quinta-feira, 19 de julho de 2018

QUANTO VOCÊ JÁ CAMINHOU?

Quanto você já caminhou na sua vida espiritual, desde que se converteu? Certa vez um amigo me disse o seguinte: “Quando leio seu site, me dou conta que estou muito distante daquilo que deveria na minha caminhada espiritual,. E isso às vezes me desanima”. 

Respondi para ele que eu também me considero muito distante da meta que Deus tem para mim e também às vezes me sinto meio incapaz, incompetente. Acho que minha resposta surpreendeu meu amigo...

Antes de ser uma religião organizada, o cristianismo era conhecido como "O Caminho". E gosto muito desse nome, pois acho que ele reflete bem a essência do que é o desafio de ser cristão/ã. Trata-se de caminhar sempre, olhando para Cristo (a meta). Às vezes paramos porque faltam forças, mas é preciso perseverar e recomeçar a caminhada. De vez em quando até caímos, porque somos limitados e imperfeitos, mas é preciso levantar e seguir em frente. 

Há quem consiga andar mais depressa, cair menos e desanimar menos, ao longo do Caminho da vida espiritual. Outros seguem trajetória mais difícil e atrapalhada, e às vezes até se desviam do Caminho, para só mais adiante, em meio a grande sofrimento, retomar a jornada.

Essa é a natureza da caminhada. E essa é a história da minha vida e também a de qualquer outra pessoa que siga a Jesus. Portanto, você não deve desanimar com as dificuldades e tropeços, ou quando as exigências da vida cristã parecem ser muito grandes, e há várias razões para isso. 

Primeiro, você não precisa caminhar sozinho(a). O Espírito Santo está presente no mundo exatamente para ajudar você em toda a sua jornada. Basta orar e pedir ajuda que você será apoiado de todas as formas. 

E você terá também o apoio de irmãos/ãs na fé, que passam pelas mesmas lutas e podem ajudar muito, dando seu testemunho, trazendo carinho e orando junto com você. Exatamente por isso é tão importante ser parte de uma igreja, uma comunidade cristã.

Depois, toda vez que você se afastar da rota certa ou mesmo tropeçar e cair - por exemplo, quando ceder à tentação e voltar a cometer pecados que já tinha deixado para trás -, basta reconhecer seu erro e pedir perdão a Deus. Ele sabe das suas dificuldades e está sempre pronto para perdoar e se reconciliar com você, colocando você de volta no Caminho.

Finalmente, sempre é bom olhar para trás e ver o quanto já caminhou. Você entrou no Caminho quando aceitou Jesus como seu Salvador. Ao aprender o que Deus espera de você - perdão, amor ao próximo, etc - e começar a praticar isso, mesmo que de forma imperfeita, você já andou um bom pedaço. 

E quando aprendeu a importância da oração e seu poder sobre a vida do ser humano, mais alguns quilômetros ficaram para trás. Quando deixou para trás hábitos de vida que prejudicavam sua vida, como vícios, consumo excessivo, maledicência, etc, já houve mais um grande avanço, E assim você vai caminhando.

Não olhe somente para aquilo que você ainda não conseguiu, ou seja o quanto falta caminhar, mas encontre consolo e ânimo para prosseguir se dando conta também do quanto já fez. Talvez você se surpreenda ao perceber o quanto já conseguiu caminhar.

Concluindo, continue a andar por esse Caminho. O Caminho que é Jesus Cristo. Eu tenho me esforçado por fazer o mesmo. Essa é a tarefa mais importante da sua vida e da minha vida.

Com carinho

terça-feira, 17 de julho de 2018

O PÂNICO É UM PÉSSIMO CONSELHEIRO

O pânico pode causar um enorme estrago na vida das pessoas pois é um péssimo conselheiro. Ele faz as pessoas tomarem decisões péssimas e fazerem coisas absurdas, que nunca fariam numa situação normal. 

O fato é que o pânico parece um sentimento meio inevitável e quase sempre faz as pessoas agirem de modo irracional. Por exemplo, quando as pessoas estão num ambiente público fechado (digamos, um cinema) e ocorre um incêndio, elas costumam entrar em pânico e querem sair todas ao mesmo tempo. Aí as mais fracas acabam sendo lançadas ao chão e pisoteadas pelas demais e morrem dos ferimentos e não do incêndio em si. Se as pessoas agissem com calma, e de forma disciplinada, correriam risco muito menor e provavelmente todas se salvariam. 

