segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

VOCÊ DEVE SE CONTENTAR COM O QUE TEM PARA SER FELIZ?

Participei, alguns domingos atrás, de uma aula de Escola Dominical muito interessante, cujo tema era "como ser feliz".

Acho esse tema muito importante porque todo mundo busca ser feliz. E muita gente pensa que, ao se converter ao cristianismo, ganhou um "seguro de vida" de Deus, garantindo sua felicidade. E isso está longe de ser verdade. 

"Felicidade", na forma como entendemos isso hoje em dia, não é um conceito bíblico. Ser feliz, na Bíblia, tem sempre a ver com um relacionamento profundo e proveitoso com Deus e não com realização pessoal, casamento feliz com a "alma gêmea", segurança financeira, conforto, saúde e outras coisas assim.

Durante a aula, foi comentado pela professora que muitos filósofos defendem a tese de que a felicidade tem muito a ver com aprender a se satisfazer com aquilo que já se tem, em lugar de ficar lamentando o que não se pode ter. Em outras palavras, a felicidade passa em boa parte por aprender a lutar por metas de vida bem realistas. 

E esse parece ser um bom conselho. Mas será que é mesmo? Minha resposta para essa pergunta é "sim e não", pois depende do que se está realmente falando.

Por um lado, é preciso aprender a valorizar aquilo que já se tem, para ser grato(a) a Deus. Essa é uma postura correta e importante, pois gratidão é uma coisa que agrada a Deus e leva ao aprofundamento do relacionamento com Ele. 

Mas, por outro lado, somente desejar aquilo que se pode obter, de certa forma, mata o sonho e torna a vida medíocre. Afinal, é da própria natureza do ato de sonhar querer algo que parece inalcançável. E a história está cheia de exemplos de pessoas que sonharam o "impossível" e venceram.

Willam Wilberforce foi um aristocrata inglês, que viveu entre a segunda metade do século XVIII e o começo do século XIX. Quando era jovem, assim como tantos outros que também tinham vida privilegiada, mostrou-se egoísta e mimado. E viveu uma vida fútil até que se converteu e aí passou a sonhar em mudar a vida do seu país. 

A situação social da Inglaterra naquela época era trágica: as crianças pobres começavam a trabalhar aos seis anos de idade, 25% das mulheres de Londres eram prostitutas, o alcoolismo era verdadeira epidemia, isso tudo sem contar a escravidão da população negra, chaga social terrível.

Wilberforce sonhou o impossível e conseguiu fazer a diferença. Munido de coragem e apoiado na sua fé, entrou para a política e lutou por mais justiça social durante décadas, conseguindo que o Parlamento inglês fizesse várias leis importantes, que minoraram o sofrimento dos mais pobres e fracos. Sua última e maior vitória - o fim da escravidão - somente tornou-se lei dois dias antes da sua morte. 

Se Wilberforce tivesse ficado na sua zona de conforto, querendo apenas aquilo que parecia ter condições de realizar, nada disso teria acontecido. Talvez sua vida tivesse sido mais fácil, mas teria sido desperdiçada.

E o mesmo posso dizer de Moisés e sua luta para tirar o povo de Israel da escravidão no Egito; Martin Luther King, com sua cruzada para mudar as leis discriminatórias nos Estados Unidos; e Nelson Mandela, que passou trinta anos preso, mas acabou com o regime do "apartheid" na África do Sul. Isso sem esquecer de Paulo, que fez viagens missionárias difíceis, contribuindo para espalhar o cristianismo no Mediterrâneo; e Madre Teresa, que lutou contra a doença e a miséria na cidade de Calcutá, na Índia.

Penso que a resposta correta para você levar uma vida feliz, segundo o ponto de vista bíblico, passa por aprender a querer o mesmo que Deus deseja para sua vida. 

Isso significa reconhecer, antes de tudo, que Deus sabe o que é melhor para você. Ele conhece com precisão aquilo que você pode executar e conseguir. E ainda mais, se Ele colocar no seu coração o anseio por fazer ou conseguir determinada coisa, também dará para você os meios e a capacidade para ter sucesso.

Foi Deus quem capacitou Moisés para enfrentar o faraó do Egito, o rei mais poderoso da sua época. Foi também Ele quem capacitou Paulo, Wilberforce, Mandela, Luther King, Madre Teresa e tantas outras pessoas, para conseguirem o que parecia ser impossível.

