segunda-feira, 22 de maio de 2017

O QUE DIZER PARA QUEM RESISTE À MENSAGEM DO EVANGELHO

É possível que uma pessoa de quem você goste muito - membro da família, esposo(a) ou amigo(a) - resista a aceitar Jesus como Salvador, mesmo depois de já ter ouvido a mensagem do Evangelho. E isso pode deixar você ansioso(a), pois gosta de fato dessa pessoa e quer vê-la salva.

Mas, como você não tem experiência em evangelizar, não sabe bem o que dizer para ela. Como enfrentar os argumentos que ela apresenta, ou mesmo sua falta de interesse em Jesus.

Minha intenção hoje aqui é justamente ajudar você nessa tarefa. Mostrar o que deve dizer e quando. E vou começar pela parte mais fácil: explicando o que você não deve dizer, pois só atrapalha.

Certa vez, assisti à palestra de um evangelista e fui surpreendido com a resposta dele, quando lhe perguntaram o que costuma dizer se alguém resiste à pregação do Evangelho. A resposta foi: “ordeno ao espírito de incredulidade que saia daquela pessoa”.

Para aquele homem, qualquer resistência em aceitar Jesus é obra de espíritos malignos. Ora, não é isso que a Bíblia ensina. Por exemplo, quando o apóstolo Paulo visitou a cidade de Atenas, berço da filosofia grega, pregou para pessoas altamente intelectualizadas e conseguiu converter poucas dentre elas. E o relato bíblico não fala que Paulo saiu tentando expulsar demônios dos incrédulos (Atos dos Apóstolos capítulo 17, versículos 16 a 34). 

Quando há incredulidade e/ou resistência à mensagem do Evangelho é preciso agir com sabedoria. Antes de tudo, é preciso respeitar a pessoa com que você está conversando, lembrando que ela tem livre arbítrio, podendo inclusive escolher no que quer acreditar. E isso nada tem a ver com a ação de Satanás.

Depois, é preciso usar os argumentos certos. Não adianta atribuir a incredulidade a espíritos malignos ou ameaçar a pessoa com o inferno – afinal, não sendo convertida, ela nem acredita mesmo nessas coisas e pode até se sentir ofendida. Esse tipo de argumento só atrapalha.

Por que as pessoas resistem ao Evangelho?
Para saber o que falar, é importante inicialmente entender porque a pessoa resiste a aceitar a mensagem do Evangelho.

Há várias razões para isso e vou tratar aqui, por causa das limitações de espaço, apenas das duas mais comuns. A primeira razão é que a pessoa não quer mudar sua vida. Não quer deixar alguns hábitos arraigados de lado.

Nesse tipo de situação, a pessoa até sabe que sua vida não vai pelo caminho certo, mas sente prazer e/ou conforto em hábitos de vida errados que mantém. Sabe que, caso venha a se converter, vai precisar mudar sua vida e não quer fazer isso. Simples assim.

A segunda razão mais comum para uma pessoa resistir ao Evangelho é pensar que não precisa de Jesus. Acha que já é suficientemente boa. A fala típica, em casos como esse, é: "Por que preciso aceitar Jesus e mudar minha vida? Não roubo, não mato e não adultero. Já vivo uma vida correta”.

É preciso convencer essa pessoa que ela não é tão boa assim. Que ela, como qualquer ser humano, peca e comete falhas graves aos olhos de Deus. E será punida por causa disso.

O desafio no primeiro caso é fazer a pessoa abandonar sua zona de conforto. Já no segundo caso, o desafio é convencer a pessoa que ela não é tão boa quanto pensa ser.

O que fazer quando a pessoa não quer mudar?
Nesse caso é preciso ter paciência. Falar para a pessoa que ela não está indo pelo caminho certo, mas nunca ficar enchendo a paciência dela, ameaçando com inferno e coisas assim. Fale o mínimo necessário.

Ore muito por ela e aguarde o momento certo. E esse momento, normalmente, chega quando a pessoa começar a sofrer: Cedo ou tarde, os seus hábitos de vida nocivos vão gerar uma “”conta” a ser paga, na forma de depressão, relacionamentos destruídos, doença, etc. E somente aí, em meio à dor, a pessoa “acorda” e fica aberta a mudar. Quase sempre é o sofrimento que tira a pessoa da sua zona de conforto.

Assim, cabe a você ficar perto e esperar o momento certo para agir vai. E ele vai chegar. Nesse caso, a paciência é a chave do sucesso.

O que fazer quando a pessoa se acha suficientemente boa?
Nesse caso, é preciso desfazer esse auto-engano e convencê-la que ela não é tão boa como pensa. Que, assim como todas as demais pessoas, erra e muito aos olhos de Deus e é passível de punição por causa disso.

Eu sugiro um pequeno “roteiro” composto de quatro perguntas sucessivas. Escolha um dia e hora em que possa conversar com calma e sem estresse.

Comece perguntando se a pessoa acredita que quem comete erros sérios deve ser punido(a). Normalmente, ela vai responder que sim. 

Depois, pergunte se ela já cometeu erros sérios. Se ela disser que não, exatamente por se considerar boa pessoa, você precisar argumentar que todo mundo comete erro sérios, mesmo quando não percebe bem o que está fazendo. Afinal, todo mundo sente raiva, inveja, ódio, orgulho e ciúme e esses sentimentos nos influenciam a praticar o mal, mesmo quando não é essa a nossa intenção.

Explique para ela que as intenções até podem ser boas, mas a prática é bem outra: as pessoas acabam por fazer o mal que não queriam. E qualquer pessoa bem-intencionada vai aceitar isso.

Não se esqueça de aliviar o clima da conversa, lembrando que acontece o mesmo com você. Estamos todos no mesmo "barco". A única diferença é que você sabe disso e a pessoa com quem você está falando ainda não.

Aí você pode dar o terceiro passo: Pergunte o que a pessoa pretende fazer para escapar da punição que merece. E não adianta que a pessoa dizer que vai melhorar pois isso não apaga os erros que já cometeu no passado e muito menos garante que vai deixar de errar no futuro. 

Nesse ponto a pessoa costuma ficar confusa, pois não sabe bem como responder. É aí que você deve falar sobre Jesus. Essa é a hora certa. Explique que Ele é a solução para esse problema tão importante.

E funciona assim: Jesus veio ao mundo e se sacrificou por nós. E é seu sangue que abre as portas para o perdão de Deus e a reconciliação das pessoas pecadoras com Ele. Ninguém fez nada para merecer o sacrifício de Jesus e, nesse sentido, a salvação é gratuita. Mas, há condições para o sacrifício se fazer efetivo para qualquer pessoa.

