segunda-feira, 30 de junho de 2014

O MUNDO FÍSICO E O MUNDO ESPIRITUAL

"E sonhou: Eis posta na terra uma escada, cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela."    Gênesis capítulo 28, versículo 12  
Talvez você não tenha se dado conta mas há um mundo além do mundo físico. Trata-se do "mundo espiritual". O mundo físico é onde vivemos, sendo caracterizado por quatro dimensões - altura, largura, comprimento e o tempo - e regulado pelas leis da natureza, como gravidade, termodinâmica e outras. 

mundo espiritual existe em paralelo a esse no qual vivemos, mas é tão real quanto o primeiro, embora seja regido por regras diferentes. 

Os dois mundos têm pontos de contato entre si, embora sejam separados e tenham vidas independentes. Há momentos em que os dois estão separados, mas há outros em que estão intimamente conectados. Por exemplo, o texto acima relata um sonho que Jacó, filho de Abraão, teve. Ele "viu" uma escada por onde anjos subiam e desciam - esses seres espirituais saiam de um mundo e entravam no outro, desempenhando as tarefas que Deus lhes tinha encomendado. Jacó viu foi uma ampla "janela" aberta entre os dois mundos. 

A Bíblia relata diversos momentos de grande proximidade entre os dois mundos. Um bom exemplo é o episódio do nascimento de Jesus, quando os anjos entoavam hinos de louvor (Lucas capítulo 2, versículos 8 a 14). Outro exemplo é o momento quando Deus deu os Dez Mandamentos para Moisés no Monte Sinai (Êxodo capítulo 24). 

Mas também há relatos de épocas em que essa distância ficou grande, como no período anterior ao dilúvio, quando o pecado estava generalizado e Deus ficou muito zangado (Gênesis capítulo 6, versículos 11 a 22). Outro exemplo, é o chamado período "inter-testamentário", ou seja os duzentos anos da história de Israel que não é coberto nem pelo Velho nem pelo Novo Testamento - aproximadamente do ano 200 AC até o nascimento de Jesus. 

As decisões que Deus toma no mundo espiritual, como enviar anjos para nos ajudar ou escolher um profeta para levar uma mensagem para seu povo, acabam tendo reflexo no mundo físico. Acho que isso é fácil de entender e aceitar. 

Agora, já não é tão fácil de entender e aceitar que o contrário também seja verdadeiro: o que acontece no mundo físico também tem consequências no mundo espiritual. Como prova, cito uma declaração de Jesus dirigida para o apóstolo Pedro:
"Dar-te-ei as chaves do reino dos céus: o que ligares na terra, terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra, terá sido desligado nos céus."     Mateus capítulo 16, versículo 19  
Para entender o que Jesus quis dizer, é preciso reconhecer que há pessoas com autoridade espiritual sobre outras. Por exemplo, a Bíblia é clara que os pais têm esse tipo de autoridade sobre os próprios filhos e podem abençoá-los ou amaldiçoá-los. Tanto é assim, que a benção de Deus foi passada de pai para filho na família de Abraão - ela era tão importante que Jacó teve um enorme trabalho para enganar Isaque, seu pai, e roubar a benção que iria para seu irmão gêmeo, Esaú (Gênesis capítulo 27, versículos 1 a 29).

Maridos e esposas também têm autoridade espiritual uns sobre os outros. E também os pastores podem ter esse tipo de autoridade sobre seu rebanho de fiéis.

E uma pessoa com autoridade espiritual pode gerar consequências espirituais sobre a vida das pessoas sobre a qual tem esse tipo de influência. Foi isso que Jesus explicou na declaração que fez a Pedro, ao dar-lhe autoridade espiritual sobre determinada comunidade de cristãos - decisões espirituais que Pedro viesse a tomar sobre seus liderados, teriam consequência também no mundo espiritual.

Imagine o caso de um pai dizendo abertamente para todos que seu filho não vai se dar bem na vida porque é pouco inteligente - conheço um caso exatamente assim. Além de causar um impacto emocional sobre a criança, esse pai também está lançando um veredicto espiritual (maldição) sobre a vida do filho, mesmo que não seja essa a sua intenção. 

Não tenho espaço para esgotar esse assunto em um único post e, portanto, voltarei a ele em outras oportunidades. Mas você precisa saber que esses dois mundos - físico e espiritual - existem e que um influencia o outro. 

E isso tem consequências importantes na vida das pessoas. Assim, por exemplo, é errado deixar os assuntos espirituais restritos aos momentos em que você passa na igreja, no fim de semana. As questões espirituais certamente irão impactar sua vida secular - seu emprego, suas amizades, seu lazer, etc. 

Da mesma forma, o que você faz no seu dia a dia tem grande impacto na sua vida espiritual. Se você se esquece daquilo que Jesus ensinou, quando vive sua vida física, não pode esperar que sua vida espiritual deixe de sofrer - não há como separar uma coisa da outra.

Com carinho 

sábado, 28 de junho de 2014

O QUE INFLUENCIA SUA ESCOLHAS?

