segunda-feira, 21 de agosto de 2017

O RENO DE DEUS: JÁ, MAS AINDA NÃO

O ministério de Jesus na terra não durou muito: Cerca de 3 anos apenas. E nesse curto espaço de tempo Ele ensinou muita coisa, mas, naturalmente, concentrou sua atenção em alguns poucos temas, digamos assim, suas prioridades. 

E como foram prioridades para Jesus, esses mesmos temas deveriam despertar grande interesse para o povo cristão. As prioridades de Jesus também deveriam ser as nossas. 

Mas, é perturbador, para dizer o mínimo, perceber que boa parte dos(as) seguidores(as) de Jesus costuma eleger prioridades bem diferentes das d´Ele. E para comprovar isso, basta analisar os pecados mais criticados por Jesus (hipocrisia, falta de amor a Deus e ao próximo e falta de compromisso com a obra de Deus) e comparar essa lista com com os pecados mais enfatizados pelas igrejas cristãs hoje (os de natureza sexual). São preocupações bem diferentes.

Outro exemplo interessante é pode ser encontrado quando lembramos que Jesus mandou seus seguidores darem do seu tempo, do seu dinheiro e do seu amor, sem esperar receber nada em troca. Hoje em dia, uma das linhas teológicas mais populares é a chamada "Teologia da Prosperidade", que incentiva as pessoas a “investirem” em Deus, doando para sua obra (igrejas) e contando em receber retribuição na forma de prosperidade (bênçãos). 

Se você quer ser um(a) bom(oa) cristão(ã) precisa fazer diferente: Precisa alinhar suas prioridades com as de Jesus. Simples assim. 

E talvez o melhor lugar para começar é priorizando o crescimento do Reino de Deus na terra. Afinal, o Reino de Deus talvez tenha sido o tema mais frequente no discurso de Jesus, conforme o relato dos Evangelhos.

O que é o Reino de Deus
A palavra "reino" indica certo território que tem um governante chamado rei(rainha). Ali, esse(a) governante manda e sua vontade é lei. E todo mundo obedece. 

Assim também é com o Reino de Deus: Trata-se do local onde a vontade de Deus é obedecida. E isso fica muito claro numa frase da oração do "Pai Nosso": "Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu..." (Mateus capítulo 6, versículo 10).

Ora, essa preocupação de Jesus tinha uma razão muito evidente: A vontade de Deus é muito pouco feita no mundo. Se fosse diferente, não existiria tanta pobreza, violência, injustiça, etc. E isso precisa mudar.

Por isso Jesus passou bom tempo ensinando seus seguidores(as) a priorizarem as ações que contribuíssem para a chegada e o crescimento do Reino de Deus, aqui e agora. 

Jesus nos lembrou também que o Reino é como a semente de uma grande árvore: É pequena, no início, mas cresce até poder dar sombra e fornecer frutos em abundância (Mateus capítulo 13, versículos 31 e 32). A obra de Deus começa pequena, aparentemente frágil, mas cresce de forma inesperada e gera resultados que surpreendem. 

Tanto é assim, que o cristianismo começou com um grupo de apenas 50 pessoas, 2.000 atrás. E hoje são quase 2,6 bilhões de pessoas que seguem Jesus, de uma forma ou de outra. 

Certamente, nenhuma daquelas 50 pessoas, tímidas e preocupadas com a própria vida (afinal, seu líder tinha sido crucificado), que aparecem no relato do livro de Atos dos Apóstolos, onde é contado o início da vida da igreja cristã, imaginou que suas ações gerariam tantos frutos, que o resultado seria tão espetacular.

Já, mas ainda não
Agora, o Reino de Deus tem uma característica interessante. Ele chegou, quando Jesus veio ao mundo, e continua presente, através do trabalho do Espírito Santo. A Bíblia é clara a esse respeito. 

Mas, somente estará completo no final dos tempos, quando a vontade de Deus será feita em todos os lugares e por todas as pessoas. Quando tudo e todos(as) se renderem à soberania de Deus.

Assim, vivemos num período que pode ser considerado como “já, mas ainda não”. O Reino JÁ chegou, mas AINDA NÃO está presente na sua plenitude, o que somente irá acontecer depois da segunda vinda de Jesus. 

E é exatamente na fronteira entre o "já" e o "ainda não" que o(a) cristão(ã) precisa aprender a viver. 

Com carinho

sábado, 19 de agosto de 2017

A OBRIGAÇÃO DOS PAIS COM A FÉ DOS FILHOS

Não há dúvida que pais têm responsabilidade de educar os filhos em todos os aspectos das suas vidas. E o lado espiritual também está incluído nessa missão. 

Alguns pais, que se consideram mais "liberais", acham que não devem interferir no lado espiritual das vidas dos filhos, para dar-lhes liberdade de escolha quanto à religião que irão seguir ao crescerem. 

Essa postura parece-me ingênua e meio desavisada. Afinal, nenhum pai/mãe responsável deixaria que o(a) filho(a) aprendesse, por exemplo, os princípios morais necessários por conta própria, de forma inteiramente livre. Mesmo os pais que se dizem liberais sabem que precisam ensinar desde cedo os(as) filhos a serem honestos, não serem egoístas, respeitarem os direitos dos outros e assim por diante. Deixar que os(as) filhos aprendam (ou não) tudo isso por conta própria é receita certa para o desastre.

Da mesma forma, por que os pais imaginam que seus filhos, sem qualquer forma de liderança paterna/materna, vão fazer as escolhas certas nas suas vidas espirituais? Portanto, se os pais realmente acreditam que o cristianismo é o melhor caminho para seus filhos, devem sinalizar isso claramente para eles e dar os passos necessários para inseri-los(as) na fé cristã. 

Pais liberais, que acham dar liberdade total de escolha para seus filhos, bem lá no fundo não têm certeza que o cristianismo é mesmo o melhor caminho para eles(as). Pensam que talvez existam outras alternativas boas que poderiam ser exploradas. 

