sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

A HISTÓRIA DE UMA ATEIA QUE SE CONVERTEU

Leah Libresco (a foto dela ilustra esta postagem) é uma escritora que mora em Washington, capital federal dos Estados Unidos. É uma pessoa altamente preparada, com um bacharelado em ciências políticas da Universidade de Yale, uma das mais importantes do seu país.

Leah tem um blog no site Patheos, onde ficou famosa por defender durante muitos anos o ateísmo. Ela chegou a escrever naquela época que "não se lembrava de uma época em sua vida em que pensasse de forma diferente, pois seus pais eram ambos ateus e ela foi criada dentro desse sistema de pensamento".

Pela qualidade das reflexões que publicava, Leah acabou por se tornar um ícone para pessoas ateias, pessoas que acreditam não existir Deus e nem um mundo espiritual (sobrenatural) - para elas tudo se resume ao mundo material. 

Leah se converteu ao cristianismo e relatou o que aconteceu. E sua trajetória é cheia de ensinamentos. Tudo começou quando ela começou a namorar um rapaz cristão, de quem gostava. Os dois mantiveram várias conversas a respeito das suas diferenças de convicção.

Ao longo dessas conversas, ela precisou responder alguns argumentos do namorado que acabaram por fazer balançar suas certezas materialistas, dando início a um processo que culminou com sua conversão. 

Talvez você se surpreenda ao saber qual foi o argumento que fez Leah mudar de posição: A existência de princípios morais universais (veja mais). Vamos ver como isso funcionou na prática.

Leah, como as demais pessoas de bem, entendia precisar seguir certos princípios morais (por exemplo, não maltratar crianças, não roubar, não contar mentiras para prejudicar outras pessoas e assim por diante). Ela também percebia intuitivamente que esse princípios morais são descobertos (de forma semelhante ao que acontece quando cientistas entendem como a natureza funciona) e não são construídos pelas sociedades (assim como os arquitetos concebem e constroem casas). 

Ora, se há princípios morais que têm aplicação universal e eles existem independentemente das sociedades, que apenas os descobrem e passam a aplicá-los, de onde esses princípios vieram? Quem os concebeu?

Leah percebeu a enorme dificuldade que o ateísmo tem para responder essa questão - quanto mais estudou, mais se convenceu disso. Afinal, a evolução, o mecanismo aceito pelo ateísmo como tendo levado à criação e ao desenvolvimento da vida e da sociedade humana, não consegue explicar a existência de princípios de moral que todo mundo precisa seguir. Já o cristianismo tem uma resposta muito simples e eficaz: Foi Deus quem criou esses princípios. Simples assim.

Ao perceber isso, Leah abriu as portas da sua mente para aceitar a existência de Deus e começou ali uma jornada que a levou à conversão ao cristianismo. Ela continua a escrever seu blog no site Patheos (veja o link aqui), só que agora fala para um público cristão - e seu universo de leitores cresceu muito. 

Essa história traz dois ensinamentos importantes. O primeiro deles é que, tal como o namorado de Leah, precisamos ter coragem de falar da nossa fé para pessoas não convertidas. Não devemos ter vergonha pois o cristianismo tem respostas excelentes para as questões mais difíceis da vida humana.

O segundo ensinamento é que a conversão de cada pessoa é um caminho individual, específico para ela. Muitas pessoas chegam a Deus através do sofrimento - esse talvez seja a forma mais comum. Mas outras pessoas podem chegar através de uma inquietação intelectual, como Leah Libresco. 

E não importa qual seja o caminho que leva a pessoa até Jesus, o fundamental é o resultado final. 

Com carinho

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O FIM DO MURO DO ÓDIO

Acho que todo mundo já ouviu falar do Muro de Berlim, construído em 1961 e derrubado em 1989.

Aquele muro dividiu a cidade de Berlim em duas, uma parte comunista (a oriental) e outra livre (a ocidental). A divisão da cidade em duas destruiu famílias e gerou muito ódio.

No meu mais novo vídeo, usei o Muro de Berlim como uma metáfora para nossas vidas. Construímos, às vezes sem nem saber, muros de ódio nas nossas vidas que precisam ser derrubados. Confira o vídeo:

sábado, 28 de janeiro de 2017

TRISTEZA TEM FIM....

