sábado, 2 de março de 2019

APRENDA COM O PASSADO

Precisamos aprender com o passado. Sabemos que ele não volta mais, mas o passado precisa nos ensinar. Precisamos aprender a não repetir os erros, a não insistir nas falhas já cometidas, a não continuar a fazer o mesmo que antes, esperando um resultado diferente. É preciso evoluir.

Aprender com o passado é um ensinamento da Bíblia. Somos chamados a melhorar continuamente, a sempre fazer mais e melhor. Aliás, esse é o projeto da santificação, do qual a Bíblia tanto fala. 

E esse é o tema do meu mais novo vídeo - veja aqui.

Se você quiser ver outros vídeos recentes meus, veja aqui e aqui.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

O DESEJO DE VINGANÇA

A mim pertence a vingança e a retribuição. No devido tempo... Gênesis capítulo 32, versículo 35
Tempos atrás a sociedade brasileira foi surpreendida com a revelação que um grupo de homens infectados com o HIV (o vírus da AIDS), buscou propositalmente contaminar outros homens. Fizeram isso como forma de vingança, por estarem revoltados por terem sido contaminados. 

O recente desastre relacionado com o rompimento da barragem da Vale do Rio Doce, em Brumadinho, também despertou muitos chamados de vingança.

E esse é um sentimento comum entre os seres humanos. Vingança é a vontade de retribuir o mal com ações que também venham a causar mal a quem causou o problema. Mas, às vezes, o sentimento de revolta é tão grande que a retribuição nem precisa ser dirigida contra quem causou o mal. Vale também atingir qualquer outra pessoa, como uma forma de desabafo. E foi isso que aconteceu no caso dos homens contaminados com HIV. 

Debatendo essa questão com um amigo, ele me fez uma pergunta interessante: não seria o mandamento "olho por olho, dente por dente" (Deuteronômio capítulo 21, versículo 24), uma forma de vingança? Em outras palavras, não estaria a Bíblia sancionando a vingança? 

Acredito que não. Na verdade, o mandamento "olho por olho" precisa tem outra interpretação. E, para fazer isso, precisamos examinar o contexto em que esse mandamento foi dado, ou seja, no início do Velho Testamento.

Naquela época, na maioria das sociedades, não havia ainda governo central organizado para garantir a aplicação da justiça. O que prevalecia era basicamente a lei do mais forte. Cada tribo e família, enfim cada grupo social, precisava se fazer respeitar, caso contrário vidas e propriedades dos seus membros corriam risco, ao atraírem a cobiça de grupos rivais. Só o medo da retaliação costumava trazer alguma segurança. 

Por causa disso, os grupos sociais, sempre que eram atingidos por algum mal causado por terceiros, costumavam retribuir de forma excessiva - por exemplo, se um membro de uma tribo era morto por pessoa de outro grupo social, a tribo ofendida, se pudesse, matava cinco pessoas da tribo do agressor. O respeito era imposto simplesmente pelo terror. 

É nesse contexto que o mandamento "olho por olho" precisa ser analisado: trata-se de uma orientação para retribuir o mal de forma justa, ou seja, de maneira proporcional à ofensa sofrida. 

Além disso, a retaliação tipo "olho por olho" precisava atingir apenas quem praticou o mal original. Portanto, a ação dos homens HIV positivos, que eu citei acima, nunca seria sancionada, pois ela trouxe revanche em quem não tinha causado mal aos homens contaminados. 

Na prática, o mandamento bíblico do "olho por olho" já foi um grande avanço em relação à prática social anterior. E isso nada tem a ver com sancionar a vingança - o objetivo foi avançar, estabelecendo uma prática social mais justa. 

Com a evolução das sociedades, a humanidade tornou-se preparada para evoluir além do "olho por olho". E, pouco mais de mil anos depois, Jesus trouxe abordagem inteiramente nova para a questão da retribuição do mal, baseada no perdão e na misericórdia (Mateus capítulo 5, versículos 38 a 42). 

Isso não quer dizer que todos os cristãos concordem e pratiquem esse ensinamento de Jesus. Mas esse passou a ser o caminho orientado por Deus. E nada mais distante da vingança do que a misericórdia e o perdão. 