Ela precisa reconhecer que pecou, arrepender-se e aceitar Jesus. Não há outra forma. Foi assim que Deus estabeleceu as coisas.

Aí você pode dar o quarto e último passo: Pergunte se a pessoa prefere aceitar o perdão de Deus ou enfrentar por conta própria a punição que merece. Se os passos anteriores tiverem sido bem conduzidos, a pessoa vai se interessar por saber mais sobre Jesus. Vai querer entender melhor o que você está falando. E vai deixar de resistir.

Cuidado, ao longo desse processo, para não perder o foco. É comum que pessoa a quem você está tentando convencer faça perguntas paralelas porque fica com dúvidas. Por exemplo, o que vai acontecer com quem nunca ouviu falar sobre Jesus?

Essas e outras questões devem ser tratadas, mas no momento certo, que não é naquela conversa. Ali o foco está na pessoa com quem você está conversando. Haverá tempo para esclarecer essas dúvidas depois.

Muitas vezes a pessoa não se deixa convencer numa única conversa. É preciso repetir os argumentos para que ela realmente passe a aceita-los, mudando sua posição inicial. Portanto, não desanime se encontrar alguma dificuldade. E confie sempre na ação do Espírito Santo.

Com carinho

sábado, 20 de maio de 2017

DEUS ESTÁ COM VOCÊ MESMO NO MEIO DO DESERTO

Todos passamos por dificuldades. Cedo ou tarde isso acontece com cada pessoa. 

Agora, eu tenho uma boa notícia para você que, assim como eu, está passando por um deserto na sua vida: Deus está ao seu lado. Sempre

E é n´Ele que você vai encontrar forças para superar todas as dificuldades. Confira aqui o meu mais novo vídeo, onde falo sobre isso.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

COMO É A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NA SUA VIDA

O Espírito Santo é uma das três pessoas da Trindade Santa, junto com o Pai e o Filho (Jesus). Seu papel é estar presente no mundo, interagindo com as pessoas. Por isso, d´Ele se diz que é Deus habitando em nós.

A ação do Espírito Santo começa antes da conversão, quando leva as pessoas a aceitar Jesus. É preciso ficar claro que a conversão não é obra de pregadores(as) e/ou evangelistas e sim uma ação do Espírito Santo.

Depois que a pessoa já está convertida, ainda assim o trabalho do Espírito Santo com ela continua, especialmente em três áreas da sua vida espiritual. 

A primeira delas é a intercessão junto a Deus - o Espírito Santo pede continuamente pela pessoa convertida junto a Deus, para que seus pecados sejam perdoados e ela possa se aproximar do Pai.

E o Espírito Santo faz isso, segundo a Bíblia, de forma surpreendente: Usa gemidos que, de tão extraordinários, não podem ser explicados por linguagem humana (Romanos capítulo 8, versículo 26).

A segunda área de atuação do Espírito Santo é a santificação da pessoa convertida, pois depois da conversão é que o trabalho começa de fato. A pessoa convertida precisa mudar seu interior, para viver mais de acordo com a vontade de Deus. Isso significa abandonar maus hábitos (veja mais), mudar sentimentos errados, enfim eliminar, aos poucos, tudo aquilo que afasta a pessoa de Deus. 

E à medida que a pessoa muda, ou seja, se santifica, vai colhendo o fruto da presença do Espírito Santo na sua vida: amor, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade, serenidade e domínio próprio (Gálatas capítulo 5, versículos 22 e 23).

A terceira área onde o Espírito Santo atua é na capacitação da pessoa para realizar a obra de Deus. Quando alguém se coloca à disposição para trabalhar nessa obra, vai precisar contar com as ferramentas necessárias para poder realizar bem as tarefas que vierem a ficar a seu cargo. 

Em outras palavras, essa pessoa vai precisar de uma parcela do poder de Deus para lhe dar condições de enfrentar as dificuldades que vão surgir no seu caminho e ter os meios para fazer a diferença na vida do seu próximo (Atos dos Apóstolos capítulo 1, versículo 8).

O Espírito Santo é a fonte desse poder que capacita quem precisa. E Ele distribui esse poder de acordo com as necessidades de cada obreiro(a). Os chamados "dons" do Espírito Santo são justamente essa parcela de poder distribuído para cada obreiro(a). 

Há muitos tipos de dons, pois também são muitas as necessidades da obra de Deus: profecia, ensino, pastoreio, apostolado, cura e falar em línguas, dentre outros. Cada um deles atende uma necessidade específica dessa obra (veja mais).

O Espírito Santo, portanto, é a presença de Deus na sua e na minha vida. É a demonstração prática de que Deus se preocupa conosco e nos dá condições para superarmos dificuldades, ficarmos firmes durante nossas lutas, encontrarmos consolo e ajudarmos na implantação do Reino de Deus aqui e agora. 

Concluindo, sem o Espírito Santo estaríamos perdidos na nossa vida espiritual. E graças a Deus pela sua presença maravilhosa na nossas vidas.

Com carinho

terça-feira, 16 de maio de 2017

COMO SABER SE AS PROMESSAS SÃO MESMO DE DEUS

Como você pode saber se as promessas são mesmo de Deus? Como você deve fazer para não se deixar enganar ou confundir nessa questão? E como tratar as promessas que você recebe?

É justamente sobre isso que a pastora Carol e a Alícia falam numa série de dois vídeos. Veja o primeiro vídeo da série aqui.

Se você quiser ver outros vídeos da pastora Carol veja o canal dela aqui.

domingo, 14 de maio de 2017

O PODER DA MOTIVAÇÃO POSITIVA

Parte importante do desafio de ser cristão, tema de fundo deste site, é vencer a luta contra a tentação. E nem Jesus ficou livre desse tipo de batalha diária - Ele foi tentado por Satanás, por três vezes (Mateus capítulo 4, versículos 1 a 11).

Minha experiência de vida - com base em meus muitos erros e alguns acertos - ensinou-me que as pessoas tornam tudo ainda mais difícil por lutarem da forma errada. Elas tentam enfrentar a tentação usando o que chamo de "motivação negativa", que é a tentativa de evitar uma punição. Elas lutam para resistir porque temem a punição que Deus poderá lhes dar caso cedam à tentação. 

Mas, a motivação positiva - lutar para obter um prêmio - costuma ser uma alternativa muito melhor. Quando seguem essa abordagem, as pessoas lutam para resistir à tentação porque o pecado atrapalha seu relacionamento com Deus.

Vou dar um exemplo simples para que você entenda melhor o que acabei de falar. Imagine que o aniversário da minha mulher esteja próximo e preciso achar um bom presente para ela. E minha motivação para essa tarefa pode ter duas naturezas alternativas: negativa ou positiva.