Hoje começamos uma nova seção no site, chamada "Desafio no Ar". Ela vai ser desenvolvida num trabalho conjunto da Alicia e da pastora Carol - veja os perfis de ambas no "Quem somos".

A ideia do "Desafio no Ar" é levantar e discutir questões práticas - autênticos desafios - que você costuma enfrentar no seu dia--dia. E apresentar conselhos práticos (dicas) para ajudar você.

O primeiro tema discutido é "Tristeza", sentimento que todo mundo experimenta vez por outra, algumas vezes com muita intensidade. A pra. Carol usou como referencia para sua mensagem o texto que está em 2 Coríntios capítulo 7, versículo 10.

Segundo o texto, você pode passar por dois tipos de tristeza: a "segundo Deus", que apesar de tudo gera bons frutos, e a "segundo o mundo", que traz a morte.

Entenda melhor o que isto quer dizer vendo o vídeo. Se você tiver dúvidas, pode mandar sua pergunta para a pastora Carol no email pastoracarol@sercristao.org .

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

DESEMPREGADOS RECUSAM EMPREGO POR MACHISMO

Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus. Gálatas capítulo 3, versículo 28
Será que um homem desempregado deixaria de aceitar um emprego por causa do machismo? Por pensar que o posto de trabalho que lhe foi oferecido é "coisa para mulher"? Parece absurdo imaginar que isso possa acontecer mas o pior é que vem acontecendo...

E esse problema se manifestou em meio a uma população essencialmente cristã. Pessoas que sabem - ou deveriam saber - que a Bíblia é contrária a toda forma de discriminação, incluindo o machismo.

O versículo acima é um excelente exemplo dessa posição bíblica: o apóstolo Paulo afirmou que todos(as) somos iguais em Cristo Jesus, não importa as diferenças de etnia (significado da expressão "não há judeu e nem grego") ou de sexo (significado de "não há... homem nem mulher"). Todos somos iguais aos olhos de Deus.

Vou explicar melhor o caso ao qual estou me referindo. Estudos recentes feitos nos Estados Unidos (segundo reportagem publicada no jornal New York Times, em 04/01/2017) mostraram o impacto do machismo no preenchimento de postos de trabalho naquele país.

Está ocorrendo nos Estados Unidos, assim com em outros países do chamado Primeiro Mundo, uma grande mudança no mercado de trabalho, com a redução radical dos empregos industriais de qualificação mais baixa. Isso porque boa parte desses empregos ou vem desaparecendo, por causa da automação (uso de robôs), ou está sendo exportado para países pobres (onde os salários são mais baixos). 

Dados do Bureau of Labor Statistics, que analisa a evolução do mercado de trabalho nos Estados Unidos, indicaram que certos empregos menos qualificados em fábricas de automóveis (p. ex. operadores de ferramentas ou técnicos de instalação de sistemas) vão diminuir entre 50% e 70% na década 2014 a 2024. 

A recente eleição do empresário Donald Trump para Presidente americano foi em parte conseguida com apelos populistas dirigidos exatamente para esse segmento do operariado, prometendo resgatar o passado de empregos fartos e bem remunerados na indústria americana. Na verdade, Trump prometeu aquilo que não vai poder entregar pois esses empregos estão simplesmente deixando de existir.

Por outro lado, no mesmo período de dez anos citado acima, surgirão muitos outros postos de trabalho em outros segmentos da economia americana, como na produção de energia limpa e, principalmente, na área de cuidados da saúde. Com o envelhecimento acelerado da população, o número de postos de trabalho para profissões como terapeuta ocupacional e terapeuta físico vai crescer cerca de 50% em média.

O problema que a sociedade americana enfrenta hoje é que a maior parte dos operários americanos com baixa qualificação e desempregados se recusa a migrar para os setores da economia onde os empregos existem hoje, especialmente na área de cuidados com a saúde.

E a principal razão para isso, conforme as pesquisas mostraram, é o machismo. Isso porque Os empregos no setor de cuidados com a saúde têm sido tradicionalmente ocupados por mulheres. E as profissões nesse segmento da economia são vistas por muita gente como "coisa de mulher", fazendo com que muitos homens se sintam diminuídos a preencher esses empregos, preferindo continuar como estão, desempregados.