Outro exemplo sugestivo pode ser encontrado no comportamento das pessoas quando ocorre um daqueles frequentes massacres em cidades norte-americanas. Elas entram em pânico e correm para comprar armas, imaginando que poderão se proteger do próximo ataque. Mas os especialistas em segurança pública sempre alertam que o acesso fácil a armas é justamente um das maiores causas da violência urbana. Em outras palavras, o pânico gera uma reação que acaba por aumentar o problema. 

O mesmo tipo de efeito "manada" pode ser visto quando aparece algum problema na economia - todo mundo corre para vender suas ações na Bolsa de Valores, com medo da queda das cotações, e aí as vendas maciças jogam os preços das ações lá para baixo, gerando o prejuízo que todos temiam. 

O pânico é péssimo conselheiro e precisa ser combatido. E Jesus apresentou o remédio para esse problema: a confiança (fé) em Deus. Certa vez, Ele estava com seus apóstolos num pequeno barco, no lago da Galileia e armou-se grande tempestade, ameaçando afundar o barco. Os companheiros de Jesus entraram em pânico e pediram socorro a Jesus. E encontraram-no, adivinhem, dormindo (Marcos capítulo 4, versículos 35 a 41). 

A confiança de Jesus em Deus era tão grande, que nada o abalava. É claro que poucas pessoas atingem tal grau de confiança em Deus durante sua vida espiritual. Mas qualquer um/a de nós pode aprender a ter mais fé em Deus e reduzir o pânico. Como fazer isso na prática? 

Há duas coisas que precisam ser entendidas. A primeira é como Deus age. Por exemplo, se eu pular de uma janela pensando que Deus vai mandar um anjo me segurar provavelmente ficarei decepcionado (se viver para contar a história). 

Estudar as experiências de como ocorreu a intervenção divina, conforme os relatos da Bíblia, bem como refletir sobre suas próprias experiências e as das pessoas próximas a você, ajudam bastante - já publiquei vários textos aqui no site que tratam dessa questão (por exemplo, 1 e 2). 

Entender como Deus age vai evitar que você venha a esperar coisas que Ele não irá mesmo fazer, ou seja impedir que você tenha fé em coisas erradas e acabe decepcionado com Deus por pura falta de conhecimento. 

A segunda coisa importante a aprender é o exercício da fé. Se você nunca exercitar sua fé em Deus, quando a crise chegar, não terá como evitar o pânico. 

Por exemplo, imagine que você precisa levar seu filho pequeno para fazer uma cirurgia. Antes você procura escolher o/a cirurgião/ã, conversa com ele/a, entende os riscos, em resumo faz tudo que for necessário para adquirir confiança de que seu filho estará recebendo o melhor tratamento possível. E enquanto não tiver adquirido confiança integral no/a médico/a, não vai autorizar a cirurgia. O mesmo ocorre na relação com Deus - enquanto você não tiver confiança (fé) integral n´Ele, não vai entregar sua vida aos seus cuidados. Não vai aprender a descansar n´Ele. 

A melhor forma para exercitar sua fé é testá-la em situações mais simples do dia-a-dia. É como acontece com os músculos do corpo - todo dia eles precisam ser um pouco exercitados para que a pessoa se mantenha em boa forma físicos. E é claro que ninguém vai começar um programa de exercícios correndo uma maratona - o preparo físico necessário para correr uma maratona somente vem com muito tempo de treinamento. 

Para aprender a exercitar sua fé no dia-a-dia, escolha algum hábito seu que lhe incomoda e precisa ser mudado. Por exemplo, não comer o que faz mal ou não se deixar escravizar pela Internet. Faça um propósito de mudar esse estado de coisas e mudar o hábito ruim. E peça ajuda a Deus para conseguir fazer isso e procure confiar que essa ajuda virá da melhor forma e na hora certa (Salmo 28, versículos 13 e 14). 

