quarta-feira, 27 de junho de 2012

"SOLITÁRIO GEORGE": UM GRITO DE SOCORRO

No fim de semana passado, morreu “Solitário George”, a última tartaruga gigante da sua subespécie que vivia nas ilhas Galápagos. Sua geração se acabou porque o ser humano introduziu cabras nas ilhas, que comeram toda a vegetação da qual viviam as pobres e indefesas tartarugas. Capturado, George foi levado a um centro animal e tentaram fazê-lo cruzar com tartarugas aparentadas, mas sem sucesso. E ali ele viveu solitário, o último da sua linhagem, por mais de 40 anos.
 
De uma forma geral, os seres vivos, pelo menos aqueles gerados por reprodução entre dois sexos diferentes, não foram criados para viverem inteiramente solitários. Por exemplo, no relato da criação no Gênesis, Deus disse: não é bom que o homem esteja só (capítulo 2, versículo 18). E aí estava a mulher para encantar a vida do homem - menos nos dias de TPM, mas aí já é outra história. E com os animais não é diferente.


Tudo isso me fez refletir sobre a ação predatória dos próprios seres humanos, que já dizimou milhares de espécies e acabará por dizimar outras tantas. E o desequilíbrio do nosso ecossistema poderá causar, além de todo tipo de catástrofe natural, o próprio fim da humanidade.
 

E nem percebemos que estamos destruindo aquilo que Deus fez com tanta sabedoria e desejando o melhor para nós. É interessante observar que, depois de cada ato de criação relatado no Gênesis, o texto diz que Deus olhou para o que tinha sido feito e viu que tudo tinha excelência (capítulo 1, versículos 1 a 25).
 

Mas a sociedade humana nem parece se importar muito com isso, pois lá no fundo deve achar que sempre teve e sempre terá a natureza para ser explorada, o que não é verdade. 

É exatamente por isso que os avanços das políticas e práticas que preservam o meio ambiente é tão lento – basta ver os resultados limitadíssimos da Rio + 20, que se encerrou nos últimos dias. Mais uma vez tudo foi empurrado com a barriga para o futuro. A maior parte do esforço das autoridades presentes foi usado em parecer que estavam interessadas no assunto, para passar uma boa imagem para a opinião pública, sem se comprometer com algo de muito concreto, que viesse a dificultar o ato de governar.
 

Agora preocupo-me mais ainda quando o povo cristão também não dá muita importância para o assunto. E é fácil perceber isso: basta você se perguntar quantas pregações já ouviu sobre temas ecológicos ou qual foi o interesse que sua igreja demonstrou sobre a Rio+20. Provavelmente a resposta será decepcionante, com raras e honrosas exceções. Esse tema ainda não entrou no radar das igrejas cristãs para valer.
 

Nós, cristãos, precisamos assumir mais responsabilidades e interesse na preservação do nosso planeta. Afinal é nosso dever cuidar daquilo que Deus criou para nós. Se não fizermos isso, assistiremos de camarote a contínua deterioração da "casa" que foi feita especialmente para nós. 

E caso isso venha a ocorrer, daqui há algum tempo, pode aparecer outro “Solitário George”, dessa vez um homem alquebrado, vivendo sozinho num mundo desolado e que nem terá o consolo de contar sua história, pois não haverá ninguém para ler o que ele escreva...
 

Com carinho

domingo, 17 de junho de 2012

GRANDE DESCOBERTA ARQUEOLÓGICA SOBRE JESUS


 







Uma pequena caixa feita de pedra (ver foto acima), do tipo que os judeus costumavam usar para coletar os ossos de pessoas mortas, está hoje num arquivo em Jerusalém. Por nove anos ela vem criando a maior celeuma nos estudos arqueológicos porque esse ossuário contém a seguinte inscrição (ver foto acima): “Tiago, filho de José, irmão de Jesus". São poucas palavras, mas que podem mudar o rumo dos estudos arqueológicos.

A importância do achado
Se o ossuário for autêntico, ou seja se for afastada qualquer hipótese de fraude, esse será um achado arqueológico de enorme importância. Isso porque, embora os nomes Tiago, José e Jesus fossem comuns 2.000 anos atrás, seu encadeamento nessa ordem é muito difícil de ter acontecido com outra família que não a de Jesus. Ainda mais que uma referencia a um irmão num ossuário somente fazia sentido, naquela época, se o irmão fosse uma pessoa de muito maior importância do que a do morto, para quem a urna foi destinada.

Sendo assim, essa pequena caixa seria uma prova concreta da existência de Tiago, o Justo, que liderou o início da vida da igreja cristã em Jerusalém, conforme relatado nos Atos dos Apóstolos. Provaria também a existência de Jesus e do seu pai adotivo, José. Provaria ainda que Tiago era mesmo irmão de Jesus e não primo, como pretendem algumas correntes da Igreja Católica. 

É claro que já conhecemos todas essas informações, mas vê-las confirmadas por uma fonte fora da Bíblia é motivo de grande satisfação. E isso ajudaria a calar a boca de muita gente que diz ser a Bíblia é uma fraude.

A controvérsia
O ossuário foi trazido ao conhecimento público por um judeu, colecionador de antiguidades independente, chamado Oded Golan. Alguns acharam que esse artefato era bom demais para ser verdade e acusaram o colecionador de fraude. Por conta disso, a Autoridade Arqueológica de Israel processou o colecionador durante nove anos. Mas ele resisitiu, apoiado por pessoas que acreditaram na sua história. E a conclusão do julgamento foi a seu favor, pois o juiz não encontrou provas de que o ossuário seja fraudado.

