sexta-feira, 20 de outubro de 2017

COMO LIDAR COM A ANSIEDADE


"Deus me dê a serenidade para aceitar aquilo que eu não posso mudar, a coragem para mudar aquilo que está a meu alcance e a sabedoria para diferenciar uma coisa da outra. Para viver um dia de cada vez, desfrutando cada momento, aceitando as dificuldades como um caminho para o crescimento espiritual e confiando sempre que Tu haverás de fazer o melhor para mim, sempre, caso eu entregue minha vida para Ti. Amém."
         Oração atribuída a São Franscisco de Assis

A ansiedade é um sentimento natural e, portanto, é difícil evitá-la. Quem já não ficou ansioso antes de uma prova na faculdade ou uma viagem para o exterior, ou ainda na véspera de uma cirurgia? Acredito que todo mundo já passou por isso.

Agora, há um tipo de ansiedade que ultrapassa esse quadro, digamos assim, de normalidade. Refiro-me à pessoa que vive ansiosa por quase tudo e não consegue ter paz e curtir a própria vida. Essa é uma ansiedade destrutiva, que acaba por drenar as energias da pessoa e, em alguns casos, pode deixá-la paralisada. 

É esse tipo de ansiedade destrutiva que vou discutir aqui. E começo lembrando que a raiz dela está no desejo de controlar as situações da vida, inclusive coisas que quase nunca podem ser controladas. 

Por causa disso o filósofo francês Montaigne chegou a dizer: “Minha vida é cheia de infortúnios, a maior parte dos quais nunca me aconteceu.”

Esse tipo de ansiedade é tão destrutiva que chega a causar problemas físicos. Homens muito ansiosos têm quatro vezes mais chance de sofrer ataques cardíacos e a ansiedade constante diminui a resistência do corpo às doenças. E quando é adicionado a esse quadro crônico coisas como a insônia e a falta de alegria, o estrago causado pela ansiedade pode ser muito grande. 

Jesus alertou muito seus seguidores/as contra a ansiedade destrutiva (Mateus capítulo 6, versículos 25 a 34). Ele demonstrou saber que a ansiedade faz parte da vida das pessoas, mas que há um limite que não pode ser ultrapassado, sob pena da pessoa ficar doente. 

É interessante perceber que, por mais ansiosa que a pessoa seja, esse sentimento não muda em nada as circunstâncias da sua vida. Problemas vem e vão e a ansiedade não contribui em nada para eliminá-los. A ansiedade funciona como uma cadeira de balanço, passando a sensação de ação, mas deixando a pessoa no mesmo lugar. A ansiedade não gera qualquer resultado produtivo.

Como combater a ansiedade destrutiva
As pessoas costumam ficar ansiosas por duas razões: Porque querem ter certeza que tudo em sua vida está sob controle e porque não confim suficientemente em Deus para ajudá-la. Em outras palavras, falta-lhes fé. Bem lá no fundo, as pessoas ansiosas acham que Deus não vai dar conta de controlar tudo tão bem como elas mesmas fariam - parece absurdo, mas essa é a mais pura verdade.

A Bíblia ensina que, em lugar de ficar ansioso/a, você deve entregar seus problemas para Deus (1 Pedro capítulo 5, versículos 6 e 7). Afinal, é n´Ele que nascem as melhores respostas, aquelas que você precisa. 

É claro que você precisa fazer sua parte para tornar melhores as circunstâncias da sua vida - planejar, preparar-se, etc. Mas, feita sua parte, você precisa entregar seus problemas a Deus, como Jesus ensinou. 

E esse é o ponto de partida para vencer a ansiedade excessiva. Agora, fazer isso envolve um exercício de humildade, conforme lembrou o apóstolo Pedro na passagem que citei acima. É preciso reconhecer a própria incapacidade de controlar as circunstâncias da própria vida e, humildemente, passar o controle para Deus. 

Outras sugestões que podem ajudar você a vencer a ansiedade são dadas a seguir. E a primeira delas é diminuir as fontes de ansiedade, aceitando as realidades da vida que você não conseguirá mudar, não importa o quanto venha a se esforçar.

Por exemplo, você nunca vai agradar todo mundo e às vezes será até rejeitado/a por alguma pessoa, passará por imprevistos, vai falhar de vez em quando, envelhecerá e provavelmente irá engordando à medida que a idade chegar, e assim por diante. Aceite essas sem sofrer, sem se insurgir contra elas e você viverá melhor.

Em segundo lugar, procure viver mais no presente e menos no passado ou no futuro, como Jesus mesmo ensinou no texto que citei acima, ao dizer: lembre-se que "basta a cada dia o seu mal". 

Quem vive demais no passado ("o tempo bom era quando eu..."), acaba por não aproveitar as oportunidades do presente. E quem vive demais no futuro ("vou fazer isso depois que me aposentar...") também.

Analise com cuidado as outras fontes de ansiedade que afetam sua vida e as confesse a Deus. Caso não consiga fazer isso, peça a Deus sabedoria para te ajudar a dar esse passo.

Ore sempre e peça a Deus ajuda para enfrentar suas dificuldades. A chamada "oração da serenidade", citada no início desta postagem, pode ajudar muito, pois é um guia de orientação.

E persevere nesses propósitos, sem ligar muito para as circunstâncias. 

Com carinho

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

QUEM É O ÍMPIO

Quem é a pessoa ímpia? Hoje em dia existe um pensamento nas igrejas evangélicas que entende ser impio/a aquele/a que não frequenta uma igreja. Quem não congrega.

Mas esse não é o ensinamento da Bíblia. Segundo o texto bíblico, impiedade é uma coisa bem diferente e tem muita gente ímpia que não sabe disso. 

Esse é o tema que a pastora Carol e a Alícia discutem no seu mais novo vídeo - veja aqui.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O FOGO ACESO DENTRO DE NÓS

Todo/a cristão/ã tem um "fogo" aceso dentro de si. E a força desse fogo tem a ver com o tipo de relacionamento que a pessoa tem com Deus. 

Tem gente que cuida desse fogo diariamente, coletando lenha e amontoando-a, para alimentar as chamas, sempre preocupadas em que o fogo nunca se apague. 

Mas também tem gente, que trata esse fogo como se fosse a chama do fogão - acende quando quer e apaga quando acha que não precisa dela. E isso não é nada bom.

Esse é o tema do novo vídeo do Rogers: O fogo que existe dentro de todos/as nós - veja aqui.

sábado, 14 de outubro de 2017

EXISTE MALDIÇÃO HEREDITÁRIA?


Você já deve ter ouvido falar muito de maldição hereditária (ou maldição de família ou pecado de geração). Trata-se de assunto muito popular no meio evangélico.

Quem acredita nisso defende que certas pessoas estão sujeitas à maldição por terem nascido em determinada família. A origem da maldição seriam pecados dos antepassados - palavras indevidas proferidas por eles, bens "contaminados" que passaram de pai para filho, etc.