E quando tiver sucesso, ou seja, ficar livre do hábito ruim, reflita sobre sua experiência - o que foi fácil e o que foi difícil de fazer. E procure na Bíblia exemplos de pessoas que passaram por situação semelhante (se não souber, converse com alguém que saiba) e estude o que aconteceu com essas pessoas. 

Depois passe para um desafio maior - tente mudar um hábito mais complicado, mais difícil de vencer, um vício mesmo. E assim vá caminhando passo a passo, usando e testando a sua fé e aprendendo a se deixar levar por ela. Pode ter certeza que você vai se surpreender com os resultados. 

E quando o momento difícil chegar, você terá uma fé forte e saberá como usá-la para poder enfrentar os desafios que a vida vai lhe apresentar.

Com carinho

domingo, 15 de julho de 2018

A CHUVA CAI IGUALMENTE SOBRE TODOS

A chuva cai igualmente sobre os justos e os injustos. Esse é um ditado muito conhecido e que traz uma grande verdade. 

Em 2008 e 2009 o mundo viveu uma grave crise econômica - foi um tempo sombrio. Muitas pessoas perderam o emprego e outras tantas viram sua poupança pessoal desaparecer, à media que o valor das ações despencava. Muita gente boa foi lançada na miséria sem qualquer aviso ou sem ter qualquer culpa.

Durante a Segunda Guerra Mundial, centenas de milhões de pessoas pagaram igualmente um preço muito alto pelo conflito e pela crueldade dos nazistas, fossem elas boas ou más, crentes ou não em Deus. A desgraça se abateu igualmente sobre todo mundo.

O fato inescapável é que os problemas chegam igualmente para todos/as, justos/as e injustos/as. Quando as crises chegam não há separação entre cristãos/ãs verdadeiros/as e as demais pessoas. Todos/as são igualmente afetados/as. 

Se é assim, qual então é a vantagem de entregar a vida a Jesus? Parece ser que a conversão não garante um tratamento diferenciado por Deus nos momentos de desastre. Essa pergunta vem sendo feita há dois mil anos pelo povo cristão e ela merece uma resposta. Afinal, o que diferencia a nós cristãos/ãs?

Começo minha resposta lembrando que a conversão - a aceitação de Jesus como Salvador pessoal - não é, e nem pode ser, uma relação de troca, em que você dá a Deus sua fé e recebe d´Ele, em retorno, bençãos. Uma fé verdadeira nunca pode ser construída com base na premissa que Jesus é um salvo-conduto contra os problemas da vida. Não mesmo. 

A conversão tem a ver com a pessoa reconhecer seus pecados, arrepender-se deles e aceitar Jesus como o único caminho que permite sua reconciliação com Deus. Conversão tem a ver com o acesso à vida eterna e não com distribuição de bençãos - uma coisa é bem diferente da outra. E o acesso à vida eterna é suficientemente importante para justificar a presença de Jesus na vida de qualquer pessoa. 

Agora, Deus é tão bom que também traz bençãos para seus filhos/as. Mas, repito, essa não é uma relação de troca. Essas bençãos são fruto exclusivo do seu amor e graça. E entre essas bençãos, naturalmente, estão também a proteção e a ajuda nas horas de dificuldade. Vejamos algumas coisas que Deus costuma fazer por nós nos momentos de dificuldade: 
Manda consolo, que pode vir através de um texto da Bíblia, de um louvor poderoso ouvido na igreja, de uma palavra de um/a irmão/ã na fé e assim por diante. 
Levanta pessoas para trazer socorro – eu mesmo já tive oportunidade de ajudar e ser ajudado em momentos de dificuldade. 

Além disso, Deus nos ensina e molda nosso caráter nos momentos de dor - eu até já dei depoimento pessoal sobre isso em outras postagens aqui no site. Isso não é fácil de aceitar e muitas vezes só vamos nos dar conta do aprendizado anos depois (isso aconteceu comigo).

Mesmo quando a “chuva cai igualmente sobre todos”, aqueles/as que têm Jesus em suas vidas enfrentam o "tempo ruim" com mais segurança e mais consolo, em outras palavras, em melhores condições. 

