necessária, pois muitas vezes a pessoa que está sendo abusada e agredida perde as condições de se defender por si mesma.

Aí é nossa obrigação, como cristãos/ãs, intervir para que aquela situação não acabe se tornando uma tragédia. É sobre isso que a pastora Carol e a Alícia falam no seu mais novo vídeo - veja aqui.

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domingo, 23 de setembro de 2018

O PREÇO DA ADMISSÃO

Os grandes lugares turísticos do mundo compram um preço da admissão - o valor que custa para serem visitados. E isso acontece até quando os/as turistas visitam igrejas. 

Mas, a catedral de São Paulo em Londres, é diferente. Ali nada cobra se a pessoa entrar na igreja para assistir um dos inúmeros cultos que ocorrem ali ao longo do dia. Nesse caso, o preço da admissão é igual a zero. O preço é pago pela própria igreja anglicana, que deseja ver as pessoas frequentarem seus cultos.

A mesma coisa acontece com a nossa salvação: o preço que pagamos por ela é igual a zero. Isso porque Jesus já pagou o preço necessário derramando seu sangue na cruz. É sobre isso que falo no meu mais novo vídeo - veja aqui.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

SE DEUS ME DISSER PARA FAZER ALGUMA COISA, TUDO VAI CORRER BEM. CERTO?

A maioria dos/as cristãos/ãs costuma acreditar que, se Deus lhes disser para fazer alguma coisa, e eles/as fizerem, vai correr tudo bem. E se não correr, é porque, das duas uma: aquele caminho não tinha sido de fato orientado por Deus ou faltou fé á pessoa. 

Talvez eu surpreenda você ao dizer que a Bíblia não dá suporte a esse tipo de pensamento. E vou dar dois exemplos para provar isso: 

Caso 1: O PLANEJAMENTO DO PRIMEIRO NATAL
Pense nas condições em que Jesus chegou ao mundo. José e Maria (grávida de nove meses) chegaram a Belém em meio a um recenseamento e não encontraram onde ficar. Acabaram instalados num curral, em meio a animais, sendo que o berço de Jesus foi um cocho (manjedoura). 

Ora, como Deus escolheu a dedo o local e o momento para mandar seu Filho ao mundo, essa dificuldade toda causa estranheza. Só há duas possibilidades. Ou Deus não sabe planejar, o que é uma conclusão absurda, ou era para ser assim mesmo. Era para Maria e José passarem por tudo isso. 

Maria e José fizeram exatamente a vontade de Deus e ainda assim passaram por enormes dificuldades.

Caso 2: O SOFRIMENTO DE PAULO 
Outro exemplo é o apóstolo Paulo. Ele saiu em viagens missionárias, plantando igrejas pela Ásia Menor, Grécia, Macedônia e Roma. Fez a vontade de Deus e ainda assim padeceu muito. Veja o relato que ele mesmo fez (2 Coríntios capítulo 11, versículos 23 a 33):
São eles servos de Cristo? Eu ainda mais: trabalhei muito mais, fui encarcerado mais vezes, fui açoitado mais severamente e exposto à morte repetidas vezes. Cinco vezes recebi dos judeus trinta e nove açoites. Três vezes fui golpeado com varas, uma vez apedrejado, três vezes sofri naufrágio, passei uma noite e um dia exposto à fúria do mar. Estive continuamente viajando de uma parte a outra, enfrentei perigos nos rios, perigos de assaltantes, perigos dos meus compatriotas, perigos dos gentios; perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, e perigos dos falsos irmãos. Trabalhei arduamente; muitas vezes fiquei sem dormir, passei fome e sede, e muitas vezes fiquei em jejum; suportei frio e nudez. Além disso, enfrento diariamente uma pressão interior, a saber, a minha preocupação com todas as igrejas...
E nada disso aconteceu por acaso. Em Atos capítulo 9, versículos 15 e 16, Paulo recebeu a seguinte profecia: 
Vai, porque este [Paulo] é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome. 
Qual a explicação para isso?
A maioria dos homens e mulheres de Deus, como os profetas, sofreram bastante quando estavam cumprindo as missões que tinham recebido. Como explicar isso?

O fato é que Deus pensa de forma muito diferente do que nós. Nós olhamos para as questões materiais, buscando conforto, segurança e prazer. Privilegiamos o aqui e agora. Enquanto isso, Deus olha para nosso comportamento pensando na implantação do seu Reino e na vida eterna.

