terça-feira, 31 de maio de 2011

HÁ PROVAS QUE DEUS EXISTE

Frequentemente me perguntam se há provas concretas da existência de Deus. Muitos acham que não e que tudo não passa de fantasia das cabeças dos cristãos, pois o ser humano precisa encontrar um grande "Pai", que tome conta da sua vida. 

A grande mídia, de uma forma geral, não se cansa de ridicularizar as explicações cristãs para as questões da vida. As instituições de ensino vão pelo mesmo caminho - em algumas delas é considerado absurdo um professor aceitar o cristianismo como coisa séria, como ouvi da boca de uma professora universitária. 

Não é de se estranhar, portanto, que os verdadeiros cristãos expostos a esses argumentos, muitos deles apresentados de forma bem atraente, acabem com dúvidas. E infelizmente, o cristianismo está de certa forma perdendo essa “batalha” junto à opinião pública, pois muitos nos vêem como retrógrados. E estamos perdendo essa "batalha" por nossa própria culpa. Em primeiro lugar, porque nós, de uma forma quase geral, não dedicamos tempo suficiente para estudar os argumentos relacionados à existência de Deus, de forma a ter um “arsenal” de respostas adequadas. É como numa prova escolar, você somente vai saber a resposta a ser dada, se estudar a matéria. Simples assim.

Outro motivo é nossa postura tímida: num mundo “politicamente correto”, temos vergonha de parecer intolerantes, por defender nossa fé. Mas, o interessante, é que os ateus não têm nenhuma vergonha de ir para o jornal, ou escrever um livro, dizendo que o cristianismo é uma bobagem e que nenhuma pessoa razoavelmente inteligente deveria acreditar nas fantasias sobre Jesus.

É claro que um confronto de ideias pressupõe respeito de parte a parte. Discordar de uma pessoa não é ofendê-la e nem fazer pouco dela, muito menos usar de violência, quer verbal, quer física (infelizmente, como muitos cristãos fizeram ao longo da história). Jesus debateu de forma contundente com as pessoas que queriam questioná-lo. Ele nunca deixou de falar o que precisava ser dito, mas nunca o fez de forma agressiva ou desrespeitosa.

A verdade é que a ciência não pode provar diretamente que Deus existe ou não, por que Ele não é algo que pode ser analisado através de métodos científicos. Mas o fato de que algo não ser provado diretamente pela ciência, não caracteriza sua inexistência, como muitos cientistas querem fazer crer. Isto porque a ciência não consegue lidar bem com coisas imateriais. Por exemplo, o amor é algo bem real em nossas vidas e não há uma explicação científica plena para ele.

A forma de provar a existência de Deus é indireta, ou seja pelos efeitos que vemos em torno de nós. Isto não é absurdo pois a ciência lida com muitas coisas dessa forma - um bom exemplo é a eletricidade, que ninguém sabe bem o que é, mas sabemos que é real pois exploramos seus efeitos.

Seguindo essa linha de raciocínio, uma forma simples e eficaz de tratar da existência de Deus é usar a formação do universo como ponto de partida. Sabemos que nosso universo não existiu sempre e foi formado num dado momento. Hoje a teoria mais aceita é o chamado Big Bang – tudo começou pela explosão de um “ovo” cósmico, uma pequena esfera de matéria, mas de uma densidade inimaginável.

Ora, se foi assim – e tudo indica que sim – como essa esfera de matéria foi criada? Se, para os ateus, nada havia antes da formação do universo, como é que essa esfera de matéria veio a existir? Afinal, o “nada” não pode gerar alguma coisa. Não seria lógico aceitar isto.

Para tentar explicar essa questão, os ateus fazem todo tipo de “malabarismo” teórico, buscando argumentos que não se sustentam, como já foi amplamente demonstrado por diversos estudiosos sérios. Tanto é assim, que uma dos maiores filósofos ateus do sec XX, Anthony Flew, no final da vida disse literalmente que passou a aceitar a existência de Deus, pois era algo muito mais lógico do que o contrário – até escreveu um livro sobre isto, que já está traduzido para o português.

Ora, se havia um “ovo” cósmico antes do Big Bang, que deu origem a tudo, alguém ou alguma força deve tê-lo criado. E essa força precisaria ter características muito além de qualquer entendimento nosso, para pode estar na origem de algo como o "Big Bang". E aí começamos a ver a figura de Deus. É claro que o argumento vai muito mais longe do que isto pois apenas dei uma ideia básica de como ele se desenvolve.

Não se envergonhe de defender a existência de Deus em qualquer círculo social que você frequente. Há argumentos muitos sólidos para prová-la. Mas, se você tiver interesse nisto, precisa se aprofundar e entender toda a lógica da argumentação. Se você quiser maiores detalhes, escreva para o blog.