Esses homens preferem votar num populista, como Donald Trump, buscando reviver um passado que não vai voltar, do que tomar as medidas que realmente iriam melhorar suas vidas, mudando de profissão. E isso demonstra o poder do machismo.

Se esses homens agem assim em relação à sua fonte de sustento, coisa fundamental para suas vidas e de suas famílias, como você acha que devem agir com suas mulheres e filhas, nas suas próprias casas?

E repito, a população à qual estou me referindo é essencialmente cristã e bastante devota. Deveriam saber que machismo, assim como qualquer discriminação, é muito errado aos olhos de Deus.

Infelizmente, a dura realidade é que mesmo entre cristãos(âs), as discriminações persistem. Conheci igrejas que não queriam ter pessoas pobres em seus bancos. Já soube de casos em que homens, ditos cristãos, agrediam periodicamente suas mulheres, além de oprimi-las de todas as formas. Já encontrei também racismo disfarçado.

Precisamos aprender a viver mais aquilo que a Bíblia ensina. Precisamos abolir todo tipo de discriminação em nosso meio, até para podermos verdadeiramente ser exemplo para a sociedade onde vivemos. Para podermos ser "sal da terra" e "luz para o mundo", como Jesus nos ensinou. 

Com carinho

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

POR QUE IR À IGREJA?

Por que ir à igreja toda semana? Há uma boa razão para fazer isso? Muitas pessoas se fazem essas perguntas.

Eu acho que há sim boas e importantes razões para que as pessoas frequentem igrejas. E no meu novo vídeo, procuro dar respostas para quem tem esse tipo de dúvidas. Para quem pensa, por algum motivo, ser possível tocar sua vida espiritual sozinho(a), sem participar de uma comunidade de fé.

Confira o vídeo:

[youtube]jxhCb0rKPS4[/youtube]

domingo, 22 de janeiro de 2017

NÃO HÁ LANCHE GRÁTIS

Dois domingos atrás, a pastora da igreja que frequento, durante seu sermão, deu comovente depoimento da sua experiência pessoal como mãe de "primeira viagem". Falou de depressão pós-parto, das dificuldades com o aleitamento materno, do desafio de conseguir se posicionar no novo papel (de "mãe"), etc.

Ficou claro, a partir desse depoimento, que passar a ser mãe não é uma experiência em que tudo passa a ser "cor de rosa". Há sim dificuldades. Há sim um "preço" a pagar por quem se torna mãe.

É claro que esse é um "preço" vale a pena pagar: no mesmo depoimento, a pastora falou que esquece todas as dificuldades toda vez que vê um sorriso da filha - seu coração literalmente "derrete".

E assim é com todas as coisas. Nada que vale a pena conquistar sai de graça. Para cada coisa há um "preço" a pagar.

Por exemplo, se você quer um bom emprego, vai precisar se preparar - fazer um bom curso e estudar bastante. E depois trabalhar longas horas e enfrentar desafios profissionais de toda a espécie.

Se você quer construir um bom casamento, o preço a pagar será, primeiro de tudo, sua fidelidade - você não poderá se ligar amorosamente a ninguém mais. E vai ser preciso também dar carinho para o(a) esposo(a), cuidar nas doenças, dividir os bens materiais, etc. Um bom casamento é uma coisa maravilhosa, mas há um preço - uma relação desse tipo não sai de graça.

E a mesma coisa acontece com a vida cristã: uma relação verdadeira com Deus também não sai de graça. E o preço a pagar não é aquele que muitos pastores defensores da teologia da prosperidade apregoam por aí, quando pedem contribuições em dinheiro, prometendo bençãos de Deus em troca.

Nada disso - tentar trocar contribuições em dinheiro por bençãos é uma terrível distorção da verdadeira doutrina cristã. Não é o nosso dinheiro ou bens materiais que Deus deseja. O que Deus deseja de fato de nós está explicado em Provérbios 23, versículo 26:
Meu filho, dê-me o seu coração e mantenha os seus olhos em meus caminhos...
O preço de ser cristão(ã), portanto, envolve duas coisas. Primeiro, dar para Jesus o próprio coração, o que significa confiar (ter fé) absoluta n´Ele. Manter a certeza que Ele é o caminho, a Verdade e a Fonte de Vida Eterna.