A motivação negativa seria a de evitar um problema: Preciso encontrar um presente suficientemente bom para que minha mulher não fique chateada comigo. Faço então o esforço necessário e quando encontro um presente que preenche esse requisito mínimo, dou minha busca por terminada, com um suspiro de alívio.

A motivação positiva seria a de lutar por uma recompensa: Pensar na alegria que ela vai ter ao receber um presente que demonstre meu amor e carinho. Isso me fará procurar o melhor presente possível - e não me refiro aqui a valor e sim ao seu significado (demonstração que ela é importante para mim).

A primeira alternativa procura evitar uma "punição" (minha mulher ficar chateada comigo), enquanto a segunda se baseia na busca de um "prêmio" (dar uma alegria para ela). E acho que você não tem qualquer dúvida que a segunda abordagem trará resultados muito melhores: A busca pelo presente será muito mais prazerosa e as chances dele agradar serão muito maiores.

Voltando à questão da luta contra a tentação, a abordagem negativa pode ser resumida da seguinte forma: devo evitar o pecado para não ser punido/a por Deus.

O problema é que a motivação negativa somente funciona até determinado ponto: Enquanto o medo da punição for maior do que o prazer proporcionado pelo pecado. E toda vez que a "balança" se desequilibra - o "sacrifício" que é feito para evitar a tentação cresce e/ou o medo da punição diminui - as pessoas ficam mais sujeitas a pecar.

E é exatamente por isso que as pessoas pecam tanto - basta lembrar que a punição de Deus está distante (não costuma vir na mesma hora), enquanto o prazer gerado pelo pecado é imediato.

Um outro exemplo simples ajuda a explicar melhor tudo isso: é mais fácil resistir a uma oferta de suborno de dez mil reais do que uma de dez milhões de reais. O "sacrifício" que a pessoa fará para resistir ao suborno de valor mais alto será muito maior (afinal, dez milhões de reais poderão arrumar a vida dela para sempre). Já dez mil reais poderão não fazer tanta diferença assim na vida dela.

Nesse exemplo, fica claro que quando o "sacrifício" para evitar o pecado cresce, a "balança" se desequilibra a favor da tentação e fica muito mais difícil resistir a ela.

A diminuição da punição também "desequilibra" a balança em favor do pecado. Uma interpretação mais "favorável" da Bíblia pode transformar um pecado em algo aceitável. Um bom exemplo disso é a questão do aborto, que deixou de ser eaado para muitos(as) cristãos(ãs) com base em argumentos do tipo "a mulher tem direito sobre seu corpo" ou "não se deve colocar um filho indesejado no mundo".

A alternativa, a abordagem positiva, na luta contra a tentação, pode ser resumida assim: "devo evitar o pecado porque ele atrapalha algo muito precioso, que é meu relacionamento com Deus. 

Nessa abordagem, se o desejo de pecar aumentar e ainda assim a pessoa resistir, o "prêmio" também aumenta, pois Deus vai valorizar ainda mais o que foi feito, pois sabe o tamanho da luta que a pessoa enfrentou. Como a "recompensa" cresce junto com o "sacrifício" em resistir à tentação, é muito mais difícil a "balança" se desequilibrar. 

Vou dar outro exemplo simples de como esse tipo de abordagem seria feito na prática, usando um tema muito importante: a luta para convencer os jovens, inclusive os(as) não cristãos(ãs), a evitar a prática do sexo irresponsável, coisa extremamente comum hoje em dia. 

A abordagem negativa seria falar para os(as) jovens que a promiscuidade pode causar doenças sexualmente transmissíveis (mostrar fotos das sequelas físicas seria ainda mais impactante), alertar para a gravidez indesejada e, em cima de tudo isso, falar da possível punição de Deus (lembrar das cidades de Sodoma e Gomorra, destruídas pelos seus inúmeros pecados sexuais), reforçaria ainda mais essa linha de argumentação.

Não seria difícil assustar os(as) jovens com esse discurso, mas o medo gerado iria prevalecer apenas até que o desejo sexual se tornasse mais forte. Quanto mais o tempo passar, maior a chance do(a) jovem esquecer tudo que lhe foi dito. 

Infelizmente, essa é a abordagem mais usada nas igrejas e, não é por acaso, que os resultados são ruins - basta lembrar quantos(as) pessoas se afastam das suas igrejas ao chegar na juventude. E quanta hipocrisia há entre os(as) jovens que permanecem dentro das igrejas. 

A abordagem positiva começaria falando do amor de Deus e do seu desejo que todos(as) experimentem o melhor que Ele tem para dar. Poderia ser citado um versículo do Sermão do Monte, onde Jesus falou (Mateus capítulo 5, versículo 8): "Bem aventurados os puros de coração, pois verão a Deus."

O conceito de pureza de coração envolve muitas coisas, mas certamente também a conduta sexual correta. E a recompensa para a pureza do coração é ver a Deus: Ter um relacionamento estreito com Ele. Herdar suas bençãos e sentir sua presença nos momentos difíceis da vida. E isso não é pouco.

O discurso positivo poderia concluir desafiando os(as) jovens a experimentar a intimidade com Deus, ensinando-as a orar melhor, a louvar com mais sinceridade e assim por diante. E eu não tenho dúvidas que esse segundo caminho seria muito mais eficaz.

Pense nisso toda vez que estiver enfrentando uma tentação difícil de vencer ou estiver ensinando alguém a enfrentar tal tipo de dificuldade. Não se concentre na punição que você imagina que Deus poderá dar e sim na alegria que Ele terá, caso essa tentação seja vencida. 

Com carinho

sexta-feira, 12 de maio de 2017

O SERMÃO QUE PRECISAVA SER SEMPRE REPETIDO

Neste meu novo vídeo, conto a história do pastor que sempre repetia o mesmo sermão. E fazia isso por uma razão muito simples: as pessoas não praticavam o que ouviam.

Aí está um grande exemplo para nossas vidas: é preciso praticar os ensinamentos do cristianismo. Se não fizermos isso, de nada aproveita ouvir sermões, estudar a Bíblia, etc. Veja o vídeo aqui.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

SUAS ESCOLHAS SEMPRE TÊM CONSEQUÊNCIAS


A vida é cheia de escolhas: todo dia temos decisões a tomar, desde as simples (que roupa devo vestir hoje?), até as complexas (devo mudar de emprego?).

Às vezes, a pessoa percebe estar diante de uma decisão importante, que vai impactar o seu futuro. Certa vez, meu pai, então alto executivo de uma empresa de engenharia, foi chamado para falar com o dono de uma grande empreiteira, num fim de semana.