Isso reforçou em muito a posição daqueles que acreditam ser a peça autêntica. A conceituada revista Biblical Archeology Review, na última edição (Julho/Agosto de 2012) disse o seguinte sobre essa controvérsia: 

  • Dois dos mais renomados peleógrafos do mundo – cientistas que estudam o tipo de letras usadas na antiguidade –, Ada Yardenit e Andre Lemaire, concordam que a inscrição é autêntica. 
  • Não há duvida sobre o ossuário em si, que todos concordam ter pelo menos 2.000 anos. 
  • Foi encontrada patina causada pelo tempo dentro das letras da inscrição (inclusive da última palavra). Se as letras tivessem sido feitas recentemente, essa patina não existiria, pois não há como forjá-la.
Para a revista, portanto, o ossuário é autêntico. Importantes estudiosos, como Ben Witterington, também acreditam que a peça é autêntica (tanto assim que ele chegou a escrever um livro sobre o assunto, que está traduzido para o português). Já outros como Lawrence Geraty, acham que não. 

Embora a balança tenha pendido para o lado daqueles que defendem a autenticidade do ossuário, a polêmica está longe de acabar. E o editor da revista que citei acima, Herschel Shanks, ele mesmo figura muito respeitada no meio arqueológica, reconhece que ainda vai passar algum tempo antes de haver uma aceitação ou rejeição definitiva dessa importante e controversa descoberta.

Eu estou convencido. E você, o que acha?


PS Ainda bem que não foi achado nenhum osso. Imagine a confusão que daria, com pessoas tentando reproduzir o DNA de Jesus. 

Com carinho
Vinicius

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O DIVÓRCIO DEPOIS DE 115 ANOS


A mídia divulgou amplamente a notícia que o casal de tartarugas acima “resolveu” se separar, depois de 115 anos de união. Para quem não sabe, a “iniciativa” foi dela, ao expulsar o macho - parece que ela considerou não haver mais diálogo e quer sua liberdade de volta...

Brincadeiras à parte, essa notícia me fez refletir sobre a transitoriedade da vida. O ditado popular “não há bem que sempre dure nem mal que não se acabe” fala exatamente sobre essa questão.
 

Todos gostam da segunda parte do ditado e porisso ele é muito usado nos momentos ruins da vida. Afinal saber que nenhum mal vai durar para sempre é um grande consolo e um incentivo para perseverar ante as dificuldades.

Mas, meu tema hoje é a primeira parte do ditado: “não há bem que sempre dure”. E não gostamos nada de saber disso - eu pelo menos nunca ouvi esse ditado ser usado, por exemplo, num casamento ou num batizado.

Mas, gostemos ou não, viramos páginas boas das nossas vidas todos os dias: o último Natal na casa dos avós; o último dia daquelas férias de verão fantásticas; o último dia de aula no colégio onde tínhamos tantos amigos; o último dia da faculdade, quando a responsabilidade da vida começou a pesar; o último dia de vida de uma pessoa querida; e assim por diante.

Nada material fica para sempre. Impérios foram construídos e caíram, reduzidos a algumas ruínas sem qualquer sinal de vida humana. Fortunas foram ganhas e perdidas ao longo de gerações. Empresas se tornaram poderosas, para depois acabarem aos pedaços.

Olhando o sol...
Não gostamos de pensar muito no fim das coisas boas, pois isso nos faz mal. Como disse um escritor famoso: "pensar no fim é como olhar diretamente para o sol - não dá para fazer isso por muito tempo."

De fato, poucos conseguem fazer isso de fato e meu pai foi uma dessas pessoas. Lembro-me que, cerca de dez anos atrás, encontrei-o lendo um livro intitulado “Como morremos”. Reagi de imediato, dizendo que ler aquilo era absurdo. E ele, sempre muito sábio, respondeu: “meu filho, se eu não ler isso agora, quando vou ler?”. E ele morreu dois anos depois. Não sei se o livro (que hoje está comigo) ajudou, mas certamente ele escolheu a hora certa para lê-lo.  

Como não conseguimos encarar vamos sempre nos auto enganando e ai prosperam as juras de amor eterno, as promessas de estar sempre presente na vida ds pessoas amadas, os planos de vida de longo prazo, etc. E temperamos um pouco esse otimismo excessivo, fazendo seguro de vida.

Jesus nos advertiu várias vezes para não esquecermos que as coisas boas também têm fim. Numa delas, contou uma parábola onde um senhor de terras construiu novos celeiros pois sua produção de grãos tinha aumentado muito. Ele imaginou que passaria a ter uma vida tranquila e farta, mas mal sabia que naquela mesma noite sua alma seria chamada por Deus (Lucas capítulo 12, versículos 16 a 20).

Há razão para esperança?
Mas há sim razão para ter esperança no futuro. Afinal, Deus nos prometeu uma segunda vida maravilhosa, depois da presente existência (Apocalipse capítulo 22, versículos 3 a 5):

Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro [Jesus]. Os seus servos [nós] o servirão, contemplarão sua face... Então já não haverá noite, nem precisarão eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos. 
Essa segunda vida não vai se acabar - terá começo, mas não terá fim. Nela não haverá choro e nem sofrimento. E é para lá que vamos. Glórias a Deus poristo!

Assim, quando chegar minha vez de ler aquele livro que meu pai já leu, espero ter sempre presente essa esperança. E com base nela poder, com serenidade, finalmente "encarar o sol". Foi isso que eu vi meu pai fazer.

Com carinho
Vinicius