Portanto, o cristão não pode pensar em vingança. Pode, e deve, se proteger contra as más ações das outras pessoas, ou seja, prevenir o mal, mas nunca pensar em retribuir o mal recebido, mesmo que fosse na mesma proporção.

Agora, é preciso entender que todo o mal será reconhecido e punido por Deus. É sobre isso que fala o versículo que abriu esta postagem. A retribuição divina virá, não há qualquer dúvida, e pode vir ainda nesta vida ou mais adiante, quando do julgamento final. Disso você pode ter certeza.

Com carinho

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

CUIDADO! HÁ PODER EM SUAS PALAVRAS

Suas palavras têm poder. Nunca se esqueça disso. E isso não sou eu quem digo: é um ensinamento da própria Bíblia.

Conheci um homem que viveu em permanente conflito com seu filho mais velho por muitos anos. Esse homem era muito rígido e bastante autoritário por causa da sua formação militar. E não aceitava que o filho fosse diferente do padrão que ele tinha idealizado. Daí o conflito.

E sempre que podia, ele demonstrava seu desagrado com o filho, chamando o rapaz, quando menino e adolescente, de burro e outras coisas ruins e afirmando que o filho nunca seria mais do que um simples carroceiro. 

É claro que o rapaz teve enormes dificuldades ao longo da sua vida estudantil e depois profissional, que somente foram superadas à custa de muita terapia, oração e sofrimento. E algumas marcas feitas pelo pai nunca foram apagadas. Penso que é um milagre que esse filho não tenha se perdido ao longo da vida. 

Infelizmente, esse tipo de situação é muito mais comum do que se pensa. Já presenciei esse tipo de coisa várias vezes, em alguns casos de forma mais sutil, mas sempre com efeitos devastadores. E o estrago causado não decorre somente da carga emocional lançada sobre pelo pai ou mãe sobre o filho ou filha atacado. Há mais, muito mais, pois também existe uma questão espiritual nesse tipo de situação.

Ocorre que pai e mão têm autoridade espiritual sobre filhos/as, tanto para abençoá-los/as, como para amaldiçoá-los/as. Vemos isso com clareza na Bíblia. E quando essa autoridade espiritual existe, profetizar coisas ruins na vida de quem é dependente espiritualmente pode trazer maldição.

E o problema não está restrito ao pai e/ou a mãe com relação a filhos/as. Qualquer pessoa que tenha alguma autoridade espiritual sobre outra - como os maridos sobre suas esposas (e vice–versa) e pastores/as sobre membros do seu rebanho - pode cometer o mesmo tipo de erro. Por isso é preciso ter muito cuidado com o que se fala, especialmente nos momentos de raiva e amargura.

Um exemplo da Bíblia que é chocante
Esse exemplo aconteceu com Jacó. Raquel era a mulher amada por ele , dentre as quatro que teve. Ela morreu muito jovem, no parto de Benjamim, seu segundo filho e o caçula de Jacó. E a raiz dessa desgraça, segundo o relato bíblico, pode estar numa maldição que Jacó sem perceber lançou sobre a esposa.

O problema começou quando Raquel roubou os ídolos domésticos do seu pai, Labão, como vingança pelo fato do pai ter dado preferência a Lia, sua irmã mais velha, para se casar com Jacó (Gênesis, capítulo 31).

Em dado momento, Jacó decidiu voltar para a Terra Prometida, pois até então tinha morado nas terras do sogro. E resolveu levar sua família (duas esposas, filhos/as e servos) e seus rebanhos. E antes de partir, Raquel roubou o pai. Quando Labão percebeu que tinha sido roubado, perseguiu os viajantes e confrontou Jacó. 

Sem saber o que tinha acontecido, Jacó mostrou-se muito ofendido e fez um juramento: que deveria ser morta a pessoa da sua família que eventualmente tivesse cometido o roubo (Gênesis capítulo 31, versículo 32). Mas nada foi encontrado por Labão, pois Raquel escondeu muito bem as imagens roubadas. Repare que Raquel não ficou sabendo do juramento de Jacó, pois estava na sua tenda com o primeiro filho (José), quando o marido falou sobre isso.