É claro que Deus se preocupa com as suas condições de vida, saúde, etc. E que Ele quer te abençoar, ajudando você a superar suas dificuldades. Mas Ele se preocupa muito mais com a forma como você vive, com aquilo que você faz. Pois são essas coisas que vão determinar seu futuro junto a Ele. 

E tanto é assim que Jesus afirmou uma coisa surpreendente em Mateus capítulo 18, versículos 8 e 9: 
Se, pois, a tua mão ou o teu pé te fizer tropeçar, corta-o, lança-o de ti; melhor te é entrar na vida aleijado, ou coxo, do que, tendo duas mãos ou dois pés, ser lançado no fogo eterno. E, se teu olho te fizer tropeçar, arranca-o, e lança-o de ti; melhor te é entrar na vida com um só olho, do que tendo dois olhos, ser lançado no inferno de fogo. 
Repare o significado dessa afirmação: Jesus alertou que, se seu bem-estar afastar você de Deus - talvez porque a vida boa lhe torne insensível, preguiçoso ou frio espiritualmente -, é melhor perder essas coisas, sofrer e mudar. Pois essa mudança pode aproximar você de Jesus e te levar para o céu. Simples assim.

Mudando a perspectiva da vida
A compulsão quase obsessiva dos seres humanos pela felicidade, para que tudo dê certo nas suas vidas, pode impedir você de aprender quando as coisas não correrem bem. 

Se você ficar preso/a ao que aconteceu, buscando razões e justificativas para os problemas (que provavelmente não vai encontrar), deixará de olhar para as portas que Deus vai abrir à sua frente. E não vai crescer espiritualmente.

E frequentemente são os problemas e fracassos que verdadeiramente ensinam. O jogador de basquete Michael Jordan, num comercial famoso, declarou: “errei cerca de nove mil lançamentos de bola à cesta ao longo da minha carreira... E falhei muitas vezes. E é por isso que tive sucesso”. 

Repare bem: para conseguir sucesso, ele precisou errar muito e aprender. Teve muitas derrotas antes de conseguir colher grandes vitórias.

Não se impressione quando estiver fazendo aquilo que Deus orientou você e mesmo assim surgirem dificuldades inesperadas. Tenha confiança que Deus está fazendo aquilo que o melhor, mesmo quando você não conseguir entender as razões d´Ele. Lembre-se que trabalha para que as coisas venham a cooperar para seu bem (veja mais).

Com carinho

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

SERÁ QUE SUA ORAÇÃO NÃO FOI RESPONDIDA POR FALTA DE FÉ?

Há muitas orações não respondidas e as pessoas não gostam muito de falar sobre isso. Elas se sentem fracassadas espiritualmente quando passam por esse tipo de experiência. É claro que a falta de fé faz com que algumas orações não sejam respondidas, mas na maioria das vezes não é isso que acontece. Deus costuma ter razões muito boas para não atender boa parte dos pedidos que recebe. E às vezes os pedidos são atendidos sim, mas não da forma ou no prazo que as pessoas esperavam. É o que vamos detalhar a seguir:

Deus tem outra perspectiva de tempo
Deus opera numa perspectiva de tempo diferente da nossa. Assim, pode ser que o pedido venha a ser atendido num tempo diferente daquele que as pessoas esperam. Vejamos um exemplo:

Jesus passou uma noite em oração antes de escolher os doze apóstolos (Lucas capítulo 6, versículos 12 e 13), procurando orientação para fazer a melhor escolha. Mas não há como esconder o fato que os homens escolhidos por Jesus muitas vezes agiram mal. Por exemplo, fugiram no momento em que seu Mestre mais precisou do apoio deles, um deles (Judas) vendeu Jesus por 30 moedas e outro (Pedro) o negou de forma vergonhosa.

A oração de Jesus parece não ter sido respondida. Mas, a história da igreja cristã comprova que os apóstolos tiveram sucesso. Em outras palavras, se fizermos uma radiografia da sua atuação na época da crucificação de Jesus, concluiremos que eles fracassaram. Mas a mesma radiografia, feita 30 anos depois, levará a conclusão bem diferente. A oração de Jesus foi respondida sim, mas em outra perspectiva de tempo.