A segunda coisa é andar nos caminhos que Jesus estabeleceu. Em outras palavras, fazer aquilo que Ele nos pediu para fazer. E o que Jesus nos pediu pode ser resumido em "amar a Deus sobre todas as coisas" e "amar o próximo como a pessoa ama a si mesma". 

Esses dois mandamentos, conforme o que jesus mesmo disse, resumem de forma completa tudo aquilo que está ensinado na Bíblia.

Com carinho

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O "AMIGO DA ONÇA"

Muitos anos atrás, havia no Brasil uma revista famosa chamada "O Cruzeiro". Em toda edição dela era publicado um cartoon com um personagem chamado "O amigo da onça", criação do desenhista Péricles - a charge que ilustra essa postagem é desse personagem.

"O amigo da onça" representa a pessoa que parece ser amiga mas não é. Só coloca os outros em "barco furado". É uma influência negativa.

O conhecido ditado "dize-me com quem andas e te direi quem és..." trata exatamente da questão. Aponta para o poder da influência negativa, especialmente sobre os(as) jovens.

E esse é um fenômeno social bem conhecido. Um estudo recente (citado no "O Estado de São Paulo", coluna do Jairo Bouer, edição de 01/01/2017) revelou que essa influência é maior ainda do que se pensava antes.

Segundo essa pesquisa, a violência se espalha como uma doença entre as pessoas mais jovens. Um adolescente tem 180% a mais de chance de agredir uma outra pessoa se tem um amigo que já cometeu a mesma infração.

E o efeito da influência negativa é tão poderosos que se o amigo de um amigo já cometeu esse tipo de infração, as chances do(a) jovem fazer o mesmo ainda são significativamente maiores. Em outras palavras, a influência negativa não vem só de amigos(as), mas também de simples conhecidos(as). 

O estudo mostrou ainda que a violência pode se espalhar de forma epidêmica dentro de uma comunidade, "viajando" através dos contatos nas redes sociais. 

O que a Bíblia fala sobre isso? Essencialmente a mesma coisa. Veja o que Paulo disse em 1 Coríntios, capítulo 15, versículo 33:
Não se deixem enganar: as más companhias corrompem os bons costumes.
Trata- se do reconhecimento que os hábitos da pessoa são formados por meio da convivência social. Pela observação e eventual repetição de determinados comportamentos dos outros. E essa influência é particularmente sensível durante a infância e a adolescência. 

O mesmo apóstolo Paulo, em Romanos capítulo 12, versículo 2, deu um conselho preciso sobre o que pode ser feito para combater essa problema: 
Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus
Paulo reconhece que os padrões do mundo onde vivemos não são os melhores - e isso é fácil de perceber, bastando ligar a televisão. E só conseguires resistir através da renovação das nossas mentes. Em outras palavras, concentrando-nos em ideias e influências positivas, que substituam as influências negativas. Mas como fazer isso na prática?

Alguns conselhos simples podem ser úteis. E o primeiro deles é: Seja realista e reconheça o perigo representado pelos "amigos da onça".

Não pense que você está isento de influências negativas. Não aposte que, quando chegar a hora, vai resistir à conversa do "amigo da onça".

Reconhecer o problema é o primeiro passo para conseguir resolvê-lo.

O segundo conselho é: Afaste-se das más influências. Siga o que está dito em Provérbios 4, versículos 14 e 15:
Não entres na vereda dos perversos, nem sigas pelo caminho dos maus. Evita-o, não passes por ele. Desvia-te dele e passa distante.
Por exemplo, se você sabe que determinado lugar é frequentado por um pessoal de mau comportamento, não vá lá. Se há uma pessoa que lhe cause problema, se afaste dela nas redes sociais. É sempre muito mais fácil resistir à distância. 

O terceiro conselho é: Examine sua vida e veja se nela há alguma "raiz de pecado". Pecados arraigados são portas de entrada fácil para más influências. É por aí que o ataque negativo virá e não por onde você estiver forte.

Finalmente, um último conselho: Invista nas relações boas. Junte-se a pessoas que possam contribuir positivamente para sua vida. Exponha-se às influências positivas. 

Com carinho