Esse tipo de problema, segundo tal tipo de pensamento, geraria consequências terríveis para sucessivas gerações, sendo os descendentes de tais famílias acometidos por doenças (como alcoolismo ou câncer), tendo maior propensão ao adultério, correndo maior risco de acidentes, etc. 

Essas consequências terríveis seriam causadas por demônios que atuariam junto àquela família ao longo do tempo. Ficam como "agarrados" ao dia-a-dia daquele grupo social, fazendo tudo para trazer a desgraça para aquelas pessoas.

E acabou sendo desenvolvido, no meio evangélico, todo um conjunto de práticas para combater a maldição hereditária, que vão de cursos e seminários para formação de especialistas em quebrar tal tipo de maldição, até cultos de libertação e outras ações pastorais específicas para esse assunto. Essas práticas acabam atraindo grande interesse do público evangélico porque a crença na maldição hereditária é muito difundida.

Existe justificativa bíblica para a maldição hereditária?
O conceito de maldição hereditária foi desenvolvido no final da década de setenta por líderes pentecostais norte-americanos. No Brasil, esse tipo de teologia encontrou terreno fértil, como forma de combater as religiões de origem africana e o espiritismo, bastante populares entre nós. E, infelizmente, esse movimento tem feito mal a muitas pessoas, como mostrarei adiante. 

Antes de ir adiante, é preciso ver o que a Bíblia fala a esse respeito. O texto básico usado por quem acredita na maldição hereditária é Êxodo capítulo 20, versículo 5, onde está dito que Deus "visita" a iniquidade feita pelos pais, nos/as filhos/as, até a quarta geração. 

De acordo com essa linha de pensamento, os pecados dos pais podem gerar maldições hereditárias transferidas para seus descendentes. E como os descendentes, muitas vezes, acabam por pecar da mesma forma, a maldição vai se perpetuando indefinidamente, até ser quebrada. 

Outro texto usado para defender essa ideia é Romanos capítulo 5, versículo 12, onde Paulo fala que todos os seres humanos sofrem consequências por causa do pecado de Adão, o primeiro homem. Ora, se há uma maldição hereditária, gerada por Adão, podem existir outras maldições da mesma natureza.

Quando a maldição hereditária é diagnosticada, diz essa doutrina, torna-se necessário fazer algumas coisas para quebrar o ciclo negativo: por exemplo, a expulsão de demônios, o descarte de bens "contaminados", pedidos de perdão em nome dos antepassados, etc.

Felizmente, não há embasamento bíblico para essas conclusões todas. Em primeiro lugar, porque o texto do Êxodo acima citado se refere às consequências do pecado sendo sentidas pelas gerações posteriores e não de uma maldição. 

Por exemplo, filhos de pais alcoólatras podem sofrer de abusos, mal tratos, etc, o que contribui para que eles, por sua vez, também se tornem pessoas desequilibradas e possam vir a abusar dos seus próprios filhos/as, ou vir a ter problemas de saúde. Não se trata de uma maldição em funcionamento e sim da propagação das consequências dos pecados passados. 

Da mesma forma, que a grande chaga da escravidão ainda gera desigualdades sociais no Brasil dos dias de hoje. Os/as negros/as nunca tiveram as mesmas oportunidades que as pessoas brancas e isso se reflete em condições de vida piores, menor expectativa de vida, maior índice de criminalidade, etc. 

Em segundo lugar, a Bíblia nos diz que o/a filho/a nunca reparte a culpa com o/a pai/mãe e vice versa (Ezequiel capítulo 18, versículo 20). Cada pessoal é responsável pelos pecados que comete, inclusive perante a justiça dos homens. E é interessante observar que quando alguém usou o ditado popular “os pais comeram uvas verdes e os dentes dos filhos é que se embotaram”, Deus respondeu que esse provérbio não deveria nunca ser usado (Ezequiel capítulo 18, versículos 2 a 4). 

A terceira razão para não existir maldição hereditária toma por base o mesmo texto de Romanos acima citado. Nele, Paulo disse que o sacrifício de Jesus acabou com as consequências do pecado de Adão. Se Paulo estava mesmo falando de maldição hereditária, o que é muito questionado, tal problema acabou 2.000 anos atrás, com a crucificação de Jesus. 

E Paulo ainda falou que Jesus levou sobre si os nossos pecados e maldições e, por conta de suas feridas, fomos sarados/as. 

A última razão para justificar que não existe esse tipo de maldição é o fato que a maldição bíblica nada tem a ver com pragas, “olho gordo”, etc, coisas comuns no pensamento brasileiro. A maldição bíblica decorre do pecado da própria pessoa - em outras palavras, é ela que causa o problema para si mesma. Ora, sendo assim, não há qualquer sentido que filhos/as paguem por algo que os pais teriam feito. 

Consequências ruins dessa doutrina errada 
Na prática, costumam ocorrer três tipos de problemas para quem acredita em maldição hereditária. O primeiro deles é o excesso de diagnósticos de maldições – acabam sendo tantas as “ocorrências”, que as pessoas acabam fragilizadas e inseguras. 

O segundo problema é que, na ânsia de quebrar a maldição, as pessoas acabam sendo aconselhadas a fazer o que não deveriam, como difamar o nome dos antepassados, coagir familiares a confessar coisas sem sentido, descartar bens de valor, etc. 

O terceiro problema tem a ver com o fato que os/as líderes cristãos/ãs que acreditam no conceito de maldição hereditária não concordam muito entre si quanto ao que deve ser feito para superá-la - basta ler os livros falando sobre esse tema, para ter comprovação do que acabei de falar. Por causa disso, as pessoas que acreditam nisso acabam ficando muito confusas. 

Conclusão
Não existe a tal maldição hereditária - esse é um conceito desenvolvido recentemente que não tem respaldo bíblico. Esse desenvolvimento teológico nasceu na segunda metade do século passado e ganhou força por conta da sua novidade. 

Certamente que há pessoas sinceras defendendo essas idéias e eu mesmo conheço algumas delas. Mas um erro sincero, não deixa de ser um erro e pode causar prejuízos. Simples assim

Com carinho

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

E QUANDO PEDEM PROVAS QUE DEUS EXISTE?

Várias vezes já me perguntaram se há provas concretas da existência de Deus. Normalmente, quem faz esse tipo de pergunta acha que não e está tentando colocar o/a cristão/ã numa "saia justa". 

A grande mídia, de forma geral, não se cansa de ridicularizar as explicações cristãs para Deus e as questões da vida (sua origem, significado, etc), insinuando que elas não têm base científica e são intolerantes. A Bíblia, então, é considerada um livro cheio de fantasias e sem a menor credibilidade. 

As instituições de ensino superior vão pelo mesmo caminho da grande mídia - em algumas delas, é considerado absurdo qualquer professor/a ser cristão/ã, como ouvi, tempos atrás, de uma professora universitária.

Não é de se estranhar, portanto, que muitos/as cristãos/ãs acabem com dúvidas, depois de questionados/as e expostos/as a essas críticas. Muitos/as, especialmente os/as mais jovens, acabam até abandonando a fé cristã.