O que os pais devem fazer
Como dar aos filhos(as) uma boa educação religiosa? Acho que há três aspectos importantes a serem considerados. E o primeiro deles é garantir que os(as) filhos(as) aprendam a viver o cristianismo de forma correta. 

Para isso, os pais precisam ensinar os(as) filhos(as) a Palavra de Deus e, especialmente, como aplicar na prática os ensinamentos bíblicos. Naturalmente, isso precisa ser feito num nível adequado à idade de cada criança e adolescente - há muito material adequado para isso, como Bíblias de estudo para crianças, livros que contam as principais histórias bíblicas de forma ilustrada, etc.

Os pais devem fazer isso diretamente, como também recorrer à Escola Bíblica da igreja que frequentam. Ambas as coisas são importantes. 

A segunda coisa que os pais precisam fazer é dar o exemplo certo. Não há como cobrar, por exemplo, que os(as) filhos(as) frequentem a igreja se os pais não fizerem o mesmo. Não há como pedir-lhes que se envolvam com a obra de Deus, se os pais nada fizerem por essa obra. Não é possível pedir aos filhos(as) que vivam de acordo com os ensinamentos cristãos, se os próprios pais não fizerem isso. Nunca se pode esquecer que filhos(as) olham para seus pais em busca de exemplos de como proceder na vida. Simples assim.

E é interessante perceber que essa obrigação de dar o exemplo certo acaba gerando resultados positivos também para na vida dos pais. Conheço várias pessoas que acabaram se aproximando de Deus porque se sentiram na obrigação de dar uma educação espiritual adequada para seus filhos(as). Aí passaram a frequentar uma igreja, envolveram-se em diversas atividades de assistência social, abandonaram maus hábitos, etc.

Essas pessoas não teriam dado esses passos se não tivessem a motivação de encaminhar bem seus próprios(as) filhos(as). E aquilo que inicialmente foi feito por esses pais por pura obrigação, acabou se tornando também parte das suas vidas - as coisas de Deus são assim mesmo, pois um passo na direção positiva acaba frutificando de maneira inesperada.

A terceira coisa que os pais precisam fazer é perseverar. Educação é tarefa de longo prazo, seja em que campo for e, portanto, não é muito diferente no aspectos espiritual. Não se pode imaginar que alguém venha a ter bom conhecimento da Bíblia após poucos meses de estudo ou que aprenda a viver de acordo com os princípios cristãos depois de apenas dez lições semanais. Essas coisas levam tempo, anos a fio.

Palavras finais
Se você tem filhos(as), tem também responsabilidade de encaminhá-los(as) na vida cristã. E quanto mais cedo esse processo começar, melhor, pois mais preparados os(as) filhos(as) estarão para tomarem decisões acertadas.

Não deixe essa tarefa para amanhã e muito menos tente delegá-la para outras pessoas. Essa tarefa é responsabilidade sua, pai e mãe. 

Com carinho

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O INFERNO E OS DEMAIS "INFERNOS"


E mesmo o Padre Eterno que nunca foi lá / Olhando aquele inferno vai abençoar! / O que não tem governo nem nunca terá! / O que não tem vergonha nem nunca terá! / O que não tem juízo...”                 "O que será”, letra de Chico Buarque.
O Inferno não é assunto sobre o qual gosto de falar – aliás ninguém deveria mesmo gostar. Mas não posso fugir desse tema, pois ele gera muitas dúvidas entre os cristãos: Será que ele existe mesmo? Como é? Onde fica? 

O livro do Apocalipse (capítulo 20, versículo 10) descreve o Inferno como um "lago de fogo", onde haverá tormento permanente. Jesus disse que o Inferno será lugar de "choro e ranger de dentes", isto é, de sofrimento.

O Inferno é um lugar?
A vida humana se passa sempre em locais situados no tempo e no espaço. Ora, sabemos pela Bíblia que haveremos de ressuscitar no final dos tempos e ter um novo corpo físico (1 Coríntios capítulo 15, versículos 35 a 49). 

Assim, é razoável concluir que o Inferno, assim como o Céu, serão lugares também físicos onde as pessoas ressuscitadas habitarão. 

Alguns teólogos discordam pois pensam no Inferno como uma situação puramente espiritual e não como um lugar - confesso que eu mesmo já pensei assim. Mas, hoje acredito que a Bíblia se refere a realidades físicas quando fala tanto do Inferno como do Céu.

Como será o Inferno?
A Bíblia fala pouco sobre o Inferno, menos ainda do que sobre o Céu, do qual também pouco sabemos. Sabemos que no Inferno estarão reunidas todas as pessoas que não forem salvas. 

A fonte de sofrimento não é, como muita gente pensa, por causa de Satanás, que ficaria atormentando as pessoas. Afinal, a Bíblia diz que o próprio Satanás será jogado dento do "lago de fogo" (Apocalipse capítulo 20, versículo 10). 

O sofrimento que existirá para quem estiver no Inferno será decorrente da ausência de Deus. E essa ausência não se dará porque Ele não tenha poder para se fazer presente naquele lugar, mas sim porque escolheu se ausentar. 

Sendo assim, é claro que o Inferno não pode ser um lugar bom, pois tudo de bom nasce em Deus e depende d´Ele para existir. 

Fomos criados para estar em comunhão constante com Deus e a ausência d´Ele nas nossas vidas só pode causar sofrimento e solidão. Vemos isso acontecer com frequência, quando pessoas importantes (como artistas famosos ou empresários ricos) se suicidam, apesar de terem fama, dinheiro e beleza. Essas pessoas têm tudo que se poderia desejar, mas vivem sem Deus, ou seja, já passam pela experiência do Inferno aqui mesmo na terra.

É justo condenar pessoas a uma pena sem fim?
O questionamento mais frequente sobre o Inferno é o seguinte: Não parece ser justo que pessoas permaneçam indefinidamente ali para pagarem por pecados cometidos ao longo de suas vidas. 

A resposta a esse questionamento começa na lembrança do mecanismo que leva as pessoas para o Inferno: As escolhas que fazem durante suas vidas na terra, recusando aceitar Jesus como Salvador. Sendo assim, são as próprias pessoas que escolhem ir para o Inferno, mesmo que não deem conta disso. É como se a “porta” do Inferno fosse trancada por dentro...

