quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

O PODER DO LOUVOR

Hoje vou falar sobre o poder do louvor. Todos sabemos que a música tem enorme efeito sobre as pessoas e louvar é fazer música dirigida para Deus, por isso, seu efeito é ainda maior.

A Bíblia nos manda louvar sempre porque essa prática é muito importante. Quando isso é feito em meio às dificuldades, a música nos ajuda a superá-las. Já nos momentos de alegria, a música torna esses instantes ainda mais doces. Fazer música para Deus em grupo torna a comunhão com as outras pessoas ainda maior. E o louvor nos aproxima de Deus, tornando nosso relacionamento com Ele mais profundo. 

Infelizmente parece que muita gente se esquece disso e não se lembra de louvar no seu dia-a-dia. E é sobre isso que gostaria de conversar com você - veja o que mais tenho a falar sobre isso no meu mais novo vídeo aqui.

Veja outros vídeos recentes meus aqui e aqui.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

DEUS SÓ AJUDA A QUEM SE AJUDA?

Olhando meio de fora, sem pensar muito na questão, parece fazer sentido dizer que Deus somente ajuda a quem também ajuda a si mesmo. Portanto, a resposta para a pergunta que dá título a esta postagem parece ser SIM. E penso que muitos cristãos concordam com essa ideia - esse tipo de pensamento está muito presente nas igrejas evangélicas. 

Mas é interessante perceber que o ditado "Deus ajuda a quem se ajuda" foi criado por um pagão, o escritor grego Esopo. No ditado original, inclusive, constava a palavra "deuses" (no plural), pois Esopo era politeísta (acreditava em várias divindades). E o ditado foi popularizado na cultura ocidental, quando o plural foi trocado pelo singular, por Benjamim Franklin, grande cientista e importante político norte americano. E Franklin nem cristão era de fato. 

Portanto, a ideia por trás desse ditado não foi tirada da Bíblia. Mas será que ela tem suporte bíblico? Acredito que não. Preste atenção nessa parábola que Jesus contou (Lucas capítulo 15, versículos 3 a 7):
...Se você tivesse 100 ovelhas e uma delas se perdesse, não deixaria as outras 99, para ir à procura da perdida até conseguir encontrá-la? E quando a encontrasse você a carregaria nos ombros, todo alegre e viria para casa... Ora, da mesma forma há muito mais alegria no céu por causa de um pecador que volta para Deus... 
Essa parábola indica como o Espírito Santo vai atrás de cada pessoa que ainda não se converteu com o objetivo de resgatá-la. Essa pessoa é a "ovelha Perdia" que o "pastor" vai buscar, onde ela estiver.

Mas repare que, na parábola, a "ovelha perdida" não fez nada e nem poderia fazer. Jesus não escolheu a ovelha para servir de exemplo nessa parábola por acaso: trata-se de animal frágil e com pouco expediente. A ovelha morre se deixada por pouco tempo sem os cuidados necessários. Na parábola, a ovelha nada fez, mas foi achada e levada sã e salva para casa.

É claro que Deus espera que façamos aquilo que estiver a nosso alcance, em cada situação que enfrentamos. Ele não aprecia pessoas preguiçosas e/ou acomodadas. Agora, fazer o que estiver a nosso alcance não significa influenciar de fato o resultado final em determinada situação. Em muitos casos, pouco podemos fazer face às nossas limitações. 

Quando eu tinha cerca de dez anos, fui atropelado em frente à minha escola e até hoje não sei como sai vivo. O que pude fazer para ajudar a mim mesmo foi muito pouco e, se não tivesse tido a providência divina agindo a meu favor, não estaria aqui escrevendo essa postagem.

Um exemplo ainda melhor é a salvação. Simplesmente não podemos salvar a nós mesmos - para isso precisaríamos realizar boas obras em quantidade suficiente para juntar o necessário merecimento junto a Deus. Mas isso é impossível - ninguém consegue ser salvo pelas próprias obras. Ninguém mesmo. 

E é por causa disso que dependemos totalmente da Graça de Deus, caracterizada pelo sacrifício de Jesus Cristo por nós na cruz. Em outras palavras, somos mesmos "ovelhas perdidas" que precisam ser encontradas e levadas para casa, caso contrário morreremos. E todo trabalho de salvamento cabe ao pastor (Deus).

Portanto, no que tange à coisa mais importante das nossas vidas (a salvação), nossa dependência de Deus é total. E o mesmo pode ser dito em relação a várias outras coisas fundamentais. Por exemplo, o universo foi criado por Deus e é Ele que sustenta tudo que existe. Sem Deus, nada existiria. Portanto, dependemos d´Ele até para ter o ar que respiramos.

É claro que há diversas áreas das nossas vidas onde nosso próprio esforço pode fazer diferença - por exemplo, se você trabalhar de forma séria e dedicada terá maiores chances de ter sucesso profissional. Se estudar bastante e prestar atenção nas aulas, terá muito maior chance de conseguir notas boas. E assim por diante. 

O ditado original, na verdade, foi construído com base na ideia que o ser humano pode juntar mérito suficiente para conseguir justificar quase tudo aquilo de bom que vier a acontecer na sua vida. Mas isso simplesmente não é verdade. Dependemos da Graça de Deus muito mais do que conseguimos perceber à primeira vista. Sem Ele, nada somos.

Com carinho

sábado, 2 de fevereiro de 2019

TIRANDO A PRÓPRIA MÁSCARA

Esta série fala sobre as máscaras que nós, cristãos, atarraxamos em nossos próprios rostos, para parecermos boas pessoas e conseguirmos aprovação dos outros. E também vamos falar sobre como arrancar essas máscaras e ficarmos mais parecidos com Jesus, nosso real objetivo na vida.

O problema
Como inspiração para esta conversa, transcrevo o depoimento do pastor Craig Groeschel que fala exatamente sobre o “jogo das aparências” que domina nossas vidas. Esse depoimento deu origem a um livro muito interessante, infelizmente ainda não traduzido. O pastor Craig é bastante conhecido no meio evangélico norte-americano e dirige uma grande igreja independente. Veja o que ele disse:
Num domingo, eu me levantei para pregar e estava cheio de medo. Medo que a igreja fosse pensar que eu tinha falhado como pastor. Mas eu finalmente estava pronto para dizer a verdade... 
Eu não tinha tido um caso extraconjugal ou roubado fundos da igreja. Na verdade, meus pecados eram pequenos, coisas corriqueiras, que estavam escondidas da vista das pessoas. Do ponto de vista da congregação, parecia que eu tinha feito tudo que um pastor deveria fazer – e eu tinha me esforçado muito duro para manter essa impressão. E esse era o problema... 
Essa é a estória de um impostor exposto... É a estória de como, ao longo de toda uma vida, um seguidor de Jesus razoavelmente bem-intencionado teve sucesso em construir um exterior impressionante, mas falhou miseravelmente em ser a coisa real – a pessoa que Deus amorosamente criou. 
...Espero que Deus use minha estória para ajudar você a tirar sua máscara e ganhar de volta o seu verdadeiro eu...
O pastor Craig está falando nesse depoimento comovente do esforço que fazemos para manter a imagem de boas pessoas, buscando sermos aceitos e admirados - foi isso que eu chamei de “jogo das aparências”. Desde cedo somos ensinados a jogar bem esse jogo, dizendo as coisas certas, no momento certo, para as pessoas certas. Você, assim como eu, vem jogando esse jogo há bastante tempo e, se tem uma boa imagem, certamente tornou-se um mestre nesse jogo.

O bom jogador do jogo das aparências tem diversas características interessantes e, talvez, a principal delas seja adaptar o próprio comportamento de acordo com as circunstâncias e as pessoas que estão à sua volta. Isso é muito fácil de perceber numa criança (ou num adolescente), que parece ser uma pessoa perto dos pais, outra bem diferente quando está com os amigos (e sem supervisão) e ainda outra mais quando está na escola. Mas é muito mais difícil de perceber essa variação nos adultos, pois conseguimos disfarçar muito melhor.

Agora, lá no nosso íntimo sabemos que nosso comportamento varia. Sabemos que não costumamos ser a mesma pessoa na família, na igreja, no trabalho, entre os amigos ou numa arquibancada de um campo de futebol. Mudamos com as circunstâncias. 

Cada um de nós estabelece na sua mente os padrões de como entende que deve se comportar o bom “pai” (ou “mãe”), o bom “filho”, o bom “membro de igreja”, o bom “funcionário”, o bom "amigo” e até o bom “torcedor”. Criamos nas nossas cabeças pequenos enredos que procuram garantir que sejamos vistos como boas pessoas em cada um desses diferentes papéis. E cada um desses enredos privilegia coisas diferentes. Por exemplo, se a pessoa está na igreja, seu enredo fala que ela precisa demonstrar amor ao próximo, mas se está no trabalho, o enredo válido ali diz que ela precisa ajudar a esmagar o competidor. 

E são tantos os enredos a desempenhar que muitas vezes acabamos perdendo de vista nosso objetivo maior na vida. Afinal, não fomos chamados por Deus para sermos bons “pais”, ou “membros de igreja”, ou “empregados”, embora é seja muito útil sermos tudo isso. Fomos chamados mesmo para sermos iguais a Jesus (Romanos 8:29).

Tentamos fazer um bom trabalho, seguindo nossos muitos enredos cuidadosamente elaborados, mas estamos, na verdade, deixando de lado nosso objetivo real. E boa parte dos nossos problemas espirituais reside justamente nesse hiato entre aquilo que nos esforçamos para ser e a vida que Deus nos chamou para viver. 

Outra forma de falar desse mesmo hiato é perceber que nos tornamos seguidores de Jesus em “tempo parcial”. Seguimos o Evangelho somente quando isso é compatível com os enredos que desempenhamos no dia-a-dia. Aí falamos de santidade no domingo e aceitamos a corrupção na segunda. Falamos de amor no domingo de manhã e à tarde vamos a um jogo de futebol e ofendemos os adversários, quando não fazemos coisa pior. Falamos de amor ao próximo na igreja e, quando encontramos alguém sofrendo, falamos as palavras protocolares: “vou orar por você”. E pouco depois esquecemos dessa promessa, em meio aos nossos muitos afazeres. Fazemos fofoca, mentimos e não estamos de fato à disposição de quem precisa de ajuda e, quando ela nos é pedida, usamos a desculpa clássica: “não tenho tempo pois ando muito ocupado”. 

Encaminhando a solução 
Esta série é um chamado para sermos honestos conosco mesmos – afinal, a Deus nós nunca conseguimos enganar. Ela será útil para quem está cansado de tentar parecer ser aquilo que não é. O nosso objetivo com ela é ajudar você a entender que sua vida precisa ser pensada como um show apresentado para apenas um espectador: Deus. Tudo que você faz deve, em primeiro lugar, buscar agradá-lo e obter sua aprovação.

Não pretendemos, ao longo da série, buscar arrancar confissões públicas daqueles pecados e fraquezas tão bem guardados dentro de nós que, como diz um fado famoso, nem às paredes é possível confessar. Só queremos incentivar você a reconhecer esse grande problema na sua vida, como primeiro passo para buscar superá-lo. Afinal, você nunca vai conseguir superar um problema do qual ainda não tomou consciência clara. 

O principal obstáculo que você vai enfrentar para participar plenamente desta série é a acomodação. A vontade de continuar a fazer mais do mesmo. Afinal, sempre há risco em mudar. E por isso a maioria das pessoas fica parada no mesmo lugar. Mas, se você sente necessidade de crescer espiritualmente, esta série pode ajudar muito você. E essa mudança, além de aproximar você de Jesus, dará oportunidade às pessoas enxergarem e passarem a amar seu verdadeiro eu, não a imagem que você aprendeu tão bem a projetar. 

Talvez, ao mudar, você enfrente críticas e não seja compreendido. Como aconteceu com uma senhora, que se converteu e abraçou o Evangelho, mudando sua vida, e quase perdeu o marido ao longo desse processo, pois ele demorou a aceitar as mudanças dela. E foi exatamente para isso que Jesus alertou ao ensinar que o seguir significa aborrecer até a própria família, que dirá amigos e colegas de trabalho (Lucas 14:26). E até Jesus passou por isso quando foi criticado pela própria família por decidir assumir seu ministério de pregar a Palavra de Deus (Marcos 3:20-21). 

Para conseguir mudar, você vai precisar exercer sua fé e ao fazer isso, pode ter certeza, vai agradar muito ao grande expectador da sua vida, Deus (Hebreus 11:6). Então, mãos à obra. Vamos à nova série.

Veja a seguir a agenda de aulas deste curso. Todas as aulas serão gravadas e os vídeos também serão postados aqui, à medida que forem ocorrendo. 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

O PROBLEMA É A ACEITAÇÃO DO PECADO...

Hoje vamos falar da aceitação do pecado e de como isso está na origem de alguns dos maiores problemas brasileiros.

Começo lembrando que são tantos os escândalos de corrupção no Brasil, em todos os níveis da administração pública, que eles acabam gerando nas pessoas uma sensação de desalento. Parece ser que o Brasil não tem jeito mesmo. Parece ser que há algo de errado com nosso povo.

Mas não é bem assim. Nosso povo tem baixo índice de instrução e isso gera uma série de problemas. Mas não somos, na essência, piores do que ninguém. Temos, os mesmos defeitos e qualidades que os demais povos.

E corrupção é um mal mundial. Não é exclusividade brasileira. Vejamos alguns exemplos:
  • Cerca de 5 anos atrás, a autoridade da ONU encarregada de gerenciar a crise humanitária no Haiti foi processada por uma série de atos corruptos. Ocorreram muitos desvios de verbas que deveriam ter sido usadas para ajudar a sofrida população do Haiti.
  • Por volta da mesma época, agentes do DEA, órgão norte-americano de combate às drogas, foram processados por terem participado de orgias promovidas por carteis de drogas colombianos. Chocante, para dizer o mínimo.
  • Recentemente, vários países sul-americanos, na esteira da operação Lava Jato, têm descoberto esquemas enormes de corrupção na execução de obras públicas. Muitos políticos importantes já foram presos ou caíram em desgraça.
  • Finalmente, vários dos principais auxiliares do atual Presidente norte-americano estão sendo processados atualmente por corrupção.
Corrupção existe em todos os lugares. A diferença é que nos países mais desenvolvidos, quando os corruptos são identificados, as punições são sempre exemplares. E essa ainda não é a realidade no Brasil. Há sinais que as coisas estão mudando, mas ainda estamos longe do ideal. E os problemas aqui ainda são muitos: lentidão e burocracia do Judiciário, leis confusas e ineficientes e assim por diante.

Agora, há ainda outro problema, esse sim próprio da sociedade brasileira, que é uma certa tolerância com pequenas transgressões. Por exemplo, é tolerado dar dinheiro para o policial livrar a pessoa de uma multa ou contratar um despachante para “agilizar” a emissão de um documento. Como também é tolerado comprar filmes piratas.

E essa aceitação do que parecem ser pequenos pecados acaba colaborando para normalizar a ideia da corrupção e torna muito mais difícil combatê-la. E isso corrói o tecido social e gera impunidade. Não é por acaso, portanto, que a campanha de maior sucesso contra o crime de que se tem notícia, desenvolvida em Nova Iorque, nas décadas de 80 e 90 do século passado, teve como slogan a “tolerância zero”.

O ensinamento da Bíblia
A Bíblia ensina que somos todos igualmente pecadores. Ninguém é perfeito, pois existe em cada ser humano a tendência para o mal. As pessoas precisam ser ensinadas e incentivadas a se comportar corretamente.

Ela também ensina que as pessoas precisam tomar consciência desse problema. Afinal, para Deus, não há pecados maiores e menores. Qualquer transgressão, por menor que seja, causa mal. Afasta o pecador de Deus, que é santo e não suporta o pecado.

E aí reside nosso problema específico no Brasil: essa consciência falta à maior parte do povo brasileiro. Vem daí, por exemplo, a excessiva tolerância com as pequenas corrupções. A convivência pacífica com as mentiras. A aceitação da hipocrisia e outras coisas mais.

E quem tenta alertar o povo brasileiro sobre esse problema costuma ser taxado pela mídia de moralista, intolerante, etc. Em outras palavras, a sociedade passa a desacreditar quem se insurge contra a situação errada pois não quer mudar de fato, não quer deixar de lado seus “pecados de estimação”.

Na verdade, está faltando cristianismo na sociedade brasileira. Os cristãos não são, na sua essência, melhores do que ninguém. Sua única vantagem é terem consciência dos próprios pecados e da sua fraqueza. E lutam contra suas falhas continuamente com a ajuda do Espírito Santo. Não se entregam a elas, achando que está tudo bem. 

Ora, os cristãos foram chamados por Jesus para serem como o “fermento” da "massa" da sociedade onde vivem. Precisam “contaminar” positivamente a sociedade com essas ideias e provocar uma mudança de dentro para fora. 

E não há dúvida que tem faltado “fermento” cristão no Brasil. A maioria dos nossos líderes religiosos são tímidos nas suas posições. E muitos daqueles que tem coragem de falar defendem teses tão descabeladas que acabam mais atrapalhando do que ajudando. E há outros que fazem ainda pior, dando mal exemplo, fazendo com que os cristãos sejam vistos, de forma geral, como não confiáveis e hipócritas.

Há um vazio a ser preenchido. Pena dizer isso, mas é a verdade. Precisamos de mais cristianismo na nossa sociedade. Mas isso somente será conseguido com líderes verdadeiros que “contaminem” nossa sociedade com as ideias ensinadas por Jesus. 

Gente como o pastor John Wesley, que mudou a sociedade inglesa no final do século XVIII, gerando um verdadeiro reavivamento naquele país. Ou mais recentemente, o pastor Martin Luther King, que combateu o racismo nos Estados Unidos. Ou ainda, Nelson Mandela, que liderou a cicatrização de feridas na África do Sul, depois de séculos de discriminação racial.

Todos eles foram homens comprometidos com as causas cristãs. Agiram como “fermento” que mudou para sempre a “massa” da sua sociedade. E é isso que precisamos ver acontecer em nosso país. 

Que Deus olhe para nosso país, tenha misericórdia de nós e promova um despertar na nossa sociedade, liderado por pessoas verdadeiramente escolhidas por Ele.

Com carinho

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

ESCOLHA MUDAR

Escolha mudar. lembre-se que Deus nos deu o livre arbítrio. Não somos como robôs, pré programados para fazer determinadas coisas e evitar outras. Podemos fazer nossas próprias escolhas, escolher o bem ou o mal, o certo ou o errado.

Isso significa que o pecado é antes de tudo uma escolha. Uma decisão por fazer aquilo que não agrada a Deus. Uma escolha de seguir por um caminho que não é bom.

Ora, se o pecado é uma escolha, afastar-se dele e passar a seguir Jesus também é. Trata-se de escolher a mudança, decidir por seguir um outro caminho que agrade mais a Deus. 

É sobre isso que falo no meu mais novo vídeo, incentivando você. Escolha mudar o quanto antes. Veja o vídeo aqui.

Veja outros vídeos recentes meus aqui e aqui.

domingo, 27 de janeiro de 2019

O QUE É TOMAR O NOME DE DEUS EM VÃO?


Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. Êxodo capítulo 20, versículo 7
O nome de pessoas ou coisas é muito importante. Tanto é assim que o grande escritor William Shakespeare chegou a escrever: “se a rosa tivesse outro nome, não cheiraria tão doce”. 

O nome é tão significativo que as pessoas costumam reagir mal quando ele é escrito ou pronunciado de forma errada. E apelidos ridículos podem até causar complexos.