Qual é a referencia que as pessoas usam para definir o que é bom ou ruim, certo ou errado? A experiência mostra que há três caminhos possíveis: 
  • a preferencia vai para aquilo que é melhor para elas mesmas, aquilo que melhor preenche suas próprias necessidades;
  • o bom é aquilo que mais contribui para o bem estar da coletividade, do grupo social ao qual as pessoas pertencem; 
  • o certo é aquilo que Deus determinou. 
Pessoas diferentes escolhem alternativas distintas, conforme sua formação, fé e entendimento. E vem daí a grande divergência de opiniões que existe na sociedade, especialmente no que tange a questões polêmicas como pena de morte, aborto, eutanásia, homossexualismo, ações afirmativas para redução da desigualdade social e outras assim.

A necessidade pessoal é o mais importante
Algumas pessoas pensam que devem dar sempre preferencia àquilo que contribui para melhor preencher suas necessidades pessoais (reais ou imaginadas). Em outras palavras, acham que as pessoas devem ter liberdade para buscarem aquilo que for melhor para si mesmas, naturalmente desde que isso não prejudique a liberdade (o mesmo direito) dos outros. 

A ideia de capitalismo é um bom exemplo desse tipo de pensamento - ela envolve a noção que os agentes econômicos devem ser inteiramente livres para tomar suas decisões (o que comprar, vender ou produzir), que naturalmente serão tomadas visando o máximo ganho possível para eles mesmos. 

Para quem pensa assim, qualquer lei que procure regular o livre mercado - por exemplo, estabelecendo o preço máximo pelo qual determinada coisa pode ser vendida - é uma perda de liberdade que nunca deveria existir. 

Outro bom exemplo aparece na discussão da eutanásia. Muitos defendem a tese de que a pessoa deve ter a liberdade de escolher quando deseja morrer, pois a vida é um bem que pertence apenas a ela mesma. 

O bem comum é o mais importante 
A segunda possibilidade é estabelecer que o mais importante é o bem comum do grupo social. E que cabe a esse grupo definir, provavelmente através de leis apropriadas, o que é ou não certo fazer. 

Naturalmente, essas leis reduzem a liberdade das pessoas de fazerem suas próprias escolhas. O bem comum sempre vem às custas da liberdade pessoal.

Por exemplo, na China, o governo se acha no direito de definir quantos filhos as famílias podem ter para evitar a superpopulação. Ele pode até obrigar mulheres grávidas a abortar. Em outra palavras, viola-se a liberdade individual de escolher quantos filhos se quer ter em prol do controle do crescimento da população. 

Outros exemplos são as leis trabalhistas, as regras para defender o meio ambiente ou os controles de preços de alguns produtos, estabelecidas para reduzir as injustiças sociais e/ou garantir os direitos humanos.  

Obedecer a Deus é o mais importante
A terceira possibilidade é definir que Deus já estabeleceu o que é certo ou errado, bom ou mal. Quem escolhe esse caminho entende que Deus sabe melhor do que ninguém o que deve ser feito pois foi Ele mesmo quem criou as pessoas. 

É claro que as leis de Deus - como a que manda amar o próximo - podem até concorrer para o bem comum, mas o motivo principal para segui-las é a obediência a Ele. Não há dúvida também que as leis de Deus reduzem consideravelmente a liberdade humana - ela nunca deve ser vista como a coisa mais importante.

As incoerências humanas
Há três caminhos que as pessoas podem escolher: dar prioridade à liberdade pessoal (às necessidades pessoais), ao bem comum (à coletividade) ou à obediência a Deus. Comentei também que, conforme o caminho escolhido, as conclusões às quais as pessoas vão chegar, quanto ao que é bom ou ruim, certo ou errado, vai variar muito. Até aí tudo bem.

O problema é que as pessoas não costumam ser consistentes quanto ao caminho que escolhem - ora escolhem uma prioridade e ora outra. Em algumas situações privilegiam a liberdade pessoal, enquanto em outras podem escolher obedecer a Deus ou dar preferencia ao bem comum. E isso gera muita confusão.

Por exemplo, os Estados Unidos são um país fortemente cristão e, por conta disso, boa parte da população é contra o aborto - nessa questão a obediência a Deus é mais importante do que a preservação da liberdade de escolha da mãe. Mas boa parte dessas mesmas pessoas, quando lidam com questões de natureza econômica, defendem a liberdade total dos mercados (o capitalismo), esquecendo-se que a Bíblia ensina coisa bem diferente - Deus regulamentou uma série de questões da vida econômica do povo de Israel, caracterizando que os agentes econômicos não podem ser totalmente livres. 

Mas esse tipo de incoerência não é privilégio dos americanos. Isso também está fortemente presente na sociedade brasileira. Por exemplo, muitas pessoas ditas de esquerda defendem que a liberdade de escolha do ser humano precisa prevalecer em questões como a eutanásia ou o aborto. Por outro lado, defendem que o governo intervenha bastante no mercado, atropelando a liberdade dos agentes econômicos para promover a justiça social. 

Evidentemente essa mistura de prioridades causa muita confusão. Afinal, como saber o que é mesmo certo ou errado, bom ou ruim, se a forma de abordar  cada questão, a prioridade dada em cada situação varia ao sabor das circunstâncias?  

O que fazer?
Acho que todos os cristãos deveriam concordar com a tese que a obediência a Deus precisa ser sempre o ponto de referencia para suas vidas. Mas como fazer isso na prática? Como manter a a coerências nas várias situações? Aí vão algumas sugestões que acredito possam ser úteis.