Assim, não há nada de injusto: As pessoas escolhem ir para lá e, como Deus não se faz presente no Inferno, elas conseguem mudar a condição que as levou até ali. Isso porque a conversão de qualquer pessoa só ocorre por conta da obra do Espírito Santo, que age para convencê-la a vir para Deus. Assim, não haverá como as pessoas condenadas mudarem suas escolhas - elas permanecerão em rebeldia. Estarão continuamente escolhendo continuar ali. 

As ameaças usando o Inferno 
Há um tipo de cristão(ã) que usa o Inferno como ferramenta de dominação e instrumento de poder. Vive ameaçando as demais pessoas com esse terrível lugar. Por isso mesmo, caso o Inferno não existisse, certamente seria “reinventado” por essas pessoas. 

Quando encontrar gente assim, não dê atenção ao que dizem. Ninguém tem poder para decidir quem irá ou não para o Inferno - isso cabe exclusivamente a Deus. Cada pessoa precisa tomar conta de si mesma, preocupando-se com seu próprio "umbigo".

Os outros "infernos"
A sociedade cria inúmeros “infernos”, como bem fala a letra de Chico Buarque que iniciou este post. E essa é uma realidade muito triste. 

Refiro-me aos vícios que escravizam, ao abandono que desumaniza, à pobreza extrema que gera falta de esperança, à corrupção desenfreada que apodrece a sociedade, à poluição que adoece o meio ambiente, ao consumismo excessivo que aliena e assim por diante. 

Para boa parte da humanidade, especialmente as pessoas menos favorecidas, o Inferno já se faz presente, aqui e agora. E nós, cristãos(ãs), precisamos lutar não só contra o Inferno, mas também contra todos esse outros “infernos” que escravizam e matam as pessoas. 

E a resposta, em todos esses casos, é o amor. Primeiro a Deus e depois ao próximo. O amor a Deus nos permite focar naquilo que importa de fato - viver uma boa relação com o Autor e Consumador da vida. E o amor ao próximo gera justiça social, elimina a violência e acaba com os vícios. 

Se o amor fosse amplamente difundido certamente o Inferno iria se esvaziar. 

Com carinho

terça-feira, 15 de agosto de 2017

COMO AJUDAR QUEM ESTÁ SENDO DESTRUÍDO PELA TRISTEZA

1 Samuel capítulo 1, versículos 1 a 18 conta a história de Ana, mãe do profeta Samuel. Esse é um dos melhores exemplos que conheço na Bíblia do tratamento do tema "tristeza". A história de Ana traz grandes ensinamentos para quem deseja ajudar uma pessoa que esteja muito triste. 

Ana tinha um problema terrível: não conseguia ter filhos. Ora, naquela época, ser mãe era o principal papel de qualquer mulher, pois eram os filhos por ela gerados que iriam garantir a continuidade da linhagem do marido. Uma mulher infértil, portanto, não tinha valor e era considerada amaldiçoada por Deus.

O marido de mulher infértil tinha direito de se casar com outra mulher para gerar, com a segunda esposa, os descendentes de que precisava. Por isso, Elcana, marido de Ana, casou-se com Penina, que lhe deu vários filhos.

Assim, Penina acabou assumindo um lugar de destaque na família e se aproveitava disso para humilhar Ana, porque tinha ciúmes do amor que o marido demonstrava pela esposa infértil. E a vida de Ana tornou-se insuportável.

Certa vez, quando a família de Ana foi até o Tabernáculo (tenda usada para abrigar a Arca da Aliança antes do Templo de Jerusalém) para fazer os sacrifícios exigidos pela Lei, ela deixou-se ficar para trás, pois estava profundamente triste. Ficou ali, orando a Deus e falando do seu sofrimento. 

É interessante prestar atenção na forma como Ana orou: Ela repetia sempre o pedido que Deus se lembrasse dela e lhe desse um filho. E fez um compromisso com Deus: Se recebesse a benção pedida, dedicaria a criança ao serviço d´Ele. De certa forma, devolveria a criança a Deus. 

Eu já vi muitas pessoas fazerem compromissos com Deus, quando esperam receber uma benção, mas nunca vi alguém prometer devolver a Deus o que vier a receber d´Ele. Mas, foi isso que Ana fez.

O sacerdote Eli, que cuidava do Tabernáculo, viu Ana orando e se aproximou dela. E como Ana mal conseguia falar, ele achou que a mulher estava bêbada, julgamento profundamente injusto. O surpreendente é que Ana enfrentou Eli, coisa quase impensável naquela época, pois ela era uma simples mulher e ele um sacerdote importante. E assim Eli acabou aceitando as explicações de Ana e a abençoou. 

Quando Ana saiu daquele lugar, seu semblante já tinha mudado: Ela se sentiu ouvida por Deus e a tristeza foi embora. Com efeito, logo depois, Ana engravidou e meses depois deu à luz o profeta Samuel, que foi um dos mais importantes personagens da Bíblia. E, depois que a criança desmamou, Ana cumpriu sua promessa e a entregou para o sacerdote Eli (1 Samuel capítulo 1, versículos 19 a 28).

Vamos falar agora dos ensinamentos que a história de Ana traz quanto ao enfrentamento dos casos de tristeza. E estou falando daquele tipo de tristeza que pode destruir a vida de uma pessoa. 

E começo lembrando que tristeza é parte da vida humana, portanto, a tese que cristão(ã) não fica triste, defendida por muitos líderes cristãos, é bobagem. É um bom exemplo disso é a própria Ana, mulher temente a Deus e que ficou profundamente triste e a Bíblia não a critica por causa disso.

Agora, quando você vir uma pessoa triste e quiser ajudar, a primeira coisa a fazer é ter certeza que sabe o que deve dizer. Mesmo com a melhor das intenções, se você falar a coisa errada, como fez o sacerdote Eli com Ana, poderá causar um grande estrago. 

