terça-feira, 13 de agosto de 2019

SEMELHANÇAS

Semelhanças estão em todos os lugares. Volta e meia encontramos pessoas por aí que são muito semelhantes a outras. E essas semelhanças podem até surpreender por serem muito grandes e inesperadas. 

Semelhanças são naturais porque as pessoas simplesmente nascem parecidas umas com as outras. E como a população da terra é muito grande, é natural esperar que haverá pessoas parecidas entre si. E esses pontos comuns podem ser acentuados quando pessoas parecidas entre si usam - por acaso ou de propósito - o mesmo estilo de cabelo e roupas. Existe até uma mercado para sósias de celebridades, que rende dinheiro pela participação em festas e eventos diversos.

A Bíblia ensina que devemos buscar uma semelhança em particular: com Cristo. Precisamos lutar para ficarmos semelhantes a Ele. E isso não se refere, é claro, à aparência física que Ele teve ao viver nesse mundo - que aliás nem sabemos bem qual foi. Mas sim em termos das características da sua personalidade e da sua forma de agir. Características como humildade, amor e compaixão, coisas que Ele teve de sobra.

É claro que não é fácil ser semelhante a Jesus, mas precisamos lutar para nos aproximar dessa meta. Essa é uma dos mais importantes objetivos que cada cristão deve ter na vida. E é sobre isso que eu falo no meu mais novo vídeo - veja aqui.

Veja outros vídeos recentes meus aqui e aqui.

domingo, 11 de agosto de 2019

O NOME VERDADEIRO DE DEUS

Quando Moisés foi chamado por Deus para liderar a libertação do povo de Israel, então escravizado no Egito, ele relutou em aceitar o chamado por se julgar sem condições para esse encargo. Houve um diálogo com Deus, onde Moisés acabou convencido a dar esse passo (Êxodo capítulo 3). 

Depois de aceitar, Moisés apresentou uma condição para ir em frente: conhecer o nome de Deus. E a razão para essa condição é muito simples: naquela época, o nome caracterizava a personalidade da pessoa - por exemplo, Jacó mudou de nome para Israel (“aquele que luta com Deus”) depois do episódio com o anjo (Gênesis capítulo 32, versículos 22 a 30). Assim, ao conhecer o nome de Deus, que ninguém sabia até então, Moisés daria uma prova para o povo israelita da sua intimidade. Sabendo o nome, Moisés demonstraria saber também como de fato Deus é.

E o Senhor respondeu: “Eu sou o que sou”, ou segundo outras traduções, “Eu serei o que sempre tenho sido” (Êxodo capítulo 3, versículos 13 a 15). 

Uma resposta surpreendente. Essa resposta revela que não é possível definir Deus, exceto que Ele é eterno e não muda. Por isso Ele continuará a ser quem tem sido até hoje - o que deve nos transmitir segurança. 

Agora, o nome de Deus em hebraico - a frase "Eu sou o que sou" - era escrito com 4 consoantes pois esse idioma não tinha vogais. As letras eram "YHVH", que passou a ser conhecido como o "Tetragrama" sagrado. 

Para não descumprir o terceiro mandamento - "não tomarás o nome de Deus em vão" - os judeus escreviam o Tetragrama mas nunca o pronunciavam. Quando precisavam falar o nome de Deus, pronunciavam "Adonai"(Senhor). Assim, com o tempo, perdeu-se a pronuncia correta do nome de Deus. 

Qual é o nome verdadeiro de Deus? Costumamos chamá-lo por títulos, como "Senhor dos Exércitos", "O Altíssimo" e outros mais. Mas qual é o seu nome de fato? É que eu vou tentar responder aqui.

Quando Moisés foi chamado por Deus para liderar a libertação do povo de Israel escravizado no Egito, ele relutou em aceitar por se julgar sem condições para o encargo. Houve um diálogo com Deus, onde Moisés acabou convencido a dar esse passo (Êxodo capítulo 3).