Em primeiro lugar, toda vez que precisar tomar posição sobre uma questão polêmica, procure entender qual é a orientação real de Deus para aquela questão. E tome muito cuidado para não tomar uma posição primeiro e depois tentar encontrar versículos bíblicos que deem suporte ao que você pensa. Isso infelizmente é muito comum.

Em segundo lugar, aceite a realidade que ser coerente com sua fé, isto é obedecer ao que Deus estabeleceu, muitas vezes é difícil ou até pouco simpático. Por exemplo, quando uma pessoa não cristã afirma que "todos os caminhos levam a Deus", não é simpático corrigi-la e dizer que Jesus é o único caminho para Deus, conforme a Bíblia ensina. Também não é fácil alertar alguém que ele(a) está cometendo um pecado à luz do que diz a Bíblia - claro que não devo fazer isso a partir de uma posição de superioridade e sim do reconhecimento que também peco. 

A obediência a Deus deve ser o que guia você, sempre, mesmo que haja um preço a pagar em termos da aceitação pelos outros e da necessidade de deixar de lado suas preferencias pessoais para aceitar o que Deus diz (por exemplo, eu preferia que o Inferno não existisse, mas a Bíblia diz que isso existe)

Em terceiro lugar, procure evitar pensar que você é o "dono da verdade". Isso significa estar sempre aberto a discutir suas razões para pensar de uma forma e não de outra. Afinal, mesmo o seu entendimento do que venha a ser a vontade de Deus certamente pode variar ao longo do tempo - afinal, o ser humano é limitado e influenciado pelas suas circunstâncias e experiências pessoais. 

Eu mesmo já mudei de opinião e aprendi ao longo da minha vida religiosa - até ateus e pessoas que professam outras religiões me ensinaram coisas importantes. Não deixei de acreditar em Jesus, como meu Salvador, ao longo desse processo de refinamento do meu pensamento, mas consegui deixei de lado vários "penduricalhos" teológicos que tinha aceitado sem questionar direito.

Finalmente, tenha coragem para mudar seu pensamento quando perceber que está errado. Essa talvez seja a parte mais difícil, especialmente se você tiver investido muito tempo e esforço defendendo certa ideia ou posição que de repente percebeu ser inadequada. É preciso humildade e coragem intelectual para dar fazer isso. 

Com carinho 

terça-feira, 24 de junho de 2014

QUANDO O POUCO TEM MUITO VALOR

Não há dúvida que Deus requer que todos os cristãos trabalhem na sua obra. Mas não é isso que acontece na prática, tanto assim que o próprio Jesus alertou que a “seara é grande mas são poucos os trabalhadores” (Lucas capítulo 10, versículos 1 e 2). 

Por que será que esse chamado de Deus é tão pouco ouvido? Penso que há inúmeras razões, como a falta de compromisso com as coisas de Deus. Mas gostaria de falar aqui sobre outra razão, talvez menos abordada, que tem grande impacto negativo. 

Refiro-me à perspectiva errada das pessoas que os trabalhos pequenos, sem maior peso aparente, não têm importam muito. Sendo assim, quando a pessoa só pode contribuir na obra de Deus com algo aparentemente sem muita importância, muitas vezes ela acaba por pensar que não vai conseguir fazer a diferença e deixa de ajudar naquilo que pode.

Ora, não há trabalhos maiores ou menores aos olhos de Deus. Todos são importantes. E Ele sempre leva em conta a capacidade da pessoa de contribuir na sua obra. O que verdadeiramente importa é que a pessoa faça o máximo ao seu alcance.

Esse ensinamento ficou claro numa situação que Jesus viveu, quando estava no Templo de Jerusalém, perto do local onde as ofertas eram recolhidas. Duas pessoas se aproximaram e depositaram suas ofertas: um homem rico deu uma grande quantia, enquanto uma viúva pobre deu umas poucas moedas de valor muito baixo. Jesus alertou seus discípulos que a viúva tinha dado muito mais, porque ela deu daquilo que lhe faltava, enquanto o homem rico daquilo que lhe sobrava (Lucas capítulo 21, versículos 2 a 4).

Se sua contribuição na obra de Deus for pequena, mas feita com dedicação e amor, pode ter certeza que ela dará frutos importantes e será reconhecida e valorizada por Deus, tal como aconteceu com aquela viúva.

Lembro de vários exemplos de situações desse tipo para repartir com vocês. Na minha época de infância, na Igreja Metodista do Catete, no Rio de Janeiro, uma senhora, todo domingo bem cedo, saia de casa, comprava flores numa feira ali perto e enfeitava a igreja com lindos arranjos. Aquela era a tarefa dela. Fez aquilo por décadas, sem nunca ter recebido muito reconhecimento da comunidade. Mas o legado que deixou foi uma igreja sempre linda e cheirosa, pronta para o culto a Deus, nos domingos pela manhã.

Uma tia minha, quando ficou velha e não podia fazer muito mais, passou a comprar dezenas de exemplares do "Cenáculo" - revista que contém reflexões cristãs diárias - e os distribuía pelo correio para pessoas de todo o Brasil. Ela personalizava cada cópia com mensagens - por exemplo, no dia do aniversário da pessoa. Perdi a conta do número de testemunhos de pessoas que chegaram até Jesus ou foram consoladas nas suas dificuldades por causa daquele trabalho tão simples.

