domingo, 30 de junho de 2013

SUCESSO NO TRABALHO. JÁ NA FAMÍLIA...

Há pessoas que apresentam uma história de vida com resultados mistos nas diferentes áreas. Por exemplo, é comum encontrar aqueles/as que alcançam sucesso na  profissão, enquanto fracassam nas relações pessoais (na criação dos filhos e/ou na relação conjugal). 

A história de Davi
E há um exemplo na Bíblia de uma pessoa exatamente assim: o rei Davi. Ele foi o maior rei da história de Israel, político habilidoso, general invencível e um líder carismático. Pegou o reino de Israel semi-destruído, depois do reinado desastroso do rei que o antecedeu (Saul) e deixou para seu filho uma nação rica e poderosa.

Além de tudo, Davi era um grande poeta e músico - escreveu a maior parte do livro de Salmos, onde existem textos marvilhosos que nos inspiram até hoje. Finalmente, a Bíblia nos conta que ele era um homem "segundo o coração de Deus" (Atos capítulo 13, versículo 22), ou seja tinha sintonia total com o nosso Criador. 

Em resumo, foi um grande sucesso em todos esses campos e por isso é reverenciado até hoje. Já na vida familiar, foi um pai desastroso. Teve várias mulheres (como era normal naquela época) e vários filhos, mas nunca soube administrar sua "cozinha interna". E alguns exemplos servem para demonstrar isso. 

O primeiro grande problema aconteceu quando Davi cometeu adultério com a esposa (Bate-Seba) de um dos seus generais (Urias). Como a mulher engravidou, Davi forçou a morte de Urias em batalha, para esconder o mal feito e depois tomou Bate-Seba como esposa. Naturalmente tudo isso gerou um grande escândalo. E nunca mais houve paz no seio da sua família. 

Um dos filhos de Davi, Amnon, estuprou uma das sua meio-irmãs, Tamar. E Davi nada fez para punir esse ato terrível que destruiu a vida da moça. Como Amnon ficou impune, Absalão, outro irmão da moça, fez justiça com as próprias mãos e matou o ofensor (2 Samuel capítulo 13). 

Mais adiante, Absalão, o filho preferido de Davi e seu herdeiro, revoltou-se contra o próprio pai e tentou tomar-lhe o trono. Acabou morto por um dos generais de Davi.

A partir daí multiplicaram-se as intrigas palacianas, para ver quem iria herdar o trono de Davi - o filho de Bate-Seba, Salomão, acabou sendo o herdeiro. E Salomão ainda precisou matar alguns dos seus meio-irmãos para poder pacificar as coisas. Em resumo, um desastre total.

A necessidade de alcançar o equilíbrio 
Sucesso absoluto numa área, fracasso completo na outra. O que pensar de Davi? E essa mesma pergunta se aplicaria há muitos artistas, empresários, políticos, etc. 

Penso que há duas possíveis explicações para esse tipo de situação. A primeira delas é a má distribuição do tempo - as pessoas tendem a amar aquilo que fazem bem e acabam por dedicar a esse campo da sua vida uma parte desproporcional do seu tempo. Afinal, é ali que se sentem vitoriosos.

E ao dedicarem mais tempo e esforço ao que fazem bem, tendem a fazer aquilo cada vez melhor. Em contra partida, tendo cada vez menos tempo para as outras áreas da sua vida, haverá uma chance cada vez maior de se sairem mal nelas. 

Conheci um grande pastor que simplesmente não tinha tempo para sua família. Vivia meio "flutuando", somente pensando nas coisas de Deus e deixou para sua mulher toda a pesada tarefa de educar os seis filhos. Somando a essa situação as dificuldades financeiras naturais na vida de um pastor realmente comprometido com o Reino de Deus, a vida da esposa tornou-se muito difícil e sacrificada. O resultado é que, no final da sua vida, essa mulher ficou muito amarga e tornou-se uma pessoa difícil de se lidar, o que é perfeitamente compreensível.

Penso que esse foi o caso de Davi - simplesmente não investiu tempo na sua família e deixava as coisas ali correrem ao sabor do acaso. E deu no que deu.

A outra razão para as pessoas terem grande sucesso numa área da vida e simplesmente fracassarem na outra é que erradamente acabam pesando que as técnicas de resolução de problemas que funcionam muito bem numa área também devem funcionar bem nas outras. Por exemplo, esse é o caso do pastor muito bem sucedido que tenta pastorear seus filhos, quando deveria ser apenas pai deles. Ele vai acabar por não ser nem pai nem pastor dos seus filhos.