A reunião foi no belíssimo apartamento daquele homem, que ficava de frente para a praia do Leblon, no Rio de Janeiro. Na volta da reunião, meu pai relatou para minha mãe que o tal empresário lhe tinha feito uma excelente proposta financeira para ir trabalhar na sua empresa. E comentou que não tinha aceitado e explicou a razão: "O que aquele homem queria comprar eu não podia vender".

Meu pai se recusou a trocar sua honra pessoal por dinheiro, lição que muitos executivos, pegos na operação Lava Jato, poderiam ter aprendido antes de fazer o que fizeram. Meu pai sabia que aquela decisão iria definir sua vida e, como cristão, escolheu ficar no lado certo, mesmo abrindo mão de uma suculenta compensação financeira. 

Outras vezes a pessoa não percebe a importância da decisão que está tomando. Certa vez, um pastor foi visitar no hospital um homem não convertido, que estava muito doente. A intenção original daquele pastor era falar de Jesus para o homem doente. Mas, para não parecer chato, na primeira visita limitou sua conversa a assuntos corriqueiros, como esporte, deixando questões mais profundas (aceitação de Jesus) para uma segunda visita.

O pastor prometeu voltar no dia seguinte e assim fez. Mas, quando chegou no hospital, soube que o homem doente tinha morrido durante a madrugada. A decisão que o pastor tomou no dia anterior, sem perceber a gravidade do que estava fazendo, fez com que ele deixasse de falar de Jesus para um homem que vivia suas últimas horas de vida. No testemunho que escreveu, o pastor confessou que essa é uma culpa que vai carregar para sempre. 

Aprendendo com os exemplos da Bíblia 
A Bíblia está cheia de exemplos de pessoas que fizeram escolhas certas ou erradas. E as duas situações têm muito a ensinar:

1) Rute: a escolha certa por causa da fidelidade (ver o relato no livro de Rute) 
Noemi era uma mulher israelita, viúva, que tinha dois filhos, ambos casados. Ela morava com sua família fora do território de Israel.

O relato diz que os dois filhos de Noemi morreram, deixando as três mulheres (a mãe e as duas noras) sozinhas, sem qualquer proteção - naquela época as mulheres dependiam dos homens para tudo, até sobreviver. 

Noemi contou para as noras que iria voltar para Israel, sua terra natal, pois lá seria mais fácil sobreviver da caridade pública. E disse para as noras que elas estavam livres para voltar para suas famílias de origem, pois como ainda eram jovens, tinham condições de reconstruir suas vidas, casando com outros homens. 

Uma das noras aceitou e partiu. Mas a outra, Rute, disse à sogra que ficaria fiel a ela. E as duas voltaram juntas para Israel e lutaram muito para conseguir sobreviver. 

Rute acabou conhecendo um homem, Boaz, parente afastado de Noemi, com quem se casou e constituiu nova família - ela é a avó do rei Davi. Deus honrou a fidelidade de Rute e mudou sua sorte.

2) Saul: a escolha errada por causa da desobediência (1 Samuel capítulo 15) 
Saul foi escolhido por Deus para ser o primeiro rei de Israel. E Deus colocou o profeta Samuel ao seu lado, para orientá-lo e mantê-lo no caminho certo. 

Infelizmente, Saul preferiu desobedecer a orientação que Deus tinha lhe dado, através de Samuel, pois achou que sabia o que era melhor para si mesmo. Esqueceu-se que devia tudo a Deus e devia ter se mantido obediente.

Deus se afastou de Saul e a vida daquele rei acabou de forma trágica: Suicidou-se, após perder uma batalha, quando também seu filho primogênito morreu. 

3) Os dois ladrões: a decisão de ser humilde (Lucas capítulo 23, versículos 39 a 43) 
Acho que todos sabem que Jesus foi crucificado entre dois ladrões. Um dos ladrões resolveu zombar de Jesus, perguntado porque Ele não se salvava.

O segundo criminoso se irritou com aquela atitude e ordenou que o outro homem se calasse, lembrando-lhe que ambos estavam sendo punidos com justiça pelo que tinham feito, enquanto Jesus estava sendo martirizado injustamente.

A diferença de postura dos dois malfeitores é relativamente fácil de explicar: um deles foi arrogante e se recusou a reconhecer seus erros. O outro foi humilde e pediu ajuda a Jesus. Reconheceu que precisava d´Ele para conseguir se reaproximar de Deus. E com esse simples gesto colocou-se debaixo da Graça de Deus e ouviu de Jesus que, ainda naquele mesmo dia, estaria junto a Deus.

Duas escolhas forma feitas ali. Um dos homens deixou-se levar pela arrogância, enquanto o outro foi humilde. Só o segundo foi salvo.

Conclusão
Suas escolhas têm consequências. Em alguns casos, elas são pequenas: Por exemplo, se você escolher a roupa errada, antes de sair de casa, poderá passar calor ou frio durante o dia. Mas, o problema somente vai durar por poucas horas.

Já em outros casos, as consequências podem ser muito mais sérias e mudar o rumo da sua vida. Como aconteceu com Rute ou com os dois ladrões crucificados ao lado de Jesus.

Portanto, aprender discernir o alcance da sua escolha é muito importante. Por isso é fundamental que você sempre recorra ao Espírito Santo, pedindo-lhe sabedoria e entendimento a cada encruzilhada da sua vida.

Lembre-se ainda que nem sempre o resultado das suas escolhas se tornam imediatamente evidentes. Muitas vezes, somente aparece anos depois, quando pode ser tarde demais para consertar o que está errado. Por exemplo, uma pessoa que escolha fumar pode não sentir nada durante muito tempo, até se dar conta, que tem câncer e nada mais há a fazer.

Foi isso que aconteceu com Saul: Quando percebeu que Deus o tinha abandonado, tempos depois da sua desobediência, correu para pedir ajuda a Samuel, mas já era tarde demais. 

Lembre-se que seu futuro, em boa parte, está sendo decidido nas escolhas que você faz hoje. E que suas escolhas sempre têm consequências.

Com carinho

segunda-feira, 8 de maio de 2017

AS PROFISSÕES DE JESUS


Jesus teve duas profissões, segundo o relato dos Evangelhos: carpinteiro e rabino. Exerceu a primeira delas da pré-adolescência (por volta dos doze anos) até cerca de 30 anos e a segunda nos três últimos anos de sua vida.

A palavra "carpinteiro" ("tekton" no grego) é entendida hoje em dia de maneira um pouco diferente do tempo de Jesus. Hoje em dia, é chamado assim quem trabalha com madeira e constrói coisas maior parte, como telhados ou andaimes (trabalhos em madeira de menor porte, como móveis e objetos em geral são atribuídos ao "marceneiro").