Na igreja que hoje frequento, existe uma moça que tem deficiências mentais evidentes – é até difícil entender o que ela fala. Mesmo assim, está sempre na igreja e frequenta uma das classes da Escola Bíblica, mesmo com dificuldade para entender o conteúdo que é transmitido. E ela, por conta própria, achou uma maneira de ajudar: antes de começar a aula, ela vai até o bebedouro e enche um copo com água gelada e o leva para o professor da classe. Inúmeras vezes refresquei minha garganta com aquele copo de água tão bem vindo.

Certa vez participei de um retiro espiritual com duração de três dias. Havia pouca gente da minha igreja para ajudar e, como eu não conhecia bem a dinâmica do evento, não tinha muito como colaborar no seu conteúdo. Assim, fui escalado para ajudar no relógio de oração – grupo de pessoas que ora, em revezamento, 24 horas por dia, para cobrir o evento no aspecto espiritual. Minha escala, acreditem, ficou para as 3 horas da manhã, eu orava andando em torno da piscina para não dormir. Pediram-me também que ajudasse na organização das correspondências que precisavam chegar nas mãos dos participantes do retiro. Ambas as tarefas eram bem simples, mas lembro-me da satisfação que tive em realizá-las e ser parte de uma obra maior, que mudou a vida de várias pessoas.

Concluindo, todos podem ajudar de alguma forma. Sempre há uma tarefa ao seu alcance, não importa seu conhecimento, tempo disponível ou grau de desenvolvimento espiritual. Por exemplo, você pode ajudar montando cestas básicas para distribuição. Ou anotando a presença das classes da escola Bíblica. Ou distribuindo literatura bíblica para quem precisa. Ou ainda dando uma palavra de consolo para um vizinho que está sofrendo. Não falta o que fazer.

Torne-se um voluntário na obra de Deus e faça aquilo que lhe couber com dedicação, zelo e carinho. Você verá crescer frutos que nunca imaginou que poderiam surgir no seu caminho e, no final da sua vida, receberá a justa recompensa de Deus. 

Com carinho  

sexta-feira, 20 de junho de 2014

CUIDADOS NECESSÁRIOS PARA ESTUDAR A BÍBLIA

A Bíblia é um livro espiritual - é a Palavra de Deus. Portanto, seu estudo não deve ser feito como o de outro livro qualquer. É preciso ter consciência da importância do que vai ser feito. 

E aqui vão alguns conselhos para ajudar você a estudar a Bíblia da forma correta:
  • Sempre ore antes de começar a ler - peça ao Espírito Santo para iluminar seu estudo. A Bíblia é inspirada pelo Espírito Santo e também é sua a tarefa de ajudar (iluminar) as pessoas a entenderem as verdades nela contidas.
  • Nunca leia a Bíblia sem dar ao texto sua atenção completa. Reflita sobre cada frase que ler. Não se apresse. É como uma refeição especial: não se deve comer depressa, simplesmente para matar a fome, e sim "saborear" cada garfada.
  • Sempre procure entender o contexto do ensinamento sendo passado. Isso significa saber quem está dizendo o quê, quais são as circunstâncias que as pessoas enfrentavam naquele momento, qual a história pregressa delas, etc. Normalmente envolve ler alguns parágrafos que precedem o texto que está sendo estudado e alguns parágrafos depois. Algumas Bíblias trazem comentários que podem ajudar muito.
  • Conheça a chave de interpretação da Bíblia: Jesus. Não importa se você está lendo o Velho ou o Novo Testamento, a situação é a mesma: procure sempre por Jesus. É claro que no Novo Testamento a presença d`Ele fica mais clara, pois boa parte do que está sendo contado tem a ver diretamente com sua vida. Mas Jesus também é a figura central do Velho Testamento, embora ali não seja chamado pelo seu nome e sim pelo seu título "Messias" ("Ungido").
  • Nunca fique desanimado(a) se não entender alguma coisa. A Bíblia tem muito material relacionado com uma cultura antiga, bem diferente da nossa. Também há nela conceitos teológicos que às vezes são difíceis de entender - por exemplo, Jesus Cristo é o "Verbo Divino (João capítulo 1). Se você não entender o texto, pesquise os comentários eventualmente existentes na sua Bíblia ou em outros livros ao qual tenha acesso. E peça ajuda a quem souber mais (seu pastor ou professor da Escola Bíblia). 

Um exemplo
Vejamos um exemplo de como aplicar esses conselhos na prática. Leia o texto de Êxodo capítulo 12, onde é relatado o que se passou na noite anterior à saída dos israelitas da escravidão no Egito. Moisés orientou o povo que ficasse em casa naquela noite, matasse um cordeiro por família e passasse seu sangue nas ombreiras da porta da casa. A família também deveria comer a carne daquele cordeiro com pão sem fermento e ervas amargas.

Vamos ao contexto. Os israelitas estavam há mais de 400 anos em escravidão no Egito e Moisés foi mandado por Deus para tirar o povo de lá e levá-lo à Terra Prometida (Palestina). Como o faraó resistiu à ideia de perder seus preciosos escravos (sua mão de obra barata), foi preciso que Deus o forçasse, enviando dez pragas que tornaram a vida dos egípcios um inferno.

A última das dez pragas foi a morte de todos os primogênitos do povo egípcio. Daí veio a necessidade de pintar as portas das casas dos israelitas com sangue de cordeiro: a marcação indicou ao Anjo da Morte para passar longe daquela casa e não tocar em ninguém ali.

