sexta-feira, 20 de outubro de 2017

COMO LIDAR COM A ANSIEDADE


"Deus me dê a serenidade para aceitar aquilo que eu não posso mudar, a coragem para mudar aquilo que está a meu alcance e a sabedoria para diferenciar uma coisa da outra. Para viver um dia de cada vez, desfrutando cada momento, aceitando as dificuldades como um caminho para o crescimento espiritual e confiando sempre que Tu haverás de fazer o melhor para mim, sempre, caso eu entregue minha vida para Ti. Amém."
         Oração atribuída a São Franscisco de Assis

A ansiedade é um sentimento natural e, portanto, é difícil evitá-la. Quem já não ficou ansioso antes de uma prova na faculdade ou uma viagem para o exterior, ou ainda na véspera de uma cirurgia? Acredito que todo mundo já passou por isso.

Agora, há um tipo de ansiedade que ultrapassa esse quadro, digamos assim, de normalidade. Refiro-me à pessoa que vive ansiosa por quase tudo e não consegue ter paz e curtir a própria vida. Essa é uma ansiedade destrutiva, que acaba por drenar as energias da pessoa e, em alguns casos, pode deixá-la paralisada. 

É esse tipo de ansiedade destrutiva que vou discutir aqui. E começo lembrando que a raiz dela está no desejo de controlar as situações da vida, inclusive coisas que quase nunca podem ser controladas. 

Por causa disso o filósofo francês Montaigne chegou a dizer: “Minha vida é cheia de infortúnios, a maior parte dos quais nunca me aconteceu.”

Esse tipo de ansiedade é tão destrutiva que chega a causar problemas físicos. Homens muito ansiosos têm quatro vezes mais chance de sofrer ataques cardíacos e a ansiedade constante diminui a resistência do corpo às doenças. E quando é adicionado a esse quadro crônico coisas como a insônia e a falta de alegria, o estrago causado pela ansiedade pode ser muito grande. 

Jesus alertou muito seus seguidores/as contra a ansiedade destrutiva (Mateus capítulo 6, versículos 25 a 34). Ele demonstrou saber que a ansiedade faz parte da vida das pessoas, mas que há um limite que não pode ser ultrapassado, sob pena da pessoa ficar doente. 

É interessante perceber que, por mais ansiosa que a pessoa seja, esse sentimento não muda em nada as circunstâncias da sua vida. Problemas vem e vão e a ansiedade não contribui em nada para eliminá-los. A ansiedade funciona como uma cadeira de balanço, passando a sensação de ação, mas deixando a pessoa no mesmo lugar. A ansiedade não gera qualquer resultado produtivo.

Como combater a ansiedade destrutiva
As pessoas costumam ficar ansiosas por duas razões: Porque querem ter certeza que tudo em sua vida está sob controle e porque não confim suficientemente em Deus para ajudá-la. Em outras palavras, falta-lhes fé. Bem lá no fundo, as pessoas ansiosas acham que Deus não vai dar conta de controlar tudo tão bem como elas mesmas fariam - parece absurdo, mas essa é a mais pura verdade.

A Bíblia ensina que, em lugar de ficar ansioso/a, você deve entregar seus problemas para Deus (1 Pedro capítulo 5, versículos 6 e 7). Afinal, é n´Ele que nascem as melhores respostas, aquelas que você precisa. 

É claro que você precisa fazer sua parte para tornar melhores as circunstâncias da sua vida - planejar, preparar-se, etc. Mas, feita sua parte, você precisa entregar seus problemas a Deus, como Jesus ensinou. 

E esse é o ponto de partida para vencer a ansiedade excessiva. Agora, fazer isso envolve um exercício de humildade, conforme lembrou o apóstolo Pedro na passagem que citei acima. É preciso reconhecer a própria incapacidade de controlar as circunstâncias da própria vida e, humildemente, passar o controle para Deus. 

Outras sugestões que podem ajudar você a vencer a ansiedade são dadas a seguir. E a primeira delas é diminuir as fontes de ansiedade, aceitando as realidades da vida que você não conseguirá mudar, não importa o quanto venha a se esforçar.