Depois de aceitar o chamado, Moisés apresentou uma condição para ir em frente: conhecer o nome de Deus. E a razão para essa condição foi muito simples: naquela época, o nome caracterizava a personalidade da pessoa. Por exemplo, Jacó mudou de nome para Israel (“aquele que luta com Deus”) depois do episódio com o anjo (Gênesis capítulo 32, versículos 22 a 30). Ao demonstrar conhecer o nome de Deus, que ninguém sabia o, Moisés daria uma prova da sua intimidade com Ele. Sabendo o nome de Deus, Moisés demonstraria saber também como Ele de fato é.

E o Senhor respondeu: “Eu sou o que sou”, ou segundo outras traduções, “Eu serei o que sempre tenho sido” (Êxodo capítulo 3, versículos 13 a 15). Uma resposta surpreendente. Ela revela que não é possível para o ser humano definir Deus. Podemos no máximo dizer que Ele é eterno e não muda. Por isso continuará a ser quem tem sido até hoje. E isso deve nos transmitir segurança.

Agora, a frase "Eu sou o que sou" era escrita em hebraico com 4 consoantes, pois esse idioma não tinha vogais. As consoantes eram "IHVH", que passaram a ser conhecidas como o "Tetragrama" sagrado.

Para não descumprir o terceiro mandamento ("não tomarás o nome de Deus em vão"), os judeus escreviam o Tetragrama mas nunca o pronunciavam. Quando precisavam falar o nome de Deus, pronunciavam "Adonai", que quer dizer Senhor. Assim, com o tempo, perdeu-se a pronuncia correta do Tetragrama sagrado.

Os cristãos, que não tinham a mesma preocupação que os judeus, passaram a acrescentar às quatro consoantes as vogais da palavra Adonai. E foi daí, por transliteração (troca de letras), que se chegou à palavra IAVEH. Essa é a forma como a maioria dos estudiosos refere-se ao nome de Deus hoje em dia. Há ainda quem altere esse nome para Jeovah.

Nas traduções da Bíblia para o português, muitos tradutores seguem uma convenção. Quando o texto em hebraico contem o Tetragrama, essa palavra é traduzida como "SENHOR", como todas as letras em maiúsculas. Já a palavra Adonai, em seu significado normal, não referente ao Tetragrama, é traduzida como "Senhor", com somente a primeira letra maiúscula. Vamos ver exemplos disso:
E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo. Joel capítulo 2, versículo 32 
Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Romanos capítulo 9, versículo 9
Ao fazer isso, as traduções muitas vezes perdem parte do significado. Voltando ao versículo em Joel citado acima, o texto diz que todo aquele que o Tetragrama, será salvo. É importante entender que esse "invocar" não é simplesmente pronunciar o nome e sim ter fé n´Ele. Já no versículo em Romanos, Paulo disse que todo aquele que confessar (invocar) Jesus como seu Senhor e crer que Ele foi ressuscitado por Deus, será salvo. E é importante entender que Paulo fez uma citação do versículo de Joel, mas promoveu uma mudança sutil, colocando Jesus no lugar do Tetragrama. Esses dois versículos falam a mesma verdade, mas de formas diferentes.

Veja mais sobre esse tema aqui.

Com carinho

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

NÃO TENHA VERGONHA DE EVANGELIZAR

Muita gente tem dificuldade para evangelizar. E a necessidade de fazer isso surge porque Jesus nos mandou ir pelo mundo, falando do Evangelho com quem encontrássemos pelo caminho. Portanto, não é uma questão de escolha e sim uma ordenança dada por Jesus. Falar do Evangelho é uma necessidade na vida de cada cristão. 

Mas, a verdade é que muita gente tem vergonha de evangelizar. Fica travada na hora em que a oportunidade aparece e não consegue dizer as palavras certas. A pessoa se sente constrangida, acha que não conhece o suficiente sobre o Evangelho, não vai conseguir encontrar as palavras certas ou até imagina que vai fazer o papel de pessoa chata e intransigente.

É preciso vencer essa dificuldade. Cada cristão precisa aprender a se colocar à disposição do Espírito Santo para evangelizar. E é sobre isso que a pastora Carol e a Alícia falam no seu mais novo vídeo. Elas dão dicas muito importantes para ajudar você a vencer essa dificuldade e passar a evangelizar, sempre que a oportunidade surgir, conforme Jesus mandou fazer. Veja o vídeo aqui.

Veja outros vídeos recentes da pastora Carol e da Alícia aqui e aqui.