Falta ainda encontrar Jesus, que é a chave de interpretação da Bíblia. Logo é preciso procurá-lo. Comece perguntando: o que Jesus trouxe para a humanidade? A resposta é simples para a qualquer cristão: seu sacrifício, que abriu as portas da salvação. 

Ora, sacrifício significa sangue. Onde apareceu sangue na noite em questão? Na porta da casa dos israelitas. E de onde veio o sangue? De um cordeiro. 

Com essas respostas, não será difícil chegar à conclusão correta. Em outras palavras, se você fizer as perguntas que levam até Jesus, vai encontrar as respostas no texto que estiver estudando.

O cordeiro, cujo sangue marcava a porta da casa representou Jesus Cristo - essa é uma das razões pelas quais Ele é conhecido como o Cordeiro de Deus. O sangue de um cordeiro salvou os moradores de cada casa israelita, da mesma forma que o sangue de Jesus na cruz salva cada ser humano que acredita n´Ele. 

Portanto, há naquele evento fundamental da história de Israel uma simbologia que aponta para Jesus e seu sacrifício na cruz. E não foi por acaso que Jesus morreu exatamente num feriado de Páscoa, festa religiosa que comemora a noite em que os primogênitos dos egípcios morreram. 

Palavras finais
Invista seu tempo em estudar e entender a Bíblia. Certamente vai haver alguma dificuldade no começo, mas você vai acabar se acostumando, como acontece com a maioria das tarefas de alguma complexidade que você já enfrentou (ou irá ainda enfrentar) em sua vida.

A diferença em relação às outras tarefas é que a Bíblia vai mudar sua vida. Posso garantir isso.

Com carinho

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O ANIVERSÁRIO DO ESPÍRITO SANTO

A agenda anual da nossa sociedade inclui dias dedicados às mães, aos pais, aos namorados(as), à mulher, etc. Existe em cada uma dessas datas o objetivo de fazer as pessoas se lembrarem de alguém importante na vida delas ou de algum tema social de interesse, normalmente relacionado com um grupo menos favorecido.

Da mesma forma, o conceito de comemorar o dia em que a pessoa nasceu - seu aniversário - tem por objetivo fazer com que todos se lembrem dela.

É interessante perceber que a prática de ter um dia do ano dedicado a determinado tema já existia nos tempos bíblicos. Depois que o povo de Israel saiu do Egito, sob a liderança de Moisés, Deus estabeleceu certas festas religiosas para festejar diferentes temas - a Páscoa comemorava a saída do povo do Egito, o Dia do Perdão (Yom Kippur) servia para o povo lembrar dos seus pecados coletivos e pedir perdão e assim por diante.

Jesus inovou ao instituir não um dia mas um ato - a Santa Ceia - para fazer as pessoas lembrarem da sua morte. E assim todos os cristãos periodicamente comem um pedaço de pão e tomam um gole de vinho (suco de uva) em atendimento a essa ordenança. 

Penso que  Deus instituiu dias ou atos para lembrar determinadas coisas porque Ele sabia que, deixadas por sua própria conta, as pessoas não iriam fazer isso. Nem todos lembram de suas mães como deveriam e aí são, de certa forma, obrigados a fazer isso pelo menos uma vez por ano, no dia em que elas são comemoradas. Igualmente, o aniversário de casamento é a data em que o casal deve se lembrar do compromisso que assumiu de levar uma vida conjunta.

O fato é que as preocupações do dia a dia acabam por engolir as melhores intenções das pessoas. Marcos de comemoração, portanto, permitem às pessoas, de alguma forma, reafirmarem compromissos que assumiram anteriormente e que poderiam acabar esquecidos. 

Sendo assim, proponho uma novidade para sua vida: passe a comemorar com alegria o aniversário da sua conversão. Trata-se daquela data em que você passou a ter certeza que Jesus entrou na sua vida para ficar. O dia em que sua vida mudou de rumo.

Pode ser que você, assim como eu, tenha se convertido aos poucos e não tenha um dia específico na sua memória. Mas sempre haverá um dia em que você teve uma experiência especial com Jesus - pode ter sido uma palavra que lhe causou muita emoção, a resposta a uma oração, ou algo assim. E você pode eleger esse dia como referencia.

Definido o dia, marque-o bem na sua agenda e passe a comemorá-lo. Mas como fazer isso? Quem deve ser celebrado?

Certamente não será você mesmo/a, pois salvação não é obra do ser humano - ela ocorre pela Graça de Deus. Estará sendo comemorada a obra do Espírito Santo - quando Ele tocou sua vida e o(a) trouxe para junto de Jesus. 

Jesus já é comemorado no Natal (nascimento), na Páscoa (morte e ressurreição) e na Santa Ceia. Essa nova data vai comemorar o Espírito Santo. 

Esse passará a ser o seu dia com o Espírito Santo. Quando ele chegar, agradeça e louve a Deus, durante todo o dia. E, sobretudo, renove seus votos de compromisso com Ele. 

Com carinho

segunda-feira, 16 de junho de 2014

FLERTANDO COM O OCULTO

Oculto é tudo aquilo que não se conhece ou não se pode vir a conhecer por meios naturais. Exemplo clássico de algo oculto é o futuro. 