E o juramento de Jacó teve consequências catastróficas para Raquel. Ao chegaram a Betel, Jacó mandou que os membros da sua família se livrassem de todos os objetos ligados a cultos estranhos e se purificassem antes de encontrar Deus (Gênesis capítulo 35, versículo 32). A Bíblia não detalha, mas certamente foi aí que Raquel mostrou a Jacó o que havia roubado e ele ficou sabendo que, sem perceber, amaldiçoara a própria mulher. Logo após, ela deu a luz e morreu, embora o filho, Benjamim tenha sobrevivido (Gênesis capítulo 35, versículos 18 e 19).

Todo esse drama ajuda a explicar porque, cerca de 15 anos depois, Jacó ficou tão devastado com a suposta morte de José, no episodio em que os irmãos o venderam como escravo (Gênesis capítulo 37, versículo 34). Ele deve ter pensado que a maldição tinha chegado ao próprio filho de Raquel. Explica, também, porque ele relutou tanto em deixar que Benjamim fosse com os outros irmãos para o Egito, buscar comida e encontrar José (que já era o segundo homem em importância naquele país). Jacó temia que a maldição viesse a atingir também a Benjamim.

A culpa certamente acompanhou Jacó por todo o resto da sua vida. Tanto assim que, no seu leito de morte, quando Jacó abençoou os filhos de José, ele lembrou da trágica morte de Raquel (Gênesis capítulo 48, versículo 7).

Palavras finais
Há poder nas palavras que falamos, mesmo nos momentos de raiva e de forma impensada. Especialmente quando essas palavras são dirigidas contra alguém sobre quem temos autoridade espiritual, como filhos/as, esposo/a, etc.

É preciso ter muito cuidado com o que falamos. Tenha isso sempre em mente. Há poder em suas palavras.

Com carinho

domingo, 24 de fevereiro de 2019

E QUANDO A PESSOA NÃO GOSTA DE REUNIÕES DE ORAÇÃO...

Eu tinha dificuldade com reuniões de oração. Era difícil me concentrar no que estava fazendo, achava o andamento dessas reuniões pouco objetivo e, muitas vezes, tinha críticas ao conteúdo dos pedidos feitos –a meu ver, muitas vezes eram genéricos demais (do tipo “vamos orar pela paz no mundo”) ou focados em coisas que não deveriam merecer a atenção de Deus (do tipo “peço orações pelo meu cachorro”).

Mas, eu sabia que bons cristãos gostam de orar. Um bispo emérito da Igreja Metodista costuma dizer que a oração sempre está na ordem do dia, ou seja, oração deve ter prioridade. E o bispo está coberto de razão.

Eu vivia, então, uma situação conflituosa: era chamado a fazer algo importante para minha vida espiritual e não tinha motivação para fazer isso. E situações desse tipo permitem três tipos de resposta e eu precisava escolher uma delas:
Aprender a gostar de fazer aquilo que era requerido - encontrar satisfação no ato de orar.

Assumir uma posição de rebeldia, do tipo “não gosto e não faço”, e, naturalmente pagar o preço que decorreria dessa postura (críticas e perda da reputação de bom cristão).
Vestir a máscara, fingindo gostar da prática, e achar meios de fugir dela através de desculpas (falta de tempo ou outra coisa assim).

Acho que você já sabe qual opção eu escolhi: vesti a máscara por bom tempo. Eu não tinha temperamento para ser rebelde e faltava-me maturidade espiritual para assumir que tinha uma lacuna na minha vida espiritual e trabalhar para superar o problema.

E assim, por bom tempo, fiquei com minha máscara afivelada e consegui manter intacto meu “prestígio” na comunidade, mas, é claro que isso atrapalhou meu desenvolvimento espiritual – eu até podia disfarçar a verdade junto às pessoas, mas não podia enganar o Espírito Santo.

Será que alguma vez você já agiu assim em algum campo da sua vida espiritual? Será que esse cenário é familiar para você? Acredito que sim. Seu problema pode ser conseguir orar (como era o meu), ou frequentar com assiduidade a Escola Dominical, ou se motivar a ajudar os miseráveis (uma irmã me disse, certa vez, que os miseráveis estavam naquela situação porque gostavam...), ou ainda estudar a Bíblia (conforme falei em outra postagem) ou até mesmo participar atentamente dos cultos. É comum as pessoas terem problemas em pelo menos um ou mais desses campos espirituais.