Um "tekton", no tempo de Jesus, era um trabalhador que construía ou fabricava coisas, usando diversos materiais - além de madeira, também metais ou tijolos. Era uma espécie de "faz tudo".

Naquela época, era comum que o pai treinasse pelo menos seu filho mais velho na mesma profissão que já exercia. E esse filho frequentemente herdava as ferramentas do pai (seus bens mais preciosos) e sua clientela. E certamente foi isso que aconteceu com Jesus: Ele seguiu a profissão de José, seu pai adotivo (Mateus capítulo 13, versículo 55).

Jesus trabalhou em Nazaré (pequeno vilarejo onde viveu quase toda a vida) e também em Séforis (situada a cerca de 5 km de Nazaré), cidade que estava em reconstrução naquela época, pois tinha sido destruída pelos romanos por causa de uma revolta. Em Séforis, um tekton, como Jesus, certamente encontrou muito trabalho e conseguiu ganhar algum dinheiro. 

Por volta dos seus trinta anos, Jesus mudou de profissão, atendendo o chamado de Deus: Aí tornou-se um rabino que viajava de local em local (itinerante).

Rabino, naquela época, não era uma profissão igual à de hoje em dia. Atualmente, um rabino é um sacerdote do judaísmo - assim como um pastor é o sacerdote de uma igreja evangélica e, para serem ordenados, precisam estudar muitos anos, em seminários e serem consagrados.

Nos tempos de Jesus, um rabino era simplesmente alguém conhecedor verdadeiro da Palavra de Deus (Bíblia Hebraica ou Velho Testamento) e que se dispusesse a ensiná-la a um grupo de discípulos. Portanto, o rabino não precisava ter tido estudo formal e receber ordenação. Ou seja, não era um sacerdote propriamente dito - naquele tempo, só podiam ser sacerdotes descendentes de algumas famílias da tribo de Levi, o que não era o caso de Jesus.

Alguns poucos rabinos tinham escolas formais, como Gamaliel, que ensinou o apóstolo Paulo (Atos capítulo 22, versículo 3). Mas, a maioria deles, dentre os quais Jesus, atuava de maneira completamente informal.

Os rabinos itinerantes andavam de lugar em lugar e ensinavam onde era possível - casas particulares, praças, descampados, etc. Foi exatamente assim que Jesus atuou. 

Os rabinos eram altamente respeitados pela sociedade daquela época e o povo lhes garantia sustento - comida, abrigo e o que mais fosse necessário. Essa prática ficou evidente quando Jesus mandou 72 discípulos às povoações de Israel e lhes disse (Lucas capítulo 10, versículos de 1 a 12): 


"NÃO LEVEIS BOLSA, NEM ALFORJE, NEM SANDÁLIAS... AO ENTRARDES NUMA CASA, DIZEI ANTES DE TUDO: PAZ SEJA NESTA CASA... PERMANECEIS NA MESMA CASA, COMENDO E BEBENDO DO QUE ELES TIVEREM; PORQUE É DIGNO O TRABALHADOR DO SEU SALÁRIO..."

Portanto, o sustento que o rabino recebia das pessoas com quem tinha contato era o justo "salário" pela sua profissão. E toda a sociedade judaica pensava como Jesus. 

Cada rabino tinha seu grupo de discípulos, que o seguia por onde andasse. Os ensinamentos para os discípulos não eram passados em aulas formais e sim através de comentários levantados pelos fatos da vida. 

Por exemplo, quando Jesus viu um homem rico doar uma grande quantia e uma viúva pobre doar umas poucas moedas para o Templo de Jerusalém, comentou que a viúva doara muito mais, porque tinha dado tudo que tinha (lucas capítulo 21, versículos 1 a 4). De um fato simples, que viu no dia a dia, Jesus construiu um grande ensinamento para seus discípulos (generosidade para com a obra de Deus).

Jesus montou seu grupo de discípulos quando escolheu doze homens (os apóstolos) para seguirem-no e conviverem com Ele. Chamou-os para serem "pescadores de homens". Foram esses apóstolos (menos o traidor, Judas) que formaram o núcleo inicial da igreja cristã. 

Como ensinavam pelo exemplo, todo mundo esperava dos rabinos um comportamento moral exemplar, o que envolvia diversos requisitos, conforme os costumes daquela época. Dentre essas exigências estava a de fugir de qualquer contato com pecadores (prostitutas, coletores de impostos, adúlteras, etc), para não se contaminar. Esse tipo de comportamento foi cobrado de Jesus, por diversas vezes, como, por exemplo, em Mateus capítulo 9, versículos 10 a 13:


"... POR QUE COME O VOSSO MESTRE COM OS PUBLICANOS E PECADORES? MAS JESUS OUVINDO, DISSE: OS SÃOS NÃO PRECISAM DE MÉDICO, E SIM OS DOENTES." 

Os rabinos também costumavam criar parábolas - pequenas estórias que levavam a algum ensinamento teológico importante. E Jesus também fez isso e com grande maestria. Ele chegou a responder perguntas difíceis usando parábolas.

Por exemplo, quando lhe perguntaram quem era o "próximo" da pessoa, fazendo referência ao mandamento para "amar o próximo como a si mesmo", Jesus respondeu contando a parábola do bom samaritano (Lucas capítulo 10, versículos 25 a 37).

Ele recorreu muitas vezes ao recurso das parábolas - os quatro Evangelhos listam dezenas delas, como a do semeador, a do filho pródigo, a do bom samaritano, a do bom pastor, a da festa onde os convidados não aparecerem, a do rico e do Lázaro, dentre outras. 

Portanto, Jesus foi um típico rabino judeu do primeiro século da nossa era. E assim Ele foi encarado pelos seus contemporâneos, tanto é verdade que foi chamado de "rabi" (rabino) inúmeras vezes, conforme os relatos dos quatro evangelhos.

Carpinteiro (tipo "faz tudo") e rabino itinerante, essas foram as profissões terrenas de Jesus ao longo dos seus trinta e poucos anos de vida.

Com carinho

sábado, 6 de maio de 2017

O SOFRIMENTO HUMANO PROVA QUE DEUS NÃO EXISTE?

As pesquisas mostram que uma das principais razões pelas quais as pessoas se afastam do cristianismo é o chamado "problema do mal", que pode ser resumido assim: se Deus é onipotente e perfeitamente bom, por que Ele não impede o sofrimento humano?

O "problema do mal" parece apontar para uma contradição entre a existência de Deus, bom e onipotente, e o sofrimento humano. As duas coisas não parecem compatíveis entre si.