A verdade, é que muitas vezes perdemos a batalha pelos "corações e mentes" das pessoas por nossa própria culpa. Primeiro, porque, muitas vezes, não damos a essa questão a importância que ela tem. Tratamos as coisas de forma simplista.

Muitos/as pastores/as, quando são abordados/as por jovens com dúvidas, simplesmente aconselham o/a jovem a manter sua fé, declaração que não ajuda em nada, pois se pessoa tem dúvidas que coloca em dúvida su crença, precisa de respostas e não de uma declaração vazia. 

A segunda razão é que pouca gente sabe como responder esse tipo de pergunta e essa é a mais pura verdade. Afinal, poucos/as cristãos/ãs dedicam tempo para estudar os argumentos lançados contra o cristianismo - por exemplo, negando a existência de Deus - e as respostas que existem contra eles, desenvolvidas por pensadores cristãos/ãs extremamente preparados. 

É como numa prova escolar: Você somente vai saber a resposta certa, na hora da prova, se tiver estudado a matéria. Existem boas respostas apoiando a doutrina cristã, mas é preciso estudar essa questão.

Finalmente, muitas vezes perdemos a batalha pelos "corações e mentes" das pessoas porque somos intimidados pelas críticas da sociedade moderna - num mundo “politicamente correto”, os/as cristãos/ãs são criticados por serem intolerantes, atrasados, acreditarem em fantasias, etc. 

É claro que um confronto de ideias pressupõe respeito de parte a parte: Discordar de uma pessoa não é ofendê-la e nem fazer pouco dela, muito menos usar de violência, verbal ou física, como alguns cristãos/ãs, infelizmente, fizeram e ainda fazem. 

Jesus debateu de forma contundente com as pessoas que o questionavam. Ele nunca deixou de falar o que precisava ser dito, mas nunca fez isso de forma agressiva ou desrespeitosa.

E esse deve ser nosso comportamento: Defender nossa crença sem qualquer temor ou preocupação de desagradar, mas fazer isso de forma respeitosa.

Há provas que Deus existe?
Voltando à questão das provas sobre a existência de Deus, o que você pode responder, se lhe fizerem esse desafio? há muito que você pode dizer.

E comece lembrando que a ciência não pode provar diretamente nem que Deus existe nem que Ele não existe. Isso porque Deus é um ser espiritual e a ciência somente lida bem com coisas materiais. Deus está fora do escopo da ciência.

O que você pode dizer então? Simples, embora não seja possível provar diretamente que Deus existe, com um experimento científico, Ele deixou no universo traços ("impressões digitais") que provam sua existência. 

É possível, portanto, chegar à conclusão que Deus existe analisando essas "impressões digitais" e concluindo que elas apontam para a existência de um ser superior, criador, etc. 

E esse tipo de abordagem não é usada apenas na discussão sobre a existência de Deus. Não é uma invenção do poco cristão. Isso é feito todo dia, por exemplo, pela polícia, quando quer provar que uma pessoa cometeu um crime, para o qual não houve testemunhas. Os/as investigadores/as criminais vão ao local do crime e procuraram evidencias indiretas - como impressões digitais ou fios de cabelo - que comprovem a autoria do crime. Quando conseguem juntar evidencias suficientes, constroem um caso forte o bastante para ir a julgamento e condenar o/a acusado/a.

É exatamente assim que você vai mostrar que Deus existe. vai citar as evidencias que existem para sua existência, através das "impressões digitais" que Ele deixou no universo. E há muitas, tantas que, para uma pessoa que olhe para as coisas com sinceridade, não há como duvidar da existência de Deus. 

Por exemplo, a ciência já demonstrou que nosso universo não existiu sempre - foi formado num dado momento. Segundo quase todos/as os/as cientistas, o chamado Big Bang – a explosão de um “ovo” cósmico (uma pequena esfera de matéria com densidade inimaginável).

E aí está uma "impressão digital" de Deus. Afinal, se o universo foi criado, foi preciso haver uma força criadora, pois o nada não pode gerar qualquer coisa. 

Essa força criadora precisaria ter poder inimaginável para criar algo tão grande como o universo. E também precisaria ter uma inteligência extraordinária, tal a complexidade do que foi criado. 

Eu não tenho espaço aqui para desenvolver todo o raciocínio que leva até a existência de Deus, a partir da criação do universo, mas já deu para você ter uma ideia de como isso pode ser feito. 

Outras "impressões digitais" da ação de Deus são a criação da vida a partir de simples compostos químicos e também o aparecimento da consciência humana. Isso teria sido impossível sem uma mente inteligente e com grande poder criador. 

E repare que nessa argumentação não foi preciso apelar para a Bíblia, o que faz todo sentido, pois se você está conversando com quem não acredita em Deus, essa pessoa não vai acreditar na Bíblia como sua Palavra. Não faria sentido.

Concluindo, não tenha dúvida em defender a existência de Deus, um Ser extraordinário que criou tudo que existe. Há argumentos sólidos para conversar sobre isso em qualquer círculo social, em qualquer circunstância. 

Agora, se você tiver interesse em fazer isso, precisa se aprofundar no tema e entender a argumentação completa por traz da defesa da nossa fé. Falo sobre isso em outras postagens aqui no site, mas se você tiver interesse de conhecer mais, mande uma mensagem que eu ficarei feliz em dar mias informações para você.

Com carinho

terça-feira, 10 de outubro de 2017

O DESAFIO DA GRAÇA DE DEUS

Hoje em dia é muito comum a ideia que não há um único caminho que leva à verdade e a Deus. Vários caminhos conseguiriam fazer isso.

Mas, esse não o ensinamento da doutrina cristã. A Bíblia ensina que ninguém vai até Deus sem passar por Jesus (João capítulo 14, versículo 6). E, por causa disso, cada vez mais o povo cristão é desafiado a demonstrar porque sua crença seria superior a outras religiões.

Acredito que a resposta para esse desafio é simples: a Graça de Deus, pois esse é o ensinamento que o cristianismo traz diferente de todas as outras religiões. 

Orase nenhuma outra religião fala sobre a Graça de Deus, esse conceito deve resumir aquilo que o cristianismo tem de melhor. E essa é a mais pura verdade. 

A Graça de Deus é algo que ninguém merece – ela existe e é derramada sobre nós porque Deus quer. A Graça é gerada e alimentada pela misericórdia e o amor de Deus por nós. 

É pela Graça, e não pelos próprios méritos, que as pessoas têm acesso a Deus, são reconciliadas com Ele apesar dos seus pecados. E a razão para isso é simples: todos os seres humanos pecam e, portanto, não conseguem agradar a Deus unicamente por seus méritos. Em outras palavras, pelas próprias obras ninguém consegue chegar até Deus.

A Graça funciona assim: Deus mandou seu Filho, Jesus, morrer por nós numa cruz. E essa morte pagou o preço dos nossos pecados. Assim, todo aquele que reconhecer seus pecados, arrepender-se deles e aceitar Jesus como seu Salvador, é perdoado, mediante essa Graça, e pode ser salvo (João capítulo 3, versículo 16).