Eu tive que me virar meio sozinho e superar o problema meio na base da tentativa e erro. Levou algum tempo, mas eu consegui melhorar bastante. E espero que meu depoimento ajude você a lutar para superar suas próprias dificuldades.

O que fazer para tirar a própria máscara?
Na minha experiência, há quatro passos que você vai precisar dar para superar um problema espiritual desse tipo:
  • Aceite ter o problema
  • Busque ajuda
  • Descubra as raízes da sua dificuldade
  • Elimine essas raízes uma a uma
Aceite ter o problema
Como já falamos, em aulas passadas, o primeiro passo sempre é aceitar que o problema existe, seja ele no campo da oração, do perdão, do estudo bíblico ou de outro qualquer. A tendência mais comum, antes da tomada de consciência, é ficar arranjando desculpas para justificar a dificuldade.

Uma desculpa muito comum é minimizar a situação - no meu caso, eu argumentava que oração é uma atitude passiva e eu era uma pessoa de ação, ou seja, minha própria natureza, coisa difícil de mudar, é que me afastaria da oração. Outra desculpa muito usada é esconder-se em meio à multidão, isto é, alegar que quase todo mundo tem a mesma dificuldade.

Essas desculpas me lembram do meu sargento, na época do serviço militar: quando eu chegava atrasado e dava uma desculpa do tipo “o trânsito estava ruim”, ele dizia que a desculpa explicava, mas nunca justificava, a falta cometida. E aplicava a punição devida.

Você precisa deixar as desculpas de lado e se convencer que precisa mudar e é isso que Deus espera. No meu caso, seria preciso fazer um esforço para mudar de atitude em relação à prática da oração, porque eu nunca conseguiria crescer espiritualmente sem construir um hábito forte de oração. Portanto, minha opção era mudar ou mudar.

Busque ajuda
Você não vai conseguir mudar sozinho, vai precisar de ajuda. E a primeira ajuda que você deve conseguir é a que vem do Espírito Santo. E para chamá-lo a participar da sua luta, é preciso orar e confessar a dificuldade. No meu caso, isso gerou um paradoxo: para resolver a dificuldade de orar eu precisava começar a luta... orando. As coisas de Deus parecem mesmo loucura para o mundo.

Ao fazer essa oração pedindo ajuda, não use meias palavras. Afinal, Deus já sabe mesmo tudo que vai no seu coração –não é possível posar de bom cristão com Ele. Mas a Bíblia ensina que, se você confessar sua dificuldade sinceramente, Ele é tão misericordioso que perdoar e agir na sua vida:
Se confessarmos nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. 1 João 1:9
Outra ajuda que você pode ter é buscar inspiração na experiência de outras pessoas que já passaram e venceram dificuldades semelhantes à sua – você pode encontrar esses depoimentos, por exemplo, em livros escritos por cristãos sérios. E foi isso que fiz: fui atrás de alguns livros que tratavam do tema “oração”, para aprender com a experiência dos autores. E aprendi muito: seus depoimentos me abriram os olhos para várias questões das quais não tinha a menor ideia.

Finalmente, você de buscar também a ajuda de alguma pessoa que sirva como mentor/a. Pastores/as costumam cumprir bem esse papel, mas, além deles/as, outras pessoas podem ajudar também, como algum/a amigo/a que seja mais maduro/a espiritualmente do que você e com quem você se sinta confortável em compartilhar suas dificuldades. No meu caso, eu tive ajuda de um pastor que era muito amigo meu.

E não se acanhe em pedir esse tipo de ajuda. Qualquer pessoa que venha andando pela estrada do cristianismo sabe das dificuldades enfrentadas e vai entender suas dificuldades. O mais provável é que aconteça o contrário: você venha a crescer aos olhos dessa pessoa justamente por querer evoluir na sua vida espiritual.