Afinal, pensam os(as) que defendem essa tese, se Deus não acaba com o mal é porque Ele não quer (portanto, não seria mesmo bom), ou não pode (portanto, não seria onipotente). E como o sofrimento humano existe, a conclusão óbvia parece ser que Deus, assim como os(as) cristãos(ãs) o entendem, não existe.

O dilema é falso
Na verdade esse é um falso dilema: Deus, mesmo sendo onipotente e bom, pode perfeitamente coexistir com o sofrimento humano. E o argumento que "dissolve" o tal dilema é o livre arbítrio. Eu me explico.

Deus deu aos seres humanos a capacidade de fazerem suas próprias escolhas. Isso é mostrado na Bíblia em muitos lugares, por exemplo, quando Moisés diz ao povo de Israel que é preciso escolher entre a benção, fruto da obediência Deus, e a maldição, fruto da desobediência (Deuteronômio capítulo 30, versículos 15 a 19). Ou sejam o povo podia escolher livremente o seu próprio caminho. 

O ser humano tem liberdade para escolher, tanto coisas certas como erradas, e essas escolhas geram resultados, tanto para quem escolhe, como para as outras pessoas, inclusive as inocentes. Portanto, o mal que existe no mundo é fruto das escolhas erradas das próprias pessoas.

E é por causa disso que os mais fortes exploram os mais fracos, há violência, são vendidas drogas que destroem as pessoas, gerando lucros para alguns poucos, ditadores inescrupulosos submetem violentamente as populações de seus países, empresas gananciosas poluem o meio ambiente, gerando doenças, e assim por diante.

O homem é o lobo do próprio homem, diz o ditado. E isso é fruto do livre arbítrio e das escolhas erradas das pessoas. Evidentemente Deus não é culpado dessas coisas. Nada disso está de acordo com sua vontade. 

Você poderia, nessa altura, perguntar algo que faz mais sentido que o falso dilema apresentado no início desta conversa: Deus não poderia ter criado o mundo para funcionar de outra forma, excluindo o livre arbítrio? A culpa de Deus não estaria no fato d´Ele ter criado um mundo "capenga"? 

Para responder, é preciso começar falando sobre a onipotência de Deus. Sobre o significado real da afirmação: Ele pode fazer tudo. Na verdade, esse "tudo" se refere às coisas que são logicamente possíveis. E é fácil demonstrar isso: Por exemplo, Deus não pode se suicidar porque é Eterno. Ou seja, tem algo que Ele não pode fazer. Outro exemplo interessante é: Deus não pode pecar, porque isso vai contra sua natureza santa.

Os filósofos costumam brincar com essa questão afirmando que "Deus não pode criar uma pedra que Ele mesmo não possa levantar". 

E essa constatação tem tudo a ver com a questão do livre arbítrio: Deus não pode evitar as consequências do livre arbítrio sem eliminá-lo de todo. Em outras palavras, se Deus interviesse cada vez que alguém fosse praticar o mal, as pessoas iriam virar simples robôs e o livre arbítrio iria acabar. 

Portanto, se Deus quer que as pessoas disponham do direito de escolher, precisa aceitar que elas façam escolhas erradas, inclusive prejudicando quem é inocente.

Você poderia fazer aqui uma outra pergunta importante: Por que o livre arbítrio humano é tão importante? E a resposta é simples: por causa do amor. Afinal, o amor só tem valor se é dado de forma livre, sem qualquer constrangimento. Sem qualquer obrigação. É assim que você e eu queremos ser amados e é assim também que Deus quer que o amemos.

Para haver amor verdadeiro, é preciso haver direito de escolha. Se há livre arbítrio, é preciso admitir que as pessoas façam escolhas erradas - é preciso admitir que elas pratiquem o mal. E essa é uma cadeia lógica da qual não é possível fugir.

Concluindo, é perfeitamente possível que Deus seja onipotente e bom e haja o mal. E não há qualquer responsabilidade moral de Deus nisso porque, na verdade, o mal é fruto das escolhas individuais das próprias pessoas. Não é a vontade de Deus.

Com carinho

quinta-feira, 4 de maio de 2017

O MOMENTO DA DECISÃO

No meu novo vídeo, falo sobre o momento da decisão. A referência é o episódio da crucificação de Jesus, quando um dos ladrões, martirizado a seu lado, zombou do nosso Mestre, enquanto o outro tomou a decisão certa e aceitou Jesus como seu Salvador. O primeiro se perdeu, enquanto o segundo foi salvo.

Qual é a sua decisão? Em que caminho você escolheu andar? Veja o vídeo aqui.

terça-feira, 2 de maio de 2017

SOCORRO! DE ONDE VIRÁ A AJUDA?

No mais novo vídeo da pastora Carol e da Alicia, elas falam sofre os momentos de grande angústia pelos quais todo mundo passa.

Nesses momentos, onde você deve buscar socorro? O que fazer para se manter calmo(a) e conseguir tomar as decisões certas. Veja o vídeo aqui.

Se você tiver alguma coisa para perguntar para a pastora, escreva para o endereço pastoracarol@sercristao.org. Se você quiser ver mais vídeos da pastora, visite o canal dela aqui.

domingo, 30 de abril de 2017

NEM SEMPRE VOCÊ COLHE O QUE PENSOU TER PLANTADO


A "lei da causa e efeito" é bem conhecida por todo mundo: ela estabelece que se há um efeito, certamente houve uma causa para ele. Assim, se uma porta bateu (efeito), houve uma rajada de vento (causa). Se alguém ficou gripado (efeito), é porque foi contaminado por uma bactéria ou um vírus (causa). 

E a própria Bíblia parece concordar com isso quando afirma que quem semeia ventos [dá causa], colhe tempestades [sofre o efeito do que fez]. Até aí tudo bem.

O problema está no fato que as pessoas costumam inverter a ordem das coisas: quando percebem determinado efeito, concluem que a causa necessariamente esteve presente. E isso às vezes funciona: por exemplo, se uma porta bateu sozinha, é razoável imaginar que houve uma rajada de vento, mesmo que ninguém tenha sentido ou ouvido nada. Não é possível ver a olho nu uma bactéria ou um vírus, mas se a pessoa pegou uma gripe dá para concluir que um desses micro-organismos esteve presente.

Em outras palavras, muitas vezes é razoável concluir que, se há uma tempestade na vida de alguém foi porque essa pessoas semeou ventos que não devia ter plantado. Ela deu motivos para os problemas que está passando.

Mas, nem sempre é assim e a Bíblia demonstra isso com clareza: às vezes, a pessoa colhe aquilo que não plantou. Ela não deu causa para o problema que está vivendo.