Se você quiser ler mais sobre esse tema, recomendo outra postagem

Com carinho

sexta-feira, 13 de julho de 2018

O VALE DE OSSOS SECOS

O livro do profeta Ezequiel traz uma passagem muito conhecida que fala de um vale com ossos secos. Deus pede ao profeta Ezequiel que profetize para esses ossos e os traga de volta à vida. O profeta cumpre essa ordem recebida e os ossos de fato revivem, num milagre extraordinário. 

Há nesse evento um fantástico ensinamento para nossas vidas: Deus pode restaurar qualquer situação, por mais perdida que ela possa parecer. Deus pode trazer de volta à vida e à normalidade aquilo que parece sem vida e sem esperanças. Não há limites para o poder de Deus, quando Ele decide agir. E isso deve nos encher de esperança. 

É sobre o caso do vale com ossos secos que falo no meu mais novo vídeo - veja aqui.

Se você quiser, ver outros vídeos recentes meus, veja aqui e aqui.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

O QUE PESA MAIS: CONVICÇÃO OU DESEJO?

Convicção ou desejo? O que costuma pesar mais na vida? A verdade é que essas duas coisas costumam determinar os caminhos de qualquer pessoa. As convicções são baseadas naquilo que a pessoa acredita de fato, nas suas crenças verdadeiras. Por exemplo, convicções políticas e religiosas costumam ser muito fortes. 

Convicções costumam definir o caminho de uma pessoa porque estabelecem seus objetivos na vida e o que lhe é permitido (ou não) fazer. Por exemplo, ao tornar-se cristã, a pessoa adquire uma série de crenças (tais como, Jesus morreu é seu Salvador), mas também precisa assumir o compromisso de passar a agir com base nessas crenças. O amor ao próximo é um compromisso desse tipo.

Já os desejos têm a ver com aquilo que a pessoa acha que precisa e/ou quer. Desejos podem ter origem física (comida, abrigo ou sexo) ou serem gerados pelo ambiente social (p. ex. consumir ou ter status e poder). Assim, como as convicções, os desejos também definem, em boa parte, os objetivos e as ações da pessoa ao longo da sua vida. Por exemplo, o desejo de ter riqueza poderá fazer a pessoa colocar suas atividades profissionais antes de qualquer coisa e negligenciar a própria família. Ou ainda pior, deixar de lado sua consciência e embarcar em atos de corrupção, como aconteceu com tantos empresários no Brasil pegos pela operação Lava a Jato..

Desejos e convicções, operando em conjunto, acabam por definir como a pessoa conduz sua vida - onde ela investe seu tempo, o que faz na prática e até a medida pela qual se auto-avalia, como uma pessoa de sucesso ou uma fracassada. 

Agora, há uma tensão permanente entre convicções e desejos, pois nem sempre eles apontam na mesma direção. Por exemplo, a necessidade de ter dinheiro e status pode empurrar a pessoa para o egoismo, enquanto sua fé cristã vai lhe dizer para amar ao próximo e perdoar. 

O fato é que frequentemente desejos e convicções entram em choque pois não podem ser ambos satisfeitas em igual medida. Torna-se necessário fazer escolhas dolorosas. Ou a pessoa segue suas convicções e deixa de lado seus desejos ou faz o contrário. Por exemplo, um cristão não pode se entregar livremente às suas vontades sexuais, pois há limites morais que ele precisa respeitar. O mesmo pode ser dito do desejo de ter poder, da vontade de consumir e de tantas outras coisas. A vida do/a cristão/ã significa sempre impor limites aos seus desejos. Simples assim.

O ensinamento da Bíblia não deixa nenhuma dúvida: o/a cristão/ã precisa colocar suas convicções na frente dos seus desejos. E também não deixa dúvida que, ao se deixar guiar pelas suas convicções, a pessoa precisará fazer sacrifícios. Por isso Jesus disse que o caminho para a salvação é estreito e difícil, enquanto a estrada para a perdição é larga e fácil. Em outras palavras, é sempre mais fácil e gostoso se deixar levar pelos desejos, satisfazer as próprias vontades. Privar-se daquilo que dá prazer, sempre significa sacrifício.