Se você não souber bem o que falar, fique calado(a) - somente abrace quem está triste, mostre carinho e traga conforto para a pessoa pela sua simples presença física. 

E uma das coisas que você não deve falar é tentar mostrar para a pessoa triste todas as coisas boas que ela tem na vida e argumentar que, por causa disso, ela não há motivo para tanta tristeza. Isso não resolve o problema e só faz com que a pessoa triste se sinta culpada. 

Foi isso que Elcana tentou fazer, ao dizer para Ana que ele era um bom marido e valia mais que muitos filhos. E ele era de fato bom marido e provavelmente fazia mais por ela do que muitos filhos faziam por suas mães. Mas, isso não consolou Ana - não era isso que ela precisava.

Tristeza tem causas - no caso da Ana, por exemplo, a baixa auto-estima - e a vida da pessoa triste somente será restaurada quando ela superar as barreiras que enfrenta. E isso pode ser feito de duas formas. A primeira é resolvendo o problema - por exemplo, quando o desempregado consegue um novo emprego. 

E a segunda forma da pessoa triste superar suas barreira é através da fé, como aconteceu com Ana. Quando a pessoa triste consegue reconquistar a esperança que tudo vai ficar bem, acreditando que Deus vai agir, normalmente a tristeza vai embora, como aconteceu com Ana.

Portanto, se você quer ajudar quem está triste, você pode, em primeiro lugar, colaborar para resolver (ou minimizar) o problema que aflige aquela pessoa. Em outras palavras, ajude no que estiver a seu alcance.

A outra coisa que você pode fazer pela pessoa que está triste é colaborar para reforçar sua fé. Você pode testemunha para ela outras situações onde Deus operou, mudando a vida de pessoas que você conhece. Pode também citar passagens bíblicas que apontam nessa mesma direção. Você ainda pode orar com a pessoa triste e ajudá-la a derramar seu coração na presença de Deus. E, finalmente, pode louvar a Deus junto com ela - nunca se esqueça que o louvor tem um poder enorme.

Concluindo, se você quer ajudar quem está muito triste, aproxime-se da pessoa, mas, só fale se souber o que deve dizer. Se puder fazer algo para eliminar ou minimizar o problema que a pessoa enfrenta, faça isso sem hesitação e sem esperar retribuição. 

E, sobretudo, ajude a pessoa a reforçar sua fé, testemunhando sobre a ação de Deus em outras vidas, estudando junto com ela passagens bíblicas aplicáveis àquele caso, orando e até louvando. 

Tenha certeza que você pode ajudar muito uma pessoa que esteja bem triste, se souber fazer as coisas certas.

Com carinho

domingo, 13 de agosto de 2017

A VIAGEM MAIS IMPORTANTE DA SUA VIDA

Imagine que você vai fazer a viagem mais importante da sua vida, mas não conhece bem o caminho para onde pretende ir. A viagem vai acontecer com certeza, mas a data da partida ainda não está escolhida. E você sabe para onde precisa ir, mas conhece muito pouco esse lugar. 

Esse lugar para onde você vai é muito bom, mas se você tomar o caminho errado, pode acabar em outro lugar muito, mas muito, ruim - como acontece com o GPS, quando joga a pessoa num lugar perigoso, onde ela não deveria passar.

O que você faria, enquanto aguarda chegar a data dessa viagem? Procuraria fontes de informação para saber mais sobre o tal lugar e como chegar até lá? 

Acredito que a maioria das pessoas responderia que sim. Gostariam de se preparar melhor para essa viagem fundamental. Afinal, é da natureza humana planejar as coisas com antecedência e se preparar para as eventualidades. 

Agora, e se eu disser que talvez você não venha fazendo isso? Que não está se preparando adequadamente para essa viagem e inclusive vem deixando para a última hora providências importantes? Parece preocupante...

A morte é uma coisa certa e a Bíblia conta que você pode ir para dois lugares diferentes, depois que morrer: Céu ou Inferno. Acredito que você quer ir para o Céu, mas será que você sabe suficientemente sobre esse lugar? Sabe como chegar até lá. Será que está se preparando para a viagem? 

Ou como a maioria das pessoas, não está se preocupando muito com isso, imaginando que quando chegar a hora as coisas se resolverão de alguma forma? Que no final vai dar tudo certo?

Há várias razões para as pessoas se preocuparem tão pouco com essa viagem. E a primeira dentre elas é que vivemos, na prática, como se a morte não existisse. Como disse um conhecido autor, olhar para a morte é como mirar diretamente o sol – somente conseguimos fazer isso por tempo curto. Mas, não deveria ser assim. 

As pessoas que alcançam um desenvolvimento espiritual maior deixam - vemos isso com clareza no texto de 2 Coríntios capítulo 12, versículos 1 a 6, onde o apóstolo Paulo diz que somente estava ainda neste mundo porque tinha uma missão a cumprir, mas preferia estar com Jesus. 

Essas pessoas como que arrumam "lentes escuras" para proteger seus olhos e poder encarar sol quanto tempo for necessário. Tempos atrás, numa aula de Escola Dominical, uma senhora, que hoje anda por volta dos cem anos, perguntou sobre o Paraíso. Expliquei o melhor que pude e e ela me disse: “Vejo uma campina verdejante e cheia de flores e minhas filhas [que já morreram], muito alegres, correndo para me abraçar - é isso que me dá forças para prosseguir vivendo.”

A segunda razão pela qual há pouco interesse nessa viagem é que, no fundo, muitas pessoas não estão tão convencidas assim que há tanta diferença entre Céu e Inferno. Basta ver como muitas piadas mostram o Céu como um lugar aborrecido, onde as pessoas nada mais vão fazer do que ficar louvando, junto com os anjos. E todas as coisas divertidas vão estar no Inferno. 

E essa é uma percepção errada e muito perigosa: o Inferno será um lugar de choro e ranger de dentes e nada de bom haverá lá, especialmente porque Deus não estará presente ali (Lucas capítulo 13, versículos 27 e 28). Ninguém deveria ter dúvidas quanto a isso.