Nos tempos bíblicos, os nomes eram ainda mais importantes. Naquela época, eles normalmente caracterizavam a personalidade da pessoa. Hoje os nomes são normalmente uma questão de gosto ou de marketing.

Alguns exemplos demonstram bem a importância dos nomes nos tempos bíblicos. Primeiro, quando Moisés teve uma visão no monte Sinai, ele perguntou qual era o nome de Deus. Afinal, saber esse nome, que ninguém até então tinha tido conhecimento, demonstraria para o povo de Israel sua intimidade com Deus. Outro caso é o de Jacó, que mudou de nome, passando a se chamar Israel (aquele que luta com Deus), depois do episódio da sua luta com o anjo (ver Gênesis capítulo 32, versículos 22 a 30). Outros personagens bíblicos importantes também mudaram de nome - por exemplo, Abrão virou Abraão - ou passaram a ser conhecidos por apelidos - por exemplo, Simão virou Pedro e Saul virou Paulo -, à medida que evoluíram na sua vida espiritual.

E não podemos esquecer que os cristãos devem ser batizados, segundo ensina a Bíblia, "em nome" do Pai, Filho e Espírito Santo. Pela mesma razão, costumamos concluir nossas orações "em nome" de Jesus. E os demônios são repreendidos também usando o mesmo nome.

Dar nome a alguém ou a alguma coisa significa que quem nomeia tem poder sobre quem é nomeado. Por isso são os pais que costumam dar nomes aos filhos – essa prática sempre existiu em praticamente todas as culturas. Foi também por causa disso que Deus pediu a Adão que nomeasse os animais (ver Gênesis capítulo 2, versículos 19 e 20).

Usando o nome de Deus
Ninguém pode compreender totalmente a natureza de Deus e muito menos tem poder sobre Ele, por isso ninguém poderia dar nome a Ele. No máximo, as pessoas poderiam dar títulos a Deus, como “Senhor dos Exércitos” ou “Todo Poderoso”. Por isso foi preciso que o próprio Deus contasse a Moisés como deveria ser chamado. E o nome que deu foi surpreendente: “Eu sou o que sou”, ou ainda segundo algumas traduções “Eu serei o que sempre tenho sido” (ver Êxodo capítulo 3, versículos 13 a 15). 

O nome Iavé (ou, de forma aportuguesada, Jeová) vem da raiz do nome que Deus deu a si mesmo. Esse seria de fato o nome do nosso Deus.

Agora, por que existe um mandamento específico (o terceiro dentre os dez mandamentos) para não tomar o nome de Deus em vão? E o que isso significa?

Começo minha resposta lembrando que o mandamento de não tomar o nome de Deus em vão segue imediatamente o mandamento de não fazer imagens ou figuras divinas, pois uma coisa é, de certa forma, continuação da outra. 

O mandamento em questão ensina que as pessoas não podem tomar algo que é sagrado e empregá-lo de forma indevida (“em vão”), Isso seria um enorme desrespeito. Assim as pessoas não podem usá-lo em exclamações, piadas e até em promessas mentirosas ou em maldições.

É exatamente por causa desse mandamento que os judeus nunca se referem diretamente a Deus. Quando precisam fazer isso usam, de forma alternativa, as palavras "Senhor" (Adonai em hebraico) ou "Eterno". Essa é a abordagem adotada pela Bíblias: quando no texto em português aparece a palavra "SENHOR" é porque no original consta Iavé.

Essa cautela por parte dos judeus parece-me bastante apropriada, demonstrando claramente a importância de dirigir-se a Deus da forma apropriada. É preciso respeitar uma certa liturgia para fazer isso.