A luta do/a cristão/ã não é simples - é exatamente por isso que esse site se chama "o desafio de ser cristão". A natureza humana empurra a pessoa para satisfazer seus desejos, enquanto o Espírito Santo lhe sopra no ouvido e incentiva a pessoa a privilegiar suas convicções cristãs. É uma luta diária - a pessoa vence num dia e perde no outro, aí se arrepende, é perdoada por Deus e volta a lutar. 

O grande perigo nessa luta aparece quando a pessoa se deixa auto-enganar: de alguma forma "cala" a sua consciência encontrando o que parecem ser "boas" desculpas tanto para o que faz, como para o que deixa de fazer. 

Por exemplo, a pessoa se convence que é boa, pois não comete crimes graves, como matar ou roubar e considera seus desejos justos e/ou aceitáveis porque ela "merece", ou "só vai fazer a coisa errada por pouco tempo", ou ainda sua ação "não parece tão ruim assim". 

A pessoa que age assim acaba sendo levada pelos desejos e vai deixando suas convicções cristãs pouco a pouco para trás. É assim que a pessoa se deixa dominar pelo egoísmo, pela indiferença quanto ao sofrimento do próximo, pela falta de comprometimento com a obra de Deus, etc.

Acho que todo mundo - e eu me incluo nesse rol já fez ou ainda faz isso em alguma medida. É um tipo de comportamento bem humano. E quanto mais a pessoa faz isso, mais vai se deixando dominar pelos próprios desejos e mais se afastando de Deus.

Há um fato histórico que exemplifica bem o dilema entre convicção e desejo. O rei Henrique VIII - aquele que teve seis mulheres e mandou matar várias delas - tinha um grande amigo de juventude, Thomas Becket. Como era amigo do rei, Becket ocupou vários cargos importantes, até ser nomeado Arcebispo de Canterbury (o cargo mais importante na igreja da Inglaterra). 

Quando Henrique quis se divorciar de sua esposa (Catarina) para se casar com uma mulher muito mais jovem (Ana Bolena), precisava anular o casamento anterior, pois na época não havia divórcio. E recorreu a todos os expedientes possíveis, para conseguir isso, muitos deles até criminosos. Em dado momento, o rei quis forçar seu amigo a tomar medidas que eram erradas, com base nas convicções que Becket tinha. E o amigo se recusou a obedecer. Resistiu e acabou assassinado por ordem do rei - morreu na escadaria da Catedral onde era arcebispo.

Becket entrou para a história como um homem que não se deixou corromper e até hoje é considerado como um exemplo a ser seguido - quem tiver interesse nessa história, recomendo ver o filme "O homem que não vendeu sua alma". 

Um outro exemplo interessante vem do Brasil: tempos atrás foi divulgado o relatório da "Comissão da Verdade", que apurou os abusos contra os direitos humanos cometidos no tempo da Ditadura Militar. Nesse documento são relatadas histórias impressionantes e me surpreendeu muito ler que padres, pastores e bispos denunciaram paroquianos seus como comunistas para ficar bem com o Governo Militar. Infelizmente, houve casos até dentro da igreja que frequento, a Metodista, para minha grande tristeza.

Esses homens traíram suas consciências e acabaram tendo seus erros expostos publicamente, passando a ter sua memória manchada para sempre. Escolheram deixar suas convicções cristãs de lado, fizeram outras pessoas sofrer e acabaram também pagando um preço muito caro por isso.

Com carinho

segunda-feira, 9 de julho de 2018

JESUS VEIO NOS LIBERTAR DO QUE?

Jesus contou qual era o conteúdo da sua missão na terra quando foi pregar na sinagoga de Nazaré (vilarejo onde tinha sido criado), logo no começo do seu ministério. Ali Ele disse que tinha vindo libertar os cativos (veja mais).

Mas que tipo de cativeiro é esse? Para responder, vou me concentrar nos dois aspectos que me parecem ser os mais importantes. O primeiro deles é a prisão do pecado. Para aqueles que não se deram conta disso ainda, o pecado continuado aprisiona o ser humano - basta pensar como uma dependência química domina a vida da pessoa viciada. 

E há outros exemplos interessantes: pense na escravidão gerada pela ânsia de consumir cada vez mais, na prisão causada pela inveja ao próximo, nas correntes que prendem quem luta para conservar o poder e assim por diante.