Conforme comentei, nenhuma outra religião defende esse tipo de conceito. Algumas religiões - por exemplo, o budismo e o espiritismo - pregam um processo de aperfeiçoamento interior constante, alcançado através de múltiplas vidas. As pessoas iriam melhorando aos poucos, na base da tentativa e erro, e terão tantas chances (novas vidas) quantas forem necessárias para fazer esse aprendizado. Se aprenderam mais depressa, melhor para elas.

Em resumo, essas linhas de pensamento defendem que as pessoas salvam a si mesmas, através dos seus próprios méritos. E a Graça de Deus não se faz necessária. Na verdade, não espaço para ela. 

O desafio da Graça
Mas aqui cabe uma pergunta importante: por que a Graça é necessária? Simplesmente porque um esquema baseado no mérito, onde as pessoas conquistam sua salvação pelo bem que fazem, não é viável. Simples assim.


E Deus explicou a razão. Ocorre que Ele nos deu a Lei – aquela transmitida aos israelitas por Moisés, detalhada por diversos outros profetas e, finalmente, ampliada por Jesus, Paulo e outros escritores do Novo Testamento. São esses mandamentos que Deus espera que as pessoas cumpram para atender seus requisitos mínimos. Até aí tudo bem.

O problema é que a esses requisitos são impossíveis de atingir. Basta, por exemplo, pensar na exigência de amar o próximo como a si mesmo. Você conhece alguém que faz isso plenamente? Eu não conheço.

Quando qualquer pessoa se conscientiza disso, ela acaba por perguntar para Deus: “Assim, ninguém vai ser salvo e agora?”. E Deus, em resposta, mostra sua Graça: Basta essa pessoa reconhecer seus pecados e aceitar aquilo que lhe é dado sem qualquer custo, isto é a salvação através do sacrifício de Jesus na cruz. 

Parece simples e fácil, não é? Afinal, como diz um famoso ditado: “de graça, até injeção na veia...”. Sendo assim, deveria ser fácil para todo mundo aceitar a Graça de Deus. Por que então tanta gente resiste à Graça?

O problema é que, ao aceitar a Graça de Deus, as pessoas precisam também aceitar outras coisas que são consequência direta dessa mesma Graça. E isso muita gente não quer fazer. Vamos ver onde está o problema.

Primeiro, como a salvação vem sem mérito pessoal, isto é pela Graça, Deus tem direito de salvar quem quiser e ninguém pode questionar o que Ele vier a decidir. Mas, as pessoas querem manter o poder de decidir quem será ou não salvo. E questionam isso a todo momento: Acham injusto quem parece bom não ser salvo e alguém, como o ladrão que estava ao lado de Jesus na cruz e aceitou no último momento, ser aceito por Deus (Lucas capítulo 23, 39 a 43).

Outro aspecto que afasta as pessoas do caminho da Graça é a percepção de ser preciso a fé em Cristo. E essa fé não é, como pode parecer à primeira vista, uma simples declaração de intenções, feita num momento de emoção, como ocorre com frequência nas igrejas, depois de pregações e louvor inspirados. 

A fé verdadeira precisa mudar a pessoa, transformar sua forma de ser e a levar a viver mais de acordo com aquilo que Deus deseja do ser humano. Em outras palavras, essa fé precisa gerar obras (Tiago capítulo 2, versículos 14 a 26). 

Não são as obras que salvam e sim a fé, mas as obras são um termômetro da fé - se elas não existem, isso comprova que a fé também não existe de verdade.

A questão real, portanto, é que muitas pessoas não querem mudar. Não desejam deixar seus caminhos e até seus pecados "de estimação" ou não acreditam que isso seja necessário. Assim, permanecem nos seus caminhos e a Graça não é derramada. E essa provavelmente é a causa mais comum das pessoas não . 

Concluindo, a Graça de Deus é a resposta à pergunta sobre o que faz o cristianismo especial. Não existe nada no mundo que seja como a Graça, afinal tudo o mais que obtemos na vida tem seu "custo", sua contrapartida. 

Agora, não há dúvida que aceitar essa Graça é um desafio. E esse é o verdadeiro desafio de ser cristão.

Com carinho

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

VOCÊ É IMPORTANTE PARA DEUS

           "...E apesar dessa Glória que tens,                             Tu te importas comigo também..."                               Trecho da letra de hino evangélico             
Certa vez uma amiga me contou que pede a Deus para ajudá-la em tudo, até para encontrar vaga em estacionamento de shopping. 

Tem gente que acha errado pedir tudo a Deus, argumentando que não se deve incomodá-lo com bobagens, como uma vaga de estacionamento. Já ouvi esse tipo de crítica muitas vezes.

Mas, ela não se sustenta porque, na verdade, quando alguém pede alguma coisa a Deus, grande ou pequena, não conta nenhuma novidade para Ele, pois Deus já sabe de tudo mesmo, já que é onisciente. 

O que me surpreende não é o fato das pessoas pedirem a Deus coisas pequenas e grandes, e sim d´Ele atender tais pedidos. Surpreende-me que Deus tenha motivação e tanta paciência para cuidar de todas as questões que afetam nossas vidas. Se você não se surpreende, é porque nunca pensou na dimensão e na majestade de Deus - nunca se esqueça que Ele criou e sustenta o Universo. 

É justamente isso que o trecho da letra citado no começo deste post, procura nos lembrar. Apesar de toda glória que Deus tem, Ele se importa com você e comigo. Somos importantes para Ele.

O carinho e a atenção de Deus conosco são tão grandes que, conforme a Bíblia, até os fios de cabelo das nossas cabeças (no meu caso, já bem poucos) estão contados e não caem sem que Ele saiba. Fantástico!

A única explicação que encontro para tudo isso está relacionada com a própria natureza de Deus, sua essência. Deus é amor, ou seja, Ele age assim por amor. Simples assim.

Há pessoas que se mostram inconformadas de existir um Deus que acompanha o comportamento das pessoas. Isso faz com que elas se sintam vigiadas. Na verdade, ao invés de se sentir vigiadas, elas deviam se sentir privilegiadas, ao perceber que Deus se preocupa com elas continuamente. 

Afinal, se Deus se dá ao trabalho de acompanhar as necessidades diárias das pessoas e intervir, para ajudá-las, por que seria de se estranhar que Ele também perceba e critique os erros (pecados) delas? É tudo parte do mesmo "pacote". Não é possível ter uma coisa, sem a outra.

O Deus que servimos se preocupa com você e comigo. Somos importantes para Ele. E isso é fantástico e deve ser motivo de gratidão nossa.

Com carinho

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

CAMINHANDO COM BASE NA FÉ

Fé em Deus é sobretudo confiança n´Ele. Nas suas boas intenções, na correção das suas leis, na sua fidelidade para conosco e assim por diante. 

