quarta-feira, 30 de maio de 2018

QUEM VOCÊ DIZ QUE JESUS É?

Certa vez Jesus perguntou aos seus discípulos quem as pessoas diziam que Ele era (Mateus capítulo 16, versículo 13). Jesus queria saber qual a interpretação que o público dava ao seu ministério. 

Ora, sabemos que Jesus não era uma pessoa vaidosa e nem se preocupava com a imagem que projetava. Por que então Ele fez essa pergunta? Vou tentar explicar qual foi o objetivo d´Ele.

Jesus era diferente de todos os demais líderes religiosos que viviam na Palestina naquela época - a Bíblia traz depoimentos de diferentes pessoas atestando isso. E, como seria natural esperar, as pessoas acabaram construindo diversas teorias para explicar quem Jesus era e o que queria alcançar como fruto do seu ministério. 

Havia quem dissesse que Jesus era um rabino. Outras pessoas achavam que Ele era um profeta. E houve até quem pensasse que Jesus era a re-encarnação de um profeta já morto, como Elias, João Batista ou Jeremias (Mateus capítulo 16, versículo 14). E foi isso que os discípulos relataram para Jesus. 

É interessante perceber que nenhuma dessas teorias deu a resposta certa, pois ninguém reconheceu Jesus como o Salvador da humanidade. 

Jesus fez, então, outra pergunta: Quis saber o que os próprios discípulos pensavam a esse respeito (Mateus capítulo 16, versículo 15). Ora, ninguém estava em posição melhor do que os discípulos para saber quem Jesus de fato era, pois conviviam diariamente com Ele. 

Mas os relatos dos Evangelhos indicam que os discípulos não conseguiram chegar a uma conclusão objetiva sobre quem Jesus era de fato - só fizerem isso depois da ressurreição d´Ele. 

E como ficaram em dúvida sobre o que dizer e não querendo passar vergonha diante do seu mestre, ficaram calados. É interessante perceber que, em outras passagens dos Evangelhos, quando Jesus fazia perguntas, normalmente vários discípulos tentavam respondê-las para "mostrar serviço". Mas não foi isso que aconteceu naquele momento. 

Finalmente, Pedro se atreveu a falar e conseguiu dar a resposta certa: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo" (Mateus capítulo 16, versículo 16). E surpreende que Jesus não tenha parabenizado Pedro por ter acertado.

E a razão para isso é simples: Jesus lembrou que a resposta certa não ocorreu por mérito de Pedro e sim por causa de uma revelação do Espírito Santo (Mateus capítulo 16, versículo 17). 

Penso que há dois ensinamentos importantes nesse relato. Primeiro, cada pessoa precisa se definir quanto ao significado que Jesus tem para sua vida. Ela precisa assumir isso claramente, tanto para si mesma, como para quem a cerca. Não é possível ficar em "cima do muro" em relação a Jesus. 

O segundo ensinamento dessa passagem é que somente o Espírito Santo pode dar ao ser humano uma perspectiva plena de quem Jesus é. Foi assim com Pedro e é assim com cada um/a de nós. 

Você pode ler muitos textos aqui neste site ou em outras fontes, melhores e mais sofisticadas, e se sentir inspirado/a e instruído/a pelo que leu. Pode ouvir pregações que o/a levem às lágrimas. E assim por diante. 

Você vai aprender com cada uma dessas experiências - vai poder tirar suas dúvidas, entender melhor o que deve ou não fazer para ser um/a discípulo/a verdadeiro/a de Jesus. Mas apenas isso não vai dar a você a dimensão completa do significado que Jesus tem para sua vida - só o Espírito Santo pode fazer isso. Exatamente como aconteceu com Pedro.

Portanto, busque o Espírito Santo e coloque-se à sua disposição. Use todos os recursos disponíveis para se aproximar mais d´Ele: oração, meditação, louvor, estudo da Bíblia, etc. E pode ter certeza que Ele vai responder e lhe revelar o que você precisa saber para viver plenamente sua fé em Jesus. 

Com carinho

segunda-feira, 28 de maio de 2018

FÉ CEGA, FACA AMOLADA


Agora não pergunto mais pra onde vai a estrada. Agora não espero mais aquela madrugada...
A fé, a fé, paixão e fé, a fé, faca amolada... O brilho cego de paixão e fé, faca amolada. "Fé cega, faca amolada", música de Milton Nascimento e letra de Fernando Brant 

Já ouvi muitas vezes, mesmo de cristãos/ãs sinceros/as, que a fé precisa ser cega, caso contrário não tem valor, não é uma entrega completa da pessoa a Deus. Essas pessoas concordam com a letra da música acima: é preciso ter fé, não perguntar para onde vai a estrada, manter o brilho cego da paixão e amolar a "faca" para enfrentar os obstáculos da vida.