Lembro-me do filme "A noviça rebelde", um belíssimo musical que encantou a minha infância, no qual havia uma família liderada por um viúvo, militar aposentado. E ele tentava liderar sua família como tinha liderado seus soldados no quartel, usando o mesmo tipo de disciplina, e o resultado era desastroso. 

O pior é que as pessoa que agem assim normalmente têm dificuldade de aceitar que estão errando, por orgulho, ignorância e/ou teimosia. E insistem nesse caminho, achando que vaõ obter resultados, se fizerem um esfoçor maior, o que não é verdade.

Uma vida cristã plena pressupõe equilíbrio em todos os campos: trabalho, família, lazer, vida espiritual, etc. Desequilíbrios são sempre ruins, mesmo quando o privilegiado for o campo espiritual. Afinal, Deus nos fez um conjunto de coisas e é preciso levar em consideração todas elas.

Em consequencia, é preciso investir na correção dos eventuais desequilíbrios. Isso passa, em primeiro lugar, pela percepção que esse tipo de problema existe - coisa, por exemplo, que Davi nunca teve. 

Depois, é preciso equilibrar bem o tempo entre todas as áreas, levando em conta as necessidades específicas de cada uma - por exemplo, filhos pequenos tomam muito tempo. 

Finalmente, é preciso ajustar os métodos de atuação em cada área, não confundindo as necessidades de cada uma delas. Por exemplo, estudar a Bíblia vai me fazer aumentar a fé, mas não é isso que vai dar solução ao problema técnico com o qual estou lidando no meu trabalho. 

Cada área - trabalho, relacionamentos, vida espiritual, etc - tem suas necessidades específicas e, consequentemente, seus métodos de atuação. É preciso, portanto, ter ferramentas necessárias para cada uma delas, o que pode ser conseguido com esforço próprio (por exemplo, estudo), ou via ajuda de terceiros (por exemplo, terapia).

Com carinho 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

AS SETE VOLTAS ENTORNO DO MURO DE JERICÓ

Moisés comandou a saída do povo de Israel da escravidão no Egito, conforme relatado no livro do Êxodo. Mas o plano de Deus não incluía apenas livrar o povo da escravidão. Era preciso também encontrar um novo lar para aquele povo.

Seguindo a promessa que Deus tinha feito para Abraão, esse lar deveria ser a Terra Prometida, também conhecida como Canãa -, hoje em dia, Palestina. E assim, cabia a Israel conquistar aquele território, sob a liderança de Josué.


É preciso entender que o povo de Israel tinha sido escravo durante mais de 400 anos e, mesmo depois de uma longa preparação no deserto (40 anos), não tinha ainda experiência de batalha e seu primeiro desafio seria grande. Conquistar a cidade de Jericó, a primeira cidade no caminho de Israel ao entrar em Canãa, que contava com altos e fortes muros.


O interessante é que Deus disse a Josué que não seria necessário muita coisa para alcançar esse objetivo, pois Ele mesmo, Deus, derrubaria os altos muros. Para tanto, bastaria que, durante seis dias, Israel circulasse em volta dos muros (o povo de Jericó estava todo dentro do recinto fortificado). E, no sétimo dia, circulasse os muros por mais sete vezes. E aí as trombetas deveriam tocar e o povo deveria gritar em alta voz. E assim foi feito e os muros caíram (Josué capítulo 6).


Mas qual foi a razão para toda essa preparação? Por que Deus não derrubou o muro no primeiro dia? 


E é interessante perceber que esses requisitos meio "absurdos" de Deus aparacem em vários casos na Bíblia. Por exemplo, Isaque orou por vinte anos para que sua mulher Rebeca engravidasse de Esaú e Jacó. Ora, já havia uma promessa dada ao pai de Isaque - Abraão - que sua família tornar-se-ia um grande povo, portanto sem dúvida Rebeca haveria de ter filhos. Por que então foi preciso que Isaque orasse por tanto tempo?


Continuando, por que foi preciso que José passasse por cerca de 20 anos de sofrimento para que viesse a ser o principal ministro do faraó e salvasse sua família (Jacó e seus filhos) da fome? 


Por que Paulo teve que passar por naufrágios, perseguições, fome, etc, para conseguir anunciar o Evangelho de Jesus Cristo?


Penso que tudo isso traz uma lição, dividida em duas partes. A primeira é a necessidade de confiar e obedecer a Deus, não importa o que Ele venha a pedir. É preciso sempre ter em mente que Ele deve ter razões que são desconhecidas para os seres humanos e que justificam o que está sendo pedido. 


