terça-feira, 22 de julho de 2014

CONHECENDO A VERDADE

"... conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". João capitulo 8, versículo 32
Há três formas de saber se determinada afirmação é verdadeira: experiência própria, uso da lógica ou acreditar no depoimento de terceiros. Usamos essas diferentes alternativas com tanta naturalidade que nem percebemos -  o processo é quase automático.

A primeira alternativa é a mais usada e simples. Trata-se de saber que algo é verdade pela própria experiência. Sei que não estava chovendo hoje de manhã porque não caiu água na minha cabeça em momento nenhum. E o chão não estava molhado. Simples assim.

A segunda alternativa é usar a lógica. As pessoas sabem intuitivamente que há relações entre as coisas que acontecem e usam esse conhecimento para avaliar a verdade das afirmações. Por exemplo, se estou num quarto escuro, sem acesso ao exterior, e ouço o barulho de trovões, sei que existem raios caindo. Afinal, os trovões são o barulho gerado pelos raios - uma coisa sempre anda junto com a outra.

A terceira alternativa é usar o depoimento de terceiros. Por exemplo, leio um artigo de jornal onde é citado um estudo científico falando que determinado alimento dá câncer. Aceito isso como verdade e deixo de comer o tal alimento. É por causa disso que você sabe que a famosa equação de Einstein (E= mc²) reflete uma verdade científica. Foram conduzidos inúmeros experimentos e observações que comprovaram que  essa equação é verdadeira. 

As pessoas tendem a acreditar naquilo que ouvem de terceiros caso também acreditem na credibilidade de quem está falando. Os filhos se acostumam a aceitar determinadas verdades ensinadas pelos pais. Quando crescem, os amigos passam as ser fontes "confiáveis" que usam. Depois vem os professores, os chefes, os pastores, etc. 

Portanto, quando um(a) artista conhecido(a) recomenda um produto na televisão, ele(a) está tentando transferir a credibilidade que acumulou para convencer os telespectadores(as) que aquele produto é bom mesmo. Ele(a), de certa forma, está "vendendo" a credibilidade que acumulou junto à opinião pública. E é pela mesma razão que ninguém mais acredita em promessa de político - eles(as) não têm qualquer credibilidade.

Conhecendo as verdades sobre Deus
As pessoas acabam por conhecer as verdades sobre Deus - seus mandamentos, sua forma de agir ou como se relacionar com Ele - da maneira como indiquei acima.

Primeiro, podem conhecer essas verdades com base na sua própria experiência. E esse conhecimento vem própria vivência da ação d´Ele nas suas vidas, através da oração, do louvor e/ou do testemunho direto de milagres. 

A Bíblia está cheia de relatos de experiências que tiveram efeito transformador na vida das pessoas. Por exemplo, Paulo vinha pela estrada de Jerusalém para Damasco, onde iria liderar a perseguição aos cristãos. No caminho, ele teve uma experiência pessoal com Jesus - uma visão - que mudou sua vida (Atos dos Apóstolos capítulo 9, versículos 1 a 9).

Depois, vem a lógica que permite à pessoa tirar conclusões sobre quem Deus é e como atua com base na análise lógica das evidências disponíveis. Esse é o domínio da teologia, do estudo da doutrina cristã. 

Por exemplo, a Bíblia conta que, quando Jesus foi batizado por João Batista, ouviu-se a voz de Deus dizendo que ali estava seu Filho amado. No mesmo momento o Espírito Santo apareceu na forma de uma pomba (Mateus capítulo 3, versículos 13 a 17). Com base nessa informação (e em muitas outras, que não vem ao caso aqui), somos levados a concluir que Deus é uma Trindade - Pai, Filho e Espírito Santo -, embora a Bíblia nunca use essa palavra para se referir a Deus. 

Na minha experiência, ninguém se converte por conta do conhecimento teológico acumulado. A importância desse tipo de conhecimento é outra: serve para superar barreiras psicológicas que as pessoas possam ter contra a fé em Jesus, por exemplo, por considerá-la ilógica. O conhecimento teológico também é importante para evitar que as pessoas sigam práticas religiosas contrárias à vontade de Deus, colocando suas vidas espirituais em risco.  