Deus nos criou e nos entende como ninguém. Sabe do que gostamos e o que nos motiva. Logo, seria absurdo imaginar que Ele iria nos preparar um lugar que somente geraria tédio. Não faz qualquer sentido pensar assim. O Paraíso será um
lugar maravilhoso, superior a qualquer coisa que possamos imaginar. Lá haverá festa eterna, não existirão preocupações e nem dores, pois habitaremos junto com Deus. E deveríamos ter muita motivação para estar lá.

A terceira razão para a pouca preocupação com a viagem final é que a maioria das pessoas, bem lá no fundo, acha que Deus haverá de salvar todo mundo. Essa posição teológica é conhecida como universalismo – a salvação será universal. 

A lógica por trás desse pensamento é que um Deus bom não puniria ninguém eternamente, ao lançar essa pessoa no Inferno. Mas essa não é a descrição que Bíblia faz dos fatos. 

Você pode até não gostar dessa doutrina, achar que ela não deveria existir e deveria ser jogada fora. Mas, foi isso que o próprio Jesus ensinou, como no texto de Lucas que citei acima. Logo, não há como fugir dessa realidade, goste você ou não.

Portanto, o mais prudente é começar a se preparar desde já para essa viagem. Aprender o mais que você puder sobre o Céu e o caminho para chegar até lá. 

C. S. Lewis, talvez o maior escritor cristão da segunda metade do século passado, disse uma coisa muito importante: Quem volta sua mente para o Céu e se preocupa de fato em como chegar lá, é também quem acaba fazendo diferença aqui na terra. Sábias e santas palavras.

Com carinho

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

OS MENSAGEIROS DO EVANGELHO

Anunciar o Evangelho de Jesus Cristo é uma das coisas mais importantes que qualquer pessoa pode fazer - a Bíblia diz que quem faz isso tem "pés formosos". 

Neste seu novo vídeo, o Rogers recorda do pastor que teve esse papel na sua vida - falou da Evangelho para ele. 

Veja o vídeo aqui .

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

E QUANDO ACUSAM OS CRISTÃOS DE INTOLERANTES?


Com frequência vejo ou leio na mídia, ou mesmo escuto em conversas com pessoas não cristãs, que o cristianismo é intolerante. Essa é uma ideia muito difundida na nossa sociedade. 

O cristianismo é acusado desse erro por duas razões. Primeiro, por causa das atitudes absurdas de algumas pessoas, que agridem outras por meio de palavras ou até fisicamente, com a desculpa de estarem "defendendo" a fé cristã ou "enfrentando" Satanás. 

Há sim, sem dúvida, pessoas intolerantes no meio cristão,como o pastor que chutou a imagem da santa católica num programa de televisão ou os grupos de fanáticos que invadem e destroem terreiros de candomblé ou umbanda. São pessoas mal discipuladas e que não seguem a fé que dizem defender, pois a doutrina cristã não manda ninguém fazer isso (Jesus mandou que amassemos até os inimigos).

Quem faz isso é a exceção, e não a regra, dentro do cristianismo. A esmagadora maioria dos(as) cristãos(ãs) não se comporta assim. A acusação de intolerância é válida sim quando dirigida apenas a uma minoria e não quando rotula o cristianismo como um todo.

A segunda justificativa apontada para acusar o cristianismo de intolerância é a doutrina cristã, especialmente porque ela estabelece ser Jesus Cristo o único caminho para se chegar até Deus. Essa alegação de exclusividade para Jesus incomoda e é considerada por muita gente, intolerante.

Mas, antes de responder a essa segunda linha de crítica, vamos lembrar a definição de “tolerância”. Segundo o dicionário, trata-se da “atitude de quem reconhece aos outros o direito de manifestar opiniões ou ter condutas diferentes das suas”.

Repare que essa definição pressupõe a existência de opiniões e comportamentos divergentes. Caso todo mundo pensasse ou agisse igual, não seria necessário exercer tolerância. Simples assim.

Portanto, não é intolerante o cristianismo defender uma determinada doutrina, mesmo quando outras pessoas discordam dela. A tolerância é justamente a capacidade de conviver respeitosamente com as diferenças doutrinárias. 

Há quem alegue que a intolerância está na afirmação absoluta de ser Jesus Cristo o único caminho até Deus. Vale lembrar que uma verdade absoluta vale para todas as pessoas, em qualquer lugar e época. 

Ora, muita gente não gosta desse tipo de afirmação porque defende a tese que cada pessoa tem sua verdade, ou seja, não há verdades absolutas. Assim, tudo é relativo e defender uma verdade absoluta seria intolerante. 

A afirmação "tudo é relativo" pode ser muito simpática e politicamente correta, mas ela é falsa. E é fácil explicar a razão. 

Pense na declaração “tudo é relativo”. Seria essa declaração uma verdade absoluta, isto é, valeria ela para todo mundo? Repare que há uma armadilha lógica nessa declaração, pois para defender que não há verdade absoluta é preciso postular uma verdade absoluta. Coisa absurda.

Há sim verdades absolutas - bons exemplos conhecidos, são a lei da gravitação universal ou as leis da matemática. Mas isso também ocorre no campo espiritual. E não ha intolerância no fato de se acreditar e defender uma verdade absoluta.

Quem não é cristão(ã) pode até achar que a afirmação "Jesus é o único caminho" não é verdadeira - essa é uma discussão na qual não vou entrar nessa postagem -, mas não há intolerância, por parte do cristianismo, em declarar que há verdades que se aplicam a todo mundo. 

Há ainda quem justifique a acusação de intolerância ao cristianismo, ao atribuir um papel exclusivo a Jesus, porque "muitos caminhos podem levar a Deus". Essa é outra declaração simpática e politicamente correta, mas também falsa. 

Não é possível que muitos caminhos levem a Deus, simplesmente porque eles se contradizem uns aos outros. Por exemplo, Deus não pode, ao mesmo tempo, ser único, como defende o cristianismo, e vários, como ensina o hinduísmo; ou a reencarnação existe, como ensina o espiritismo, ou não existe, como defende o cristianismo, mas os dois não podem estar certos; Jesus não pode ser ao mesmo tempo o Filho de Deus, como defendem os cristãos, e um simples profeta, como afirmam os muçulmanos. 