A fé cega parece uma coisa bonita e mais sincera, só que esse não é o ensinamento bíblico. Basta ver o que está escrito em 1 Pedro, capítulo 3, versículo 15: 
... estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós
A Bíblia ensina, portanto, que deve haver uma razão para a fé e a pessoa precisa estar preparada para apresentar e discutir essa razão tanto para si própria como para as demais pessoas. 

E, se precisa haver o envolvimento da razão, não se trata de fé cega. Simples assim. 

Isso fica bem evidente em vários episódios da vida dos grandes heróis da fé: eles duvidaram, pediram explicações e alguns deles até discordaram do que Deus pretendia fazer. Moisés, por exemplo, não quis aceitar a missão que Deus lhe deu (Êxodo capítulo 4, versículos 1 a 17) e discordou quando Deus quis destruir o povo de Israel, no episódio da adoração do bezerro de ouro Êxodo capítulo 32, versículos 11 a 14). Abraão negociou longamente com Deus o que iria ser feito com Sodoma e Gomorra (Gênesis capítulo 18, versículos 16 a 33). E Deus aceitou isso muito bem.

A fé cega, sem qualquer questionamento, é ruim porque gera condições para que as pessoas sejam abusadas pelos seus líderes espirituais. Ela pode fazer também com que as pessoas adquiram certezas que não deveriam ter, crenças que se manifestam apenas porque as pessoas precisam sempre se sentir seguras. Um bom exemplo disso é a crença comum hoje no meio evangélico que crente verdadeiro/a não fica doente e nem precisa tomar remédio - conheço algumas pessoas que morreram, quando poderiam ter sido curadas, se tivessem tomado os remédios adequados, por acreditar nesse absurdo. 

A fé que Deus espera de nós deve ser instruída pela mente, precisa passar pelo nosso entendimento. É preciso conhecer e entender aquilo que se crê. 

Portanto, não tenha medo de ter por dúvidas, de perguntar a Deus por que as coisas são de uma forma e não de outra e de demonstrar abertamente para Ele suas frustrações. 

Afinal, Deus entende você pois o(a) criou e conhece em detalhe cada uma das suas dificuldades e fraquezas.

Com carinho

sábado, 26 de maio de 2018

A FALTA QUE UM PROFETA FAZ

Profetas fazem falta, muita falta nos dias de hoje. E vou explicar o porquê. 

O povo de Israel, nos tempos do Velho Testamento, contava com três figuras de autoridade: o rei (o líder civil), o sumo-sacerdote (o líder religiosos) e o profeta. Eram pessoas com papéis distintos. 

Ao rei cabia o governo civil, a liderança do povo durante as guerras, a administração da justiça e a manutenção da ordem pública. Normalmente, era uma pessoa apontada por Deus para essa função. A partir de certo momento da história de Israel, o rei passou a ser um posto hereditário, normalmente com os filhos sucedendo seus pais, exceto alguns poucos casos.

Os sacerdotes eram homens que pertenciam ao clã de Levi - um dos doze filhos de Jacó -, descendendo de determinadas famílias dentro desse clã. O sumo-sacerdote tinha uma linhagem ainda mais estrita e era escolhido com base em vários critérios (ficaria muito longo explicitar eles todos aqui). Ele era o líder de todo aparato religioso de Israel - algumas cerimônias religiosas eram feitas exclusivamente por ele, como entrar no local onde ficava a Arca da Aliança, durante a festa anual do Yom Kippur. 

A terceira figura de autoridade para o povo de Israel era o profeta, pessoa escolhida por Deus especificamente para transmitir sua vontade. Muitas vezes cabia a esse homem falar palavras incômodas, como críticas aos poderosos de plantão, com grande risco pessoal. 

Deus escolheu diferentes tipos de pessoas, ao longo da história para exercer o papel de profeta, como pastores de ovelhas, sacerdotes e agricultores. O papel de profeta nunca passou de pai para filho - era um ministério individual, pessoal. 