Concluindo, que pode fazer você feliz é simples: aprender a querer para sua vida aquilo que é a vontade de Deus. Aprender a sonhar os sonhos que Deus tem para você. Só isso.

Com carinho

sábado, 11 de fevereiro de 2017

UM ESTRANHO NO NINHO

Pessoas convertidas frequentemente passam por situações onde se sentem "estranhas no ninho". Por exemplo, trabalham num lugar onde ninguém professa sua fé. Ou são as únicas membros da sua família a seguir Jesus.

Sentem-se deslocadas e muitas vezes precisam enfrentar piadas e comentários críticos. O que fazer em situações como essa?

A pastora Carol e a Alicia discutem esse importante tema num novo vídeo da série "Desafio no Ar". Elas dão dicas que podem ajudar quem vive esse tipo de situação. Vale à pena conferir:

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A HONRA DE SEGUIR A JESUS

Jesus chamou Pedro, André, João e Tiago, quando os encontrou à beira do lago da Galileia. Chamou-os para serem "pescadores de homens". E os quatro largaram tudo para seguir Jesus.

Você também é chamado para seguir o Mestre e isso deve ser motivo de grande honra. E tal percepção deve ser motivo suficiente para transformar sua vida para sempre.

Esse é o tema que discuto no meu mais novo vídeo. Confira:

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

JESUS QUER ENTRAR NO "BARCO" DA SUA VIDA

Depois de ver o milagre que Jesus tinha realizado, o povo começou a dizer: "Sem dúvida este é o Profeta que devia vir ao mundo". Sabendo Jesus que pretendiam proclamá-lo rei à força, retirou-se novamente sozinho para o monte. Ao anoitecer seus discípulos desceram para o mar, entraram num barco e começaram a travessia para Cafarnaum. Já estava escuro, e Jesus ainda não tinha ido até onde eles estavam. Soprava um vento forte, e as águas estavam agitadas. Depois de terem remado cerca de cinco ou seis quilômetros, viram Jesus aproximando-se do barco, andando sobre o mar, e ficaram aterrorizados. Mas ele lhes disse: "Sou eu! Não tenham medo! " Então se animaram a recebê-lo no barco, e logo chegaram à praia para a qual se dirigiam. João capítulo 6, versículos 14 a 21
Jesus andando sobre as águas para encontrar os discípulos que estavam num barco no meio do lago da Galileia é um milagre bem conhecido. A maioria dos estudos sobre esse tema costuma ressaltar a figura de Pedro (Mateus capítulo 14, versículos 22 a 33), que quis também andar sobre as águas e quase se afogou, centrando a discussão na questão da falta de fé.

Mas é interessante perceber que o relato do Evangelho de João, reproduzido acima, não fala nada sobre Pedro. Ou seja, esse texto foca em outro aspecto do milagre de Jesus e é isso que gostaria de discutir aqui.

A primeira coisa que chama a atenção no relato é o fato de Jesus ter-se separado dos discípulos. E o texto explica a razão: Pouco antes, Jesus tinha feito um milagre extraordinário - multiplicando a comida para alimentar uma grande multidão - e as pessoas ficaram tão impressionadas que quiseram fazer d´Ele um rei (versículo 14). 

Mas Jesus não tinha vindo ao mundo com essa missão e não teve outra alternativa senão afastar-se da multidão para acabar com aquele tipo de conversa. E foi aí que se separou também dos discípulos, provavelmente porque eles queriam a mesma coisa que a multidão. 

E os discípulos ficaram esperando Jesus voltar. Ao cair a noite, cansados de esperar, foram para as margens do lago da Galileia, onde seu barco estava atracado, e partiram, deixando Jesus para trás.

Há aqui um ensinamento importante: os discípulos desistiram de esperar e resolveram fazer as coisas por conta própria. E quantas vezes não agimos exatamente assim? Pensamos que Deus está demorando a responder nossos pedidos e resolvemos fazer as coisas do nosso próprio jeito. E normalmente quebramos a cara...

E não foi diferente com os discípulos: O vento começou a soprar e as águas ficaram agitadas, o que representava enorme perigo, já que o barco já estava cinco a seis quilômetros distante da margem. Foi um momento de tensão.