Essa confiança é fundamental para você conseguir manter uma boa relação com Deus - a Bíblia chega a dizer que é impossível agradar a Deus sem fé. E não é difícil entender a razão para essa afirmação: Numa relação entre duas pessoas é fundamental que haja confiança e boa fé mútuas, pois sem isso o relacionamento não vai funcionar direito. Por exemplo, num casamento, como marido e mulher podem ficar juntos se não houver confiança mútua? 

E não é diferente no caso do relacionamento de cada ser humano com Deus - se não existir confiança, o canal de comunicação fica "entupido". A relação não se desenvolve. Nunca amadurece.

Além disso, a fé é o "gatilho" que move o agir de Deus, através do Espírito Santo. E como Deus poderia agir na sua vida, se bem lá no fundo você duvidar que essa ação pode acontecer? Ou, caso aconteça, se você duvidar que o resultado venha a ser bom para você?

Outra razão para que a confiança em Deus seja condição necessária para que Ele venha a agir é a questão de a quem os méritos serão atribuídos. A Deus ou a esforços humanos? 

Imagine que Deus lhe abençoasse, resolvendo um grande problema da sua vida, mesmo sem você ter fé n´Ele. Naturalmente, você iria atribuir o bom resultado a qualquer outro fator - sorte, bondade de um amigo ou sua própria competência em lidar com o problema. A intervenção de Deus nunca seria lembrada e isso Ele não pode aceitar. Afinal, Deus não divide sua glória com ninguém.

Isso fica muito claro numa história relatada na Bíblia. Um general israelita, chamado Gideão, foi chamado a enfrentar um inimigo muito poderoso do povo de Israel. E, para se garantir, Gideão procurou mobilizar o maior exército possível. E aí uma coisa interessante aconteceu: Deus foi orientando Gideão a ir dispensando a maior parte dos soldados, sob diversos pretextos, até que ficaram apenas 300 homens. 

Ora, com tropa tão pequena, não seria humanamente possível vencer o exército inimigo. Portanto, qualquer resultado positivo somente poderia ser creditado a Deus apenas. E os israelitas conseguiram uma grande vitória e Deus foi exaltado por Israel (Juízes capítulos 7 e 8). 

Mas o que caracteriza a fé em Deus? Há três aspectos a considerar. O primeiro é acreditar naquilo que você não vê (Hebreus capítulo 11, versículo 1).

Um bom exemplo é Noé: Recebeu uma missão de Deus que pareceu a todo mundo meio louca - construir um grande barco para uma enchente que iria acontecer anos depois. Foi ridicularizado pelos seus vizinhos, pois não fazia qualquer sentido construir um enorme barco num local seco. 

Mas, pela fé, ele obedeceu e acreditou no dilúvio, embora sem vê-lo. E quando o dilúvio veio, somente Noé estava preparado (Hebreus capítulo 11, versículo 7).

Portanto, é pela fé que você vai conseguir aceitar sua salvação, que somente será experimentada de fato depois da segunda vinda de Cristo. E será essa mesma fé que lhe permitirá identificar a mão de Deus nas coisas mais inesperadas - por exemplo, numa quantia em dinheiro que aparece na última hora para ajudar a resolver um problema.

O segundo aspecto relevante da fé é a capacidade de obedecer mesmo quando você não compreende. Foi isso que Abraão fez (Hebreus capítulo 11, versículos 8 a 10). Certamente, Abraão não entendeu porque Deus lhe pediu para sair da sua terra e ir para a Palestina - isso não fazia qualquer sentido, pois Abraão já era velho. E mesmo assim ele foi. 

Pela mesma fé, Abraão aceitou sacrificar seu filho Isaque, obedecendo a Deus, mesmo sem entender a razão para aquele ato. E só foi parado por Deus no último momento.

Deus não espera de nós obediência com base no entendimento do que está acontecendo, pois a fé não seria necessária. Bastaria usar a razão (entendimento). Ele espera de nós um "passo no escuro". 

Lembro de um filme da série Indiana Jones, no qual ele saía em busca do cálice sagrado - aquele que Jesus tinha usado na Santa Ceia. Em dado momento, o personagem precisou atravessar um desfiladeiro muito profundo, onde não havia ponte. 

Depois de pensar, Indiana Jones deu um passo na direção do abismo, pela fé de que havia uma ponte ali. E foi exatamente isso que ele encontrou. Mas, a ponte só foi vista por ele depois do primeiro passo de fé.

O terceiro aspecto relevante da fé é a necessidade de persistir, mesmo quando você achar não haver mais razão para seguir adiante. E há vários personagens da Bíblia que deram esse tipo de exemplo. 

Moisés foi um deles (Hebreus capitulo 11, versículo 27). O processo de libertação do povo de Israel da escravidão no Egito foi lento - levou cerca de 2 anos. E foi preciso que Deus mandasse dez pragas. 

Ao longo desse longo tempo, os israelitas continuamente se queixavam que estava demorando. Olhavam Moisés atravessado e resmungavam. E aí a libertação veio, depois da décima praga. 

E foram precisos mais 40 anos de andanças pelo deserto, sempre sob a liderança de Moisés, para que o povo de Israel aprendesse finalmente a confiar em Deus. A anadar pela fé. E mesmo assim Moisés perseverou na liderança do povo. Nunca desistiu. 

É a fé que vai fazer você persistir mesmo em meio a dificuldades que parecem não ter fim. Dificuldades que parecem ser maiores que sua capacidade de resolvê-las. E é a fé que vai lhe sustentar quando Deus parecer calado e distante - e sei, por experiência própria, que isso não é fácil de fazer. 

Quando a doutrina cristã afirma que basta ter fé para que as coisas aconteçam, parece que isso é fácil e simples de fazer. Mas, a realidade é bem diferente. É um desafio diário, como diz o nome deste site. 

A vitória final é o produto de inúmeras pequenas vitórias nas batalhas diárias, muitas delas até mesmo contrariando a sabedoria humana e os desejos do seu coração. 

E nunca se esqueça que o Espírito Santo estará a seu lado, a cada momento. Mantenha, portanto, o bom ânimo (veja mais).

Com carinho

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

CRISTÃOS FICAM TRISTES?

A tristeza é parte da vida - há momentos em que ficamos tristes e outros em que estamos alegres. Isso é normal.

Mas há uma percepção errada, dentro das igrejas, que cristãos/ãs verdadeiros/as não ficam tristes. Portanto, se alguém está triste é porque há algo errado com a vida espiritual dela. Isso é um grande erro e que pode causar muitos problemas.

No seu mais novo vídeo, a pastora Carol e a Alícia discutem justamente esses temas - veja aqui.

Para outros vídeos da pastora Carol, visite o canal dela aqui .

sábado, 30 de setembro de 2017

É PRECISO UM MOMENTO DE DESCANSO

A vida moderna é extremamente agitada, especialmente para quem vive em cidades médias ou grandes. Trabalho, estudo, família, tarefas domésticas e tantas outras atividades ocupam todo o tempo que as pessoas têm. E elas ficam correndo de cá para lá, tentando chegar a tempo e a hora para tudo. 