O ser humano é fascinado pelo oculto, o que tem dado origem a todo tipo de prática religiosa: tarot, jogo de búzios, horóscopo, pêndulos com cristais, conversas com espíritos de mortos, etc. E a fascinação não está apenas relacionada com a vontade de adquirir conhecimento sobre aquilo que a pessoa não sabe, mas também sobre a possibilidade de manipular forças sobrenaturais para melhorar a própria sorte (conquistar a pessoa que se ama, conseguir dinheiro e/ou fama ou ainda recuperar a saúde).

Usar esse tipo de práticas é o que apelidei de "flertar com o oculto". E é surpreendente perceber que muitas pessoas que se dizem cristãs frequentem, por exemplo, cartomantes, adivinhos ou centros espíritas. E pratiquem "simpatias" as mais diversas para afastar mau-olhado, atrair pessoas amadas ou ganhar dinheiro. Ou ainda acreditem no poder dos cristais ou dos horóscopos.

A raiz do problema está no fato que esses cristãos se convenceram que não há mal nisso pois suas intenções são boas. Essa mistura de práticas religiosas é chamada de sincretismo, sendo uma tradição em nosso país. Basta visitar a Bahia para ver a força do sincretismo religioso misturando o cristianismo com as religiões afro.

A razão para o perigo
É muito perigoso "flertar com o oculto". Primeiro, porque Deus escolheu falar com os seres humanos de forma bem diferente das práticas relacionadas com o "oculto": Ele usou (e usa) profetas e inspirou pessoas a escreverem textos contendo seus recados (a Bíblia). 

Em segundo lugar, porque a Bíblia é clara quanto à probição de praticar o ocultismo nas suas mais diferentes formas (Deuteronômio capítulo 18, versículos 10 a 12) - por exemplo consultar espíritos dos mortos (necromancia), procurar saber o futuro através das cartas (cartomancia) ou da consulta aos astros (astrologia).

Assim, quando o que está oculto é desvendado ou influenciado através dessas práticas, é evidente que isso não veio de Deus. Mas, se Ele não está envolvido, o poder  usado somente pode ter vindo do campo contrário a Deus - não há outra possibilidade. E é aí que mora o perigo. 

Preserve sempre as pessoas
Agora, é fundamental separar as pessoas que, por ignorância, se dedicam a essas práticas das forças malignas propriamente ditas que estão por trás delas. Essas pessoas podem ser tão bem intencionadas quanto você ou eu, mas provavelmente estão sendo enganadas na sua boa fé. 

A Bíblia é bem clara ao afirmar que a "luta" dos cristãos não é contra "carne e sangue" (pessoas que seguem esses caminhos) e sim contra as "divindades e potestades" (as forças malignas) que estão por trás dessas práticas (Efésios capítulo 6, versículo 12).

Conclusão
Nunca brinque com o oculto, nem mesmo através de coisas que parecem ser inofensivas à primeira vista. Mantenha sua mente e prática de vida distantes dessas coisas. Será muito melhor para você.

Com carinho    

terça-feira, 10 de junho de 2014

PAI OU JUIZ: QUAL A MELHOR FORMA DE ENTENDER DEUS?

O Deus que me ensinaram a conhecer na infância era muito diferente da figura aceita nos dias de hoje. Era uma figura severa, que tudo via e julgava - era como se vivêssemos na casa do "Big Brother", sendo a audiência formada por Deus e seus anjos. Deus era visto essencialmente como um Juiz e o medo da sua condenação - do inferno - era uma realidade muito presente e os sermões dominicais falavam sobre isso com frequência. 

Mas houve uma grande mudança na forma de ver Deus ao longo dos últimos 50 anos. E acredito que para melhor, alguns exageros à parte. O que prevalece na imagem atual de Deus é a figura do Pai. E os ensinamentos cristãos procuram aproximar as pessoas desse Pai e incentivar um relacionamento amoroso e agradável com Ele. 

Basta ver os hinos que cantamos hoje, em comparação com aqueles que cantávamos antes. Antigamente os hinos descreviam Deus e sempre apontavam para a distância que há entre Ele e os homens. Um hino famoso da época diz assim: "Santo, Santo, Santo, Deus onipotente ... Deus soberano, Excelso Criador".

Boa parte dos hinos de hoje falam da relação do cristão com Deus e da necessidade que temos da presença d´Ele. Um exemplo típico é: "Se as águas do mar da vida quiserem te afogar, segura na mão de Deus e vai...". O tom é bem diferente.

Penso que isso é um avanço e por duas razões. Primeiro porque é muito mais fácil se aproximar e amar um Deus que é Pai. Ou seja, o cristianismo hoje chega de forma positiva aos corações e mentes das pessoas, não mais pelo medo de uma condenação, mas pela alegria de ter a vida preenchida por um Ser magnífico. 

E eu gosto de ver as pessoas mais relaxadas na igreja. Rindo e brincando e comportando-se como se estivessem na sua própria casa. Afinal, é isso mesmo que a igreja deve ser: o lar da família em Cristo. 

Depois porque gosto também de saber que tenho um Pai a quem posso recorrer. Saber que existe um "colo" onde posso me recolher, quando estiver inseguro. E ter certeza que há alguém que se alegra com as minhas alegrias e se entristece com minhas derrotas.

Mas (sempre há um "mas") existe um problema com essa abordagem mais "light" de Deus: a falta de  percepção da sua Majestade e Glória. Embora seja um Pai especial, Deus também é o criador de tudo que existe, um Ser sagrado e puro, que não suporta o pecado.