Por exemplo, você nunca vai agradar todo mundo e às vezes será até rejeitado/a por alguma pessoa, passará por imprevistos, vai falhar de vez em quando, envelhecerá e provavelmente irá engordando à medida que a idade chegar, e assim por diante. Aceite essas sem sofrer, sem se insurgir contra elas e você viverá melhor.

Em segundo lugar, procure viver mais no presente e menos no passado ou no futuro, como Jesus mesmo ensinou no texto que citei acima, ao dizer: lembre-se que "basta a cada dia o seu mal". 

Quem vive demais no passado ("o tempo bom era quando eu..."), acaba por não aproveitar as oportunidades do presente. E quem vive demais no futuro ("vou fazer isso depois que me aposentar...") também.

Analise com cuidado as outras fontes de ansiedade que afetam sua vida e as confesse a Deus. Caso não consiga fazer isso, peça a Deus sabedoria para te ajudar a dar esse passo.

Ore sempre e peça a Deus ajuda para enfrentar suas dificuldades. A chamada "oração da serenidade", citada no início desta postagem, pode ajudar muito, pois é um guia de orientação.

E persevere nesses propósitos, sem ligar muito para as circunstâncias. 

Com carinho

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

QUEM É O ÍMPIO

Quem é a pessoa ímpia? Hoje em dia existe um pensamento nas igrejas evangélicas que entende ser impio/a aquele/a que não frequenta uma igreja. Quem não congrega.

Mas esse não é o ensinamento da Bíblia. Segundo o texto bíblico, impiedade é uma coisa bem diferente e tem muita gente ímpia que não sabe disso. 

Esse é o tema que a pastora Carol e a Alícia discutem no seu mais novo vídeo - veja aqui.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O FOGO ACESO DENTRO DE NÓS

Todo/a cristão/ã tem um "fogo" aceso dentro de si. E a força desse fogo tem a ver com o tipo de relacionamento que a pessoa tem com Deus. 

Tem gente que cuida desse fogo diariamente, coletando lenha e amontoando-a, para alimentar as chamas, sempre preocupadas em que o fogo nunca se apague. 

Mas também tem gente, que trata esse fogo como se fosse a chama do fogão - acende quando quer e apaga quando acha que não precisa dela. E isso não é nada bom.

Esse é o tema do novo vídeo do Rogers: O fogo que existe dentro de todos/as nós - veja aqui.

sábado, 14 de outubro de 2017

EXISTE MALDIÇÃO HEREDITÁRIA?


Você já deve ter ouvido falar muito de maldição hereditária (ou maldição de família ou pecado de geração). Trata-se de assunto muito popular no meio evangélico.

Quem acredita nisso defende que certas pessoas estão sujeitas à maldição por terem nascido em determinada família. A origem da maldição seriam pecados dos antepassados - palavras indevidas proferidas por eles, bens "contaminados" que passaram de pai para filho, etc.

Esse tipo de problema, segundo tal tipo de pensamento, geraria consequências terríveis para sucessivas gerações, sendo os descendentes de tais famílias acometidos por doenças (como alcoolismo ou câncer), tendo maior propensão ao adultério, correndo maior risco de acidentes, etc. 

Essas consequências terríveis seriam causadas por demônios que atuariam junto àquela família ao longo do tempo. Ficam como "agarrados" ao dia-a-dia daquele grupo social, fazendo tudo para trazer a desgraça para aquelas pessoas.

E acabou sendo desenvolvido, no meio evangélico, todo um conjunto de práticas para combater a maldição hereditária, que vão de cursos e seminários para formação de especialistas em quebrar tal tipo de maldição, até cultos de libertação e outras ações pastorais específicas para esse assunto. Essas práticas acabam atraindo grande interesse do público evangélico porque a crença na maldição hereditária é muito difundida.