Mas, é preciso descansar. Afastar-se da correria, ir para um lugar tranquilo e relaxar. E esse é um ensinamento que vem do próprio Jesus. É sobre isso que falo no meu mais novo vídeo. - veja aqui.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

A MÃE DE TODAS AS MENTIRAS

Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações. Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei meu trono, e no monte da congregação me assentarei...Contudo serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo. Isaías 14, versículos 12 a 15  
O texto acima explica como foi a queda de Lúcifer, o principal arcanjo, que acabou expulso da corte celestial e virou Satanás, o nosso Inimigo. A queda desse arcanjo se deu por motivo muito simples: Lúcifer deixou que orgulho e vaidade entrassem na sua vida. Achou que podia ser igual a Deus. 

E está é a "mãe de todas as mentiras" e ela continua a ser usada por Satanás para desviar as pessoas do bom caminho. Para convencê-las que podem ser aquilo que desejarem ser, sem qualquer limite. 

Essa mentira é vendida todos os dias na mídia, com slogans do tipo "você merece tudo" ou "você pode ser aquilo que quiser". E até mesmo países são "vendidos" dessa forma. Os Estados Unidos, por exemplo, são vistos como o país das oportunidades, onde qualquer pessoa pode se tornar um sucesso e conseguir aquilo que desejar, o que certamente não é verdade.

Penso que é saudável incentivar as pessoas a darem o máximo de si e procurarem preencher todo seu potencial, conseguindo realizar o maior número possível de seus sonhos. Não tenho dúvida quanto a isso. 

Mas, isso não quer dizer que você, ou eu, podemos nos tornar aquilo que desejamos - isso é uma mentira. Cada um de nós tem limites, por mais que nos esforcemos para superá-los. E em alguns casos é fácil perceber isso. 

Por exemplo, você, ou eu, nunca vamos conseguir correr 100 m em 10 segundos. Isso é coisa para poucos atletas extraordinários, com o biotipo certo e que ainda assim precisam passar por anos de treinamento. 

Também nunca vamos descobrir uma teoria como aquelas que Einstein criou e que mudaram a história da ciência. Nem seremos tão charmosos e bonitos quanto vários/as artistas de cinema. 

Nesses casos é fácil de perceber os próprios limites. Mas, em outros, essa percepção torna-se mais difícil, mas ainda assim há limites, balizando nossas vidas. 

Por exemplo, um primo meu nasceu com algumas limitações de inteligência (dizem que fruto de um parto difícil). Mas, os pais nunca entenderam isso e queriam que meu primo tivesse o mesmo rendimento escolar que outros rapazes da sua idade, o que era impossível. O resultado é que todos acabaram frustrados. 

Agora, o fato de termos limitações não significa que nos falte valor aos olhos de Deus. O próprio fato de Deus amar incondicionalmente cada pessoa prova o valor de cada ser humano. 

Mas, quando a pessoa se deixa convencer que que pode e/ou merece tudo da vida, vai ter dificuldades de aceitar os limites impostos por Deus. E foi isso que aconteceu com Adão e Eva: Deus lhe disse que podiam fazer qualquer coisa no Jardim do Éden, exceto comer do fruto da árvore do "bem e do mal". Mas, incentivados por Satanás, Adão e Eva convenceram-se que aquela limitação era absurda e que mereciam poder comer da árvore proibida. Desobedeceram e pagaram enorme preço por isso.

Precisamos conhecer nossas próprias limitações - tanto aquelas decorrentes das nossas incapacidades físicas e/ou intelectuais, como as de cunho moral, impostas por Deus. E precisamos aprender a aceitá-las como algo natural, sem sofrimentos. E, principalmente, sem achar que Deus foi injusto por não nos dar essa ou aquela qualidade. Por parecer ter beneficiado mais outra pessoa. 

Saber aceitar o que se tem é demonstração segura de maturidade espiritual. E é justamente essa maturidade que impede a pessoa de ser seduzida pela "mãe de todas as mentiras". 

Com carinho

terça-feira, 26 de setembro de 2017

EXISTE DESTINO?

"Chegou a hora dele/a" é uma frase que se houve com frequência quando se trata da morte trágica de uma pessoa. E essa frase reflete uma cultura "fatalista", que atribui ao destino determinados acontecimentos na vida das pessoas. Será que a doutrina cristã dá suporte à ideia de destino?

Acredito que não e explico a razão. A Bíblia ensina que temos livre arbítrio - a capacidade de fazer escolhas próprias - e tal condição é incompatível com um destino pré-estabelecido por Deus. Afinal, se o destino existisse mesmo, as pessoas não poderiam fugir dele e assim suas escolhas não teriam muito valor. Não seriam de fato livres.

Elas não poderiam ser responsabilizadas pelos seus pecados porque teriam sido forçadas pelo destino a fazer o que fizeram. E não seria justo que fossem condenadas por eles.

Como as pessoas são responsáveis pelo que fizeram, não podem estar limitadas pelo destino. Podem fazer suas escolhas livremente e são essas mesmas escolhas que vão determinar, em boa parte, o que acontece com cada pessoa.

É claro que há coisas que acontecem independentemente da vontade da própria pessoa. Por exemplo, alguém pode ser atingido/a por um galho que caiu de uma árvore - a pessoa não escolheu passar por isso. Mas, esse fato pode ter sido fruto das escolhas de outras pessoas - digamos, os/as responsáveis pelo serviço de manutenção da prefeitura não fizeram a poda daquela árvore a tempo.

Sendo assim, o que nos acontece não é só fruto das escolhas que fazemos para nós mesmos/as. As escolhas que outras pessoas fazem também impactam nossa vida, tanto para o bem como para o mal.

Outra afirmação muito comum - eu já ouvi isso várias vezes e até de pastores - é que a onisciência de Deus comprova a existência do destino. Como Ela sabe tudo que vai acontecer é porque tudo já está determinado e há um destino. Na realidade, não é nada disso.

É preciso entender que Deus está fora do tempo - afinal, o destino é uma criação d´Ele mesmo, como tudo mais o que existe no universo -, portanto, para Deus não existe passado, presente e futuro. Essa é uma limitação exclusivamente humana.

Além disso, Deus nos conhece melhor do que nós mesmos - lembre-se que Ele sabe até os nossos pensamentos. Portanto, Deus conhece como todas pessoas pensam e também sabe as escolhas que farão livremente no futuro.

Quando eu afirmo que um dos meus filhos, em determinada circunstância, vai fazer uma certa escolha, e acerto o que disse, isso não aconteceu por meu filho foi obrigado a fazer aquilo que eu determinei. Meu filho fez exatamente aquilo que eu previ porque a natureza dele me é familiar. Eu conheço suas preferências, suas limitações, os resultados de muitas de suas escolhas no passado e assim por diante. Por isso meu índice de acerto das previsões em relação a ele é grande. E como eu não sou perfeito, de vez em quando erro nessas tipo de previsões - meu filho me surpreende como sua atitude. Mas, Deus sabe tudo e é perfeito, logo Ele não erra nunca e, portanto, suas previsões sempre se realizam.