É fácil entender porque reis não podiam ser profetas: eles estavam mais preocupados com a manutenção do poder e assim frequentemente não faziam a vontade de Deus - bem parecido com os/as políticos/as no Brasil hoje em dia. 

Mas é surpreendente perceber que os profetas normalmente também não pertenciam à classe sacerdotal, ou seja não eram líderes religiosos. Isso quer dizer que os sacerdotes , naquela época, também não eram muito bons em entender e pregar a real vontade de Deus. Talvez porque ficavam preocupados demais com os aspectos materiais da religião - administração do Templo, execução correta das cerimônias religiosas e manutenção dos próprios privilégios - para se preocupar em ouvir a Deus. 

A falta de profetas
Conforme já disse antes, penso que temos falta de profetas hoje em dia. Profetas reais, não aqueles/as que ficam por aí nas igrejas dizendo a toda hora: "o Senhor me faz saber isso ou aquilo". Quase sempre essas pessoas não conhecem de fato a vontade de Deus e expressam apenas os desejos dos seus próprios corações (mesmo quando estão bem intencionados). 

E acho que há duas razões para a falta de profetas verdadeiros hoje em dia. A primeira é que eles/as frequentemente são procurados no lugar errado. As pessoas pensam que vão encontrar nos seus líderes religiosos - pastores, padres, bispos, etc - as palavras de profecia de que precisam. 

Sacerdotes até podem ser profetas também, mas a experiência dos relatos do Velho Testamento indicam que isso não é garantido, nem muito frequente. Líderes religiosos muitas vezes não têm esse tipo de chamado de Deus ou até lhes falta estatura moral para cumprir esses papel (p. ex. aí se enquadram padres pedófilos ou pastores/as que exploram financeiramente os fiéis).

A segunda razão para a falta de profetas decorre do desinteresse das pessoas em exercerem esse papel nos moldes estabelecidos no Velho Testamento. Aliás, já era assim naquela época e tanto isso é verdade que, ao serem chamados para serem profetas, diversos homens escolhidos por Deus não ficaram satisfeitos - alguns até recusavam, como foi o caso de Moisés. Esses homens sabiam das dificuldades que os esperavam no cumprimento desse tipo de ministério.

Talvez você se surpreenda com o que acabei de dizer, pois o dom da profecia é muito procurado hoje em dia. Mas o dom que as pessoas querem não é o dom que a Bíblia descreve, mas sim uma ideia meio fantasiosa que elas construíram nas suas cabeças. Elas imaginam que ser profeta é ter poder para fazer revelações sobre o que vai acontecer no futuro. E como conhecer o futuro é um desejo sempre presente nas pessoas, esse tipo de poder coloca o profeta em evidência. 

Na verdade, uma profecia até pode conter revelações sobre o que vai acontecer no futuro, mas esse não é seu objetivo principal. Conhecer eventos futuros, digamos assim, é o lado bom de ser profeta, mas isso frequentemente nem se faz presente. Normalmente profecia é algo bem diferente: uma mensagem difícil de transmitir, especialmente porque quase sempre envolve críticas ao comportamento de outras pessoas ou até de toda uma comunidade.

Em outras palavras, muitas pessoas nas igrejas desejam ser profetas, mas não profetas de verdade, conforme a Bíblia descreve. Elas querem mesmo é ser futurólogos/as e gozar da notoriedade que isso gera. Quase ninguém busca ser profeta para exortar, consolar e ensinar as pessoas, coisa difícil e desconfortável.

É por isso que profetas verdadeiros/as são escassos e eles/as fazem muita falta. Se eles/as fossem mais comuns, líderes políticos advertidos/as publicamente quando suas políticas fossem erradas aos olhos de Deus. Líderes religiosos/as ouviriam o que precisariam fazer para conduzir melhor seus rebanhos e fazer com que as pessoas se aproximassem mais de Deus. E as pessoas comuns também tirariam muito proveito da presença de profetas verdadeiros/as, pois veriam seus/suas líderes sendo colocados no devido lugar, sob influência de palavras fortes, emanadas diretamente de Deus. E também aprenderiam a conhecer melhor aquilo que Deus deseja delas, para poder corrigir seus caminhos.

Profetas verdadeiros/as fazem falta. Muita falta.

Com carinho

quinta-feira, 24 de maio de 2018

DEIXE UM LEGADO

Todo mundo deixa um legado depois de passar por essa vida. Nossas ações e realizações geram consequências, tanto nas pessoas com as quais convivemos, como no ambiente onde transitamos. 