O pecado aprisiona e Jesus sabia disso. E durante sua missão, Ele nos apresentou um caminho para nossa libertação que é arrepender-se, segui-lo, ser perdoado por Deus e mudar de vida.

Agora, Jesus também nos liberta de outra coisa: uma religião legalista e dominadora. O judaísmo, na época de Jesus, tinha se tornado uma religião muito legalista, especialmente pela ação dos fariseus. Eram tantas as leis e as minúcias de como cumpri-las, que coisas simples - como aproveitar o sábado (o dia de descanso) - tornaram-se complicadas.

E o legalismo colocava um enorme poder nas mãos dos líderes religiosos, que estabeleciam as leis, interpretavam o que elas diziam e, mais importante ainda, comunicavam às pessoas se estavam ou não violando a "vontade" de Deus. As pessoas tinham se tornado escravas desse poder sem nem perceber.

Infelizmente, esse tipo de poder opressor continua a existir na vida de muita gente. Certa vez, eu conversava com um amigo, que é católico e tentava me convencer que sua Igreja não é tão rígida assim no controle da vida dos fiéis. E citou um exemplo ocorrido na sua família, onde uma esposa teve dúvidas a respeito dos métodos anti-concepcionais que poderia adotar e foi conversar com um padre e recebeu dele uma resposta bem liberal. O que meu amigo não tinha percebido é que o jugo já está imposto no próprio fato daquela mulher precisar conversar com um padre a respeito dos métodos anticoncepcionais que iria adotar - nenhuma religião deveria se imiscuir nesse tipo de assunto. Simples assim. 

Mas isso não acontece apenas no seio da Igreja Católica. Algumas denominações evangélicas se caracterizam por dominar e controlar inteiramente a vida dos seus fiéis. Por exemplo, conheço uma denominação, evangélica, voltada para os jovens, que tem até um regulamento de como eles podem namorar. 

Jesus sabia que uma religião legalista e dominadora escraviza e lutou muito contra esse estado de coisas. O papel dos líderes cristãos é difundir informações, explicar o que o Evangelho requer de cada um de nós e mostrar os caminhos para fazermos aquilo que agrada a Deus. Mas não impor posturas e comportamentos, especialmente quando o objetivo oculto é controlar a vida das pessoas. 

É preciso tomar muito cuidado ao impor regras e juízos de valor às pessoas, pois o impacto espiritual sobre elas pode ser enorme. Imagine que fosse tornado público que certo líder cristão, de grande prestígio, forneceu cerca de 200 litros de bebida alcoólica para uma festa à qual esteve presente. Eu não tenho dúvidas que haveria uma grande onda de críticas a esse líder - correria até o risco de ser expulso da igreja que frequentasse. 

Mas foi exatamente isso que Jesus fez, quando transformou água em vinho na festa de casamento em Caná, na Galileia. E aí, o que devemos pensar? Portanto, é preciso muito cuidado com essas atitudes.

Já perdi a conta das vezes em que fui procurado - tanto aqui neste site, como pessoalmente - por gente angustiada, sentindo-se culpados/as por conta desse ou daquele pecado que lhes foi atribuído. O cristianismo precisa ser uma religião que promova a libertação do ser humano de tudo aquilo que o escraviza. Essa é a missão que foi dada a Jesus e Ele a deixou como legado para quem deseja segui-lo. E Que Deus nos ajude a cumprir essa tarefa.

Com carinho

sábado, 7 de julho de 2018

A BÍBLIA AJUDANDO A COMBATER A DEPRESSÃO

Depressão é um problema muito sério - toda hora ficamos sabendo de gente que se matou, devastado/a pela depressão. Defendemos tratamento para quem está deprimido, inclusive recorrendo a remédios. Mas a Bíblia também pode ajudar no combate à depressão.

A primeira coisa é orar para não deixar que pré-julgamentos atrapalhem. E depois é importante ler a Bíblia - há dois textos que falam de pessoas deprimidas e como elas conseguiram vencer essa luta com o apoio de Deus. São textos podem ensinar muito a você.

É sobre isso que falamos no nosso novo vídeo - veja aqui.
Se você quiser ver outros vídeos da pastora Carol e da Alícia veja aqui e aqui

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