domingo, 2 de junho de 2019

TESTANDO SUA FILOSOFIA DE VIDA

Filosofia de vida é o conjunto de ideias e valores que orientam a vida de uma pessoa. Todo mundo segue uma determinada filosofia de vida pessoal, mesmo que não se dê conta disso.

Por exemplo, umas pessoas levam a vida buscando se divertir, entendendo que devem aproveitar cada minuto da sua vida, pois ela é curta. Outras perseguem os bens materiais e/ou o poder sem descanso, encontrando neles sua razão para viver. Há ainda quem se dedique a cuidar dos pobres, vendo no amor ao próximo sua razão para viver. E há também aquelas que somente se importam com questões intelectuais (como alguns filósofos e acadêmicos). 

Frases como “não levo desaforo para casa”, “o importante é ser feliz” ou “o que mais quero é ter paz de espírito” são todas representativas de determinadas filosofias de vida. E se você está lendo esta postagem é porque provavelmente já aceitou, ou está tentando aceitar, a filosofia de vida cristã. 
Agora, nem todas as filosofias de vida são igualmente boas. Por exemplo, a ideia de viver para consumir não é tão boa quanto a ideia de viver para ajudar o próximo. Viver para consumir torna o mundo mais egoísta e, portanto, pior, enquanto viver para ajudar o próximo tem o efeito exatamente oposto. 

Se há filosofias de vida melhores e piores, como saber qual é a melhor delas? Como escolher o melhor caminho a seguir? Para responder essas perguntas, é preciso testar três aspectos importantes de cada filosofia de vida: a coerência, a viabilidade e a origem. A melhor filosofia de vida precisa ser coerente naquilo que propõe, possível (viável) de ser vivida na prática e ainda ter uma origem que não cause vergonha. Vejamos isso mais de perto:

Teste 1: Coerência
A filosofia de vida precisa ser coerente para se sustentar em pé. Afinal, quando um determinado conjunto de ideias não se mostra coerente, ele acaba desabando debaixo do peso das sua próprias contradições.
Por exemplo, o comunismo foi muito popular na segunda metade do século XX, mas vem desaparecendo aos poucos, principalmente por conta das suas próprias incoerências. A proposta básica do comunismo é libertar as classes sociais mais sofridas das garras da opressão das elites econômicas. 

Para fazer isso, o comunismo propõe estatizar todos os bens e deixar que o Governo passe a controlar tudo. E é o poder público que deve se encarregar de preencher as necessidades das pessoas, garantindo que todos tenham o mínimo de que precisam. E assim, por um passe de mágica, não haveria mais pobreza e injustiça social. Isso parece ótimo e muita gente bem intencionada embarcou nessa fantasia.

Mas, as coisas não funcionaram dessa forma na prática. O problema é que um Governo com todo esse poder se torna dominador e acaba se tornando uma ditadura. Foi isso que aconteceu, por exemplo, na antiga União Soviética e ainda acontece hoje em Cuba.

A incoerência do comunismo está no fato que a garantia dos direitos iguais para todas as pessoas é obtida tirando delas o principal direito: sua liberdade. Para acabar com a injustiça social, é preciso cometer a injustiça da opressão. 

O famoso "pós-modernismo" é outra filosofia incoerente. Os seguidores dessa linha de pensamento acreditam que não existem verdades absolutas. Cada pessoa tem sua "verdade", que depende da forma como olha para as coisas. E a verdade individual depende da cultura onde a pessoa foi criada, das suas necessidades, da idade que tem e assim por diante. Assim, o que é verdade para mim, talvez não seja para você.

Se essa filosofia fosse verdadeira, o cristianismo sofreria um golpe mortal, pois defendemos um Deus criador, que estabeleceu para princípios de vida (mandamentos) absolutamente verdadeiros para todas as pessoas.
Mas, não é difícil de mostrar a incoerência do pós-modernismo. E ela está no próprio ponto de partida dessa filosofia. A afirmação “não há verdade absoluta” é tratada pelos pós-modernistas como uma verdade absoluta, pois ela se aplica sempre. Existe aí uma contradição que não pode ser eliminada. E, portanto, o pós-modernismo é condenada a falhar.