Veja o canal da pastora Carol no Instagram aqui.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

JESUS NÃO FOI O MESSIAS POR SORTE

Sorte - será possível que ela tenha feito com que Jesus tivesse sido considerado como o verdadeiro Messias? A resposta para essa pergunta precisa levar em conta qual é a probabilidade disse ter acontecido. Se essa chance for alta, a dúvida certamente é válida. Se for extremamente baixa, essa dúvida precisa ser descartada.

A forma de avaliar essa questão é levar em conta as profecias sobre o Messias contidas no Velho Testamento. Elas foram estabelecidas por Deus exatamente para permitir que as pessoas pudessem reconhecer o Messias quando Ele chegasse.

Mas, como a existência de uma determinada profecia impacta a probabilidade de uma pessoa ser identificada de certa forma? Vamos ver um exemplo prático. 

Qual seria a chance de você acertar, por acaso, o município brasileiro onde nasceu a pessoa que será Presidente da República daqui há 30 anos? Digamos que você escolha o município de São Paulo, que tem cerca de 12 milhões de pessoas. Não podemos esquecer que a população do Brasil é de cerca de 210 milhões. Logo, a chance de você acertar essa previsão na pura sorte é igual a 12 dividido por 210, ou 5,7%. 

Agora, imagine que você deseje prever também qual será o sexo do futuro Presidente. A chance de acertar o sexo de alguém, por acaso, é de uma em duas (homem ou mulher).
Se juntarmos as duas profecias - município de origem e sexo - sua chance de acertar passa a ser de uma em trinta e seis, ou seja 2,8%.

É fácil de perceber que a chance de acertar as duas previsões é menor que a de acertar apenas uma. E quanto mais previsões sobre o futuro Presidente você fizer, menos chance você terá de acertar. 

Por exemplo, imagine que você preveja também que essa pessoa será evangélica. Ora, a população evangélica no Brasil anda na ordem de 30% do total. Portanto, a chance do Presidente do Brasil ser paulista, mulher e evangélica é uma em cento e vinte, ou 0,9%. Essa mesma chance seria uma em dezoito se a previsão fosse apenas da pessoa ser paulista. E de uma em trinte seis se a previsão fosse de ser uma pessoa paulista e do sexo feminino. A chance de acertar foi caindo a cada vez que você fez uma nova previsão. 

E no caso do Messias? Qual seria a chance de Jesus cumprir todas as profecias existentes no Velho Testamento sobre essa personagem por pura sorte? O Professor Peter Stoner, do Westmond College, fez um estudo para tentar descobrir isso.

Dividiu cerca de 600 alunos seus em grupos e pediu que cada grupo estudasse uma dentre 8 profecias apenas. Cada grupo avaliou a chance dessa profecia ser preenchida por pura sorte, avaliando todos os fatores envolvidos. Por exemplo, para calcular a probabilidade de alguém cumprir por acaso a profecia que estabeleceu Belém Efrata como o local do nascimento do Messias (conforme Miqueias capítulo 5, versículo 2), os estudantes estimaram a população daquela cidade em relação à população mundial cerca de 2.000 anos atrás e encontraram uma chance em trezentos mil - em outras palavras, a cada 300.000 crianças que vieram ao mundo no ano em que Jesus nasceu, apenas uma delas nasceu em Belém.

O Professor Stone entregou seus resultados para um comitê da American Scientific Affiliation, que refez os cálculos dos seus alunos e os achou corretos. E depois escreveu um livro relatando os resultados encontrados ("Science Speaks"). Considerando apenas as 8 profecias estudadas, a chance de um homem qualquer cumprir todas elas por acaso teria sido de apenas uma em 100.000.000.000.000.000 (numeral formado pelo dígito 1 seguido por dezessete zeros). 

Para você ter uma ideia do que isso significa, imagine que todo o território do estado de São Paulo seja coberto com uma camada de 50 centímetros de moedas de R$ 1. Imagine ainda que apenas uma dentre todas essas moedas seja marcada com um pequeno ponto de tinta vermelha. E seja, então, pedido a uma criança, com os olhos vendados, que escolhesse uma dentre essas moedas por mero acaso. A chance dela escolher a moeda com o pingo de tinta vermelha, dentre todas as moedas, é a mesma que alguém cumprir por acaso as 8 profecias estudadas sobre o Messias estudadas pelo Professor Stoner.