Esses caminhos não são compatíveis entre si e assim não há como fugir da conclusão que há gente certa e gente errada naquilo que acredita. Não adianta tentar "tapar o sol com a peneira" e tentar ser politicamente correto - essa é uma realidade da qual não se pode fugir

Portanto, há sim um único caminho e os(as) cristãos(as) não são intolerantes em afirmar que Jesus é esse caminho. Repare que eu não provei serem as ideias cristãs as certas – embora acredite nessa realidade. Mostrei apenas que o pluralismo religioso é uma noção errada e perigosa. Só isso.

Há ainda uma última coisa a ser dita: Se você acredita que alguma coisa é a verdade absoluta tem obrigação moral de defender essa ideia publicamente, mesmo que pague um preço por isso.

Cerca de 100 anos atrás, o médico Oswaldo Cruz enfrentou uma guerra porque propôs vacinar a população contra a febre amarela. Ele foi ridicularizado e sofreu toda sorte de pressões, mas sabia estar do lado da verdade. Ficou firme e a vacinação salvou a vida de milhares de pessoas. Imagine se Oswaldo Cruz tivesse decidido ficar calado, com medo das consequências?

Se você acredita que Jesus é o único caminho para Deus, não se cale e nem se preocupe se for acusado(a), injustamente, de intolerância. Lembre-se que seu silêncio pode custar a salvação de alguém. E é exatamente por isso que a Bíblia tem um mandamento claro falando da sua, e da minha, obrigação de falar sobre o Evangelho de Jesus. 

Com carinho

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

QUAL É O VALOR DAS BOAS AÇÕES?


Certa vez fizeram uma pergunta interessante para mim: Por que as más ações (pecados) levam a pessoa para o inferno e as boas ações não a levam para o céu? Essa pergunta faz sentido, porque a Bíblia estabelece com clareza que a pessoa é salva (vai para o céu) por sua fé em Jesus Cristo e não por suas boas ações. 

Ora, como Deus não é incoerente, deve haver uma explicação para essa aparente contradição. E há mesmo. Na verdade, quando alguém afirma que a salvação se dá apenas pela fé da pessoa em Jesus Cristo, está simplificando um pouco o que acontece. Há muito mais coisa acontecendo nos "bastidores", como vou mostrar a seguir. 

E começo lembrando que Deus não tolera o pecado. De nenhum tipo. Mas o que é pecado? Trata-se de qualquer coisa que contraria a vontade de Deus, viola os mandamentos que Ele nos deu (conforme apresentados na Bíblia). 

Uma forma interessante de entender esses mandamentos é pensar neles como os requisitos que Deus estabeleceu para que os seres humanos possam manter uma relação saudável com Ele. 

Agora, talvez você não tenha se dado conta de como esses "requisitos" são exigentes. Basta lembrar que é preciso amar Deus acima de qualquer coisa - incluindo família, emprego, dinheiro, lazer, etc - e tratar o próximo da mesma forma como gostaríamos de ser tratados. 

São exigências pesadas. Tão abrangentes, que nenhum ser humano consegue cumpri-las integralmente. É por causa disso que a Bíblia ensina que todo mundo peca. Todo mundo, sem exceção. 

Afinal, todos mentem (ou já mentiram), sentem (ou já sentiram) inveja, ódio, raiva, ciúme e outras coisas ruins. São (ou já foram), de alguma forma, indiferentes ao sofrimento dos seus semelhantes. Colocam (ou já colocaram) outras coisas, como a família ou o emprego, na frente de Deus. E assim por diante.

É claro que se alguém conseguisse cumprir todos os mandamentos de Deus, juntaria mérito suficiente para ser salvo(a). Mas, como todos pecam, ninguém consegue fazer isso. Em outras palavras, ninguém consegue se salvar a partir dos seus próprios esforços, com base nas boas obras que faz. Simples assim.

Se é assim, como alguém pode ser salvo? A resposta é: Sem merecimento, através da Graça de Deus. Deus, na sua misericórdia e infinito amor, encontrou uma saída alternativa para os seres humanos que não envolve juntar mérito suficiente: Trata-se do sacrifício de Jesus na cruz, feito para pagar pelos pecados dos seres humanos.

E, embora esse sacrifício esteja disponível para todo mundo, somente é eficaz para quem verdadeiramente aceita (tem fé em) Jesus como seu salvador. Para quem aceita a Graça de Deus. Aí o resultado - a salvação - acontece.

Esse é o plano de salvação que Deus estabeleceu para todos os seres humanos. Portanto, a salvação não é o reconhecimento do mérito das pessoas - como quando uma professora dá boa nota para o aluno que acertou a maior parte das questões da prova. A salvação vem somente por conta da Graça, quando a pessoas reconhece que precisa dela e a aceita.

Portanto, não há nenhuma incoerência na Bíblia. O ser humano poderia ser salvo pelos próprios méritos, mas essa é apenas uma possibilidade teórica, pois nunca vai se materializar. Somente a alternativa da Graça pode livrar o ser humano.

Agora, há ainda uma questão a ser respondida. Se as boas ações não pesam na salvação, isso significa que elas não têm valor aos olhos de Deus? É claro que não. As boas obras têm enorme valor e por diversas razões. 

Primeiro porque espalham o bem e isso sempre gera frutos positivos. Se todos perseguissem o bem, o mundo seria um lugar muito melhor para se viver - a qualidade de vida de todos aumentaria muito.

Depois, porque as boas ações servem de "termômetro" para a fé da pessoa. A fé verdadeira - aquela que abre as portas para a salvação - precisa gerar mudanças no interior da pessoa e as boas obras são a consequência prática dessa mudança. A Bíblia ensina que a pessoa pode até saber quem Jesus é, mas se sua fé não gerar mudanças interiores, de nada adianta (Tiago capítulo 2, versículo 17).

Assim, se você quiser saber como está sua fé, olhe para as obras geradas pela sua vida. Uma fé saudável gera boas obras, uma fé morta não gera nada ou quase nada. 