Descubra as raízes da sua dificuldade
O terceiro passo é identificar as raízes reais do problema, que vão muito além daquelas desculpas que você costumava dar para si mesmo e para os outros. Por exemplo, no meu caso, eu percebi que a maior dificuldade era me manter concentrado durante o ato de orar.

Outra coisa que me atrapalhava e também costuma gerar dificuldades para muitas pessoas, especialmente quando estão em público, é a preocupação em orar da forma correta. E isso acontece porque o ser humano sempre busca validação para seus atos.

Elimine essas raízes uma a uma
Identificada as verdadeiras raízes da dificuldade, o próximo passo é procurar superá-las uma a uma. E não tente fazer tudo de uma vez só, como num passe de mágica, pois as coisas não funcionam assim. É preciso tempo e paciência.

Por exemplo, eu consegui melhorar minha dificuldade de concentração seguindo algumas dicas:
  • Antes de entrar em oração, prestar atenção no que se passava na minha própria mente, isso porque, frequentemente, nem nos damos conta de estarmos distraídos. Trata-se de tomar consciência dos pensamentos que podem atrapalhar a oração, sejam eles mais simples (do tipo “eu estou com fome”) ou mais complexos (“não sei como vou pagar as contas amanhã”). Focar previamente nesses pensamentos torna mais fácil controlá-los.
  • Começar a orar da forma certa, pois é preciso pegar um bom ritmo. Se você vai fazer uma sessão de ginástica, precisa antes aquecer os músculos para que respondam adequadamente e coisa similar acontece com a oração. Por exemplo, reserve alguns momentos para ficar em silêncio, em meditação, antes de começar a orar. Sempre comece a oração colocando o foco em Deus e nunca em você mesmo/a - comece dando graças por tudo que Ele já fez na sua vida, deixando para depois os seus pedidos. Se você tiver alguma dificuldade com os pensamentos que teimam em atrapalhar sua concentração, confesse-os a Deus e peça ajuda.
Eu aprendi também algumas coisas importantes quanto à forma de orar. E a primeira delas é que a avaliação da oração que importa mesmo não é aquela feita pela pessoa ao lado na reunião de oração e sim a feita por Deus. É com Ele que é preciso se preocupar.

Aprendi também que cada pessoa tem um tipo diferente de relacionamento com Deus – umas se sentem mais íntimas dele e outras o tratam com mais cerimônia. Isso depende da cultura onde a pessoa foi criada, da trajetória espiritual dela, do seu momento na vida e assim por diante. Assim, é natural que pessoas diferentes falem com Deus de forma também diferente.

Isso significa que não há uma fórmula certa para orar, que precisa ser seguida por todo mundo. E se adotássemos esse caminho, deveríamos usar o “Pai Nosso”, a fórmula de oração ensinada pelo próprio Jesus.

Portanto, é perda de tempo fazer comparações entre a própria forma de orar e a de outras pessoas que parecem ser mais espiritualizadas.

E também aprendi a nunca tentar “importar” fórmulas de terceiros, pois elas talvez funcionam para algumas pessoas, mas provavelmente não trazem bons resultados para outras.

Finalmente, a oração deve ser uma manifestação da individualidade da pessoa, toando-se mais sincera e autêntica. E Deus sempre recebe a oração sincera e respeitosa. E somente a prática mostra a forma como cada pessoa se sente confortável falando com Deus. Então é preciso praticar a oração, sempre que possível, tanto para adquirir intimidade com Deus, como para desenvolver o próprio estilo de oração.

Espero que minha experiência inspire você a lutar com suas próprias dificuldades espirituais.

Com carinho

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

TESOURO EM VASOS DE BARRO

A Bíblia ensina que somos como vasos de barros que guardam um tesouro. E isso me faz lembrar do famoso exército de terracota, que hoje é uma das maiores atrações turísticas da China. São oito mil estátuas de barro, representando um verdadeiro exército, criadas cerca de 300 anos antes do nascimento de Jesus. Essas estátuas forma achadas por acaso e desenterradas e hoje representam um patrimônio cultural sem preço.