Depois, o processo pelo qual Deus faz a pessoa passar, visando atender aquilo que Ele pede, é sempre um período de grande aprendizagem e depuração do caráter dessa mesma pessoa. Foi isso que aconteceu com José, que amadureceu muito durante o período de adversidades, passando de uma rapaz mimado e sonhador a um estadista. 


Portanto, se o povo de Israel não tivesse circulado a cidade por sete vezes e não tivesse cumprido integralmente a orientação de Deus, o milagre não teria ocorrido. Não é que uma volta a menos faria diferença. Claro que não. Mas eventual desobediência traria resultados negativos, pois Deus teria recolhido sua mão.


Com carinho

quinta-feira, 20 de junho de 2013

MAIS UMA DESCOBERTA QUE CONFIRMA A BÍBLIA

Talvez você não saiba mas há inúmeras comprovações arqueológicas dos relatos bíblicos. E uma delas é impressionante: foram encontrados os ossos de um importante personagem citado no Novo Testamento, que viveu cerca de 2.000 anos atrás! 

E aí vai a história dessa descoberta. Em novembro de 1990, estava sendo feita uma escavação na região que fica ao sul da "esplanada do Templo", a região elevada onde ficava o Templo de Jerusalém, construído por Herodes, na época de Jesus - hoje existe ali uma mesquita e o Domo da Rocha, ambos sagrados para os muçulmanos.

O trator sendo usado naquela escavação afundou um pouco no terreno e, imediatamente, foram chamados os arqueólogos, que encontraram um buraco no chão com dez ossuários - caixas de pedra usadas para colocar ossos de pessoas mortas. 

Os arqueólogos perceberam que se tratavam de ossuários datados do século primeiro da época cristã - para fins de comparação, Jesus foi morto entre os anos 30 e 33 desse mesmo século. Naquela época, acabaram os espaços para enterrar pessoas no monte das Oliveiras e aí os judeus começaram a enterrar os mortos em locais provisórios, para depois remover os ossos e colocá-los em ossuários, ocupando muito menos espaço. Se Jesus não tivesse ressuscitado, é isso que teria sido feito com seus ossos.

Um dos ossuários encontrado chamou imediatamente a atenção, por ser muito bonito e delicadamente adornado com rosáceas. Veja as imagens abaixo:






Examinando a caixa, os arqueólogos encontraram uma inscrição contendo o nome da pessoa cujos ossos tinham sido ali colocados: José filho de Caifás - veja a inscrição abaixo. 



Os ossos pertenciam a um homem de cerca de 75 anos e os exames com carbono 14 indicaram que a pessoa viveu no primeiro século da época cristã. 

Ora a Bíblia nos conta que o sumo-sacerdote líder do julgamento de Jesus (Mateus capítulo 26, versículos 57 a 68 e João capítulo 18, versículos 19 a 27) era chamado Caifás. Ou seja, foram os restos dele que foram encontrados. Esse ossuário está hoje num Museu em Israel e pode ser visto por qualquer um.  

Muitos historiadores contrários ao crisitianismo defendiam que o tal Caifás nem tinha exisitido e era invenção do Novo Testamento - esses ficaram sem argumento. E os que aceitavam a figura de Caifás como histórica, essencialmente os cristãos, viram suas ideias confirmadas integralmente.   


Com carinho

terça-feira, 18 de junho de 2013

O BRASIL ACORDOU?

"As idéias não correspondem mais aos fatos"     Cazuza
Frequentemente as idéias que determinam a ação dos governos deixam de corresponder aos fatos do mundo real. Um bom exemplo é a nobreza francesa, totalmente desinteressada das privações do povo, de onde tirava sua riqueza, até que foi surpreendida pela queda da Bastilha e a Revolução sangrenta que matou a quase todos eles. 

Um exemplo nosso é o "Movimento das Diretas Já" em 1984. Até então, a ditadura militar pensava estar fazendo um bom trabalho, por conta do desenvolvimento econômico que inegavelmente o Brasil tivera na década de 70 e pela defesa da sociedade brasileira contra o perigo do comunismo. Quando o perigo do comunismo derreteu, o chamado milagre econômico brasileiro se esvaiu (por causa da primeira cise do petróleo) e as pessoas se deram conta do aumento da desigualdade social e dos abusos cometidos contra os direitos humanos, a liderança política/militar perdeu legitimidade e o mal estar social desembocou no "Movimento das Diretas Já", que desestabilizou o governo.