A pessoa pediu a coisa errada
O apóstolo Paulo pediu que Deus lhe retirasse um “espinho” na carne. E recebeu como resposta que a Graça lhe bastava (2 Coríntios capítulo 12, versículos 7 a 10). Esse pedido do apóstolo nunca foi atendido.

O próprio Paulo reconheceu que não teria sido mesmo bom para ele ficar livre do tal “espinho” (versículo 7), pois ele teria se deixado levar pelo orgulho e pela vaidade. Não podemos esquecer que o apóstolo liderava um ministério de muito sucesso, realizando muitas curas, libertações e até ressuscitando pessoas, sem contar as inúmeras conversões. É fácil a pessoa se perder numa situação dessas, como testemunham inúmeros exemplos na história da Igreja Cristã. O "espinho" na carne manteve o apóstolo humilde e dependente da Graça de Deus.

Esse exemplo demonstra bem uma das causas mais comuns para as orações não respondidas: pedidos que não são adequados para quem pede. E Deus precisa recusar esses pedidos, mesmo quando feitos com muita fé. De forma similar ao que os pais fazem quando as crianças pedem para receber coisas que não são boas para elas mesmas. Simples assim.

A pessoa pediu da forma errada
Certo dia Jesus estava orando em determinado lugar. Tendo terminado, um dos seus discípulos lhe disse: “Senhor, ensina-nos a orar, como João ensinou aos discípulos dele”. Ele lhes disse: Quando vocês orarem, digam...Lucas capítulo 11, versículos 1 e 2
Por que os discípulos pediram a Jesus que os ensinassem a orar? Não podemos esquecer que o judaísmo é uma religião onde existem diversas orações prontas, ensinadas às pessoas desde crianças. Portanto, o pedido dos discípulos não foi feito por não saberem o que dizer para Deus.

Outra possível razão seria os discípulos pensarem que a ocasião exigisse uma oração especial, que ainda não fizesse parte da sua rotina religiosa. Isso é muito comum no judaísmo, pois, ao longo da história, os rabinos criaram muitas orações adequadas às mais diferentes situações. Mas esse não parece ter sio o caso, pois não havia nada de especial na circunstância que os discípulos estavam vivendo. 

Portanto, sobra uma única alternativa: os discípulos sabiam que Jesus orava de forma diferente e queriam o mesmo para si. De fato, Jesus orava sem repetir fórmulas prontas, sem recitar palavras que acabavam não tendo muito significado. Ele orava do coração, demonstrando intimidade com Deus.

E Jesus atendeu o pedido ensinando-lhes a oração hoje conhecida como "Pai Nosso. Nela incluiu todos os princípios que devem ser seguidos para uma boa oração. Isso inclui louvar a Deus, reconhecer as próprias fraquezas, fazer apenas os pedidos necessários, etc. 

Agora, vejam o que Jesus disse em Mateus capítulo 6, versículos 6 e 7 (pouco antes de ensinar a oração do Pai Nosso):
...E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos. 
Jesus advertiu contra o hábito comum (naquele tempo como hoje em dia) de ficar repetindo fórmulas prontas (e aí se inclui até o “Pai Nosso”), sem nem entender bem o que se está dizendo e/ou sem nem prestar atenção nas palavras. O que nos permite concluir que orações feitas mecanicamente dificilmente são respondidas. Como também não são as orações feitas de forma desrespeitosa, com desatenção, etc.

Deus tem coisa melhor preparada
Certa vez Jesus orou pedindo pela unidade do povo cristão (João capítulo 17, versículos 20 a 23). Ora, essa não é a experiência vivida pela igreja – hoje existem dezenas de milhares de denominações que se dizem cristãs. Essa oração parece não ter sido atendida.

Nesse caso provavelmente Jesus pediu pela unidade espiritual e não pela manutenção de todo o universo de fiéis debaixo de um único "guarda-chuva" – seria uma organização gigantesca com cerca de 2,5 bilhões de seguidores/as.

Imagina como essa organização descomunal seria difícil de administrar - a igreja católica, que tem cerca de metade desse tamanho, já sofre demais com esse problema. Essa igreja gigantesca teria enorme burocracia, seria lenta em atender às necessidades das pessoas e assim por diante.