Existe justificativa bíblica para a maldição hereditária?
O conceito de maldição hereditária foi desenvolvido no final da década de setenta por líderes pentecostais norte-americanos. No Brasil, esse tipo de teologia encontrou terreno fértil, como forma de combater as religiões de origem africana e o espiritismo, bastante populares entre nós. E, infelizmente, esse movimento tem feito mal a muitas pessoas, como mostrarei adiante. 

Antes de ir adiante, é preciso ver o que a Bíblia fala a esse respeito. O texto básico usado por quem acredita na maldição hereditária é Êxodo capítulo 20, versículo 5, onde está dito que Deus "visita" a iniquidade feita pelos pais, nos/as filhos/as, até a quarta geração. 

De acordo com essa linha de pensamento, os pecados dos pais podem gerar maldições hereditárias transferidas para seus descendentes. E como os descendentes, muitas vezes, acabam por pecar da mesma forma, a maldição vai se perpetuando indefinidamente, até ser quebrada. 

Outro texto usado para defender essa ideia é Romanos capítulo 5, versículo 12, onde Paulo fala que todos os seres humanos sofrem consequências por causa do pecado de Adão, o primeiro homem. Ora, se há uma maldição hereditária, gerada por Adão, podem existir outras maldições da mesma natureza.

Quando a maldição hereditária é diagnosticada, diz essa doutrina, torna-se necessário fazer algumas coisas para quebrar o ciclo negativo: por exemplo, a expulsão de demônios, o descarte de bens "contaminados", pedidos de perdão em nome dos antepassados, etc.

Felizmente, não há embasamento bíblico para essas conclusões todas. Em primeiro lugar, porque o texto do Êxodo acima citado se refere às consequências do pecado sendo sentidas pelas gerações posteriores e não de uma maldição. 

Por exemplo, filhos de pais alcoólatras podem sofrer de abusos, mal tratos, etc, o que contribui para que eles, por sua vez, também se tornem pessoas desequilibradas e possam vir a abusar dos seus próprios filhos/as, ou vir a ter problemas de saúde. Não se trata de uma maldição em funcionamento e sim da propagação das consequências dos pecados passados. 

Da mesma forma, que a grande chaga da escravidão ainda gera desigualdades sociais no Brasil dos dias de hoje. Os/as negros/as nunca tiveram as mesmas oportunidades que as pessoas brancas e isso se reflete em condições de vida piores, menor expectativa de vida, maior índice de criminalidade, etc. 

Em segundo lugar, a Bíblia nos diz que o/a filho/a nunca reparte a culpa com o/a pai/mãe e vice versa (Ezequiel capítulo 18, versículo 20). Cada pessoal é responsável pelos pecados que comete, inclusive perante a justiça dos homens. E é interessante observar que quando alguém usou o ditado popular “os pais comeram uvas verdes e os dentes dos filhos é que se embotaram”, Deus respondeu que esse provérbio não deveria nunca ser usado (Ezequiel capítulo 18, versículos 2 a 4). 

A terceira razão para não existir maldição hereditária toma por base o mesmo texto de Romanos acima citado. Nele, Paulo disse que o sacrifício de Jesus acabou com as consequências do pecado de Adão. Se Paulo estava mesmo falando de maldição hereditária, o que é muito questionado, tal problema acabou 2.000 anos atrás, com a crucificação de Jesus. 

E Paulo ainda falou que Jesus levou sobre si os nossos pecados e maldições e, por conta de suas feridas, fomos sarados/as. 

A última razão para justificar que não existe esse tipo de maldição é o fato que a maldição bíblica nada tem a ver com pragas, “olho gordo”, etc, coisas comuns no pensamento brasileiro. A maldição bíblica decorre do pecado da própria pessoa - em outras palavras, é ela que causa o problema para si mesma. Ora, sendo assim, não há qualquer sentido que filhos/as paguem por algo que os pais teriam feito. 

Consequências ruins dessa doutrina errada 
Na prática, costumam ocorrer três tipos de problemas para quem acredita em maldição hereditária. O primeiro deles é o excesso de diagnósticos de maldições – acabam sendo tantas as “ocorrências”, que as pessoas acabam fragilizadas e inseguras. 