Outra afirmação muito comum é que os planos de Deus para cada pessoa funcionam como o destino traçado para ela por Deus. Mas, isso também não é verdade.

É claro que há coisas definidas por Deus as quais não é possível mudar - elas independem da vontade humana. Por exemplo, Jesus veio ao mundo para morrer por nós e esse fato não poderia ter sido mudado por ninguém. A decisão de Deus de tirar o povo de Israel de escravidão no Egito, sob a liderança de Moisés, não dependeu da vontade do faraó.

Mas, isso não é igual a haver um destino. E tanto é assim, que temos liberdade de aceitar ou não Jesus como nosso salvador. Da mesma forma, nem todos os israelitas aceitaram a liderança de Moisés.

Deus certamente tem planos para você, mas tudo depende das escolhas que você vier a fazer. A Bíblia está cheia de exemplos de pessoas que acabaram seguindo por caminhos não aprovados por Deus e estragaram os planos que tinham sido traçados para suas vidas. Por exemplo, Saul foi ungido o primeiro rei de Israel e mesmo assim acabou perdendo seu reino porque desobedeceu e foi rebelde em relação a Deus. Perdeu-se ao longo do seu reinado.

Concluindo, a doutrina cristã não dá suporte para o conceito de destino - são as próprias escolhas humanas que acabam definindo o que vai acontecer com cada pessoa. Simples assim.

Com carinho

domingo, 24 de setembro de 2017

UM PESO E DUAS MEDIDAS


Há um ditado popular muito conhecido que diz: “Aos amigos e à família tudo, aos inimigos a lei”. Ele indica que, para muita gente, o tratamento dado às pessoas a quem se quer bem deve ser melhor do que o previsto nas leis (regras), para beneficiá-las. Para as demais pessoas, as leis precisam ser aplicadas com rigor.

Esse ditado mostra que há na sociedade humana um padrão ético duplo: Algumas pessoas mereceriam um tratamento melhor do que as outras. É o que eu chamo de "um peso e duas medidas". 

Sem dúvida, isso é muito injusto, mas, infelizmente, também muito comum. O princípio de "um peso e duas medidas" está arraigado na cultura brasileira. É tão presente que chega até a ser esperado - quando alguém age de outra forma, gera notícia na mídia. Esse foi caso da mulher que entregou o filho, traficante de drogas, para que se entendesse com a lei - isso foi capa de jornais, no Rio de Janeiro, alguns anos atrás. 

Pior ainda, esse padrão ético injusto não vale só para pessoas. Ele é muito comum também entre as nações. E os exemplos históricos são muitos - vou dar apenas um dentre deles.

Há hoje uma grande "revolta" na opinião pública internacional pelo fato da Coréia do Norte ter a bomba atômica e o Irã tentar fazer o mesmo - e quero deixar bem claro, desde já, que não sou favorável nem ao regime da Coréia do Norte e muito menos ao do Irã, como também não defendo as armas nucleares. 

A realidade no mundo atual é que umas poucas nações - China, Estados Unidos, França, Rússia, etc - têm esse tipo de arma e as outras não. E quem não tem, é criticada quando tenta ter. A desculpa para essa assimetria é que as nações que já têm bombas atômicas seriam "confiáveis". 

Será que é possível concordar com essa afirmação em relação aos Estados Unidos, dirigido pelo Trump, ou a Rússia, dirigida pelo Putin? Parece-me que não. É claro que as razões da assimetria são outras. Caso clássico de "um peso e duas medidas". O correto seria ninguém ter armas nucleares e aí os países teriam moral para cobrar essa posição uns dos outros. 

O problema com a ética do "um peso e duas medidas" é que a confiança entre pessoas ou nações desaparece e o mundo, como um todo, passa a funcionar pior do que poderia. É por causa disso que a maioria dos países se protege atrás de fronteiras fortemente guardadas e gasta muito dinheiro para manter Forças Armadas fortes, para ter condições de fazer valer seus interesses. 

E vários países, para se proteger ainda mais, fazem redes de alianças, estabelecendo que se algum país aliado for atacado, todos os demais membros da aliança terão que vir em seu socorro - um bom exemplo é a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte)

As pessoas fazem o mesmo que os países: Vivem em casas gradeadas, contratam segurança particular, blindam seus carros e assim por diante. Procuram se proteger ainda mais através de redes de amizades, onde há trocas de favores. E buscam eleger políticos/as que prometem gerar leis e ações públicas que lhes favoreçam. 

A sociedade atual vive um grande engano: Tudo parece estar em ordem, na superfície, mas há graves problemas. E volta e meia esses problemas mostram sua cara tenebrosa. 

Nos anos de 2008 e 2009, o sistema capitalista mundial sofreu grave crise - houve perdas econômicas gigantescas na Europa e nos Estados Unidos e muita gente empobreceu da noite para o dia. Foram precisos vários anos para que essas sociedades se recuperassem. 

O terrorismo volte e meia ataca e nos lembra que há grandes tensões no mundo. A violência urbana, especialmente no Brasil, também nos alerta diariamente para a injusta da nossa sociedade. E assim por diante.

O remédio que realmente tornaria o mundo um lugar melhor, infelizmente, é pouco usado. Refiro-me ao mandamento do amor ao próximo dado por Jesus: "Aja com o outro como gostaria que ele/a agisse com você". 

Esse é um padrão ético perfeito e que pode ser aplicado sempre. Nele, não há lugar para "um peso e duas medidas". Assim, se quero me sentir seguro, não posso ameaçar o próximo; se quero viver confortavelmente, meu vizinho tem que viver igualmente bem; se não quero ser injustiçado, não devo ser injusto com quem depende de mim; e se quero ser apoiado nas minhas aflições, preciso apoiar outras pessoas que passam por dificuldades. 

Imagine como o mundo seria diferente se essa regra simples estivesse em vigor. Seria um lugar maravilhoso para se viver. 

Num quadro como esse, o que cabe a você fazer? A resposta é simples: Faça sua parte todos os dias. Aja como se tudo dependesse apenas de você e sempre procure fazer a coisa certa. 

É claro que a sua (ou a minha) influência no mundo é pequena. Mas, se todos agissem corretamente, o mundo iria mudar. Portanto, cumpra seu papel. Sempre. 

Se você vir alguém necessitado e puder ajudar, não deixe de fazer isso; resista ao apelo do consumo desenfreado; ajude quem está caído emocionalmente; apoie as políticas públicas que diminuam a injustiça social; e assim por diante. 

Nós, cristãos/ãs, precisamos dar o exemplo. Simples assim.

Com carinho

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

AS LIÇÕES DE JONAS

Jonas é aquele profeta que desobedeceu e fugiu de Deus. A história dele, que está contada no livro de mesmo nome, é muito interessante e traz enormes lições para nossas vidas.