O mesmo professor estendeu, depois, seu estudo para 48 profecias e achou que a chance delas serem todas cumpridas por pura sorte seria uma em relação ao numeral formado pelo dígito 1 seguido por 147 zeros! Essa é uma probabilidade, para todos os efeitos práticos, igual a ZERO.
 
Ou seja, considerando apenas 48 profecias sobre o Messias, não há possibilidade delas serem todas cumpridas por acaso! Simples assim. E nunca se esqueça que Jesus cumpriu mais de 400 profecias. Logo, não pode ter havido acaso nessa situação, isso seria impossível. 

O cumprimento por Jesus de todas as centenas de profecias incluídas no Velho Testamento falando do Messias somente pode ter acontecido porque houve um plano previamente estabelecido por Deus. Por causa disso, o Professor Stoner concluiu o seguinte: 
"Quem rejeitar Jesus como o Messias, está rejeitando um fato histórico mais provado do que qualquer outro".
Veja mais sobre esse tema aqui.

Com carinho

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

VAMOS FALAR DE PECADO?

Hoje vamos falar sobre pecado. E esse não é um tema que as pessoas gostam de discutir, mas não podemos fugir dessa conversa. Afinal, somos humanos e pecamos, mesmo quando não queremos fazer isso. Foi isso que Paulo ensinou num texto muito famoso que está em Romanos, no capítulo 7. Nele, o apóstolo faz a surpreendente declaração que ele não conseguia fazer o bem que desejava, mas o mal que não pretendia fazer, esse ele acabava fazendo. Ora, se Paulo tinha essa luta com sua natureza humana, que dirá nós, que estamos num estágio espiritual muito menos avançado. 

O famoso pintor e escultor Michelangelo, autor de obras como a Pietá e o teto da capela Sistina, no Vaticano, construiu uma excelente metáfora para o pecado, que aprisiona e do qual é difícil se libertar. Michelangelo fez quatro escultoras que parecem inacabadas, intituladas "Os escravos". São corpos que saem parcialmente do mármore, a partir do qual foram esculpidos, mas estão para sempre presos a essa rocha. O pecado é assim - aprisiona a esmagadora maioria das pessoas, que buscam se libertar dele, mas nunca conseguem fazer isso de fato.

Mas, é possível se libertar do pecado mediante a obra transformadora do Espírito Santo. E é sobre isto que o Rogers fala neste vídeo - veja aqui.

Veja outros vídeos recentes dele aqui e aqui.

sábado, 3 de agosto de 2019

QUERENDO ACELERAR A AÇÃO DE DEUS...

Tem pessoas que querem acelerar a ação de Deus. E fazem isso porque acham que Ele está se atrasando na sua ação. É preciso que Deus ande mais depressa, pensam essas pessoas. Eu me explico:

O tempo de Deus (chamado na Bíblia de "kairos") é diferente do tempo em que vivemos ("chronos"). A Bíblia chega a dizer que para Deus um dia é como mil anos e mil anos como um dia (2 Pedro capítulo 3 versículo 8).

E essa diferença nos conceitos de tempo costuma trazer dificuldade para muitas pessoas, especialmente quando aguardam as promessas de Deus. Elas têm dificuldade para conseguir esperar pelo tempo de Deus, pois às vezes o prazo de espera é longo. Por exemplo, Isaque orou 20 anos para que sua mulher, Rebeca, viesse dar-lhe filhos.

Ora, duas coisas podem acontecer quando a promessa de Deus tarda em se cumprir (dentro do ponto de vista humano). Uma delas é a pessoa desistir, entregar os pontos. E acabar perdendo a promessa. A outra possibilidade é a pessoa tentar acelerar a promessa de Deus. Querer dar uma "ajudinha" para que ela se cumpra mais rápido.

Querer ajudar Deus para que alguma coisa aconteça mais depressa, pode parecer absurdo. Mas é mais comum do que parece. A Bíblia traz vários exemplos disso e um dos melhores é o caso de Sara, mulher de Abraão (Gênesis capítulos 16 e 21).