Aí Jesus veio até eles, andando sobre as águas. E lhes disse: "Sou eu! Não tenham medo." E só assim foi reconhecido e recebido pelos passageiros do barco.

Há outro ensinamento aqui: Jesus foi até eles e encontrou-os onde estavam. Acalmou-os e só então foi recebido. E é exatamente assim que o Espírito Santo trabalha na vida das pessoas: vai buscá-las onde estiverem, revela-se a elas, e as acalma. E só então é recebido e consegue entrar no "barco" das suas vidas. 

Essa disponibilidade de Deus é um aspecto maravilhoso da sua personalidade. Apesar de toda a sua grandeza e poder, Ele vem nos buscar - nos procura onde estivermos - e entra no nosso "barco", simplesmente porque nos ama e quer estar conosco.

Mas nem sempre reconhecemos de imediato que Deus está nos procurando, assim como os discípulos tiveram dificuldade para reconhecer Jesus. E há outro ensinamento aí: a necessidade de aprendermos a discernir as coisas espirituais para podermos perceber a ação do Espírito Santo nas nossas vidas.

Frequentemente, vejo pessoas reclamarem que Deus não está fazendo nada nas suas vidas quando, na verdade, são elas que têm dificuldade para perceber a ação do Espírito Santo. Não conseguem discernir espiritualmente o que está acontecendo, pois falta-lhes intimidade no relacionamento com Deus.

O texto de João traz um último ensinamento: logo depois que os discípulos reconheceram Jesus e aceitaram sua presença, o barco chegou a salvo na praia, já em Cafarnaum.

Quando Jesus está conosco no barco, todas as dificuldades são superadas. Não importa o que venha a acontecer, o resultado final é sempre o melhor possível.

Com carinho

domingo, 5 de fevereiro de 2017

A VIOLÊNCIA DOÉSTICA CONTRA A MULHER NO MEIO CRISTÃO

O tema de hoje é muito triste: a violência doméstica contra a mulher. Sabemos que esse é um grande problema na sociedade brasileira, a ponto de ser preciso contar com delegacias especializadas e leis específicas - como a famosa "Maria da Penha" - para combater tal tipo de crime.

Será que no meio cristão a situação é diferente. Será que pelo fato de se dizerem convertidos, os maridos/companheiros cristãos tratam suas esposas/companheiras de forma melhor do que a sociedade em geral?

Infelizmente, acredito que a resposta seja não: os homens cristãos não agem, na média, de forma muito diferente do que a população masculina em geral. E isso é surpreendente, pois seria de se esperar que a situação no meio cristão fosse melhor.

Eu não tenho dados de pesquisas sobre a violência contra a mulher em lares cristãos brasileiros, até porque as denominações cristãos, em sua maior parte, não se interessam muito por pesquisar aquilo que acontece no seu meio. Dados mais abrangentes existem apenas para a população em geral. Como então posso afirmar que esse problema existe no meio cristão brasileiro? A resposta é simples: por comparação com o que acontece em outros países. 

Em países mais avançados, como nos Estados Unidos, existem muitos dados sobre o que acontece no meio cristão. Por exemplo, pesquisa conduzida pela organização Kyria (www.kyria.com), envolvendo 1.800 mulheres cristãs, mostrou números impressionantes: 52% delas já tinha sofrido violência moral, 30% foram vítimas de violência física e 18% sofreram violência sexual. Uma verdadeira epidemia. E tais números são bem semelhantes àqueles levantados para a população americana como um todo. Ou seja, nos Estados Unidos, o cristianismo não conseguiu transformar de fato o comportamento de boa parte dos homens. 

E como a sociedade brasileira é mais machista que a americana e não há porque imaginar "nossos cristãos" são melhores do que "os cristãos deles", pois a essência do ser humano é a mesma, certamente se há uma epidemia de violência contra a mulher lá, também há por aqui.

A diferença que aqui não falamos muito sobre essa questão e, portanto, não tomamos consciência dela (assim como também pouco fazemos para corrigir esse problema). 

E tenho ainda, para reforçar essa conclusão, muitos depoimentos de mulheres feitos neste site - algumas de forma aberta, enquanto outras diretamente para mim - onde esse tipo de problema fica evidente. E é interessante perceber que elas normalmente não escrevem para o site para falar de violência doméstica e sim para tratar de problemas conjugais, pois não tem muita noção do que vem sofrendo. Mas a violência está lá, em uma das suas três diferentes formas. 