Finalmente, e como era mesmo de se esperar, as boas obras são reconhecidas por Deus, gerando prêmios (chamados na Bíblia de galardões), que serão desfrutados quando a pessoa chegar na vida eterna. São como "tesouros guardados no céu" (Mateus capítulo 6, versículo 20). Não sabemos bem como isso vai acontecer, mas temos certeza será realidade. 

Com carinho

sábado, 5 de agosto de 2017

NÃO PERCA TEMPO CORRENDO ATRÁS DO VENTO

As pessoas costumam buscar constantemente as coisas materiais - riquezas, poder, reconhecimento, etc - pelos benefícios que elas parecem gerar. 

Por um exemplo, uma das coisas que as pessoas mais buscam é o reconhecimento. Se possível, elas gostariam de "imortalizar" seu próprio nome, deixando bem estabelecida a sua contribuição para a história. Em outras palavras, querem deixar atrás de si uma obra pela qual sejam lembradas. 

Por causa disso, os faraós fizeram grandes pirâmides mortuárias; Nabucodonosor construiu uma cidade (Babilônia), contendo jardins suspensos que foram considerados uma das maravilhas do mundo da sua época; o rei Luis XIV, da França, construiu o palácio mais suntuoso já construído (Versailles); e assim por diante.

Nos dias de hoje, as pessoas não constroem mais obras desse tipo, mas procuram imortalizar seus nomes de outras formas. Por exemplo, grandes empresários, como Bill Gates, criam fundações sociais que levam seus nomes, para as quais fazem grandes doações (na verdade, aquilo que lhes sobra), através das quais buscam ser reconhecidos como grandes benfeitores da humanidade.

Mas, nada disso resiste ao tempo. Riqueza, beleza, fama e poder passam. Tudo passa – tanto as coisas boas como as ruins – pois tudo neste mundo tem começo e fim. Simples assim.

O livro de Eclesiastes, escrito pelo rei Salomão cerca de 3 mil anos atrás, ensinou que essa busca pelas coisas materiais é como correr atrás do vento... E a maior prova do seu acerto em dizer isso é que Salomão continua sendo lembrado hoje pelos seus escritos na Bíblia – como Eclesiastes, Provérbios, etc – e não pela inigualável riqueza e glória das quais desfrutou.

Tentar correr atrás do vento, em termos práticos, é uma coisa ridícula. É pura perda de tempo. Coisa que ninguém com uma mente normal pensaria em fazer. Exatamente por isso Salomão usou essa imagem para falar da inutilidade da corrida pelas coisas materiais. 

A alternativa que a Bíblia apresenta a perder tempo com as coisas materiais é guardar tesouros no céu, onde eles não são corroídos pela traça e a ferrugem, isto é, não são destruídos pela passagem do tempo (Mateus capítulo 6, versículos 19 a 21). O que verdadeiramente importa, portanto, é juntar "tesouros" que fiquem sob a "guarda" de Deus. 

Como fazer isso? Você precisa fazer duas coisas que são simples de definir: praticar o bem para o próximo e colocar Deus em primeiro lugar na sua vida. Essas coisas são relativamente fáceis de definir mas não são necessariamente fáceis de fazer. 

Tratar sempre o próximo como você gostaria de ser tratado(a) é algo desafiador. Significa deixar de lado o egoísmo, a hipocrisia, a ganância e assim por diante. Trata-se de mudança radical na forma como as pessoas costumam se comportar na sociedade.

De forma semelhante, colocar Deus em primeiro lugar não é simples. Afinal, o mundo atrai as pessoas com todo tipo de promessa de prazeres, as pessoas precisam batalhar diariamente pelo próprio sustento e manter relacionamentos também exige esforço constante. Não é por acaso que Deus fica com o tempo e energia que sobram. Ele quase nunca é a primeira prioridade.

Algumas pessoas conseguiram juntar "tesouros no céu" ao longo das suas vidas. Vejamos alguns exemplos: O apóstolo Paulo dedicou sua vida a divulgar o Evangelho, foi perseguido e passou por grandes dificuldades por causa disso; Francisco de Assis, homem rico e poderoso, deixou tudo para trás e foi cuidar dos pobres; John Wesley dedicou sua vida à pregação da Palavra de Deus e conseguiu mudar uma sociedade injusta (a Inglaterra do século XVIII); e Martin Luther King deu sua vida para combater a discriminação social e racial existente nos Estados Unidos até a década de 60 do século passado. 

Você (assim como eu) precisa aprender a pensar menos em si mesmo(a) e passar a olhar mais para quem está ao seu lado, estendo sua mão para essas pessoas. Precisa ainda falar mais sobre Jesus Cristo, tanto com palavras, como com seu próprio testemunho de vida. E, finalmente, precisa ter mais tempo para estar com Deus, em oração, louvor e estudo da Bíblia.

Somente assim você (como eu também) vai deixar de perder tempo "correndo atrás do vento"...

Com carinho

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

A DANÇA DAS ABELHAS

As abelhas usam um tipo de dança - a "sacudida" - para anunciar informações importantes umas para as outras. 

No meu mais novo vídeo, eu usei esse exemplo, tirado da natureza, para falar sobre uma coisa fundamental: A necessidade de anunciarmos para o mundo quem Jesus é. Veja o vídeo aqui.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

COMO MENTIR COM ESTATÍSTICAS

Cerca de três anos atrás, a mídia brasileira noticiou com grande destaque o erro cometido pelo IPEA numa pesquisa sobre a condição da mulher brasileira. O texto original da pesquisa indicou que cerca de 65% da população acreditaria que o estupro pode ser justificado quando a mulher se veste de forma provocante. Depois veio a correção: a percentagem de pessoas que acredita isso é alta - cerca de 25% - embora muito menor do que inicialmente afirmado. O IPEA se desculpou, dizendo que cometeu um erro honesto.