É possível que estejamos começando a viver outro momento desse tipo no Brasil, cerca de 30 anos depois desse outro movimento. Um simples protesto contra o aumento das passagens de ônibus acabou tomando rapidamente proporções bem grandes. E trata-se de movimento nascido no meio da juventude das grandes cidades, que se alimenta do mal estar social que existe na população.

E penso que o descolamento das ideias que norteiam o Poder Público (Federal, Estadual e Municipal) da realidade dos fatos é concreta. Vejamos alguns exemplos: 

Primeiro, o Pode Público pensou que colheria uma grande vitória política por conta da Cpoa do Mundo de Futebol. Essa idéia seguia a tese de dar ao povo "pão e circo", sendo futebol o circo. Mas a montagem do "circo" foi feita a um enorme custo de dinheiro público, de corrupção generalizada, de sinais evidentes de falta de planejamento e desperdício, etc. E, em paralelo, os serviços públicos no Brasil vão cada vez pior, porque não há dinheiro para melhorá-los. E o povo  se deu conta dessa contradição.

Segundo, a elite política perdeu completamente a compostura:   pessoas sem qualquer condição são indicadas para cargos importantes e, uma vez lá, não "desapontam": tiram vantagens desonestas de todo lado e propõem leis absurdas, como aquela que hoje quer tirar poder de investigação do Ministério Público (PEC 37). 

Terceiro, não há um projeto para o Brasil, indicando quais caminhos devem ser tomados. Já tivemos isso (por exemplo, o Plano de Metas de meados da década de 50), mas a prática se perdeu. Hoje são sempre os grupos de pressão organizados que conseguem concessões do Poder Público: os lobbies dos bancos, dos produtores rurais, dos funcionários públicos, das empreiteiras (esse sinistro), da indústria automobilística, das empresas de ônibus, das centrais sindicais, etc. 

É claro que nem todas as reivindicações desses grupos são injustas, mas elas sempre olham para o Brasil de um ponto de vista particular e egoista e nunca pensam na sociedade como um todo. Querem apenas avançar o seu próprio lado, mesmo que às custas dos demais. 

Um quarto exemplo é a diferença de prioridades entre os que comandam o Poder Público e as pessoas comuns. Os póliticos querem essencialmente se perpetuar no poder e fazem qualquer coisa para conseguir isso. Já o povo que viver sua vida de forma digna. E frequentemente uma coisa nada tem a ver com a outra. Se o político achar que aumentando os gastos públicos vai conseguir se reeleger, não vai se importar com a inflação que vai decorrer dessa irresponsabilidade - veja o exemplo recente da Argentina. 

Um último exemplo é a perda de credibilidade dos meios de comunicação tradicional, que antes "faziam a cabeça do povo", sempre no interesse dos poderosos no poder - por exemplo, ontem, o jornalista Caco Barcellos da Globo tentou gravar um programa no início da passeata em São Paulo e sua equipe foi expulsa. E a sede da Globo em São Paulo precisou ser protegida pela polícia. 

E é por conta dessas e de outras questões que temos hoje no Brasil um movimento popular que ninguém consegue explicar direito - veja que quase todos os líderes políticos estão calados. E o mesmo ocorre com as analistas políticos mais importantes, que quando falaram alguma coisa, disseram besteiras (veja o pedido de desculpas do colunista Arnaldo Jabor, hoje, no Estado de São Paulo, reconhecendo o erro de sua análise anterior).

Agora, vejo três problemas sérios nesse movimento político:
  • Falta de liderança - vi ontem parte do programa da TV Cultura chamado "Roda Viva", onde dois líderes do "Movimento Passe Livre" foram entrevistados. Foi desanimador ver como eles não percebem o que está acontecendo;
  • Falta projeto de mudança - ou as pessoas somente querem protestar ("sou contra tudo que está aí") ou estão pensando pequeno ("o problema é o aumento da passagem de ônibus");
  • Uma parcela daqueles que saem às ruas não segue qualquer orientação política e alguns querem apenas fazer baderna, o que é inaceitável e vai gerar reação do Poder Público.
É possível que esse movimento redunde em algo positivo e que o Brasil acorde mesmo - peço a Deus por isso, pois precisamos melhorar nossa sociedade. Mas temo muito que o movimento se esvaia pelo caminho - por falta de propostas claras e/ou de liderança. Ou, o que seria ainda pior, seja cooptado por algum partido político e perca sua autenticidade e credibilidade diante da opinião pública.

Vamos todos orar pelo nosso país. Que Deus tenha misericórdia de nós e ilumine os principais atores de todos esses fatos.

Com carinho