domingo, 28 de maio de 2017

A TEOLOGIA DO BISONHO

No seu mais novo vídeo, o Rogers fala da "teologia do Bisonho".

Bisonho era o nome de um burrinho que sempre andava com o ursinho Puff nos desenhos animados. O burrinho estava sempre triste e cabisbaixo. Sempre pessimista. E tem muita gente que vive exatamente assim.

E é para elas que eu quero falar hoje, usando como referência o salmo 90, escrito por Moisés. Nesse texto, o grande líder do povo de Israel mostrou como sair do pessimismo para uma posição mais alegre e esperançosa - exercendo a fé em Deus. Confira o vídeo aqui.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

O ERRO DE APENAS UM DÉCIMO DE GRAU

Qual é o efeito dos pecados considerados pequenos? Talvez você se surpreenda em saber que pode ser muito grande, maior do que você pensa. E vou tentar explicar isso melhor com um exemplo simples.

Imagine que você precisa chegar na casa de um amigo e, como não conhece o caminho, nem tem um GPS, vai ter que usar mesmo uma boa e velha bússola. 

Aí você ajusta o controle que estabelece a direção do seu carro de acordo com a informação que tem da direção da casa do seu amigo - digamos 30° a Nordeste de onde está -, mas comete um erro bem pequeno, de apenas um décimo de grau. Será que isso vai fazer diferença? Será que ainda assim você vai chegar na casa do seu amigo?

A resposta é simples: depende da distância a percorrer. Em distâncias pequenas - digamos 1 km - você vai atingir o alvo com uma defasagem de apenas 2 m, devendo chegar sem problema. Agora, o caso fica muito diferente quando a distância é grande - em 1.000 km, você vai errar o alvo por 2 km e talvez não consiga mais encontrar a casa do amigo. 

Nessa pequena parábola, seguir na direção certa corresponde a viver uma vida sem pecado - atingir o alvo que Deus traçou para cada um(a) de nós. Já o erro no ajuste da bússola é a consequência do pecado - por conta de decisões erradas, a "bússola" da pessoa se afasta da direção certa. Finalmente, a distância percorrida é a passagem do tempo. 

Pecados aparentemente sem importância (o desvio de um décimo de grau) parecem gerar desvios na vida da pessoa que parecem pequenos, desprezíveis até. Mas, ao longo do tempo, esses desvios pequenos vão gerando um afastamento cada vez maior do alvo - Deus. Até o ponto de fazer a pessoa se perder.

O efeito acumulativo dos pecados
Porque pecados aparentemente sem importância geram consequências tão graves? Por duas razões. A primeira delas é a pessoa se acostumar com o pecado, deixando de ter incentivo para lutar contra ele. Ela se acomoda. 

A insensibilidade para o pecado - a Bíblia chama isso de "coração endurecido" - é perigosa pois afeta a vida espiritual e abala a fé da pessoa. A Bíblia ensina que fé e obra (nesse caso, a luta contra o pecado) andam juntas e se reforçam mutuamente (Tiago capítulo 2, versículos 14 a 26). Portanto, a insensibilidade ao pecado afeta em muito a fé da pessoa.

A segunda razão é que pecados chamam outros pecados. Por exemplo, a pessoa conta uma pequena mentira, e aí, para não ser descoberta, precisa contar nova mentira. Passa, então, a ter que cuidar de duas mentiras e não mais de uma. E talvez precise mentir mais uma vez. E assim por diante.

A Bíblia tem vários exemplos desse tipo de situação. Por exemplo, o rei Davi cometeu adultério com uma linda mulher, Bate-Seba, esposa do capitão da sua guarda, Urias. A mulher acabou engravidando e não podia dizer que o filho era do marido, pois Urias estava ausente por longo tempo, lutando numa guerra. 

Para resolver o problema, Davi cometeu novo pecado: pediu a seu general que colocasse Urias numa situação perigosa, durante uma batalha, para que fosse morto pelo inimigo. E assim aconteceu. Depois, Davi se casou com aquela mulher.

Para resolver um pecado (adultério), Davi mandou matar um homem inocente e leal a ele, cometendo um pecado ainda mais trágico. O rei Davi se recuperou aos olhos de Deus, mas suas ações tiveram consequências terríveis, acabando por desestabilizar sua família.