O livro de Jó (capítulos 2 a 7) conta a história de um homem justo e temente a Deus. Aí Satanás pediu permissão ao Criador para colocar dificuldades na vida de Jó, para testar se ele continuaria a agir corretamente. Deus permitiu que o teste fosse feito e a vida de Jó deu uma reviravolta completa.

Repare que, nesse caso não houve qualquer relação entre aquilo que Jó tinha feito e os problemas que passou a enfrentar. Houve sim uma causa para os problemas de Jó, mas ela foi externa: Jó não plantou ventos, mas ainda assim colheu tempestades.

É interessante lembrar que o relato bíblico fala que Jó foi visitado por quatro amigos. O problema é que eles acreditavam piamente na tese que "se havia tempestade na vida de Jó é porque ele semeara ventos". E ficaram longo tempo tentando convencer Jó a reconhecer pecados ("os ventos semeados") que ele não tinha cometido. O pobre do Jó, além de lidar com uma grande quantidade de problemas, ainda se viu pressionado a reconhecer uma culpa que não tinha - não sei como não enlouqueceu. 

Talvez o melhor exemplo que eu possa dar que nem sempre colhemos aquilo que plantamos é a Graça de Deus. Se não fosse por ela, caracterizada pelo sacrifício de Jesus numa cruz, ninguém herdaria a vida eterna, pois todo mundo peca. Se as pessoas fossem tratadas por Deus como merecemos, ninguém seria salvo(a).

A Graça de Deus nada tem a ver com a "lei de causa e efeito", pois dá às pessoas algo - a salvação - para o que não tiveram qualquer mérito. Em outras palavras, as pessoas "colhem" aquilo que não "plantaram" de fato. 

Eu queria destacar três ensinamentos que decorrem dessa discussão. O primeiro deles é que, ao perceber um problema na vida de uma pessoa, não tire a conclusão que ela fez por merecê-lo, por conta de um pecado ou qualquer outra atitude errada. 

O segundo ensinamento que quero deixar aqui é o seguinte: nem sempre os esforços de uma pessoa são adequadamente recompensados. Às vezes a pessoa planta e não colhe na medida em que plantou, pois fatores que não dependem dela podem atrapalhar a colheita. Como exemplo, basta comparar o que ganham, no Brasil, um bom jogador de futebol e uma boa professora. 

O terceiro e último ensinamento é que o sucesso não é sinônimo de mérito. Afinal, as pessoas podem receber recompensas da vida que não fizeram por merecer, pois apenas estavam no lugar certo, na hora certa. Um bom exemplo é uma grande herança que chega inesperadamente. 

Concluindo, é preciso ter mais humilde ao analisar as situações que encontramos no dia-a-dia. Sabemos muito menos das coisas do que imaginamos. Podemos ver mérito onde ele não existe de fato ou ver pecado onde tal erro não aconteceu.

E sempre precisamos levar em conta que a lógica de Deus é muito diferente da lógica humana - coisas como Graça, perdão, amor ao próximo, não fazem qualquer sentido num mundo estritamente baseado na "lei de causa e efeito". Mas, fazem todo sentido para Deus. 

Com carinho

sexta-feira, 28 de abril de 2017

COMO ESTUDAR A BÍBLIA: CONSELHOS PARA INICIANTES


Como estudar a Bíblia? Essa é uma pergunta que recebo com frequência e ela é muito importante porque o estudo da Bíblia é uma das práticas mais importantes para uma vida espiritual saudável.

O problema é que não há uma resposta simples. A Bíblia é muito grande, contendo todo tipo de texto (história, poesia, parábolas, aforismos, etc) e retrata uma época muito antiga, com usos e costumes bem diferentes. 

Quem tiver paciência e persistência para avançar nesse estudo, vai ganhar muito. Sabedoria para enfrentar as encruzilhadas da vida, consolo nos momentos de dificuldade e melhoria no relacionamento com Deus. Vale muito à pena estudar a Bíblia.

O primeiro conselho que dou para você, que quer estudar a Bíblia e não sabe como fazer é ir aos poucos. É como como fazer exercícios para entrar em forma física – não adianta ir numa academia e tentar fazer tudo num dia só para recuperar o tempo perdido. Vão ser necessários muitas sessões de esforço físico para os resultados aparecerem.

Para começar
Uma boa maneira de fazer isso é usar livretos que contém reflexões diárias – tipo "Cenáculo" ou "Pão da Vida". Costuma haver neles uma reflexão para cada dia do ano, com textos fáceis de entender e aplicar na prática. E o melhor é que custam muito pouco. 

Mas, saiba que ler esses livretos não é o mesmo que estudar a Bíblia. Ao usar os livretos você estará simplesmente refletindo sobre passagens bíblicas, o que é útil para você ir se acostumando com os conceitos teológicos bíblicos. 

Para um estudo sério, naturalmente é preciso ter uma boa Bíblia. O sentido de “boa” aí se refere à qualidade da tradução e aos comentários que costumam acompanhar o texto principal, não ao conteúdo da Bíblia em si (que é sempre bom). 

Há todo tipo de tradução disponível, sendo a mais comum é a de João Ferreira de Almeida, que existe em várias versões (Corrigida, Corrigida e Atualizada, etc). Essa tradução tem uma linguagem bonita – eu diria até majestosa – e é largamente usada nas igrejas evangélicas. 

Porém creio que ela não seja a melhor para quem precisa começar do zero, porque sua linguagem muitas vezes assusta, especialmente as pessoas mais jovens. Por isso recomendo a "Nova Versão Transformadora" (Mundo Cristão) ou a "Nova Versão Internacional" (Sociedade Bíblica do Brasil), que têm linguagem mais atualizada e não distorcem o conteúdo, como acontece com algumas traduções “moderninhas”.

Há muitos "pacotes" de comentários para acompanhar e explicar o texto bíblico - por exemplo, "Scofield", "Shedd", "Vida Nova", etc. Há comentários bons e outros que já ficaram obsoletos. Há análises mais supreficiais e outras mais aprofundadas. Em resumo, tem oferta para todo tipo de gosto e necessidade.

Eu não tenho espaço aqui para analisar todas as alternativas que existem no mercado, por isso sugiro que você consulte seu pastor(a) para uma orientação do que você deve usar. 

Dicionário bíblico
Lembre-se que a Bíblia tem seu próprio jargão. Ela tem palavras e expressões que não são comuns no dia-a-dia, como “Verbo Divino", “Pão da Vida”, justificação, salvação, etc.

E é preciso ir se acostumando com esses termos e entendendo bem seu significado. Por isso, ajuda muito contar com um "Dicionário de Termos Bíblicos", que além de explicar os principais termos, também costuma dar exemplos de onde são usados.. 