A parte dinâmica do cristianismo, hoje, é formada pelas igrejas independentes, onde a decisão é essencialmente tomada no local, de acordo com as necessidades da comunidade diretamente envolvida. Assim, o fracionamento da igreja cristã gerou agilidade e poder de adaptação. É claro que o custo disso foi a desunião do povo cristão, inclusive espiritual - não há como negar esse fato. Mas, é provável que os ganhos tenham válido à pena.

Conclusão
Há outras razões para que as orações não sejam respondidas por Deus, além daqueles que resumidas aqui. Esse é um assunto bastante complexo. Mas os exemplos apresentados já demonstram que não é possível atribuir a falta de resposta às orações apenas à falta de fé – essa é uma explicação simplista.

Portanto, quando sua oração parecer não ter sido respondida, procure analisar o que aconteceu. Estude casos na Bíblia cujas circunstâncias sejam similares às que você está vivendo e procure entender como Deus agiu naquelas oportunidades. E, se ainda assim, você não entender bem as razões de Deus, confie que Ele está fazendo o melhor por você.

Com carinho

sábado, 15 de setembro de 2018

MARCANDO PASSO


Muitas vezes nos vemos marcando passo. Ficamos parados no mesmo lugar, aguardando que algo aconteça ou venha uma ordem para seguir em frente. Exatamente como vemos os soldados fazerem numa parada.

Muita gente pensa que ficar marcando passo é pura perda de tempo. Elas anseiam por tomarem decisões e agirem. Mas, muitas vezes, Deus nos quer ver marcando passo. Quer nos ver aguardando sua voz de comando, quando certamente Ele vai dizer para onde a pessoa deve ir.

Nesses casos, marcar passo, ficar no mesmo lugar aguardando, é fazer a coisa certa. Não é perda de tempo. E esse é o tem do meu mais novo vídeo - veja aqui.
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terça-feira, 11 de setembro de 2018

HÁ PRAZO PARA TUDO NA VIDA

O livro do Eclesiastes, no capítulo 3, tem um texto muito famoso, que afirma haver um tempo para tudo - há tempo para alegria e tempo para tristeza, tempo para plantar e tempo para colher, e assim por diante. A pastora Carol, no seu novo vídeo com a Alícia, explica que o sentido de tempo nesse texto equivale a prazo.

Ou seja, a Bíblia está nos alertando que há prazo para tudo neste mundo. Tanto para nascermos, quanto para morrermos. Também para a duração da nossa alegria e da nossa tristeza. Enfim, cada coisa nesta terra tem seu respectivo prazo de duração.

E por isso precisamos ficar atentos para aproveitar as coisas boas, enquanto elas durarem, e manter a esperança que as circunstâncias ruins (quando aparecerem nas nossas vidas) vão passar, pois elas também têm prazo de duração. Veja o vídeo aqui.

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domingo, 9 de setembro de 2018

A DESTRUIÇÃO DO MUSEU DA QUINTA DA BOA VISTA

O Brasil assistiu chocado, no último fim de semana às cenas de destruição do Museu da Quinta da Boa Vista no Rio de Janeiro. Foi talvez o maior desastre já ocorrido no plano científico no Brasil. Muitos milhões de itens científicos importantes foram devorados pelas chamas. Isso sem contar o prejuízo para o prédio histórico, pois a Quinta da Boa Vista foi, durante anos, o palácio habitado pelos imperadores do Brasil.

Não vamos nos iludir: uma grande parte da perda que a comunidade científica brasileira sofreu é irreparável e serão necessários muitos anos para conseguir repor, pelo menos parcialmente, aquilo que foi perdido. Sinceramente, dá até vontade de chorar.

A busca pelos culpados
Apagado o fogo, chegou a hora de calcular o prejuízo e ver o custo de recuperar o patrimônio afetado, que será bem alto. E inevitavelmente, chegou também o momento de buscar culpados/as. E como estamos num momento eleitoral, o que temos assistido nas redes sociais e na grande mídia é um jogo hipócrita, onde cada um/a fica empurrando a “batata quente” para o/a outro/a.

O Governo Federal é cobrado por conta dos cortes de verbas. E se defende, dizendo que existiram verbas suficientes e a culpa é da direção da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a quem o Museu está vinculado. Segundo o Governo Federal, a UFRJ teria escolhido as prioridades erradas. Já a direção da UFRJ acusa de volta o Governo Federal. E a grande mídia acusa um ou os dois pelo desastre. As manifestações nas mídias sociais, então, beiram as raias da insanidade, sendo ditas as coisas mais absurdas.