O segundo problema é que, na ânsia de quebrar a maldição, as pessoas acabam sendo aconselhadas a fazer o que não deveriam, como difamar o nome dos antepassados, coagir familiares a confessar coisas sem sentido, descartar bens de valor, etc. 

O terceiro problema tem a ver com o fato que os/as líderes cristãos/ãs que acreditam no conceito de maldição hereditária não concordam muito entre si quanto ao que deve ser feito para superá-la - basta ler os livros falando sobre esse tema, para ter comprovação do que acabei de falar. Por causa disso, as pessoas que acreditam nisso acabam ficando muito confusas. 

Conclusão
Não existe a tal maldição hereditária - esse é um conceito desenvolvido recentemente que não tem respaldo bíblico. Esse desenvolvimento teológico nasceu na segunda metade do século passado e ganhou força por conta da sua novidade. 

Certamente que há pessoas sinceras defendendo essas idéias e eu mesmo conheço algumas delas. Mas um erro sincero, não deixa de ser um erro e pode causar prejuízos. Simples assim

Com carinho

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

E QUANDO PEDEM PROVAS QUE DEUS EXISTE?

Várias vezes já me perguntaram se há provas concretas da existência de Deus. Normalmente, quem faz esse tipo de pergunta acha que não e está tentando colocar o/a cristão/ã numa "saia justa". 

A grande mídia, de forma geral, não se cansa de ridicularizar as explicações cristãs para Deus e as questões da vida (sua origem, significado, etc), insinuando que elas não têm base científica e são intolerantes. A Bíblia, então, é considerada um livro cheio de fantasias e sem a menor credibilidade. 

As instituições de ensino superior vão pelo mesmo caminho da grande mídia - em algumas delas, é considerado absurdo qualquer professor/a ser cristão/ã, como ouvi, tempos atrás, de uma professora universitária.

Não é de se estranhar, portanto, que muitos/as cristãos/ãs acabem com dúvidas, depois de questionados/as e expostos/as a essas críticas. Muitos/as, especialmente os/as mais jovens, acabam até abandonando a fé cristã.

A verdade, é que muitas vezes perdemos a batalha pelos "corações e mentes" das pessoas por nossa própria culpa. Primeiro, porque, muitas vezes, não damos a essa questão a importância que ela tem. Tratamos as coisas de forma simplista.

Muitos/as pastores/as, quando são abordados/as por jovens com dúvidas, simplesmente aconselham o/a jovem a manter sua fé, declaração que não ajuda em nada, pois se pessoa tem dúvidas que coloca em dúvida su crença, precisa de respostas e não de uma declaração vazia. 

A segunda razão é que pouca gente sabe como responder esse tipo de pergunta e essa é a mais pura verdade. Afinal, poucos/as cristãos/ãs dedicam tempo para estudar os argumentos lançados contra o cristianismo - por exemplo, negando a existência de Deus - e as respostas que existem contra eles, desenvolvidas por pensadores cristãos/ãs extremamente preparados. 

É como numa prova escolar: Você somente vai saber a resposta certa, na hora da prova, se tiver estudado a matéria. Existem boas respostas apoiando a doutrina cristã, mas é preciso estudar essa questão.

Finalmente, muitas vezes perdemos a batalha pelos "corações e mentes" das pessoas porque somos intimidados pelas críticas da sociedade moderna - num mundo “politicamente correto”, os/as cristãos/ãs são criticados por serem intolerantes, atrasados, acreditarem em fantasias, etc. 

É claro que um confronto de ideias pressupõe respeito de parte a parte: Discordar de uma pessoa não é ofendê-la e nem fazer pouco dela, muito menos usar de violência, verbal ou física, como alguns cristãos/ãs, infelizmente, fizeram e ainda fazem. 

Jesus debateu de forma contundente com as pessoas que o questionavam. Ele nunca deixou de falar o que precisava ser dito, mas nunca fez isso de forma agressiva ou desrespeitosa.