Há muitas ofertas de Dicionários diferentes no mercado, com todo tipo de preço. Como esse pode não ser um livro barato, você pode considerar adquirir um livro usado num sebo, por uma fração do custo normal.

Plano de Estudo
De posse deste material inicial, o próximo passo é fazer um plano de estudo. E comece por estabelecer uma rotina – por exemplo, reserve meia hora do seu dia no horário que for mais adequado.

Meia hora é suficiente, se você fizer isso diariamente, de forma disciplinada. Não tente dar um passo muito ambicioso, tentando estudar várias horas, pois isso não vai dar certo - lembre-se da comparação que fiz entre estudar a Bíblia e fazer exercícios físicos para entrar em forma.

Não é bom tentar ficar compensando o período de estudo perdido num dia nos dias seguintes – do tipo “deixei de estudar dois dias nesta semana, mas no sábado eu compenso, estudando mais." Isso não funciona.

Procure um lugar quieto e, sobretudo, desligue seu celular - o mundo não vai acabar nessa meia hora. Comece orando e pedindo ao Espírito Santo iluminação para aquilo que vai estudar.

Outra coisa que você precisa fazer é decidir como você vai estudar. Há duas formas de fazer isso, sendo a primeira delas é escolher um tema (por exemplo, "salvação") e estudar tudo que existe na Bíblia sobre ele. Esse tipo de estudo é chamado "sistemático".

Essa abordagem é muito útil para quem quer tirar dúvidas. Por exemplo, você quer saber o que fazer para ser salvo ou a razão porque deve perdoar. Mas, ela é difícil de seguir na prática.

Lembre-se que a Bíblia não é um livro texto de teologia, como os que você encontra nas livrarias especializadas, que costumam vir organizados por tópicos ("salvação", "igreja", "Deus", etc). Os ensinamentos da Bíblia sobre cada tópico estão espalhados ao longo do texto e, às vezes, algo que é dito no primeiro livro (Gênesis) vai ser complementado no último livro (Apocalipse).

Por causa disso, na abordagem "sistemática", a pessoa fica pulando de livro para livro e lendo um pequeno trecho aqui e outro ali. E acaba tendo dificuldade para compor um quadro mais organizado de como a Bíblia é, ou sobre seus temas mais abrangentes. 

Portanto, não recomendo quem está iniciando adotar a abordagem sistemática, mas se você preferir fazer isso, não deixe de comprar um bom livro texto de Teologia Sistemática para orientá-lo(a).

A outra forma de estudar a Bíblia, que eu acho mais recomendável para o(a) iniciante, é ir estudar os livros que guardam uma certa conexão histórica entre si..

Por exemplo, o Evangelho de Lucas é um dos quatro relatos bíblicos sobre a vida e os ensinamentos de Jesus. Já o livro de Atos dos Apóstolos, escrito pelo mesmo autor de Lucas, conta o começo da história da igreja cristã. Atos é a continuação de Lucas.

Ao estudar esses dois textos em continuidade, você conseguirá entender bem como o cristianismo começou: primeiro, Jesus, depois, o trabalho dos apóstolos.

Outra sequência fácil de estudar é aquela que conta a história do povo de Israel, no Velho Testamento. Você pode começar com a história de Abrão e sua família (Gênesis, a partir do capítulo 12), depois passar pelo Êxodo (que conta a saída de Israel da escravidão no Egito), depois por Josué (a entrada do povo de Israel na Terra Santa), Juízes e finalmente chegar até a época da monarquia, com Saul, Davi e Salomão (1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis). 

Ao final dessa parte do estudo bíblico, você terá uma boa ideia de como foi a vida de Israel e dos problemas que esse povo enfrentou durante sua história turbulenta.

Outra sequência de leitura recomendada para quem está começando é o grupo de textos apelidados de "livros da sabedoria", como Salmos e Provérbios. O fio condutor aqui não é o relato histórico, mas sim os ensinamentos.

Há tido tipo de salmo – de conforto, de alegria, de louvor a Deus -, portanto há uma leitura para cada tipo de situação da sua vida. Os mais famosos são os salmos 23 e 91.

Os provérbios são aforismos – pequenas pérolas de sabedoria -, escritos pelo rei Salomão. As mensagens são muito edificantes e ajudam bastante no desenrolar da vida cristã.

Salmos e os provérbios podem sempre ser lidos em paralelo ao estudo de outros livros – como Lucas e Atos dos Apóstolos. Uma coisa não interfere ou atrapalha a outra.

Uma outra leitura fácil são os demais Evangelhos (Mateus, Marcos e João). Depois de estudar Lucas e Atos, você pode revisitar a história de Jesus, lendo esses outros Evangelhos, que são outros pontos de vista sobre o significado do ministério de Jesus.

Quando você já sem sentir mais confortável com a Bíblia, você poderá ir atrás de “alimento mais pesado", como as cartas do apóstolo Paulo (Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios e 1 e 2 Tessalonicenses).

Esses são textos muito mais densos, pois aprofundam importantes aspectos da teologia cristã. Mas, o estilo de escrita de Paulo não é simples de entender: ele usa muito “jargão” teológico e suas frases costumam ser muito compridas. Agora, nenhum(a) cristão(ã) que se preze pode dizer que conhece a Bíblia sem ter estudado esses textos fundamentais para a doutrina cristã.

Agora, o problema com essa abordagem de ir estudando grupos de livros conectados entre si é que se torna mais difícil montar um ensinamento completo sobre determinados tópicos – por exemplo, para entender salvação, você vai precisar estudar algum dos evangelhos e algumas cartas de Paulo. Portanto, as respostas para algumas dúvidas que você pode ter não virão de imediato.

Observações finais
Comece a estudar a Bíblia o quanto antes - ainda hoje, se for possível. Tome a decisão e mergulhe de cabeça. Não siga a abordagem que muita gente usa com relação aos regimes para emagrecimento: “segunda feira próxima eu começo. Sem falta“. 

Se você realmente se empenhar em estudar a Palavra de Deus, pode ter certeza que o Espírito Santo vai falar ao seu coração - eu já passei por isso e posso garantir esse resultado. 

Caso surjam dúvidas durante seus estudos – e, acredite, ela vão surgir -, não tenha vergonha de perguntar para seu pastor(a), professor(a) da Escola Dominical ou mesmo para mim, aqui no site.

E não se surpreenda se a pessoa a quem você perguntar também não souber a resposta. A Bíblia é muito vasta e ninguém pode dizer que sabe tudo sobre ela. Mas, se você bater na porta certa, vai acabar encontrando a resposta que precisa.

Com carinho