Outro exemplo interessante é Judas: ele traiu Jesus, recebendo trinta moedas de prata como pagamento. Quando se deu conta do que tinha feito, sentiu remorso, mas não confiou na misericórdia de Deus. Suicidou-se pois não podia mais viver com a própria culpa. Um pecado se juntou ou outro e Judas perdeu sua salvação.

Pecados pequenos que vão se somando levam a pessoa a se afastar mais e mais de Deus. O erro pode começar num pecado com pouco significado, que não gere muita consequência. Mas, pecados sem tratamento (arrependimento e pedido de perdão) concorrem para abalar a fé da pessoa, bem como têm seu efeito multiplicado por outros pecados. E assim, a pessoa vai pouco a pouco se afastando de Deus.

Portanto, quando John Wesley, o fundador do metodismo, disse que os(as) cristãos(ãs) deveriam se esforçar por viver uma vida santa, sabia bem do que estava falando.

Com carinho

quarta-feira, 24 de maio de 2017

VOCÊ ESTÁ DECEPCIONADO COM DEUS?

Tempos atrás li um estudo sobre o comportamento dos(as) cristãos(ãs) que indicou como principal razão para as pessoas abandonarem a fé cristã (cerca de 60% dos casos) é a decepção com Deus.

As pessoas costumam desistir de Deus quando pensam que Ele falhou com elas: não as protegeu ou abençoou como esperavam. Sentindo-se decepcionadas, rompem com Deus, cortando seus laços com Ele - conheço vários casos assim.

Esse forma de pensar parte duma premissa que as pessoas nem percebem estar usando: só devem ser mantidos os relacionamentos que "valem à pena".

Essa premissa já foi muito estudada por especialistas, e está na origem da chamada "teoria das trocas sociais". Segundo tal teoria, as pessoas só devem manter os relacionamentos cujos "benefícios" são maiores do que os "custos" correspondentes, raciocínio muito similar ao que usado pelos investidores.

Repito, as pessoas não têm noção de agirem assim, mas é exatamente isso que a maioria delas faz, inclusive no seu relacionamento com Deus. 

O "benefício" de uma relação vem das vantagens que ela gera - por exemplo, sexo, carinho, apoio nos momentos difíceis, etc. Já o "custo" é representado pelo tempo e esforço emocional necessários para manter a relação em pé. 

Quando o "custo" fica maior do que o "benefício", a teoria das trocas sociais estabelece que a relação deve ser abandonada, a menos que seja reformulada. Relações saudáveis são aquelas cujos "benefícios" são maiores do que os "custos".

Vou dar um exemplo prático para você entender melhor: Imagine que um rapaz e uma moça se apaixonam. Ora, viver uma paixão costuma gerar um "benefício" tão grande que compensa quase qualquer "custo" trazido pela relação. Por isso costumamos dizer que as pessoas ficam "cegas" de paixão, pois não conseguem nem perceber os "custos" que estão "pagando".

Ao longo do tempo, a paixão do casal diminui, portanto, o "benefício" da relação vai sendo reduzido. Aí o "custo" - por exemplo, suportar os defeitos do ser amado - começam a pesar mais. E quando esses defeitos se tornam insuportáveis para a outra pessoa, a separação do casal passa a ser uma perspectiva concreta - nessa altura, o "custo" daquela relação tornou-se maior que o "benefício".

Agora, ao longo do caminho, novos "benefícios", que não seja só viver a paixão, podem se juntar ao pacote - por exemplo, o apoio mútuo para enfrentar problemas sérios na vida, a existência de filhos(as), etc. E aí. os novos "benefícios" ajudam a suportar o "custo" até de aturar defeitos sérios da outra pessoa, situação que é muito comum. 

Resumindo, a comparação de "custos" com "benefícios" está na origem da maioria das relações que as pessoas mantém, mesmo quando não percebem isso claramente. A maior parte das amizades, por exemplo, é formada assim. 

Voltando ao caso das pessoas que se decepcionaram com Deus e romperam com Ele, as pessoas agiram exatamente assim: compararam o "custo" de se relacionar com Ele e acharam que o "benefício" não compensava.

O "custo" para uma pessoa se manter próxima a Deus inclui, dentre outros aspectos, deixar de lado hábitos de vida que anteriormente davam prazer, mas são considerados errados; dedicar tempo a cultos e estudos bíblicos, deixando de lado o próprio lazer; e o compromisso de dar o dízimo e ofertas para a obra de Deus.