E a perda da percepção da nossa pequenez diante de um Ser tão fabuloso acarreta na excessiva informalidade e na percepção errada que Deus vai atender tudo que pedimos, como se fosse nosso auxiliar de luxo, e perdoar qualquer ação nossa. E como Deus não funciona assim, existe o risco de que as pessoas tentem construir um relacionamento desequilibrado com Ele.

Pai sim, mas um ser sagrado, puro e que não tolera o pecado. Essa é uma visão mais equilibrada de Deus.

Com carinho 

domingo, 8 de junho de 2014

ÀS VEZES É MELHOR NÃO ATENDER QUANDO PEDEM AJUDA

Volta e meia recebemos apelos para ajudar organizações que precisam de apoio material.  E muitas vezes nos motivamos a ajudar, pensando estar contribuindo para fazer a obra de Deus. 

Mas, infelizmente, a melhor resposta que o cristão(ã) pode dar ao apelo recebido não é ajudar de olhos fechados, apenas levado(a) pela emoção. É preciso se preocupar com o destino real da ajuda que for dada. Por exemplo, lembro-me bem dos donativos enviados para ajudar os flagelados pela enchente da região serrana do Rio de Janeiro de 3 anos atrás que foram desviados. 

Aprendi há muito tempo que é preciso ter o máximo de cuidado com o dinheiro usado na obra de Deus. Esse dinheiro é sagrado e precisa ser tratado com toda consideração. E cabe a quem doa se certificar que seu uso é adequado. Portanto, o correto não é dar e se esquecer do que foi feito.

E não basta verificar que as intenções da obra em busca de ajuda sejam boas. É preciso muito mais. Recentemente deparei-me com o caso de um entidade beneficente, voltada para ajudar dependentes químicos, que funciona de forma irregular, sem respeitar a legislação fiscal e de saúde, o que é inaceitável para uma instituição cristã. 

Por causa disso sempre procuro saber a história da entidade: o que ela verdadeiramente faz, a quem ajuda e como trabalha. Sempre procuro verificar se há mau uso e/ou desperdício dos seus recursos. Também verifico se a instituição funciona de maneira regular. Quem sabe, ao conhecer melhor a entidade, você poderá até se convencer a dar mais do que lhe pediram e/ou até investir seu tempo para ajudar.

E quando percebo que não existe a necessária seriedade, não colaboro com aquela obra e nem recomendo que outros o façam. E não importa se a causa defendida é nobre e/ou as intenções são boas.

Outro aspecto que costumo verificar é se a ajuda dada gera acomodação de quem a recebe. É claro que há pessoas que praticamente nada podem fazer em prol delas mesmas – doentes terminais, deficientes graves, crianças pequenas, etc - mas, excluindo esses casos, todas as demais pessoas podem fazer alguma coisa. 

Quando Jesus realizou o milagre da ressurreição de Lázaro, Ele pediu que os discípulos removessem a pedra que tapava a entrada da sepultura (João capítulo 11, versículos 39 a 44). É claro que Ele tinha poder para também remover a pedra, mas ele não ia fazer pelas pessoas aquilo que elas podiam fazer por si mesmas. E esse é um ensinamento muito importante.

Essa questão me lembra de uma piada. Um médico do interior conseguiu formar seu filho numa faculdade de medicina da capital e o filho voltou para ajudar o pai na sua clínica. Aí o pai resolveu tirar férias pela primeira vez em trinta anos. Antes de sair, recomendou ao filho tratar bens os clientes e, em especial, a dona Marocas, senhora abastada, cliente havia mais de 30 anos. Terminadas as férias, o pai voltou e perguntou ao filho se estava tudo bem. E o filho todo orgulhoso respondeu: “Correu tudo muito bem. Consegui até curar aquela ferida que a dona Marocas tinha na perna há décadas.” E o pai apavorado respondeu: “Meu filho, você matou a galinha dos ovos de ouro. Foi tratando dessa ferida que consegui dinheiro para custear seus estudos”. Há muito líder de igreja e dirigente de ONG que agem exatamente como o médico dessa piada.

Concluindo, nunca reaja apenas pela emoção e pelo sentimento de culpa que muitas vezes aparece quando o apelo por ajuda é feito. Apelos emocionados podem ser somente isso mesmo: chantagem emocional. 

Com carinho

quarta-feira, 4 de junho de 2014

UM GRANDE ATO DE AMOR

"Indo por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura"    Marcos capítulo 16, versículo 15

A chamada “grande comissão” é o mandamento dado por Jesus para que os cristãos falem sobre o Evangelho para quem vierem a encontrar ao longo do seu caminho. Trata-se de um dos mandamentos mais importantes da Bíblia.