Assim como na China, nós também somos vasos de barro que guardam dentro de si um tesouro de grande importância: a Palavra e os ensinamentos de Deus que podem mudar vidas. Só é preciso "escavar" um pouco dentro desses vasos de barro, que esse tesouro vai aparacer.
É sobre isso que falo no meu mais novo vídeo - veja aqui.  
Veja outros vídeos recentes meus aqui e aqui.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

A "ARMADURA" DE DEUS

Existe uma passagem na Bíblia que fala da armadura que protege o cristão contra a ação do Inimigo (Efésios capítulo 6, versículos 13 a 18). O símbolo de uma armadura para representar a proteção de Deus foi inspirada no equipamento que os soldados romanos usavam naquela época. Os judeus conheciam bem a armadura romana pois viam exemplares dela todos os dias. E sabiam muito bem como era eficaz.

A proteção do cristão conta com os mesmos itens que os soldados romanos usavam: cinto, couraça, sandálias, escudo, capacete e espada. E cada um tem um significado espiritual especial, que vou explicar a seguir:

O "cinto" da Verdade
O cinto era uma peça muito importante do equipamento do soldado pois nele eram pendurados a bainha da espada e um sem número de outros objetos úteis. O cinto também impedia que a túnica do soldado ficasse solta e atrapalhasse seus movimentos.

No mundo espiritual, a ligação do "cinto" com a Verdade aparece de duas formas. Primeiro, a Verdade de Deus, Jesus, é a base de tudo na nossa vida espiritual, como ocorria com o cinto na armadura romana. Depois, porque quando a pessoa abraça essa Verdade, passa a fugir da hipocrisia e das mentiras que justificam o pecado. 

A "couraça" da justiça
A couraça defendia o tronco do soldado, onde ficavam seus órgãos vitais. No mundo espiritual, a "couraça" defende os sentimentos das pessoas. E esse símbolo faz sentido porque os antigos acreditavam que sentimentos residiam no coração da pessoa. 

Mas qual é a ligação da "couraça" com a justiça? Justiça tem a ver com santidade, isto é, a ausência de pecado. O que está sendo dito, portanto, é que a pureza de sentimentos gera o comportamento correto. E isso protege a pessoa impedindo a presença permanente do mal na vida dela. 

As "sandálias" do Evangelho da paz
As sandálias precisavam ser fortes e confortáveis pois o soldado precisava de um calçado confiável para desempenhar bem suas funções.

Ora, o que traz confiança e conforto na vida do cristão? É a certeza da sua salvação, trazida por Jesus. E é essa mensagem que a Bíblia chama de boas novas, o significado da palavra evangelho no grego. 

A paz aparece nessa equação porque a salvação trazida por Jesus passa pelo perdão dos pecados da pessoa. E aí é feita a paz entre ela e Deus, antes impossível porque o pecado a afastava d´Ele. 

O "escudo" da fé
A escudo defendia o soldado de forma ativa. O capacete e a couraça eram proteções fixas, mas o escudo era móvel. E ele era usado, conforme necessário, para proteger as partes do corpo eventualmente desprotegidas ou reforçar a proteção de cabeça ou tronco. 

O "escudo" espiritual se relaciona com a fé porque é ela quem garante a presença do Espírito Santo na vida da pessoa. E somente essa presença pode defendê-la contra os ataques espirituais.

O "capacete" da salvação
O capacete protegia a cabeça do soldado. No simbolismo espiritual, o "capacete" significa a proteção da mente, isto é, dos pensamentos da pessoa. Ele é ligado à salvação porque a presença do Espírito Santo é fruto da aceitação de Jesus pela pessoa, isto é, da sua salvação. 

E a Bíblia alerta contra o perigo de não contar com essa proteção, quando a "casa" (a mente) da pessoa fica vazia. E esse vazio acaba sendo preenchido pelos pensamentos do mundo, desviando a pessoa do bom caminho. 

A "espada" da Palavra de Deus 
No livro do Apocalipse, Jesus aparece montado num cavalo branco e uma espada afiada sai da sua boca e lhe permite destruir seus inimigos (capítulo 19, versículos 11 a 16). Essa espada é um símbolo a Palavra de Deus , conforme ensina Hebreus capítulo 4, versículo 12. 

A Palavra de Deus tem poder pois é através dela que se tornar possível explicar o significado das boas novas que Jesus representa, reivindicar as promessas que Deus fez, repreender a ação do mal, entre outras coisas importantes. 