Sara era estéril. Mas havia uma promessa de Deus para Abraão que ela haveria de gerar um filho. E os anos se passaram e a promessa não se cumpria. E Sara sabia que estava ficando cada vez mais velha - já tinha passado há muito da idade certa para conceber filhos. Aí ela resolveu dar uma "ajudinha" a Deus. 

Ofereceu sua escrava, Hagar, para que Abraão gerasse um filho com ela. Tecnicamente tal filho, sendo Hagar uma escrava, pertenceria à sua senhora, Sara, segundo as leis da época. Se o plano funcionasse, pensou Sara, a promessa teria sido "cumprida". 

E o plano pareceu mesmo funcionar: Hagar deu à luz um menino, Ismael. Mas Deus tinha outros planos: o filho que cumpriria sua promessa, Isaque, nasceria da própria Sara. E quando Isaque nasceu, criou-se um problema. Ismael pensava lhe caber o direito de primogenitura. Mas o filho da promessa era Isaque, o mais novo. 

Criou-se aí uma rivalidade, um jogo de ciúmes, que acabou por levar Hagar e Ismael ao exílio - esse é um evento muito triste. Se Sara não tivesse tentado acelerar a promessa, nada disso teria acontecido. A fé de Sara não foi suficiente para aguardar o tempo de Deus e ela acabou gerando um problema para sua família. E a rivalidade entre os descendentes de Isaque (os judeus) e Ismael (os povos árabes) nunca cessou ao longo da história.

Se Deus fizer uma promessa para você, Ele haverá de cumpri-la integralmente e no tempo certo:

O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia... 2 Pedro capítulo 3 versículo 9

Portanto, se você estiver esperando por uma promessa de Deus, somente faça aquilo que for condição para seu cumprimento, conforme tiver sido estabelecido por Ele mesmo. Falo isso porque há promessas que são condicionais, isto é, dependem de alguma coisa que você faça. Nunca esquecendo que há promessas que são incondicionais, como aquela que Deus fez para Abraão e Sara, de dar-lhes um filho. Nesse segundo caso, não há nada que você deva fazer. E nunca caia na tentação de tentar acelerar a ação dele.

Em qualquer caso, ore para ter fé e conseguir esperar pelo kairós, o tempo de Deus. E pode ter certeza que, se você agir assim, verá Deus agir de forma maravilhosa na sua vida. Afinal, as coisas que vêm dele são sempre assim.

Veja mais sobre esse tema aqui.

Com carinho

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

A CORTINA RASGADA

Você já ouviu falar na cortina que existia dentro do Templo de Jerusalém e se rasgou quando Jesus morreu na cruz? Esse é um acontecimento muito interessante, e de grande importância, mas pouco conhecido pelas pessoas.

E vou começar explicando que cortina era essa:
Faça o tabernáculo de acordo com o modelo que lhe foi mostrado no monte. Faça um véu de linho fino trançado e de fios de tecidos azul, roxo e vermelho, e mande bordar nele querubins. Pendure-o com ganchos de ouro em quatro colunas de madeira de acácia revestidas de ouro e fincadas em quatro bases de prata. Pendure o véu pelos colchetes e coloque atrás do véu a arca da aliança. O véu separará o Lugar Santo do Lugar Santíssimo.   Êxodo capítulo 26, versículos 30 a 33
Israel teve dois locais especiais para cultuar a Deus. O primeiro deles foi o Tabernáculo, uma espécie de tenda portátil, que foi levada pelo povo durante toda a sua peregrinação pelo deserto do Sinai. O segundo, que substituiu o Tabernáculo, foi o Templo construído por Salomão em Jerusalém (veja mais). Essas locais eram tão importantes que uma série de cerimônias religiosas, como os sacrifícios, somente podiam ser realizadas ali.

Ambos locais tinham sua área mais sagrada dividida em duas partes: o Santo Lugar, onde ficavam o altar para incenso, o famoso candelabro de sete braços e outros objetos importantes, e o Santo dos Santos, onde ficava apenas a Arca da Aliança. Os sacerdotes de plantão entravam diariamente no Santo Lugar, para realizar certas cerimônias (entoar louvores, queimar incenso, etc), mas, no Santo dos Santos, só o sumo-sacerdote podia entrar. E ele entrava lá apenas uma vez durante o ano, no dia do Perdão (Yom Kippur).