Finalmente, vem o testemunho de terceiros. O testemunho mais importante que podemos ter é o da Bíblia - trata-se de um depoimento que Deus passou para os seres humanos, ao inspirar diversos homens a escreverem sobre os fatos que viveram, as lutas espirituais que enfrentaram, etc. E a própria Bíblia fala sobre a importância do testemunho que proporciona - veja o versículo que está no cabeçalho deste blog ("a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus"). 

Mas, para que as pessoas aceitem o testemunho da Bíblia, é preciso que ela tenha credibilidade - é por isso que os contrários ao cristianismo procuram destruir o conceito de que a Bíblia goza. E também é pela mesma razão que os cristãos se preocupam em defender essa credibilidade.

Problemas para conhecer a verdade
Há diversos problemas que podem surgir quando as pessoas tentam conhecer verdades sobre Deus. E tudo têm a ver com o mau uso das possibilidades que discuti acima.

O primeiro tipo de problema é causado pelo excesso de ênfase nas experiências pessoais - isso é muito comum nas igrejas cristãs de corte pentecostal e carismático. As igrejas que seguem esse caminho não se preocupam muito com o ensino de doutrina cristã pois pensam que o Espirito Santo vai revelar diretamente para cada pessoa o que for necessário.

E aí as pessoas acabam tendo um entendimento muito "raso" do cristianismo e aceitam qualquer tipo de doutrina que lhes for passada, desde que "validada" por alguma experiência pessoal. Mas nunca podemos esquecer que nossos sentidos nos enganam quando tentamos conhecer a verdade - às vezes pensamos ter visto coisas que não vimos de fato. Portanto, construir toda uma vivência espiritual apenas com base nas experiências vividas é um risco muito grande.

O segundo tipo de problema aparece quando há excessiva ênfase nos ensinamentos teológicos. Quando a teologia é separada da vida, intelectualizada demais e fria. Uma teologia que, ao invés de ajudar, atrapalha. Vemos isso acontecer com muita frequência no meio acadêmico, por exemplo quando jovens entram nos seminários bastante entusiasmados e acabam perdendo sua fé ali.

O terceiro tipo de problema vem da excessiva ênfase no testemunho de terceiros. Por exemplo, das pregações que pastores "iluminados" fazem - infelizmente, nas suas igrejas o que eles falam acaba virando uma "verdade" com o mesmo peso do texto bíblico. 

Concluindo, uma vida cristã saudável deve incluir as três formas de validação da verdade - a experiência direta com Deus, o uso lógico de uma doutrina sólida para testar as informações que a pessoa acumulou e o testemunho de terceiros (da Bíblia e de pessoas que tenham credibilidade). Todas essas formas de busca da verdade são válidas e importantes. E precisam ser usadas de forma equilibrada, complementando-se entre si.

Com carinho

quarta-feira, 16 de julho de 2014

COMO RESOLVER CONFLITOS NA IGREJA

Conflitos acontecem em todos os tipos de relacionamentos humanos. Marido e mulher entram em conflito (e como), pais e filhos também, amigos(as) idem. Portanto, não é de se estranhar que os conflitos existam também dentro das igrejas. Eles certamente vão acontecer mais cedo ou mais tarde. Simples assim.

O que deve diferenciar as igrejas dos demais grupos sociais não é a inexistência dos conflitos, porque isso seria impossível de pedir, mas sim a forma como lidam com esse tipo de problema - aí sim deve haver uma diferença. As igrejas devem resolver conflitos não com base na lei do mais forte, ou de quem grita mais, mas a partir daquilo que o cristianismo ensina. 