Mas o fato é que poucos cristãos se empenham de fato em cumprir esse mandamento. E o pior é que ficam encontrando desculpas para si mesmos para o que deixam de fazer. Vejamos as desculpas mais comuns: 
  • Preciso me preservar:                                                  A pessoa teme que sua imagem na sociedade sofra e ela venha a ser taxada, por aqueles que não gostam do cristianismo, de intolerante, fanática, inconveniente, etc.                                                                             Certa vez, durante uma aula de Escola Bíblica, um membro da minha igreja declarou que, ao invés de falar do Evangelho, preferia atrair as pessoas para Jesus pelo seu exemplo. Ora, como todos somos imperfeitos, esse é o caminho mais fácil para não levar ninguém para Jesus.                                                       A Bíblia manda que os cristãos falem sobre o Evangelho, não que tentem convencer pelo seu exemplo, embora é claro que seu exemplo é importante. Mas não são eles a referencia e sim Jesus Cristo. 
  • Falta de conhecimento:                                         Outra desculpa frequente é a falta de conhecimento da Bíblia para dizer o que é necessário durante a evangelização e rebater os argumentos contrários. À primeira vista essa postura parece razoável, mas não quando se repete ano após ano. Se essa situação nunca muda é porque falta interesse à pessoa para evangelizar. Simples assim.
  • Falta de oportunidade                                          Alguns pensam que seu trabalho não é lugar para falar sobre Jesus. Outros que a sua faculdade também não. Outros ainda defendem-se dizendo que quando estão com seus amigos não querem parecer chatos, ao ficar falando de Jesus. E assim por diante. Para esses cristãos a oportunidade para falar sobre Jesus parece não surgir nunca.                                                       Mas sei, por experiência própria, que quando a pessoa se coloca verdadeiramente à disposição de Jesus, as oportunidades de falar do Evangelho aparecem. Às vezes entro num táxi e começo a falar sobre futebol e, quando me dou conta, o assunto já é Jesus Cristo e meu interlocutor está me fazendo perguntas. É como se houvesse uma força invisível que puxa para esse lado.                                                  
A evangelização como ato de amor
Penso que a evangelização deve ser vista da seguinte forma: imagine que você recebeu uma coisa muito preciosa, que mudou sua vida e lhe deu segurança quanto ao seu futuro. Se você pudesse dividir essa coisa maravilhosa com quem ama, embora isso viesse a lhe custar algum esforço, você faria isso? É claro que sim. 

Essa coisa preciosa é a presença de Jesus na sua vida. E dividir isso com os outros é um ato de amor. Certamente há pessoas na sua família, entre seus amigos, enfim no meio daqueles de quem você verdadeiramente gosta, que ainda não aceitaram Jesus. E é aí que você pode fazer a diferença. 

Portanto, se mesmo entre essas pessoas você não consegue falar do Evangelho, pergunte a você mesmo(a) qual é a razão real. Será que não está faltando em você a convicção que a presença de Jesus é um bem tão precioso que precisa ser compartilhado com quem se ama? 

Com carinho 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

VOCÊ SABE DA ÚLTIMA NOVIDADE?

Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz.” (Tiago capítulo 4, versículo 11).
Eu tive um amigo – vou chamá-lo João - que era uma pessoa muito boa, embora torcesse pelo Flamengo (ninguém é perfeito mesmo). João adorava uma fofoca. Bastava chegar perto dele e dizer “sabe da última?” e ele se sentava e com os olhos brilhantes, dizia: “conta, conta.” Pelo menos o João assumia que gostava de fofoca. Não juntava a hipocrisia ao seu outro pecado. 

Mas a maioria das pessoas não assume esse tipo de falha de comportamento, embora adore comentar sobre a vida alheia, o que é comprovado pelo sucesso de revistas como “Caras”. O pior é constatar que as igrejas são normalmente ninhos de fofocas. E triste mas é verdade. 

Foi o texto de Tiago no início deste post que me deu maior consciência sobre esse problema e me ensinou a ser mais cuidadoso com aquilo que falo e divulgo. E espero que as reflexões que faço aqui ajudem você também. 

O poder destruidor da fofoca

A fofoca tem grande poder destruidor: já vi pessoas deixarem de frequentar uma igreja ou uma família entrar em guerra por causa desse tipo de coisa. O problema é que os fofoqueiros na maioria das vezes nem se dão conta do enorme mal que podem estar fazendo ao próximo. Apenas "saboreiam o prato", sem medir as consequências. 

Fofoca é pecado porque viola o mandamento de tratar o próximo como gostaríamos de ser tratados. Ninguém gosta de ser objeto de fofoca, portanto ninguém deve espalhar fofocas sobre os outros. 

E há outro pecado associado a esse tipo de comportamento: o(a) fofoqueiro(a) está trabalhando para Satanás. Repare que no Apocalipse (capítulo 12) Satanás é identificado como aquele que difama e espalha mentiras. Portanto, quem espalha fofocas faz a obra dele mesmo que não perceba isso. 

Como evitar a fofoca

Tenho usado duas regras para me ajudar a identificar e lidar com possíveis fofocas. O primeiro passo é saber o que é fofoca. O que podemos ou não falar sobre outra pessoa. 

A regra básica que uso é simples: quando uma informação sobre alguém estiver para ser divulgada, procuro me colocar no lugar da pessoa que é objeto dessa informação e ver como se sentiria a respeito. Se perceber que ficaria triste e ferido, caso aquela informação fosse divulgada, evito fazer o mesmo com o próximo. 

A segunda regra é: sempre que for possível, vou até a pessoa alvo da fofoca e conto para ela o que está acontecendo. Não conto necessariamente quem está espalhando o rumor, a não ser que seja absolutamente necessário, para não tornar o problema ainda maior. 

Esse segundo conselho pode parecer difícil de seguir, mas lembre-se sempre que você poderia ser o alvo da fofoca e gostaria de saber o que está acontecendo. 

Com carinho