Essa constatação traz de imediato algumas perguntas importantes: Que legado da sua vida você vai deixar? Como você será lembrado/a por familiares, amigos/as, colegas de trabalho e irmãos/ãs da igreja? 

Jesus deixou uma grande e maravilhosa herança espiritual depois de apenas três anos de ministério - o que Ele ensinou é lembrado por todo mundo, mais de dois mil anos depois da sua morte. Esse é o exemplo que precisamos seguir.

É sobre isso que falo no meu mais novo vídeo - veja aqui.

Veja outros vídeos recentes meus aqui e aqui.

domingo, 20 de maio de 2018

E QUANDO A VIDA ESTÁ PESADA DEMAIS PARA CARREGAR?

Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Mateus capítulo 11, versículo 28
Hoje vou falar sobre o alívio de Jesus para nossos problemas. E esse tipo de ajuda se torna especialmente necessária naquele dia em que você não quer nem levantar da cama de manhã cedo. E não é por preguiça. É que são tantos os problemas, tantas as lutas, que a vontade é fechar a porta do quarto e ficar na cama, deixando todos os problemas lá fora.

A Bíblia está cheia de exemplos de pessoas que passaram por esse tipo de aflição. Por exemplo, o profeta Elias, em certo momento do seu ministério, ficou tão deprimido que nem queria comer. Foi preciso que Deus mandasse os anjos darem comida para Ele (1 Reis capítulo 19, versículos 1 a 8). E durante algum tempo, Elias viveu literalmente dependendo em tudo do Pai.

Existe ainda o caso de Ana, que viria a ser a mãe do profeta Samuel. Desesperada por não conseguir ter filhos, foi ao Tabernáculo e ficou ali chorando, na presença de Deus (1 Samuel capítulo 1, versículos 9 a 18). 

Quando me sinto triste assim - e isso já aconteceu algumas vezes na minha vida -, sempre procuro me lembrar do versículo que abre esta postagem. Nele, Jesus aborda a aflição humana com grande sensibilidade e dá uma resposta definitiva para ela. 

E Jesus pôde fazer isso porque Ele entendia exatamente como nos sentimos nesses momentos pois passou pelas mesmas dificuldades que nós passamos - não podemos esquecer que, certa vez, de tão angustiado que estava, Ele chegou a suar sangue. 

O ensinamento de Jesus é que nesses momentos, mais do que em quaisquer outros, você precisa contar com Ele. Precisa ir até Ele e entregar-lhe todos os seus problemas. Mas o que é isso na prática?

Trata-se de orar, confessando a Ele suas dificuldades e entregando nas suas mãos o encaminhamento das soluções. Em outras palavras, buscar o alívio de Jesus, deixando com Ele os problemas que estão fora do seu alcance resolver. Essa é a primeira parte.

A segunda parte é confiar n'Ele e descansar. Passar a agir como uma criança pequena, que tem confiança total e completa no seu pai. E que, quando o pai lhe garante que vai resolver o problema, pára de chorar e se esquece da dificuldade, confiante que a solução virá - afinal, foi seu pai quem prometeu isso. 

Esse é o tipo de confiança necessária para que você consiga descansar em Deus. Mas alguém poderia me perguntar: “Eu não consigo. Até gostaria de ter esse descanso, mas não consigo ter tanta confiança assim. O que preciso fazer?”. E eu respondo: o remédio para isso é mais Jesus ainda.

Há uma passagem na Bíblia em que uma pessoa pediu a Jesus que fizesse um milagre na sua vida e Ele respondeu que, se a pessoa acreditasse, caso tivesse fé suficiente, receberia a graça desejada. E a pessoa respondeu-lhe com sinceridade cativante: “Eu creio, mas me ajude na minha falta de fé”.

Aquela pessoa até acreditava, mas sabia que sua fé não era o bastante. E o que ela fez? Acreditou que Jesus também poderia ajudá-la nessa outra dificuldade. E isso bastou: o milagre aconteceu. 

E é exatamente isso que você deve fazer, se sentir que sua fé não é suficiente: peça ajuda a Deus para aprender a conseguir confiar mais n´Ele! Faça isso e eu garanto, garanto mesmo, que Deus vai responder. 

E quando Deus responder, a sua Paz, que excede toda a compreensão humana, vai invadir seu coração e ali permanecer até o fim dos seus dias. 

Busque sempre o alívio de Jesus. Essa é a grande reposta para os problemas da vida.