Lidando com conflitos
Jesus nos ensinou a lidar com esse tipo de questão (Mateus capítulo 18, versículos 15 a 17). E o resumo dos seus ensinamentos é o seguinte: 
  • Quando há um conflito, as partes devem manter contato, de boa fé, visando resolver a questão (versículo 15). Isso pode ser feito por iniciativa delas ou por proposta de algum líder da igreja, como o pastor.
  • As conversas devem ser em particular, nunca na frente de toda a comunidade (versículo 15). Há pastores que cometem o erro sério de logo envolver a comunidade como um todo, talvez até para aumentar seu poder de pressão na busca da solução e isso deve ser evitado.
  • Se o entendimento não avançar, pelo menos duas outras pessoas devem ser chamadas para ajudar, servindo como mediadores e/ou testemunhas. E os contatos devem continuar privados (versículo 16). 
  • O(s) líder(es) e outras pessoas da comunidade que estiver(em) participando das conversas deve(m) sempre encarecer a necessidade de que a solução para o conflito respeite as ideias do cristianismo (versículo 16).
  • As conversas devem continuar enquanto houver uma expectativa razoável de se chegar a uma solução adequada (versículo 16). 
  • Esgotadas as possibilidades de entendimento, aí então o problema deve ser trazido para a igreja como um todo, para que a comunidade possa se posicionar. É nesse
  • estágio que podem ser impostas sanções às pessoas envolvidas no conflito - por exemplo afastando da igreja aqueles(as) que insistam em criar problemas ou não aceitem uma solução adequada (versículo 17). 
Palavras finais
Esses ensinamentos são úteis porque você pode se ver envolvido na solução de algum tipo de conflito. Quer por ser parte dele, ou ainda por ter sido chamado a mediar algum tipo de entendimento, ou ainda por precisar participar de deliberações da igreja ao qual pertence.

E você precisa saber como conduzir sua participação caso alguma dessas situações aconteça. Não será agradável, certamente, mas isso é parte da vida de todos, incluindo dos cristãos.

Com carinho  

sábado, 12 de julho de 2014

O MAIOR DOS AMIGOS

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração...                                                     
Amigo é coisa para se guardar                                           
No lado esquerdo do peito                                           
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"           
Canção da América de Milton Nascimento 

Ter amigos é uma das melhores coisas da vida. O ser humano foi feito para ter amizades, tanto assim que um filósofo chegou a dizer: "ninguém deveria ser uma ilha". Em outras palavras, ninguém deveria viver sozinho, sem vínculos com outras pessoas.

A Bíblia tem muito a ensinar sobre a amizade. Ela diz que o(a) amigo(a), dentre outras coisas, ...
  • é constante, fiel e não abandona a pessoa que ama quando ela passa por dificuldades. 
  • diz a verdade - aquilo que essa pessoa precisa ouvir -, mesmo que doa e seja difícil. 
  • verdadeiramente se alegra com o sucesso dessa pessoa.
  • é capaz de fazer sacrifícios por ela. 
Acho que essas características definem bem o que um amigo deve ser. E certamente há poucas pessoas na vida de cada um de nós que preenchem todas elas (Provérbios capítulo 18, versículo 24). 

Um amigo muito especial
Quero falar aqui de um amigo muito especial: Jesus Cristo. Ele é especial porque tem todas as características acima comentadas no mais alto grau. Jesus ...
  • é fiel pois nunca abadona aqueles que são seus. Não importa a situação ou a circunstância. 
  • exorta, orienta e acalma. Sempre fala aquilo que você precisa ouvir. Sua verdade está na Bíblia e é papel do Espírito Santo transmitir essa mensagem no seu dia a dia, tornando-a presente na sua vida. 
  • se alegra com seu sucesso, entendido como aqueles atos que aproximam você d´Ele e o(a) fazem avançar pela estrada que leva à salvação. Afinal, é esse tipo de sucesso que verdadeiramente conta. 
  • seu sacrifício por você foi supremo - Ele morreu na cruz para abrir para você as portas do caminho que leva à salvação.
Nunca se esqueça que você tem em Jesus o maior dos seus amigos. Quando estiver se sentindo sozinho(a), sem esperanças e/ou sem motivação para ir em frente, lembre-se d´Ele. Recorra a Ele, pedindo ajuda. Garanto que você não vai se decepcionar.

Com carinho