Já o "benefício" da relação com Deus vem da proteção e das bençãos que Ele pode proporcionar. Repare que deveria o ponto principal deveria ser a garantia da salvação, mas essa não é a maior motivação prática das pessoas, e é por isso que as igrejas que prometem prosperidade e milagres crescem tanto.

Quando as pessoas não se sentem atendidas por Deus, ou seja, quando não recebem d´Ele o "benefício" que esperavam, a relação se desequilibra em relação ao "custo" que pensam estar "pagando". Aí elas se decepcionam e se "divorciam" de Deus. O depoimento de um rapaz católico, extraído do estudo que citei acima, deixa isso bem claro: 


“EU OREI E OREI A AS COISAS NUNCA MELHORARAM ... NA VERDADE, FICARAM PIORES. E EU PENSEI, TUDO BEM, SE DEUS PODE VIRAR DE COSTAS PARA MIM, EU TAMBÉM POSSO FAZER O MESMO". 

O erro nessa forma de pensar
O conceito de trocas sociais até funciona razoavelmente bem na maioria das situações da vida, o que explica sua grande aceitação. Mas nem sempre são as trocas sociais que regem as relações. Por exemplo, no caso da relação de uma mãe com seus filhos(as).

Outros fatores entram na avaliação de uma relação desse tipo, especialmente pelo lado da mãe. O amor de mãe costuma ser quase incondicional e, na maioria das vezes, não depende do que os(as) filhos(as) fazem - é por isso que vemos tantas mães visitando filhos presos, religiosamente, toda semana.

Assim, nem sempre a ideia de trocas sociais - a comparação entre "custo" e "benefício" - é o que determina uma relação. E esse é exatamente o caso da relação do ser humano com Deus. É um grande erro tentar usar o conceito de trocas sociais para analisar nossa relação com o Criador do universo.

A lógica da relação com Deus outra, pois o ser humano depende d´Ele para sua própria existência. Na verdade, nem há como cortar a relação com Deus - deixá-lo de lado, como se faz com um amigo. A pessoa até pode pensar que conseguiu fazer isso, mas é pura ilusão.

E não podemos esquecer que Deus nunca propôs aos seus filhos(as) uma relação baseada na troca. Muito menos prometeu o "benefício" de uma proteção contra todos os problemas - basta ver o que Jesus disse em João capítulo 16, versículo 33: "... no mundo tereis aflições ..."

É preciso construir outro modelo para entender a relação do ser humano com Deus que não seja a teoria das "trocas sociais". E uma alternativa possível, dentre diversas outras, é o modelo "Senhor e servo(a)". 

Nesse caso a relação é baseada no poder do Senhor (Deus) e na obediência do servo (ser humano). Eu sei que as pessoas não gostam muito dessa abordagem, preferindo ver Deus como um Pai amoroso. Mas, a Bíblia é muito clara quanto à soberania e à majestade de Deus e em diversos lugares do texto somos chamados servos(as) d´Ele - por exemplo em João capítulo 12, versículo 26 ou Apocalipse capítulo 22, versículos 3 e 4.

Servos(as) não se decepcionam com seu Senhor e cortam sua relação com Ele. Isso não existe. Portanto, quando as pessoas tentam agir assim com Deus é porque não percebem bem qual é seu lugar na ordem natural das coisas - nada somos diante de um Deus que criou tudo. 

E é somente pelo amor e paciência que Deus tem pelo ser humano que as pessoas podem se dar ao luxo de se sentir zangadas e decepcionadas com Ele. E é uma grande pretensão das pessoas achar que podem agir assim. Que podem questionar Deus e, quando não gostarem da resposta, brigar com Ele.

E há vários exemplos na Bíblia mostrando que essa é mesmo uma pretensão absurda. Um deles está no livro de Jó - esse homem estava em grande sofrimento, por razões que não entendia, e questionou Deus, cobrando d´Ele uma explicação. E a resposta de Deus foi direto ao ponto:


ONDE VOCÊ [JÓ] ESTAVA QUANDO LANCEI OS ALICERCES DA TERRA? RESPONDA-ME, SE É QUE VOCÊ SABE TANTO. QUEM MARCOU OS LIMITES DAS SUAS DIMENSÕES? TALVEZ VOCÊ SAIBA! E QUEM ESTENDEU SOBRE ELA A LINHA DE MEDIR? E OS SEUS FUNDAMENTOS, SOBRE O QUE FORAM POSTOS? E QUEM COLOCOU SUA PEDRA DE ESQUINA... JÓ CAPITULO 38, VERSÍCULOS 4 A 6

Em outras palavras, Deus perguntou a Jó qual foi o papel dele (Jó) na criação do mundo. Essa é uma ironia que procurou passar a seguinte mensagem: "quem é você Jó, para questionar a mim".