A diferença do tratamento dado a esses dois lugares se devia à Shekinah (em hebraico, a "Presença de Deus"), pois ela se fazia notar especialmente no Santo dos Santos.

A separação física entre esses dois lugares era feita por uma cortina, cujas características estão descritas acima. Deus estabeleceu tudo a respeito dessa cortina: suas cores, tipo de bordado, forma de pendurar, etc. E ela devia ser uma magnífica obra de arte - a tradição dos escritos judaicos (Talmude, Mishná, etc) afirma que essa cortina tinha cerca de 10 cm de espessura. 

Naturalmente, nenhum homem do povo jamais viu essa cortina, pois seria necessário entrar no Santo Lugar e somente os sacerdotes tinham esse privilégio. Mas as pessoas sabiam que ela estava lá, separando o local onde Deus se fazia presente (o Santo dos Santos) daquele onde os sacerdotes realizavam suas práticas diárias (o Santo Lugar).  

Agora, havia um simbolismo claro na existência dessa cortina: as pessoas comuns de Israel estavam separadas de Deus e a mediação entre os dois lados o divino e o humano era feita pelos sacerdotes. E é exatamente assim que Deus se relacionou com o povo de Israel durante a Antiga Aliança - sempre havia um intermediário, como Moisés, Samuel ou o sumo-sacerdote, entre Ele e o povo. 

E assim foi durante mais de mil anos, até que Jesus foi crucificado. E aí algo extraordinário aconteceu (lucas capítulo 23, versículos 44 a 46):
E era já quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até à hora nona, escurecendo-se o sol. E rasgou-se ao meio o véu do templo. E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou. 
Esse relato conta que Jesus agonizou por 3 horas, entre o meio dia e as três da tarde da sexta-feira. Houve escuridão na terra e a cortina do Templo rasgou-se sozinha. Logo depois Jesus morreu.

Imagine o impacto no meio do povo: nenhum judeu pode deixar de reconhecer que o fato da cortina ter se rasgado sozinha era um ato vindo de Deus. Primeiro, porque nenhum ser humano conseguiria rasgar com as mãos algo que tinha 10 cm de espessura e depois porque a cortina se rasgou na presença dos sacerdotes de serviço naquela hora no Santo Lugar. 

Mas por que a cortina se rasgou? Esse acontecimento representa uma mudança estrutural na vida espiritual do povo. Deus mudou a forma de se relacionar com os seres humanos. Para entender o significado disso é preciso relembrar que a cortina separava simbolicamente os seres humanos de Deus. E quando a cortina se rasgou por conta própria, Deus se tornou acessível a qualquer pessoa. Não mais haveria necessidade de intermediários (Hebreus capítulo 9 e capítulo 10, versículos 19 a 22). 

Nunca podemos esquecer, entretanto, que o fato que gerador do rompimento da cortina foi a morte de Jesus. Ou seja, foi seu sacrifício na cruz, que acabou com a separação entre Deus e os seres humanos. Passamos a ter acesso direto a Deus ao aceitar Jesus como Salvador.

E nosso acesso a Deus é hoje muito maior do que o próprio sumo-sacerdote do povo judeu tinha naquela época. Afinal, ele só entrava no Santo dos Santos uma vez por ano, no dia do Perdão. Hoje podemos acessar Deus todos os dias, a qualquer hora, em qualquer lugar, o que é um enorme privilégio.

Gostaria aqui de fazer um comentário paralelo: muitas pessoas afirmam que se tivessem presenciado os milagres que a Bíblia relata, seria mais fácil para elas crer em Jesus Cristo. Mas isso não é verdade. 

Os judeus daquela época viram os fatos descritos na Bíblia acontecerem - o céu escurecer, a cortina se rasgar e muito mais. E a esmagadora maioria deles preferiu não aceitar Jesus. Não quiseram optar pelo novo, mesmo quando esse novo estava profetizado no Velho Testamento, a parte da Bíblia que conheciam. Preferiram buscar outras explicações para o que tinham visto e continuaram sua vida normal. 

Poucas pessoas foram realmente transformadas por aqueles eventos extraordinários e inauguraram uma nova era na história da humanidade.

Com carinho