sexta-feira, 30 de novembro de 2018

UMA AGENDA POSITIVA É SEMPRE MELHOR

As pessoas costumam ter dois tipos de agenda: negativa e a positiva. A agenda negativa se caracteriza por coisas que as pessoas combatem, ou seja, aquelas que são contra. Já a agenda positiva trata das coisas que elas apoiam e querem ver feitas. 

A propaganda eleitoral no nosso país se caracteriza essencialmente pelas agendas negativas - as últimas eleições são a melhor prova disso. Quase todos os(as) candidatos(as) se caracterizam por falar mal dos/as adversários/as. Perdem mais tempo criticando do que propondo coisas concretas, positivas. 

O problema com as agendas negativas é que elas não geram progresso - podem no máximo evitar ou reduzir problemas. É o esforço em prol de implantar coisas novas, de construir, de fazer diferente do que no passado, que leva a sociedade progredir. 

Infelizmente, os cristãos são conhecidos na sociedade em geral como pessoas cujas agendas são muito mais negativas do que positivas. São muito melhores para falar sobre aquilo que não querem (combatem), especialmente sobre aquilo que é pecado, do que para defender propostas concretas de mudança e melhoria. 

Está mais do que na hora do povo cristão se preocupar em propor agendas positivas, sem deixar, é claro, de condenar aquilo que esteja errado. Veja a seguir alguns tópicos sobre os quais o povo cristão pouco fala e precisam atrair muito mais atenção: 
  • Melhor tratamento para o meio ambiente - precisamos ajudar a preservar a criação de Deus.
  • Erradicação do analfabetismo funcional (aquelas pessoas que parecem saber ler, mas não conseguem entender direito aquilo que leem). Afinal, como alguém que é analfabeto funcional pode entender a Bíblia?
  • Melhoria da eficiência do serviço público. Esse problema afeta muito as camadas mais pobres da população, aquelas que mais dependem do Estado para tudo (saúde, educação, transporte, etc).
  • Erradicação da pobreza extrema. Não há justificativa para ainda termos no Brasil um contingente tão de pessoas vivendo em condições extremamente precárias. Sem ter onde morar com um mínimo de dignidade, sem saber se vão ter condições de comer na próxima refeição e assim por diante.
Há muitos outros temas semelhantes a esses que merecem atenção. E uma agenda com esse tipo de conteúdo, se for apoiada fortemente pelo povo cristão, teria boa chande de ser implementada. E assim poderíamos trazer mais luz para o mundo onde vivemos, seguindo aquilo que Jesus nos orientou a fazer.

Com carinho

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

O PROBLEMA DAQUELES QUE NÃO TÊM DEUS


Muitas pessoas acham que não há problema em não ter Deus nas suas vidas. Pensam que podem viver bem, fazer boas coisas e não sentir qualquer falta d´Ele. Mas a experiência mostra que não é bem assim.

No começo de 2015 o conhecido cientista Oliver Sacks, que era ateu convicto, descobriu que tinha um câncer mortal no fígado - ele veio a morrer cerca de 6 meses depois. Quando ficou sabendo da sua doença, Sacks escreveu um artigo publicado em vários jornais do mundo (inclusive no Brasil), no qual fez uma reflexão sobre o momento triste que estava passando. Veja um trecho abaixo:
"...Semanas atrás, descobri que tinha metástase múltipla no fígado...esse tipo particular de câncer não pode ser contido. Cabe a mim agora escolher como viver os meses que me restam...Isso não significa que desisti da vida...e quero...no tempo que me resta aprofundar minhas amizades, dizer adeus para as pessoas que amo, escrever mais, viajar se tiver forças, atingir novos níveis de entendimento e compreensão. Isso vai envolver audácia, clareza e simplicidade no discurso; tentar acertar minhas contas com o mundo..." Oliver Sacks (Publicado no O Estado de São Paulo em 20/02/2015)
As pesquisas de Sacks, que o tornaram mundialmente famoso, eram na sua maior parte relacionadas com a evolução do cérebro humano e um dos seus objetivos era demonstrar que Deus não foi necessário para que a humanidade chegasse onde chegou. Sacks pensava que era possível explicar a realidade que vivemos sem precisar recorrer a Deus e, nesse sentido, ele foi um forte crítico do cristianismo. 

Não se pode deixar de reconhecer que Sacks pareceu encarar a morte de forma admirável, mas é possível também notar no seu artigo final um travo amargo. Chamo atenção para uma pequena frase no final do texto, onde Sacks falou em "tentar acertar minhas contas com o mundo". 

Com essa frase, Sacks revelou que sabia ser preciso prestar contas do que fez durante sua vida. Mas para quem essas contas deveriam ser prestadas? A resposta de Sacks foi: "o mundo".

A prestação de contas ao final da vida
O fato é que todas as pessoas têm dentro de si mesmas a percepção que precisam prestar contas a um poder maior - isso está, de alguma forma, "gravado" nas suas mentes. Para Sacks, um ateu, não fazia sentido falar em Deus naquela altura da sua vida, por isso ele tentou resolver o dilema dizendo que devia contas para o "mundo". E acredito que Sacks se referiu à opinião pública da sociedade onde vivia. 

Mas há um erro nesse raciocínio: a "opinião pública" não é uma entidade superior à qual se possa prestar contas. Ela nada mais é do que um rótulo que procura descrever conjuntos de pessoas se relacionando de forma complexa. 

A "opinião pública" tanto é formada por pessoas mais velhas, que assistem os jornais da televisão todos os dias e são influenciadas pelas notícias e comentários que ouvem ali, como também pelos/as jovens que trocam ideias via Twitter, Facebook ou Instagram. E esses dois grupos pensam, agem e valorizam coisas bem diferentes - o que pode ser bom para algumas pessoas, pode parecer péssimo para outras. 

Além de ser fragmentada, a opinião pública não é estável. Pessoas que foram aprovadas no seu tempo podem ser execradas mais tarde, à medida que as ideias mudam. Por exemplo, políticos como Hugo Chavez (ex-presidente da Venezuela) e Juan Domingo Péron (ex-presidente da Argentina) já foram adorados pelos públicos dos seus respectivos países e hoje são altamente criticados e considerados responsáveis por muita coisa de ruim que aconteceu nesses lugares. 

Portanto, Sacks pode até ser elogiado hoje, mas nada impede que seja extremamente criticado mais tarde e seus estudos serem até considerados um completo desperdício de tempo e recursos. 

Em outras palavras, não há qualquer garantia quando o ponto de apoio é a opinião pública, pois ela é fragmentada (o que é bom para uns é ruim para outros) e instável (muda com as ideias e costumes da época). Essa base nunca é sólida. Entidades humanas, não importa quais sejam, nunca podem servir como bons "juízes".

Algumas pessoas que estão distantes ou negam Deus, quando se dão conta desse dilema, o que costuma acontecer no fim das suas vidas, tentam mudar seu rumo, em busca de maior segurança, e se aproximam de Deus. Conheço vários casos de ateus convictos que reconheceram a existência de Deus quando estavam próximos da morte. Um exemplo famoso é o filósofo Anthony Flew, que passou anos escrevendo artigos que procuravam provar que Deus não existe e mudou de opinião no fim da vida.

Conclusão
Não há como fugir da prestação de contas ao final da vida - todos/as vamos passar por isso. E essa certeza está dentro de cada um/a. Quem já está próximo de Deus, nada tem a temer, mas que não está precisa abrir o olho, pois o risco é real. 

Não adianta se consolar, como Oliver Sacks, achando que não vão mesmo precisar de Deus - basta apelar para coisas como a opinião pública. Mas, como já vimos, isso não passa de auto-engano. Outras vão em frente, não querendo dar o braço a torcer, e acabam pagando o preço, porque a conta chega, mais cedo ou mais tarde. E há quem acorde para essa realidade e mude em tempo - têm humildade para reconhecer seu erro e se arrepender, acabando acolhidas por Deus. 

Qual é sua situação? Lembre-se que viver como se Deus não existisse é muito perigoso. Quanto mais cedo você reconhecer isso, melhor.

Com carinho

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

TORCEDOR POR TODA A VIDA

Um garoto de 12 anos escreveu para 32 gerentes de clubes de futebol para escolher um time pelo qual iria torcer. E só um time respondeu e ganhou um torcedor por toda a vida. 

E assim é com o nosso Deus. Ele responde seu chamado e está com você em todos os momentos da sua vida. Ninguém lhe dará atenção como Ele. E por isso merece ser seu único Deus e por toda a vida. 

É sobre isso que falo no meu mais novo vídeo - veja aqui.
Veja outros vídeos meus aqui e aqui.

sábado, 24 de novembro de 2018

O CRISTÃO PODE SEGUIR JESUS FORA DA IGREJA?

É possível seguir a Jesus sem frequentar alguma igreja cristã? Muita gente acredita que sim, mas a Bíblia não dá suporte para essa posição. E vou explicar a razão.

A Bíblia dá suporte a essa ideia?
O primeiro a esclarecer nessa discussão é saber se a Bíblia dá suporte à ideia que a fé cristã pode ser bem exercida fora de qualquer comunidade de fé. E a resposta clara é não. 

Há inúmeros textos bíblicos que tocam nessa questão. Por exemplo, Jesus disse que "as portas do inferno" não iriam prevalecer sobre sua igreja (Mateus capítulo 16, versículos 18 e 19). Repare que Ele não falou que as portas do inferno não prevaleceriam sobre pessoas isoladas, mesmo que cristãs sinceras. Falou da igreja, ou seja da comunidade de fé que teve início com seu ministério na terra.

Outro exemplo importante aparece no relato da conversão de Paulo, na estrada para Damasco. Naquela fase da sua vida, Paulo estava dedicado a perseguir a igreja cristã, que estava no seu início. Aí ele teve uma visão onde Jesus lhe disse (Atos dos Apóstolos capítulo 9, versículos 2 a 5): “Saulo, Saulo, por que me persegues?” Repare bem, Jesus considerou a perseguição à comunidade cristã como uma agressão pessoal a Ele mesmo. Para Jesus, a comunidade cristã é inseparável da sua pessoa - os dois são uma coisa só. Simples assim.

A decepção justifica o exílio da igreja?
O segundo aspecto a esclarecer tem a ver com a decisão de se "exilar" da igreja por conta da rejeição. Não se trata aqui de preferir frequentar uma igreja ou outra, o que é absolutamente normal. E sim de uma rejeição total e completa a todas as igrejas cristãs, à própria ideia de pertencer a qualquer comunidade de fé. Em outras palavras, nenhuma igreja serve pois todas têm defeitos.

Minha experiência é que esse tipo de rejeição é normalmente provocada pelo desencanto. Esse sentimento costuma ser gerado quando as pessoas observam falhas nas igrejas que frequentam, por exemplo, pela ação inescrupulosa de pastores corruptos ou insensíveis. Ou pelo não atendimento das suas necessidades espirituais mais básicas (consolo, orientação espiritual, etc). Ou ainda pela difusão de "profetadas" (profecias não verdadeiras), que levam as pessoas a acreditar em coisas absurdas, gerando decepção, quando elas não se realizam. E assim por diante. 

Ao se decepcionarem, muitas pessoas acabam concluindo que nenhuma igreja cristã serve para ela e decidem se "exilar". Decidem tocar sua fé sozinhas, para não correr o risco de se decepcionarem outra vez.

A resposta para essa questão passa por lembrar que a fé cristã precisa ser separada das entidades organizadas para operacionalizar a religião. Essas entidades (igrejas legalmente organizada e outras pessoas jurídicas) precisam existir para poder operar a religião na sociedade. Sem essas organizações não haveria como contratar pessoas e serviços, comprar propriedades, receber doações, enfim exercer qualquer atividade legal na nossa sociedade.

Agora, organizações dirigidas por seres humanos sempre cometem erros e praticam abusos. E não há como evitar isso. Mas o erro dessas organizações não mancha o conteúdo da fé cristã, da mesma forma como as falhas dos regimes democráticos não tornam a ideia da democracia ruim. Os erros históricos das organizações cristãs significam pura e simplesmente que seus líderes não seguiram os ensinamentos de Jesus. Só isso.

O próprio Jesus sabia que esse tipo de problema iria acontecer e alertou os líderes religiosos iníquos a respeito das punições severas que os aguardam. Vejamos alguns exemplos:
  • Contra falsos líderes (Mateus capítulo 7, versículo 15 a 22): “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores... Muitos, naquele dia [Julgamento Final], hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura não temos nós profetizado em teu nome... Então lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais iniquidade."
  • Contra líderes que geram escândalos (Mateus 18, 17): “... porque é inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo.”
  • Contra líderes que afastam as pessoas da doutrina correta (Mateus 18, 6): “Qualquer porém que fizer tropeçar a um desses pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho e fosse afogado na profundeza do mar.”
  • Contra líderes hipócritas (Mateus 23, versículo 13 a 33): Ai de vós, ..., hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois, vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando...Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do Inferno?”
Será que Jesus idealizou a igreja de forma diferente?
Alguns "exilados" cristãos se aferram à tese que Jesus idealizou a comunidade cristã como simples reunião de pessoas, sem qualquer organização formal. Dessa forma, as organizações religiosas formais seriam uma distorção completa do pensamento d´Ele. Mas tal ideia é fantasiosa. 

Jesus sabia que uma religião, para ser efetiva, precisa funcionar no mundo real. Não podemos esquecer que Ele viveu imerso no judaísmo, religião que tinha no Templo de Jerusalém seu centro religioso e contava com complexa organização de sacerdotes, levitas, guardas, etc. E Jesus não falou nada contra essa organização em si. Ele apenas se insurgiu contra líderes religiosos corruptos, hipócritas e/ou que defendiam posições teológicas erradas.

Jesus não era ingênuo a ponto de imaginar que seus seguidores poderiam se multiplicar e operar no mundo sem qualquer forma de organização. O que Jesus nunca aprovaria, isso sim, são abusos e distorções, como as grandiosas catedrais ou o templos suntuosos, construídos ao custo de centenas de milhões de reais. Também não aprovaria as burocracias religiosas intermináveis, que só consomem recursos de dízimo e ofertas e viram "cabides de emprego". E muito menos ainda líderes religiosos que se aproveitam da sua autoridade espiritual para obter vantagens indevidas.

Conclusão
Concluindo, cada cristão/ã precisa fazer parte ativa de uma comunidade de fé. Para seguir Jesus de forma efetiva, você precisa frequentar uma igreja. Sem isso, sua prática religiosa irá sofrer. 

Agora, você é livre para escolher onde quer exercer sua fé - há inúmeras denominações cristãs sérias e nenhuma delas têm o monopólio sobre Jesus. Nosso Senhor pode ser encontrado e cultuado em muitos lugares diferentes. E graças a Deus por isso.

Com carinho

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

OS QUE NÃO AGRADECERAM

Por que é necessário reservar um dia para agradecer a Deus? Por exemplo, esse é papel do Dia Universal de Ação de Graças (veja mais). A razão é simples: há muitos que não agradeceram a Ele as inúmeras bênçãos recebidas e precisam ser lembrados de fazer isso.

A verdade é que as pessoas, quando deixadas por conta própria, não se mostram suficientemente gratas e se torna necessário lembrá-las dessa obrigação,  por isso existem datas comemorativas desse tipo.

Os 10 leprosos 
Talvez você tenha ficado surpreendido/a com minha declaração a respeito da falta de gratidão das pessoas a Deus, mas, infelizmente, essa é a verdade. E há vários exemplos disso na Bíblia - vamos ver um deles, acontecido com o próprio Jesus.
Certa vez, Jesus ia passando e ouviu o chamado desesperado de dez leprosos. Naquela época, eram considerados leprosos todas as pessoas que sofriam de alguma doença de pele grave como, por exemplo, a psoríase. Não era preciso ser portador da lepra propriamente dita (hanseníase) para ficar estigmatizado dessa forma. 
Os leprosos viviam segregados do convívio social por causa do medo do contágio e eram sustentados, de forma precária, pela caridade pública. Essas pessoas levavam uma vida terrível. Quem quiser ter uma percepção mais concreta sobre essa realidade basta assistir o filme "Ben-Hur", no qual o herói entra numa caverna habitada por leprosos em busca da mãe e da irmã.  
Portanto, os dez homens que apelaram para a misericórdia de Jesus viviam uma situação desesperadora - sua qualidade de vida era péssima. E Jesus atendeu o pedido e curou os homens doentes. Depois, Ele disse para os dez homens se apresentarem aos sacerdotes, por que, segundo a Lei Mosaica, cabia aos sacerdotes atestar a cura. Sem esse atestado, os homens continuariam sendo considerados impuros.
Os ex-leprosos fizeram isso e tiveram sua cura confirmada (Lucas capítulo 17, versículos 11 a 19). Mas, de forma surpreendente, apenas um deles voltou para agradecer a Jesus a benção recebida. E, somente para esse Jesus reservou o prêmio maior: o perdão dos pecados (versículo 19). Os outros nove ganharam a cura física mas perderam a oportunidade de ganhar algo ainda mais importante.
Realmente surpreende esse nível de ingratidão mas isso é muito comum. E posso dar o testemunho de já ter cisto isso acontecer várias vezes.
Um testemunho de gratidão: Maria
Agora, há quem dê um testemunho totalmente diferente, expressando sempre a gratidão necessária a Deus. Um excelente exemplo disso é Maria, mãe de Jesus, o que confirma que ela foi mesmo uma mulher especial.
Maria engravidou por obra do Espírito Santo, mesmo sendo virgem, e recebeu a revelação dessa realidade do anjo Gabriel. Ela imediatamente entendeu que iria passar por grande desgaste social, ao aparecer grávida sem explicação, pois era noiva de José e o filho evidentemente não era dele.

Apesar de ser ainda uma adolescente (cerca de 15 anos), Maria teve fé que a ação de Deus na vida dela viria a ser positiva. E, por causa dessa confiança inabalável, derramou-se em agradecimentos a Deus, conservados num cântico lindo, conhecido como "Magnificat" (Lucas capítulo 1, versículos 46 a 55).

Que contraste com os nove leprosos ingratos! Maria agradeceu o que ainda nem tinha visto, enquanto aqueles nove homens já tinham recebido a benção e nem se deram ao trabalho de olhar para trás. É por isso que Maria é hoje uma das pessoas mais reconhecidas pela história, enquanto aqueles homens servem apenas como exemplo do que não se deve fazer.

Palavras finais
Deus se agrada muito de um coração agradecido. Ele fica alegre quando a pessoa demonstra humildade e reconhece que, sem a ação divina, determinada coisa não poderia ter sido alcançada.
Nunca se esqueça disso. Portanto, aproveite cada oportunidade para agradecer a Deus. A gratidão precisa se tornar um estilo de vida para o cristão.  
Graças a Deus por tudo que Ele tem feito e ainda fará por cada um de nós! 
Com carinho

terça-feira, 20 de novembro de 2018

DANDO VALOR A QUEM MERECE

Toda hora aparecem livros, artigos de jornais/revistas e programas de televisão discutindo a figura de Jesus. Alguns são a favor, enquanto outros francamente contra. Há até quem procure provar que Jesus é uma fraude e nem existiu de fato. Na verdade, a figura de Jesus é tão popular que qualquer coisa de controvertido dita a respeito d´Ele alcança enorme repercussão (e gera bons lucros). 

Um bom exemplo é um livro escrito por Bart Ehrman, conhecido acadêmico ateu norte-americano. Nele, o escritor tentou provar que Jesus nunca teria dito ser o Filho de Deus e foram os primeiros cristãos que inventaram essa ideia. É claro que o livro vendeu bastante, para alegria do seu autor. 
Mas meu objetivo aqui não é provar que a tese defendida por Ehrman está errada (e ela sem dúvida está), mas sim comentar uma reflexão paralela que ele fez, num momento de rara sinceridade.

Ehrman perguntou a si mesmo porque ele é tão obcecado com a figura de Jesus, a ponto de ter dedicado toda sua vida acadêmica a estudar a história da passagem de Jesus pela terra. A resposta que ele deu surpreendeu-me muito: se Jesus não tivesse existido, se os cristãos não tivessem acreditado que Ele é o Filho de Deus, o mundo em que vivemos seria completamente diferente

Repare que Ehrman não é cristão e tem dedicado sua carreira acadêmica a tentar diminuir a figura de Jesus, "provando" que Ele não passou de um homem como qualquer outro. Ainda assim, ele reconheceu que a sociedade em que vivemos seria muito diferente, para pior, se Jesus não tivesse existido e as pessoas não o tivessem reconhecido como seu Salvador. 

De fato, os melhores valores da sociedade chamada ocidental - democracia, direitos humanos, igualdade entre os sexos, ajuda ao próximo e assim por diante - não existiriam ou, no mínimo, não teriam prevalecido, sem o cristianismo. Para provar isso, basta olhar para as sociedades onde o cristianismo não liderou - por exemplo, os países árabes ou boa parte da África e mesmo muitos países do Oriente, como a China.

Até quem não gosta do cristianismo é capaz de perceber com muita clareza, frequentemente com mais clareza que a maioria do povo cristão, o impacto que Jesus teve na história da humanidade. Isso demonstra que, nós, cristãos/ãs, tão acostumados ficamos à figura de Jesus que não damos a Ele o valor e a dimensão que tem. De certa forma, acabamos por banalizar o significado de Jesus. 

A história demonstra com clareza que nenhuma outra pessoa causou o impacto de Jesus na sociedade humana. Depois da sua passagem pelo mundo, nada mais foi como antes. Foi Jesus quem nos ensinou de fato a perdoar, a amar o próximo, a tratar Deus com intimidade, a ter mais preocupação com servir do que com ser servido, a deixar de lado a religião legalista (aquela cheia de regras e julgamentos), a lutar contra a hipocrisia e tantas coisas mais. 

Á media que nos aproximamos do Natal, data em que o mundo comemora seu nascimento, esse é um bom momento para refletir sobre a história de Jesus.  Desde seu nascimento, numa humilde estrebaria, na pequena vila de Belém, pouco mais de 2.000 anos atrás, sua vida difícil e sem qualquer conforto, até o terrível dia (uma sexta-feira) em que foi crucificado, em Jerusalém. Sem nunca esquecer, que, na madrugada do domingo seguinte, a tumba em que Ele tinha sido enterrado foi encontrada vazia e seus discípulos perceberam que Jesus tinha ressuscitado.

Esses são os fatos mais importantes da história humana. Foram eles que mudaram tudo. Nada seria como é, se Jesus não tivesse vivido entre nós e deixado um exemplo e um ensinamento que inspiraram bilhões de pessoas a mudar suas vidas. 

E, depois de reconhecer isso, agradeça a Deus pela vida e a obra de Jesus de Nazaré. O maior presente que Deus deu para a humanidade. 

Com carinho 

domingo, 18 de novembro de 2018

OUVINDO DEUS


Às vezes é difícil saber quando estamos ouvindo Deus de fato. Temos dificuldade de perceber quando Ele está falando mesmo conosco e nos mandando recados importantes. Quando Ele quer nos orientar sobre o que devemos (ou não) fazer. 

Infelizmente, nossas próprias ansiedades e preocupações, bem como as demandas do dia-a-dia, sempre corrido e atribulado, podem bloquear a voz e dificultar nossa comunicação com Ele. Queremos ouvir e sabemos que Deus fala com seus filhos, mas não conseguimos discernir o que Ele está dizendo. Não conseguimos entender com clareza qual é o seu recado para nossas vidas. É como se nosso canal de comunicação com Deus ficasse obstruído. Ficamos como que surdos espiritualmente.

Mas, não precisa ser assim. É possível encontrar meios para ganhar de volta a capacidade de perceber quando Deus fala conosco. E a Bíblia tem muito a nos ensinar a esse respeito, principalmente através do exemplo das diversas pessoas que passaram pela mesma experiência e conseguiram superar essa dificuldade. E assim como aquelas pessoas conseguiram, nós também podemos re-aprender a ouvir Deus. Saber quando Ele nos fala e o que diz. 

Ouvindo Deus: é sobre isto que falo no meu mais novo vídeo - veja aqui

Se você quiser ver outros vídeos recentes meus veja aqui e aqui.