Com carinho

sexta-feira, 18 de maio de 2018

O RESULTADO DAS BOAS INTENÇÕES

Tempos atrás, Guga, o maior tenista da história do Brasil, deu uma entrevista onde falou sobre sua vida depois de abandonar as quadras. Uma das partes mais interessantes foi quando ele comentou sobre as sequelas que o esporte de alto rendimento deixou no seu corpo - hoje Guga tem dificuldade para andar normalmente.

Está comprovado que o esporte de alto rendimento (tênis, futebol, vôlei, basquete, ginástica olímpica, dentre outros) normalmente gera consequências muito prejudiciais à saúde dos/as atletas. Vários ídolos do esporte dão testemunhas disso - por exemplo, o ex-tenista André Agassi, que ganhou muitos títulos, declarou sofrer dores tão fortes que não conseguiu pegar direito os filhos no colo, quando eles eram pequenos.

Penso que essas informações nos permitem fazer duas reflexões importantes para nossas vidas. A primeira delas é a seguinte: uma coisa que parece boa pode se tornar ruim, dependendo de como é feita. 

No caso do esporte, a fronteira entre o bem e o mal está na intensidade das atividades físicas praticadas. Quando feitas em excesso e por muito tempo, elas podem destruir partes do corpo humano, como as articulações, causando problemas permanentes.

E o mesmo pode ser dito do cristianismo: frequentar uma igreja cristã e trabalhar na obra de Deus são coisas excelentes, que só fazem bem. Mas obsessão religiosa - a situação onde a pessoa só vive para sua religião - não é saudável. O mesmo pode-se dizer do fanatismo religioso - é esse tipo de fanatismo que costuma levar à intolerância religiosa e, daí, para passar à violência física contra quem pensa diferente, é um passo muito pequeno. 

É preciso saber definir onde está a fronteira entre uma prática saudável e outra que causa prejuízo à pessoa. Ou seja, é necessário saber estabelecer onde está a fronteira entre o bem e o mal. 

Eu não tenho espaço para desenvolver com muita profundidade essa questão, mas já tratei dela em inúmeras outras postagem (por exemplo, aqui e aqui). Mas, de forma resumida, é preciso sempre ter em mente os ensinamentos dados por Deus na Bíblia - ali estão as regras de comportamento que precisamos seguir.

A segunda reflexão importante é a seguinte: boas intenções não garantem bons resultados. Por exemplo, um atleta busca ganhar dinheiro para si e sua família, como também trazer alegria para milhões de fãs. E nada disso pode ser considerado ruim - são intenções que parecem ser boas. 

Mas, na busca por esses objetivos, como vimos nos exemplos acima, muitos/as atletas acabam por destruir seu próprio corpo. De igual forma, sabemos que ajudar pessoas a aceitarem Jesus como seu Salvador é uma coisa muito boa - esse é até um mandamento que nos foi dado. Mas a história está cheia de exemplos - como a Inquisição, durante a Idade Média - onde a conversão de muitas pessoas foi feita à força. As pessoas "aceitavam" Jesus simplesmente para não morrerem e isso é uma completa subversão do Evangelho de Jesus Cristo. 

É por isso que o ditado "a estrada para o inferno está pavimentada de boas intenções" trata de uma grandes verdade. As boas intenções sozinhas não garantem que os resultados finais sejam bons. É preciso também olhar para os caminhos que serão seguidos para transformar essas boas intenções em realidade. Por exemplo, usar de força para converter pessoas é extremamente errado e só gera sofrimento, ao invés de trazer libertação.

Os resultados somente serão bons se tanto as intenções iniciais, como os caminhos seguidos para concretizá-las, estiverem ambos alinhados com a vontade de Deus. 

Com carinho

quarta-feira, 16 de maio de 2018

O QUE SERÁ?

Vivemos num mundo meio caótico, onde há problemas de toda ordem: corrupção, violência, falta de serviços essenciais e assim por diante. E há quem pergunte: o que será de mim? Como encontrar forças para viver essa realidade tão difícil?

Na verdade, a Bíblia ensina que só estamos neste mundo de passagem e que o nosso lugar é mesmo junto a Deus, onde não há trevas, problemas e tristeza. Onde Ele é tudo para cada pessoa e preenche todas as necessidades dela.

E é sobre essa esperança que eu falo no meu mais novo vídeo - veja aqui.

Veja outros vídeos recentes meus aqui e aqui.