E esse deve ser nosso comportamento: Defender nossa crença sem qualquer temor ou preocupação de desagradar, mas fazer isso de forma respeitosa.

Há provas que Deus existe?
Voltando à questão das provas sobre a existência de Deus, o que você pode responder, se lhe fizerem esse desafio? há muito que você pode dizer.

E comece lembrando que a ciência não pode provar diretamente nem que Deus existe nem que Ele não existe. Isso porque Deus é um ser espiritual e a ciência somente lida bem com coisas materiais. Deus está fora do escopo da ciência.

O que você pode dizer então? Simples, embora não seja possível provar diretamente que Deus existe, com um experimento científico, Ele deixou no universo traços ("impressões digitais") que provam sua existência. 

É possível, portanto, chegar à conclusão que Deus existe analisando essas "impressões digitais" e concluindo que elas apontam para a existência de um ser superior, criador, etc. 

E esse tipo de abordagem não é usada apenas na discussão sobre a existência de Deus. Não é uma invenção do poco cristão. Isso é feito todo dia, por exemplo, pela polícia, quando quer provar que uma pessoa cometeu um crime, para o qual não houve testemunhas. Os/as investigadores/as criminais vão ao local do crime e procuraram evidencias indiretas - como impressões digitais ou fios de cabelo - que comprovem a autoria do crime. Quando conseguem juntar evidencias suficientes, constroem um caso forte o bastante para ir a julgamento e condenar o/a acusado/a.

É exatamente assim que você vai mostrar que Deus existe. vai citar as evidencias que existem para sua existência, através das "impressões digitais" que Ele deixou no universo. E há muitas, tantas que, para uma pessoa que olhe para as coisas com sinceridade, não há como duvidar da existência de Deus. 

Por exemplo, a ciência já demonstrou que nosso universo não existiu sempre - foi formado num dado momento. Segundo quase todos/as os/as cientistas, o chamado Big Bang – a explosão de um “ovo” cósmico (uma pequena esfera de matéria com densidade inimaginável).

E aí está uma "impressão digital" de Deus. Afinal, se o universo foi criado, foi preciso haver uma força criadora, pois o nada não pode gerar qualquer coisa. 

Essa força criadora precisaria ter poder inimaginável para criar algo tão grande como o universo. E também precisaria ter uma inteligência extraordinária, tal a complexidade do que foi criado. 

Eu não tenho espaço aqui para desenvolver todo o raciocínio que leva até a existência de Deus, a partir da criação do universo, mas já deu para você ter uma ideia de como isso pode ser feito. 

Outras "impressões digitais" da ação de Deus são a criação da vida a partir de simples compostos químicos e também o aparecimento da consciência humana. Isso teria sido impossível sem uma mente inteligente e com grande poder criador. 

E repare que nessa argumentação não foi preciso apelar para a Bíblia, o que faz todo sentido, pois se você está conversando com quem não acredita em Deus, essa pessoa não vai acreditar na Bíblia como sua Palavra. Não faria sentido.

Concluindo, não tenha dúvida em defender a existência de Deus, um Ser extraordinário que criou tudo que existe. Há argumentos sólidos para conversar sobre isso em qualquer círculo social, em qualquer circunstância. 

Agora, se você tiver interesse em fazer isso, precisa se aprofundar no tema e entender a argumentação completa por traz da defesa da nossa fé. Falo sobre isso em outras postagens aqui no site, mas se você tiver interesse de conhecer mais, mande uma mensagem que eu ficarei feliz em dar mias informações para você.

Com carinho

terça-feira, 10 de outubro de 2017

O DESAFIO DA GRAÇA DE DEUS

Hoje em dia é muito comum a ideia que não há um único caminho que leva à verdade e a Deus. Vários caminhos conseguiriam fazer isso.

Mas, esse não o ensinamento da doutrina cristã. A Bíblia ensina que ninguém vai até Deus sem passar por Jesus (João capítulo 14, versículo 6). E, por causa disso, cada vez mais o povo cristão é desafiado a demonstrar porque sua crença seria superior a outras religiões.