Esse jogo de empurra da culpa é a coisa mais antiga do mundo. No relato da queda de Adão e Eva, a Bíblia conta que a mulher colheu o fruto proibido, comeu-o e o deu para o homem também comer. O ato foi cometido primeiro por Eva, mas Adão assistiu tudo calado e nada fez para evitar o erro – ele foi conivente e depois participante ativo. 

E é interessante observar que, quando Deus chama os dois à responsabilidade, o casal colocou a culpa um no outro e também na serpente (Satanás), conforme relata Gênesis capítulo 3, versículos 11 a 13:
E Deus perguntou [a Adão]: "Quem lhe disse que você estava nu? Você comeu do fruto da árvore da qual lhe proibi comer?" Disse o homem: "Foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi". O Senhor Deus perguntou então à mulher: "Que foi que você fez? " Respondeu a mulher: "A serpente me enganou, e eu comi".
Naturalmente, Deus não se deixou influenciar e puniu ambos, pois os dois tinham sua parcela de responsabilidade no corrido. Ambos foram expulsos do Jardim do Éden e tiveram suas vidas profundamente afetadas pelo que fizeram.

De quem é a culpa desse desastre?
Penso que a situação do incêndio do Museu da Quinta da Boa Vista tem muito a ver com esse caso. Afinal, um desastre dessas proporções não poderia acontecer sem o descaso e a incompetência de muita gente. O erro começa no topo da hierarquia e vai descendo pela organização.

O desastre aconteceu por muitas decisões erradas tomadas no dia-a-dia, por exemplo, quando foram priorizados os investimentos em outras áreas que pareciam mais urgentes e importantes. Ou quando, foram permitidas gambiarras na parte elétrica, que todo mundo sabe gerarem muito risco de incêndio. E assim por diante.

Infelizmente, não será nunca possível apontar um/a único/a culpado/a e levá-lo/a à justiça para responder pelo que fez (ou deixou de fazer). Há uma enorme cadeia de responsabilidades e foi ela que assinou a sentença de morte do Museu. Mas as responsabilidades individuais ficarão diluídas na burocracia que caracteriza a gestão pública.

Já vimos a mesma coisa acontecer em outros desastres importantes, como a ruptura da barragem de rejeitos de mineração que destruiu vasta área em Mariana, Minas Gerais. E, embora não sirva de consolo, esse tipo de situação não acontece apenas no Brasil. 

Para ficar apenas nos casos mais recentes, podemos lembrar da ruptura brusca de uma ponte na cidade de Gênova, na Itália, que matou dezenas de pessoas, fruto da falta de manutenção. As obras necessárias foram adiadas para depois das férias de verão na Europa e, nesse meio tempo, a ponte caiu. 

Não podemos esquecer, também, da destruição da ilha de Porto Rico por um furacão. A ação das autoridades responsáveis foi lamentável, concorrendo para que muitas pessoas morressem. A infraestrutura dessa ilha ainda não foi recuperada. E até hoje há um jogo de empurra de responsabilidades entre o Governo dos Estados Unidos e o Governo de Porto Rico.

O que nos resta fazer?
A natureza hipócrita dos seres humanos, que fogem das suas responsabilidades, ocorre desde Adão e Eva. E permanece tão forte e presente hoje em dia, como era lá atrás. Nesse aspecto nada mudou.

O que cabe a nós, povo cristão, pensar e fazer num caso como o do incêndio desse Museu? Primeiro, precisamos reconhecer que a lógica das coisas neste mundo é, muitas vezes, satânica. E aí predominam a hipocrisia, a vaidade, a preguiça, a ambição, a vaidade e por aí vai.

Depois, precisamos ter em mente que nada vai mudar enquanto as pessoas não reconhecerem seus erros, arrependerem-se e pedirem perdão a Deus. Só aí essa situação vai mudar. Até lá, os desastres virão, haverá um grande custo para reparar as consequências dos erros cometidos, quando isso for possível. Afinal, há coisas que são destruídas para sempre, como as vidas humanas, no Porto Rico, ou o acervo do Museu da Quinta da Boa Vista. 

Até que as pessoas mudem, só nos cabe orar e pedir a Deus que tenha misericórdia e contenha o mal que se faz tão presente na nossa sociedade.

Com carinho