Um abraço

Vinicius

quarta-feira, 25 de maio de 2011

OS INVISÍVEIS

... Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
...E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego...
Parte da letra da música “Construção” de Chico Buarque

Em nosso país, não temos “intocáveis”, como ocorre na Índia, mas, temos algo tão ruim quanto: os “invisíveis”. São aquelas pessoas que não são vistas pelas outras no dia a dia: os garis, os porteiros, os faxineiros, os operários da construção civil, os pedintes nos sinais de tráfego, etc. Estão presentes, mas não são notadas, os que as faz ter autoestima muito baixa. Recentemente vi um programa em que um repórter se vestiu de gari e passou alguns dias circulando pela cidade e falou da angústia que é não ser visto pelas pessoas. Acabou deprimido.

Ninguém gosta de ser invisível e a propaganda trabalha exatamente para isto: nos vender coisas que vão nos fazer notados e importantes, bem visíveis. 

Os invisíveis em nosso país são aqueles que morrem nas filas do SUS, por não serem atendidos em tempo; habitam lugares de risco, pois não tem condições de morar em locais melhores; sofrem brutalidades dos policiais; passam fome, vendo os outros se fartarem; e assim por diante.

Eles não contam, não opinam , não influem, enfim não valem quase nada – são apenas números nos relatórios do governo. Eles somente se tornam “visíveis” quando uma grande tragédia, como aquela que acabou de se abater sobre a região Serrana do Rio de Janeiro, deixa diversos corpos no meio da rua e não dá para deixar de vê-los. É como a música de Chico Buarque, cuja letra está acima: “morreu na contra mão, atrapalhando o tráfego” - quando a vida normal (o "tráfego") é atrapalhada, aí sim é preciso fazer algo... 

Os “leprosos”, na época de Jesus, eram todas as pessoas que tinham doenças de pele que causavam lesões visíveis – por exemplo, psoríase - e não somente aqueles que tinham hanseníase. Os leprosos eram considerados impuros pelas autoridades religiosas e afastados do convívio social, passando a viver miseravelmente, da caridade pública. E assim, tornavam-se invisíveis para quase todos os judeus. E o pior, é que havia uma percepção pública de que eles tinham feito por merecer tudo isto, por que tudo era culpa dos seus próprios pecados, ou dos pecados de seus pais.

Hoje não é muito diferente. Ouvimos a toda hora comentários sobre os invisíveis do tipo: “eles são assim por que não se esforçam para serem melhores”; ou ainda "no fundo, eles gostam de viver essa vida". Há uma percepção disseminada que eles têm grande culpa por estarem nessa condição.  

Jesus diversas vezes interagiu com os leprosos e curou vários. Somente pelo fato de interagir com essas pessoas, Ele muitas vezes foi criticado pelas autoridades religiosas, porque estava se contaminando, ao ter contato com pessoas impuras, mas nunca se deixou impressionar. Ele via os invisíveis e nos ensinou a fazer o mesmo.

Ele nos disse que nenhum gesto de bondade que fizéssemos para essas pessoas deixaria de ser recompensado por Deus, pois ao fazer por esses pequeninos, estaríamos fazendo pelo próprio Jesus. Ou seja, ao ver os invisíveis, estaríamos vendo o próprio Jesus. Essas são palavras fortes e definitivas, sem dúvida.

Aí fico me perguntando: quantas vezes seguimos isto de fato? Somente quando há uma comoção nacional, como agora, e a tragédia bate à nossa porta “atrapalhando o tráfego”, ou temos como estilo de vida vê-los sempre, pois estão todos os dias em nossa frente? Para ter uma resposta clara, responda com sinceridade, para você mesmo, algumas perguntas relacionadas com esse tema. Eis alguns exemplos:
  • Você já tentou se colocar no lugar de qualquer dessas pessoas para tentar entender como elas se sentem?
  • O que você sabe da vida e dos problemas dos invisíveis que estão presentes no seu dia a dia?
  • As pessoas menos favorecidas à sua volta recorrem rotineiramente a você para pedir ajuda? Afinal, elas sabem a quem podem recorrer.
Se você ainda não vê os invisíveis que Deus colocou no seu caminho, lembre-se que Jesus espera que você os veja e se relacione com eles. Às vezes, o que eles precisam é muito pouco: um sorriso, uma palavra de carinho e alguma atenção.

Com carinho

Vinicius

quinta-feira, 12 de maio de 2011

QUANDO NOSSA PRISÃO ESTÁ EM NÓS MESMOS


PODE SER QUE VOCÊ SEJA "AMARRADO" PELOS OUTROS E PRECISE REAGIR. MAS TAMBÉM PODE SER QUE VOCÊ MESMO SE "AMARRE" COM SEUS MEDOS, SUA INSEGURANÇA, SUAS ANSIEDADES, ETC, E PRECISE PARAR DE FAZER ISTO.

"DESSAMARRE-SE"! ENTREGUE O CONTROLE DA SUA VIDA A CRISTO E SINTA-SE SEGURO E CONFIANTE.

VINICIUS