Ela é uma arma de ataque porque serve para derrotar o mal. E também é parte da armadura de proteção porque muitas vezes o ataque é a melhor defesa. 

Concluindo, use a "armadura" de Deus e se proteja do mal. Inclua essas ideias nas suas orações diárias, pois elas vão lhe ajudar muito. Eu sempre faço isso. 

Com carinho

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

O AMIGO MAIS ÍNTIMO

Hoje vou falar do seu amigo mais íntimo, o melhor amigo que você pode ter na sua vida.

O grande filósofo grego Aristóteles ensinou que é possível ter quatro tipos de amizades: 
  • Utilitária: pessoas das quais não se costuma ouvir falar exceto quando elas precisam de alguma coisa. Aí você recebe um email, uma mensagem de Whatsapp ou uma ligação pedindo certo favor. E a amizade, se é que se pode chamar isso de amizade, nunca passa disto. 
  • Interesse compartilhado: aparece quando há uma área de interesse comum – por exemplo, torcer pelo mesmo time de futebol, frequentar a mesma faculdade, apoiar o mesmo partido político ou congregar na mesma igreja. Normalmente, quando esse tipo de vínculo com as pessoas se perde - por exemplo, a pessoa muda de igreja ou se forma na faculdade -, a amizade esfria ou mesmo morre. 
  • Baseada em sentimentos: há alguns sentimentos, como respeito, admiração, etc, que aproximam as pessoas a as fazem encontrar prazer na convivência, na troca de experiências. Esse tipo de amizade costuma resistir à passagem do tempo e se mantem estável. 
  • Íntima: nesse tipo de amizade, as pessoas se sentem como irmãs. Há comunhão plena. Mas isso é muito raro e é uma benção ter um/a amigo/a assim.
A amizade íntima 
Esse tipo de amizade costuma ter cinco características importantes:
  • Você se sente seguro com essa pessoa - não precisa tomar cuidado com seus pensamentos, censurar suas palavras ou esconder seus defeitos. Você consegue confidenciar seus problemas mais íntimos para essa pessoa (João capítulo 15, versículo 15). 
  • Seu amigo íntimo fica verdadeiramente feliz com sua alegria e sucesso e triste com seu sofrimento.
  • Os eventuais desentendimentos com o amigo íntimo nunca prejudicam a amizade. Pode ser que seu amigo íntimo diga as verdades que você precisa ouvir – e vice-versa – mas a amizade permanece e só se solidifica com isso. 
  • Seu amigo íntimo está sempre disponível para você.
  • Seu amigo é sempre solidário, do tipo “mexeu com você, mexeu também com ele”. 
Seu melhor e mais íntimo amigo
Agora eu quero apresentar para você aquele que deveria ser seu amigo mais íntimo: Jesus. E Ele quer manter esse tipo de relação com você - basta ver o que disse: 
Já não vos chamo de servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho vos chamado de amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai, vos tenho dado a conhecer. João capítulo 15, versículo 15
Analise as características de Jesus como seu amigo e veja como ela se enquadra perfeitamente na descrição que fiz acima:
  • Você pode confiar inteiramente em Jesus. Abrir seu coração para Ele. E Jesus vai compreender, perdoar e consolar você. 
  • Jesus nunca vai trair sua confiança. 
  • Ele compartilhará suas alegrias e tristezas você. 
  • Jesus entende quando você discorda d´Ele e mesmo quando contraria sua orientação, em outras palavras, quando você peca. E não somente entende, como é capaz de perdoar, assim que você demonstrar arrependimento. 
  • Jesus nunca desiste de você - não importa o que você tenha feito ou por onde tenha andado. 
  • Ele está sempre disponível - basta fechar seus olhos e clamar por Ele e você sentirá sua presença. Essa pedido de comunicação nunca dá sinal de “ocupado”. 
  • Jesus tem enorme amor por você e tanto é assim que Ele deu sua vida para salvá-lo. 
Concluindo, reconheça em Jesus seu maior e mais íntimo amigo. Se você fizer isso, pode ter certeza que sua vida vai mudar e para muito melhor.

Com carinho