Acho que há ainda uma dúvida a ser esclarecida: é errado jurar em nome de Deus mesmo no caso de um assunto sério? É sempre errado, mas é importante perceber que a proibição não vem do terceiro dentre os dez mandamentos e sim de outra ordenança específica, proibindo esse tipo de prática, essa dada pelo próprio Jesus (Mateus, capítulo 5 versículos 33 a 37):
Vocês também ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ‘Não jure falsamente, mas cumpra os juramentos que você fez diante do Senhor’. Mas eu lhes digo: Não jurem de forma alguma: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o estrado de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei. E não jure pela sua cabeça, pois você não pode tornar branco ou preto nem um fio de cabelo. Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do Maligno. 
Concluindo, as razões para o terceiro dos dez mandamentos mandamento são simples de entender, como também é relativamente fácil cumprir o que é pedido por Deus nesse caso. Por isso é surpreendente perceber tratar-se de um dos mandamentos mais violados pelas pessoas. E isso acontece por pura falta de cuidado. Nesse particular, os cristãos têm muito que aprender com os judeus.

Com carinho

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

A ENORME RESPONSABILIDADE DOS PAIS E MÃES


... Filhos... Filhos?                                                               Melhor não tê-los!                                                                         Mas se não os temos                                                               Como sabê-los? ...                                                             "Poema Enjoadinho" de Vinicius de Morais

Em 28/11/2010, aconteceu um fato impressionante, publicado por toda a grande imprensa. A mãe do traficante Mister M forçou o filho a se entregar às autoridades, antes da invasão do complexo do Alemão (Rio de Janeiro) pela polícia. 

Nilsa Maria, nome dessa corajosa mulher, declarou que iria acompanhar o filho até a delegacia e completou: “...nenhum dos meus filhos seguiu esse caminho, pois nunca aceitei isso”. 

Esse fato me faz lembrar sobre o que a Bíblia diz a respeito da responsabilidade dos pais e mães na educação dos/as filhos/as. Cabe a eles/as dar o bom exemplo, colocar os/as filhos/as no caminho certo e, principalmente, repreender e sancionar suas eventuais atitudes erradas. 

E a Bíblia ensina que quando pais e mães não fazem isso, as consequências podem ser terríveis. Um excelente exemplo é o caso do sacerdote Eli, que viveu na época do profeta Samuel. Eli era um homem muito respeitado, tanto assim que foi encarregado de ministrar dentro do Tabernáculo (a tenda usada pelo povo de Israel, antes da construção do Templo de Jerusalém, para guardar a Arca da Aliança). 

Mas Eli não conseguiu criar filhos com caráter. Os rapazes se aproveitaram do prestígio e da posição do pai para tirar vantagens indevidas. E Eli nada fez para impedir que isso acontecesse - jamais conseguiu disciplinar os filhos, exatamente como acontece com muitos pais hoje em dia. 

Eli confundiu amor com leniência (permissividade), duas coisas que são completamente diferentes. E por causa da sua omissão, Eli foi punido por Deus (1 Samuel capítulo 2, versículos 27 a 34). 

O ensinamento da Bíblia é simples: pais e mães têm responsabilidade sim de colocar os/as filhos/as no bom caminho. Têm sim obrigação de educar e passar valores morais. E quando não cumprem essa tarefa, tornam-se moralmente corresponsáveis pelas coisas erradas que os/as filhos/as vierem a fazer. 

A vida atual é muito corrida e exige muito dos pais e mães, que precisam ir para a rua diariamente para ganhar o sustento da família. Assim lhes sobra pouco tempo para dedicarem à educação dos/as filhos/as. Sei também, e por experiência própria, que filhos/as não são fáceis de administrar, especialmente durante a adolescência. Eles/as se tornam teimosos/as, acham que sabem tudo, ficam agressivos/as e arredios/as. 

É claro que esses fatores atenuam a responsabilidade dos pais e mães aos olhos de Deus, mas não a eliminam. E é importante perceber que essa responsabilidade continua depois que os/as filhos/as “batem as asas”, ou seja, tornam-se independentes. 

Nilsa Maria, a mãe do traficante, sabia bem disso. Eli, o sacerdote, não. E essa mulher corajosa fez aquilo que muitos pais e mães não conseguem fazer. Ela deu um exemplo a ser seguido. E Deus a abençoe por isso. 

Com carinho