Nesse caso parece que foi realmente um erro honesto, embora, naturalmente, a credibilidade da pesquisa ficou prejudicada. Agora, boa parte das estatísticas publicadas pela mídia cometem erros que não são tão inocentes assim - seu objetivo é influenciar a opinião pública num sentido ou no outro. São manipulações pura e simples.

E esse tipo de manipulação contra o cristianismo é mais comum do que você talvez imagine - são comuns as pesquisas que procuram apresentar cristãos(ãs) como pessoas retrógradas, intolerantes, hipócritas, etc. 

Vou dar um exemplo que demonstra bem como isso funciona. São comuns pesquisas comparando o comportamento dos(as) cristãos(ãs) com não cristãos(ãs) para estabelecer qual o peso verdadeiro da crença cristã no comportamento das pessoas. 

O problema é que a maioria dessas pesquisas é feita de forma errada, algumas propositadamente outras não. Normalmente, os(as) pesquisadores(as) identificam quem é ou não cristão(ã) simplesmente perguntando sobre isso às pessoas entrevistadas. 

Ora, sabemos que muitas pessoas se dizem cristãs mas não o são de fato, pois não vivem de acordo com os ensinamentos do cristianismo - são crentes puramente nominais, ou "não praticantes". Essas pessoas quase nunca têm contato com alguma igreja exceto em batizados, casamentos, enterros e outras ocasiões especiais.

E quando o(a) pesquisador(a) considera ao comportamento desse tipo de pessoa como representativo do mundo cristão, comete um erro metodológico sério. Se alguém quer saber mesmo como os(as) cristãos pensam precisaria conversar com quem vive de fato essa fé. 

Esse costuma ser o caso, por exemplo, das pesquisas que comparam a taxa de divórcios entre casais "cristãos" e "não cristãos" - e não por acaso esse tipo de pesquisa costuma apontar que a situação não é muito diferente entre os dois grupos de pessoas, parecendo indicar que a fé cristã não faz muita diferença no que tange à estabilidade dos casamentos, o que acredito não ser verdade.

Outro tipo de erro frequente, que também pode ser casual ou ter uma motivação mais profunda, aparece na escolha da amostra usada na pesquisa. Quando o(a) pesquisador faz isso, ele(a) parte da ideia que essa amostra, contendo um número de pessoas que consegue entrevistar, é representativa da população com um todo - é exatamente isso que as pesquisas eleitorais fazem com algum sucesso. 

É claro que, ao modelar uma população de 200 milhões de pessoas numa amostra de, digamos, dois mil entrevistados(as), a pesquisa introduz uma margem de erro, que costuma ser divulgada junto com a pesquisa. Até aí tudo bem.

Mas, se a amostra não for bem escolhida, isto é, se ela não for representativa do todo, a pesquisa não vai servir para nada. Seu resultado será errado.

No Brasil, os(as) pesquisadores lutam com muita dificuldade para conseguir montar suas amostras de pesquisas. Normalmente, é preciso que as pessoas preencham questionários grandes e os(as) brasileiros(as) não costumam ter paciência para fazer isso, especialmente quando não ganham nada por fazer isso (pagar os(as) entrevistados(as) tornaria a pesquisa muito cara). 

Na prática, os(as) pesquisadores(as) brasileiros(as) se viram como podem - entrevistam amigos(as), familiares e colegas de trabalho, enfim pessoas que aceitam ter o trabalho de serem entrevistadas. E mesmo fazendo isso, costumam conseguir entrevistar menos pessoas do que precisariam. Como as amostras são construídas com que se dispõe a participar (e não com que deveria participar) e seu tamanho muitas vezes não é adequado, o erro dessas pesquisas é muito grande. Na prática, elas não provam muita coisa. Mas ainda assim são usadas...

Recentemente, foi publicada uma pesquisa na revista "Isto É" com o título "O novo retrato da fé no Brasil". Lá pelo meio do artigo, uma pesquisadora apresentou a conclusão que 16,5% dos protestantes históricos vieram de igrejas pentecostais - seriam pessoas que mudaram de linha teológica no meio da sua vida religiosa. 

A mesma reportagem ainda informou que essa conclusão foi tirada entrevistando apenas 193 pessoas, amostra que dificilmente é representativa da população brasileira de protestantes históricos. Em outras palavras, essa estatística não tem muita validade e as conclusões tiradas dela - como fez o texto da tal reportagem - não esclarecem muito.

Quando você ler uma pesquisa sobre o cristianismo, tenha cuidado com as conclusões nela apresentadas. Tente entender como a pesquisa foi feita e se há base para as afirmações que são feitas nela. 

A seguir algumas dicas que podem ajudar você a separar o "joio" do "trigo":
  • Nunca aceite resultados de pesquisas que não possam ser verificados. Certa vez li uma pesquisa que analisava pessoas evangélicas que abandonaram sua fé na juventude. Era indicada a percentagem dessas pessoas que voltaram à fé inicial antes do fim da vida. Mas de onde veio esse dado saiu? Afinal, naturalmente as pessoas ainda estavam vivas quando foram entrevistadas (no máximo, a pesquisa poderia indicar a proporção dessas pessoas que pretendia voltar ao Evangelho).
  • Analise sempre se as amostras pesquisadas são representativas do universo estudado. Além dos casos que já citei, aí vai um outro exemplo interessante: Se o estudo falar da população brasileira como um todo, a percentagem de homens e mulheres deve ser mais ou menos a mesma na amostra, pois essa é a realidade da nossa população. Mas, se o estudo falar dos(as) cristãos(ãs), a percentagem de mulheres deve ser muito mais alta (cerca de dois terços), pois essa é a realidade nas nossas igrejas cristãs.
  • Analise se as perguntas feitas às pessoas entrevistadas não geram confusão - no caso da pesquisa do IPEA, que citei no início desta postagem, aí nasceu o erro do estudoNão acredite muito em pesquisas que têm interesses comerciais por trás - a distorção nesses casos costuma ser ainda maior.

Concluindo, não acredite em tudo que você lê por aí, mesmo quando a pesquisa tiver sido publicada em veículos da mídia que tenham prestígio. Infelizmente, essa é a realidade que vivemos.

Com carinho