Teste 2: Viabilidade
Uma filosofia precisa ser viável para se sustentar. Por exemplo, o antigo regime político da África do Sul - o "apartheid" - discriminava os negros, que são a esmagadora maioria da população daquele país. Ora, um regime desse tipo só pode ser mantido na base da repressão. E isso não é viável a longo prazo. Cedo ou tarde as pessoas se revoltam e foi isso que aconteceu. O comunismo passa pelo mesmo tipo de problema. Basta ver destruição da União Soviética na década de 90 do século passado.

A religião hindu defende que as pessoas nascem em castas, fruto do "karma" (necessidade de pagar pelos pecados cometidos em vidas anteriores). E nada deve ser feito para minorar o sofrimento das pessoas pertencentes às castas mais baixas, pois elas estão sendo punidas pelo que fizeram em outras vidas. A Índia viveu milênios assim e acabou criando uma das sociedades mais pobres e desiguais de que se tem notícia.

E não foi por acaso que, para mudar esse estado de coisas e viabilizar uma democracia no país, o Governo hindu precisou abolir por lei o conceito de castas. E até hoje há uma luta na Índia entre a lei civil e a tradição religiosa e os progressos têm sido tortuosos.

Teste 3: Origem
Os pensadores geram ideias e as pessoas passam a viver de acordo com elas. Os conceitos relacionados com o cristianismo foram estabelecidos por Jesus e desenvolvidos, na sua maior parte, pelo apóstolo Paulo. E ocorre o mesmo no comunismo, desenvolvido por Marx, com a ajuda de Engels, Lenine e outras pessoas. E também no budismo, desenvolvido por um homem chamado Sidarta, o Buda.

Ora, uma árvore deve ser conhecida pelos seus frutos. Uma árvore boa dá frutos bons e uma ruim, frutos venenosos. Logo, é importante olhar quem está por trás da filosofia que se busca seguir. Por exemplo, Marx teve uma vida deplorável - não deu bola para a família, teve amantes, etc. Lenine foi um ditador cruel. Como imaginar que uma doutrina desenvolvida por esses homens possa ser boa para a humanidade. O mesmo pode ser dito de outros filósofos e líderes religiosos. 

O teste do cristianismo
Nenhuma filosofia de vida se sai melhor nesses testes do que o cristianismo. Em primeiro lugar, ela totalmente coerente. Os textos do Velho e do Novo Testamento, mesmo escritos ao longo de mais de mil anos, apontam todos na mesma direção - muitas postagens deste site foram produzidas para comprovar exatamente isso.

A Bíblia, no seu conjunto, aponta para um Deus amoroso que procura lidar com os pecados humanos e construir uma relação de amor com as pessoas. É claro que, ao longo da história, Deus vem fazendo isso de diferentes formas, levando em conta a evolução dos usos e costumes, bem como a acumulação de experiência e conhecimento. 

É isso que explica, por exemplo, que no início da Bíblia haja um mandamento defendendo "olho por olho" e no seu final outro que mande "amar o próximo". O mandamento inicial já foi um grande avanço sobre a prática da época em que foi lançado, pois era hábito retribuir o mal recebido com o máximo de mal possível (algo como "cem dentes por um dente"). Mais de mil anos depois, esse mandamento evolui para o pedido de Jesus de amar o próximo. Isso novamente revolucionou as práticas da época e essa mudança só foi possível porque a humanidade já tinha condições de entender esse avanço.

Em segundo lugar, a filosofia cristã é viável pois está lastreada no amor, na Graça de Deus e no perdão. Não creio que nenhuma outra filosofia esteja apoiada em princípios tão nobres quanto esses. E não é por acaso que o conceito moderno de direitos humanos está calcado em cima da filosofia cristã.

Finalmente, o cristão pode se sentir orgulhoso por seguir uma filosofia ensinada por Jesus. Afinal, ele é reconhecido até por quem não gosta do cristianismo como um homem sem igual, cuja reputação não tem qualquer mancha. 

Compare Jesus com os criadores das filosofias que disputam espaço com o cristianismo. Por exemplo, com Maomé (islamismo), que liderou guerras de conquista. Ou Marx (comunismo), cuja vida particular foi horrível. É fácil de ver que, também nesse aspecto, a superioridade do cristianismo é evidente. 

Concluindo, a filosofia de vida cristã passa com louvor nesses três testes. E isso dá a você e a mim a tranquilidade de estarmos seguindo aquilo que há de melhor.

Com carinho

sexta-feira, 31 de maio de 2019

VOCÊ PRECISA IR À IGREJA PARA SER UM BOM CRISTÃO?


Conheço muitos cristãos que não querem ou não gostam de ir à igreja. E por ir à igreja entendo, para fins desta postagem, frequentar qualquer comunidade cristã organizada, onde se estude a Bíblia, se cultue a Deus e os sacramentos (batismo e santa ceia) sejam ministrados. Enfim, onde haja verdadeira comunhão entre pessoas que seguem a Cristo. 

Agora, é possível alguém ser um cristão verdadeiro sem ir à igreja? Teoricamente, poderia ser possível. Mas, na prática, eu acredito que não. 

Os estudos mostram que são três as razões mais comuns para o afastamento das pessoas das igrejas cristãs: decepção com Deus, decepção com as igrejas e outras prioridades na vida. E às vezes há mais de uma razão atuando e elas se reforçam entre si. Vamos ver isso mais de perto.

Decepção com Deus 
A decepção costuma estar ligada a experiências ruins que a pessoa passou diretamente ou viu alguém próximo dela passar. Assim, a origem da decepção costuma estar na morte ou doença de um ente querido, numa perda financeira, numa violência sofrida ou outra situações para as quais a pessoa não encontrou uma explicação. 

E nesses casos, as pessoas costumam fazer uma pergunta: por que Deus permitiu que isso acontecesse comigo ou com quem amo? E se a pessoa que fez essa pergunta não encontrar uma resposta que a convença, pode acabar concluindo que Deus não foi justo com ela. E acaba se decepcionando com Deus e se afastando do convívio dos demais cristãos. 

Eu não tenho espaço aqui para desenvolver uma resposta que explique o sofrimento humano - já escrevi sobre isso aqui no site. Agora, é um enorme erro decepcionar-se com Deus por não conseguir entender a situação que se está vivendo. Quem age assim é porque não tinha uma fé sólida. Jesus comparou esse tipo de situação a uma casa construída sobre terreno pouco sólido, que cai quando bate o vento forte.

Outra causa de decepção com Deus é a "teologia tóxica". Ensinamentos que os líderes religiosos dão às pessoas e que não têm base bíblica. Por exemplo, certas igrejas incentivam as pessoas a fazer verdadeiras “trocas” com Deus. Elas desafiam as pessoas a dar mais dinheiro para a igreja para receberem mais bençãos de Deus. 

Quando as pessoas acreditam numa teologia tóxica, passam a esperar coisas irreais de Deus. E suas expectativas acabam frustradas. E elas podem acabar se decepcionando com Ele, sem justificativa para isso. 

Decepção com as igrejas
As disfunções que muitas igrejas têm acabam por gerar muita decepção nas pessoas e muitas delas acabam por se afastar. 

Por exemplo, há comunidades religiosas que são tão rigorosas nas suas exigências quanto ao comportamento esperado dos fiéis, que as pessoas acabam por se sentir vivendo numa verdadeira prisão. E acabam, num determinado momento, dando passos para se libertar. 

Há também igrejas onde os líderes têm comportamento moral reprovável, fazendo mal uso do dinheiro arrecadado, envolvendo-se em negociatas ou em relações ilícitas. E quando as pessoas percebem isso, elas se decepcionam e se afastam. O problema é que elas passam a pensar que todas as igrejas são iguais e que nenhuma serve, quando isso não é verdade. Há inúmeras igrejas cristãs que são sérias. Podem não ser perfeitas (nenhuma é), mas agem com correção.

Baixa prioridade
Muitas pessoas não tem disposição para congregar em qualquer igreja porque dão baixa prioridade a isso. Muitas outras coisas são mais importantes para elas do que cultuar a Deus todo domingo, por exemplo. 

E a desculpa mais comum para esse tipo de comportamento é alegar falta tempo, coisa que certamente não é verdade, pois essas mesmas pessoas têm tempo para fazer muitas outras coisas. 

A baixa prioridade costuma ter diferentes causas. Mas, há duas delas que são especialmente fortes. Uma delas é porque as pessoas não querem mudar suas vidas. Sua prioridade é manter seu estilo de vida atual, com o qual estão satisfeitas. Elas sabem que se entrarem de cabeça na vida cristã vão precisar abandonar certos "pecados de estimação" e simplesmente não querem fazer isso. 

Outra causa da baixa prioridade dada à vida nas igrejas é a falta de percepção da importância da comunhão entre os irmãos na fé. Muitas pessoas pensam que podem desenvolver sua fé por conta própria. Mas, a prática demonstra que não é bem assim. E Jesus sempre priorizou a vida em comunidade. Basta lembrar que Ele desenvolveu seu ministério entre um bando de discípulos. 

O ser humano não foi criado por Deus para viver sozinho. Ele sempre precisa de outras pessoas. E não é diferente no campo espiritual. Simplesmente, não dá para crescer na fé sozinho. Não dá para passar pelas tribulações da vida sem ter apoio dos irmãos. É preciso ter companhia para compartilhar dúvidas e o sofrimento. A vida em comunidade é fundamental para manter uma fé forte e estável.

Conclusão
Se você anda afastado da igreja, seria bom avaliar sinceramente as verdadeiras razões que o(a) afastaram. Ao fazer essa análise, evite construir desculpas para si mesmo(a). Seja sincero consigo mesmo.

Por exemplo, eu me afastei por certo tempo, quando jovem, por não dar prioridade à vida espiritual. Tinha muitas outras coisas mais importantes na minha vida. Somente com mais maturidade e depois de um período de sofrimento, mudei minhas prioridades na vida e voltei a dar importância à vida em comunhão com os irmãos na fé. 

O seu problema pode ser esse ou outro qualquer, conforme eu comentei acima. Mas, você precisa encontrar a causa e combatê-la. Uma vida cristã adequada inclui ir à igreja com frequência. O apoio de uma boa comunidade de irmãos na fé é fundamental para a vida espiritual. Pode ter certeza disso.

Com carinho

quarta-feira, 29 de maio de 2019

COMO VOCÊ É CONHECIDO?

Como você é conhecido? Será que você é conhecido como alguém que se dedicou inteiramente às coisas do mundo (fama sucesso, dinheiro, etc)? Ou como alguém que deu prioridade à obra de Deus? 

Há uma escolha diante de acada pessoa. Trata-se de uma escolha que cada pessoa precisa fazer. E essa escolha vai definir quais serão as prioridades na vida da vida dela. Definirá as coisas que serão importantes ao longo da sua vida e vão gerar um legado para as gerações futuras. E esse legado poderá ser bom ou ruim, dependendo das escolhas que tiverem sido feitas.

O capítulo 11 do livro de Hebreus fala dos heróis da fé. Conta um pouco da vida dos homens e mulheres que dedicaram sua vida à obra de Deus e foram reconhecidos por causa disso. Gente como Abraão, Moisés, Elias e tantos outros. Gente que deixou uma obra importante e por isso é lembrada até hoje.

E você? Como você acha que é conhecido? Que legado você acha que vai deixar na sua vida? Faça a escolha certa, se quiser deixar alguma coisa positiva como fruto da sua vida. É sobre isso que falo no meu mais novo vídeo - veja aqui.

Veja outros vídeos recentes meus aqui e aqui.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

A EPIDEMIA QUE ABALA A SOCIEDADE

Hoje vamos falar de um problema que é uma verdadeira epidemia na sociedade moderna: a depressão. 

Alguns anos atrás, a comunidade cristã ficou chocada com a notícia do suicídio de um rapaz de apenas 27 anos. Ele se chamava Matthew e era filho de Rick Warren, pastor de uma das maiores igrejas evangélicas do mundo. Esse pastor é muito conhecido por livros como “Uma igreja com propósitos” e “Uma vida com propósitos”. 

O rapaz cometeu esse ato depois de longa depressão que o deixou incapacitado para a vida normal. Segundo o depoimento do pai, Matthew recebeu o melhor tratamento médico possível e teve grande cobertura espiritual e, mesmo assim, não conseguiu resistir. 

O pastor Warren relatou para sua igreja um diálogo que teve com o filho, pouco antes da morte do rapaz, quando o filho lhe disse: “Pai, eu sei que vou para junto de Jesus. Então, por que essa dor não acaba logo?”

A sociedade atual vive verdadeira "epidemia" de depressão. E foi exatamente assim que a revista Christianity Today se referiu a esse problema. Relatório feito alguns anos atrás pela Organização Mundial de Saúde mostrou que depressão é a segunda maior causa de incapacitação das pessoas, logo depois das doenças cardiovasculares. Cerca de 25% da população mundial já teve ou terá depressão severa. E, em qualquer momento, pelo menos 5% da população está deprimida. No Brasil, isso equivale a cerca de 10 milhões de pessoas deprimidas, população equivalente à da região metropolitana de São Paulo. 

Os estudos indicam também que a depressão se faz presente no meio cristão com a mesma força que no restante da população. Assim, de cada 20 frequentadores de uma igreja, 1 está severamente deprimido. 

Como explicar essa epidemia
Acho que há dois aspectos a considerar. Em primeiro lugar, hoje há uma compreensão maior sobre a doença "depressão", por causa dos recursos mais avançados de diagnóstico de que dispomos. Portanto, mais casos de depressão são registrados.

Um bom exemplo da falta de entendimento da depressão, tempos atrás, pode ser visto no filme “Patton”, que conta a vida de um famoso general norte-americano da II Guerra Mundial. Certa vez, Patton foi visitar um hospital para feridos de guerra. Aí chegou perto de um soldado que não tinha ferimento aparente e lhe perguntou como estava. O soldado, claramente deprimido, não conseguiu explicar direito seu problema. O general se irritou com aquela situação, chamou o rapaz de covarde, deu-lhe um tapa na cara e o mandou de volta para a frente de combate. Patton foi punido por causa disso. 

Hoje isso dificilmente aconteceria pois quase todo mundo sabe que a depressão é uma doença incapacitante e nada tem a ver com covardia. 

A segunda explicação para a epidemia de depressão tem a ver com o fato que hoje as pessoas se sentem mais à vontade para reconhecer a presença desse mal nas suas vidas. Depressão deixou de ser considerada fraqueza do caráter das pessoas ou meso sinal de loucura. 

Quando eu era jovem, a depressão tinha um grande estigma social. Sempre ouvia as pessoas na minha igreja falarem que a depressão era causada por falta de fé ou pecado não confessado. E ninguém queria ver esse tipo de diagnóstico aplicado a si mesmo(a). Por isso as pessoas escondiam os sinais de depressão.

O que é depressão
A definição de depressão dada pela Sociedade Psiquiátrica Americana diz mais ou menos o seguinte: uma pessoa está deprimida de forma significativa quando exibe pelo menos um dentre dois sintomas básicos: falta de ânimo ou de interesse pelas coisas. E isso costuma vir em conjunto com quatro ou mais sintomas complementares, como sentimento de falta de valor, culpa excessiva, redução da capacidade de concentração ou de tomar decisões, fadiga crônica, agitação psicomotora, insônia, variação rápida de peso e pensamentos recorrentes de morte. Diz ainda a SPA que depressão forte gera sofrimento emocional muito grande. 

Há várias causas para a depressão, desde físicas (como falta de serotonina no cérebro), até emocionais (como o sofrimento gerado por uma grande perda). Mas os estudos mostram que a causa mais forte parece ser falta de esperança. As incertezas quanto ao futuro, devidas à solidão ou outras coisas assim. 

O pior é que a sociedade em geral nem percebe que torna tudo mais difícil para as pessoas deprimidas. Por exemplo, as organizações em geral cada vez mais tratam as pessoas como objetos. Elas se tornam números de um cadastro, são atendidas por computadores, precisam seguir normas impessoais e assim por diante.

O fenômeno do crescimento das redes sociais torna as coisas ainda mais complicadas. Essas redes geram “relações sem vínculos”. Sem comprometimento e sentido de comunidade, pois podem ser descontinuadas de forma muito fácil. Basta um simples clique do mouse. Portanto, mesmo com muitos(as) "amigos(as)" virtuais, as pessoas se sentem cada vez mais solitárias. 

Como lidar com a depressão
Há formas boas e ruins de fazer isso. Infelizmente, o abuso do álcool e de outras drogas, a promiscuidade sexual e o consumo desenfreado são as respostas mais comuns para a dor emocional causada pela depressão. Esses caminhos não levam a lugar nenhum e acabam por aumentar o problema. 

A solução real passa pelo uso de medicação adequada - sempre receitada por um médico qualificado. A isso é preciso juntar terapia, apoio emocional da família e mudança de hábitos de vida destrutivos. Mas, passa também, pelo apoio espiritual, pois a depressão também costuma ter raízes nesse campo.

O que as comunidades cristãs podem fazer para ajudar? 
As igrejas cristãs deveriam estar na linha de frente do combate a essa epidemia. Mas não é isso que acontece. Primeiro por conta do despreparo das lideranças. Os pastores não recebem treinamento adequado para lidar com esse tipo de problema. 

Depois, por causa do preconceito. Ainda é comum nas igrejas a afirmação que cristão verdadeiro não fica deprimido (veja mais). 

Concluindo, depressão é doença e como tal deve ser reconhecida e tratada. Ela requer um enfoque amoroso, cuidados especiais e muito apoio. Nós, cristãos, precisamos entender isso e sermos instrumento para solução do problema, nunca uma pedra de tropeço para quem sofre com esse problema.

Com carinho

sábado, 25 de maio de 2019

VOCÊ ESTÁ ESTUDANDO TEOLOGIA E NEM SABIA

Você sabia que está estudando teologia quando lê um texto neste site, medita sobre ele e faz comentários ou perguntas? Talvez você nem tenha se dado conta disso. E não há como ser diferente, pois a teologia é parte da vida de qualquer cristão.

Tempos atrás, quando comecei a escrever o blog que deu origem a este site, disse para um amigo que pretendia escrever textos que fariam a defesa da fé cristã contra as críticas de ateus e outras pessoas que não gostam do cristianismo. A parte da teologia que cuida de fazer essa defesa é chamada de "apologética". Ela trata de coisas como as provas para a existência de Deus, as provas para a ressurreição de Jesus e assim por diante. 

Quando meu amigo ficou sabendo dessa pretensão disse que eu estava meio maluco, pois ninguém iria querer ler sobre isso. Mas fui em frente e escrevi vários textos mesmo assim - veja alguns exemplos aqui e aqui. E alguns desses textos estão entre os mais lidos e comentados deste site.

Na verdade, às vezes precisamos enfrentar mitos que acabam sendo considerados como “verdades” absolutas. Por exemplo, existe o mito que o “povão” só gosta de programa de televisão ruim – com pouco conteúdo, com piadas de baixo nível, com mulheres seminuas e assim por diante. Por causa desse mito, toda vez que surgem programas bons e inovadores na televisão, eles acabam sendo jogados em horários muito tardios, dificultando que as pessoas trabalhadoras os assistam. E aí a audiência é baixa, “confirmando” o mito.

No meu caso, precisei enfrentar três mitos relacionados com o estudo da teologia:

Mito 1: As pessoas não gostam de estudar teologia 
Queiramos ou não, estamos sempre falando de teologia. Por exemplo, alguém vem e pergunta: Como você prova que Jesus ressuscitou dentre os mortos? Ou então: Divórcio é pecado?

Esses são exemplos de questões teológicas nas quais tropeçamos por aí. Perguntas desse tipo aparecem a toda hora e é preciso encontrar respostas para elas, inclusive para guiar as vidas dos cristãos. 

Ler a Bíblia e analisar o que ela ensina já é uma reflexão teológica. Portanto, só é possível encontrar as respostas para as perguntas cruzam nosso caminho através do estudo da teologia. Não há outro caminho.

Mito 2: Teologia é uma coisa muito teórica
Os três primeiros anos do meu curso de engenharia civil foi constituído de matérias teóricas, algumas delas bem chatas de estudar. Somente nos dois últimos anos do curso foi que apareceram as matérias que iríamos usar na prática, por exemplo, o cálculo de estruturas.

Mas as matérias básicas, aprendidas nos três primeiros anos, foram necessárias para entender os temas mais práticos, que vieram depois. Não seria possível estudar as matérias práticas sem entender a teoria. 

E é exatamente assim que acontece com a teologia. Ela é uma disciplina teórica, mas sem uma boa teoria não conseguimos construir uma prática de vida saudável, dentro da vontade de Deus. 

Mito 3: Estudar teologia leva ao questionamento da Bíblia 
Há quem diga que o estudo da teologia faz com que as pessoas comecem a questionar a Bíblia, encontrando erros e problemas nela. 

Na verdade, o questionamento da Bíblia não nasce do estudo da teologia. As pessoas vão ter dúvidas sobre os ensinamentos da Bíblia quer estudem teologia de forma sistemática ou não. E é o estudo da teologia que ajuda a tirar essas dúvidas e deixa as pessoas mais seguras da sua fé. 

O casamento perfeito entre teoria e prática 
Teoria (teologia) ou prática espiritual? Qual das duas é a mais importante? Na verdade, as duas são igualmente importantes. Não há como viver sem uma delas. Sem a teoria trazida pela teologia, o cristão nunca saberá com certeza no que deve crer e pode acabar seguindo heresias. Por outro lado, sem a prática, a teologia fica engessada e vazia e pode se tornar legalista. Acaba atrapalhando muito e não serve para muita coisa. 

Portanto, defendo um casamento entre as duas coisas: teologia e prática espiritual. E há um excelente exemplo desse casamento na obra do grande escritor cristão C.S Lewis. Ele escreveu dois livros sobre o sofrimento humano. No primeiro deles, chamado “O problema da dor”, tratou dessa questão sob um ponto de vista teórico (teológico). Ele buscou na Bíblia os conceitos para dar suporte a uma doutrina cristã que ensinasse as pessoas a passar pelo sofrimento natural da vida. 

No outro livro, chamado de “Anatomia de uma dor”, C. S. Lewis descreveu a dor que sentiu ao perder a mulher da sua vida para o câncer e como lidou com ela. É um relato de cortar o coração e muito bonito. Esse relato ensina muito pois permite ver como um verdadeiro homem de Deus lidou com o sofrimento. 

Os dois livros são muito diferentes entre si e se complementam perfeitamente. O primeiro é teórico, racional e organizado, enquanto o segundo é um grito de desespero lançado ao espaço. Mas, precisamos dos dois relatos, se quisermos entender o sofrimento humano. Primeiro é bom ler o livro teórico e depois ver a aplicação da doutrina na prática. Se você se interessar por esses livros, ambos estão traduzidos para o português e não são caros - valem à pena ler. 

Palavras finais
A vida do cristão não pode ser uma disputa entre mais teologia ou mais prática espiritual. É preciso ambas e em igual dose. Não se trata de fazer uma coisa, esquecendo da outra, mas sim fazer ambas, de forma igual e enriquecer sua vida com o que elas têm a oferecer. 

Com carinho

quinta-feira, 23 de maio de 2019

VOCÊ NÃO É O CENTRO DO MUNDO

Você não é o centro do mundo. Nenhum ser humano tem esse papel. Acredito que você saiba disso com clareza.

Mas é interessante que quando as pessoas dizem ter se convertido e são incentivadas na igreja a mudar de vida, deixando de lado os velhos hábitos, muitas vezes elas reagem. Não querem largar seus velhos hábitos e querem que haja uma exceção para elas. Sentem-se no centro do mundo e pensam merecer um tratamento diferenciado.

Talvez isso aconteça com você, eu não sei, mas se for assim, está na hora de mudar. O centro das coisas é Deus e você precisa aprender a viver para Ele. Precisa passar a colocar Jesus no lugar do seu ego e se render a Ele. Aceitar o que Ele nos pede para fazer e mudar sua vida. Esse é o caminho.

Sei que isso é mais fácil de falar do que de fazer e vejo isso na minha própria vida. Nas lutas que enfrento para mudar e ser melhor. Para deixar hábitos arraigados para trás e abraçar uma vida nova.

É sobre isso que a pastora Carol e a Alícia falam no seu mais novo vídeo - veja aqui.

Veja outros vídeos recentes da pastora Carol e da Alícia aqui e aqui.

Veja o canal da pastora Carol no Instagram aqui.

terça-feira, 21 de maio de 2019

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Muitas vezes são feitas perguntas e, quando as respostas são dadas, quem perguntou já não está mais prestando atenção. Está com a cabeça em outra coisa, talvez já pensando na próxima pergunta.

Fazer perguntas e não prestar atenção nas respostas dadas, sem dúvida, atrapalha muito os relacionamentos. Passa uma ideia de descaso e de falta de interesse. E isso é muito ruim.

E esse hábito é mais comum do que parece à primeira vista. Já vi marido reclamar da sua mulher sobre isso e vice versa. É comum também acontecer entre amigos e entre companheiros de trabalho. Muitos chefes agem assim com seus subordinados.

O pior é que as pessoas também fazem isso com o próprio Deus. Oram e pedem alguma coisa e não prestam atenção no que vem depois. Não estão atentas para as respostas que recebem. E não se esqueça que Deus responde quando é perguntado.

É sobre isso que o Rogers fala no seu mais novo vídeo. Ele alerta que não se pode consultar Deus - pedir ou perguntar coisas para Ele - e não se incomodar com a resposta que vai ser recebida. Esse é um erro grande e que pode ter consequências muito sérias. Veja o vídeo aqui.

Veja outros vídeos recentes do Rogers aqui e aqui.