Acredito que a resposta para esse desafio é simples: a Graça de Deus, pois esse é o ensinamento que o cristianismo traz diferente de todas as outras religiões. 

Orase nenhuma outra religião fala sobre a Graça de Deus, esse conceito deve resumir aquilo que o cristianismo tem de melhor. E essa é a mais pura verdade. 

A Graça de Deus é algo que ninguém merece – ela existe e é derramada sobre nós porque Deus quer. A Graça é gerada e alimentada pela misericórdia e o amor de Deus por nós. 

É pela Graça, e não pelos próprios méritos, que as pessoas têm acesso a Deus, são reconciliadas com Ele apesar dos seus pecados. E a razão para isso é simples: todos os seres humanos pecam e, portanto, não conseguem agradar a Deus unicamente por seus méritos. Em outras palavras, pelas próprias obras ninguém consegue chegar até Deus.

A Graça funciona assim: Deus mandou seu Filho, Jesus, morrer por nós numa cruz. E essa morte pagou o preço dos nossos pecados. Assim, todo aquele que reconhecer seus pecados, arrepender-se deles e aceitar Jesus como seu Salvador, é perdoado, mediante essa Graça, e pode ser salvo (João capítulo 3, versículo 16).

Conforme comentei, nenhuma outra religião defende esse tipo de conceito. Algumas religiões - por exemplo, o budismo e o espiritismo - pregam um processo de aperfeiçoamento interior constante, alcançado através de múltiplas vidas. As pessoas iriam melhorando aos poucos, na base da tentativa e erro, e terão tantas chances (novas vidas) quantas forem necessárias para fazer esse aprendizado. Se aprenderam mais depressa, melhor para elas.

Em resumo, essas linhas de pensamento defendem que as pessoas salvam a si mesmas, através dos seus próprios méritos. E a Graça de Deus não se faz necessária. Na verdade, não espaço para ela. 

O desafio da Graça
Mas aqui cabe uma pergunta importante: por que a Graça é necessária? Simplesmente porque um esquema baseado no mérito, onde as pessoas conquistam sua salvação pelo bem que fazem, não é viável. Simples assim.


E Deus explicou a razão. Ocorre que Ele nos deu a Lei – aquela transmitida aos israelitas por Moisés, detalhada por diversos outros profetas e, finalmente, ampliada por Jesus, Paulo e outros escritores do Novo Testamento. São esses mandamentos que Deus espera que as pessoas cumpram para atender seus requisitos mínimos. Até aí tudo bem.

O problema é que a esses requisitos são impossíveis de atingir. Basta, por exemplo, pensar na exigência de amar o próximo como a si mesmo. Você conhece alguém que faz isso plenamente? Eu não conheço.

Quando qualquer pessoa se conscientiza disso, ela acaba por perguntar para Deus: “Assim, ninguém vai ser salvo e agora?”. E Deus, em resposta, mostra sua Graça: Basta essa pessoa reconhecer seus pecados e aceitar aquilo que lhe é dado sem qualquer custo, isto é a salvação através do sacrifício de Jesus na cruz. 

Parece simples e fácil, não é? Afinal, como diz um famoso ditado: “de graça, até injeção na veia...”. Sendo assim, deveria ser fácil para todo mundo aceitar a Graça de Deus. Por que então tanta gente resiste à Graça?

O problema é que, ao aceitar a Graça de Deus, as pessoas precisam também aceitar outras coisas que são consequência direta dessa mesma Graça. E isso muita gente não quer fazer. Vamos ver onde está o problema.

Primeiro, como a salvação vem sem mérito pessoal, isto é pela Graça, Deus tem direito de salvar quem quiser e ninguém pode questionar o que Ele vier a decidir. Mas, as pessoas querem manter o poder de decidir quem será ou não salvo. E questionam isso a todo momento: Acham injusto quem parece bom não ser salvo e alguém, como o ladrão que estava ao lado de Jesus na cruz e aceitou no último momento, ser aceito por Deus (Lucas capítulo 23, 39 a 43).