E neste ponto vale a pena fazer um parêntesis para lembrar que a violência contra a mulher pode assumir três diferentes aspectos, sendo o primeiro deles a violência moral. Ela se faz presente quando o homem deliberadamente procura atingir a mulher na sua nas suas emoções (especialmente na auto-estima), na sua possibilidade de convívio social, etc. 

Assim, comete violência o homem que faz críticas agressivas e constantes à mulher, chamando-a de burra, gorda, feia, inútil, etc. Como também aquele que tenta controlar todos os passos dela por causa de seu ciúme obsessivo. Ou ainda o homem que danifica objetos que tenham valor sentimental para a mulher. Sem esquecer o homem que faz chantagem constante contra a mulher - do tipo “vou me separar e deixar você sem sustento” - para obrigá-la a se comportar como deseja. 

A violência física ocorre quando o homem fere fisicamente a mulher, mas sem que haja conotação sexual. Esse tipo de violência é muito perigosa porque tende a ir crescendo, à medida em que o homem vai perdendo a noção da dignidade da mulher. E lemos com frequência os relatos de histórias desse tipo que acabaram em tragédia.

Finalmente, há também a violência de natureza sexual, quando o homem força o sexo com a parceira, contra a vontade dela, por entender que ela é sua propriedade, estando ali para satisfazê-lo em tudo. 

Por que acaba sendo pior no meio cristão?
Os líderes religiosos envolvidos nos casos de aconselhamento de violência doméstica contra mulheres parecem ter muita dificuldade para lidar com esse tipo de situação, já que dão enorme importância à preservação dos casamentos. E situações onde a separação parece ser a única saída adequada tendem a colocar essas pessoas "numa saia justa". O que devem priorizar: o casamento ou a segurança e conforto da mulher?

Isso porque o ensinamento mais comum no meio cristão é ser pecado se separar, exceto em caso de flagrante adultério (veja mais). A isso se soma o fato que homens violentos, muitas vezes, também são manipuladores: derramam-se em pedidos de perdão, afirmam que o Espírito Santo tocou seus corações e vão mudar, etc.

E as mulheres são pressionadas a perdoar, já que o perdão é um mandamento de Jesus, aceitam os parceiros de volta e o ciclo de violência se repete...

Jesus mandou sim perdoar mas isso não é o mesmo que ser ingênuo e se reconciliar sem as necessárias garantias (veja mais). Um alcoólatra vai pedir 100 vezes perdão e ainda assim voltará a beber e a família não pode ficar exposta a isso. E o mesmo ocorre com o homem violento: quase sempre ele vai reincidir e a mulher precisa ser afastada das agressões.

Outra abordagem errada que costuma ser feita por líderes cristãos envolvidos no aconselhamento de casos de violência doméstica é quando faz-se uso da passagem de 1 Pedro capítulo 3, versículos 3 a 6, onde está dito que a mulher deve ser submissa ao marido. 

É comum, então, dizer para a mulher que ela precisa aguentar e conheço casos em que chegou-se ao absurdo de dizer para a mulher vitimizada que ela deveria se esforçar mais, fazendo tudo para agradar seu marido, inclusive no aspecto sexual. E isso a fez se sentir culpada, como se todo o problema fosse fruto da incompetência dela...

Não tenho espaço aqui para fazer uma análise aprofundada do texto de 1 Pedro citado acima, mas não está dito ali, ou em qualquer outro lugar da Bíblia, que as mulheres devem se submeter à violência. E lembro ainda que no versículo 7 - logo adiante do texto citado -, Pedro deixou claro que o marido precisa honrar a mulher e que ela é herdeira, com ele, da graça da vida.

Resumindo, o problema da violência doméstica contra mulher acaba sendo pior no meio cristão porque a cultura existente nas igrejas geram conselhos que costumam tornar as coisas ainda piores, pois fazem com que as mulheres prejudicadas se sintam culpadas e se tornem hesitantes em tomar as medidas de proteção que deveriam. E muitas vezes se sentem sozinhas. E isso é muito triste.

E isso vai contra tudo que o cristianismo ensina. O sofrimento dessas mulheres precisa ser melhor compreendido. Elas precisam ser ajudadas e apoiadas para conseguir mudar suas vidas.