É sobre isso que o Rogers fala no seu mais novo vídeo. Veja aqui.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

VOCÊ É FILHO/A DE DEUS?

Antes de responder à pergunta que dá título a este post, é preciso entender que há diferentes significados na Bíblia para a expressão "filho/a de Deus". Se você e eu nos enquadramos em algum desses casos, a resposta deve ser sim. Caso contrário, deve ser não.

Aquele/a criado/a diretamente por Deus 
A Bíblia se refere a Adão e aos anjos como filhos de Deus, pois são (ou foram) seres criados diretamente por Ele. 

Ora, os seres humanos, com exceção de Jesus Cristo, são gerados a partir de um processo de reprodução criado por Deus, mas sem o envolvimento direto d´Ele. Por isso a Bíblia não costuma se referir aos seres humanos como filhos/as de Deus e sim criaturas d´Ele.

No caso de Jesus: quando o anjo revelou a Maria que ela ficaria grávida de um filho, por obra e graça do Espírito Santo, foi-lhe dito que a criança seria chamada filho de Deus (Lucas capítulo 1, versículos 26 a 33). Isso porque a natureza humana de Jesus foi criada diretamente por Deus, através do corpo de uma mulher. 

Os herdeiros de Davi
Deus fez um pacto com Davi e lhe prometeu que seus herdeiros seriam tratados por Ele como filhos (2 Samuel capítulo 7, versículos 12 a 14). E assim foi com Salomão. 

A mesma promessa garantiu também que o trono de Israel nunca se afastaria da linhagem de Davi. E a promessa se mantém, mesmo não havendo reis em Israel há mais de 2.500 anos, porque seu cumprimento está ligado à chegada do Messias, que é Jesus. 

E o povo cristão?
Na verdade, o povo cristão não se enquadra em nenhuma das categorias acima. Mas, há um quarto significado para a expressão "filho/a de Deus" que nos interessa muito mais de perto. 

O apóstolo Paulo disse que todos aqueles que aceitam Jesus Cristo como seu Salvador passam a ser considerados filhos/as de Deus, pois são perfilhados por adoção (Romanos capítulo 8, versículos 13 a 17). 

E é nesse sentido que você, e eu, somos filhos/as de Deus, tendo todas as regalias que decorrem dessa condição. E essa é uma grande honra. Graças a Deus por isso.

Mas, repare que somente aqueles que aceitam Jesus se enquadram nessa condição. Os demais seres humanos não podem se qualificar como filhos/as de Deus. 

Portanto, a expressão tão usada que afirma que "todos/as somos filhos(as) de Deus" não tem qualquer respaldo na Bíblia. Quem não aceitou Jesus como seu Salvador é criatura de Deus, no sentido que expliquei acima. E nada mais do que isso.

Com carinho

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A QUEM MUITO FOI DADO...

"Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão." Lucas capítulo 12, versículo 48
No texto acima Jesus estabeleceu um princípio muito importante: Seremos cobrados por Deus na mesma medida em que tivermos recebido bençãos d´Ele. Quem recebe mais, passa a ter responsabilidade maior em relação ao Reino de Deus. Simples assim. 

E acho que ninguém pode contestar a justiça dessa declaração. Mas quais são as consequências desse ensinamento para a sua e a minha vidas?

O quê são essas bençãos 
É preciso, antes de tudo, entender quais são essas bençãos às quais Jesus se referiu: Trata-se de qualidades, recursos e talentos que a pessoa recebe de Deus ao longo da sua vida. 

É claro que a pessoa, mesmo sendo abençoada, ainda assim será responsável por desenvolver e dar bom uso àquilo que recebeu gratuitamente de Deus. Por exemplo, se alguém receber d´Ele um talento especial para música, ainda assim vai ter que estudar anos a fio antes de conseguir se tornar um músico de qualidade. E sendo assim, aquele músico terá sua parcela de mérito naquilo que vier a conseguir ao longo da sua carreira. Mas a "matéria prima" (seu talento) foi recebida gratuitamente de Deus e sem ela o sucesso do músico não teria sido possível. 

Em outras palavras, sem a benção inicial, a pessoa nada irá conseguir alcançar, não importa o quanto venha a se esforçar. E as palavras de Jesus nascem exatamente dessa constatação. 

As áreas de bençãos
O ser humano pode ser abençoado em muitas áreas. A primeira delas é no seu corpo, que pode ser agraciado com beleza e/ou habilidades físicas especiais. Pessoas bonitas têm uma série de possibilidades não disponíveis para seres humanos, digamos assim, mais comuns - trabalhar no cinema, na televisão, na modelagem de moda e em áreas afins, setores onde a beleza tem grande importância. E habilidades físicas especiais - força, velocidade, coordenação motora, etc - permitem a algumas poucas pessoas serem atletas de alto rendimento, dançarinos profissionais, etc.

A segunda área de bençãos envolve os talentos intelectuais, nos seus vários aspectos, como memória, inteligência, etc. São esses talentos que permitem a algumas pessoas tornarem-se cientistas importantes, escritores/as famosos/as, compositores/as populares, marqueteiros/as de talento, etc. 

A terceira área onde as bençãos podem afluir é a espiritual - já comentei neste site que o Espírito Santo distribui dons espirituais de acordo com sua vontade, sempre com o objetivo de dar poder às pessoas para fazer a obra de Deus (veja mais). 

E alguns desses dons são especialmente valorizados, como a profecia, a capacidade de curar ou de louvar. 

O uso das bençãos
Não há dúvida que bençãos físicas, intelectuais e/ou espirituais costumam dar condições mais favorecidas às pessoas que delas dispõem para ocupar papel de destaque na sociedade, conseguindo fama, dinheiro e/ou poder. 

E aqui está o ponto crucial de toda essa discussão: cada pessoa tem responsabilidade de usar adequadamente as bençãos que recebe. E quem mais receber bençãos, mais responsabilidade passa a ter.

E essa responsabilidade envolve diversos aspectos. - vou dar três exemplos aqui. Primeiro, não usar as bençãos que recebe de forma egoísta, isto é apenas para proporcionar uma vida boa para si mesmo/a ou a quem ama. É preciso sempre lembrar das pessoas menos afortunadas, que, por algum motivo, não conseguiram o mínimo necessário para sustentar uma vida decente.

Segundo, é preciso não abusar do próprio corpo, exigindo dele mais do que é razoável. É comum que atletas, no afã de ganharem prêmios, forcem seu corpo além do limite e acabem doentes e/ou deformados. Ou atrizes, querendo a qualquer custo manter a própria beleza, abusem de cirurgias plásticas, prejudicando saúde. 

Terceiro, dons espirituais não podem nunca gerar ganhos materiais ou poder para quem os recebeu. Dons espirituais servem para desenvolver o Reino de Deus, nunca para gerar honra e glória para os seres humanos.

Concluindo, você certamente recebeu e continua a receber bençãos de Deus, de diversas naturezas. Será que você vem usando o que recebeu de forma adequada? Será que você está alegrando ou decepcionando Deus com sua forma de agir? 

Com carinho