Concluindo, a relação de Deus com o ser humano não pode se basear na comparação entre "custo" e "benefício", nas tais "trocas sociais". Esse tipo de comparação até pode fazer sentido em muitas situações, mas nunca na relação com Deus. 

Nossa relação com Ele é sempre de dependência absoluta e de inferioridade total. Não há - e nem pode haver - igualdade. E quanto antes as pessoas entenderem isso, será melhor para elas mesmas.

Com carinho

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O QUE DIZER PARA QUEM RESISTE À MENSAGEM DO EVANGELHO

É possível que uma pessoa de quem você goste muito - membro da família, esposo(a) ou amigo(a) - resista a aceitar Jesus como Salvador, mesmo depois de já ter ouvido a mensagem do Evangelho. E isso pode deixar você ansioso(a), pois gosta de fato dessa pessoa e quer vê-la salva.

Mas, como você não tem experiência em evangelizar, não sabe bem o que dizer para ela. Como enfrentar os argumentos que ela apresenta, ou mesmo sua falta de interesse em Jesus.

Minha intenção hoje aqui é justamente ajudar você nessa tarefa. Mostrar o que deve dizer e quando. E vou começar pela parte mais fácil: explicando o que você não deve dizer, pois só atrapalha.

Certa vez, assisti à palestra de um evangelista e fui surpreendido com a resposta dele, quando lhe perguntaram o que costuma dizer se alguém resiste à pregação do Evangelho. A resposta foi: “ordeno ao espírito de incredulidade que saia daquela pessoa”.

Para aquele homem, qualquer resistência em aceitar Jesus é obra de espíritos malignos. Ora, não é isso que a Bíblia ensina. Por exemplo, quando o apóstolo Paulo visitou a cidade de Atenas, berço da filosofia grega, pregou para pessoas altamente intelectualizadas e conseguiu converter poucas dentre elas. E o relato bíblico não fala que Paulo saiu tentando expulsar demônios dos incrédulos (Atos dos Apóstolos capítulo 17, versículos 16 a 34). 

Quando há incredulidade e/ou resistência à mensagem do Evangelho é preciso agir com sabedoria. Antes de tudo, é preciso respeitar a pessoa com que você está conversando, lembrando que ela tem livre arbítrio, podendo inclusive escolher no que quer acreditar. E isso nada tem a ver com a ação de Satanás.

Depois, é preciso usar os argumentos certos. Não adianta atribuir a incredulidade a espíritos malignos ou ameaçar a pessoa com o inferno – afinal, não sendo convertida, ela nem acredita mesmo nessas coisas e pode até se sentir ofendida. Esse tipo de argumento só atrapalha.

Por que as pessoas resistem ao Evangelho?
Para saber o que falar, é importante inicialmente entender porque a pessoa resiste a aceitar a mensagem do Evangelho.

Há várias razões para isso e vou tratar aqui, por causa das limitações de espaço, apenas das duas mais comuns. A primeira razão é que a pessoa não quer mudar sua vida. Não quer deixar alguns hábitos arraigados de lado.

Nesse tipo de situação, a pessoa até sabe que sua vida não vai pelo caminho certo, mas sente prazer e/ou conforto em hábitos de vida errados que mantém. Sabe que, caso venha a se converter, vai precisar mudar sua vida e não quer fazer isso. Simples assim.

A segunda razão mais comum para uma pessoa resistir ao Evangelho é pensar que não precisa de Jesus. Acha que já é suficientemente boa. A fala típica, em casos como esse, é: "Por que preciso aceitar Jesus e mudar minha vida? Não roubo, não mato e não adultero. Já vivo uma vida correta”.

É preciso convencer essa pessoa que ela não é tão boa assim. Que ela, como qualquer ser humano, peca e comete falhas graves aos olhos de Deus. E será punida por causa disso.

O desafio no primeiro caso é fazer a pessoa abandonar sua zona de conforto. Já no segundo caso, o desafio é convencer a pessoa que ela não é tão boa quanto pensa ser.

O que fazer quando a pessoa não quer mudar?
Nesse caso é preciso ter paciência. Falar para a pessoa que ela não está indo pelo caminho certo, mas nunca ficar enchendo a paciência dela, ameaçando com inferno e coisas assim. Fale o mínimo necessário.

Ore muito por ela e aguarde o momento certo. E esse momento, normalmente, chega quando a pessoa começar a sofrer: Cedo ou tarde, os seus hábitos de vida nocivos vão gerar uma “”conta” a ser paga, na forma de depressão, relacionamentos destruídos, doença, etc. E somente aí, em meio à dor, a pessoa “acorda” e fica aberta a mudar. Quase sempre é o sofrimento que tira a pessoa da sua zona de conforto.

Assim, cabe a você ficar perto e esperar o momento certo para agir vai. E ele vai chegar. Nesse caso, a paciência é a chave do sucesso.

O que fazer quando a pessoa se acha suficientemente boa?
Nesse caso, é preciso desfazer esse auto-engano e convencê-la que ela não é tão boa como pensa. Que, assim como todas as demais pessoas, erra e muito aos olhos de Deus e é passível de punição por causa disso.

Eu sugiro um pequeno “roteiro” composto de quatro perguntas sucessivas. Escolha um dia e hora em que possa conversar com calma e sem estresse.

Comece perguntando se a pessoa acredita que quem comete erros sérios deve ser punido(a). Normalmente, ela vai responder que sim. 

Depois, pergunte se ela já cometeu erros sérios. Se ela disser que não, exatamente por se considerar boa pessoa, você precisar argumentar que todo mundo comete erro sérios, mesmo quando não percebe bem o que está fazendo. Afinal, todo mundo sente raiva, inveja, ódio, orgulho e ciúme e esses sentimentos nos influenciam a praticar o mal, mesmo quando não é essa a nossa intenção.

Explique para ela que as intenções até podem ser boas, mas a prática é bem outra: as pessoas acabam por fazer o mal que não queriam. E qualquer pessoa bem-intencionada vai aceitar isso.

Não se esqueça de aliviar o clima da conversa, lembrando que acontece o mesmo com você. Estamos todos no mesmo "barco". A única diferença é que você sabe disso e a pessoa com quem você está falando ainda não.

Aí você pode dar o terceiro passo: Pergunte o que a pessoa pretende fazer para escapar da punição que merece. E não adianta que a pessoa dizer que vai melhorar pois isso não apaga os erros que já cometeu no passado e muito menos garante que vai deixar de errar no futuro. 

Nesse ponto a pessoa costuma ficar confusa, pois não sabe bem como responder. É aí que você deve falar sobre Jesus. Essa é a hora certa. Explique que Ele é a solução para esse problema tão importante.

E funciona assim: Jesus veio ao mundo e se sacrificou por nós. E é seu sangue que abre as portas para o perdão de Deus e a reconciliação das pessoas pecadoras com Ele. Ninguém fez nada para merecer o sacrifício de Jesus e, nesse sentido, a salvação é gratuita. Mas, há condições para o sacrifício se fazer efetivo para qualquer pessoa.

Ela precisa reconhecer que pecou, arrepender-se e aceitar Jesus. Não há outra forma. Foi assim que Deus estabeleceu as coisas.

Aí você pode dar o quarto e último passo: Pergunte se a pessoa prefere aceitar o perdão de Deus ou enfrentar por conta própria a punição que merece. Se os passos anteriores tiverem sido bem conduzidos, a pessoa vai se interessar por saber mais sobre Jesus. Vai querer entender melhor o que você está falando. E vai deixar de resistir.

Cuidado, ao longo desse processo, para não perder o foco. É comum que pessoa a quem você está tentando convencer faça perguntas paralelas porque fica com dúvidas. Por exemplo, o que vai acontecer com quem nunca ouviu falar sobre Jesus?

Essas e outras questões devem ser tratadas, mas no momento certo, que não é naquela conversa. Ali o foco está na pessoa com quem você está conversando. Haverá tempo para esclarecer essas dúvidas depois.

Muitas vezes a pessoa não se deixa convencer numa única conversa. É preciso repetir os argumentos para que ela realmente passe a aceita-los, mudando sua posição inicial. Portanto, não desanime se encontrar alguma dificuldade. E confie sempre na ação do Espírito Santo.

Com carinho

sábado, 20 de maio de 2017

DEUS ESTÁ COM VOCÊ MESMO NO MEIO DO DESERTO

Todos passamos por dificuldades. Cedo ou tarde isso acontece com cada pessoa. 

Agora, eu tenho uma boa notícia para você que, assim como eu, está passando por um deserto na sua vida: Deus está ao seu lado. Sempre

E é n´Ele que você vai encontrar forças para superar todas as dificuldades. Confira aqui o meu mais novo vídeo, onde falo sobre isso.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

COMO É A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NA SUA VIDA

O Espírito Santo é uma das três pessoas da Trindade Santa, junto com o Pai e o Filho (Jesus). Seu papel é estar presente no mundo, interagindo com as pessoas. Por isso, d´Ele se diz que é Deus habitando em nós.

A ação do Espírito Santo começa antes da conversão, quando leva as pessoas a aceitar Jesus. É preciso ficar claro que a conversão não é obra de pregadores(as) e/ou evangelistas e sim uma ação do Espírito Santo.

Depois que a pessoa já está convertida, ainda assim o trabalho do Espírito Santo com ela continua, especialmente em três áreas da sua vida espiritual. 

A primeira delas é a intercessão junto a Deus - o Espírito Santo pede continuamente pela pessoa convertida junto a Deus, para que seus pecados sejam perdoados e ela possa se aproximar do Pai.

E o Espírito Santo faz isso, segundo a Bíblia, de forma surpreendente: Usa gemidos que, de tão extraordinários, não podem ser explicados por linguagem humana (Romanos capítulo 8, versículo 26).

A segunda área de atuação do Espírito Santo é a santificação da pessoa convertida, pois depois da conversão é que o trabalho começa de fato. A pessoa convertida precisa mudar seu interior, para viver mais de acordo com a vontade de Deus. Isso significa abandonar maus hábitos (veja mais), mudar sentimentos errados, enfim eliminar, aos poucos, tudo aquilo que afasta a pessoa de Deus. 

E à medida que a pessoa muda, ou seja, se santifica, vai colhendo o fruto da presença do Espírito Santo na sua vida: amor, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade, serenidade e domínio próprio (Gálatas capítulo 5, versículos 22 e 23).

A terceira área onde o Espírito Santo atua é na capacitação da pessoa para realizar a obra de Deus. Quando alguém se coloca à disposição para trabalhar nessa obra, vai precisar contar com as ferramentas necessárias para poder realizar bem as tarefas que vierem a ficar a seu cargo. 

Em outras palavras, essa pessoa vai precisar de uma parcela do poder de Deus para lhe dar condições de enfrentar as dificuldades que vão surgir no seu caminho e ter os meios para fazer a diferença na vida do seu próximo (Atos dos Apóstolos capítulo 1, versículo 8).

O Espírito Santo é a fonte desse poder que capacita quem precisa. E Ele distribui esse poder de acordo com as necessidades de cada obreiro(a). Os chamados "dons" do Espírito Santo são justamente essa parcela de poder distribuído para cada obreiro(a). 

Há muitos tipos de dons, pois também são muitas as necessidades da obra de Deus: profecia, ensino, pastoreio, apostolado, cura e falar em línguas, dentre outros. Cada um deles atende uma necessidade específica dessa obra (veja mais).

O Espírito Santo, portanto, é a presença de Deus na sua e na minha vida. É a demonstração prática de que Deus se preocupa conosco e nos dá condições para superarmos dificuldades, ficarmos firmes durante nossas lutas, encontrarmos consolo e ajudarmos na implantação do Reino de Deus aqui e agora. 

Concluindo, sem o Espírito Santo estaríamos perdidos na nossa vida espiritual. E graças a Deus pela sua presença maravilhosa na nossas vidas.

Com carinho

terça-feira, 16 de maio de 2017

COMO SABER SE AS PROMESSAS SÃO MESMO DE DEUS

Como você pode saber se as promessas são mesmo de Deus? Como você deve fazer para não se deixar enganar ou confundir nessa questão? E como tratar as promessas que você recebe?

É justamente sobre isso que a pastora Carol e a Alícia falam numa série de dois vídeos. Veja o primeiro vídeo da série aqui.

Se você quiser ver outros vídeos da pastora Carol veja o canal dela aqui.