Com carinho

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

A HISTÓRIA DE UMA ATEIA QUE SE CONVERTEU

Leah Libresco (a foto dela ilustra esta postagem) é uma escritora que mora em Washington, capital federal dos Estados Unidos. É uma pessoa altamente preparada, com um bacharelado em ciências políticas da Universidade de Yale, uma das mais importantes do seu país.

Leah tem um blog no site Patheos, onde ficou famosa por defender durante muitos anos o ateísmo. Ela chegou a escrever naquela época que "não se lembrava de uma época em sua vida em que pensasse de forma diferente, pois seus pais eram ambos ateus e ela foi criada dentro desse sistema de pensamento".

Pela qualidade das reflexões que publicava, Leah acabou por se tornar um ícone para pessoas ateias, pessoas que acreditam não existir Deus e nem um mundo espiritual (sobrenatural) - para elas tudo se resume ao mundo material. 

Leah se converteu ao cristianismo e relatou o que aconteceu. E sua trajetória é cheia de ensinamentos. Tudo começou quando ela começou a namorar um rapaz cristão, de quem gostava. Os dois mantiveram várias conversas a respeito das suas diferenças de convicção.

Ao longo dessas conversas, ela precisou responder alguns argumentos do namorado que acabaram por fazer balançar suas certezas materialistas, dando início a um processo que culminou com sua conversão. 

Talvez você se surpreenda ao saber qual foi o argumento que fez Leah mudar de posição: A existência de princípios morais universais (veja mais). Vamos ver como isso funcionou na prática.

Leah, como as demais pessoas de bem, entendia precisar seguir certos princípios morais (por exemplo, não maltratar crianças, não roubar, não contar mentiras para prejudicar outras pessoas e assim por diante). Ela também percebia intuitivamente que esse princípios morais são descobertos (de forma semelhante ao que acontece quando cientistas entendem como a natureza funciona) e não são construídos pelas sociedades (assim como os arquitetos concebem e constroem casas). 

Ora, se há princípios morais que têm aplicação universal e eles existem independentemente das sociedades, que apenas os descobrem e passam a aplicá-los, de onde esses princípios vieram? Quem os concebeu?

Leah percebeu a enorme dificuldade que o ateísmo tem para responder essa questão - quanto mais estudou, mais se convenceu disso. Afinal, a evolução, o mecanismo aceito pelo ateísmo como tendo levado à criação e ao desenvolvimento da vida e da sociedade humana, não consegue explicar a existência de princípios de moral que todo mundo precisa seguir. Já o cristianismo tem uma resposta muito simples e eficaz: Foi Deus quem criou esses princípios. Simples assim.

Ao perceber isso, Leah abriu as portas da sua mente para aceitar a existência de Deus e começou ali uma jornada que a levou à conversão ao cristianismo. Ela continua a escrever seu blog no site Patheos (veja o link aqui), só que agora fala para um público cristão - e seu universo de leitores cresceu muito. 

Essa história traz dois ensinamentos importantes. O primeiro deles é que, tal como o namorado de Leah, precisamos ter coragem de falar da nossa fé para pessoas não convertidas. Não devemos ter vergonha pois o cristianismo tem respostas excelentes para as questões mais difíceis da vida humana.

O segundo ensinamento é que a conversão de cada pessoa é um caminho individual, específico para ela. Muitas pessoas chegam a Deus através do sofrimento - esse talvez seja a forma mais comum. Mas outras pessoas podem chegar através de uma inquietação intelectual, como Leah Libresco. 

E não importa qual seja o caminho que leva a pessoa até Jesus, o fundamental é o resultado final. 

Com carinho

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O FIM DO MURO DO ÓDIO

Acho que todo mundo já ouviu falar do Muro de Berlim, construído em 1961 e derrubado em 1989.

Aquele muro dividiu a cidade de Berlim em duas, uma parte comunista (a oriental) e outra livre (a ocidental). A divisão da cidade em duas destruiu famílias e gerou muito ódio.

No meu mais novo vídeo, usei o Muro de Berlim como uma metáfora para nossas vidas. Construímos, às vezes sem nem saber, muros de ódio nas nossas vidas que precisam ser derrubados. Confira o vídeo: