quarta-feira, 19 de julho de 2017

CUIDADO COM O QUE VOCÊ FALA

Há um trecho em Provérbios (capítulo 15, versículos 1 a 4) muito importante. Nele, o autor do texto trata da questão das palavras que ferem e chegam a quebrar o espírito da pessoa para quem são dirigidas.

No seu mais novo vídeo, o Rogers fala sobre esse tema. Veja o vídeo aqui.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

RECOMEÇAR


Recomeçar é das coisas mais difíceis de fazer na vida. A necessidade de um recomeço, por si só, significa que algo deu muito errado - uma relação afetiva importante acabou, a pessoa foi demitida do emprego onde estava há muitos anos, morreu um ente muito querido, é preciso superar uma doença séria, etc.

Não é nada simples ficar de pé de novo e recomeçar – isso me lembra um samba antigo, que foi muito popular, cuja letra aconselhava: “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima...” 

Eu já tive oportunidade de recomeçar por duas vezes na minha vida e posso garantir que não é nada fácil. Quando tenta recomeçar, a pessoa costuma ser assaltada por um turbilhão de sentimentos ruins: sensação de fracasso, vergonha, medo de não conseguir se recuperar, autopiedade, culpa, etc. 

A Bíblia tem muito a dizer para quem passa por esse tipo de situação, ensinando pelo exemplo de várias pessoas que precisaram recomeçar e encontraram forças para fazer isso, com a ajuda e orientação de Deus. Vejamos alguns exemplos:

A pessoa tinha ideias erradas
Paulo, antes de se tornar apóstolo, era um judeu ortodoxo que achava o cristianismo uma heresia. Por causa disso, perseguiu os(as) cristãos(ãs) e acabou participando ativamente do martírio de alguns deles, como o do diácono Estevão (Atos dos Apóstolos 7:54 a 8:3).

Um dia, Paulo ia para a cidade de Damasco, para liderar a perseguição aos cristãos daquele local, quando teve uma visão e ouviu uma voz, dizendo: “Paulo, Paulo, por que me persegues?” (Atos dos Apóstolos 9:1-9). Era Jesus se manifestando e colocando Paulo num novo caminho. 

Paulo aceitou recomeçar, mas não foi nada fácil (Atos dos Apóstolos 9:20-22): Precisou desdizer tudo o que tinha dito antes, enfrentou muita resistência, antes de ser totalmente aceito pelos(as) cristãos(ãs) e ainda assim carregou um estigma por toda a vida - ele mesmo se considerava o menor entre os apóstolos, por ter perseguido os seguidores de Cristo.

Paulo teve coragem de recomeçar e acabou se tornando um grande evangelista e o autor de boa parte do Novo Testamento - seus textos estabeleceram as bases teológicas do cristianismo. 

A pessoa estava em pecado 
Os publicanos eram judeus que assumiam o papel de coletar impostos em nome dos dominadores romanos. E faziam isso explorando os próprios compatriotas e lucrando com os excessos de arrecadação que conseguiam extorquir. Não é surpresa, portanto, que os publicanos fossem odiados pelo povo judeu e tidos como pecadores irrecuperáveis. 

Zaqueu era o principal publicano numa cidade que Jesus visitou. Tinha baixa estatura e queria ver o Mestre passar, o que não era fácil, pois Jesus vivia rodeado de muitas pessoas. 

A única forma que Zaqueu encontrou para ver Jesus foi subir numa árvore. Ao passar embaixo dessa árvore, Jesus parou e disse, para surpresa geral, que iria pernoitar na casa de Zaqueu. Isso era impensável naquela época, pois um Mestre (Rabino) evitava ao máximo ter contato com pecadores para não se contaminar.

Zaqueu foi tão tocado pela gesto de Jesus, que confessou seus pecados e prometeu restituir em dobro tudo aquilo que tinha roubado (Lucas 19:1 a 10). 

Ele teve coragem de deixar o pecado para trás, pegar na mão que Jesus lhe estendia e recomeçar a vida.E não deve ter sido nada fácil pois Zaqueu precisou abrir mão de muito dinheiro, mudar de profissão e enfrentar a desconfiança das pessoas.

A pessoa perdeu tudo 
A história de Rute é uma das mais belas da Bíblia. Tudo começa com Noemi, que tinha dois filhos homens, um dos quais casado com Rute. A família morava fora de Israel e por causa disso as noras de Noemi não eram judias. 

Noemi teve o infortúnio de perder o marido e os dois filhos. Ora, naquela época, as mulheres eram totalmente dependentes dos homens e uma família sem homens adultos estava fadada a morrer de fome. 

Noemi disse para as noras voltarem para suas respectivas famílias para poderem sobreviver - ela mesma iria voltar para Israel, contando viver da caridade do seu povo.

Uma das noras aceitou a sugestão e foi embora, mas Rute se manteve fiel à sogra - a frase que disse para a sogra é daquelas que a gente não esquece: “Onde quer que fores, irei eu,... o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (Rute, capítulo 1, versículos 16 e 17). 

Noemi e Rute recomeçaram a vida em Israel, mendigando. Uma reviravolta dos fatos fez com que Rute acabasse casando com Boaz, rico senhor de terras. E o neto de Rute e Boaz foi o rei Davi - essa mulher corajosa e leal acabou entrando na linhagem de Jesus.

Rute recomeçou da forma certa, mantendo-se firme e leal e sua vida foi mudada para muito melhor.

Outra pessoa que perdeu tudo e precisou recomeçar do zero foi José. Jacó, seu pai, tinha doze filhos, mas aquele que amava de fato era José, rapaz fora do comum. 

Os dez irmãos mais velhos de José morriam de ciúmes e acabaram por vendê-lo como escravo. Assim, José perdeu tudo de uma vez só – o conforto do lar, a família, os amigos, a liberdade, etc (Gênesis capítulo 37). Com apenas dezessete anos, ficou sozinho no mundo e teve que recomeçar do zero, no Egito.

Mas ele não desesperou e manteve a confiança em Deus. Conservou também seus princípios morais e quando lhe foi pedido para fazer coisas erradas, para obter vantagens, ele se recusou. Como Deus estava com ele, José superou todas as dificuldades e acabou como o segundo homem mais importante do Egito, o país mais rico do mundo naquela época.

Palavras finais
Se você precisa recomeçar sua vida, não tenha medo. Se Deus estiver com você, como esteve com Paulo, Zaqueu, Rute e José, pode ter certeza que, independentemente das suas circunstâncias, você vai conseguir superar todas as dificuldades. 

Basta ter fé, ir em frente e perseverar. É como diz a letra de uma música muito querida: "Segura na mão de Deus, e vai".

Com carinho

sábado, 15 de julho de 2017

OS GEMIDOS IMPRESSIONANTES DO ESPÍRITO SANTO


O Espírito Santo atua a favor dos(as) cristãos(ãs) de várias formas diferente. E vou citar aqui três dentre elas. 

Primeiro, Ele atua concedendo dons espirituais (profecia, ensino, línguas, etc) para as pessoas, que nada mais são do que revestimento de poder para dar a elas condições de realizar a obra de Deus. 

Outra forma de atuação do Espírito Santo tem a ver com a promoção mudanças no interior das pessoas para torná-las mais parecidas com Jesus. Esse processo é chamado na Bíblia de santificação e o resultado dele é conhecido como o "fruto" do Espírito (amor ao próximo, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade, serenidade e domínio próprio).

Uma terceira forma de atuação do Espírito Santo a favor das pessoas é a contínua intercessão que Ele faz junto a Deus a favor delas

As duas primeiras formas de atuação do Espírito Santo são bem conhecidas e costumam ser objeto de muitos sermões e estudos bíblicos - eu mesmo já falei sobre esses temas várias vezes aqui no site. 

Agora, a terceira forma de atuação do Espírito Santo - a intercessão pelas pessoas - não é muito lembrada. Confesso ter ouvido poucos sermões ou estudos bíblicos tratando desse tema ao longo da minha trajetória cristã. Por que será que isso acontece? 

A razão me parece é simples: essa atividade do Espírito Santo tem a ver com nossos pecados. Afinal, não haveria necessidade de intercessão se as pessoas não pecassem e não estivessem sujeitas à punição de Deus. E as pessoas não gostam de ser lembradas sobre seus pecados. Esse é um tema que não agrada muito. Não é muito popular. Simples assim.

A intercessão do Espírito Santo por nós
O apóstolo Paulo contou que o Espírito Santo intercede pelas pessoas de uma forma maravilhosa: Faz uso de gemidos que não podem ser explicados com linguagem humana (Romanos capítulo 8, versículo 26) . 

Paulo simplesmente reconheceu que a intercessão do Espírito Santo por nós é uma dentre as muitas coisas relacionadas com Deus que são tão extraordinárias que a linguagem humana não alcança. 

Vale fazer um parêntesis aqui: essa dificuldade da linguagem humana não acontece somente com as coisas de Deus. A mesma limitação pode ser notada também em outras áreas, como na arte ou no estudo dos sentimentos. 

Por exemplo, pense na música de que você mais gosta. Agora, procure descrever sua melodia para outra pessoa - não o que você sente ao ouvir essa música, mas sim o conteúdo dessa melodia. Você verá que isso é quase impossível de fazer. 

A mesma coisa acontece quando alguém tenta descrever com precisão o que está sentindo. Palavras não são suficientes para descrever coisas como amor, ciúme, inveja, etc. 

Não é possível explicar adequadamente como é que o Espírito Santo intercede por nós junto a Deus. A Bíblia fala em "gemidos", mas isso nada mais é do que uma metáfora para dar ideia de angustia e sofrimento. 

Em outras palavras, o texto de Paulo nos conta que o Espírito Santo fica angustiado e sofre enquanto intercede por nós. Mas, por que será que isso acontece? 

A razão é simples: Ele está preocupado com as consequências dos nossos pecados. O Espírito Santo é nosso aliado permanente e incondicional e por causa disso Ele se angustia com a possibilidade de ser sermos punidos pelos erros que cometemos. 

A Bíblia ensina que todas as pessoas precisam da misericórdia e do perdão de Deus. Todas, sem exceção, e isso inclui você e eu. E se nossos pecados (inveja, hipocrisia, orgulho, maledicência, falta de caridade, egoismo, etc) não fossem sérios, não haveria motivo para o Espírito Santo se angustiar. 

Precisamos, portanto, ter consciência clara dos nossos pecados. Não podemos nos sentir confortáveis com o que já alcançamos e perder a motivação para continuar a melhorar. 

Muitas pessoas, bem lá no seu íntimo, pensam já serem suficientemente boas - talvez porque dão o dízimo, vão à igreja todos os domingos, não matam, não roubam, etc. Pensam que já estão seguras. Mas, não estão.

A verdade é que, sem a intercessão do Espírito Santo, estaríamos todos(as) perdidos. E precisamos ser gratos pela presença do Espírito Santo nas nossas vidas. 

Com carinho

quinta-feira, 13 de julho de 2017

A PAZ DE DEUS

[disse Jesus] "... a minha paz vos dou; não vô-la-dou como a dá o mundo. Não se perturbe o vosso coração nem se atemorize". João capítulo 14, versículo 27 
"E a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus".  Filipenses capítulo 4, versículo 7

Esses dois versículos falam de algo muito importante: a paz que vem de Deus. Mas o que é essa paz e o que ela significa na vida do ser humano?

Vou começar por diferenciar entre a paz dos homens e a paz que vem de Deus. A paz humana é a ausência de conflito - trata-se daquela situação onde todos os lados envolvidos numa questão concordam em continuar a conviver bem, apesar das eventuais diferenças de opinião e interesse. 

A paz humana vem de fora pois depende inteiramente das circunstâncias da vida. Agora, a paz de Deus se faz presente mesmo em meio aos conflitos. 

Isso porque ela nasce dentro da pessoa, no seu íntimo, e por isso independe das circunstâncias pelas quais ela está passando na sua vida.

Os dois versículos acima ensinam diversas coisas sobre a paz de Deus. Primeiro, que ela foge a toda compreensão humana. 

Num mundo onde as pessoas vivem ansiosas e se preocupam a cada momento com muitas coisas, a paz de Deus é algo que não dá mesmo para entender. Como é possível sentir paz no coração mesmo em meio a perigos, dificuldades, problemas e até guerras? Isso só é possível porque esse tipo de paz vem de Deus.

O segundo ensinamento fala que a paz de Deus é completa, integral. A paz humana nunca pode ser assim, pois ela depende das circunstâncias. Se hoje a situação está sob controle e o risco do conflito afastado, qual a garantia de que as coisas continuarão assim. E mesmo que continuem, qual é a garantia que não surja conflito em outro lugar da vida da pessoa? 

Por exemplo, imagine que para determinada pessoa a independência financeira é fundamental para sua paz de espírito. Mas, quando ela acumula uma quantidade suficiente de recursos para ficar tranquila, a preocupação apenas muda de lugar: É preciso aplicá-los bem, para não serem corroídos pela inflação, e mantê-los seguros. Em outras palavras, a segurança financeira nunca é completa, como costumam descobrir as pessoas afetadas pelas sucessivas crises financeiras que têm ocorrido nos últimos 10 anos. 

O mesmo pode ser dito quanto à saúde, às relações afetivas e tantas outras coisas importantes.

O terceiro ensinamento é que a paz de Deus guarda, ou seja protege, o coração (os sentimentos) e a mente da pessoa. Quem não tem essa paz sofre muito e pode até ficar doente - não é a toa que doenças como depressão, pânico e outras tantas são cada vez mais frequentes. 

A paz de Deus elimina a perturbação e o medo que as pessoas sentem e gera saúde física, emocional e espiritual.

Finalmente, a paz de Deus é fruto da conversão a Jesus e da ação do Espírito Santo na vida da pessoa, a partir daí. Essa paz é um presente de Deus para o(a) cristão(ã) verdadeiro(a).

Se você ainda não sente esse tipo de paz no seu coração e na sua mente, pode ter certeza que está faltando presença do Espírito Santo na sua vida. Entregue mais sua vida a Jesus, ore bastante, estude a Bíblia e louve com frequência. E você verá essa paz chegar e passar a habitar em você.

Com carinho

terça-feira, 11 de julho de 2017

ATÉ QUANDO, MEU DEUS?

No seu novo vídeo, o Rogers fala sobre aqueles momentos da vida onde a angústia bate bem forte. Quando parece não haver saída para os problemas que você enfrenta. Quando você pergunta para Deus: Até quando, Senhor, vou ter que passar por isso?

Para analisar esse tema, ele usa um conhecido salmo de Davi - o salmo 13. Nele, o salmista abre seu coração, fala sobre sua angústia e dificuldade em enfrentar as lutas da vida, e também conta a resposta que encontrou. Veja o vídeo aqui.

domingo, 9 de julho de 2017

PARA QUEM NÃO TEM DISCIPLINA NA VIDA ESPIRITUAL ...

Certa vez, eu estava conversando com uma amiga, mulher inteligente e de grande talento artístico. Ela resolveu criar um blog pessoal e queria ouvir sobre minha experiência pessoal com esse tipo de atividade (este site é uma extensão do blog pessoal que comecei muito tempo atrás). 

Disse para minha amiga que ela tinha o talento e a experiência de vida necessários para escrever textos interessantes, que viessem a interessar as pessoas. Mas, alertei que esse não era o desafio real. O principal era ter disciplina para manter o blog atualizado, publicando textos com periodicamente, sem desanimar, por longo tempo.

Escrever regularmente para um blog ou site, "chova ou faça sol", com ou sem inspiração, estando bem de saúde ou não, e conseguir sempre falar algo novo para as pessoas, não é fácil. É um desafio verdadeiro. Ter talento é mais fácil do que ter persistência...

O mesmo tipo de desafio se repete em várias áreas da vida de qualquer pessoa. Se você quer entrar em boa forma física, precisa ter persistência para fazer exercícios com regularidade durante anos a fio. Se quer emagrecer, precisa ter persistência para comer só as coisas certas até o fim da sua vida. Se quer passar num concurso difícil, vai ser preciso persistência para estudar quase todos os dias por um bom tempo. E assim por diante. 

Disciplina na vida espiritual 
E o mesmo se aplica na sua vida espiritual. Se você quer crescer espiritualmente, vai precisar orar e meditar sobre a Palavra de Deus com grande frequência. E isso sem importar as circunstâncias da sua vida - falta de tempo, cansaço, vontade de fazer outras coisas, etc. 

É preciso ter persistência e não há outro caminho, pois as coisas não vão cair do céu no seu colo. Não é assim que Deus atua. Por exemplo, para formar seus discípulos, Jesus viveu três anos com eles, dia e noite, de domingo a domingo. E esse grupo não teve vida fácil - sua vida foi cansativa, sofrida, perigosa e desconfortável. Mas, ao final desse período, ali estavam onze apóstolos, prontos para levar a mensagem do Evangelho para todo o mundo.

Agora, se você tem dificuldade para ter disciplina para perseverar na sua vida espiritual, eu tenho uma sugestão: Crie um compromisso com a obra de Deus. E sugerir isso parece meio estranho, mas é fácil de entender a razão. 

Você levanta cedo todos os dias para ir trabalhar ou estudar não porque quer, mas sim por conta de uma obrigação, do compromisso que você tem. E é preciso construir o mesmo tipo de dinâmica na sua vida espiritual.

As pessoas costumam pensar que a vida espiritual não pode ser construída com base num clima de "obrigação", tudo precisa ser livre e voluntário. Mas, não foi isso que Jesus fez quando chamou seus apóstolos - exigiu compromisso, pedindo que largassem tudo para segui-lo. 

Quando não há algum tipo de obrigação, as prioridades da sua vida vão acabar por engolir as práticas espirituais - você nunca vai ter tempo para estudar a Bíblia ou para orar o suficiente. 

Toda vez que eu assumi um compromisso com a obra de Deus em alguma área específica, foi exatamente nessa área que mais cresci espiritualmente. Por exemplo, quando passei a dar aulas na Escola Dominical da igreja que frequentava, cresci no conhecimento da Bíblia. Quando assumi cargo de direção nas atividades de assistência social da minha igreja, cresci na questão do amor ao próximo. 

Este site tem tido esse tipo de papel na minha vida espiritual: Sinto um compromisso com os(as) leitores(as) e é isso que espanta a acomodação e a preguiça de escrever. Quando deixo de escrever, fico preocupado de estar privando alguém de uma palavra importante e aí a motivação volta. 

Portanto, a forma de crescer espiritualmente é construir compromissos concretos com a obra de Deus. É a obrigação assumida que vai manter você nos trilhos. Simples assim.

Com o tempo, vendo os resultados positivos dos seus esforços em determinado campo da sua vida espiritual, a obrigação vai se transformar em prazer, como, por exemplo, ocorreu comigo em relação a este site - ver o crescimento do número de leitores, hoje já na casa dos centenas de milhares, tem sido muito gratificante. 

Se você quiser adquirir o habito de orar, assuma compromisso com um grupo de oração. Se quiser estudar a Palavra de Deus com dedicação, inscreva-se numa classe ou num grupo de estudos bíblicos, que tenha dia e hora para se reunir e onde haja tarefa para casa. Se quiser desenvolver sua compaixão e caridade, junte-se a um grupo que desenvolve ação social na sua igreja. E assim por diante. 

Com carinho

sexta-feira, 7 de julho de 2017

MUDANÇA DE HÁBITOS

Há hábitos de todos os tipos, desde os inofensivos (como cantar no chuveiro), até os destrutivos (como fumar). O problema não está em ter hábitos, pois isso é natural, mas sim em evitar que os maus hábitos tomem conta da vida da pessoa.

Hábitos são adquiridos por responderem a necessidades interiores da pessoa - por exemplo, facilitarem sua vida, gerarem algum tipo de prazer, evitarem certo sofrimento, etc. Por exemplo, sou meio preguiçoso e também curioso intelectualmente. Portanto, o hábito da leitura se encaixa perfeitamente nessas duas necessidades - atividade que não exija esforço físico e que estimule a mente. Não é de se estranhar que eu sempre tenha sido um ávido leitor de livros.

Como os hábitos respondem a necessidades interiores da pessoa, torna-se difícil controlá-los, especialmente quando se tornam enraizados. Por isso, frequentemente, são os hábitos que controlam as pessoas - um bom exemplo é o caso do torcedor de futebol fanático, cujo batizado do filho teve que ser adiado porque naquele dia seu time de coração ia jogar. Ou o caso da senhora que gosta tanto de ver novela que não dá bola para ninguém quando chega a hora do seu programa preferido. 

Mudança de hábitos
É evidente que hábitos ruins precisam ser eliminados. E nessa categoria incluo não somente hábitos errados pela sua própria natureza, como também aqueles que parecem bons mas se tornam ruins por conta do exagero - por exemplo, fazer exercício físico é bom, mas tem gente que abusa e acaba doente e/ou tendo o corpo deformado. 

O cristianismo dá grande ajuda para quem percebe que precisa mudar de hábitos. Em primeiro lugar, a doutrina cristã ajuda a pessoa a identificar quais hábitos são prejudiciais, o que nem sempre fica claro para as pessoas. Por exemplo, querer ganhar dinheiro para ter segurança econômica é um hábito saudável. Mas, quando a busca de mais dinheiro deixa de ser saudável e passa a ser ruim? 

A Bíblia ajuda porque ela contem as leis de Deus que ensinam o certo e o errado. Elas fornecem uma perspectiva de como Deus olha para os atos das pessoas, independentemente de qualquer circunstância. 

As leis de Deus também explicam com clareza quando um hábito bom, na sua essência, torna-se nocivo por passar a dominar a vida da pessoa. Por exemplo, isso fica claro no mandamento de amar a Deus sobre todas as coisas - nada pode ser mais importante para as pessoas. Assim, se o time de futebol ou a vontade de ganhar dinheiro passa a controlar alguém e Deus acaba em segundo plano na vida da pessoa, isso está errado - e a Bíblia chama esse erro de pecado. Simples assim.

O cristianismo vai além, pois também ajuda a pessoa a fazer as mudanças interiores necessárias - e não há outra forma de combater hábitos negativos do que essa mudança interior. 

Um exemplo simples vai ajudar você a entender isso: Quando uma pessoa decide lidar com um problema relacionado com a comida apenas fazendo dieta e/ou tomando remédios, está lutando uma guerra perdida, pois cedo ou tarde vai acabar comendo o que não deve e não pode tomar para sempre remédios para reduzir o apetite. Ela precisa passar por uma reeducação alimentar (uma mudança interior), o que é muito mais difícil de fazer, mas só assim vai conseguir fazer mudanças permanentes.

E é exatamente isso que Jesus ensinou as pessoas a fazer - mudar seu interior. Não é um caminho simples e nem fácil - este site tem centenas de postagens que falam dos problemas que as pessoas encontram ao seguir por esse caminho (chamado pela Bíblia de santificação). Mas dá resultado - eu já vi muitas e muitas pessoas terem suas vidas transformadas para sempre. 

Concluindo, se você luta com algum hábito do qual precisa se ver livre ou precisa aprender a controlar - excesso de tempo gasto navegando na Internet, consumo desenfreado, fumo, comida em excesso, pornografia, etc - entregue seu problema para o Espírito Santo, peça perdão e deixe que Ele trabalhe na sua vida. 

Procure conversar com quem já passou por problemas similares e venceu os maus hábitos - veja como ele(a) fez isso. Peça também apoio emocional e espiritual a irmãos(ãs) na fé - eles(as) podem orar por você e ajudar nos momentos em que você estiver para cair em tentação, retomando velhos hábitos. 

Mudança de hábitos não é fácil, mas pode ser feita. Mas para conseguir fazer isso, você precisa Deus muito presente na sua vida.

Com carinho

quarta-feira, 5 de julho de 2017

COMO DEUS SE REVELOU PARA O SER HUMANO

A palavra "revelação" significa "tirar o véu", ou seja mostrar algo que antes estava oculto. Em relação a Deus, revelação é aquilo que Ele decidiu nos contar a seu respeito e que não conseguiríamos saber se Ele não tivesse feito isso. 

Por exemplo, nunca saberíamos que Deus é uma Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), se Ele não tivesse nos contado. Também não saberíamos que a morte de Jesus na cruz abriu o caminho da reconciliação dos seres humanos com Deus. Só sabemos sobre isso porque Deus nos revelou. Simples assim.

Agora, há dois tipos de revelação de Deus para nós: a geral e a especial. A revelação geral é aquela dada a todas as pessoas, sem exceção. Todo mundo tem acesso ao conteúdo da revelação geral.

Já a revelação especial é diferente: foi dada apenas para algumas pessoas e infelizmente nem todo mundo teve ou tem acesso a ela. Vamos ver isso em maior detalhe.

Revelação geral 
A criação (o universo, a natureza e os seres vivos) é a essência da revelação geral. Ela comprova que Deus existe e criou tudo que está aí. Por exemplo, a complexidade da natureza, sua ordem surpreendente e seu funcionamento perfeito comprovam que somente uma mente poderosa poderia ter sido capaz de planejar e executar uma obra de criação dessa magnitude. 

É exatamente por isso que todas as sociedades humanas, em qualquer época da história, aceitaram a existência de uma força criadora e controladora do mundo natural. Não há registro histórico de um grupo social essencialmente ateu. 

É claro que as sociedades humanas divergem na forma como entendem que essa força criadora é e age, especialmente como se relaciona com os seres humanos. E é por causa disso que há religiões diferentes. Mas no aspecto básico - a existência de uma força criadora que vai além do mundo natural - há consenso quase universal. 

E essa percepção universal é fruto da revelação geral - as pessoas olham para a natureza e percebem que ela não está aqui por acaso.

Revelação especial 
Agora, Deus precisou comunicar muito mais do que apenas sua existência, seu poder e sua capacidade criadora. Ele precisava falar sobre seus planos, definir o que é certo ou errado para a vida das pessoas, ensiná-las a proceder da forma correta e assim por diante.

E observar a criação não fornece essas informações. Era preciso mais. Muito mais. Era necessário transmitir um conjunto de informações muito complexo e a forma para fazer isso necessariamente precisaria ser bem mais sofisticada. 

É aí que nasceu a Bíblia. Trata-se de uma série de relatos onde Deus construiu uma narrativa da sua relação com os seres humanos ao longo de alguns milhares de anos, explicou o que espera de cada pessoa, mostrou os problemas que as pessoas enfrentam para chegar até Ele e assim por diante. 

Foram necessários mais ou menos 1.500 anos para que a Bíblia ficasse pronta e ela foi escrita mediante o trabalho de dezenas de escritores, que trabalharam em épocas e circunstâncias bem distintas, mas sempre sob a inspiração do Espírito Santo. 

O problema com a revelação especial é que ela precisa ser divulgada e ensinada, caso contrário as pessoas não vão conhecê-la. Essa é a razão para haver no próprio texto da Bíblia mandamentos relacionados, com a pregação da Palavra de Deus e com a necessidade de discipular as pessoas para aprender a seguir os caminhos traçados por Ele. 

O conceito que Deus usou para desenvolver esse processo é o de "fermento da massa" - algumas pessoas (profetas, apóstolos, mestres, sacerdotes, etc) - foram "infectadas" com o "vírus" bom da revelação especial e coube a elas espalhar essa "infecção", convertendo outras pessoas. E esse processo vai se repetindo geração após geração.

Jesus começou seu ministério com apenas doze apóstolos e hoje há mais de dois bilhões de cristãos(ãs) no mundo e o cristianismo continua a crescer - todo dia muitas pessoas são convertidas.

A revelação é especial não porque pertence apenas a poucas pessoas. Ela foi dada a um grupo pequeno e depois se espalhou. Mas ela pertence, tal como a revelação geral, a todo mundo. O problema é que muita gente não conhece a revelação especial - nunca viu ou estudou a Bíblia.

E quem não conhece a revelação de Deus?
Como a revelação geral - a existência de Deus e seu papel como Criador - pode ser conhecida por todas as pessoas, o apóstolo Paulo ensinou que ninguém é desculpável por não aceitar essa verdade. E essa é uma advertência muito séria.

Onde quer que a pessoa viva e qualquer que seja sua cultura e grau de instrução, ela tem informações suficientes para acreditar numa força superior.

Agora, a situação é diferente no caso da revelação especial, ou seja as revelações que a Bíblia traz. Somente quem tiver oportunidade de conhecer e estudar a Bíblia tem acesso à revelação especial e, portanto, pode ser cobrado(a) no que diz respeito aos mandamentos bíblicos. 

Por exemplo, como Deus poderia cobrar de uma pessoa que não conhece Jesus que ela o aceite como seu Salvador? Seria injusto. Por isso, índios(as), boa parte dos seguidores(as) de outras religiões e crianças muito novas para entenderem a Bíblia, não serão cobrados por Deus por aquilo que não sabem ou nem tem consciência. Simples assim. 

Concluindo, Deus revelou aos seres humanos um monte de informações muito importantes - tudo aquilo que precisamos saber sobre Ele mesmo e a forma como quer se relacionar conosco. Mas, isso não significa que Ele nos contou tudo. Há coisas que Ele guarda apenas para si mesmo - são mistérios que somente vamos conhecer no final dos tempos. 

Com carinho

segunda-feira, 3 de julho de 2017

APESAR DA GLÓRIA QUE TENS, TU TE IMPORTAS COMIGO TAMBÉM

Pessoas comuns quando encontram governantes importantes (reis/rainhas ou presidentes) e recebem atenção especial, costumam se sentir muito honradas. Os momentos desse encontro costumam ser lembrados para sempre e contados para filhos(as) e netos(as).

Agora, quando as pessoas encontram o Ser mais importante que existe - Deus - não costumam se sentir tão honradas assim. Na maioria das vezes, elas se comportam como isso fosse uma coisa natural. Esperada. E não é.

Deus é um ser tão maravilhoso que é surpreendente Ele se importar com o que acontece com as pessoas, como você ou eu.

Eu gosto muito do hino "Tu és tremendo", especialmente da segunda estrofe, que fala exatamente sobre isso:
E apesar dessa glória que tens, Tu te importas comigo também, e este amor tão grande eleva-me, amarra-me a ti. Tu és Tremendo
Deus se importa com cada pessoa apesar dela ser nada diante da enorme glória que Ele tem. Vou lembrar aqui algumas características de Deus para que você tenha um dimensão real da diferença que existe entre nós e Ele. 

E começo falando da dimensão de Deus. Sabemos que Deus criou o universo a partir do nada - a ciência explica isso como a "explosão" de um "ovo cósmico", que ninguém sabe bem o que continha - o chamado "Big Bang". 

Desde a sua criação, o universo vem se expandindo de forma contínua, na mesma velocidade que a luz - incríveis 300 milhões de metros por segundo). E como o Big Bang ocorreu cerca de 13,5 bilhões de anos atrás, a extensão do universo é estimada hoje (quando medida em metros) pelo número formado pelo algarismo 3 seguido por 29 zeros - nem sei como chamar uma número dessa dimensão. 

Você e eu não temos nem 2 metros, enquanto o universo tem esse tamanho todo e cresce rapidamente. E não podemos nos esquecer que Deus é maior que o universo. 

Precisamos também lembrar que Deus criou o tempo, que é uma das dimensões do universo e, portanto, não está subordinado a ele. Deus até pode agir no tempo - por exemplo, fazer um milagre aqui e agora -, mas não sofre influência dele, pois o tempo é sua criação. 

Isso quer dizer que, para Deus, não há diferença entre passado, presente e futuro - nem conseguimos compreender como isso possível. Além disso, Deus não teve começo e nem terá fim - Ele é eterno.

Gostaria ainda de comentar uma terceira coisa: A dimensão do poder que um Ser precisa ter para ser capaz de criar o universo. Trata-se de um poder descomunal.

Aí está, em rápidas pinceladas, uma breve descrição do Deus que nos criou e ao qual servimos. Nem conseguimos entender direito um Ser assim.

E esse Ser tão especial, como bem diz o hino que citei acima, é capaz de se importar comigo e com você, coisa surpreendente.

Um rei, uma rainha ou um(a) presidente dar atenção para você ou para mim não é nada, nada mesmo, se comparado ao fato de Deus se importar conosco. 

Ele nos ouve e atua na nossa vida diariamente e estamos tão acostumados com isso que nem nos damos conta da honra que recebemos, por exemplo, quando Ele ouve e atende uma oração nossa. 

Mas não deveria ser assim. Não mesmo. Deveríamos valorizar cada gesto de Deus. Cada vez que Ele atua na nossa vida.

Portanto, a prenda a dar mais valor à presença d´Ele na sua vida. E seja grato(a) e reconhecido por isso

Com carinho

sábado, 1 de julho de 2017

VIDA OU MORTE NÃO SÃO AS COISAS MAIS IMPORTANTES

Certa vez assisti um capítulo de uma série de televisão, passada num hospital, no qual uma mãe conversava com sua filha adolescente, que sofria com grave deformação da coluna vertebral e por causa disso não conseguia levar vida normal. 

Mãe e filha conversavam sobre uma cirurgia muita arriscada, que poderia corrigir essa deformação, mas o risco de morte era enorme. E a mãe da adolescente não queria autorizar a cirurgia com medo da filha morrer.

Aí a filha disse para a mãe uma coisa muito importante: "você acha que a pior coisa que pode me acontecer é a morte, mas há coisas bem piores..." Ela se referia ao sofrimento diário que vivia, que a fazia preferir morrer a continuar vivendo assim. 

Esse diálogo entre mãe e filha me fez pensar sobre a condição humana e, em especial, sobre nossa relação com Deus. 

As pessoas costumam ser relacionar com Deus tomando como premissa que suas vidas são a coisa mais importante que existe. A própria vida é a referência para tudo - se ele é boa e sem problemas, fica fácil ver Deus como um Ser bom e amoroso. Se a vida está cheia de problemas e sofrimento, Deus já não parece ser tão bom assim.

É importante que você perceba que Deus não olha para as coisas dessa forma. Ele ama você - não tenha qualquer dúvida disso - mas não entende que sua vida terrena seja a coisa mais importante para você. 

O seu bem mais precioso é outro: a garantia de viver junto a Deus para sempre. Afinal, Deus é a fonte de todo bem e nada pode ser melhor do que estar junto a Ele. E não há felicidade possível sem Ele e por isso o inferno é um lugar terrível (Deus não está lá).

Essa forma de ver as coisas encontra amplo respaldo na Bíblia - basta lembrar o que Jesus disse, conforme o relato que está em Mateus capítulo 18, versículo 8: se o olho da pessoa vier a atrapalhá-la na sua entrada no Reino de Deus, ela deveria tirá-lo. Em outras palavras, se aquilo que a pessoa vê, e entende, faz com que ela se desvie do caminho certo, que a levará até junto a Deus, seria melhor ela ficar sem poder ver, e entender, e continuar no caminho certo.

Jesus disse ainda que, se a mão da pessoa atrapalhar sua entrada no Reino, seria melhor ela cortá-la. Isso quer dizer que, se a capacidade da pessoa de fazer coisas desviá-la do caminho certo, seria melhor perder essa capacidade e continuar no caminho que leva à salvação. 

Sei muito bem que essa verdade fundamental - "não é a vida terrena o que mais importa e sim a relação com Deus" - não é fácil de viver na prática. Até dá para entender isso, mas é muito difícil sentir-se assim. 

Na prática, cada pessoa se comporta como se a vida na terra fosse a coisa mais importante - o Reino de Deus parece algo distante e, portanto, não tem o mesmo peso do que o aqui e agora.

Se você tem essa dificuldade, não se culpe muito - confesso que também tenho, por mais que me esforce para ser diferente. E poucas são as pessoas que conseguem viver a relação com Deus como a coisa mais importante. 

E uma delas foi o apóstolo Paulo - ele afirmou que preferia estar com Deus, pois ali era sua verdadeira casa (Filipenses capítulo 1, versículos 21 a 24). Paulo sabia que precisava continuar neste mundo, pois ainda tinha uma missão a cumprir na obra de Deus, mas, por sua vontade, iria de imediato para junto do Pai. Simples assim.

Quando ficamos mais velhos, quando passamos a esperar menos coisas da vida, pois temos cada vez mais passado e menos futuro, é mais fácil viver essa realidade. E aí as pessoas costumam se aproximar mais de Deus, passando a ficar menos apegadas ao material - é por isso que as pessoas mais velhas são mais religiosas. 

Mesmo tendo dificuldade em viver a verdade que o mais importante é a relação com Deus, você deve manter esse ensinamento presente na sua vida. E sempre procurar olhar para os problemas e as dificuldades da vida aqui na terra levando em conta a perspectiva maior da vida eterna.

E fazer isso certamente vai ajudar você a encontrar a melhor forma de viver seu dia-a-dia nesta terra.

Com carinho