Outro aspecto que afasta as pessoas do caminho da Graça é a percepção de ser preciso a fé em Cristo. E essa fé não é, como pode parecer à primeira vista, uma simples declaração de intenções, feita num momento de emoção, como ocorre com frequência nas igrejas, depois de pregações e louvor inspirados. 

A fé verdadeira precisa mudar a pessoa, transformar sua forma de ser e a levar a viver mais de acordo com aquilo que Deus deseja do ser humano. Em outras palavras, essa fé precisa gerar obras (Tiago capítulo 2, versículos 14 a 26). 

Não são as obras que salvam e sim a fé, mas as obras são um termômetro da fé - se elas não existem, isso comprova que a fé também não existe de verdade.

A questão real, portanto, é que muitas pessoas não querem mudar. Não desejam deixar seus caminhos e até seus pecados "de estimação" ou não acreditam que isso seja necessário. Assim, permanecem nos seus caminhos e a Graça não é derramada. E essa provavelmente é a causa mais comum das pessoas não . 

Concluindo, a Graça de Deus é a resposta à pergunta sobre o que faz o cristianismo especial. Não existe nada no mundo que seja como a Graça, afinal tudo o mais que obtemos na vida tem seu "custo", sua contrapartida. 

Agora, não há dúvida que aceitar essa Graça é um desafio. E esse é o verdadeiro desafio de ser cristão.

Com carinho

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

VOCÊ É IMPORTANTE PARA DEUS

           "...E apesar dessa Glória que tens,                             Tu te importas comigo também..."                               Trecho da letra de hino evangélico             
Certa vez uma amiga me contou que pede a Deus para ajudá-la em tudo, até para encontrar vaga em estacionamento de shopping. 

Tem gente que acha errado pedir tudo a Deus, argumentando que não se deve incomodá-lo com bobagens, como uma vaga de estacionamento. Já ouvi esse tipo de crítica muitas vezes.

Mas, ela não se sustenta porque, na verdade, quando alguém pede alguma coisa a Deus, grande ou pequena, não conta nenhuma novidade para Ele, pois Deus já sabe de tudo mesmo, já que é onisciente. 

O que me surpreende não é o fato das pessoas pedirem a Deus coisas pequenas e grandes, e sim d´Ele atender tais pedidos. Surpreende-me que Deus tenha motivação e tanta paciência para cuidar de todas as questões que afetam nossas vidas. Se você não se surpreende, é porque nunca pensou na dimensão e na majestade de Deus - nunca se esqueça que Ele criou e sustenta o Universo. 

É justamente isso que o trecho da letra citado no começo deste post, procura nos lembrar. Apesar de toda glória que Deus tem, Ele se importa com você e comigo. Somos importantes para Ele.

O carinho e a atenção de Deus conosco são tão grandes que, conforme a Bíblia, até os fios de cabelo das nossas cabeças (no meu caso, já bem poucos) estão contados e não caem sem que Ele saiba. Fantástico!

A única explicação que encontro para tudo isso está relacionada com a própria natureza de Deus, sua essência. Deus é amor, ou seja, Ele age assim por amor. Simples assim.

Há pessoas que se mostram inconformadas de existir um Deus que acompanha o comportamento das pessoas. Isso faz com que elas se sintam vigiadas. Na verdade, ao invés de se sentir vigiadas, elas deviam se sentir privilegiadas, ao perceber que Deus se preocupa com elas continuamente. 

Afinal, se Deus se dá ao trabalho de acompanhar as necessidades diárias das pessoas e intervir, para ajudá-las, por que seria de se estranhar que Ele também perceba e critique os erros (pecados) delas? É tudo parte do mesmo "pacote". Não é possível ter uma coisa, sem a outra.

O Deus que servimos se preocupa com você e comigo. Somos importantes para Ele. E isso é fantástico e deve ser motivo de gratidão nossa.

Com carinho